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Frei Damião contra a Poligamia: o missionário obrigava homens a escolher entre duas concubinas

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 24 de agosto de 2025 | 19:21



"E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: ² Filho do homem, fala aos filhos do teu povo, e dize-lhes: Quando eu fizer vir a espada sobre a terra, e o povo da terra tomar um homem dos seus termos, e o constituir por seu atalaia; ³ E, vendo ele que a espada vem sobre a terra, tocar a trombeta e avisar o povo; ⁴ Se aquele que ouvir o som da trombeta, não se der por avisado, e vier a espada, e o alcançar, o seu sangue será sobre a sua cabeça. ⁵ Ele ouviu o som da trombeta, e não se deu por avisado, o seu sangue será sobre ele; mas o que se dá por avisado salvará a sua vida. ⁶ Mas, se quando o atalaia vir que vem a espada, e não tocar a trombeta, e não for avisado o povo, e a espada vier, e levar uma vida dentre eles, este tal foi levado na sua iniquidade, porém o seu sangue requererei da mão do atalaia. ⁷ A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca, e lha anunciarás da minha parte. ⁸ Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para dissuadir ao ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade, porém o seu sangue eu o requererei da tua mão. ⁹ Mas, se advertires o ímpio do seu caminho, para que dele se converta, e ele não se converter do seu caminho, ele morrerá na sua iniquidade; mas tu livraste a tua alma.   (Ezequiel 33,1-9)

O mito do sexo casual: o que a TV não mostra e a vida real revela

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 23 de agosto de 2025 | 16:51

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Vivemos em uma sociedade onde a mídia apresenta o sexo como algo leve, divertido e sem consequências. Em novelas, séries e filmes, uma noite de paixão termina sempre em sorrisos, prazer e liberdade, sem nenhum tipo de dor ou risco. Mas será que a vida real funciona assim?


Como lembrou o Cardeal Lozano (1): “Estamos falando do centro do cristianismo, pois se trata de amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. O que conta é a abstinência, a fidelidade e «não matarás».”


A verdade é que fora da ficção, o sexo sem compromisso pode trazer marcas profundas — físicas, emocionais e espirituais.

Hóstias ou pão? A polêmica escolha dos satanistas em seus rituais

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 9 de agosto de 2025 | 00:32

 




Essa é a pergunta que não quer calar: "Se Jesus não está presente na Eucaristia, por que os satanistas só roubam hóstias Católicas para fazer rituais e não o pão das ceias protestantes?"

Saúde íntima em risco? Médicos explicam a verdade sobre o sexo anal

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 7 de agosto de 2025 | 09:41

 

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Não vamos usar neste post o argumento religioso ou de moral conservadora, mas apenas a racionalidade científica médica para comprovar que a prática de sexo anal tanto para passivos femininos e masculinos não é saudável.Basicamente, o risco que o sexo anal pode oferecer à saúde é o surgimento de infecções devido à alta concentração de bactérias nessa região excretora. Ao contrário da vagina, o ânus não possui a capacidade de autolubrificação, outro problema é o dano físico. Isto é, o ânus e o reto são estruturas que, apesar de apresentarem alta resistência física em sua musculatura, são bem frágeis quanto a natural proteção bacteriológica em relação a vagina. Assim, a prática de sexo anal pode causar traumas no reto, hemorroidas, fissuras anais, e prolapso retal (a mucosa do reto acaba se exteriorizando pelo ânus). Todas essas situações têm como principais causas a prática do sexo anal prolongado, a introdução de objetos largos no ânus e a redução da sensibilidade local em função do consumo de álcool ou de outras drogas.Além de que,  o sexo anal pode afetar a próstata, especialmente no caso de homens que praticam sexo anal de forma ativa. O risco de problemas como prostatite (inflamação da próstata) e uretrite (inflamação da uretra) ocorrem em maior proporção devido à entrada de bactérias do reto na uretra, que podem subir até a próstata. Além disso, o sexo anal receptivo pode aumentar o risco de ISTs, como gonorreia, clamídia, sífilis e herpes. Como o ânus é órgão excretor e não reprodutor, não produz lubrificação natural, tornando o tecido anal mais suscetível a lacerações e irritações durante o sexo anal.

Com fala polêmica, Ivan Lins acusa extrema direita de rejeitar artistas

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 30 de julho de 2025 | 12:50

 

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Desculpe-me discordar caro Ivan Lins,mas, é exatamente o contrário! 



O principal ressentimento e magoa dos artistas e falsos intelectuais da esquerda é sem sombra de dúvidas a inveja! Geralmente são pessoas profundamente ressentidas com toda sociedade. Este tipo de gente também, se encontram em uma situação de mercado muito incômoda: na maior parte das circunstâncias, são pessoas que perderam seus espaços e poder de fala, e acham que o valor de mercado que recebem ao seus insignificantes processos produtivos é bastante pequeno. 

Catequista em Missão: a importância da formação integral na educação e desenvolvimento pessoal

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 28 de julho de 2025 | 14:10





Formação catequética INTEGRAL e permanente, refere-se ao processo de preparação de catequistas para educar na fé, abrangendo aspectos teológicos, pedagógicos e pastorais. O objetivo é formar catequistas completos, capazes de conduzir os catecúmenos a um conhecimento mais profundo de Jesus Cristo e da doutrina da Igreja. Envolve não apenas o conhecimento da doutrina católica, mas também, o desenvolvimento de habilidades pedagógicas e pastorais. Busca formar a pessoa do catequista em todas as suas dimensões: intelectual, espiritual, emocional e social.  A formação integral e permanente do Catequista, é de suma importância na atualização contínua para os catequistas, tanto em termos teológicos quanto pedagógicos.

A verdade e a liberdade são indestrutíveis: o poder imortal das ideias

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 25 de julho de 2025 | 11:31





Realmente, quem tem um mínimo de conhecimento é impossível levar a sério os opositores do Presidente Bolsonaro! Quem ver as acusações dirigidas a ele e seu governo, só lamenta o baixo nível das argumentações e acusações, sempre imprecisas, sem fontes seguras ou imparciais. As informações são sempre vagas, ou mesmo tendenciosas. Afirmam gratuitamente sem provar minimamente qualquer acusação. Baseiam-se unicamente em premissas falsas, e provas fictícias, tudo na base do famoso “OUVI DIZER QUE..." e ainda se chateiam quando não damos atenção a estas infantilidades as quais chamamos de “mimimi”. 

Maria Madalena era prostituta? O peso da tradição e das evidências

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 22 de julho de 2025 | 22:17




por *Francisco José Barros Araújo


 

Desde junho de 2016, Maria de Magdala, ou Maria Madalena é santa no calendário romano com o nome de Santa Maria Madalena. Foi o que estabeleceu a Pontifícia Congregação para o Culto Divino, por desejo e ordenança do Papa Francisco. Quanto a Santa antes de sua conversão, ter sido prostituta ou não, é uma QUESTÃO TEOLÓGICA E HISTÓRICA em aberto, ou seja, não existem dados suficientes para afirmar ou negar categoricamente, e portanto, a igreja ainda não deu um veredito final, deixando por enquanto, a questão nas mãos dos estudiosos. A interpretação feminista considera uma ofensa que Santa Maria Madalena tenha sido sim, antes de sua conversão uma prostituta de luxo, porém, esse apostolado mais interessado com a verdade que pautas ideológicas e de vanguarda, ver com bons olhos que ela tenha sido prostituta sim, e depois se convertido, pois é mais conforme com "a missão de Jesus que não veio para os justos, mas pecadores", portanto, é mais coerente essa linha interpretativa, e é isso que vamos desenvolver ao longo desse post, mostrando do que é capaz a graça de Deus na vida de uma pessoa.

A vida de Preta Gil nos recorda: "o amor de Deus nunca abandona o pecador"

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 21 de julho de 2025 | 12:51

 




O que a familia, parentes, e amigos de Preta Gil mais precisam agora, são as orações a Deus por sua alma e pela vida eterna! Não podemos julgar ninguem à condenação ou salvação, por recortes parciais e contextuais na vida das pessoas,  pois nesses augustos momentos finais de nossa existência só a misericórdia divina sabe de nossa real condição. Mas, é preciso sim, sobre o legado de nossas vidas, pesar tudo e ficar apenas com o que é bom (confr.1 Tessalonicenses 5, 21), não aprovando tudo e nem condenando tudo. Claro que os simpatizantes de suas causas e valores, espoliarão seu nome e sua memória até o limite da vulgaridade ideológica, valer-se-ão das mais precipitadas e obtusas argumentações, de falsos recortes oportunistas (mulher, negra...) e de oportunismo político, para mais vivamente propelirem a agenda habitual de arrebentar com o verdadeiro alvo e inimigo dos progressistas: a família e os valores judaico cristãos que modelaram e ainda modelam grande parte de nossa sociedade. Todo professor e pai de familia, que já frequentou um conselho de classe conhece e lamenta o impacto negativo da desestrutura familiar na vida de jovens de todas as classes sociais — bem como, ao contrário, celebra as vantagens de haver pais que, animados por um amor genuíno porque sacrificial, honram seus compromissos, superam surtos emancipatórios pessoais e prosperam nas dificuldades em prol da estabilidade do lar e da boa (leia-se, firme) educação da prole. Não há antídoto mais forte que este contra as desafiadoras adversidades que cercam o berço de um desafortunado(a) pelo sexo, raça, ou condição social, e não é senão pelo auxílio da fé cristã (ou de algum recorte ético que a tem por princípio, ainda que se o negue) que a exigente empreita de criar bons filhos, mental e moralmente sadios, pode ser levada a cabo, dando a sociedade e ao mundo, bons cidadãos, honrados profissionais, e exemplares pais de familia.

A riqueza teológica da Eucaristia: "Transformação, Transubstanciação e Conversão"

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 19 de julho de 2025 | 11:50

 




A transubstanciação e a transformação são conceitos distintos, não filosófica e teologicamente sinônimos, embora relacionados à mudança de substância. 

6 princípios imutáveis da Dominus Iesus que todo católico precisa conhecer

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 30 de junho de 2025 | 10:33




 

Na Dominus Iesus é preciso distinguir muito claramente, as verdades de Fé definidas de forma imutável, ou seja, dogmaticamente, das exposições e citações que as fundamentam.  A recordação das verdades de Fé são muito oportunas e cabais! Progressistas e modernistas mais radicais juntamente com líderes de outras religiões e seitas Cristãs, salientam que a simples e oportuna recordação dessas verdades é como"um tiro no movimento ecumênico". Fica-se com a nítida impressão de que a declaração buscou esclarecer frases equívocas que fomentavam interpretações ambíguas do Vaticano II - causadoras de erros de interpretação, bem como, condutas doutrinais e pastorais inseguras e prejudiciais ao rebanho de Cristo. A Declaração Dominus Iesus é um documento complexo, porém, contundente, onde se  afirma de modo infalível as verdades de Fé em que todos os católicos - clérigos, e simples fiéis - devem crer. Na declaração se aprofundam explicações nas quais se procura demonstrar que as verdades de Fé ali expostas estão de acordo com o que foi ensinado pelo Concílio Vaticano II e a doutrina de sempre da Igreja. Em geral, o documento condena as interpretações equívocas e ambíguas dos modernistas apegados não a letra, mas, a um subjetivista e impreciso "espírito" do Concílio.

Progresso verdadeiro x progressismo ideológico: o que a Igreja ensina?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 23 de junho de 2025 | 10:42

 

(''Escravos do Amanhã'' de  Lucas Berlanza e Hiago Rebello)




Resenha do livro em destaque: desde o século XVIII, com a célebre investida de Edmund Burke contra a Revolução Francesa, criticou-se exaustivamente a concepção de que as agendas sociais devem ser orientadas por ideias nunca testadas, pela soberania de valores abstratos, presunçosamente desatrelados do real e da tessitura sociocultural existente. Essas críticas, porém, não costumam se aprofundar na análise específica do ideal de ''progresso'' sustentada por esses ideólogos. No livro ''Escravos do Amanhã'', Lucas Berlanza e Hiago Rebello buscam mostrar que são insustentáveis os postulados da melhoria absoluta das esferas da vida apenas em consequência do avançar do relógio e da superioridade intrínseca das novidades, tanto na prática quanto na teoria. Enfrenta-se, pois, a crença de que o que se faz no ''hoje'' deveria ser pautado em uma suposição esquemática sobre o ''amanhã'' que, por definição, ainda não aconteceu.

As duas heresias mais perigosas da atualidade

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 16 de maio de 2025 | 12:27

 






O demônio apesar de ter uma inteligência superior a nossa, não é muito criativo, e sempre tenta destruir a igreja de duas formas: externamente e internamente!


-Externamente: através dos regimes imperialistas e ditatoriais, impedindo a liberdade religiosa com perseguições sistemáticas e violentas aos Cristãos (os regimes anti-cristãos ateístas, comunistas, e dos terroristas radicais islãmicos).

Songbun: o sistema de castas e controle social na Coreia do Norte

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 13 de março de 2025 | 14:44

 

(foto reprodução)



“Songbu”: o terrível sistema de controle social da Coréia do Norte

 

 

O "sistema de Songbun, é o sistema MILITAR de controle de castas (classes) da Coreia do Norte comunista". Sim, exatamente isso, algo similar com o que acontecia no passado, na Índia! Você recebe uma classificação do governo que diz que tipo de cidadão você é! Dependendo da sua casta, você terá mais, ou menos direitos.

Fé cristã na Coreia do Norte: liberdade aparente, perseguição real

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 12 de março de 2025 | 15:10


(foto reprodução)




Ser descoberto como cristão na Coreia do Norte (para quem é nativo),  é praticamente uma sentença de morte, pois você e sua família até a terceira geração, passarão a viver como um "HOSTILE" ou "hostil" (os intocáveis - detalhes no final desse post). Caso não sejam mortos, os cristãos são enviados para campos de trabalho forçado como prisioneiros políticos, onde enfrentam uma vida de trabalho duro, sem direito a nada, a qual, muito poucos sobrevivem. Os membros da família, mesmo que não sejam cristãos, recebem o mesmo destino até a terceira geração como punição exemplar e intimidativa. Por isso, a maior parte dos Norte Coreanos (64%), preferem não ter problemas com as lideranças, não professando nenhuma religião.  

Por que Anísio Teixeira incomodaria até a esquerda?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 11 de março de 2025 | 20:18

(foto reprodução)



"Meu pai incomodaria até em um regime de esquerda!" diz filho de Anísio Teixeira


 

Por Gilberto Costa - Repórter da Agência BrasilBrasília - Ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB)

Do Reino de Deus a Jesus Cristo: a evolução da pregação apostólica

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 4 de março de 2025 | 21:03

 


 


 

“E será pregado este Evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.”(Mt 24,14)

Panteísmo no hino da CF 2025? Uma análise teológica

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 1 de março de 2025 | 17:29

 




Não estamos aqui afirmando, mas apenas querendo um melhor esclarecimento por parte da comissão da CNBB responsável pelas Campanhas da Fraternidade no Brasil, bem como o autor do hino da CF 2025: Ismael Oliveira do Nascimento, da Arquidiocese de Belo Horizonte (foto abaixo):

Tudo que você queria saber sobre o "ano jublilar da esperança 2025"

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025 | 17:14



 


 

O último Ano Jubilar Ordinário da Igreja Católica foi em 2000, durante o pontificado de João Paulo II. Na ocasião, o Papa São João Paulo II lançou a carta apostólica "Novo Millennio Ineunte" (O novo milênio que se abre), que abordou temas como: biotecnologia, devastação ambiental, o diálogo ecumênico (só entre Cristãos),  e inter-religioso (com as demais religiões não Cristãs).



EXISTEM DOIS TIPO DE JUBILEU: 



1)-Ano Jubilar "Ordinário"


-Ocorre ordinariamente a cada 25 anos. É também, conhecido como "Ano Santo"


-É proclamado oficialmente pelo Papa por meio de uma bula papal, e convida os fiéis à prática do perdão e da misericórdia.

         


2) Ano Jubilar "extraordinário"



-Podem ser convocados extraordinariamente pelos papas em ocasiões especiais e oportunas.


-O PENÚLTIMO  Jubileu Extraordinário foi em 1983, instituído por São João Paulo II. Foi o Jubileu da Redenção, que celebrou o 1950º aniversário da morte e ressurreição de Jesus Cristo. O tema do Jubileu foi a "Redenção do mundo". 



-O ÚLTIMO Jubileu Extraordinário, foi decratado pelo papa Francisco, e se realizou em 2015, dedicado à misericórdia, por meio da bula "Misericordiae Vultus", que significa "A Face da Misericórdia" em latim. 

 


-Palavras Chaves dos anos Jubilares (ordinários e extraordinários): Misericórdia, encarnação, porta santa, indulgências, peregrinação a lugares santos,confissão, estado de graça, santas intenções do papa, obras de misericórdia materiais e espirituais.



 

O que são as indulgências? Como obtê-las?




Imaginemos a seguinte cena, tão corriqueira numa casa de família: um dos filhos, mesmo conhecendo uma proibição formal do pai, desobedece-o travessamente. O pai, ao saber do ocorrido, vê-se na contingência de punir o infrator, ainda que isto lhe seja mais dilacerante do que para o próprio filho. 



Entretanto, ao ser informada, a mãe pede clemência pelo pequeno travesso. Dado às instâncias maternas, não é verdade que o pai cede, em atenção ao pedido da esposa? Neste caso, o pai de família concede uma indulgência ao filho, pelo respeito à interseção maternal.




A Indulgência de Deus



A mesma situação podemos aplicar ao gênero humano, que, na pessoa de Adão, desobedeceu ao Pai Celeste. Por causa desta transgressão as portas do Paraíso nos foram fechadas e nos tornamos réus de morte; imediatamente adiantou-se Nosso Senhor Jesus Cristo, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, e conquistou para nós, na Cruz, a misericórdia que não merecíamos. Diante de tamanha intercessão, Deus Pai se dobra amorosamente à vontade do Filho, e poupa o gênero humano: Deus nos é indulgente, pelo valor da interseção de Cristo!



-Contudo, como é próprio a Deus de tudo fazer com a mais exímia e amorosa excelência, imolou-se Deus Filho num sacrifício perfeitíssimo, consumido no altar da Cruz, oferecendo seu Sangue para nos resgatar. Mesmo sabendo que apenas uma gota seria suficiente para remir toda a humanidade, Cristo bebeu até o fim o Cálice amargo da Paixão, e verteu todo o seu Sangue, “ele o derramou – ensina-nos o Papa Clemente VI – não como pequena gota de sangue, que todavia em virtude da união ao Verbo teria sido suficiente para a redenção de todo o gênero humano, mas de modo copioso[1]”, expiando assim em superabundância os pecados dos homens. 



-Esta exuberância no sacrifício da Cruz fez transbordar o tesouro dos méritos de Cristo em favor da humanidade. Tal tesouro foi dado à Igreja administrar, para consolo dos pecadores, “e, por razões piedosas e razoáveis, para ser ministrado misericordiosamente aos verdadeiramente penitentes e confessados, para total ou parcial remissão da pena temporal devida pelos pecados [2]”.



Notamos, deste modo, que há um tesouro inexaurível comprado por Cristo para ser distribuído aos pecadores, e a este montante devemos ainda acrescentar os méritos da Santíssima Virgem Maria e de todos os justos. Precisamente, quando nos é oferecido, chamamos a este tesouro de indulgência.



Por que é necessário buscar as indulgências mesmo após ter recebido o Sacramento da Reconciliação?  




Padre Paulo Ricardo: "Por que o perdão dos pecados não resolve o problema das nossas doenças espirituais, ou seja, uma vez que nós formos perdoados, nós precisamos ainda assim fazer práticas penitenciais. Por que é a penitência que irá, aos poucos, tornar o nosso coração um coração melhor. A indulgência é a Igreja que vem em socorro do fiel que faz penitência para, como mãe, aliviá-lo."







Indulgências da Igreja



Como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica (1471), por indulgência se entende a “remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados, cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições pela ação da Igreja, a qual, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos”[3].




Notemos que é a Igreja quem, na pessoa de seu pastor, o Papa, nos dispensa este tesouro! 



Pois, com efeito, no poder que Nosso Senhor conferiu a São Pedro – e a seus sucessores – de abrir ou de fechar as portas do Céu aos homens (Mt 16,19), está contido o poder de retirar todos os obstáculos que impeçam o ingresso de uma alma no Céu. Ora, como sabemos, as penas temporais, que resta a uma alma pagar depois de ter seus pecados perdoados, são um obstáculo para seu ingresso na Morada Celeste.



De fato, precisamos estar cientes que o pecado acarreta uma dupla conseqüência:



-Quando é grave “priva-nos da comunhão com Deus e, portanto, nos torna incapazes da vida eterna; tal privação se chama ‘pena eterna’ do pecado”[4]; esta primeira conseqüência é o que comumente se chama de pecado mortal[5]. Mortal, pois mata em nossa alma a caridade, a vida da graça, ao se infringir gravemente a Lei de Deus. Este pecado desvia o homem de seu próprio Criador, fazendo-o preferir e amar mais um bem inferior do que a Deus mesmo.[6] A pena para a alma que morre neste estado, que não aceita o perdão divino, é a condenação eterna, o inferno, pois ela mesma não quererá voltar-se para Deus e pedir-lhe perdão, terá feito uma escolha irreversível de recusa a Deus.[7] 



-A segunda conseqüência é que, qualquer pecado, seja mortal ou venial “acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado ‘purgatório’. Esta purificação liberta da chamada ‘pena temporal’ do pecado”.[8] Recordemos que o pecado venial não mata a vida divina na alma, porém enfraquece a caridade e pré-dispõe para o mortal, além de se traduzir pelo apego desordenado às criaturas, que exigirá uma purificação.[9]








No sacramento da penitência, ao ser absolvido, o pecador é perdoado de suas faltas, não está mais privado da comunhão com Deus; porém resta-lhe ser purificado da pena temporal, deste apego prejudicial em relação às criaturas, que maculou sua alma. 



Esta purificação, como vimos, pode se dar após a morte, no Purgatório, ou por uma misericórdia de Deus, ela pode ser apagada ainda nesta vida pelas indulgências, que são o tesouro da satisfação de Cristo! 








A parcela do tesouro dos méritos de Cristo, nós a podemos receber de dois modos: 



-Parcial: quando apenas uma parte da pena temporal é apagada. 


-Ou de modo pleno: quando ela é apagada inteiramente[10]. 



É o que se chama de indulgência parcial e indulgência plenária.




Como lucrar indulgências?



Todo fiel pode, desde que cumpra os requisitos necessários, lucrar uma ou várias indulgências num mesmo dia, ou ao longo de sua vida. Contudo, Paulo VI, em sua Constituição Apostólica Indugentiarum Doctrina, sobre a revisão das indulgências, nos explica os requisitos a serem cumpridos para se receber uma indulgência plenária: “fazer uma obra enriquecida de indulgência e preencher as três seguintes condições: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice.[11] Requer-se além disso rejeitar todo o apego ao pecado, qualquer que seja, mesmo venial.”[12] Contudo, na falta de algum destes requisitos o fiel pode lucrar uma indulgencia parcial. Para se lucrar uma indulgência parcial requer-se ao fiel que cumpra a obra prescrita para tal.



No que tange à indulgência plenária, com seu maternal desvelo, a Santa Igreja prevê as dificuldades que poderiam ocorrer para se cumprir, num mesmo dia, todos os requisitos necessários a fim de lucrá-la; desta maneira, anima-nos Paulo VI: 




-“As três condições podem ser preenchidas em dias diversos, antes ou após a realização da obra prescrita; mas convém que a comunhão e a oração nas intenções do Soberano Pontífice se façam no mesmo dia em que se faz a obra.”[13] 



-Outra prova inequívoca da bondade de Nossa Mãe, a Santa Igreja, é o fato de que nós podemos aplicar as indulgências que lucramos, tanto as parciais, como as plenárias, em sufrágio pelas almas dos defuntos que estão no purgatório!




Antes mesmo de mostrar os modos concretos para se lucrar as indulgências, cumpre lembramos um fato que ocorreu com Santa Teresa de Jesus, para vermos a importância que se deve dar às indulgências.[14] Certo dia, extasiada e encantada, pôde a santa contemplar a alma de uma religiosa, falecida naquele instante, e que subia radiante, diretamente para o Céu. O curioso é que a bendita alma rumou para o Céu, sem sequer passar perto do purgatório, sendo que muitos achavam que a falecida era uma freira simples, sem maiores virtudes, e, por conseguinte, com suas falhas, como todos os homens. 



Lembremos o que escreveu São João: “Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.”[15] 



O fato é que, mais tarde, em um dos colóquios da grande Santa Teresa com Nosso Senhor, o Divino Mestre explicou a ela o motivo do privilégio da freira defunta:



Contou o Senhor Jesus que aquela alma sempre teve grande confiança nas indulgências concedidas pela Igreja; e sempre se esforçou para ganhar o maior número delas. Como vemos, a freira soube usar do tesouro que a Igreja, maternalmente, põe à nossa disposição para, após a morte, irmos diretamente ao Céu.



Após termos visto o que são as indulgências, as disposições e as condições necessárias para recebê-las, concluiremos este artigo vendo quais obras devem ser observadas por um fiel a fim de lucrá-las tais indulgências.[16]



Indulgências parciais



– Se pode lucrar indulgência parcial quando se cumpre seus deveres e se tolera, à imitação de Cristo, as aflições de nossas vidas, elevando a Deus o espírito com alguma piedosa invocação, mesmo que seja apenas em pensamento. Ao alcance de todos, esta indulgência pode ser facilmente recebida. Com efeito, todos nós, em qualquer situação em que nos encontramos – seja o de religioso, casado, solteiro, ou ainda um trabalhador, um estudante, etc… – todos encontramos dificuldades e aflições, cada um em seu âmbito específico. O que é preciso é elevarmos nossos espírito e oferecer tudo a Deus, seja rezando (por exemplo: Ave-Maria, Pai-Nosso, Credo), seja pensando piedosamente n’Ele, para lucramos tantas indulgências quanto o número de oferecimentos que fizermos.



– Também quando, com espírito de fé e com misericórdia, um fiel dispõe de seus bens, ou ainda de si mesmo, em atenção e serviço aos mais necessitados. Quando excuta uma obra de caridade. Contudo, para que lucre a indulgencia parcial, é preciso que tal obra caritativa esteja mesmo voltada para o serviço dos irmãos mais carentes. Nisto percebemos que mais lucra quem dá do que quem recebe, pois, o que são os bens materiais em comparação com a libertação ou diminuição das penas temporais?



– Lucra ainda indulgência parcial o fiel que, espontaneamente, com espírito de penitência, se abstém de coisa que é inteiramente lícita e agradável. Com isto, o fiel é ajudado a refrear suas más inclinações, e, sujeitando seu corpo, se conforma mais estritamente a Cristo. Estes são os pequenos sacrifícios do dia-a-dia, que podemos oferecer a Deus e por amor a Ele nas mais variadas circunstâncias: sendo solícito para com um irmão que nos pede algo que é de si árduo, tendo paciência com os demais, sendo obedientes às autoridades competentes, sobretudo quando nos pedem algo de difícil – porém nunca para algo contrário à moral – não comendo uma deliciosa sobremesa, por exemplo.



– Recebe indulgência parcial, todo fiel que professa publicamente sua fé, quando dá livremente um testemunho de fé diante dos demais, nas circunstâncias particulares da vida no dia-a-dia.



– Também outros atos ou orações nos fazem lucrar indulgências parciais, como: a recitação de ladainhas (as devidamente aprovada pela autoridade eclesiástica), o Creio em Deus, o Magnificat (Minha alma engrandece o Senhor, Lc. 46-55), a Salve Rainha, o Lembrai-vos ó piíssima Virgem Maria, a oração ao Anjo da Guarda (Santo Anjo do Senhor), o Salmo 50 (Senhor tem piedade, segundo a vossa bondade), o sinal da Cruz, uma comunhão espiritual, visitas breves ao Santíssimo Sacramento para adorá-Lo, entre outras orações.



O mesmo para os fiéis que portam devota e religiosamente alguns objetos de piedade, como: crucifixo, cruz, terço, escapulário, medalha. Note-se que estes objetos devem estar validamente abençoado. Entretanto, se o objeto foi bento pelo Santo Padre, o Papa, ou por um bispo, o fiel que o porta devotamente obterá uma indulgência plenária, no dia da festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (29 de junho), sendo preciso fazer uma profissão de fé sob forma legítima, como a recitação do Creio.



Indulgências plenárias



Há ainda as indulgência ditas plenárias, que, como vimos, apagam totalmente as penas temporais – daí seu valor intrínseco ser maior. Papa lucrá-las cumpre também observar os três requisitos que mencionamos acima, bem como desapegar-se de todo tipo de pecado. Ganha-se uma indulgência plenária quando:



– Se faz uma adoração ao Santíssimo Sacramento de ao menos meia hora.

– Se faz a leitura das Sagradas Escrituras ao menos por meia hora, com a devida veneração e à maneira de leitura espiritual. Note-se que deve ser um texto aprovado pela autoridade competente. Ao fiel impossibilitado de ler por si, poderá lucrar a indulgência quando outro ler para ele, ou quando ele acompanhar uma leitura da Bíblia em áudio ou em vídeo.

– Se reza o rosário de Nossa Senhora numa igreja, numa capela ou oratório, ou ainda em família ou numa comunidade religiosa.

– Quando se recebe com piedade e devoção a bênção dada pelo Papa, urbi et orbi, para Roma e o mundo, também é válida a bênção que for ouvida na rádio, acompanhada na televisão, ou ainda se for acompanhada mentalmente – outra faceta da maternal bondade da Santa Igreja.

– Ao fiel que se dedicar a aprender ou ensinar a reta doutrina cristã. Grande incentivo para crescermos nos conhecimentos divinos e no amor a Deus.

– Ao fiel que participar piedosamente de uma solene procissão eucarística.

– Ao fiel que, na Sexta-Feira Santa, participar da adoração da Santa Cruz, na solene celebração litúrgica.

– Aos fieis que fazem sua primeira comunhão, e ainda aos que assistem a uma cerimônia de primeira comunhão.

– Ao sacerdote que, no dia marcado, celebra sua primeira Santa Missa, bem como para os fiéis que a assistirem.



– Ao fiel que, na celebração da Vigília Pascal, ou no dia do aniversário de seu batismo, renovar suas promessas batismais por alguma forma legitimamente aprovada.[17]



– Há ainda as indulgências plenárias que qualquer um de nós pode receber, porém que são aplicáveis somente às almas do purgatório, quando: visitar devotamente um cemitério entre os dias primeiro e oito de novembro, e lá rezar pelos defuntos. Ou quando no dia dois de novembro (dia dos fiéis defuntos), visitar uma igreja ou um oratório e aí rezar um Creio e um Pai-Nosso.



Pe. Michel Six, EP



BIBLIOGRAFIA




– ANTONIO DE OLIVEIRA, Severiano. As indulgências. In: Revista Arautos do Evangelho. Ano 3, nº 33, setembro de 2004.

– CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. 11ª ed. São Paulo: Loyola, 2001.

– DENZINGER, Heinrich. Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e de moral. Trad. LUZ, José Marino; KONINGS, Johan. São Paulo: Paulinas, Loyola, 2007.

– Indulgências. Orientações litúrgico-prastorais. Trad. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. São Paulo: Paulus, 2005.

– PAULO VI. Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina. http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_constitutions/documents/hf_p-vi_apc_01011967_indulgentiarum-doctrina_po.html, acessado em 05 de novembro de 2010.




REFERÊNCIAS:



[1] DENZINGER, Heinrich. Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e de moral. Trad. LUZ, José Marino; KONINGS, Johan. São Paulo: Paulinas, Loyola, 2007. Dz 1025.

[2] Idem, Dz 1026.

[3] Cf. Paulo VI, Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina, norma nº 1. AAS 59 (1967) 21.

[4] CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. 11ª ed. São Paulo: Loyola, 2001. Nº 1472.

[5] Cf. Idem, Nº 1855.

[6] Cf. Idem.

[7] Cf. Idem, Nº 1861.

[8] Idem, 1472.

[9] Cf. Idem, Nº 1863.

[10] A indulgência plenária só se recebe uma vez ao dia, ao contrário da parcial, que se pode receber várias vezes num mesmo dia. Contudo, “in articulo mortis”, pode-se lucrar outra indulgência plenária, mesmo que já se tenha recebido uma no mesmo dia. Cf. Paulo VI, Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina, normas nos 6 e 18. AAS 59 (1967) 22 e 23.

[11] A oração pode ser um Pai-Nosso e uma Ave-Maria, porém o fiel pode escolher outra oração, conforme sua piedade. Cf. norma nº 10. AAS 59 (1967) 22.

[12]  Idem, norma nº 7.

[13] Idem, norma nº 8.

[14] Cf. Revista Arautos do Evangelho, nº 33, setembro de 2004. P. 36.

[15] Cf. 1 Jo 1,8.

[16] Tanto para as indulgências parciais, como para as plenárias, elegemos algumas que nos parecemos mais oportunas, numa obra ao alcance dos fiéis, o livro: Indulgências – Orientações litúrgico-pastorais. Trad. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. São Paulo: Paulus, 2005.

[17] A indulgência será parcial se o fiel utilizar outra forma.

 

 

 

Que são as Obras de Misericórdia?








-"As obras de misericórdia são as ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem nomeadamente em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. Entre estes gestos, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus" (Catecismo da Igreja Católica, 2447).



-"É meu vivo desejo que o povo cristão reflita, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina. A pregação de Jesus apresenta-nos estas obras de misericórdia, para podermos perceber se vivemos ou não como seus discípulos. Redescubramos as obras de misericórdia corporal: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos. E não esqueçamos as obras de misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos." (Papa Francisco, Bula Misericordiae Vultus).




Há catorze Obras de misericórdia: sete corporais e sete espirituais




Obras de misericórdia corporais:







1) Dar de comer a que tem fome

2) Dar de beber a quem tem sede

3) Dar pousada aos peregrinos

4) Vestir os nus

5) Visitar os enfermos

6) Visitar os presos

7) Enterrar os mortos




Obras de misericórdia espirituais:







1)Ensinar os ignorantes

2) Dar bom conselho

3) Corrigir os que erram

4) Perdoar as injúrias

5) Consolar os tristes

6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo

7) Rezar a Deus por vivos e defuntos




As Obras de misericórdia corporais encontram-se, na sua maioria, numa lista enunciada pelo Senhor na descrição do Juízo Final.A lista das Obras de misericórdia espirituais tirou-a a Igreja de outros textos que se encontram ao longo da Bíblia e de atitudes e ensinamentos do próprio Cristo: o perdão, a correção fraterna, o consolo, suportar o sofrimento, etc.



Qual o efeito das Obras de misericórdia em quem as pratica?



O exercício das Obras de misericórdia comunica graças a quem as exerce. No evangelho de São Lucas Jesus diz: ‘Dai, e ser-vos-á dado’. Por isso, com as Obras de misericórdia fazemos a vontade de Deus, damos algo que é nosso aos outros e o Senhor promete que nos dará também a nós aquilo de que necessitamos.




Por outro lado, um modo de ir apagando a pena que fica na alma pelos nossos pecados já perdoados é mediante as boas obras. Boas obras são, obviamente as Obras de misericórdia. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7), é uma das Bem-Aventuranças.



As Obras de misericórdia também nos vão tornando mais parecidos com Jesus, nosso modelo, que nos ensinou como deve ser a nossa atitude para com os outros. No evangelho de São Mateus encontramos as seguintes palavras de Cristo: 




“Não entesoureis tesouros na terra, onde a traça os corrói, e onde os ladrões os roubam, mas amontoai tesouros no céu, onde a traça os não corrói, onde os ladrões não os roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mateus 6,19-21)



Seguindo este ensinamento do Senhor, trocamos os bens temporais pelos eternos, que são os que valem de verdade!




Fonte: Arautos do Evangelho




ANO JUBILAR (ordinário) 2025: "PEREGRINOS DA ESPERANÇA"



Por Dom Rodolfo Luís Weber - Arcebispo de Passo Fundo (RS)

 


Na última noite de Natal, o Papa Francisco abriu a “Porta Santa” da Basílica de São Pedro, no Vaticano, dando início o Jubileu Ordinário de 2025. 



A cada 25 anos a Igreja celebra um Jubileu Ordinário para "festejar o Mistério da Encarnação" (por isso júbilo), isto é, festejar a presença humana e divina de Jesus Cristo no mundo! Esta tradição começou no ano de 1300 e a iniciativa foi da espiritualidade popular. Como foi uma iniciativa frutuosa, ela se tornou uma tradição que conta com 725 anos. 

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Blog educativo e formativo inspirado em 1Pd 3,15, dedicado à defesa da fé e à evangelização. Nele somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6) e que sua Igreja é a coluna e sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja. Nossa Visão: ser um espaço de evangelização que ilumina também os campos social, político e econômico, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que afastam de Deus. Áreas de Estudo: Teologia: mãe de todas as ciências. Filosofia: base da razão e da reflexão. Política: análise crítica de governos e ideologias à luz da fé. Economia: princípios éticos e cristãos aplicados à vida financeira. Rejeitamos uma imagem distorcida e meramente sentimentalista de Deus, proclamando o verdadeiro Deus revelado em Jesus Cristo. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória” (Sl 115,1).

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