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“O Agente Secreto”: quando o cinema abandona a história para servir à ideologia - Crítica ao filme vencedor do Globo de Ouro 2025

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 26 de janeiro de 2026 | 13:10

 



por *Franzé 


Diversos intelectuais e analistas culturais vêm alertando, há anos, para um fenômeno cada vez mais recorrente no cinema contemporâneo: a transformação do cinema histórico em instrumento de pedagogia ideológica



Quando a arte abandona a tarefa de iluminar o passado em sua complexidade para se tornar veículo de afirmações políticas do presente, ela deixa de provocar reflexão e passa a formar consciências por meio da emoção e da simplificação moral. Nesse processo, a história é reduzida a narrativa edificante, e o espectador é conduzido menos a compreender do que a tomar partido.  Historiadores como Boris Fausto sempre insistiram que o regime militar brasileiro deve ser analisado com rigor crítico, contextualização histórica e equilíbrio, reconhecendo tanto seus erros graves e violações inegáveis quanto as circunstâncias políticas, institucionais e sociais que explicam sua ascensão e permanência. 



No mesmo sentido, analistas e colunistas como Elio Gaspari, Luiz Felipe Pondé e Marco Antonio Villa alertam para os riscos do maniqueísmo narrativo, do anacronismo moral e do uso da estética emocional como substituto da análise histórica séria.  É precisamente nesse cenário que se insere O Agente Secreto. Vencedor dos prêmios de Melhor Filme de Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama no Globo de Ouro, o longa foi celebrado internacionalmente como uma obra “corajosa”, “necessária” e “politicamente relevante”. No entanto, por trás do verniz técnico, da direção competente e da performance elogiável de seu protagonista, o filme apresenta uma narrativa historicamente enviesada, marcada por polarização ideológica, simplificação moral e um recorte seletivo do regime militar brasileiro que mais deseduca do que esclarece.  



Não se trata, aqui, de negar os erros, abusos e violações de direitos humanos ocorridos durante o período militar — fatos amplamente documentados e que exigem crítica inequívoca. O problema é outro e mais profundo: o filme abdica da complexidade histórica para adotar uma leitura maniqueísta, alinhada ao progressismo esquerdista contemporâneo, na qual um lado é reduzido à caricatura do mal absoluto, enquanto o outro é romantizado como resistência moralmente pura, imune a contradições, responsabilidades ou ambiguidades.  Assim, O Agente Secreto se apresenta menos como uma obra de reflexão histórica e mais como uma peça de afirmação ideológica, na qual a emoção substitui a razão e a estética se sobrepõe à verdade. É a partir dessa constatação que esta crítica se propõe a analisar onde o filme mente, onde simplifica, onde deseduca — e quais cuidados o espectador precisa ter ao assisti-lo.

Resposta ao artigo “Cabelos brancos”, de Frei Betto

(foto reprodução)


por*Francisco José Barros de Araújo 


Antes de qualquer discordância, é justo reconhecer o mérito do artigo de Frei Betto: ele toca numa ferida real. A Teologia da Libertação e a esquerda brasileira, de modo geral, envelheceram — não apenas biologicamente, mas espiritual, intelectual e politicamente. E o primeiro passo para qualquer renovação verdadeira é aquilo que a própria tradição cristã sempre ensinou: autocrítica baseada na verdade, humildade para reconhecer erros e coragem para mudar.



Nesse ponto inicial, concordamos. A esquerda precisa, sim, fazer uma autocrítica séria se quiser voltar a dialogar com as novas gerações. Mas essa autocrítica não pode ser seletiva, nem retórica, nem sentimental. Precisa ir às raízes — inclusive às premissas ideológicas que moldaram sua ação ao longo das últimas décadas.


Faço aqui uma observação pessoal que não é irrelevante para este debate. Eu mesmo fiz essa autocrítica em 1996, dez anos após ter militado no PCdoB. Mudei. E não foi por oportunismo, ressentimento ou cansaço, mas por confronto honesto com a realidade, com a história e com a verdade — aquela verdade que dói, mas cura e liberta. É a partir dessa experiência que me proponho, com respeito, ajudar Frei Betto e seus leitores a enxergarem com mais clareza o atual contexto político, cultural e religioso do BrasilA seguir, segue o artigo na ínegra de frei Beto e logo após respondo pontualmente aos principais trechos do mesmo, dialogando com cada argumento, sob uma perspectiva católica fiel ao Magistério e politicamente conservadora, entendendo o conservadorismo não como nostalgia do passado, mas como responsabilidade histórica diante do real.

A falha do cristianismo ideológico: a ilusão de um mundo moralmente melhor antes da volta de Cristo

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 17 de janeiro de 2026 | 12:12





Realismo profético e fidelidade evangélica diante das falsas esperanças históricas



por *Francisco José Barros de Araújo 




Ao longo da história, o cristianismo sempre conviveu com a tentação de ser instrumentalizado por ideologias que prometem um futuro terreno de progresso moral, social e espiritual contínuo. Essa tentação não é nova: ela já se manifestava nas primeiras heresias milenaristas e reaparece ciclicamente sempre que a fé cristã é deslocada de sua dimensão escatológica para servir a projetos históricos de salvação imanente. Em nossos dias, essa distorção ressurge com força sob a forma de um cristianismo ideológico, que substitui a esperança no Reino definitivo de Deus pela crença em uma suposta evolução histórica inevitável da humanidade.


Tal visão, porém, não nasce do Evangelho, nem da Tradição viva da Igreja, mas de filosofias seculares que reinterpretam a fé cristã à luz de utopias políticas, econômicas ou sociológicas. À luz das Escrituras, do Magistério e da própria experiência histórica, torna-se evidente que esperar um “mundo melhor” antes da segunda vinda de Cristo não é sinal de otimismo cristão, mas de grave confusão teológica.


É nesse contexto que, de modo específico, tanto a teologia da prosperidade quanto a teologia da libertação se afastam da mensagem integral do Evangelho de Cristo, ainda que o façam por caminhos aparentemente opostos. A primeira reduz a redenção à prosperidade material, transformando a fé em instrumento de enriquecimento pessoal e o sofrimento em sinal de falta de fé. A cruz é esvaziada, o sacrifício é silenciado e o seguimento de Cristo é substituído por uma lógica de sucesso, consumo e ostentação. Deus deixa de ser o Senhor a quem se adora para tornar-se um meio de realização individual.



A segunda, por sua vez, ainda que parta de uma legítima preocupação com os pobres e com as injustiças sociais, frequentemente absolutiza a dimensão histórica da salvação, reinterpretando o pecado como mera estrutura social opressora e a redenção como libertação política ou econômica. O resultado é a diluição da conversão pessoal, a secundarização da vida sacramental e a transformação da missão da Igreja em militância ideológica. A cruz deixa de ser lugar de expiação e reconciliação para tornar-se apenas símbolo de resistência política.


Ambas as correntes, cada uma a seu modo, cometem o mesmo erro fundamental: substituem a centralidade de Cristo por um projeto humano, prometendo o céu antes da cruz, a glória antes da conversão e o Reino sem o Rei. E, ao fazê-lo, acabam por perder o próprio céu que pretendem antecipar.

Subsídios para Catecumenato de Jovens e Adultos: Fé, Conversão e Perseverança

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 28 de novembro de 2025 | 17:22

 



por *Francisco José Barros de Araújo 



A fé cristã é muito mais do que uma crença abstrata ou uma adesão a princípios morais: ela é um caminho vivo e dinâmico, que exige entrega, confiança e perseverança. Desde o Antigo Testamento até o Novo, a Sagrada Escritura nos mostra que a salvação não se realiza em um único instante, mas se constrói ao longo de toda a vida, em uma caminhada contínua com Deus. Cada passo no caminho da fé é uma oportunidade de crescimento, de experiência com a graça e de aprofundamento na intimidade com o Senhor.  

Subsídio para Catequistas: "O Credo Apostólico: Transmissão e Profissão da fé Cristã naquilo que é essencial"

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 27 de novembro de 2025 | 12:42

 


 

por *Francisco José Barros de Araújo 



O Credo Apostólico é uma das mais antigas e veneradas fórmulas da fé cristã. Recitado desde os primeiros séculos, ele expressa de forma sintética aquilo que é essencial ao cristianismo, servindo como base comum para catecúmenos, teólogos, missionários e fiéis ao longo da história. Segundo o Catecismo da Igreja Católica (CIC 144–1065), o Credo é, ao mesmo tempo, transmissão e profissão: transmite a fé recebida dos apóstolos e constitui o ato pelo qual cada cristão assume pessoalmente essa herança. Mais do que um conjunto de doutrinas, o Credo expressa a narrativa da salvação: o amor do Pai, a missão do Filho e a ação vivificadora do Espírito Santo na Igreja e no mundo. Sua estrutura trinitária revela a lógica profunda da fé cristã — crer não em ideias abstratas, mas no Deus vivo que age na história. Neste artigo, de forma simples, apresentamos os artigos do Credo à luz do magistério (CIC), da tradição e da teologia católica, buscando oferecer um panorama claro, seguro e acessível.

Deus, Religiões e Salvação: Estudo Acadêmico das Principais Religiões

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 14 de novembro de 2025 | 17:03

 



Religiões, Doutrina e Salvação: Um Estudo Comparativo Sobre Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Budismo, Hinduísmo e Espiritualismo

 

O debate sobre salvação, pecado, reencarnação, natureza de Deus e as divisões internas das tradições religiosas acompanha a humanidade desde seus primeiros registros. Desde as primeiras civilizações, o ser humano busca respostas para questões que transcendem a experiência sensível e tocam o sentido último da existência. 



Perguntas como “o que é salvação?”, “qual o papel da confissão ou do arrependimento?”, “existe reencarnação?”, “todas as religiões possuem divisões internas?” e “como diferentes tradições compreenderam Deus?” revelam um anseio comum: entender a própria origem, o destino final e o relacionamento com o Sagrado. Ao longo da história, cada religião elaborou caminhos para explicar a condição humana e oferecer algum tipo de libertação. Entretanto, dentro da perspectiva cristã — especialmente conforme o Magistério da Igreja — todos esses anseios encontram sua plenitude de sentido e revelação em Jesus Cristo, o Verbo encarnado, no qual Deus se manifesta de maneira definitiva e insuperável. 



Se outras tradições expressam lampejos da busca humana por transcendência, o cristianismo afirma que em Cristo essa busca encontra sua resposta última: a reconciliação plena com Deus, a revelação total do amor divino e o acesso aos meios concretos de salvação. Este artigo reúne e organiza diversos temas levantados em estudos teológicos, históricos e comparativos, estruturando-os de forma clara e didática em tópicos e subtópicos. A proposta é apresentar uma visão abrangente do panorama religioso, sem perder de vista o eixo central da fé cristã: Cristo como a revelação definitiva de Deus e a plenitude da verdade salvífica. O conteúdo é fundamentado em textos bíblicos, na tradição da Igreja e em dados históricos, oferecendo ao leitor uma leitura integrada capaz de iluminar por que tais questões continuam vivas e relevantes no imaginário espiritual da humanidade.

A Estratégia Cristã diante da Teologia da Libertação: entre a fidelidade doutrinária e o discernimento pastoral

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 5 de novembro de 2025 | 17:42

 



 

Como combater a Teologia da Libertação na Igreja e na paróquia de forma estratégica e cristã



A sinceridade não é, por si só, critério da verdade. É preciso reconhecer que muitos membros e adeptos da Teologia da Libertação (TL) são pessoas de boa índole e profundamente sinceras; contudo, essa sinceridade não garante a licitude de suas convicções. Muitas dessas pessoas, de maneira bem-intencionada, se encontram sinceramente equivocadas, abraçando uma ideologia que, em vários contextos, tem afastado fiéis de Deus e, de forma implícita ou explícita, incorporado elementos do marxismo revolucionário e ateismo.  Nas últimas décadas, a Teologia da Libertação emergiu como uma das correntes mais controversas dentro da Igreja Católica. Surgida em um contexto marcado por pobreza, desigualdade e injustiças sociais na América Latina, a TL buscou unir fé e transformação social. Inicialmente, essa proposta parecia compatível com a preocupação cristã com os pobres; entretanto, em muitas de suas formulações, o movimento acabou substituindo o núcleo espiritual do Evangelho por uma agenda sociopolítica inspirada em análises marxistas. A centralidade da salvação eterna e da vida em Cristo foi muitas vezes deslocada, dando lugar a uma ênfase exclusiva na "libertação" temporal. 

Vulnerabilidade e resiliência cristã: o significado de “Eis que vos envio como ovelhas entre lobos” à luz da psicologia, teologia e ciência

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 18 de outubro de 2025 | 19:22

 




“Eis que vos envio como ovelhas entre lobos”: vulnerabilidade, estratégia e fé



Na Sagrada Escritura, Jesus adverte seus discípulos com palavras que atravessam os séculos: “Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos” (Mateus 10,16). Essa metáfora, de aparente simplicidade, encerra uma profunda reflexão sobre a condição humana e a missão cristã no mundo. Em poucas palavras, Cristo descreve a tensão permanente entre mansidão e hostilidade, inocência e astúcia, fé e ameaça — dimensões que definem a experiência do discípulo diante das adversidades.  Mais do que uma figura de linguagem, a imagem dos lobos e das ovelhas carrega significados que dialogam com diferentes campos do saber. Na biologia e na etologia, o comportamento do lobo revela estratégias de sobrevivência e domínio social; na psicologia social, ele representa a agressividade e o instinto competitivo presentes nas relações humanas; já a ovelha, por sua vez, simboliza a confiança, a docilidade e a dependência de um guia — características que, no âmbito espiritual, remetem à fé e à obediência ao Bom Pastor.  Assim, o ensinamento de Jesus não se limita ao contexto do século I, mas ultrapassa fronteiras culturais e temporais. Ele convida cada cristão a compreender que a vida de fé se desenrola num cenário de conflito e discernimento, em que é necessário unir pureza de coração e sabedoria prática, vulnerabilidade e estratégia, para testemunhar o Evangelho em um mundo frequentemente hostil à verdade.

Evangelização e Discipulado Cristão: o Desafio de Ser "Ovelha entre Lobos" na Sociedade Contemporânea




“Eis que vos envio como ovelhas entre lobos”: a missão cristã no coração de um mundo hostil


As palavras de Jesus registradas no Evangelho de Mateus 10,16 — “Eis que vos envio como ovelhas no meio de lobos” — permanecem entre as mais fortes e provocadoras de toda a Escritura. Nelas, encontramos o núcleo da missão cristã: ser presença de Deus em um mundo que muitas vezes O rejeita.À primeira vista, a imagem parece contraditória e até perigosa. Quem enviaria ovelhas indefesas para o meio de lobos famintos? No entanto, o Senhor não é imprudente, nem faz desse envio uma missão suicida. Ele fala com profundo realismo espiritual, revelando que o seguimento de Cristo nunca foi caminho de conforto, mas de fidelidade.O discipulado católico nasce desse paradoxo: somos frágeis como ovelhas, mas conduzidos pelo poder do Pastor. Cristo conhece os perigos e as resistências do mundo moderno — um mundo marcado pela indiferença religiosa, pelo relativismo moral e pela busca desenfreada de prazer e sucesso.Mesmo assim, Ele envia os seus, porque confia na força da graça. Antes de enviar, Jesus prepara, adverte e promete. Suas promessas não são de aplausos nem de recompensas humanas, mas das bem-aventuranças eternas, da alegria que ninguém pode tirar (cf. Jo 16,22), e da vida que não se perde (cf. Jo 10,28).Evangelizar, portanto, é um ato de coragem e obediência. É proclamar o Evangelho da verdade e da vida cristã autêntica em meio a um mundo que muitas vezes prefere as trevas à luz. É nesta tensão que o cristão descobre a beleza de sua vocação: ser discípulo missionário, fiel ao chamado do Mestre e consciente de que só a comunhão com Cristo torna possível o testemunho do Evangelho.

A falácia da Soberania Nacional: O Petróleo É Nosso,mas o Preço é de Quem?

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 9 de outubro de 2025 | 22:03

 


Os Prós e Contras do Argumento da Soberania Nacional



Soberania? Só mesmo com nossas jabuticabas! Porque, convenhamos, no resto a soberania parece mais uma piada interna. A Amazônia? Essa foi praticamente rateada entre ONGs internacionais e o crime organizado global — um verdadeiro consórcio de interesses estrangeiros. Nossas Forças Armadas? Dependem de ajuda externa como quem pede Wi-Fi grátis em aeroporto.  O nosso solo fértil e mineral? Entregue de bandeja para as multinacionais, que vêm, exploram, faturam e vão embora. O petróleo? Nem se fala! “Nosso” só o nome, porque o preço, esse sim, é definido por outros, longe do alcance de quem realmente deveria mandar: nós, os donos do petróleo.  Então, sim, o Brasil é soberano, mas só no discurso, na bandeira e, claro, na jabuticaba. No resto, é só espetáculo de faz de conta.

A “Igreja de Constantino” e os 32 Papas Invisíveis de Júlio Lancellotti: um estudo de sua "achologia" aplicada

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 5 de outubro de 2025 | 11:59




Em tempos de redes sociais, onde “achologia” virou disciplina e teologia virou pretexto para performance, surge mais uma pérola do púlpito midiático de Júlio Lancellotti. Em vídeo amplamente divulgado nas redes (ver link abaixo), o reverendo da compaixão fotogênica decidiu abraçar, com o fervor de um influencer e a leveza de um teólogo de grupo de WhatsApp, a velha tese protestante de que a Igreja Católica teria sido fundada por Constantino.

Pecado, Culpa e Misericórdia: Uma Crítica à Perspectiva Teológica de Pe. Alberto Maggi à Luz da Tradição Católica

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 27 de setembro de 2025 | 20:06


(foto reprodução)


A teologia católica sempre enfatizou que o pecado é uma ofensa grave contra Deus e contra o próximo, cuja culpa só pode ser removida pela graça divina, ordinariamente mediada pelo sacramento da reconciliação (CIC 1849-1851). Nesta perspectiva, a consciência da própria culpa é condição indispensável para a experiência do perdão e da regeneração interior. Nem toda heresia surge mal-intencionada, ou seja, com desejo de destruir a Igreja; muitas vezes, nasce de pessoas sinceras e bem-intencionadas que, infelizmente, se agarram às suas convicções pessoais, negando toda a tradição santa e milenar da Igreja, considerando-a errada e acreditando que apenas suas ideias estão corretas. Falta-lhes a humildade teológica, que consiste em “fazer teologia de joelhos”, como fez Santo Agostinho, que, mesmo sendo Doutor da Igreja, escreveu retratações ao reconhecer erros em seus próprios escritos. O Pe. Alberto Maggi, teólogo italiano da Ordem dos Servos de Maria, propõe uma leitura pastoral diferenciada: ele minimiza a ênfase na culpa do pecado e privilegia a experiência da misericórdia de Deus como caminho de libertação, interpretando o pecado mais como um “errar o caminho” (hamartía) do que como transgressão moral. Este texto analisa sua proposta à luz da tradição católica, destacando pontos de tensão e implicações teológicas e pastorais.

Quando o Padre Faz Política Partidária no Altar: Consequências Canônicas, e Como os Fiéis Devem Agir







por *Francisco José Barros de Araújo 



Enquanto Jesus Cristo, nosso Senhor, ensinou o amor, a misericórdia e o perdão sem limites — “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18,21-22) —, vemos infelizmente alguns sacerdotes transformarem o altar, lugar sagrado da Eucaristia, em um palanque ideológico. O padre Júlio Lancellotti, em vez de anunciar a Boa-Nova do Evangelho, insiste em pregar mensagens marcadas pelo ódio e pela retórica comunista, totalmente distantes daquilo que Cristo nos ensinou.O verdadeiro discípulo de Jesus não divide o rebanho, não insufla rancor e nem utiliza a liturgia como arma política. Pelo contrário, deve conduzir o povo à reconciliação com Deus e com os irmãos, proclamando a verdade com caridade. Quando o sacerdote substitui o Evangelho pela ideologia, o altar deixa de ser sinal da salvação e se torna palco de confusão.A Igreja sempre ensinou que a missão do clero não é servir a partidos ou correntes políticas, mas anunciar Cristo crucificado e ressuscitado. A fé não pode ser reduzida a bandeiras ideológicas, pois o Evangelho é maior do que qualquer sistema humano.É preciso, portanto, discernimento. O rebanho de Cristo não pode ser conduzido pelo ódio, mas pela caridade que vem de Deus. Quem se afasta do amor e da misericórdia ensinados por Jesus se distancia da própria essência do Cristianismo.

Choque de Gerações: Leandro Ruschel Rebate Crítica da Jornalista Denise Barbosa

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 23 de setembro de 2025 | 18:31

 

(foto reprodução)


por *Francisco José Barros de Araújo



“Temos que arrumar a merda que tua geração fez”: Leandro Ruschel responde a JORNALISTA Denise Barbosa





O choque entre gerações nunca foi tão visível quanto nas redes sociais. Ali, o embate de visões de mundo se manifesta em tempo real, transformando timelines em arenas onde cultura, política e valores se confrontam sem mediações tradicionais. Se antes o debate público se concentrava nas praças, nas universidades ou nos parlamentos, hoje ele se desloca para esse novo areópago moderno: um espaço virtual em que cada indivíduo se torna, ao mesmo tempo, orador e plateia. O que chama atenção é que, nesse palco digital, o discurso progressista, antes dominante nos meios acadêmicos e culturais, já não exerce o mesmo fascínio. As promessas de emancipação e ruptura, tão atraentes para gerações passadas, se esvaziam diante da realidade: famílias desestruturadas, sociedades fragmentadas e instituições corroídas por décadas de relativismo. Em contrapartida, cresce entre os mais jovens um desejo por raízes, estabilidade e sentido — valores que encontram eco na visão conservadora. As redes sociais, que o progressismo acreditou controlar, acabaram se tornando terreno fértil para a circulação de ideias alternativas à hegemonia cultural. Através delas, novos pensadores, jornalistas e influenciadores trouxeram à luz narrativas silenciadas, questionaram dogmas e resgataram a importância de princípios como fé, família, liberdade e responsabilidade individual. Esse movimento não é apenas reativo, mas propositivo: ao invés de se perder em utopias inalcançáveis, o conservadorismo oferece respostas concretas a dilemas contemporâneos, partindo da experiência histórica e do bom senso. O progressismo, que já não atrai, cede espaço a uma geração que busca solidez onde antes só havia promessas vazias. E as redes sociais, o novo areópago moderno, tornaram-se a vitrine dessa virada cultural. Em 2017 uma interação entre o investidor e influenciador conservador Leandro Ruschel e a jornalista Denise Barbosa trouxe à tona essas tensões. A provocação de Denise Barbosa, refletindo um orgulho transgressor de sua geração e a crítica à juventude conservadora de hoje, recebeu uma resposta direta de Ruschel que ecoa muito além de um simples comentário: “Temos que arrumar a merda que tua geração fez!”. Este episódio revela como as escolhas passadas moldam o presente e a responsabilidade das gerações atuais em preservar princípios duradouros.

Música e Desvio Doutrinário: Como Heresias se Manifestam no Catolicismo, Protestantismo e Teologia da Libertação

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 22 de setembro de 2025 | 13:52





A música tem um poder imenso de evangelizar, doutrinar, e de tocar corações. No entanto, também pode transmitir ideias equivocadas que, mesmo bem-intencionadas, distorcem a fé cristã. Tanto no meio católico quanto no protestante, e especialmente nas canções inspiradas pela Teologia da Libertação (TL), encontramos letras que podem induzir a heresias ou confusões doutrinárias. Este artigo apresenta exemplos concretos, com trechos de músicas, explicações das distorções e comparações com a Bíblia e a Doutrina da Igreja. O objetivo não é condenar compositores ou fiéis, mas alertar para o discernimento: nem toda música “religiosa” é teologicamente correta.

Saiba por que algumas pessoas em segunda união podem receber a Crisma, mas não a Comunhão

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 16 de setembro de 2025 | 15:37

 



Você sabia que pessoas em segunda união podem receber a Crisma, mas não podem Comungar? Saiba o porque

 


Sim, o bispo diocesano ou o pároco tem autoridade para decidir sobre a administração do sacramento da Crisma, mas sempre dentro da disciplina da Igreja Católica. Vou detalhar:

História sem Ideologia: Historiadores Brasileiros de Reconhecimento Internacional Pouco Conhecidos no Meio Acadêmico

(foto reprodução)



Historiadores Brasileiros Contemporâneos de Reconhecimento Internacional pela Imparcialidade



No contexto acadêmico brasileiro, é difícil encontrar historiadores totalmente isentos de influências ideológicas. A historiografia nacional é predominantemente marcada por correntes de esquerda, o que torna o equilíbrio analítico uma qualidade rara. No entanto, alguns profissionais se destacam por sua busca por objetividade e por contribuir significativamente para o entendimento da história do Brasil.

Missa ou Celebração da Palavra? Saiba o que Leigos, Ministros da Eucaristia, e diáconos não podem fazer

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 6 de setembro de 2025 | 13:02

 


 

Resolvi fazer esse post após ouvir de alguns diáconos o seguinte desabado:




"Fico perplexo, chateado, e sem entender, quando vejo algumas pessoas que vão aos Domingos numa igreja e ao perceberem que o celebrante é um diácono, viram as costas e vão embora. Muitos deles não sabem que às vezes o padre que não veio celebrar é um pecador conhecido por todos, e muitas vezes o leigo, ministro da Eucaristia, ou diácono que vai fazer a celebração é uma pessoa santa e de vida exemplar..."

Frei Damião contra a Poligamia: o missionário obrigava homens a escolher entre duas concubinas

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 24 de agosto de 2025 | 19:21



"E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: ² Filho do homem, fala aos filhos do teu povo, e dize-lhes: Quando eu fizer vir a espada sobre a terra, e o povo da terra tomar um homem dos seus termos, e o constituir por seu atalaia; ³ E, vendo ele que a espada vem sobre a terra, tocar a trombeta e avisar o povo; ⁴ Se aquele que ouvir o som da trombeta, não se der por avisado, e vier a espada, e o alcançar, o seu sangue será sobre a sua cabeça. ⁵ Ele ouviu o som da trombeta, e não se deu por avisado, o seu sangue será sobre ele; mas o que se dá por avisado salvará a sua vida. ⁶ Mas, se quando o atalaia vir que vem a espada, e não tocar a trombeta, e não for avisado o povo, e a espada vier, e levar uma vida dentre eles, este tal foi levado na sua iniquidade, porém o seu sangue requererei da mão do atalaia. ⁷ A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca, e lha anunciarás da minha parte. ⁸ Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para dissuadir ao ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade, porém o seu sangue eu o requererei da tua mão. ⁹ Mas, se advertires o ímpio do seu caminho, para que dele se converta, e ele não se converter do seu caminho, ele morrerá na sua iniquidade; mas tu livraste a tua alma.   (Ezequiel 33,1-9)

O mito do sexo casual: o que a TV não mostra e a vida real revela

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 23 de agosto de 2025 | 16:51

(foto reprodução)


Vivemos em uma sociedade onde a mídia apresenta o sexo como algo leve, divertido e sem consequências. Em novelas, séries e filmes, uma noite de paixão termina sempre em sorrisos, prazer e liberdade, sem nenhum tipo de dor ou risco. Mas será que a vida real funciona assim?


Como lembrou o Cardeal Lozano (1): “Estamos falando do centro do cristianismo, pois se trata de amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. O que conta é a abstinência, a fidelidade e «não matarás».”


A verdade é que fora da ficção, o sexo sem compromisso pode trazer marcas profundas — físicas, emocionais e espirituais.

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Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

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