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A música litúrgica após o Concílio Vaticano II: três sensibilidades pastorais e um único critério teológico

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 2 de abril de 2026 | 14:39

 



por*Francisco José Barros de Araújo 


 

*Introdução: a renovação litúrgica e o desafio da música sagrada



O Concílio Vaticano II (1962-1965) representou um dos momentos mais importantes da história recente da Igreja Católica. Entre seus muitos frutos, destacou-se a renovação da liturgia, especialmente através da Constituição Sacrosanctum Concilium, que reafirmou um princípio essencial: a liturgia é a fonte e o ápice da vida da Igreja, e a música não é um elemento decorativo, mas parte integrante da própria ação sagrada.


A reforma litúrgica incentivou a participação ativa dos fiéis (actuosa participatio), o uso das línguas vernáculas e a valorização da Sagrada Escritura na celebração. Nesse contexto, a música litúrgica também passou por um processo natural de desenvolvimento pastoral, procurando equilibrar tradição, renovação e inculturação.


De forma didática (mas não oficial), muitos estudiosos da liturgia observam que, especialmente no Brasil, a música litúrgica acabou se organizando em três grandes sensibilidades pastorais. Essa classificação não pertence ao magistério da Igreja, mas serve como instrumento pedagógico para compreender tendências que surgiram após o Concílio. Mais importante do que os estilos, porém, é recordar o ensinamento constante da Igreja: 


O verdadeiro critério da música litúrgica não é o gosto pessoal nem a ideologia pastoral, mas sua fidelidade ao mistério celebrado, ao texto litúrgico e à dignidade do culto divino.

Missal de Pio V: o que o Vaticano II corrigiu de origem humana?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 5 de julho de 2025 | 12:04

 


 


Apenas um exemplo: "na Missa Cantata, havia claramente confusão por parte dos servidores e, consequentemente, da congregação sobre quando os fieis deveriam ficar de pé em vez de se ajoelhar. O mestre de cerimônias dizia que os servidores deveriam estar de pé para as orações, Glória e Credo, Prefácio, Pai Nosso e o último Evangelho. Um vídeo em São João Câncio mostra acólitos ajoelhados durante toda a cerimônia, como se estivessem em uma missa lírica..."

O que não é a Santa Missa? Um caminho para conhecê-la e amá-la

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 4 de julho de 2025 | 23:43





Com efeito, chegamos ao absurdo nos tempos atuais, a esquecer por completo o que é a Santa Missa! É desconhecido para muitos católicos o que ela realmente é, e, via de conseqüência, substituímos sua essência pelos elementos acidentais que dela fluem. Para que isso seja corrigido, impõe-se a correta exposição da doutrina e a mais ampla catequese, que atinja o douto e o simples, o erudito e o humilde. 

Os outros ritos válidos da Igreja Católica: uma tradição pouco conhecida

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 18 de fevereiro de 2025 | 21:33



 

 Por *Francisco José Barros Araújo



A palavra rito vem de ritmo, ritmar, uma forma própria de realizar algo. Rito é um gesto que se repete. O sinal da cruz é um rito que se faz em todo começo e final da celebração dos sete sacramentos e de outras celebrações. A uma sequência de ritos dá-se o nome de ritual. Também, tem o sentido de sinal, de ação sagrada, como, por exemplo o banho de água no Batismo, a imposição das mãos na Confirmação, na Penitência, na Eucaristia, na Ordem, a unção com o óleo santo na Confirmação e na Unção dos enfermos, o ato sacrifical e a fração do pão na Eucaristia, entre outros. 

O sentido litúrgico do Batismo de Jesus antes da Apresentação – resposta do Pe. McNamara

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 2 de fevereiro de 2025 | 11:08

 


 

 por *Pe. Edward McNamara, L.C. (Legionário de Cristo).

 

 

ROMA, Friday, 11 January 2013 (Zenit.org). Um leitor de língua Inglesa fez a seguinte pergunta ao padre Edward McNamara: "Na liturgia depois do Natal, o Batismo do Senhor precede a festa da Apresentação no Templo. Qual é o motivo?" - C.T., Joanesburgo, África do Sul.

Você sabe por que o Pão da Eucaristia é sem gosto e sem fermento? Veja a explicação teológica

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 30 de janeiro de 2025 | 13:48





Na Bíblia, o fermento é quase sempre simbolo do pecado. Pois, assim como o fermento permeia todo o amontoado da massa, o pecado se espalha também, em uma pessoa, uma igreja, ou uma nação, eventualmente estragando tudo, e trazendo seus participantes à escravidão, e consequentemente, à morte (Lucas 12,2; Gálatas 5, 9). 

Santa Missa: por que seu valor independe da santidade do sacerdote?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 25 de janeiro de 2025 | 12:08

 



Você sabe o valor de uma Santa Missa ainda que celebrada pelo sacerdote mais indigno?


“Não há nenhum inconveniente em reconhecer as coisas boas que eles fazem. Mas, simplesmente porque amamos nossos irmão separados,e queremos a união dos Cristãos, isso não nos impede que reconheçamos que Jesus fundou uma só Igreja, a única e verdadeira Igreja que veio desde o tempo dos Apóstolos, que é a Santa Igreja Católica e Apostólica, e que subsiste em plenitude visível na Cátedra Romana (conforme Mateus 16,18). Portanto, um verdadeiro católico não deve ir a grupos de oração ou a cultos protestantes, e muito menos a outros tipos de cultos, ou reuniões de oração que não sejam Católicos.Estes grupos podem até fazer bem  aos nossos irmãos que não estão em comunhão com a Igreja Católica, mas, podem colocar em risco de se perder a fé verdadeira para aqueles católicos que queiram deles participarem.”(Pe Antônio Fortea)

Conheça o verdadeiro ícone do Advento: "a Virgem do Sinal"

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 2 de dezembro de 2024 | 12:03

 

(foto reprodução)




O ícone da Mãe de Deus Virgem do Sinal é uma expressão da espiritualidade mariana e do mistério da Encarnação!










Representa Maria em oração, com as mãos sobre seu ventre, enquanto o Menino Jesus aparece em seu seio, envolvido em uma "mandorla" – símbolo de glória divina. A mandorla, segundo o Dicionário Oxford, é um elemento utilizado em imagens bizantinas e românicas que consiste numa “espécie de auréola de formato oval, símbolo de glória e apoteose, na qual se inserem, de corpo inteiro, as figuras de Cristo ou da Virgem em majestade”. Essa imagem da Virgem do Sinal está ligada ao Advento, período que prepara os cristãos para celebrar o Natal, ou seja, a encarnação do Verbo de Deus, Jesus Cristo!

Quando a fé encontra a ciência: bafômetro comprova mudança do vinho consagrado

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 12 de novembro de 2024 | 13:37

(foto reprodução)

 


Veja o testemunho do Padre José Mário que está na instagran do Pe Pio:


 

Celebrei a missa no Santuário Nossa Senhora de Fátima. O casal de ministros Marcelo e Marta ajudaram a preparar o altar. Quando me entregaram o vinho e a água para colocar no cálice, eu pensei: 

Liturgia da Palavra x Liturgia Eucarística: a explicação teológica do Pe. Luciano Massullo

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 8 de novembro de 2024 | 14:42


 

A liturgia da Palavra nas catequeses do Papa Francisco



Por *Luciano da Costa Massullo

  




A liturgia da Palavra "é parte essencial na celebração de todos os sacramentos da Igreja, sobretudo na celebração eucarística". Seu sentido predominante é o do diálogo que se estabelece entre Deus e seu povo. Deus fala ao povo pela Palavra proclamada, e o povo, por sua vez, responde a Deus pelo canto e pela oração. Nas catequeses sobre a celebração eucarística, o papa Francisco nos ajuda, pela ritualidade, a entender a dinâmica de cada um de seus ritos.

O dia em que santa Teresa D’Ávila venceu o demônio com o poder da água benta

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 24 de outubro de 2024 | 18:22



Santa Teresa D’Ávila é uma religiosa, mística e doutora da Igreja do século XVI, que em suas memórias relatou como, após uma longa experiência, aprendeu que “não há coisa de que os demônios fujam mais, para não mais voltar, do que a água benta”.

A celebração da Santa Missa está nas escrituras, ou tudo é invenção da igreja Católica?

(foto reprodução)


 

No livro dos Atos dos Apóstolos encontramos os testemunhos dos primeiros cristãos (Cf. At 2,42), aqueles que deram continuidade à ação de Cristo, e vemos que eles se reuniam como comunidade para a “fração do pão” (nome usado nos primeiros séculos para denominar a celebração da Eucaristia). Ou seja, temos o testemunho que, desde os primeiros séculos, celebrava-se a Eucaristia entre os apóstolos.Também, São Paulo (cf. 1Cor 11, 23-34), fazendo memória da Ceia do Senhor, nos testemunha que recebeu o mandato de celebrar a ceia em sua memória e, agora, transmite essa mensagem às suas comunidades. Além desses testemunhos da Escritura, também podemos enxergar alguns detalhes no livro do Apocalipse. A Eucaristia é a celebração do sacrifício de Cristo, mas também da sua ressurreição. A linguagem apocalíptica de João nos mostra que o céu é composto de uma grande liturgia (Cf. Ap 19-22). Lá, os santos e os anjos estão diante do Cordeiro e entoam o cântico novo, o cântico dos remidos. Lá também, existe uma liturgia e, aqui, pela celebração da Santa Missa, antecipamos a liturgia que celebraremos no Céu, por toda a eternidade! Por isso, se aprofundarmos na leitura do livro do Apocalipse e no Rito da Liturgia da Missa, vamos perceber que eles se entrelaçam. Muitas das partes da missa estão descritas no livro do Apocalipse, como também na carta aos Hebreus.

Santa Missa: mesa ou altar? "memorial do banquete ou do sacrificio da Cruz"?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 9 de outubro de 2024 | 14:33

 





A Santa Missa, Sacrifício da Nova Aliança



Por Manfred Hauke

 



Temos  o grato prazer de publicar no site Montfort a "Conferência de Padre Manfred Hauke intitulada A Santa Missa, Sacrifício da Nova Aliança, pronunciada por ele no Congresso sobre o Motu Proprio realizado em Roma. Temos honnra em informar que nossa tradução desse trabalho ao português foi aprovada por Padre Hauke, que é Professor de Teologia na Universidade de Lugano - (Orlando Fedeli)

Coisas que você "não deve fazer na Santa Missa" e talvez não saiba!

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 12 de agosto de 2024 | 18:19



 

 

O terceiro dos 10 mandamentos da lei de Deus, e o primeiro dos 5 madamentos da igreja, para quem professa a fé católica, nos instrui a guardar os dias Santos.  Mas o que isso significa? O domingo para os Cristãos é o dia do Senhor! O domingo é um dia duplamente santo! É o dia em que Jesus Ressuscitanto, venceu o pecado e a morte, nos dando o céu!  Além disso, foi em um domingo que Jesus nos enviou o Espírito Santo, e assim, nasceu a igreja! Esse mandamento nos obriga a participar da Santa Missa todo domingo e dias festivos. Não ir ao santo Sacrifício da Missa nesses dias configura pecado grave, passível de confissão sacramental!  Cumpre o preceito quem participa da Santa Missa, em rito católico, na tarde antecedente ou no dia festivo. Todos nós temos 24h diárias; 168h por semana, e não ter apenas 1h para dedicar a Deus? Deus deve sempre ocupar o primeiro lugar, pois é Ele quem nos sustenta nos dando sabedoria e orientação para cuidar da família, para trabalhar, etc.Assistir a missa pela televisão ou propositalmente, fora da igreja, tendo lugar dentro, não cumpre o preceito! Apenas pessoas impossibilitadas de ir à igreja por questões de saúde, estão dispensadas da missa presencial. E durante a missa, devemos estar ali por inteiro! Ir a missa com o objetivo de dormir ou não prestar a atenção nas partes configura-se pecado gravíssimo, também, passível de confissão sacramental. Porém, a "distração involuntária" é um pecado venial.

Pe. Jair Cardoso e Scott Hahn: Uma Análise Teológica da Relação entre a Santa Missa e o Apocalipse

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 21 de junho de 2024 | 14:15

 




Pe. Jair Cardoso e Scott Hahn: "a relação entre a Santa Missa e o Apocalípse"




Por Pe. Jair Cardoso Alves Neto



O livro do Apocalipse é um dos mais lidos e comentados do Novo Testamento, isto porque que este livro causa um certo impacto e uma certa expectativa no leitor. Estas expectativas acontecem devido: o seu estilo, as imagens presentes no texto,  aspectos catastróficos etc. Por isso,  tem-se num conceito popular uma visão meio que deturpada deste livro onde a concepção que se sobressai é de um livro que conta as possíveis catástrofes vindouras na história e também do fim dos tempos. Com isso, sua leitura gera uma insegurança e um medo no leitor. 

Santa Missa: Banquete Espiritual ou Sacrifício Redentor? Uma Perspectiva Teológica

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 9 de abril de 2024 | 12:24





A compreensão da Santa Missa tem sido, ao longo dos séculos, objeto de reflexão profunda da Igreja. Nos anos sessenta do século XX, predominava a ideia de que a Eucaristia era principalmente um banquete comunitário, um momento de confraternização espiritual em que os fiéis se reuniam para celebrar juntos a presença de Cristo. Essa perspectiva valorizava a participação ativa e a intenção pessoal, reconhecendo que cada pessoa deveria envolver sua inteligência, vontade, sentimentos e sentidos na celebração, e fazê-lo com um propósito interior específico. 

Você sabe por que as imagens sacras são cobertas na Quaresma?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 17 de março de 2024 | 14:59

 


 


Na Quaresma, enquanto os fiéis começam a se preparar com mais força para a Páscoa, as imagens de nossas igrejas são cobertas com um véu. Mas de onde vem, afinal, esse costume e o que ele significa? 


Embora tal tradição já se tenha perdido em alguns lugares e em outras tantos não se saiba mais qual seu significado, a igreja ainda o recomenda. 


Neste pequeno artigo apresentaremos algumas informações de caráter histórico sobre a origem desse costume e, ao fim, verificaremos nos livros litúrgicos restaurados por decreto do Concílio Vaticano II como se deve proceder atualmente.

Somos também, templos do Espírito, e "precisamos deixar Jesus expulsar o espírito do mundo em nós!"

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 3 de março de 2024 | 08:32

 


 

 

“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?...O templo de Deus, que sois vós, é Santo!” (I Coríntios 3,16–17).

Qual o objetivo e missão dos padrinhos nos sacramentos do Batismo, Crisma e Matrimônio? Quem pode ser?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 31 de outubro de 2023 | 17:49

 


Ao longo dos anos de apostolado, catequese e evangelização, tenho recebido inúmeros questionamentos de fiéis sobre os mais variados temas da fé católica. Muitos perguntam sobre doutrina, liturgia, moral cristã e Sagrada Escritura. No entanto, um dos assuntos que mais desperta dúvidas diz respeito aos sete Sacramentos da Igreja, especialmente à figura dos padrinhos nos três sacramentos em que sua presença é prevista: o Batismo, a Confirmação (Crisma) e o Matrimônio.


As perguntas são quase sempre as mesmas: 

-Quem pode ser padrinho ou madrinha? 


-Quem não pode? Por quê? 


-É apenas uma tradição familiar ou existe uma razão espiritual e canônica para essa exigência? 


-Uma pessoa divorciada, casada apenas no civil, pertencente a outra religião ou que não pratica a fé pode exercer essa missão? 


-Quantos padrinhos podem existir? 


-Qual é, afinal, a verdadeira responsabilidade de um padrinho diante de Deus e da Igreja?


Infelizmente, em muitos lugares, a escolha dos padrinhos acabou sendo reduzida a critérios de amizade, parentesco, interesses familiares ou mesmo conveniência social. Não raramente, escolhem-se padrinhos para "agradar" alguém, fortalecer laços familiares ou retribuir favores, esquecendo-se completamente da finalidade espiritual dessa missão. Entretanto, para a Igreja Católica, ser padrinho ou madrinha nunca foi um título honorífico nem um simples papel protocolar em uma cerimônia religiosa. Trata-se de uma verdadeira vocação de serviço, testemunho e corresponsabilidade na caminhada de fé daquele que recebe o Sacramento.


Desde os primeiros séculos do Cristianismo, os padrinhos desempenham uma função essencial: acompanhar, orientar, incentivar e dar testemunho de uma vida autenticamente cristã. São chamados a auxiliar os pais, no caso do Batismo das crianças, e a sustentar espiritualmente o afilhado ou afilhada para que permaneça fiel a Cristo, à Igreja e aos compromissos assumidos no Sacramento recebido.


Por isso, a Igreja estabelece critérios claros para o exercício dessa missão. Tais exigências não têm caráter discriminatório nem pretendem excluir pessoas, mas assegurar que aquele que assume essa responsabilidade possua condições de cumprir aquilo que promete diante de Deus. Afinal, ninguém pode ajudar outra pessoa a viver a fé se ele próprio não procura vivê-la.


Diante das inúmeras dúvidas recebidas, resolvi reunir nesta publicação as perguntas mais frequentes sobre os padrinhos do Batismo, da Crisma e do Matrimônio, respondendo-as de forma objetiva e acessível. Para quem desejar um estudo mais aprofundado, já existem artigos específicos publicados neste apostolado sobre cada um desses temas.


Todas as respostas apresentadas têm como fundamento o Código de Direito Canônico, o Catecismo da Igreja Católica, documentos oficiais do Magistério da Igreja e a sólida obra "A Fé Explicada", de Leo J. Trese, referência clássica na formação catequética dos leigos.


Quem precisa de padrinhos? E por quê?


A Igreja determina que todo aquele que vai receber os Sacramentos do Batismo e da Confirmação (Crisma) tenha, sempre que possível, ao menos um padrinho ou uma madrinha, ou ambos. No sacramento do Matrimônio, embora tecnicamente sejam testemunhas qualificadas do consentimento matrimonial, popularmente também recebem o nome de padrinhos e exercem uma importante missão de apoio e testemunho da união cristã.


Essa exigência existe porque os Sacramentos não são atos meramente individuais. Eles inserem o cristão na comunhão da Igreja e inauguram ou fortalecem uma nova etapa da vida espiritual. Os padrinhos representam essa comunidade e assumem o compromisso de acompanhar, aconselhar, incentivar e testemunhar, por meio da própria vida, a fidelidade a Cristo e à Sua Igreja.


Em outras palavras, o padrinho não é escolhido apenas para estar presente na celebração, tirar fotografias ou participar da festa. Sua missão começa justamente quando a cerimônia termina: ajudar o afilhado a crescer na fé, perseverar na vida cristã e permanecer unido à Igreja até o fim de sua caminhada nesta vida.



Sobre os Padrinhos no Batismo conforme o cdc:



(foto reprodução)


 

"Cân. 872. Ao batizado, enquanto possível, seja dado um padrinho, a quem cabe acompanhar o batizando na iniciação cristã... cabe também a ele, ajudar que o batizando leve uma vida de acordo com o batismo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes"







BATISMO DE JOVENS E ADULTOS



Os adultos serão admitidos ao batismo após catecumenato (iniciação progressiva na fé, conforme as orientações do Ritual de Iniciação Cristã de Adultos ‐ RICA) e vivência na comunidade paroquial. 




Devem manifestar sua vontade de receber o batismo, estar conscientes das obrigações cristãs que assumem, e ser admoestados para que se arrependam de seus pecados (cf. C.D.C. Cân. 865, §1). O batismo seja conferido a um adulto não apenas em vista de outro sacramento, principalmente do matrimônio. Seja, antes, desejado por si mesmo, como porta de ingresso à fé e à comunidade cristã. Quando um adulto recebe o batismo, deve receber, na mesma oportunidade, os demais sacramentos de iniciação (cf. C.D.C. Cân. 866). Por essa razão, o Bispo deve ser comunicado com antecedência, para que possa estar presente para administrar a Crisma ou expedir o devido mandato ao presbítero que presidirá à cerimônia (cf. C.D.C. Cân. 883, 2º). 




A preparação dos adultos para os sacramentos de iniciação tem por finalidade levá‐los à conversão e à maturidade da fé, bem como ao acolhimento do dom de Deus no batismo, na confirmação e na eucaristia. Nessa preparação, é louvável seguir o ano litúrgico, conforme o Ritual da Iniciação Cristã de Adultos ‐ RICA. 




Formem‐se, em todas as paróquias, grupos de catequese para adultos que ainda não receberam os Sacramentos de Iniciação Cristã! 




Para adultos utilize‐se sempre o Rito apropriado em etapas, presente no Ritual de Iniciação Cristã de Adultos, não fazendo nunca a pura adaptação do rito do batismo de crianças para estes casos. Constitua‐se, em todas as paróquias, uma ampla equipe de preparadores do Batismo, sob a responsabilidade maior do Pároco, do Vigário Paroquial ou do Diácono Permanente. Confie‐se essa equipe à um(a) coordenador(a). Cuide‐se de que tais encontros de preparação sejam prazerosos para os que dele participam e todos se sintam bem‐vindos e acolhidos pela Igreja Católica. 




Os catecúmenos devem ser iniciados nos mistérios da salvação, na prática de uma vida evangélica, e introduzidos, mediante ritos celebrados em épocas sucessivas, na vida da fé, da liturgia e da caridade do povo de Deus (cf. C.I.C. 1248).



 

Sobre os Padrinhos no Crisma conforme o CDC:






(foto reprodução)




 

"Cân. 892. Enquanto possível, assista ao confirmando um padrinho (ou madrinha), a quem cabe cuidar que o confirmado se comporte como verdadeira testemunha de Cristo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes a esse sacramento(...)



§ 2. É conveniente que se assuma como padrinho o mesmo que assumiu esse encargo no batismo".




 

QUEM PODE RECEBER A CRISMA OU CONFIRMAÇÃO?




Todo batizado ainda não crismado pode receber o sacramento da confirmação (cf. C.D.C. Cân. 889, §1). Exceto em perigo de morte, para que a pessoa possa receber licitamente a confirmação, havendo o uso da razão, é necessário estar convenientemente preparada, devidamente disposta e em condições de renovar as promessas do batismo (cf. C.D.C. Cân. 889, §2).





Como regra geral, a idade mínima para receber o sacramento da confirmação é de 14 anos; o candidato deve estar devidamente preparado, conforme as orientações diocesanas, considerando sempre a maturidade adquirida e testemunhada em sua vida pessoal, familiar e social, bem como na vivência sacramental, espiritual e fraterna na comunidade eclesial. 




Uma preparação esmerada se torna especialmente relevante, considerando que, nessa idade, o iniciado irá defrontarse com vários questionamentos levantados pelos meios estudantis e de convivência social diária. 




-A preparação MÍNIMA para o sacramento da confirmação deve durar pelo menos um ano (para que se possa viver e entender todo ANO LITURGICO). Sendo assim, a mesma iniciará não antes dos 14 anos, e a realização do sacramento acontecerá a partir dos 15 anos. 




-Um candidato à confirmação deve professar a fé, estar em estado de graça (sem pecado grave ou mortal), ter a intenção de receber este sacramento e estar preparado para ser discípulo e testemunha de Cristo, na comunidade eclesial e nas ocupações temporais (cf. C.I.C, 1319). 




O confirmando deve confessarse, individualmente com um sacerdote antes de receber a confirmação!




Aconselhase aos pais e padrinhos participarem igualmente do sacramento da reconciliação, e vida comunitária, para que possam vivenciar e testemunhar plenamente os frutos deste sacramento.





PADRINHOS E MADRINHAS NO SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO


 

 


 


 

 

 

 

-“A Aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão para a vida toda, é ordenada, por sua índole natural, ao bem dos cônjuges e à geração da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento, por Cristo Senhor” (cf. C.I.C. n. 1601; C.D.C. Cân. 1055).

 

 

-Diante de Deus e da Igreja, o casal cristão assume o sagrado compromisso diante de Deus, da Igreja e dos padrinhos e madrinhas (testemunhas), de viver o amor e a fidelidade por toda a vida, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe. “Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher e os dois serão uma só carne” (Mt 19,5).

 

 

-“Os protagonistas da aliança matrimonial cristã são um homem e uma mulher batizados, livres para contrair o matrimônio e que expressam livremente seu consentimento. Ser livre quer dizer: não sofrer constrangimento; não ser impedido por uma lei natural ou eclesiástica. A Igreja considera a troca de consentimento entre os esposos como elemento indispensável ’que produz o matrimônio" (C.I.C. 1625 1626).

 

 

-"Movidos pelo amor de Cristo, os pastores acolham bem os noivos, animem e alimentem neles a fé, pois o sacramento do Matrimônio não só supõe, mas exige fé, sem a qual não pode acontecer o sacramento" (cf. Ritual do Matrimônio, Instrução Geral n. 16).

 


 

Escolher padrinhos e madrinhas (testemunhas) para o casamento é algo emocionante e também, importante. Afinal, se trata da escolha das testemunhas de um ato imensamente significativo na vida do casal, que logo será uma linda família com a chegada dos filhos.  Na Igreja Católica, casamento é para vida toda. “O que Deus uniu, o homem não separa” (Mateus 19, 6). Jesus instituiu o matrimônio como um sacramento. Sacramento é um sinal visível da graça invisível. Assim sendo, os noivos portam uma grande graça para viver sua missão juntos, até que a morte os separe. Padrinho é um diminutivo de pai (e madrinha de mãe), e apenas no batismo e na crisma existe tal figura. No casamento, a igreja, no código canônico, estabelece a necessidade de apenas duas testemunhas para o ato. Padrinho e madrinha de casamento é uma forma carinhosa de chamar as testemunhas do casamento, testemunhas da celebração do matrimônio. Durante a cerimônia de casamento, cada igreja autoriza um número máximo de “padrinhos”, de acordo com o espaço do altar da celebração (pergunte antes ao pároco, para não passar vergonha no dia). A igreja autoriza qualquer pessoa acima de 18 anos a ser testemunha de casamento, não impondo normas quanto à fé professada, nem ao estado de vida, se solteiro ou casado. No entanto, o bom senso, como em todas as escolhas da vida, deve também aqui prevalecer. Para alguém ser testemunha de um ato previamente planejado (aqui nesse caso, o casamento), essa pessoa deve estar de acordo com a fé professada pelos noivos, e ser um incentivador. Assim, a lógica nesse caso é escolher pessoas revestidas da mesma fé que os noivos, que ajudarão o novo casal a caminhar firme nesse novo estado de vida. Os padrinhos devem motivar e acreditar na importância do sacramento. Escolher padrinhos que poderiam ter se casado na igreja, mas não o fizeram por opção, não os torna coerentes para testemunhar, pois como posso testemunhar algo que não quis acolher na minha vida, ou algo no qual cujo valor não acredito e valor algum? O papel das testemunhas de casamento é ajudar os noivos a fazer daquele compromisso assumido diante do altar algo que testemunharão com a vida, por toda a vida. Devem ajudar os noivos a testemunhar esse amor celebrado de forma pública. Durante a cerimônia, quem está presidindo a celebração motiva os padrinhos a estenderem a mão para a benção nupcial, que é a primeira benção que o casal recebe da Igreja, tendo se tornado pelo sacramento do matrimônio um só coração, no coração do Cristo. Essa benção que dão como “padrinhos” diante do altar é a benção que os padrinhos precisam ser na vida do novo casal. Os padrinhos devem estar presentes na vida dos noivos, rezando se possível com eles e por eles, ajudando os noivos no caminho que no altar iniciaram, ajudando os noivos a testemunharem a essência do amor de Deus, que celebraram diante de Deus e da Igreja. O Sacramento do Matrimônio é uma das grandes obras divinas, criado para o amor familiar, é um caminho que leva a santidade se bem vivido. Por isso, pense bem antes de escolher as testemunhas desse amor, para que sejam benção verdadeiras na vida do casal.

 

 


Posso receber os Sacramentos do Batismo e da Crisma sem Padrinhos (ou madrinhas)?...



Não!

 




 

Qual a função dos Padrinhos?

 



Ao padrinho cabe acompanhar o batizando adulto na iniciação cristão e, junto aos pais, apresentar ao batismo o batizando criança. Cabe a ele também, ajudar que o batizado leve uma vida de acordo com o batismo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes. Os deveres dos padrinhos não acabam ao final da cerimônia, ao contrário, eles assumiram uma responsabilidade por toda a vida para com o bem espiritual do seu afilhado(a). 




Na maioria dos casos, essa responsabilidade se cumpre rezando pelos afilhados nas orações diárias e dando-lhes bom exemplo de vida cristã. Mas, se alguma coisa acontecer aos pais, compete aos padrinhos assegurar os meios para que os afilhados recebam uma sólida formação na fé. Se os pais negligenciam a formação católica dos filhos, torna-se dever dos padrinhos fazer de tudo que esteja ao seu alcance para suprir a negligência, como: ver se a criança já está sendo preparada para a primeira comunhão, para o crisma e, se não tiver, levá-las.

 

 



Quem pode ser Padrinho e Madrinha?




 

O Padrinho e a Madrinha -  de Batismo e de Crisma - conforme dispõe o Código de Direito Canônico em seu Cân. 874 deve:



1) Ser designado pelo batizando ou crismando, ou pelos seus pais, ou no caso de ausência pelo pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo;

 

2) Tenha completado 16 anos de idade;

 

3) Seja batizado na Igreja Católica e tenha recebido o Sacramento do Crisma;

 

4) Já tenha recebido o Sacramento da Eucaristia (feito a primeira comunhão);

 

5) Leve uma vida de acordo com a fé (católica) e o encargo que vai assumir;

 

6) Não tenha sido atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada;

 

7) Não seja pai ou mãe do batizando-crismando (nem marido);

 

8) Seja solteiro ou casado na Igreja Católica.

 


 

Posso ter só um Padrinho? A pessoa que vai receber o Sacramento do Batismo pode escolher:

 



a)- Apenas 1 padrinho;

b)- Apenas 1 madrinha;

c) -1 padrinho + 1 madrinha.


 

"Cân. 873. Haja um só padrinho ou uma só madrinha, ou então um padrinho e uma madrinha" 

 



A pessoa que vai receber o Sacramento do Crisma pode escolher: 

 



a) 1 padrinho;

b) 1 madrinha.

 



"Cân. 892. Enquanto possível, assista ao confirmando um padrinho, a quem cabe cuidar que o confirmado se comporte como verdadeira testemunha de Cristo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes a esse sacramento.



Cân. 893. Para alguém exercer o múnus de padrinho, é necessário que satisfaça as condições referidas no Cân. 874".

 

 


O Padrinho ou Madrinha de Crisma pode ser o mesmo do Batismo?



 

Pode! Não é obrigatório, mas de preferência.



 

"Cân 892. § 2. É conveniente que se assuma como padrinho o mesmo que assumiu esse encargo no batismo".

 

 


E quanto a Madrinha de Consagração precisa ser consagrada?

 



Não! A Madrinha de Consagração a Jesus pelas mãos de Nossa Senhora, figura cada vez mais comum hoje em dia, não precisa ser Consagrada a Nossa Senhora; mas, ela precisa observar os mesmos requisitos dos outros padrinhos.

 

 

Posso ter Padrinhos que não sejam católicos, mas ateus, agnósticos, ou pessoas que acreditam em deus, mas não professam nenhuma religião?

 


Não! Os padrinhos devem ser católicos, batizados, crismados e vivenciarem a fé católica. Frequentem regularmente a Santa Missa e os demais  Sacramentos.



 




Agora, a pessoa batizada de outra denominação religiosa (Cristã), pode ser admitida como testemunha do, e no, Sacramento do Batismo, porém, ao lado dos padrinhos católicos oficiais:


 

"Cân. 874. §2 O batizado pertencendo a uma comunidade eclesial não católica só se admita juntamente com um padrinho católico e apenas como testemunha do batismo".



 

ATENÇÃO! É bom deixar claro que essa figura da testemunha não pode existir no Sacramento do Crisma, onde há somente 1 padrinho e este deve ser católico, crismado.

 


Quem é casado só no civil, vive em União Estável e/ou, Segunda União, pode ser Padrinho DE BATISMO E CRISMA?


 

Não! A pessoa para ser Padrinho e Madrinha, de Crisma, se não for solteira, deve ser casada na Igreja Católica, ou seja, ter recebido o Sacramento do Matrimônio, só assim, ela poderá participar dos outros Sacramentos: Reconciliação (confissão) e Eucaristia. 



Quem só é casado no civil, ou vive em união estável ou em segunda união, para a Igreja, está "irregular" e não pode se aproximar dos outros Sacramentos: Reconciliação e Eucaristia; assim, não vivem conforme a fé da Igreja para o encargo e responsabilidade que vai assumir de testemunhar, mas principalmente, ser uma testemunha exemplar.

 

 

 

Quem é Homossexual pode ser Padrinho?



 

-Depende! Se a pessoa tem apenas a tendência e trejeitos homossexual, mas não vive ATIVAMENTE E NEM PASSIVAMENTE a homossexualidade, procura viver a castidade, a abstinência sexual, e se não houver outro impedimento de conhecimento público,  essa pessoa pode ser padrinho/madrinha. 




-Agora, se a pessoa é homossexual e vive em ATIVAMENTE em plenitude a sua sexualidade - se relacionando, em união cível, militando pela causa e criticando o magistério da Igreja nesse ponto, não pode ser padrinho/madrinha. Aqui ela se encaixa no mesmo impedimento das pessoas que vivem em união estável, casadas só no civil, ou que vivem em segunda união, sem nulidade formal do primeiro matrimônio católico, concedido pela igreja local.

 


 

Uma pessoa que é Solteira, batizada e crismada, mas que não frequenta mais a Igreja Católica, pode ser Padrinho/madrinha?



 

-A pessoa para ser padrinho deve ser solteiro(a) ou casado(a) na Igreja Católica, viver conforme a fé da Igreja e a altura do encargo que vai assumir, ou seja, ser testemunho de um bom(a) católico(a): ir a Santa Missa aos domingos e dias santos, aproximar-se dos Sacramentos da Reconciliação frequentemente (confissão, com frequência), e da Santa Eucaristia. 



-Do contrário, alguém que não vai mais na Igreja, não assiste a Missa aos domingos, ou até assiste, mas não procura os Sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia, não vive conforme a fé da Igreja: é o católico do IBGE. Essas pessoas não devem ser chamadas para serem padrinhos uma vez que, provavelmente, não terão um compromisso de motivar e testemunhar a vivencia da fé Católica com o seu afilhado(a).

 

 

OS Padrinhos QUE ESCOLHI NO PASSADO, não observaram essas condições exigidas! Os Sacramentos do Batismo e do Crisma são válidos? Devo repetir?


 

Os Sacramentos do Batismo, do Crisma e da Ordem não podem ser repetidos! São válidos!


 

-"Cân. 845. § 1. Os sacramentos do batismo, confirmação e ordem, já que imprimem caráter, não podem ser repetidos.



-Assim, no caso dos padrinhos que não observaram as condições dispostas no Cân 874, isso afetou apenas a liceidade da escolha dos mesmos e não a validade dos Sacramento do Batismo e do Crisma, esses são válidos. 



-É o que está disposto no comentário de rodapé do Código de Direito Canônico ao Cân 874; "Fora das condições do § 1, requeridas pela própria natureza das coisas, não parece que as qualidades expressas neste cânon afetem à validade, mas apenas a liceidade da designação do padrinho."

 

 



Os Padrinhos devem fazer algum Curso ou Catequese?

 



Sim! Mas, somente os padrinhos de Batismo! Normalmente aos candidatos a padrinhos se pede que faça um "Curso de Batismo", que é feito na Paróquia e pode ocorrer em apenas um dia ou em um final de semana. Com esse curso eles recebem um certificado com validade de 2 anos. Esse curso não é catequese.

 

 

Os Padrinhos de batismo podem fazer esse Curso de Batismo em cidade diferente de onde se dará o Sacramento do Batismo? 


 

Sim!

 

 


Pode ocorrer os Sacramentos do Batismo e da Crisma sem a presença dos Padrinhos?


 

Sim!



Nesse caso, o ausente pode delegar a sua presença; para isso, basta estar informado do batismo, dar o seu consentimento e concordar em que alguém o represente. O melhor é enviar o consentimento por escrito, mencionando o nome da pessoa que o representará, e o documento deverá ser entregue ao sacerdote quando se marcar a cerimônia. O ausente será o padrinho real e será dele o nome inscrito no registro batismal; é ele ou ela quem assume a responsabilidade pelo afilhado.

 

 

O namorado-noivo-marido pode ser Padrinho do seu namorada-noiva-esposa (vice-versa)?

 



Pode... mas, não deveria! Pelo batismo-crisma, cria-se uma relação espiritual entre o afilhado e o padrinho, relação que é muito bela, e que constitui um impedimento futuro, para o matrimônio de ambos. Se quem vai batizar já é uma pessoa adulta, o seu noivo não deveria apadrinhar porque seria necessário obter mais tarde a dispensa para se poder celebrar o Sacramento do Matrimônio.

 


 

A Sogra pode ser Madrinha?


 

Sim ! Se ela observar os requisitos dispostos no Cân 874



 

Os avós podem ser padrinhos?



 

Sim! Se observarem os requisitos dispostos no Cân 874 

 

 

Meus filhos podem ter o mesmo padrinho?


 

Podem sim !

 

 


Dois irmãos (homem e mulher) podem ser padrinhos?



 

Se observarem os requisitos dispostos no Cân 874, podem.

 

 

O padrinho ou a madrinha pode ser um Santo canonizado(a) pela igreja?



 

Pode sim! Antigamente tinha-se muito o habito de indicar Nossa Senhora (em alguma de suas denominações) como madrinha de batismo, principalmente quando ocorria um parto difícilA pouco tempo os missionários da Canção Nova, Deia e Tiba, tiveram um filho e a madrinha dele é Nossa Senhora das Graças (salvo engano).




MEUS PAIS PODEM SER MEU PADRINHO, OU MADRINHA DE CRISMA?




-"Para o Crisma haja, quanto possível, um padrinho ou uma madrinha" (cânone 892). 



-"Não seja o pai ou a mãe do confirmando" (cân. 893 § 1).



-"O ideal é que seja um dos padrinhos do Baptismo, mas pode ser outra pessoa (cân. 893 § 2)

 



Se os padrinhos falecem, podem ser substituídos?


 

Se o falecimento se deu após a celebração dos Sacramentos do Batismo e da Crisma não pode haver substituição (nem necessidade), uma vez que esses sacramentos não podem ser repetidos. 



Além disso, da mesma forma que não se pode substituir um pai-mãe, não se substitui um padrinho. O que pode ocorrer é, no caso de falecimento do padrinho de Batismo, quando for receber o Sacramento do Crisma, indicar uma outra pessoa como padrinho ou madrinha.

 


 

Como os Padrinhos devem vestir-se no dia do Sacramento do Batismo e da Crisma? E NA DE MODO GERAL NA SANTA MISSA? TODA ROUPA É ADEQUADA?



 






O critério para saber se a sua roupa está adequada para a Santa Missa é fazer a seguinte pergunta: " Se Maria a mãe de Jesus estivesse lá em casa, precisasse vir a missa, me pedisse uma roupa emprestada, ficaria bem em N. Sra?"... Se não fica bem em Maria, não fica bem em você! Simples assim!




Mulheres:




-Saias ou Vestidos modestos, na altura do joelho, com mangas;


-Roupas sem decotes ou transparências;


-Não use roupa justa demais que destaque roupas íntimas;


-Não use blusas "tomara que caia" sem nada por cima.




 

Quanto a cor da roupa do padrinho, ou madrinha?









Não precisa ser branca! A roupa da mãe, do batizando, ou do crismando e convidados deve seguir a mesma regra de modéstia.

 



 

A Madrinha pode usar o Véu?





(foto reprodução)

 



Pode!  Não há impedimento, nem também, obrigação, é opcional.

 

 

 


Fonte: Catecismo da Igreja Católica, Código de Direito Canônico e A Fé Explicada.








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