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Três grandes modelos de grupos de oração para leigos na Igreja Católica: Pe Pio, RCC e Oficinas de Oração

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 6 de março de 2026 | 11:25

 



por*Francisco José Barros de Araújo 



Desde os primeiros séculos do cristianismo, os fiéis se reuniam para rezar, ouvir a Palavra de Deus e fortalecer a comunhão. O livro dos Atos dos Apóstolos descreve essas primeiras comunidades que perseveravam “na fração do pão e nas orações”. Ao longo da história, essa tradição permaneceu viva e, especialmente no século XX, o Espírito Santo suscitou novas formas de grupos de oração para leigos, que se tornaram instrumentos poderosos de evangelização, formação espiritual e caridade.



Entre os modelos mais difundidos no Brasil e no mundo destacam-se três caminhos espirituais que marcaram profundamente a vida pastoral da Igreja:


1º)-Os grupos de oração inspirados na espiritualidade de Padre Pio de Pietrelcina, centrados na oração e na caridade.


2º)-A Renovação Carismática Católica, marcada pela experiência do Espírito Santo, usos dos dons Carismáticos Extraordinários (línguas, profecias,ciência, cura e milagres), e pela evangelização missionária.


3º)- As Oficinas de Oração e Vida, fundadas por Ignacio Larrañaga para ensinar os fiéis a rezar e se relacionar com Deus.



Esses três modelos, embora distintos em estilo e metodologia, possuem a mesma finalidade: levar os leigos a uma vida profunda de oração, comunhão com a Igreja e compromisso com a evangelização e a caridade.


1. Grupos de oração na espiritualidade de Padre Pio - Oração profunda e serviço caritativo





-Origem: Os grupos de oração ligados à espiritualidade de Padre Pio surgiram na década de 1950, incentivados pelo próprio santo capuchinho. Ele desejava que os fiéis se reunissem para sustentar espiritualmente a Igreja e o mundo através da oração. Esses grupos se expandiram rapidamente e hoje estão presentes em diversos países, unidos espiritualmente ao santuário de San Giovanni Rotondo, na Itália.


Como se inicia a reunião


Os encontros costumam começar de forma recolhida:


-Sinal da Cruz


-Invocação do Espírito Santo


-Apresentação das intenções de oração


-Breve momento de silêncio.


O objetivo é criar um ambiente de recolhimento e contemplação.



Como se conduz



Durante o encontro normalmente ocorre:


-leitura da Palavra de Deus


-reflexão espiritual


-oração do terço, ou Santo Rosário


-oração de intercessão


-momentos de silêncio contemplativo


-eventualmente adoração ao Santíssimo Sacramento.



Como se encerra a reunião do grupo de oração


A reunião termina com:


-oração final (espontânea ou direcionada)


-bênção sacerdotal ou diaconal (quando presentes)


-envio para a prática da caridade comum.


Serviços e ministérios


Os grupos inspirados em Padre Pio costumam desenvolver ministérios voltados principalmente para oração e caridade concreta:


-ministério de intercessão


-ministério de coordenadores do rosário


-ministério de visita aos doentes nos hospitais


-ministério de assistência aos pobres


-ministério de apoio espiritual a enfermos nos lares da comunidade, paróquia, ou diocese.


-apostolado de coordenação da adoração eucarística semanal


Em muitas paróquias e dioceses esses grupos ajudam também em:


-pastoral da saúde


-campanhas de solidariedade


-assistência a necessitados.


Assim, unem vida contemplativa e ação caritativa.



2. Renovação Carismática Católica (RCC): Evangelização missionária e dons do Espírito






Origem: A Renovação Carismática nasceu em 1967, nos Estados Unidos, durante um retiro espiritual universitário que marcou profundamente a espiritualidade católica contemporânea. O movimento espalhou-se rapidamente pelo mundo e chegou ao Brasil no final da década de 1960, tornando-se um dos maiores movimentos leigos da Igreja.


Como se inicia a reunião


O grupo de oração da RCC geralmente começa com:


-acolhida fraterna e dinâmica (sair do lugar,movimentar-se)


-oração inicial


-louvor com músicas Cristãs


Esse momento prepara o coração para a ação do Espírito Santo.


Como se conduz: o encontro normalmente inclui:


-louvor e música


-leitura bíblica


-pregação


-oração de intercessão


-oração pelos, e com, participantes


-partilha espiritual e testemunhos da ação de Deus


Como se encerra


A reunião termina com:


-oração espontânea e vocal de agradecimento


-avisos pastorais


-convite para retiros ou missões.


Serviços e ministérios oferecidos pela RCC


A RCC desenvolveu uma estrutura ampla de ministérios voltados à evangelização.


Principais ministérios


-ministério de música e artes


-ministério de pregação


-ministério de intercessão


-ministério de cura e libertação


-ministério jovem, familias e mixtos


-ministério de formação


-ministério de comunicação e mídia


-ministério de promoção humana (assistência social).


Esses ministérios organizam diversas atividades evangelizadoras:


-seminários de vida no Espírito


-retiros espirituais


-missões evangelizadoras


-encontros de jovens


-eventos de evangelização dentro e fora da paróquia ou diocese.






Os grupos de oração da Renovação Carismática Católica são, sem dúvida, um dos meios querigmáticos mais fecundos na vida da Igreja nas últimas décadas. Neles, muitas pessoas fazem sua primeira experiência viva com Deus, redescobrem a oração, o amor pela Palavra e retornam à vida sacramental. Por isso mesmo, a Igreja sempre procurou acompanhar pastoralmente essa realidade com prudência e discernimento, para que os carismas floresçam em plena comunhão com a fé católica. 



Nesse sentido, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil publicou o documento 53 de estudos (série azul): "Orientações Pastorais sobre a Renovação Carismática Católica", no qual recorda que: 



Não devemos “sufocar o Espírito”, mas também não devemos tentar conduzi-Lo como se os dons carismáticos extraordinários fossem meros fruto de técnicas ou induções humanas. Os carismas são dons livres do Espírito Santo (João 3,8), e por isso, manifestações como o dom de línguas não devem ser provocadas ou ordenadas pelos dirigentes, mas "acolhidas" quando surgem espontaneamente na oração. 



O documento também recomenda prudência com o uso da expressão “batismo no Espírito Santo”, para evitar confusão com os sacramentos da iniciação cristã, sendo mais adequado falar em efusão ou derramamento do Espírito. 




Da mesma forma, deve-se ter o devido discernimento em relação às chamadas "profecias", para que não se confundam opiniões pessoais, mensagens genéricas ou impressões conhecidas da pscológica humana com se fosse uma autêntica palavra profética, que deve sempre edificar a comunidade e permanecer submetida ao discernimento da Igreja. 



Quando os grupos de oração vivem essa espiritualidade com formação, humildade e obediência aos pastores, tornam-se instrumentos muito fecundos de evangelização e renovação espiritual. 



Assim, participar desses grupos pode ser uma grande graça para muitos fiéis, desde que tudo seja vivido na comunhão e na prudência que a própria Igreja recomenda, evitando exageros meramente humanos, e qualquer tendência a comportamentos sectários, para que tudo seja verdadeiramente obra do Espírito Santo e para a edificação de toda a Igreja.



3. Oficinas de Oração e Vida: Escola prática de oração e vida espiritual






Origem: As Oficinas de Oração e Vida foram fundadas em 1984 por Ignacio Larrañaga, sacerdote capuchinho que desejava ajudar os cristãos a desenvolver uma vida profunda de oração. Hoje o movimento está presente em diversos países e é reconhecido como um importante serviço de formação espiritual para leigos.



Como se inicia a reunião



As oficinas começam geralmente com:


-momento de silêncio interior


-invocação do Espírito Santo


-leitura breve da Palavra de Deus.



Como se conduz a oficina de Oração



Durante o encontro são ensinadas práticas como:


-meditação bíblica


-oração contemplativa


-exercícios espirituais


-reflexão guiada.



Cada reunião funciona como uma verdadeira "aula prática" (oficina) de oração, pois o fundador chegou a conclusão de que, se fazem muitos cursos e palestras sobre oração, se fala muito de oração, mas pouco se reza.



Como se encerra



O encontro termina com:



-oração final (espontânea ou direcionada)


-partilha espiritual da oração


-orientações para a prática da oração durante a semana.




Serviços e ministérios nas Oficinas de Oração



Embora o foco principal seja a formação espiritual, as Oficinas também desenvolvem apostolados específicos:


Serviços mais comuns


-guias de oficina (formadores de oração)


-animadores espirituais


-acompanhamento espiritual pessoal de participantes


-formação de novos evangelizadores


-apostolado da oração pelas necessidades da Igreja universal e local



Após concluir o processo formativo, muitos participantes tornam-se guias que conduzem novas oficinas, multiplicando o apostolado.



O que é e não é, um autêntico grupo de oração católico?



Apesar das diferenças de estilo entre esses três caminhos, todos possuem elementos comuns que definem um verdadeiro grupo de oração católico.



Um grupo de oração autenticamente Católico:



-está em comunhão com a Igreja, com o pároco, com o bispo e lideranças locais legitimamente instituidas e reconhecidas pela igreja.


-baseia-se na Palavra de Deus e sagrado Magistério  que vai de Niceia ao Vaticano II e documentos oficiais posteriores, e não em ideologias ou filosofias específicas.


-conduz à vida sacramental e comunhão eclesial


-promove conversão pessoal


-incentiva evangelização


-pratica caridade concreta (ora et labora)


-permanece fiel ao Magistério da Igreja.



Essas características marcam claramente os três modelos apresentados.



O que um grupo de oração não deve ser


Para preservar sua identidade espiritual, um grupo de oração precisa evitar desvios.



Um autêntico grupo de oração Católico não é:


-um clube social em que eu contribuo com meu dízimo, serviço e ofertas e exijo direitos legais (é voluntario).


-um espaço de interesses políticos


-um sindicato ou grupo de pressão políticas e ideológica de partidos ou filosofias


-um ambiente para negócios


-um lugar para pedir empréstimos, emprego, ou favores financeiros aos participantes


-um espaço para buscar vantagens pessoais


-um local para protagonismo ou vaidade espiritual midiática.



Também não deve tornar-se apenas um ambiente de amizade ou convivência social sem vida espiritual. Quando isso acontece, o grupo perde seu objetivo fundamental: conduzir as pessoas a Deus.




Conclusão



A história recente da Igreja mostra que o Espírito Santo continua suscitando novos carismas e movimentos para renovar o povo de Deus. Os grupos de oração tornaram-se verdadeiros cenáculos contemporâneos, onde os cristãos se reúnem para rezar, crescer na fé e evangelizar.



Cada um dos caminhos apresentados oferece um modo concreto de viver a fé:



-Quem busca oração profunda unida à caridade encontra inspiração e motivação nos grupos de oração de Padre Pio;


-Quem deseja evangelização missionária e experiência dos carismas, encontra na Renovação Carismática Católica um grande campo de atuação;


-Quem deseja aprender a rezar e se relacionar mais profundamente com Deus encontra nas Oficinas de Oração e Vida uma verdadeira escola espiritual.



Em um tempo marcado por crises espirituais e culturais, os grupos de oração tornam-se lugares privilegiados onde Deus continua formando discípulos e evangelizadores. Talvez seja justamente agora o momento de muitos católicos darem um passo a mais: procurar um grupo de oração em sua paróquia, participar com perseverança ou até mesmo ajudar a iniciar um novo grupo.Porque quando os cristãos se reúnem para rezar, o Espírito Santo transforma corações, renova a Igreja e ilumina o mundo.



À luz da experiência pastoral da Igreja e das orientações de diversos especialistas em pastoral e espiritualidade, a criação de grupos de oração em uma comunidade, paróquia ou diocese deve sempre acontecer em profunda comunhão e unidade eclesial, evitando iniciativas isoladas ou desvinculadas da vida da Igreja. 



Esses grupos nascem para fortalecer a fé, a vida sacramental, a fraternidade e a missão evangelizadora da comunidade. Contudo, um ponto frequentemente destacado por estudiosos da pastoral é que o primeiro passo não deve ser a busca imediata por uma formalização ou legalização eclesial, mas sim a formação. Antes de qualquer reconhecimento oficial, é fundamental que os interessados se dediquem a um período sério de formação doutrinal, espiritual e pastoral, para que compreendam a identidade da Igreja, a importância da comunhão e o verdadeiro sentido de um grupo de oração. 



Uma vez formado e amadurecido esse núcleo inicial — com clareza de propósito, fidelidade à doutrina e espírito de serviço — torna-se então oportuno procurar o pároco da comunidade, apresentar a iniciativa e submeter-se humildemente ao seu pastoreio, discernimento e orientações, pois é ele quem possui a responsabilidade pastoral direta pela paróquia. A própria experiência pastoral mostra que, muitas vezes, quando se faz o caminho inverso — isto é, quando se pede autorização antes mesmo de haver um grupo minimamente formado e amadurecido — a iniciativa acaba morrendo no nascedouro, seja por impedimentos burocráticos, seja por resistências de equipes pastorais que podem enxergar a proposta como concorrência, ou até pela falta de simpatia inicial do próprio pároco ou do bispo em relação à iniciativa. 



Por isso, a prudência pastoral aconselha primeiro formar pessoas, consolidar o espírito do grupo e, então, apresentar algo já vivo e frutuoso à autoridade eclesial. Ao mesmo tempo, é preciso recordar com humildade e fé que quem conduz verdadeiramente a Igreja é Deus: se uma iniciativa é realmente inspirada por Ele, persevera no tempo, supera resistências e, sobretudo, gera frutos de conversão, comunhão e santidade.



Nessas circunstâncias devemos recordar o sábio conselho de Gamaliel nas Escrituras: “Deixai esses homens livremente. Se este projeto ou esta obra vem dos homens, ela se destruirá; mas, se vem de Deus, não podereis destruí-la” (At 5,38-39).





*Adendo: logo abaixo, outros grupos e pastorais de oração e missão para leigos




*Infância Missionária, Pastoral da Juventude e Pastoral Familiar



Além dos grupos de oração apresentados anteriormente, a Igreja também promove outras formas organizadas de espiritualidade e evangelização voltadas para diferentes estados de vida e faixas etárias. Entre elas destacam-se três experiências pastorais muito presentes nas paróquias e dioceses: a Infância e Adolescência Missionária, a Pastoral da Juventude e a Pastoral Familiar. Essas iniciativas não são propriamente movimentos espirituais específicos como os grupos ligados a Padre Pio de Pietrelcina, a Renovação Carismática Católica ou as Oficinas de Oração e Vida, mas pastorais orgânicas da Igreja, organizadas nas paróquias e coordenadas pelas dioceses para promover formação, oração e missão entre os fiéis.



Infância e Adolescência Missionária: "Crianças evangelizando crianças"






Origem: A Infância e Adolescência Missionária foi fundada em 1843 pelo bispo francês Charles de Forbin-Janson, com o objetivo de envolver crianças na evangelização e na solidariedade missionária da Igreja.


Hoje é uma das obras missionárias pontifícias e está presente em mais de 100 países.


Como se inicia o encontro


Os encontros costumam começar com:


-acolhida das crianças


-leitura conjunta da oração missionária


-canto ou dinâmica de integração


-leitura breve da Palavra de Deus.


Como se conduz


O encontro inclui:


-formação missionária adaptada para crianças e adolescentes


-reflexão bíblica adaptada à idade


-atividades pedagógicas e dinâmicas


-partilha de experiências missionárias.


O objetivo é formar crianças conscientes de que todo cristão é missionário.


Como se encerra os encontros com as crianças



-oração final


-compromisso missionário para a semana


-gesto concreto de solidariedade.


Serviços e ministérios


Entre os serviços desenvolvidos estão:


-animação missionária nas paróquias


-visitas solidárias a convite da comunidade, membros ou familiares do grupo


-campanhas missionárias


-coleta missionária para obras da Igreja


-participação em celebrações litúrgicas (coroinhas)



A pedagogia da infância missionária resume-se no lema: “Crianças ajudando e evangelizando crianças.”



Pastoral da Juventude - Evangelização e protagonismo juvenil





-Origem: A Pastoral da Juventude nasceu na América Latina no contexto da renovação pastoral após o Concílio Vaticano II e das conferências do episcopado latino-americano (opção preferencial pelos pobres e pelos jovens). Seu objetivo é acompanhar os jovens na fé e ajudá-los a viver o Evangelho no mundo contemporâneo.



-A opção preferencial pelos jovens, destacada pelo magistério latino-americano do Conselho Episcopal Latino‑Americano, "aparece de modo explícito sobretudo nos documentos das conferências de Conferência de Puebla e de Conferência de Aparecida".  



-Em Puebla, os bispos afirmam que a Igreja na América Latina faz uma opção pastoral preferencial pelos jovens, reconhecendo neles uma grande força evangelizadora e ao mesmo tempo um grupo frequentemente exposto a crises sociais e espirituais. O documento destaca que os jovens devem ser não apenas destinatários, mas também protagonistas da evangelização, sendo acompanhados pastoralmente para que descubram sua vocação cristã e seu papel na transformação da sociedade (cf. Puebla, nn. 1186-1189; 1205-1208).  



-Essa perspectiva é retomada e aprofundada pela conferência de Aparecida, que reafirma que a Igreja deve investir com prioridade na pastoral juvenil, formando discípulos missionários entre os jovens e oferecendo espaços de encontro com Cristo, formação integral e compromisso missionário. O documento insiste que os jovens são chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo, participantes ativos da vida e da missão da Igreja (cf. Aparecida, nn. 443-446).  Assim, segundo o magistério do CELAM, a opção preferencial pelos jovens significa que a Igreja deve dedicar atenção pastoral especial, formação sólida e oportunidades reais de protagonismo evangelizador, reconhecendo nos jovens não apenas o futuro, mas também o presente missionário da Igreja.



Como se inicia o encontro


Normalmente começa com:


-acolhida e integração


-oração inicial


-canto ou dinâmica de grupo.


Como se conduz


Os encontros incluem:


-reflexão bíblica


-debate sobre temas da juventude


-formação humana e espiritual


-planejamento de ações missionárias.


-O método pastoral privilegia a participação ativa dos jovens.


Como se encerra o encontro na Pastoral da Juventude



-oração final


-encaminhamento de atividades missionárias locais, estaduais e nacionais.


-programação de convivência fraterna: romarias, caminhas,etc.



Serviços e ministérios


A Pastoral da Juventude atua em diversos campos:


-grupos jovens paroquiais


-missões juvenis


-formação de lideranças


-retiros espirituais


-participação em jornadas e encontros diocesanos


-ações sociais e solidárias.


O objetivo é formar jovens que sejam discípulos missionários de Cristo na sociedade.




6. Pastoral Familiar - Evangelização da família e defesa da vida, do nascimento à morte






Origem: A Pastoral Familiar surgiu como resposta da Igreja às necessidades pastorais das famílias contemporâneas, especialmente após o Concílio Vaticano II e o fortalecimento da teologia do matrimônio e da família. Ela está presente nas dioceses e paróquias como serviço permanente de acompanhamento às famílias.



Como se inicia o encontro


Os encontros geralmente começam com:


-oração inicial


-leitura bíblica


-partilha entre os casais.



Como se conduz



Durante a reunião são trabalhados temas como:


-espiritualidade matrimonial


-educação dos filhos


-vida sacramental (regularização e vivência cotidiana)


-desafios da família contemporânea.




Como se encerra


O encontro termina com:


-oração pelas famílias


-planejamento de atividades pastorais


-compromisso de acompanhamento de outras famílias.



Serviços e ministérios



A Pastoral Familiar oferece diversos serviços pastorais:


-preparação para o matrimônio


-acompanhamento de noivos


-apoio a casais jovens


-orientação a famílias em crise


-promoção da defesa da vida


-encontros de espiritualidade familiar.


-Muitas vezes também atua em parceria com outras pastorais da Igreja.



Assim como os três modelos de grupos de oração apresentados anteriormente, essas 3 pastorais também, mostram a riqueza da diversidade da vida eclesial. Cada uma responde a uma dimensão específica da missão da Igreja:



-a Infância Missionária forma missionários desde a infância;


-a Pastoral da Juventude acompanha os jovens em sua caminhada de fé;


-a Pastoral Familiar fortalece o matrimônio e a vida familiar.


Todas elas manifestam uma mesma realidade: a Igreja é um corpo vivo, onde cada carisma e cada pastoral contribuem para a evangelização do mundo.



*Francisco José Barros de Araújo – Bacharel em Teologia pela Faculdade Católica do RN, conforme diploma Nº 31.636 do Processo Nº  003/17 - Perfil curricular no sistema Lattes do CNPq Nº 1912382878452130.




Referências BIBLIOGRÁFICAS PARA CONSULTAS E APROFUNDAMENTOS



-PIO DE PIETRELCINA. Cartas espirituais. São Paulo: Cultor de Livros, 2015. (comentário: escritos espirituais do santo capuchinho sobre oração e direção espiritual).


-PIO DE PIETRELCINA. Conselhos espirituais. São Paulo: Ecclesiae, 2012 (comentário: coletânea de ensinamentos sobre oração, sofrimento e vida cristã).


-JOÃO PAULO II. Discursos aos grupos de oração de Padre Pio. Vaticano, 1983. (comentário: incentivo pontifício ao apostolado da oração).


-LARRAÑAGA, Ignacio. Encontro: manual de oração. São Paulo: Paulinas, 1993 (comentário: obra central do fundador das Oficinas de Oração e Vida).


-LARRAÑAGA, Ignacio. Mostra-me teu rosto. São Paulo: Paulinas, 2000. (comentário: obra clássica sobre a experiência pessoal de Deus).


-SUENENS, Léon Joseph. A Renovação Carismática e os poderes das trevas. São Paulo: Loyola, 1986. (comentário: reflexão teológica de um dos cardeais que acompanharam a RCC).


-RANAGHAN, Kevin; RANAGHAN, Dorothy. O Pentecostes católico. São Paulo: Loyola, 1972. (comentário: uma das primeiras obras sobre a Renovação Carismática).


-MARTIN, Ralph. A crise da verdade. São Paulo: Ecclesiae, 2015. (comentário: análise contemporânea sobre evangelização e renovação da Igreja).


-FORTE, Bruno. A Igreja ícone da Trindade. São Paulo: Loyola, 2005. (comentário: reflexão teológica sobre carismas e comunhão eclesial).


-CONGREGAÇÃO PARA OS LEIGOS. Movimentos e associações de fiéis na Igreja. Vaticano, 1998. (comentário: documento sobre a missão dos movimentos eclesiais).


-COMISSÃO EPISCOPAL PARA A AÇÃO MISSIONÁRIA E COOPERAÇÃO INTERECLESIAL. Infância e Adolescência Missionária: guia do assessor. Brasília: CNBB / Obras Missionárias Pontifícias, 2014.


-OBRAS MISSIONÁRIAS PONTIFÍCIAS. História e espiritualidade da Infância Missionária. Brasília: OMP Brasil, 2012.


-OBRAS MISSIONÁRIAS PONTIFÍCIAS. Estatutos da Infância e Adolescência Missionária. Brasília: OMP Brasil, 2013.


-OBRAS MISSIONÁRIAS PONTIFÍCIAS. Manual da Infância e Adolescência Missionária. Brasília: OMP Brasil, 2015.


-CONGREGAÇÃO PARA A EVANGELIZAÇÃO DOS POVOS. Estatutos das Obras Missionárias Pontifícias. Roma: Libreria Editrice Vaticana, 1980.


-JOÃO PAULO II. Redemptoris Missio: sobre a validade permanente do mandato missionário. São Paulo: Paulinas, 1991.


-PAULO VI. Evangelii Nuntiandi: exortação apostólica sobre a evangelização no mundo contemporâneo. São Paulo: Paulinas, 1975.


-BENTO XVI. Mensagem para o Dia Mundial das Missões (diversos anos). Vaticano: Santa Sé.


-CELAM – Conselho Episcopal Latino-Americano. Pastoral da Juventude: processos de educação na fé. São Paulo: Paulinas, 1998. (estudo pastoral clássico sobre metodologia e evangelização da juventude na Igreja latino-americana).


-CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Diretório Nacional da Pastoral Familiar. Brasília: CNBB, 2005. (obra fundamental para compreender a organização e missão da pastoral familiar no Brasil).






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Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

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