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Direção espiritual ou Divã ? Quais são as linhas da Psicanalise mais alinhadas a Moral Cristã?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 29 de agosto de 2020 | 18:40






A vida humana é muito mais do que as ciências e a política podem compreender. Desta forma, a religião é uma janela aberta para o algo mais, para aquilo que transcende. Enquanto a religião busca religar o homem a Deus, a psicologia tem o papel de compreender o homem em sua totalidade e auxiliá-lo a viver em harmonia, equilíbrio e de forma saudável. Embora muitos tentem constantemente separar a religião da psicologia ou da ciência em geral, ambas não se contrapõem, muito menos se excluem. Freud, em sua linha mais determinista, afirmava que a religião é uma criação do psiquismo, uma ilusão dispensável que afasta o ser humano da realidade, surgida a partir da necessidade de defesa contra as forças da natureza. O pensamento freudiano também tem suas raízes em outros filósofos como o próprio Karl Marx que, dentre outros, também afirmam desresponsabilizar os homens pelas conseqüências de seus atos.




Em Victor Frankl, o pensamento determinista de Freud recebe duras críticas, para ele ainda que o cientista encontre verdades a respeito de uma realidade humana, jamais pode afirmar que esta verdade resume toda a completude do ser humano, desta forma Frankl desenvolve o conceito da ontologia dimensional, ou seja, um fundamento sobre o qual o ser humano deve ser compreendido sempre como um ser tridimensional, de bases biológica, psicológica e espiritual.



É fato que muitas vezes o ser humano utiliza da religião para desresponsabilizar-se, é muito comum, inclusive na prática clínica, ouvir as pessoas dizendo que as coisas aconteceram ou deixaram de acontecer em sua vida porque “Deus quis assim” ou “esta foi a vontade de Deus”. Há também uma ilusão inconsciente, uma relação neurótica com a imagem de Deus, da qual as pessoas acreditam que o mal que lhes ocorre é porque estão sendo castigadas devido a um erro que cometeram, um pecado ao qual não conseguiram superar. Esta relação com a religião é de fato doentia, ilusória e desresponsabiliza o ser humano. Marx e Freud encontram razão em suas afirmações em situações como estas. É fato também que muitas vezes o ser humano encontra-se em situações limite, em situações sobre as quais não tem nenhum poder para transformar a realidade que vive, seja diante de uma doença incurável, seja diante de um sofrimento inevitável ou ainda diante das atitudes de outras pessoas ao seu redor. São nestes momentos de forma especial que o poder da espiritualidade se manifesta, são em momentos assim que a fé pode se manifestar de forma extraordinária. É fato que as pessoas de fé conseguem superar com mais facilidade a depressão, por exemplo.



A religião é uma forma de ajuda para que as pessoas vivam sua dimensão espiritual, não é de forma alguma uma ilusão, nem tampouco seja dispensável. Vale também destacar, por exemplo, a incoerência das críticas de Freud e Marx. Hoje, um século após os inícios da psicanálise fundada por Freud, muitos homens e mulheres que se submetem a uma análise ortodoxa freudiana tornam-se dependentes desta análise, não é difícil, por exemplo, encontrar grandes personalidades que estão há mais de 8 anos fazendo análise, as quais trocaram seis por meia dúzia, ou seja, supostamente estão libertas da religião, mas escravas de terapias intermináveis. Quantos são os psicanalistas ou cientistas de quaisquer que sejam as abordagens que insistem em negar a religião, mas que defendem suas teorias como verdades incontestáveis negando o próprio conceito de ciência que é justamente o de conhecimento refutável!





Veja abaixo as principais linhas e seus expoentes:



(Por: Andressa Vieira - Psicanalista em Pinheiros, São Paulo/SP)



Apesar de serem muitas as linhas de psicanálise, todas têm origem no freudismo clássico, que sofreu adaptações ao longo do tempo. Cada linha tem sua peculiaridade; no entanto, a maioria dos analistas não trabalha com uma única corrente, mas com uma combinação única entre elas, que varia de acordo com a individualidade de cada paciente. É importante que o analisando se sinta à vontade durante o tratamento – por isso, o critério fundamental para a escolha de um psicanalise deve ser, acima de tudo, a confiança, a segurança e a empatia sentidas nos primeiros encontros.







1)-Linha freudiana (Escola austríaca)


A psicanálise teve início com o neurologista e psiquiatra Sigmund Freud (1856-1939), em Viena, na Áustria, por volta de 1900. Freud propôs os conceitos de inconsciente, pulsão e recalque, formulando um novo tratamento das neuroses. Sándor Ferenczi e Anna Freud – filha de Sigmund – foram importantes seguidores dessa linha.


Principais características:

a)-Na clínica clássica freudiana, o foco é a escuta dos pensamentos, fantasias e sonhos do analisando – e até o seu silêncio.

b)-Durante a sessão, o analista questiona e propõe interpretações, para que o paciente desenvolva sua própria análise.

c)-O analista que segue esta linha tem uma postura sóbria e se comporta de uma forma mais neutra, trocando pouco com o analisando.


2)-Linha winnicottiana (Escola inglesa)


Donald Woods Winnicott (1896-1971) foi médico pediatra e psicanalista, e seu trabalho ganhou especial relevância na Inglaterra ao fim da 2ª Guerra Mundial, quando desenvolveu um conjunto de novas intervenções clínicas e teóricas. Para Winnicott, o ser humano não é apresentado como um objeto da natureza, mas sim como uma pessoa que, para existir, precisa do cuidado e da atenção da figura materna. Winnicott foi presidente da Sociedade Britânica de Psicanálise, e fundador da psicanálise de crianças na Grã-Bretanha, antes da chegada a Londres de Melanie Klein. No centro do intenso conflito entre Anna Freud (que tinha uma concepção “pedagógica” da psicanálise infantil) e Melanie Klein (cuja prática clínica era centrada nos jogos e na observação das psicoses primitivas, segundo ela, presentes em todas as crianças), Winnicott foi afirmando sua independência. Sempre foi um admirador do trabalho de Melanie Klein, que chegou a supervisioná-lo no início de sua carreira.


Principais características:


a)-O recebimento inicial dos pacientes que procuram a linha winnicottiana é mais caloroso, e o atendimento é adaptado às suas necessidades.

b)-A duração das sessões pode ser flexibilizada, assim como a disponibilidade do analista para atender algumas necessidades do paciente.

c)-O analista que segue esta linha tem uma postura ativa e mais próxima, e a troca com o analisando é maior – o que faz com que a psicanálise winnicottiana seja muito indicada para pessoas resistentes ao silêncio durante as sessões ou ao método interpretativo.

d)-A sessão requer que o analista vivencie um estado de relaxamento e espontaneidade, a fim de acolher o paciente e estabelecer uma base de confiança.


3)-Linha lacaniana (Escola francesa)


O trabalho de Jacques Lacan (1901-1981) emergiu na França, a partir de debates políticos e filosóficos, ganhando relevância a partir da década de 1970, quando havia um questionamento de um modelo muito rígido de formação dos psicanalistas. Além de repensar esse modelo, Lacan propôs uma nova forma de entender a psicanálise, segundo a qual o inconsciente se estrutura como linguagem.


Principais características:


a)-O analista que segue a linha lacaniana tem uma postura mais direta e impessoal – ele não responde perguntas, não fala sobre si e não emite opiniões.

b)-Nessa linha, o foco do atendimento é a palavra, sua representação e seu simbolismo.

c)-Os psicanalistas lacanianos utilizam o conceito de tempo lógico: ao contrário das sessões de 50 minutos, o fim da sessão é determinado de acordo com cada situação, e podem haver sessões curtas ou ultracurtas.



4)-A terceira escola Vienense de Psicoterapia: A Logoterapia

 

 

Independente de diretriz religiosa e social, todos nós nos perguntamos qual a razão de estarmos vivos. Isso vai muito alem de sentido biológico, procurando uma ponte existencial para responder adequadamente essa pergunta. A Logoterapia se configura como um sistema teórico que ao contrário do niilismo, busca sentido para a existência humana. Concebido pelo psiquiatra vienense Viktor Frankl, ela visa questionar algumas bases já existentes e busca um novo significado para elas.

 

 

Viktor Emil Frankl (Viena, 26 de março de 1905 — Viena, 2 de setembro de 1997) foi um neuropsiquiatra austríaco e fundador da terceira escola vienense de psicoterapia, a Logoterapia e Análise Existencial. O doutor Frankl ficou mundialmente conhecido depois de descrever a sua experiência dramática em quatro campos de concentração nazistas, em seu best-seller internacional: Em Busca de Sentido. Viktor cria a primeira ciência especializada em sentido da vida do mundo. Foi conferencista e professor convidado em dezenas de universidades, incluindo a Harvard University. Recebeu vinte e nove títulos de doctor honoris causa (incluindo um título emitido pela Universidade de Brasília); o prêmio Medicus Magnus e a Estrela-de-Ouro Internacional, por serviços prestados à humanidade. Oswald Schwarz disse que a Logoterapia teria, nas ciências psicológicas, o mesmo papel que a Crítica da Razão Pura, de Immanuel Kant, teve na Filosofia.Viktor Frankl é um dos autores mais estudados em psicologia e counseling nos Estados Unidos e Canadá. A Logoterapia já conta com inúmeros estudos experimentais em ambos os países. No Brasil, em Angola e em Portugal, entretanto, ainda contamos com um tímido estudo sistemático das obras desse autor. Todavia, iniciativas pioneiras têm remediado esse defasamento, dentre elas, destacamos os trabalhos de algumas instituições reconhecidas internacionalmente pelo Instituto Viktor Frankl, na Áustria, e pela Associação Internacional de Logoterapia e Análise Existencial.

 

 

 

A ideia é expandir uma reflexão profunda a respeito de nossa presença neste plano e objetivo. Esse sistema acabou por se tornar a Terceira Escola de Psicoterapia, sendo esta Vienense, fechando a tríade de pensamento. As outras duas são a Psicanálise de Freud e a Psicologia Individual de Adler. Começou a ser bastante difundida quando Frankl sobreviveu a quatro campos de concentração. Com isso, deduzimos a fonte de sua existência.Em suma, como aberto acima, afirma que o ser humano tem necessidade em encontrar sentido na vida. Dessa forma, a “vontade de sentido” ganha mais força do que a força motivadora de cada pessoa. Cabe ressaltar que não existem ligações religiosas externas com essa vertente terapêutica. Esta é independente de qualquer influência.

 

 

Os três Pilares da Logoterapia

 

 

A Logoterapia, independente de como se apresente, possui três pilares muito essenciais para construir sua filosofia. Por meio deles, conseguimos levantar questionamentos pertinentes a respeito de nossa permanência aqui, bem como tomar diretrizes. Assim, nos centraremos melhor em nossa busca se observarmos:

 

 

1º)-Liberdade da vontade: Nós, seres humanos, segundo a Logoterapia, temos liberdade para decidir sem sermos determinados por condições. Somos capazes de tomar atitudes em relação ao que acontece dentro de nós, bem como externamente. A liberdade ganha o sentido de espaço para conduzir nossa vida de acordo com as possibilidades dadas. Isso advém diretamente da nossa realidade espiritual em relação ao mundo e à própria mente. Ligados ao espírito, nos tornamos capazes de moldar nossas vidas. A partir daí, conseguimos lidar adequadamente com sintomas e recuperar nossa autodeterminação.

 

 

2º)-Sentido da vida: aqui é considerado um objeto palpável e distante de qualquer ilusão de cada pessoa. Além disso, os humanos são conduzidos a darem o melhor de si ao mundo notando o sentido em cada situação. Com isso, se ressalta cada potencial em relação sentido. Ao fim, é notado de se manifesta de acordo com a pessoa e ao momento. Basicamente, esse sistema teórico não impõe um sentido universal à vida. Isso vai de acordo com cada pessoa, dando flexibilidade para entender e moldar as suas vidas de modo mais relevante.

 

 

3º)-Vontade de sentido: A liberdade do ser humano se configura também no direcionamento deste a algo. Com isso, é levantado que cada um de nós tem um propósito e objetivos a serem alcançados. Quando procuramos por eles, imediatamente procuramos por um sentido em nossas vidas. Sem a vontade de sentido, qualquer um experimenta um vazio existencial e sem sentido. Assim, a Logoterapia fomenta a busca deste para captar potencialidades com base nas próprias perspectivas.

 

 

 

Consequências da vida sem sentido

 

 

A Logoterapia indica que os indivíduos sem essa busca são passíveis de serem atormentados por problemas físicos e psicológicos. Dessa forma, a frustração em não achar o sentido da própria vida acaba se voltando ao próprio corpo e à mente. Isso pode ser visto na agressão, já que este se encontra sensível em relação à falta de uma função. Além disso, a depressão pode tomar conta de sua vida, diminuindo ainda mais o seu olhar a algo. Caso o quadro existencial continue e ela não seja tratada, pode nutrir tendências suicidas e distúrbios neuróticos. Ademais, as doenças psicossomáticas podem surgir, atingindo de forma sistêmica o indivíduo.

 

 

Técnicas

 

 

As técnicas às quais Viktor Frankl se valia na Logoterapia servem de base para outros procedimentos criados posteriormente. Ainda hoje, continuam moldando novos métodos e testes. Mesmo após tanto tempo, elas continuam relevantes para a melhor aplicação e estudo do processo. Abaixo, se concentram as mais repercutidas no trabalho de Frankl:

 

 

1ª)-Derreflexão: Indicada para quem possui problemas de insônia ou de cunho sexual, bem como ansiedade. Com uma auto-observação exagerada, acabamos por intensificar algumas percepções e reações prejudiciais a nós mesmos. Com base nisso, a derreflexão consegue romper esse ciclo neurótico e afasta a atenção exagerada nos sintomas negativos.

 

2ª)-Intenção paradoxal: Essa técnica é voltada para quem tem transtornos compulsivos e ansiedade, bem como síndromes vegetativas. Nisso, um médico ou terapeuta auxiliará os pacientes a se sobressaírem. Dessa forma, conseguem superar cada uma de suas obsessões ou ansiedades de autodistanciamento. Isso quebra o círculo de aumento dos sintomas.



3ª)-Diálogo Socrático: As expectativas aqui podem comprometer qualquer alcance para se chegar ao sentido. Isso porque podem facilmente alienar alguém das potencialidades de sentido a si próprio. Dessa forma, acaba acentuando distúrbios neuróticos ou fazendo destes consequências de atitudes mal-tomadas.Com o Diálogo Socrático, os pacientes são conduzidos a observar suas atitudes irreais e sem prudência. Com isso, constroem uma perspectiva mais saudável para alcançar uma vida completa. A conversação utilizada aqui traz a possibilidade de realizar um sentido adequado à vida.

 

 

Aplicações da Logoterapia:

 

 

A Logoterapia pode ser bem direcionada através de um contato mais coletivo entre terapeuta e paciente. Por exemplo, é perfeitamente encaixável conduzi-la em uma leitura plural, de modo a agregar várias pessoas ao mesmo tempo. Montando um grupo de apoio, é possível trabalhar e fomentar as diversas perspectivas existentes. Além disso, um grupo de apoio terapêutico também permite a inclusão desse sistema de teoria. Somando com uma terapia mais convencional, o trabalho de resgate a um direcionamento se torna mais eficaz. Como se sabe, a humanidade, por mais conectada que seja, carrega uma visão individualizada da própria vida. Cada um de nós carrega uma perspectiva única que visa dar sentido ao momento existencial que estamos. Essa é a premissa da Logoterapia: conduzir o indivíduo para que este encontre o seu sentido sobre a sua própria existência. Dessa forma, pode se sentir mais pleno e funcional para usufruir de suas capacidades físicas, mentais, emocionais e sociais. Com a Logoterapia, é possível que ancoremos corretamente nossos esforços para alcançar uma centralidade existencial. Sabemos quem somos, o que somos e o qual o nosso propósito.




Linhas psicoterápicas tradicionais



São aquelas estudadas nas faculdades de psicologia e reconhecidas pelos Conselhos da profissão. Apesar de existirem estas cinco linhas principais, dentro de cada uma existem variações e subcategorias que variam um pouco.


1)-Psicanálise


Baseada nos estudos de Freud, ela trabalha com a premissa de que temos um inconsciente, onde acontecem processos psíquicos que podem explicar nossos conflitos. O psicanalista através da sua fala ou dos relatos de sonhos vai procurar entender o que o seu inconsciente está expressando, para te conduzir a tornar isso consciente e lidar com as questões. Trabalha muito a ideia de traumas gerados no passado.


Como são as sessões:


-O paciente fala, o psicanalista conduz através de perguntas e comentários.


Duração da terapia:


-Não tem prazo definido, podem ser anos.


Indicada para:

-Quem prefere um processo mais profundo e lento.


2)-Terapia analítica


Foi criada por Jung, um discípulo de Freud. Também parte da ideia do inconsciente, mas acredita que existe um inconsciente coletivo, símbolos que têm o mesmo significado para todas as pessoas. Na terapia analítica, o profissional tenta interpretar como esses símbolos aparecem nos relatos do paciente, para que ele possa entender os processos que acontecem no seu inconsciente e levam ao sofrimento.


Como são as sessões:

-O paciente fala e o terapeuta conduz através de perguntas e comentários.


Duração da terapia:


-Não tem prazo definido.


Indicado para:

-Quem prefere um processo mais reflexivo e lento.


3)-Psicodrama


É uma terapia geralmente feita em grupo, baseada na encenação improvisada dos conflitos. Ela parte da ideia de que as questões são fruto das relações estabelecidas pela pessoa desde a infância e propõe uma retomada dessas experiências durante o processo terapêutico.Nas sessões, primeiro o grupo discute um tema, quando surge um protagonista. Em seguida é feita a encenação, quando o protagonista contracena com os demais, que assumem os papeis coadjuvante ligados ao tema. Por fim o grupo compartilha seus sentimentos em relação à cena. Quem conduz tudo e dirige a cena é o terapeuta.


Duração da terapia:

-Não tem prazo definido.


Indicado para:

-Quem prefere algo mais movimentado e gosta de trocas e de compartilhar com outros.


4)-Psicologia comportamental


Trabalha com a análise do comportamento da pessoa, sem uma grande preocupação com uma investigação da interioridade e do inconsciente. Olhando para os comportamentos que a pessoa tende a repetir em determinados contextos, a terapia procura fazer com que isso seja cada vez mais perceptível, para sem seguida ser mudado.


Como é a sessão:

-O paciente fala e o psicólogo ouve e conduz. Podem ser usados exercícios de relaxamento e respiração e também haver a designação de tarefas para casa, com preenchimento de formulários ou leituras.


Duração da terapia:

-Não tem prazo definido.


Indicado para:

-Quem procura um resultado mais rápido e um processo mais ativo.


5)-Gestalt


Procura entender a fala do paciente como um todo. Tem menos preocupação com os fatos em si e mais com a forma como o sujeito interpreta a vida, olhando para a maneira como ele organiza seu pensamento e o expressa. O foco é todo no momento exato da terapia, no aqui e agora, e na relação do paciente com o terapeuta, com objetivo de que ele tome consciência do que diz e faz, para depois reproduzir essa tomada de consciência fora do consultório.


Como é a sessão:

-O paciente fala e o terapeuta conduz de maneira mais ativa, fazendo observações sobre o que acontece ali.

Duração da terapia:

-Não tem prazo definido.


Indicado para:

-Quem prefere uma percepção mais direta das relações que tem com o mundo ao seu redor.


Terapias alternativas


Existem linhas de terapias alternativas, que envolvem outras técnicas além das estudas pela psicologia em sua metodologia de trabalho.


1)-Constelação familiar


Em moda no Brasil, essa terapia considera a pessoa como parte de uma trama de relações que vêm de várias gerações. Cada indivíduo é uma estrela no que seria uma constelação da família toda. E dentro disso, um sofrimento de agora pode ter origem em um conflito mal resolvido de pessoas que vieram antes. Para enxergar esse conflito, é feita uma sessão em grupo em que, sem conversar com o paciente, desconhecidos assumem papeis das pessoas envolvidas em sua vida. Essas pessoas captariam as informações sobre a questão de um círculo de energia que se formaria entre os participantes. O paciente, ou "constelado", ao ver seus conflitos encenados de fora, tem uma visão diferente sobre o que lhe causa sofrimento.


Como é a sessão:

-Podendo durar de 20 minutos a mais de duas horas, ela é feita com uma pessoa começando a assumir um papel indicado pelo constelador. A partir daí, outras pessoas podem assumir outros papeis e interpretar situações. O constelador, ou terapeuta, apenas observa e analisa, assim como o paciente.


Duração da terapia:

-Uma sessão pode ser suficiente.


Indicado para:

-Quem quer algo bem rápido.


2)-Somaterapia


Criada no Brasil, essa metodologia terapêutica parte da ideia de que os indivíduos estão inseridos na sociedade e em um contexto político e isso tudo influencia o que lhe causa sofrimento. A terapia é em grupo e envolve exercícios físicos que usam diversas técnicas de capoeira, teatro e conversa. É considerada uma terapia anarquista.


Como é a sessão:

-Dura três horas e começa com 40 minutos de exercício físico, seguido de conversa sobre os sentimentos despertados na atividade.


Duração da terapia:

-Um ano de sessões semanais.


É indicada para:

-Pessoas que se alinham a uma visão de grupo e valorizam a política em suas vidas, sem doenças psiquiátricas e com capacidade física para os exercícios.


3)-Terapia de Regressão


Antes era chamada de terapia de vidas passadas. Nela, acredita-se que as pessoas têm almas imortais que passam por várias vidas em vários corpos. E os sofrimentos de hoje podem ter origem em algo que acontece em outra vida. Através da respiração ou relaxamento, o terapeuta coloca a pessoa em um estado de semiconsciência, no qual é conduzida a se lembrar dos momentos traumáticos do próprio passado, de dentro do útero ou até de outras vidas. Ao se lembrar, a pessoa reprogramaria sua relação com o sentimento e, com o tempo, supera o trauma.


Como é a sessão:

-Primeiro é feita uma sessão de entrevista, em que o paciente faz suas queixas. Na sessão de regressão, com um exercício de relaxamento, o terapeuta coloca o paciente em estado de quase transe e conduz seu pensamento a lembrar de tudo.


Duração da terapia:

-Duas entrevistas e duas sessões de regressão.


É indicada para:

-Pessoas que acreditem na ideia de vidas passadas.


CONTRIBUIRAM NESTAS INFORMAÇÕES:


*Paula Peron, coordenadora do curso de psicologia da PUC-SP;

*Diva Lúcia Gautério, presidente do CRP-RJ;

*João da Matta, psicólogo somaterapeuta;

*Mário Koziner, psicoterapeuta e psiquiatra;

*Suely Molitermo, psicoterapeuta especialista em regressão de memória.






CONCLUSÃO:



Embora hoje tenhamos um bom número de cristãos em geral exercendo ou estudando a psicanálise, ainda existem controvérsia a respeito da relação entre a “psicanálise e fé cristã”. Esta controvérsia existe no Brasil devido principalmente ao problema maior que tanto a Bíblia quanto Freud mostram que existem: a ignorância! Freud ao desenvolver o método psicanalítico, sua intenção consistia em levar o paciente ao insight, ou seja; ao conhecimento de seu verdadeiro EU, o auto-conhecimento por meio do qual é possivel trabalhar na reestruturação da personalidade. Salomão já dizia, que o conhecimento é o segredo para obter-se a sabedoria para a vida na terra. Jesus disse que o conhecimento da verdade é o meio de libertação do ser humano, e Paulo enfatizou que a felicidade real viria através do conhecimento. Podemos constatar a Ignorância de psicanalistas de algumas escolas contrárias aos novos psicanalistas brasileiros, que são também, em sua maioria, defendem a fé. Ignoram que aquilo que vai separar o profissional de um bom trabalho não será sua religião ou profissão paralela, mas sua postura tanto num quanto noutro ambiente. Vemos também a Ignorância de determinados Cristãos que, não conhecendo o que é psicanálise, dizem que a psicanálise é incompatível com a Bíblia, que veio tomar o lugar da direção espiritual. Ignoram que a verdade é manifestação de Deus, em qualquer área.


Para uma melhor compreensão do assunto, é suficiente citar algumas obras relacionadas ao tema, publicados no Estado Unidos, tais como:

a)-Paul Tournier que escreveu diveros livros enfatizando psicanálise e fé cristã, dentre eles “ Bíblia e Medicina”.

b)-Um outro autor muito importante neste caso, é Pierre Solignac, médico psiquiatra, que escreveu um livro encontrado em português, “ A Neurose Cristã”. Tendo trabalhado durante vários anos dando atendimento a pessoas neuróticas, e cristãos inclusive, pode assim dar uma grande contribuição ao assunto. Em sua obra ele apresenta porque muitos religiosos, principalmente líderes, sofrem com tantas perturbações. Fala também sobre a neurose institucional da Igreja, a neurose cristã e a civilização, Jesus, Homem Livre e assim por diante.

c)-Creio que deveria mostrar em terceiro lugar o livro de Victor E. Frankl, para psiquiatras e outros cristãos que exercem a psicanálise, “ Psicoterapia e Sentido da Vida”.

d)-É interessante o capítulo denominado “A Neurose Dominical”, à pg. 168. C. G. Jemy escreveu “Psychology of the Inconscience”, onde fala sobre a “autonomia da mente inconsciente”.

e)-Paul Lachapelle “Psiquiatria Pastoral”,

d)-Wise Carrol “Psychriatry and the Bible”;

e)-Leslie Weatherhead, “Psycology, Religion and Healing”;

f)-Mauro Rodriguez, um livro muito importante, “Mensaje Cristiano y Salud Mental”. Ele faz um diálogo entre psicologia da personalidade e cristianismo onde cita uma frase que vale a pena repetir: “ Para não escandalizar os ignorantes a Igreja escandalizava aos mais inteligentes”.

g)-Cito ainda H. Bless que escreveu a “ Psiquiatria Pastoral”, editado em Madri, onde diz que a psiquiatria pastoral é parte da Teologia e ensina a aplicar os princípios da Psiquiatria à direção dos anormais. É um livro que ajuda o psicanalista ou psiquiatra cristão no trato no consultório, nas capelanias ou no manicômio. O campo da conversão foi largamente estudado, principalmente na Psicologia da Religião.

h)-Robert O. Ferm escreveu “The Psychology of Christian Conversion”.

f)-Outras pessoas que desenvolveram o estudo psicológico da conversão foram: Wiliam James, Edwin D. Starbuck, George A. Coe, Elmer T. Clark, James H. Leuba, Eduard S. Ames, Alfred Claires Underwood, J. G. Mackenzie, Edmund W. Sinnott, Paul Johson, Suerre Norborg, dentre outros.



Há no Brasil muitas editoras católicas que têm algumas obras no campo da psicologia e psicanálise, principalmente traduções. A Editora Sinodal, da Igreja Luterana, também tem algumas obras e as outras Igrejas Evangélicas. Ainda assim é grandiosa a falta de obras técnicas para profissionais da saúde mental que sejam cristãos ou que, e isto é importante, não sejam religiosos, mas se interessem em conhecer mais a mente do homem religioso. Por exemplo, numa obra técnica o psicanalista ateu poderá compreender como as neuroses se manifestam no cristianismo, como os superegóicos têm se juntado mais e mais em torno de denominações fanáticas, como que os perversos e outros semelhantes têm a tendência de separarem-se e formarem grupos onde não haja pressão contra as manifestações de seu Ego desestruturado, como que tantas pessoas usam o nome de Deus para realizar as tendências de suas neuroses. Também verá a verdade de alguns que galgaram vidas exemplares e sadias, apesar de suas tendências patológicas, após a sublimação voluntária e com dedicação real e cheia de amor.



Há muitos psiquiatras, psicólogos e psicanalistas de tem medo de lerem tais obras porque pensam que o que existe é uma tentativa de transformar a religião e a psicanálise numa nova seita. Sem duvida há esse perigo, para os que são maus profissionais e não compreendem a autonomia de cada ciência. Isto tem acontecido muito com as religiões místicas oriundas do oriente e muitas terapias “alternativas” têm aparecido. Por exemplo; um budista psicanalista somente será um profissional correto se for tratado, na terapia didática, do fanatismo, se conseguir ser analisável. Assim também não esperamos que alguns cristãos fanáticos sejam analisáveis e venham a se tornar psicanalistas. Agora, mesmo existindo esse perigo temos de saber que é viável que profissionais mental e emocionalmente inteligentes, culturalmente equilibrados, analisáveis, possam ser psicanalistas e possam escrever obras que venham a ajudar a todos os profissionais colegas.Estamos precisando urgentemente de mais obras profundas como as citadas nesta bibliografia, que poderia muito ser estendida. Precisamos, inicialmente que mais traduções sejam feitas, de obras técnicas. Que mais e mais os psicanalistas cristãos se envolvam e produzam trabalhos bons. Enfim, precisamos de professores professores e profissionais nesta área que compreendam a importância de Freud e Jung numa abordagem ou releitura na perspectiva cristã.



BIBLIOGRAFIA:


STEIL, C. A. 2006 "Os demônios geracionais. A herança dos antepassados em um contexto católico carismático", in DUARTE, L. F. D.; HEILBORN, M. L.; LINS DE BARROS, M. & PEIXOTO, C. (orgs.). Família e religião. Rio de Janeiro, Contracapa. 

SALEM, T. 1992 "Manuais modernos de auto-ajuda: uma análise antropológica sobre a noção de pessoa e suas perturbações", Série Estudos em Saúde Coletiva (IMS/UERJ), 7, p. 34, Rio de Janeiro.

2001 "A pós-psicanálise – entre Prozac e Florais de Bach", in JACÓ-VILELA, A. M.; CEREZZO, A. C. & RODRIGUES, H. B. C. (orgs.), Clio-Psyche. Hoje. Fazeres e dizeres psi na história do Brasil, Rio de Janeiro, Relume-Dumará, p. 117-23.

AMARAL, L. 2000 Carnaval da alma: comunidade, essência e sincretismo na Nova Era, Petrópolis, Vozes.

BIRMAN, J. 1984 "Sobre a correspondência de Freud com o pastor Pfister", Religião e Sociedade 11/2, outubro, Rio de Janeiro. 

https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2017/04/07/esta-precisando-de-terapia-veja-qual-linha-combina-mais-com-voce.htm

https://andressavieira.com.br/terapia/linhas-da-psicanalise/

https://www.psicanaliseclinica.com/logoterapia/





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