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Três grandes modelos de grupos de oração para leigos na Igreja Católica: Pe Pio, RCC e Oficinas de Oração

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 6 de março de 2026 | 11:25

 



por*Francisco José Barros de Araújo 



Desde os primeiros séculos do cristianismo, os fiéis se reuniam para rezar, ouvir a Palavra de Deus e fortalecer a comunhão. O livro dos Atos dos Apóstolos descreve essas primeiras comunidades que perseveravam “na fração do pão e nas orações”. Ao longo da história, essa tradição permaneceu viva e, especialmente no século XX, o Espírito Santo suscitou novas formas de grupos de oração para leigos, que se tornaram instrumentos poderosos de evangelização, formação espiritual e caridade.

Crismado e pronto para a missão: pastoral, ministério ou movimento?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 18 de junho de 2025 | 10:42




Após receber o sacramento da Crisma, você é enviado(a) agora a servir como missionário(a) na igreja, e você pode servi-la de diversas maneiras, seja participando ativamente de grupos de jovens, auxiliando na catequese ou em outras pastorais que você se identifique, ou até mesmo integrando a equipe de liturgia, participando de algum ministério ou Movimento reconhecido pela igreja (Shalom,ECC,Canção Nova, RCC, Folcolares, etc), pelo bispo, ou seu pároco. A Crisma não é o fim, muito pelo contrário, mas o início de um compromisso mais profundo com a comunidade cristã, e há muitas oportunidades para colocar seus dons, talentos, tempo, conhecimentos, e sua disponibilidade a serviço da igreja ou comunidade local onde você mora.

Profecia da RCC (1975): revelação sobre o futuro da Igreja Católica

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 23 de janeiro de 2025 | 13:58




"Eu lhes falo da aurora de um novo tempo para minha igreja"

 


Em 1975, no congresso internacional da renovação carismática católica, em Roma, alguem tomou o microfone e proferiu essa profecia, que continua com sua eficácia profética até os nossos dias e se cumprindo. Essa palavra orientou os rumos da renovação naquele momento, e agora mais do que nunca ela se mostra atual.Veja bem a data: nós estávamos em 1975, havia oito anos apenas que deus começara á derramar seu espírito de maneira nova sobre a igreja católica. No Brasil a renovação estava mais ou menos no seu quinto ano. Era espantoso ver como em tão pouco tempo a renovação havia se alastrado pelo mundo inteiro. Tanto assim, que estávamos realizando um congresso internacional, reunindo pessoas de todos os continentes na cidade eterna de Roma. Era uma demonstração clara: "isso é obra do senhor! Um milagre aos seus olhos" (Salmos 118,23)

Beato Frassati: participe de um grupo católico! Não caminhe sozinho!

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 17 de janeiro de 2025 | 17:33



 

Beato Frassati: participe de um grupo católico!

 

Postado por A Catequista

 


“Ai do homem que está só”, diz a Bíblia. Permitam-me traduzir essa advertência em minhas palavras: ai do fiel que vai à missa, mas quando tem alguma dúvida ou problema, não tem nenhum bom amigo católico para lhe socorrer.

Origens do movimento devocional e caritativo do "pão de Santo Antônio"

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 1 de julho de 2024 | 14:11



 



Em Aracati Ceara, onde minha avó paterna (Maria Ferreira de Araújo) participava,  foi fundada oficialmente em 06/07/1988 e está cadastrada na Solutudo no segmento de Casas de Repouso, localizada na Rua Cel Pompeu, Nº 1049 no Centro de Aracati - CE. Tem como fim principal, o acolhimento, permanência, e assistência a idosos, deficientes físicos, imunodeprimidos e convalescentes, na forma de  residências coletivas.

"Cruz da Unidade": origem, significado espiritual e simbolismo na consagração mariana

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 4 de junho de 2024 | 15:20



Origem e significado da "Cruz da Unidade" usada pelos consagrados a Jesus pelas mãos de Maria Santíssima



A Cruz da Unidade é um dos mais belos e profundos símbolos da espiritualidade mariana contemporânea. Surgida no contexto da consagração total a Jesus pelas mãos de Maria Santíssima, ela expressa de forma visível a comunhão entre o Coração de Jesus e o Coração de Maria — união que se estende a todos os fiéis chamados à santidade. Mais do que um ornamento, esta cruz representa um sinal de missão e entrega, recordando aos consagrados que a verdadeira unidade nasce do sacrifício, da oblação e do amor redentor de Cristo, no qual Maria participa de modo singular.

Padre Lorenzo Prezzi: “outros de tipos de consagração laical” – Uma bela surpresa na Igreja!

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024 | 12:25

 


 

Toda consagração seja sacerdotal, religiosa, matrimonial, ou laical, é um chamado vocacional já inserido em sua identidade Cristã, para melhor vivencia da consagração primordial dada pelo batismo, visando a santidade própria e do mundo: 



CIC §901 "Os leigos, em virtude de sua consagração a Cristo e da unção do Espírito Santo, recebem a vocação admirável e os meios que permitem ao Espírito produzir neles frutos sempre mais abundantes. Assim, todas as suas obras, preces e iniciativas apostólicas, vida conjugal e familiar, trabalho cotidiano, descanso do corpo e da alma, se praticados no Espírito, e mesmo as provações da vida, pacientemente suportadas, se tornam 'hóstias espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo' (l Pd 2,5), hóstias que são piedosamente oferecidas ao Pai com a oblação do Senhor na celebração da Eucaristia. É assim que os leigos consagram a Deus o próprio mundo, prestando a Ele, em toda parte, na santidade de sua vida, um culto de adoração."

Carta aberta a V. Rev.mª Dom José Ionilton: "Não temais receber aqueles(as) que vem em nome do Senhor!"

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 15 de setembro de 2023 | 19:50

(fotos reprodução)



Por *Francisco José Barros Araújo 




V. Rev.mª Dom José Ionilton,




A paz de Cristo e o amor de Maria a mãe do nosso Sr!



 

Me dirijo a V. Rev.mª como Santa Catarina de Sena se dirigia às autoridades eclesiásticas de sua época: "cheia de zelo por estar tratando de assunto de grande e preciosíssimo interesse de toda igreja, e de santo temor por estar a tratar com um ungido de Deus", e por isso meço minhas palavras, já pedindo-lhe minhas sinceras desculpas se faltar com a caridade fraterna. Faço a correção fraterna respaldado no documento do Concílio Vaticano II para os leigos: Apostolicam Actuositatem Nº 6.

Papa Francisco e sua estreita relação pessoal com o movimento Comunhão e Libertação

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 13 de setembro de 2023 | 21:58

 


 


Comunhão e Libertação (CL) é um movimento católico eclesial, cujo objetivo é a madura educação cristã dos seus membros e a colaboração à missão da Igreja em todos os âmbitos da sociedade contemporânea. Nasceu na Itália, em 1954, quando padre Luigi Giussani deu início, no Colégio Estadual Liceu Berchet de Milão, a uma iniciativa de presença cristã chamada Juventude Estudantil (Gioventù Studentesca - GS). O nome atual, Comunhão e Libertação, apareceu pela primeira vez em 1969. Ela sintetiza a convicção que o acontecimento cristão, vivido em comunhão, é a base da verdadeira libertação do homem. Atualmente Comunhão e Libertação está presente em cerca de setenta países em todos os continentes e tem acerca de 100.000 membros. Não existe nenhum tipo de inscrição, mas somente a livre participação das pessoas. O instrumento fundamental de formação dos membros do Movimento é a catequese semanal denominada «Escola de Comunidade» junto a alguns gestos fundamentais do caminho. Actualmente o presidente da Fraternidade de Comunhão e Libertação é o padre espanhol Julián Carrón. A revista oficial do movimento é a publicação mensal «Passos - Litterae Communionis».

Frases de Moysés Azevedo no Fórum Shalom 2023





 

Tema do Fórum: "Peregrinos da Esperança"

Diaconia: Pastorais, movimentos e serviços na Igreja – onde e como posso servir e me engajar na minha paróquia?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 21 de junho de 2023 | 17:41








É costumeiro nos depararmos com pessoas e situações onde temos que fazer flexibilizações e adaptações entre o ideal e o real. O ideal seria que a "diaconia" (serviço) viesse após as etapas do querígma (anuncio e experiência de Deus), depois a catequese (formação catecumenal), a koinonia (vida comunitária com a participação na vida litúrgica da igreja), e somente depois a diaconia (lembrando que a quinta e última fase do processo formativo do Cristão, é a MARTIRIA: testemunho da fé até as últimas consequências), mas cada caso é um caso! A messe é grande os operários são poucos, e se alguém quer servir, não vai faltar trabalho! Além de que, Deus tem planos para cada um de seus filhos aos quais desconhecemos, e onde Ele mesmo faz os ajustes em pleno voo. O próprio Jesus nos deixou esse exemplo na parábola dos trabalhadores desocupados chamados a trabalhar na sua vinha (Mateus 20,1-16). Aquele Sr que os contrata (o próprio Deus), não quis saber de antecedentes criminais, ficha corrida, qualificação, ou a condição moral dos trabalhadores desocupados (se casado, solteiro, separado, adúltero, amancebado, etc), apenas os convidou e contratou aqueles que quiseram trabalhar. (Para entender melhor este agir de Deus, sugiro que assistam esses dois Dramas baseados em fatos reais: “Inseparáveis” com Oscar Martinez e Rodrigo de la Serna -, e “Padre Johnny” com Dawid Ogrodnik e Piotr Trojan).

"Como se fosse a primeira vez" - A história do missionário do Shalom Rodrigo Santos que tem perda de memória recente

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 20 de abril de 2023 | 09:30

 





Por Janaina Teixeira

 


Rodrigo, consagrado da Comunidade de Vida, foi acometido por uma doença que o permite a cada dia viver tudo como se nunca tivesse vivido. 

A importância dos "dons ordinários e extraordinários"do Espírito Santo na vida cristã

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 18 de abril de 2023 | 18:30



Como conciliar a gratuidade dos dons do Espírito Santoque não são adquiridos, mas infundidos e concedidos — com a doutrina clássica de que as virtudes precisam ser exercitadas até se tornarem hábitos? Há contradição ou complementaridade entre dons e virtudes?


Essa questão toca o coração da vida espiritual e, ao mesmo tempo, revela uma das confusões mais comuns do nosso tempo


-De um lado, há quem reduza a vida cristã a um esforço meramente humano, como se a santidade fosse fruto apenas de disciplina, repetição e força de vontade. 

 

-De outro, há quem, em nome da ação do Espírito, praticamente elimine a necessidade do combate espiritual, como se bastasse “ter dons” ou “sentir o Espírito” para alcançar a perfeição.


A tradição da Igreja, porém, especialmente na síntese magistral de São Tomás de Aquino, não cai em nenhum desses extremos!



Pelo contrário, ela oferece uma visão profundamente harmoniosa e realista: a vida cristã é ao mesmo tempo dom e resposta, graça e cooperação, iniciativa divina e correspondência humana.


Os dons do Espírito Santo são, de fato, gratuitos, infundidos por Deus na alma juntamente com a graça santificante, como testemunha a Bíblia (cf. Isaías 11,2-3). Eles não são conquistados, nem produzidos pelo esforço humano. No entanto, isso não significa que atuem automaticamente ou que dispensem o crescimento espiritual. Pelo contrário, exigem uma alma disposta, purificada e dócil à ação divina.



Por sua vez, as virtudes — especialmente as virtudes teologais e morais — constituem hábitos estáveis que precisam ser exercitados, fortalecidos e amadurecidos ao longo do tempo. Como ensina a Escritura: “os sentidos são exercitados pela prática” (Hebreus 5,14). Sem esse exercício, a vida espiritual permanece frágil, instável e superficial.



A aparente tensão entre dons e virtudes desaparece quando compreendemos sua verdadeira relação: 


-Não são realidades concorrentes, mas complementares. As virtudes dispõem o homem a agir bem segundo a razão iluminada pela fé; 

 

-Os dons, por sua vez, elevam esse agir, tornando-o dócil às moções diretas do Espírito Santo. 

 

-Em outras palavras, as virtudes formam/educam o cristão; os dons o conduzem.



Assim, longe de qualquer oposição, existe uma profunda unidade: aquilo que Deus infunde gratuitamente não anula o esforço humano, mas o pressupõe, o purifica e o eleva. A vida espiritual madura nasce precisamente dessa síntese: agir com fidelidade e, ao mesmo tempo, deixar-se conduzir por Deus.


DONS DO ESPÍRITO, CARISMAS E VIRTUDES (Na perspectiva católica tradicional e tomista)



Na teologia clássica, especialmente em São Tomás de Aquino, a vida espiritual não é algo confuso ou desordenado, mas uma verdadeira arquitetura da graça. Nela, distinguem-se claramente: 


1º)-a graça santificante (recebida principalmente no Batismo e restaurada na Confissão quando perdida; permanece como um estado habitual da alma e se expressa na vida do cristão como amizade com Deus, vida interior, capacidade de viver em estado de graça e crescer em santidade).


2º)-as virtudes (infundidas por Deus no Batismo e fortalecidas pelos sacramentos); são hábitos sobrenaturais que inclinam a agir bem:

a)-teologais: fé, esperança e caridade (ordenam diretamente a Deus;

b)- morais (ordenam os atos humanos segundo a razão iluminada pela fé), entre as quais se destacam as cardeais: 

-Prudência (reta razão no agir), 

-Justiça (dar a cada um o que lhe é devido), 

-Fortaleza (firmeza nas dificuldades) 

-Temperança (moderação/equilíbrio dos apetites); 

-Delas derivam outras virtudes como a paciência (suportar com firmeza os sofrimentos sem perder a paz — anexa à fortaleza), humildade, mansidão, castidade, etc.),


3º)-os dons do Espírito Santo (infundidos também no Batismo e levados a maior perfeição na Confirmação; permanecem como disposições permanentes que se expressam quando o cristão se deixa conduzir docilmente por Espírito Santo, agindo com prontidão e sensibilidade às inspirações divinas, sobretudo em situações difíceis ou mais elevadas da vida espiritual),


4º)-e os carismas (concedidos livremente por Deus em diferentes momentos da vida, conforme Sua vontade e para utilidade da Igreja; expressam-se em serviços concretos ao próximo — como ensinar, aconselhar, servir, curar ou evangelizar — e não dependem necessariamente do grau de santidade pessoal).



Assim, na visão tomista, tudo começa com o Batismo como fundamento, cresce pelos sacramentos e se manifesta na vida concreta: primeiro no ser (graça), depois no agir habitual (virtudes), na docilidade ao divino (dons) e no serviço aos outros (carismas). Sem essa distinção, surgem muitos erros — especialmente hoje. O Catecismo da Igreja Católica trata exatamente dessa “arquitetura da graça”, sobretudo na Parte III (Vida em Cristo) e também na parte sobre a graça:


-Graça: §1996–2005

-Virtudes: §1803–1845

-Dons: §1830–1832

-Carismas: §799–801 + §2003



1. FUNÇÃO “EM BLOCO” DOS DONS



Dons de santificação (os 7 dons infusos)


Os dons do Espírito Santo são dados juntamente com a graça santificante e têm como base clássica o texto de Bíblia em Isaías 11,2-3:


1)-Sabedoria

2)-Entendimento

3)-Conselho

4)-Fortaleza

5)-Ciência

6)-Piedade

7)*Temor de Deus



Outra passagem fundamental:



Romanos 8,14: “Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.”


-Função em bloco:Esses dons aperfeiçoam as virtudes e tornam a alma dócil às moções do Espírito Santo.


-Enquanto as virtudes permitem agir segundo a razão iluminada pela fé, os dons elevam o agir humano a um nível superior: fazem com que o homem seja movido pelo próprio Deus.



Dons de serviço (carismas / dons efusos)



Os carismas aparecem de modo claro em Bíblia, especialmente em 1 Coríntios 12, como ensina São Paulo Apóstolo (numa lista aproximada de 9, mas o Espírito Santo, pode suscitar novos carismas para cada tempo)


1)-línguas

2)-interpretação de línguas

3)-profecia

4)-curas

5)-milagres

6)-discernimento

7)-Ciência

8)-Palavra de Sabedoria

9)-Discernimento dos espíritos


1 Coríntios 12,7: “A cada um é dada a manifestação do Espírito para o bem comum.”



-Função em bloco: Os carismas não são dados primariamente para santificar quem os recebe, mas para servir à Igreja e edificar o Corpo de Cristo.



2. DIFERENÇA ENTRE DONS INFUSOS(SANTIFICAÇÃO) E EFUSOS (SERVIÇO)


 

-Na perspectiva teológica de São Tomás de Aquino, a distinção entre os dons infusos e os dons de serviço (carismas) não é secundária, mas essencial para compreender a vida espiritual de modo correto.



-Os dons infusos (de santificação) do Espírito Santo — aqueles sete descritos em Bíblia (cf. Isaías 11,2-3) — são concedidos juntamente com a graça santificante e têm como finalidade direta a santificação da alma. 



Eles aperfeiçoam as virtudes e tornam o homem dócil às inspirações do Espírito Santo, conduzindo-o a agir não apenas segundo a razão iluminada pela fé, mas sob uma moção superior, propriamente divina.



Por outro lado, os dons de serviço — amplamente tratados por São Paulo Apóstolo em 1 Coríntios 12 — possuem uma finalidade distinta: 



Não são dados primariamente para a santificação pessoal, mas para a edificação da Igreja e o bem comum. São manifestações do Espírito que podem incluir profecia, línguas, curas e outros sinais extraordinários.



Aqui está um ponto decisivo da teologia tomista (o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios): 


Enquanto os dons infusos estão necessariamente ligados ao estado de graça e ordenados à união com Deus, os carismas podem existir independentemente da santidade pessoal de quem os recebe. 


Isso significa que alguém pode exercer um dom de serviço sem estar em plena comunhão interior com Deus, como o próprio Cristo adverte em Mateus 7,22-23. Assim, em síntese, os dons infusos pertencem à ordem da vida interior e da perfeição espiritual, enquanto os carismas pertencem à ordem da missão e da utilidade eclesial.



3. COMO CONCILIAR: “A graça é dada, mas as virtudes são exercitadas”?


Esse princípio é profundamente coerente com a doutrina de São Tomás de Aquino.


-Virtudes: são hábitos operativos que precisam ser exercitados para crescer. Hebreus 5,14: “Os sentidos são exercitados pela prática.” Elas se fortalecem pela repetição dos atos bons.


-Dons do Espírito Santo.Aqui está o ponto central: Os dons são infundidos prontos, mas não atuam automaticamente o tempo todo.


São Tomás explica isso com uma imagem clássica:


"As virtudes são como remos.Os dons são como velas.O Espírito Santo é o vento"


-O homem pode agir com os remos (virtudes)


-Mas quando o vento sopra, as velas (dons) elevam o movimento a outro nível


Então o dom precisa ser exercitado?


-Não como virtude (não é adquirido)


-Mas sim, correspondido


Ou seja: Você não “treina” o dom como treina uma virtude.Mas pode:cooperar com ele,resistir a ele, e infelizmente, até ignorá-lo


Fundamentação bíblica: 


-2 Timóteo 1,6: “Reaviva o dom de Deus que está em ti.”


-1 Tessalonicenses 5,19: “Não extingais o Espírito.”


-2 Coríntios 6,1  “Exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão.”  Essa passagem dita por São Paulo Apóstolo, é central para esse tema.  No sentido teológico (tomista): Essa exortação deixa claro que:  "a graça é realmente dada por Deus, mas pode não produzir fruto se não houver correspondência. Ou seja: é possível receber e não frutificar,  possuir e não cooperar.



4. SÍNTESE TOMISTA



-A graça santificante dá a vida divina

-As virtudes permitem agir segundo essa vida

-Os dons permitem ser conduzido diretamente por Deus


-Virtudes → modo humano elevado

-Dons → modo divino participado



Os dons infusos são essenciais para a perfeição cristã.Não substituem o esforço ascético.Não dispensam as virtudes.Não operam de forma automática.


E, sobretudo: Nem todo fenômeno espiritual visível (carisma) é sinal de santidade. E nem toda santidade é acompanhada de fenômenos extraordinários.

 

A maturidade espiritual consiste em: vida de graça + exercício das virtudes + docilidade aos dons do Espírito Santo.



POR QUE OS DONS DO ESPÍRITO SANTO NÃO SE MANIFESTAM EM TODOS IGUALMENTE?


Se os dons de santificação são infundidos no Batismo, por que não os vemos claramente atuando na vida de todo batizado? E, se a Crisma fortalece o fiel com o Espírito Santo, por que nem todos manifestam carismas extraordinários em benefício da Igreja? À primeira vista, isso pode parecer uma contradição. Mas, na perspectiva clássica — especialmente em São Tomás de Aquino — a resposta é precisa e profundamente coerente.



1. OS DONS SÃO INFUNDIDOS, MAS NÃO ATUAM AUTOMATICAMENTE



No Batismo, o fiel recebe verdadeiramente:


*a graça santificante

-as virtudes teologais (fé, esperança e caridade)

-os 7 dons infusos do Espírito Santo



*Na teologia católica, especialmente na síntese de São Tomás de Aquino, a graça santificante é uma realidade sobrenatural infundida por Deus na alma, que a transforma interiormente e a eleva a participar da própria vida divina. Não se trata de um simples favor externo, nem de um auxílio passageiro, mas de um princípio estável e permanente que torna o homem verdadeiramente justo diante de Deus e capaz de viver como filho no Filho.  Essa graça é recebida ordinariamente no Batismo, como ensina a Bíblia: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus” (João 3,5). Nesse momento, a alma não recebe apenas uma possibilidade de santidade, mas é realmente transformada: o pecado é apagado, o homem é reconciliado com Deus e passa a participar de uma vida que ultrapassa totalmente as capacidades naturais. Por isso, diz-se que a graça santificante é um hábito sobrenatural infuso, ou seja, uma qualidade permanente que reside na alma e a dispõe a agir segundo Deus.  Com a graça santificante, Deus não apenas perdoa, mas habita na alma. Como afirma a Escritura: “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5,5). Essa presença não é simbólica, mas real: a alma se torna como que um templo vivo de Deus, capaz de conhecê-Lo e amá-Lo de modo sobrenatural.  Ao mesmo tempo, essa graça é o fundamento de toda a vida espiritual. Dela procedem as virtudes teologais (fé, esperança e caridade) e os dons do Espírito Santo, que capacitam o homem a agir não apenas segundo sua razão natural, mas segundo uma vida divina recebida gratuitamente. No entanto, embora a graça esteja realmente presente, seus efeitos dependem da correspondência humana: ela pode crescer, enfraquecer (no sentido de não frutificar plenamente) e até ser perdida pelo pecado mortal.  É por isso que a própria Bíblia adverte: “Não recebais a graça de Deus em vão” (2 Coríntios 6,1). A graça santificante é, portanto, ao mesmo tempo um dom totalmente gratuito e uma realidade que exige resposta. Ela não é apenas o início da vida cristã, mas o seu princípio vital permanente: é por ela que o homem deixa de viver apenas como criatura e passa, verdadeiramente, a viver como filho de Deus, participante da Sua própria vida.


Na perspectiva da teologia clássica, especialmente em São Tomás de Aquino, não se pode dizer que os dons recebidos por Deus estejam “em potência” no sentido de ainda não existirem na alma. Ao contrário, tudo aquilo que Deus infunde — como a graça santificante, as virtudes teologais e os dons do Espírito Santo — é dado em ato enquanto realidade presente, isto é, como um hábito sobrenatural que realmente transforma a alma. Portanto, no Batismo, o fiel não recebe uma simples possibilidade de santidade, mas uma vida nova já existente nele, conforme ensina a Bíblia: “Não recebais a graça de Deus em vão” (2Cor 6,1), o que pressupõe que essa graça foi de fato recebida.  No entanto, é necessário fazer uma distinção fundamental: embora os dons estejam em ato quanto à sua presença na alma, eles podem não estar em ato quanto à sua operação plena. Ou seja, o dom existe realmente, mas sua manifestação concreta depende da disposição do sujeito, da docilidade à graça e da remoção dos obstáculos interiores. É nesse sentido que se pode falar de uma certa “potência”, não no ser do dom, mas no seu exercício: o fiel possui o dom, mas nem sempre o vive ou o deixa frutificar. Por isso a própria Escritura exorta: “Reaviva o dom de Deus que está em ti” (2Tm 1,6) e “Não extingais o Espírito” (1Ts 5,19).  Já os carismas, ou dons de serviço, diferem nesse ponto: não são necessariamente hábitos permanentes na alma, mas manifestações livres do Espírito Santo, concedidas “como quer” (1Cor 12,11), podendo ser estáveis ou momentâneas. Ainda assim, quando são concedidos, também se dão em ato — não como mera possibilidade, mas como ação real de Deus — embora não permaneçam necessariamente como princípio habitual.  Assim, a síntese correta é esta: Deus não concede dons “em potência” como algo apenas possível, mas os dá realmente em ato enquanto princípio sobrenatural na alma; contudo, sua eficácia concreta pode permanecer como que em potência quanto ao uso, dependendo da cooperação humana. É por isso que a vida espiritual não consiste apenas em receber, mas em corresponder, para que aquilo que Deus já concedeu não permaneça estéril, mas produza frutos de santidade.


Contudo, isso não significa que tudo isso se manifeste de forma visível e intensa desde o início.Os dons estão presentes em estado de hábito, não necessariamente em ato.Ou seja: estão na alma mas dependem de condições para operar plenamente.Como ensina a Bíblia: “Não extingais o Espírito” (1Ts 5,19). É possível possuir o dom e, ainda assim, não corresponder a ele.



2. A DISPOSIÇÃO DA ALMA É DECISIVA



Segundo a teologia tomista, Deus não violenta a liberdade humana. Assim, os dons: não forçam o homem, e sim, exigem docilidade interior.Se a alma está: apegada ao pecado,distraída pelas paixões, e sem vida de oração, a ação dos dons fica como que impedida ou abafada. Se afirma em Romanos 8,14: “Os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus" - Significando que nem todos(as) se deixam guiar.



3. A DIFERENÇA ENTRE PRESENÇA E MANIFESTAÇÃO



-Aqui está um ponto essencial: Todo batizado em estado de graça possui os dons, mas nem todos os manifestam de forma perceptível.


-Isso acontece porque: Os dons de santificação atuam muitas vezes de modo silencioso e interior, e nem sempre produzem efeitos visíveis ou extraordinários, pois a Santidade não é espetáculo.




4. SOBRE A CRISMA E OS CARISMAS




-A Confirmação (Crisma) fortalece o fiel para o testemunho cristão, mas: não garante manifestações extraordinárias

 

-Os carismas: são distribuídos livremente por Deus, conforme a necessidade da Igreja, confrome 1 Coríntios 12,11: “Tudo isso realiza um só e mesmo Espírito, distribuindo a cada um como quer.”

 

-Portanto: nem todos receberão dons extraordinários, e nem todos são chamados ao mesmo tipo de missão

 


5. CARISMAS DE SERVIÇO (DONS EFISOS): NÃO SÃO SINAL DE SANTIDADE


-Outro erro comum é pensar que: quem manifesta carismas é mais santo,Mas o próprio Cristo adverte em Mateus 7,22-23: “Senhor, não foi em teu nome que profetizamos...?” E mesmo assim são reprovados.


-Segundo São Tomás de Aquino: carismas pertencem à utilidade da Igreja, e não à perfeição da alma



6. SÍNTESE 



-Os dons de santificação são realmente dados no Batismo, mas sua ação depende da cooperação humana. Eles podem estar presentes sem se manifestar intensamente.

 

-A Crisma fortalece o cristão, mas os carismas são distribuídos livremente por Deus. Nem todos receberão manifestações extraordinárias.



Conclusão clara: Não é que Deus dê a alguns e negue a outros arbitrariamente. É que:


-nem todos correspondem

-nem todos são chamados ao mesmo modo de ação

-e nem toda ação do Espírito é visível


A vida espiritual autêntica não se mede por fenômenos extraordinários, mas por algo muito mais profundo: docilidade à graça, fidelidade nas virtudes e abertura real à ação de Deus.


OS CARISMAS de serviços (dons efusos) PODEM  se manisfestar em alguém antes de receber OS SACRAMENTOS?


Uma leitura atenta da Bíblia mostra um dado que, à primeira vista, surpreende: os dons de serviço (carismas) podem ser concedidos por Deus até mesmo antes do Batismo e da Crisma. 


Isso não contradiz a doutrina sacramental; pelo contrário, confirma a liberdade soberana do Espírito Santo. O episódio clássico está nos Atos dos Apóstolos. Na casa de Cornélio, enquanto São Pedro Apóstolo ainda anunciava o Evangelho, ocorreu algo inesperado:


Atos 10,44-46: “Enquanto Pedro ainda falava, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a palavra… pois os ouviam falar em línguas e glorificar a Deus.”


Aqui está o ponto decisivo:  o Espírito Santo se manifesta antes do Batismo. Tanto que, logo em seguida, Pedro declara:


Atos 10,47: “Pode alguém recusar a água do Batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós?”


Ou seja, o sinal visível (carismático) precede o sacramento, não o substitui. O dom extraordinário não dispensa o Batismo — ao contrário, confirma a necessidade de integrá-los plenamente à Igreja. Esse mesmo princípio aparece em outra passagem:


Atos 8,14-17: Ali vemos o movimento inverso: pessoas já batizadas recebem posteriormente a imposição das mãos (figura da Crisma) para a plenitude do Espírito.



Conclusão segundo as sagradas escrituras:



João 3,8: "O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai..."

 

-Não podemos engessar e padronizar a ação do Espírito Santo, Ele é livre e soberano.Às vezes, o Espírito age antes dos sacramentos (Atos 10). Às vezes, por meio deles (Atos 8).Em ambos os casos, fica claro que:


-Deus não está limitado aos sinais sacramentais, mas nós estamos obrigados a eles



Na perspectiva teológica, especialmente em São Tomás de Aquino, isso se explica assim:


-Os carismas (dons de serviço) pertencem à ordem da utilidade da Igreja


-Não exigem necessariamente o estado de graça para serem concedidos


-São distribuídos livremente, conforme o desígnio divino



1 Coríntios 12,11: “Tudo isso realiza um só e mesmo Espírito, distribuindo a cada um como Ele quer.”


Portanto, não há contradição: O Batismo e a Crisma são os meios ordinários da graça santificante. Mas os carismas são dons livres, que Deus pode conceder quando, como e a quem quiser.



Sim, a Escritura mostra que carismas podem anteceder os sacramentos


-Isso não diminui os sacramentos — pelo contrário, os confirma

-O extraordinário não substitui o ordinário

-O dom visível não é sinal automático de santidade

-Deus pode agir fora da ordem sacramental, mas nunca contra ela

-E assim se mantém o equilíbrio da fé católica: liberdade absoluta de Deus + necessidade objetiva dos sacramentos.


A importância dos "dons ordinários" do Espírito Santo na vida cristã



Por *Ricardo Cordeiro (seminarista)

 

Neste artigo, ressalto a importância dos dons do Espírito Santo na vida cristã. As perguntas que se querem responder aqui é: "o que são e para que servem os dons ordinários na vida da Igreja?" - Utilizei como fonte as aulas de pneumatologia com o Professor Dr. Pe. Mariano Weizenmann – SCJ.


 


 


Sabemos que ordinário é tudo aquilo que é comum: todos os batizados possuem.Os dons ordinários são dons do Espírito Santo, dado a todo batizado para a sua santificação. São chamados “infusos”, porque são infundidos no batismo e reforçados no Crisma. São eles: sabedoria, entendimento, conselho, força, ciência, piedade e temor de Deus.





DETALHAMENTO SOBRE OS DONS:





1)-Sabedoria Inspira o homem a agir corretamente, a falar inteligentemente em situações concretas da sua vida ou de sua comunidade, levando-o a decidir acertadamente e de acordo com a vontade de Deus, no dia a dia, no matrimônio, no trabalho, na educação dos filhos, nos relacionamentos com os irmãos e na sua vida cristã. É uma orientação de Deus sobre como viver cristãmente.



 






2)-Ciência Desvenda os mistérios de Deus. É um “olho espiritual” que vê além da realidade aparente. Esse dom “faz ver” o que é divino sob a aparência do que é material; descobre o significado teológico da criação, vendo nelas a verdade, a beleza, reflexos do Criador e de seu infinito amor.








3)-EntendimentoDá-nos uma compreensão profunda das verdades reveladas, isto é, das verdades “ensinadas” pela Igreja. “Entender” significa “tender para dentro”, com o sentido de buscar profundidade. Por exemplo, entender Jesus vivo e real nas espécies eucarísticas do pão e do vinho, entender a profundidade da graça do batismo, da redenção etc.









4)-ConselhoÉ um “ouvido espiritual atento” à voz de Deus. É uma fidelidade às inspirações do Espírito Santo que a todo momento nos orienta, advertindo-nos contra o mal e o pecado, e impulsionando-nos a fazer o bem. Também chamado “dom da prudência”, discerne o certo do errado, o bem do mal, levando-nos a agir segundo Deus, sem precipitações. Tira-nos da inconsequência de nossos atos e leva-nos à vigilância: “O homem prudente percebe o mal e se põe a salvo, os imprudentes passam adiante e aguentam o peso” (Prov. 27,12).




5)-FortalezaImprime em nossa alma um impulso que nos permite suportar as maiores dificuldades e tribulações, e realizar, se necessário, atos sobrenaturalmente heroicos no cotidiano da nossa vida.











6)-PiedadeÉ ternura filial para com Deus nosso Pai, amor sobrenatural e santo ardor, e uma terna afeição para com as suas criaturas. Faz-nos ver no próximo um filho de Deus e irmão de Jesus Cristo; leva-nos a devotar amor sincero para com todas as pessoas e todas as coisas criadas. Deus nos trata com piedade, isto é, com “ternura” paterna. Dá-nos muito mais do que merecemos ou necessitamos. O dom da piedade nos faz justos, dando ao outro (a Deus e ao próximo) o que lhe pertence, porém, sem medidas.









7)-Temor de Deus É um dom do Espírito Santo que nos inclina ao respeito filial para com Deus. Um respeito perfeito e amoroso, que nos afasta do pecado por amor. O filho que ama o pai não quer ficar longe dele nem fazer algo que o possa magoar. É um temor nobre que brota do amor.





Os dons ordinários são sementes de santificação!



Quem dá a semente é o Espírito Santo. "O crescimento é obra conjunta do Espírito Santo e do batizado."





Deus nos deu o campo: a vida; deu-nos a semente e a semeou neste campo: o nosso coração(alma); dispõe a nosso favor a chuva (graça) para fecundá-la e fazê-la crescer. A nossa parte é:



1°)-Querer esse crescimento.



2°)-Trabalhar a terra do nosso coração removendo todo obstáculo, sujeira ou “erva daninha”(pecado).



3°) buscar a chuva da graça através de vida de oração pessoal e comunitária através dos sacramentos. Seus frutos são (Gal.5,22-23): caridade, alegria (gozo/consolo), paz, paciência, benignidade (afabilidade), bondade, longanimidade, brandura (mansidão), fé, modéstia, continência (temperança/equilíbrio), castidade.










Os "dons ordinários" fazem com que os membros de Cristo produzam frutos de santidade, que é uma restauração em nós da verdadeira imagem e semelhança de Deus ORIGINÁRIA EM ADÃO E EVA!





Cristo-Cabeça da Igreja é Santo, e santo devem ser seus membros. Esses dons e frutos (Apoc.19,7-8) “adornam” a Esposa de Cristo e a prepara para encontrar-se com seu Esposo, na parusia (2ª vinda de Cristo). Particularmente, isso acontece com cada batizado até seu encontro pessoal com Cristo, que acontece no dia de sua morte.Podemos dizer que os dons ordinários são destinados ao nosso bem pessoal, enquanto que os extraordinários são destinados ao bem do próximo (missão). Diz a Igreja que os dons, todos, ordenam à santidade, ao bem da Igreja. Portanto, que possamos fazer crescer com os dons ordinários e alcançarmos a santidade, pois esta é a nossa vocação.










*Ricardo Cordeiro - Seminarista da Comunidade Canção Nova

 

 



Fonte:https://santuario.cancaonova.com/artigos-religiosos/importancia-dos-dons-espirito-santo-na-vida-crista/



CONCLUSÃO




À luz de tudo isso, a tensão inicial se dissolve: não há oposição entre dons e virtudes, mas uma complementaridade profunda e necessária. Aquilo que é dado gratuitamente por Deus não elimina o esforço humano; antes, o exige, o orienta e o eleva. A graça não substitui a cooperação — ela a torna possível e fecunda.


Os dons do Espírito Santo, infundidos juntamente com a graça, não operam como mecanismos automáticos nem como atalhos espirituais. Eles supõem uma alma preparada, purificada e disponível. E é precisamente aqui que entram as virtudes: pelo seu exercício constante, o cristão se torna estável no bem, ordena suas paixões e dispõe sua inteligência e vontade para uma ação mais elevada.


Na síntese harmoniosa ensinada por São Tomás de Aquino, compreende-se que a vida espiritual não é nem passividade nem ativismo, mas uma cooperação viva entre Deus que move e o homem que responde. As virtudes fazem o cristão caminhar; os dons permitem que ele seja conduzido. As virtudes estruturam; os dons aperfeiçoam. As virtudes consolidam o agir humano elevado; os dons introduzem o agir sob a moção direta do Espírito Santo.


Por isso, maturidade espiritual não consiste em buscar experiências extraordinárias nem em confiar apenas no próprio esforço, mas em viver em estado de graça, exercitar fielmente as virtudes e, sobretudo, tornar-se dócil à ação de Deus.


Em última análise, a santidade não é obra exclusiva do homem nem ação isolada de Deus: é fruto dessa união — onde a graça é acolhida, as virtudes são praticadas e os dons encontram espaço para agir. É nesse equilíbrio que o cristão deixa de apenas agir por si mesmo e passa, verdadeiramente, a viver como filho conduzido pelo Espírito.



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