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O que é Evangelizar para a Igreja Católica?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 30 de agosto de 2020 | 23:22





Pelo crisma somos feitos soldados de Cristo. E Nosso Senhor nos ordena levar o evangelho a toda criatura (Mc 16,15). Claro que a melhor maneira de evangelizarmos, como leigos católicos, é através do exemplo. Seguindo uma verdadeira vida Cristã, através do cumprimento dos dez mandamentos. O bom exemplo convence mais do que mil palavras. Nosso Senhor Jesus Cristo disse: "Sem mim nada podeis" (João15,6). Portanto, se eventualmente nos tornamos instrumentos da conversão, quem realiza a verdadeira conversão é o Espírito Santo que age na Igreja, da mesma forma que o fruto é dado por toda a árvore e não somente pelo galho, ou pela raiz.




Porém, como Cristo passou um tempo discipulado os apóstolos e seus seguidores antes de enviá-los a evangelizar mundo afora, é importante que estudemos a doutrina católica, para melhor entende-la, defendê-la e anuncia-la, pois não anunciamos a nós mesmos mas Aquele que das trevas no chamou a sua luz maravilhosa (1 Ped2,9). Para tanto, é necessário estudarmos todo o CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, e nos aprofundar na doutrina dos Santos Padres que modelaram o Sagrado Magistério da Igreja.



A exortação apostólica “Evangelii Nuntiandi” do Santo Padre Paulo VI, datada de 8 de Dezembro de 1975, pode-se afirmar que é um dos documento de suma importância para que possamos compreender e realizar uma legítima evangelização do mundo atual. Por tanto, “evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar, ou seja, para pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça, reconciliar os pecadores com Deus e perpetuar o sacrifício de Cristo na santa missa, que é o memorial da sua morte e gloriosa ressurreição”.



Nenhuma definição parcial e fragmentária, porém, chegará a dar a razão da realidade rica, complexa e dinâmica que é a evangelização, a não ser com o risco de a empobrecer e até mesmo de a mutilar. E impossível captá-la plenamente se não se procurar abranger com uma visão de conjunto todos os seus elementos essenciais. Tais elementos, acentuados com insistência no decorrer do mencionado Sínodo, são ainda aprofundados e atualizados muitas vezes, sob a influência do trabalho sinodal, documentos papais, ou seus dicastérios específicos. E nós regozijamo-nos pelo fato de eles se situarem sempre na linha daqueles documentos que o Concílio Ecumênico Vaticano II sob o auxílio do Espírito Santo nos proporcionou, sobretudo nas Constituições:



-Lumen Gentium

-Gaudium et Spes

-Decreto Ad Gentes


Renovação da humanidade


18. Evangelizar, para a Igreja, é levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude, e pelo seu influxo transformá-las a partir de dentro e tornar nova a própria humanidade: "Eis que faço de novo todas as coisas". (46) No entanto não haverá humanidade nova, se não houver em primeiro lugar homens novos, pela novidade do batismo(47) e da vida segundo o Evangelho.(48) A finalidade da evangelização, portanto, é precisamente esta mudança interior; e se fosse necessário traduzir isso em breves termos, o mais exato seria dizer que a Igreja evangeliza quando, unicamente firmada na potência divina da mensagem que proclama, (49) ela procura converter ao mesmo tempo a consciência pessoal e coletiva dos homens, a atividade em que eles se aplicam, e a vida e o meio concreto que lhes são próprios.


Estratos da humanidade


19. Estratos da humanidade que se transformam: para a Igreja não se trata tanto de pregar o Evangelho a espaços geográficos cada vez mais vastos ou populações maiores em dimensões de massa, mas de chegar a atingir e como que a modificar pela força do Evangelho os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio da salvação...


Evangelização das culturas


20. Poder-se-ia exprimir tudo isto dizendo: importa evangelizar, não de maneira decorativa, como que aplicando um verniz superficial, mas de maneira vital, em profundidade e isto até às suas raízes, a civilização e as culturas do homem, no sentido pleno e amplo que estes termos têm na Constituição Gaudium et Spes, (50) a partir sempre da pessoa e fazendo continuamente apelo para as relações das pessoas entre si e com Deus. O Evangelho, e conseqüentemente a evangelização, não se identificam por certo com a cultura, e são independentes em relação a todas as culturas. E no entanto, o reino que o Evangelho anuncia é vivido por homens profundamente ligados a uma determinada cultura, e a edificação do reino não pode deixar de servir-se de elementos da civilização e das culturas humanas. O Evangelho e a evangelização independentes em relação às culturas, não são necessariamente incompatíveis com elas, mas suscetíveis de as impregnar a todas sem se escravizar a nenhuma delas. A ruptura entre o Evangelho e a cultura é sem dúvida o drama da nossa época, como o foi também de outras épocas. Assim, importa envidar todos os esforços no sentido de uma generosa evangelização da cultura, ou mais exatamente das culturas. Estas devem ser regeneradas mediante o impacto da Boa Nova. Mas um tal encontro não virá a dar-se se a Boa Nova não for proclamada. Importância primordial do testemunho da vida...



21. E esta Boa Nova há de ser proclamada, antes de mais, pelo testemunho. Suponhamos um cristão ou punhado de cristãos que, no seio da comunidade humana em que vivem, manifestam a sua capacidade de compreensão e de acolhimento, a sua comunhão de vida e de destino com os demais, a sua solidariedade nos esforços de todos para tudo aquilo que é nobre e bom. Assim, eles irradiam, de um modo absolutamente simples e espontâneo, a sua fé em valores que estão para além dos valores correntes, e a sua esperança em qualquer coisa que se não vê e que não se seria capaz sequer de imaginar. Por força deste testemunho sem palavras, estes cristãos fazem aflorar no coração daqueles que os vêem viver, perguntas indeclináveis: Por que é que eles são assim? Por que é que eles vivem daquela maneira? O que é, ou quem é, que os inspira? Por que é que eles estão conosco? Pois bem: um semelhante testemunho constitui já proclamação silenciosa, mas muito valiosa e eficaz da Boa Nova. Nisso há já um gesto inicial de evangelização. Daí as perguntas que talvez sejam as primeiras que se põem muitos não-cristãos, quer se trate de pessoas às quais Cristo nunca tinha sido anunciado, ou de batizados não praticantes, ou de pessoas que vivem em cristandades mas segundo princípios que não são nada cristãos. Quer se trate, enfim, de pessoas em atitudes de procurar, não sem sofrimento, alguma coisa ou Alguém que elas adivinham, sem conseguir dar-lhe o verdadeiro nome. E outras perguntas surgirão, depois, mais profundas e mais de molde a ditar um compromisso, provocadas pelo testemunho aludido, que comporta presença, participação e solidariedade e que é um elemento essencial, geralmente o primeiro de todos, na evangelização.(51)Todos os cristãos são chamados a dar este testemunho e podem ser, sob este aspecto, verdadeiros evangelizadores. E aqui pensamos de modo especial na responsabilidade que se origina para os migrantes nos países que os recebem.


Necessidade de um anúncio explícito


22. Entretanto isto permanecerá sempre insuficiente, pois ainda o mais belo testemunho virá a demonstrar-se impotente com o andar do tempo, se ele não vier a ser esclarecido, justificado, aquilo que São Pedro chamava dar "a razão da própria esperança", (52) explicitado por um anúncio claro e inelutável do Senhor Jesus. Por conseguinte, a Boa Nova proclamada pelo testemunho da vida deverá, mais tarde ou mais cedo, ser proclamada pela palavra da vida. Não haverá nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados. A história da Igreja, a partir da pregação de Pedro na manhã do Pentecostes amalgama-se e confunde-se com a história de tal anúncio. Em cada nova fase da história humana, a Igreja, constantemente estimulada pelo desejo de evangelizar, não tem senão uma preocupação instigadora: Quem enviar a anunciar o mistério de Jesus? Com que linguagem anunciar um tal mistério? Como fazer para que ele ressoe e chegue a todos aqueles que o hão de ouvir? Este anúncio, kerigma, pregação e catequese, ocupa um tal lugar na evangelização que, com freqüência, se tornou sinônimo dela. No entanto, ele não é senão um aspecto da evangelização.



Para uma adesão vital numa comunidade eclesial


23. O anúncio, de fato, não adquire toda a sua dimensão, senão quando ele for ouvido, acolhido, assimilado e quando ele houver feito brotar naquele que assim o tiver recebido uma adesão do coração. Sim, adesão às verdades que o Senhor, por misericórdia, revelou. Mais ainda, adesão ao programa de vida, vida doravante transformada, que ele propõe; adesão, numa palavra, ao reino, o que é o mesmo que dizer, ao "mundo novo", ao novo estado de coisas, à nova maneira de ser, de viver, de estar junto com os outros, que o Evangelho inaugura. Uma tal adesão, que não pode permanecer abstrata e desencarnada, manifesta-se concretamente por uma entrada visível numa comunidade de fiéis. Assim, aqueles cuja vida se transformou ingressam, portanto, numa comunidade que também ela própria é sinal da transformação e sinal da novidade de vida: é a Igreja (como que) sacramento visível da salvação.(53) Mas, a entrada na comunidade eclesial, por sua vez, há de exprimir-se através de muitos outros sinais, que prolongam e desenvolvem o sinal da Igreja. No dinamismo da evangelização, aquele que acolhe o Evangelho como Palavra que salva, (54) normalmente, o traduz depois nestas atitudes sacramentais: adesão à Igreja, aceitação dos sacramentos que manifestam e sustentam essa adesão, pela graça que eles conferem.



Causa de um novo apostolado



24. Finalmente, aquele que foi evangelizado, por sua vez, evangeliza. Está nisso o teste de verdade, a pedra-de-toque da evangelização: não se pode conceber uma pessoa que tenha acolhido a Palavra e se tenha entregado ao reino sem se tornar alguém que testemunha e, por seu turno, anuncia essa Palavra. Ao terminar estas considerações sobre o sentido da evangelização, importa formular uma última observação, que consideramos esclarecedora para as reflexões que se seguem. A evangelização, por tudo o que dissemos é uma diligência complexa, em que há variados elementos: renovação da humanidade, testemunho, anúncio explícito, adesão do coração, entrada na comunidade, aceitação dos sinais e iniciativas de apostolado. Estes elementos, na aparência, podem afigurar-se contrastantes. Na realidade, porém, eles são complementares e reciprocamente enriquecedores uns dos outros. É necessário encarar sempre cada um deles na sua integração com os demais. Um dos méritos do recente Sínodo foi precisamente ode nos ter repetido constantemente o convite para congraçar estes mesmos elementos, em vez de os estar a opor entre si, a fim de se ter a plena compreensão da atividade evangelizadora da Igreja. É esta visão global que nós intentamos apresentar seguidamente, examinando o conteúdo da evangelização, os meios para evangelizar e precisando a quem se destina o anúncio evangélico e a quem é que incumbe hoje esta tarefa de evangelizar.

Fonte: Exortação Apostólica "Evangelii Nuntiandi "







Vimos acima na exortação que a Igreja nasce da ação Evangelizadora e da Missão que cristo deu aos Doze: “Ide pois, ensinai todas as gentes”. Portanto, nascida da missão a Igreja é por sua vez enviada por Jesus como um sinal, a um tempo opaco e luminoso, de uma nova presença de Jesus, sacramento da sua partida e da sua permanência, Ela prolonga-o e continua-o. Ela é depositária da Boa Nova que há de ser anunciada. Enviada e evangelizadora, a Igreja envia também ela própria evangelizadores. É ela que coloca em seus lábios a Palavra que salva, que lhes explica a mensagem de que ela mesma é depositária, que lhes confere o mandato que ela própria recebeu e que, enfim, os envia a pregar.



“Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas” (Romanos 10,14-15)


Podemos perceber que neste documento, basilar da evangelização, destacam-se duas ideias fundamentais:


1ª)-A relação intima entre a evangelização e a vida cotidiana.


2ª)-Os laços profundos entre a evangelização e a promoção humana que são de três ordens: antropológica, teológica e evangélica.



Paulo VI também apresenta os meios mais adequados ao apostolado:


a)-O testemunho de vida.

b)-O anúncio explícito feito de uma forma viva e atraente.

c)-A adesão vital numa comunidade eclesial.


O documento fala de uma prioridade ao testemunho!



O anúncio, de fato, não adquire toda a sua dimensão, senão quando ele for ouvido, acolhido, assimilado e quando ele houver feito brotar naquele que assim o tiver recebido uma adesão do coração. Sim, adesão às verdades que o Senhor, por misericórdia, revelou. Mais ainda, adesão ao programa de vida, vida doravante transformada, que ele propõe; adesão, numa palavra, ao reino, o que é o mesmo que dizer, ao “mundo novo”, ao novo estado de coisas, à nova maneira de ser, de viver, de estar junto com os outros, que o Evangelho inaugura. Na mensagem que a Igreja anuncia, há certamente muitos elementos secundários. A sua apresentação depende, em larga escala, das circunstâncias mutáveis. Também eles mudam. Entretanto, permanece sempre o conteúdo essencial, a substância viva, que não se poderia modificar nem deixar em silêncio sem desnaturar gravemente a própria evangelização.A evangelização precisa ser uma proclamação clara que, em Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, morto e ressuscitado, a salvação é oferecida a todos os homens, como dom da graça e da misericórdia do mesmo Deus.


Não podemos esquecer a evangelização também precisa:


-Conter a pregação da esperança nas promessas feitas por Deus na Nova Aliança em Jesus Cristo.

-A pregação do amor de Deus para conosco e do nosso amor a Deus.

-A pregação do amor fraterno para com todos os homens.

-Capacidade de doação e de perdão, de renúncia e de ajuda aos irmãos, que promana do amor de Deus e que é o núcleo do Evangelho.

-A pregação do mistério do mal e da busca ativa do bem.


Paulo VI também fala que entre evangelização e promoção humana, desenvolvimento, libertação, existem de fato laços profundos: laços de ordem antropológica, dado que o homem que há de ser evangelizado não é um ser abstrato, mas é sim um ser condicionado pelo conjunto dos problemas sociais e econômicos; laços de ordem teológica, porque não se pode nunca dissociar o plano da criação do plano da redenção, um e outro a abrangerem as situações bem concretas da injustiça que há de ser combatida e da justiça a ser restaurada.


A evangelização não pode ser confusa e nem ambígua


Pois acerca da libertação que a evangelização anuncia não pode ser limitada à simples e restrita dimensão econômica, política, social e cultural; mas deve ter em vista o homem todo, integralmente, com todas as suas dimensões, incluindo a sua abertura para o absoluto, mesmo o absoluto de Deus. Também podemos perceber que a libertação que a evangelização proclama e prepara é a mesma que o próprio Jesus Cristo anunciou e proporcionou aos homens pelo seu sacrifício.



A exortação também cita a importância das vias e dos meios por excelência da evangelização:


“Pois o homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres”


Porém, a pregação, a proclamação verbal de uma mensagem, permanece sempre como algo indispensável. É preciso, naturalmente, conhecer as exigências e tirar rendimento das possibilidades da homilia, a fim de ela alcançar toda a sua eficácia pastoral.


No processo de evangelização não podemos deixar de lado o ensino catequético


As crianças e os adolescentes têm necessidade de aprender, mediante um sistemático ensino religioso, os dados fundamentais, o conteúdo vivo da verdade que Deus nos quis transmitir, e que a Igreja procurou exprimir de maneira cada vez mais rica, no decurso da sua história.



EVANGELIZAÇÃO E MASS MEDIA


Paulo VI também fala da importância dos “mass media” ou meios de comunicação social, pois, o primeiro anúncio, a catequese ou o aprofundamento ulterior da fé, devem usar destes meios. A Igreja viria a sentir-se culpável diante do seu Senhor, se ela não lançasse mão destes meios potentes que a inteligência humana torna cada dia mais aperfeiçoados. É servindo-se deles que ela “proclama sobre os telhados”, a mensagem de que é depositária. Neles encontra uma versão moderna e eficaz do púlpito. Graças a eles consegue falar às multidões. Entretanto, o uso dos meios de comunicação social para a evangelização comporta uma exigência a ser atendida:


“é que a mensagem evangélica, através deles, deverá chegar sim às multidões de homens, mas com a capacidade de penetrar na consciência de cada um desses homens, de se depositar nos corações de cada um deles, como se cada um fosse de fato o único, com tudo aquilo que tem de mais singular e pessoal, a atingir com tal mensagem e do qual obter para esta uma adesão, um compromisso realmente pessoal.”



Outro ponto importante tratado pela exortação é a religiosidade popular


Pode-se dizer, ela tem sem dúvida as suas limitações. Ela acha-se frequentemente aberta à penetração de muitas deformações da religião, como sejam, por exemplo, as superstições. Mas se os fiéis forem bem orientada, sobretudo mediante uma pedagogia da evangelização, ela é algo rico de valores que não pode ser desprezada.



Como vimos acima, “o mandato divino incumbe à Igreja o dever de ir por todo o mundo e pregar o Evangelho a toda a criatura”, E em texto vamos ver que: “Toda a Igreja é missionária, a obra da evangelização é um dever fundamental do povo de Deus”. Quando a Igreja anuncia o reino de Deus e o edifica, insere-se a si própria no âmago do mundo, como sinal e instrumento desse reino que já é e que já vem. Portanto a Igreja é ela toda inteiramente evangelizadora, como frisamos acima. Ora isso quer dizer que, para com o conjunto do mundo e para com cada parcela do mundo onde ela se encontra, a Igreja se sente responsável pela missão de difundir o Evangelho.Toda a Igreja, portanto, é chamada para evangelizar; no seu grêmio, porém, existem diferentes tarefas evangelizadoras que hão de ser desempenhadas. Tal diversidade de serviços na unidade da mesma missão é que constitui a riqueza e a beleza da evangelização. Passamos a recordar, em breves palavras, essas tarefas.No seio de uma família que tem consciência desta missão, todos os membros da mesma família evangelizam e são evangelizados. A Igreja põe grandes esperanças na sua generosa contribuição nesse sentido; e nós próprios, em muitas ocasiões, temos manifestado a plena confiança que nutrimos em relação aos mesmos jovens.


Paulo VI também afirma que nunca será possível haver evangelização sem a ação do Espírito Santo!


Realmente, não foi senão depois da vinda do Espírito Santo, no dia do Pentecostes, que os apóstolos partiram para todas as partes do mundo a fim de começarem a grande obra da evangelização da Igreja; e Pedro explica o acontecimento como sendo a realização da profecia de Joel: “Eu efundirei o meu Espírito”, E o mesmo Pedro é cheio do Espírito Santo para falar ao povo acerca de Jesus Filho de Deus. As técnicas da evangelização são boas; mas, ainda as mais aperfeiçoadas não poderiam substituir a ação discreta do Espírito Santo.


Os jovens necessitam de um verdadeiro testemunho, pois os jovens têm horror ao fictício, aquilo que é falso e que procuram, acima de tudo, a verdade e a transparência. Mais do que nunca, portanto, o testemunho da vida tornou-se uma condição essencial para a eficácia profunda da pregação. Sob este ângulo, somos, até certo ponto, responsáveis pelo avanço do Evangelho que nós proclamamos.



Outro fator importante é o fato de que a força da evangelização virá a encontrar-se muito diminuída se aqueles que anunciam o Evangelho estiverem divididos entre si, por toda a espécie de rupturas. Portanto como evangelizadores, nós devemos apresentar aos fiéis de Cristo, não já a imagem de homens divididos e separados por litígios que nada edificam, mas sim a imagem de pessoas amadurecidas na fé, capazes de se encontrar para além de tensões que se verifiquem, graças à procura comum, sincera e desinteressada da verdade. Sim, a sorte da evangelização anda sem dúvida ligada ao testemunho de unidade dado pela Igreja. Nisto há de ser vista uma fonte de responsabilidade, como também de reconforto.



O Evangelho de que nos foi confiado o encargo é também palavra da verdade



Uma verdade que nos torna livres e que é a única coisa que dá a paz do coração, é aquilo que as pessoas vêm procurar quando nós lhes anunciamos a Boa Nova:


-A verdade sobre Deus

-A verdade sobre o homem e sobre o seu misterioso destino.

-A verdade sobre o mundo.



Difícil verdade que nós procuramos na Palavra de Deus e da qual nós somos, insistimos ainda, não os árbitros nem os proprietários, mas os depositários, os arautos e os servidores. A obra da evangelização pressupõe no evangelizador um amor fraterno, sempre crescente, para com aqueles a quem ele evangeliza. Aquele modelo de evangelizador que é o apóstolo Paulo escrevia aos tessalonicenses estas palavras que são para todos nós um programa: “Tanto bem vos queríamos que desejávamos dar-vos não somente o evangelho de Deus, mas até a própria vida, de tanto amor que vos tínhamos”. Podemos deduzir que a finalidade da evangelização, portanto, é precisamente esta mudança interior; pois, a Igreja evangeliza quando unicamente firmada na potência divina da mensagem que proclama.


Para a Igreja não se trata apenas de pregar o Evangelho a espaços geográficos cada vez mais vastos ou populações maiores em dimensões de massa, mas de chegar a atingir e como que a modificar pela força do Evangelho os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio da salvação.



O Evangelho e a evangelização, independentes em relação às culturas, não são necessariamente incompatíveis com elas, mas susceptíveis de impregná-las a todas, sem se escravizar a nenhuma delas. Por isso, conclui Paulo VI, a ruptura entre o Evangelho e a cultura é sem dúvida o drama da nossa época, como o foi também de outras épocas.




O TESTEMUNHO DO MARTÍRIO:




“Precisamente o martírio dá credibilidade aos testemunhos, que não buscam ou ganham, mas dão a própria vida por Cristo. Eles manifestam ao mundo a força inerme e plena de amor pelos homens que é dada a quem segue a Cristo até o dom total de sua própria existência. Assim os cristãos desde os alvores do cristianismo até nossos dias, sofreram perseguição por causa do Evangelho, como Jesus havia pré anunciado: Se perseguiram a mim, perseguirão também a vós (Jo. 15,20)”.








Qual a maneira mais eficaz de evangelizar os jovens?




Por que a Igreja Católica, que tem experiência de séculos com evangelização e insuperável embasamento teórico, encontra tanta dificuldade em amadurecê-los sua fé? Diante de tantos atrativos que o jovem encontra à sua volta, como a Igreja deve atuar, pois o que mais afasta o jovem é a "monotonia da vida em comunidade", segundo eles? Shows, festas, clubes etc colocam em prática métodos eficazes para atraí-los; Jesus atraía multidões. O que falta na nossa Igreja para evitar o esvaziamento de jovens e a renovação de seus membros em todos os âmbitos: Laicais, clericais e religiosos? Nosso Senhor disse que quando fosse levantado (na cruz) atrairia tudo a si. A malfadada Teologia da Libertinagem já não atraem ninguém, faz apenas militância. Muitas destas lideranças ao invés de falar da cruz de Cristo, oferecem aos jovens: emoções vazias, sexo e rock. O resultado é zero. Há sim jovens, bem poucos, que vão à Missa em certas paróquias. Mas eles, infelizmente, nada sabem da doutrina católica e só vão lá, na maioria da vezes, se exibir, vão para namoros e coisas afins, menos para ouvir a verdade do evangelho que muitas vezes lhe é negada e trocada por missas político-partidária e discursos de ódio.A Igreja quando prega a autêntica evangelização sempre atrai os jovens. Dom Bosco, no século XIX tinha milhares de jovens e adolescentes com ele. E nunca lhes permitiu bailes. Fazia-os rezar e lhes ensinava o Catecismo, falava sobre a verdade de Deus, do homem e do mundo, e por isso os atraía.Um poeta disse certa vez que:




"A juventude foi feita para o heroísmo e não para o prazer" (Paul Claudel).




É a cruz, o heroísmo, o sacrifício que atraem os moços. Essa sempre foi a pedagogia da Igreja: Motivar que os jovens busquem fazer o bem com sacrifício de si mesmos. Hoje, infelizmente, temos padres que tem vergonha de usar batina, usam bermudas e roupas comuns, sinceros como Judas, oferecem aos jovens: shows, cristotecas, rock e emocionalíssimos baratos. Ora, se é para gozar a vida, porque ir à paróquia? Os jovens vão, então, diretamente aos antros de perdição. Só Deus atrai. Só a verdade atrai e a Verdade foi crucificada. A Verdade, Cristo Jesus, portanto, só se encontra na cruz! Evangelizar com novos métodos e meios? Sim, porém, o conteúdo não pode mudar!




Exortação Profética para estes tempos!




"O que é essencial meus filhos? A vossa salvação e a vossa santidade? ou a salvação do resto de Israel?(Rom 9,27).Eu vos pergunto: Ainda haverá fé sobre a terra quando o Filho do Homem voltar? (Luc18,9) Ide! Já estais obesos de formação e de uma santidade estéril, tímida, morna, sem nervos, sem paresia de tão politicamente correta! Não vos preocupeis em agradar aos homens (Gal1,10), nunca conseguirás! Desperta tu que dormes! levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá (Efes 5,14), pois a humanidade aguarda em dores de parto a manifestação de vós filho da luz!(Rom 8).Não tenhais medo! (Lucas 12,32-34)Eu estou convosco até o fim! (Mat 28,20)"


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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