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Mártires religiosos: Yuval Harari analisa Islã, Cristianismo e o dilema entre vingança e perdão

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 25 de agosto de 2025 | 17:02

 

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O verdadeiro Mártir é aquele que morre perdoando e não pedindo vingança. Essa postura reflete um dos pilares da fé cristã, que é o perdão e o amor ao próximo, mesmo em meio à perseguição. Mártires, como Jesus e Estêvão, demonstram a força da fé ao perdoar os seus algozes e não buscar vingança, um exemplo que inspira outros cristãos a perseverar na fé. Nas páginas 361 a 363 da obra 21 lições para o século 21, Yuval Noah Harari discute a identidade como uma construção narrativa em constante transformação. Segundo o autor, tanto os indivíduos quanto as culturas não possuem um núcleo essencial e imutável, mas sim um conjunto de histórias que são continuamente reinterpretadas e organizadas de forma a garantir a sensação de continuidade (Harari, 2018, p. 361-363). Essa perspectiva adquire relevância especial quando confrontada com episódios de violência extrema, como os atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris, nos quais 130 pessoas foram assassinadas. Para Harari (2018, p. 362), tais acontecimentos não podem ser legitimados pela noção de sacrifício ou martírio, uma vez que revelam o uso ideológico e manipulador das identidades coletivas.

De protestante a Doutor da Igreja: a surpreendente jornada do Cardeal Newman

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 9 de agosto de 2025 | 13:31

 

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Cardeal Newman proclamado Doutor da Igreja pelo papa Leão XIV



Uma nota da Sala de Imprensa Vaticana informa que o título será conferido em breve ao purpurado que viveu no século XIX, depois que Leão XIV confirmou o parecer da plenária de cardeais e bispos, membros do Dicastério das Causas dos Santos.

Catequista em Missão: a importância da formação integral na educação e desenvolvimento pessoal

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 28 de julho de 2025 | 14:10





Formação catequética INTEGRAL e permanente, refere-se ao processo de preparação de catequistas para educar na fé, abrangendo aspectos teológicos, pedagógicos e pastorais. O objetivo é formar catequistas completos, capazes de conduzir os catecúmenos a um conhecimento mais profundo de Jesus Cristo e da doutrina da Igreja. Envolve não apenas o conhecimento da doutrina católica, mas também, o desenvolvimento de habilidades pedagógicas e pastorais. Busca formar a pessoa do catequista em todas as suas dimensões: intelectual, espiritual, emocional e social.  A formação integral e permanente do Catequista, é de suma importância na atualização contínua para os catequistas, tanto em termos teológicos quanto pedagógicos.

As condenações do Concílio Vaticano I: Modernismo, Fideísmo e Tradicionalismo

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 8 de julho de 2025 | 13:30



 

A heresia do "tradicionalismo"  (que não deve ser confundida com a "Sagrada Tradição") a qual está retornando através de movimentos fanáticos e radicais (Rad Trad, Sedevacantistas e Conclavistas), já foi condenada pelo Concílio Vaticano I, juntamente com o fideísmo e Modernismo, em documentos que tratavam da relação entre a fé e razão.

Dois missais, uma Missa: Pio V x Paulo VI

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 4 de julho de 2025 | 14:10


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A Missa de Paulo VI foi concebida para "ser mais participativa, compreensível, e inclusiva para os Cristãos, utilizando a língua vernácula (língua falada pelo povo) em vez do uso exclusivo do latim, e adaptando algumas orações e ritos. A missa de Paulo VI, embora reformada apenas no rito, mantém integralmente a essência da fé católica e da tradição litúrgica. É completamente legítima, sendo a forma oficial da Missa romana atualmente, e sua validade é reconhecida pela Igreja magisterial,portanto nenhum leigo ou qualquer bispo tem autoridade para impedi-la ou revoga-la. 

6 princípios imutáveis da Dominus Iesus que todo católico precisa conhecer

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 30 de junho de 2025 | 10:33




 

Na Dominus Iesus é preciso distinguir muito claramente, as verdades de Fé definidas de forma imutável, ou seja, dogmaticamente, das exposições e citações que as fundamentam.  A recordação das verdades de Fé são muito oportunas e cabais! Progressistas e modernistas mais radicais juntamente com líderes de outras religiões e seitas Cristãs, salientam que a simples e oportuna recordação dessas verdades é como"um tiro no movimento ecumênico". Fica-se com a nítida impressão de que a declaração buscou esclarecer frases equívocas que fomentavam interpretações ambíguas do Vaticano II - causadoras de erros de interpretação, bem como, condutas doutrinais e pastorais inseguras e prejudiciais ao rebanho de Cristo. A Declaração Dominus Iesus é um documento complexo, porém, contundente, onde se  afirma de modo infalível as verdades de Fé em que todos os católicos - clérigos, e simples fiéis - devem crer. Na declaração se aprofundam explicações nas quais se procura demonstrar que as verdades de Fé ali expostas estão de acordo com o que foi ensinado pelo Concílio Vaticano II e a doutrina de sempre da Igreja. Em geral, o documento condena as interpretações equívocas e ambíguas dos modernistas apegados não a letra, mas, a um subjetivista e impreciso "espírito" do Concílio.

Entre a Arquidiocese do RJ e o Centro Dom Bosco: de que lado ficar?

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 19 de junho de 2025 | 11:16






Arquidiocese do Rio se posiciona diante de polêmica envolvendo o Centro Dom Bosco que critica o atual catecismo e o concílio vaticano ii



Através de uma nota, se esclarece que o Centro Dom Bosco não possui qualquer reconhecimento canônico dentro da Arquidiocese, nem apresentou seus estatutos para análise das autoridades eclesiásticas. No dia 15 de junho de 2025, a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro publicou um comunicado oficial em tom sereno, mas firme, contundente e direto, assinado por Monsenhor André Sampaio, Delegado Episcopal para a atenção pastoral dos grupos ligados à liturgia anterior à reforma de 1970. 

Crismado e pronto para a missão: pastoral, ministério ou movimento?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 18 de junho de 2025 | 10:42




Após receber o sacramento da Crisma, você é enviado(a) agora a servir como missionário(a) na igreja, e você pode servi-la de diversas maneiras, seja participando ativamente de grupos de jovens, auxiliando na catequese ou em outras pastorais que você se identifique, ou até mesmo integrando a equipe de liturgia, participando de algum ministério ou Movimento reconhecido pela igreja (Shalom,ECC,Canção Nova, RCC, Folcolares, etc), pelo bispo, ou seu pároco. A Crisma não é o fim, muito pelo contrário, mas o início de um compromisso mais profundo com a comunidade cristã, e há muitas oportunidades para colocar seus dons, talentos, tempo, conhecimentos, e sua disponibilidade a serviço da igreja ou comunidade local onde você mora.

#Soteriologia: a salvação para quem não tem fé cristã

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 16 de maio de 2025 | 11:38



 


Soteriologia é a doutrina da salvação humana, é um ramo (cadeira acadêmica), da Teologia Sistemática. A palavra vem do grego soterios, que significa "salvação", e logos, que significa "princípio" ou "ensino". A soteriologia Cristã é a doutrina que defende a salvação por meio da vida e obra de Jesus Cristo.

De sedevacantista a conclavista: a polêmica virada de Frei Tiago

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 25 de abril de 2025 | 17:28

 

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Visando alertar aos Católicos, o presente artigo demonstrará que o senhor conhecido como Frei Tiago de São José, youtuber, de nome Cristian Montandon possui ordenação inválida. Não tem nenhuma formação aprovada ou superior que o supervisione. Professa a religião carmelita de forma autônoma, portanto, nula, e inventada da própria cabeça.

#Fraternidade São Pio X: identidade e controvérsias

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 12 de abril de 2025 | 19:32




Fraternidade Sacerdotal de São Pio X

 

 

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X (Fraternitas Sacerdotalis Sancti Pii X em latim - FSSPX) é uma sociedade de vida apostólica internacional católica tradicionalista, fundada em 1970 pelo arcebispo francês Dom Marcel Lefebvre. O atual superior geral da sociedade é o Padre Italiano Davide Pagliarani.[2]A sociedade é conhecida como um defensora da Missa Tridentina, juntamente com práticas de piedade, crenças, costumes e a disciplina religiosa associadas com o período anterior ao do Concílio Vaticano II, que a sociedade acredita ter promovido ensinamentos errôneos e heréticos, sobre questões como a revisão litúrgica, o ecumenismo, a liberdade religiosa, a supremacia da Igreja Católica sobre as outras religiões e as relações com os judeus e não-cristãos.[3]

Tipos de fé: humana, divina, teologal e intelectual

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 3 de março de 2025 | 12:34



 

Mateus 21, 21-22: "Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até se a este monte disserdes: Ergue-te, e precipita-te no mar, assim será feito; 22 E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis."



Prezado professor,

 

Muito admiro esse site e com certeza ele me apoia muita em minhas dúvidas em relação a fé.Serei breve na minha questão.Fui questionado pelo padre em minha paróquia, em uma formação que ele nos dá, em o que seria fé?Entendi a mensagem que ele queria mas fiquei com algumas dúvidas não esclarecidas. 

Tudo que você queria saber sobre o "ano jublilar da esperança 2025"

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025 | 17:14



 


 

O último Ano Jubilar Ordinário da Igreja Católica foi em 2000, durante o pontificado de João Paulo II. Na ocasião, o Papa São João Paulo II lançou a carta apostólica "Novo Millennio Ineunte" (O novo milênio que se abre), que abordou temas como: biotecnologia, devastação ambiental, o diálogo ecumênico (só entre Cristãos),  e inter-religioso (com as demais religiões não Cristãs).



EXISTEM DOIS TIPO DE JUBILEU: 



1)-Ano Jubilar "Ordinário"


-Ocorre ordinariamente a cada 25 anos. É também, conhecido como "Ano Santo"


-É proclamado oficialmente pelo Papa por meio de uma bula papal, e convida os fiéis à prática do perdão e da misericórdia.

         


2) Ano Jubilar "extraordinário"



-Podem ser convocados extraordinariamente pelos papas em ocasiões especiais e oportunas.


-O PENÚLTIMO  Jubileu Extraordinário foi em 1983, instituído por São João Paulo II. Foi o Jubileu da Redenção, que celebrou o 1950º aniversário da morte e ressurreição de Jesus Cristo. O tema do Jubileu foi a "Redenção do mundo". 



-O ÚLTIMO Jubileu Extraordinário, foi decratado pelo papa Francisco, e se realizou em 2015, dedicado à misericórdia, por meio da bula "Misericordiae Vultus", que significa "A Face da Misericórdia" em latim. 

 


-Palavras Chaves dos anos Jubilares (ordinários e extraordinários): Misericórdia, encarnação, porta santa, indulgências, peregrinação a lugares santos,confissão, estado de graça, santas intenções do papa, obras de misericórdia materiais e espirituais.



 

O que são as indulgências? Como obtê-las?




Imaginemos a seguinte cena, tão corriqueira numa casa de família: um dos filhos, mesmo conhecendo uma proibição formal do pai, desobedece-o travessamente. O pai, ao saber do ocorrido, vê-se na contingência de punir o infrator, ainda que isto lhe seja mais dilacerante do que para o próprio filho. 



Entretanto, ao ser informada, a mãe pede clemência pelo pequeno travesso. Dado às instâncias maternas, não é verdade que o pai cede, em atenção ao pedido da esposa? Neste caso, o pai de família concede uma indulgência ao filho, pelo respeito à interseção maternal.




A Indulgência de Deus



A mesma situação podemos aplicar ao gênero humano, que, na pessoa de Adão, desobedeceu ao Pai Celeste. Por causa desta transgressão as portas do Paraíso nos foram fechadas e nos tornamos réus de morte; imediatamente adiantou-se Nosso Senhor Jesus Cristo, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, e conquistou para nós, na Cruz, a misericórdia que não merecíamos. Diante de tamanha intercessão, Deus Pai se dobra amorosamente à vontade do Filho, e poupa o gênero humano: Deus nos é indulgente, pelo valor da interseção de Cristo!



-Contudo, como é próprio a Deus de tudo fazer com a mais exímia e amorosa excelência, imolou-se Deus Filho num sacrifício perfeitíssimo, consumido no altar da Cruz, oferecendo seu Sangue para nos resgatar. Mesmo sabendo que apenas uma gota seria suficiente para remir toda a humanidade, Cristo bebeu até o fim o Cálice amargo da Paixão, e verteu todo o seu Sangue, “ele o derramou – ensina-nos o Papa Clemente VI – não como pequena gota de sangue, que todavia em virtude da união ao Verbo teria sido suficiente para a redenção de todo o gênero humano, mas de modo copioso[1]”, expiando assim em superabundância os pecados dos homens. 



-Esta exuberância no sacrifício da Cruz fez transbordar o tesouro dos méritos de Cristo em favor da humanidade. Tal tesouro foi dado à Igreja administrar, para consolo dos pecadores, “e, por razões piedosas e razoáveis, para ser ministrado misericordiosamente aos verdadeiramente penitentes e confessados, para total ou parcial remissão da pena temporal devida pelos pecados [2]”.



Notamos, deste modo, que há um tesouro inexaurível comprado por Cristo para ser distribuído aos pecadores, e a este montante devemos ainda acrescentar os méritos da Santíssima Virgem Maria e de todos os justos. Precisamente, quando nos é oferecido, chamamos a este tesouro de indulgência.



Por que é necessário buscar as indulgências mesmo após ter recebido o Sacramento da Reconciliação?  




Padre Paulo Ricardo: "Por que o perdão dos pecados não resolve o problema das nossas doenças espirituais, ou seja, uma vez que nós formos perdoados, nós precisamos ainda assim fazer práticas penitenciais. Por que é a penitência que irá, aos poucos, tornar o nosso coração um coração melhor. A indulgência é a Igreja que vem em socorro do fiel que faz penitência para, como mãe, aliviá-lo."







Indulgências da Igreja



Como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica (1471), por indulgência se entende a “remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados, cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições pela ação da Igreja, a qual, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos”[3].




Notemos que é a Igreja quem, na pessoa de seu pastor, o Papa, nos dispensa este tesouro! 



Pois, com efeito, no poder que Nosso Senhor conferiu a São Pedro – e a seus sucessores – de abrir ou de fechar as portas do Céu aos homens (Mt 16,19), está contido o poder de retirar todos os obstáculos que impeçam o ingresso de uma alma no Céu. Ora, como sabemos, as penas temporais, que resta a uma alma pagar depois de ter seus pecados perdoados, são um obstáculo para seu ingresso na Morada Celeste.



De fato, precisamos estar cientes que o pecado acarreta uma dupla conseqüência:



-Quando é grave “priva-nos da comunhão com Deus e, portanto, nos torna incapazes da vida eterna; tal privação se chama ‘pena eterna’ do pecado”[4]; esta primeira conseqüência é o que comumente se chama de pecado mortal[5]. Mortal, pois mata em nossa alma a caridade, a vida da graça, ao se infringir gravemente a Lei de Deus. Este pecado desvia o homem de seu próprio Criador, fazendo-o preferir e amar mais um bem inferior do que a Deus mesmo.[6] A pena para a alma que morre neste estado, que não aceita o perdão divino, é a condenação eterna, o inferno, pois ela mesma não quererá voltar-se para Deus e pedir-lhe perdão, terá feito uma escolha irreversível de recusa a Deus.[7] 



-A segunda conseqüência é que, qualquer pecado, seja mortal ou venial “acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado ‘purgatório’. Esta purificação liberta da chamada ‘pena temporal’ do pecado”.[8] Recordemos que o pecado venial não mata a vida divina na alma, porém enfraquece a caridade e pré-dispõe para o mortal, além de se traduzir pelo apego desordenado às criaturas, que exigirá uma purificação.[9]








No sacramento da penitência, ao ser absolvido, o pecador é perdoado de suas faltas, não está mais privado da comunhão com Deus; porém resta-lhe ser purificado da pena temporal, deste apego prejudicial em relação às criaturas, que maculou sua alma. 



Esta purificação, como vimos, pode se dar após a morte, no Purgatório, ou por uma misericórdia de Deus, ela pode ser apagada ainda nesta vida pelas indulgências, que são o tesouro da satisfação de Cristo! 








A parcela do tesouro dos méritos de Cristo, nós a podemos receber de dois modos: 



-Parcial: quando apenas uma parte da pena temporal é apagada. 


-Ou de modo pleno: quando ela é apagada inteiramente[10]. 



É o que se chama de indulgência parcial e indulgência plenária.




Como lucrar indulgências?



Todo fiel pode, desde que cumpra os requisitos necessários, lucrar uma ou várias indulgências num mesmo dia, ou ao longo de sua vida. Contudo, Paulo VI, em sua Constituição Apostólica Indugentiarum Doctrina, sobre a revisão das indulgências, nos explica os requisitos a serem cumpridos para se receber uma indulgência plenária: “fazer uma obra enriquecida de indulgência e preencher as três seguintes condições: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice.[11] Requer-se além disso rejeitar todo o apego ao pecado, qualquer que seja, mesmo venial.”[12] Contudo, na falta de algum destes requisitos o fiel pode lucrar uma indulgencia parcial. Para se lucrar uma indulgência parcial requer-se ao fiel que cumpra a obra prescrita para tal.



No que tange à indulgência plenária, com seu maternal desvelo, a Santa Igreja prevê as dificuldades que poderiam ocorrer para se cumprir, num mesmo dia, todos os requisitos necessários a fim de lucrá-la; desta maneira, anima-nos Paulo VI: 




-“As três condições podem ser preenchidas em dias diversos, antes ou após a realização da obra prescrita; mas convém que a comunhão e a oração nas intenções do Soberano Pontífice se façam no mesmo dia em que se faz a obra.”[13] 



-Outra prova inequívoca da bondade de Nossa Mãe, a Santa Igreja, é o fato de que nós podemos aplicar as indulgências que lucramos, tanto as parciais, como as plenárias, em sufrágio pelas almas dos defuntos que estão no purgatório!




Antes mesmo de mostrar os modos concretos para se lucrar as indulgências, cumpre lembramos um fato que ocorreu com Santa Teresa de Jesus, para vermos a importância que se deve dar às indulgências.[14] Certo dia, extasiada e encantada, pôde a santa contemplar a alma de uma religiosa, falecida naquele instante, e que subia radiante, diretamente para o Céu. O curioso é que a bendita alma rumou para o Céu, sem sequer passar perto do purgatório, sendo que muitos achavam que a falecida era uma freira simples, sem maiores virtudes, e, por conseguinte, com suas falhas, como todos os homens. 



Lembremos o que escreveu São João: “Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.”[15] 



O fato é que, mais tarde, em um dos colóquios da grande Santa Teresa com Nosso Senhor, o Divino Mestre explicou a ela o motivo do privilégio da freira defunta:



Contou o Senhor Jesus que aquela alma sempre teve grande confiança nas indulgências concedidas pela Igreja; e sempre se esforçou para ganhar o maior número delas. Como vemos, a freira soube usar do tesouro que a Igreja, maternalmente, põe à nossa disposição para, após a morte, irmos diretamente ao Céu.



Após termos visto o que são as indulgências, as disposições e as condições necessárias para recebê-las, concluiremos este artigo vendo quais obras devem ser observadas por um fiel a fim de lucrá-las tais indulgências.[16]



Indulgências parciais



– Se pode lucrar indulgência parcial quando se cumpre seus deveres e se tolera, à imitação de Cristo, as aflições de nossas vidas, elevando a Deus o espírito com alguma piedosa invocação, mesmo que seja apenas em pensamento. Ao alcance de todos, esta indulgência pode ser facilmente recebida. Com efeito, todos nós, em qualquer situação em que nos encontramos – seja o de religioso, casado, solteiro, ou ainda um trabalhador, um estudante, etc… – todos encontramos dificuldades e aflições, cada um em seu âmbito específico. O que é preciso é elevarmos nossos espírito e oferecer tudo a Deus, seja rezando (por exemplo: Ave-Maria, Pai-Nosso, Credo), seja pensando piedosamente n’Ele, para lucramos tantas indulgências quanto o número de oferecimentos que fizermos.



– Também quando, com espírito de fé e com misericórdia, um fiel dispõe de seus bens, ou ainda de si mesmo, em atenção e serviço aos mais necessitados. Quando excuta uma obra de caridade. Contudo, para que lucre a indulgencia parcial, é preciso que tal obra caritativa esteja mesmo voltada para o serviço dos irmãos mais carentes. Nisto percebemos que mais lucra quem dá do que quem recebe, pois, o que são os bens materiais em comparação com a libertação ou diminuição das penas temporais?



– Lucra ainda indulgência parcial o fiel que, espontaneamente, com espírito de penitência, se abstém de coisa que é inteiramente lícita e agradável. Com isto, o fiel é ajudado a refrear suas más inclinações, e, sujeitando seu corpo, se conforma mais estritamente a Cristo. Estes são os pequenos sacrifícios do dia-a-dia, que podemos oferecer a Deus e por amor a Ele nas mais variadas circunstâncias: sendo solícito para com um irmão que nos pede algo que é de si árduo, tendo paciência com os demais, sendo obedientes às autoridades competentes, sobretudo quando nos pedem algo de difícil – porém nunca para algo contrário à moral – não comendo uma deliciosa sobremesa, por exemplo.



– Recebe indulgência parcial, todo fiel que professa publicamente sua fé, quando dá livremente um testemunho de fé diante dos demais, nas circunstâncias particulares da vida no dia-a-dia.



– Também outros atos ou orações nos fazem lucrar indulgências parciais, como: a recitação de ladainhas (as devidamente aprovada pela autoridade eclesiástica), o Creio em Deus, o Magnificat (Minha alma engrandece o Senhor, Lc. 46-55), a Salve Rainha, o Lembrai-vos ó piíssima Virgem Maria, a oração ao Anjo da Guarda (Santo Anjo do Senhor), o Salmo 50 (Senhor tem piedade, segundo a vossa bondade), o sinal da Cruz, uma comunhão espiritual, visitas breves ao Santíssimo Sacramento para adorá-Lo, entre outras orações.



O mesmo para os fiéis que portam devota e religiosamente alguns objetos de piedade, como: crucifixo, cruz, terço, escapulário, medalha. Note-se que estes objetos devem estar validamente abençoado. Entretanto, se o objeto foi bento pelo Santo Padre, o Papa, ou por um bispo, o fiel que o porta devotamente obterá uma indulgência plenária, no dia da festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (29 de junho), sendo preciso fazer uma profissão de fé sob forma legítima, como a recitação do Creio.



Indulgências plenárias



Há ainda as indulgência ditas plenárias, que, como vimos, apagam totalmente as penas temporais – daí seu valor intrínseco ser maior. Papa lucrá-las cumpre também observar os três requisitos que mencionamos acima, bem como desapegar-se de todo tipo de pecado. Ganha-se uma indulgência plenária quando:



– Se faz uma adoração ao Santíssimo Sacramento de ao menos meia hora.

– Se faz a leitura das Sagradas Escrituras ao menos por meia hora, com a devida veneração e à maneira de leitura espiritual. Note-se que deve ser um texto aprovado pela autoridade competente. Ao fiel impossibilitado de ler por si, poderá lucrar a indulgência quando outro ler para ele, ou quando ele acompanhar uma leitura da Bíblia em áudio ou em vídeo.

– Se reza o rosário de Nossa Senhora numa igreja, numa capela ou oratório, ou ainda em família ou numa comunidade religiosa.

– Quando se recebe com piedade e devoção a bênção dada pelo Papa, urbi et orbi, para Roma e o mundo, também é válida a bênção que for ouvida na rádio, acompanhada na televisão, ou ainda se for acompanhada mentalmente – outra faceta da maternal bondade da Santa Igreja.

– Ao fiel que se dedicar a aprender ou ensinar a reta doutrina cristã. Grande incentivo para crescermos nos conhecimentos divinos e no amor a Deus.

– Ao fiel que participar piedosamente de uma solene procissão eucarística.

– Ao fiel que, na Sexta-Feira Santa, participar da adoração da Santa Cruz, na solene celebração litúrgica.

– Aos fieis que fazem sua primeira comunhão, e ainda aos que assistem a uma cerimônia de primeira comunhão.

– Ao sacerdote que, no dia marcado, celebra sua primeira Santa Missa, bem como para os fiéis que a assistirem.



– Ao fiel que, na celebração da Vigília Pascal, ou no dia do aniversário de seu batismo, renovar suas promessas batismais por alguma forma legitimamente aprovada.[17]



– Há ainda as indulgências plenárias que qualquer um de nós pode receber, porém que são aplicáveis somente às almas do purgatório, quando: visitar devotamente um cemitério entre os dias primeiro e oito de novembro, e lá rezar pelos defuntos. Ou quando no dia dois de novembro (dia dos fiéis defuntos), visitar uma igreja ou um oratório e aí rezar um Creio e um Pai-Nosso.



Pe. Michel Six, EP



BIBLIOGRAFIA




– ANTONIO DE OLIVEIRA, Severiano. As indulgências. In: Revista Arautos do Evangelho. Ano 3, nº 33, setembro de 2004.

– CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. 11ª ed. São Paulo: Loyola, 2001.

– DENZINGER, Heinrich. Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e de moral. Trad. LUZ, José Marino; KONINGS, Johan. São Paulo: Paulinas, Loyola, 2007.

– Indulgências. Orientações litúrgico-prastorais. Trad. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. São Paulo: Paulus, 2005.

– PAULO VI. Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina. http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_constitutions/documents/hf_p-vi_apc_01011967_indulgentiarum-doctrina_po.html, acessado em 05 de novembro de 2010.




REFERÊNCIAS:



[1] DENZINGER, Heinrich. Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e de moral. Trad. LUZ, José Marino; KONINGS, Johan. São Paulo: Paulinas, Loyola, 2007. Dz 1025.

[2] Idem, Dz 1026.

[3] Cf. Paulo VI, Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina, norma nº 1. AAS 59 (1967) 21.

[4] CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. 11ª ed. São Paulo: Loyola, 2001. Nº 1472.

[5] Cf. Idem, Nº 1855.

[6] Cf. Idem.

[7] Cf. Idem, Nº 1861.

[8] Idem, 1472.

[9] Cf. Idem, Nº 1863.

[10] A indulgência plenária só se recebe uma vez ao dia, ao contrário da parcial, que se pode receber várias vezes num mesmo dia. Contudo, “in articulo mortis”, pode-se lucrar outra indulgência plenária, mesmo que já se tenha recebido uma no mesmo dia. Cf. Paulo VI, Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina, normas nos 6 e 18. AAS 59 (1967) 22 e 23.

[11] A oração pode ser um Pai-Nosso e uma Ave-Maria, porém o fiel pode escolher outra oração, conforme sua piedade. Cf. norma nº 10. AAS 59 (1967) 22.

[12]  Idem, norma nº 7.

[13] Idem, norma nº 8.

[14] Cf. Revista Arautos do Evangelho, nº 33, setembro de 2004. P. 36.

[15] Cf. 1 Jo 1,8.

[16] Tanto para as indulgências parciais, como para as plenárias, elegemos algumas que nos parecemos mais oportunas, numa obra ao alcance dos fiéis, o livro: Indulgências – Orientações litúrgico-pastorais. Trad. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. São Paulo: Paulus, 2005.

[17] A indulgência será parcial se o fiel utilizar outra forma.

 

 

 

Que são as Obras de Misericórdia?








-"As obras de misericórdia são as ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem nomeadamente em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. Entre estes gestos, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus" (Catecismo da Igreja Católica, 2447).



-"É meu vivo desejo que o povo cristão reflita, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina. A pregação de Jesus apresenta-nos estas obras de misericórdia, para podermos perceber se vivemos ou não como seus discípulos. Redescubramos as obras de misericórdia corporal: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos. E não esqueçamos as obras de misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos." (Papa Francisco, Bula Misericordiae Vultus).




Há catorze Obras de misericórdia: sete corporais e sete espirituais




Obras de misericórdia corporais:







1) Dar de comer a que tem fome

2) Dar de beber a quem tem sede

3) Dar pousada aos peregrinos

4) Vestir os nus

5) Visitar os enfermos

6) Visitar os presos

7) Enterrar os mortos




Obras de misericórdia espirituais:







1)Ensinar os ignorantes

2) Dar bom conselho

3) Corrigir os que erram

4) Perdoar as injúrias

5) Consolar os tristes

6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo

7) Rezar a Deus por vivos e defuntos




As Obras de misericórdia corporais encontram-se, na sua maioria, numa lista enunciada pelo Senhor na descrição do Juízo Final.A lista das Obras de misericórdia espirituais tirou-a a Igreja de outros textos que se encontram ao longo da Bíblia e de atitudes e ensinamentos do próprio Cristo: o perdão, a correção fraterna, o consolo, suportar o sofrimento, etc.



Qual o efeito das Obras de misericórdia em quem as pratica?



O exercício das Obras de misericórdia comunica graças a quem as exerce. No evangelho de São Lucas Jesus diz: ‘Dai, e ser-vos-á dado’. Por isso, com as Obras de misericórdia fazemos a vontade de Deus, damos algo que é nosso aos outros e o Senhor promete que nos dará também a nós aquilo de que necessitamos.




Por outro lado, um modo de ir apagando a pena que fica na alma pelos nossos pecados já perdoados é mediante as boas obras. Boas obras são, obviamente as Obras de misericórdia. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7), é uma das Bem-Aventuranças.



As Obras de misericórdia também nos vão tornando mais parecidos com Jesus, nosso modelo, que nos ensinou como deve ser a nossa atitude para com os outros. No evangelho de São Mateus encontramos as seguintes palavras de Cristo: 




“Não entesoureis tesouros na terra, onde a traça os corrói, e onde os ladrões os roubam, mas amontoai tesouros no céu, onde a traça os não corrói, onde os ladrões não os roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mateus 6,19-21)



Seguindo este ensinamento do Senhor, trocamos os bens temporais pelos eternos, que são os que valem de verdade!




Fonte: Arautos do Evangelho




ANO JUBILAR (ordinário) 2025: "PEREGRINOS DA ESPERANÇA"



Por Dom Rodolfo Luís Weber - Arcebispo de Passo Fundo (RS)

 


Na última noite de Natal, o Papa Francisco abriu a “Porta Santa” da Basílica de São Pedro, no Vaticano, dando início o Jubileu Ordinário de 2025. 



A cada 25 anos a Igreja celebra um Jubileu Ordinário para "festejar o Mistério da Encarnação" (por isso júbilo), isto é, festejar a presença humana e divina de Jesus Cristo no mundo! Esta tradição começou no ano de 1300 e a iniciativa foi da espiritualidade popular. Como foi uma iniciativa frutuosa, ela se tornou uma tradição que conta com 725 anos. 

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Blog educativo e formativo inspirado em 1Pd 3,15, dedicado à defesa da fé e à evangelização. Nele somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6) e que sua Igreja é a coluna e sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja. Nossa Visão: ser um espaço de evangelização que ilumina também os campos social, político e econômico, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que afastam de Deus. Áreas de Estudo: Teologia: mãe de todas as ciências. Filosofia: base da razão e da reflexão. Política: análise crítica de governos e ideologias à luz da fé. Economia: princípios éticos e cristãos aplicados à vida financeira. Rejeitamos uma imagem distorcida e meramente sentimentalista de Deus, proclamando o verdadeiro Deus revelado em Jesus Cristo. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória” (Sl 115,1).

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