O
último Ano Jubilar Ordinário da Igreja Católica foi em 2000, durante o
pontificado de João Paulo II. Na ocasião, o Papa São João Paulo II lançou a carta apostólica "Novo Millennio Ineunte" (O novo
milênio que se abre), que abordou temas como: biotecnologia, devastação
ambiental, o diálogo ecumênico (só entre Cristãos), e inter-religioso (com as demais religiões não Cristãs).
EXISTEM DOIS TIPO DE JUBILEU:
1)-Ano
Jubilar "Ordinário"
-Ocorre ordinariamente a cada 25 anos. É também, conhecido como "Ano
Santo"
-É proclamado oficialmente pelo Papa por meio de uma
bula papal, e convida os fiéis à prática do perdão e
da misericórdia.
2) Ano Jubilar "extraordinário"
-Podem ser convocados extraordinariamente pelos papas em
ocasiões especiais e oportunas.
-O PENÚLTIMO Jubileu Extraordinário foi em
1983, instituído por São João Paulo II. Foi o Jubileu da Redenção, que celebrou o 1950º aniversário da morte e ressurreição de Jesus Cristo. O tema do Jubileu foi a "Redenção do mundo".
-O ÚLTIMO Jubileu Extraordinário, foi decratado pelo papa Francisco, e se realizou em 2015, dedicado à misericórdia, por meio da bula "Misericordiae Vultus", que significa "A Face da Misericórdia" em latim.
-Palavras Chaves dos anos Jubilares (ordinários e extraordinários): Misericórdia, encarnação, porta santa, indulgências, peregrinação a lugares santos,confissão, estado de graça, santas intenções do papa, obras de misericórdia materiais e espirituais.
O
que são as indulgências? Como obtê-las?
Imaginemos
a seguinte cena, tão corriqueira numa casa de família: um dos filhos, mesmo
conhecendo uma proibição formal do pai, desobedece-o travessamente. O pai, ao
saber do ocorrido, vê-se na contingência de punir o infrator, ainda que isto
lhe seja mais dilacerante do que para o próprio filho.
Entretanto, ao ser
informada, a mãe pede clemência pelo pequeno travesso. Dado às instâncias
maternas, não é verdade que o pai cede, em atenção ao pedido da esposa? Neste
caso, o pai de família concede uma indulgência ao filho, pelo respeito à
interseção maternal.
A
Indulgência de Deus
A
mesma situação podemos aplicar ao gênero humano, que, na pessoa de Adão,
desobedeceu ao Pai Celeste. Por causa desta transgressão as portas do Paraíso
nos foram fechadas e nos tornamos réus de morte; imediatamente adiantou-se
Nosso Senhor Jesus Cristo, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, e conquistou
para nós, na Cruz, a misericórdia que não merecíamos. Diante de tamanha
intercessão, Deus Pai se dobra amorosamente à vontade do Filho, e poupa o gênero
humano: Deus nos é indulgente, pelo valor da interseção de Cristo!
-Contudo,
como é próprio a Deus de tudo fazer com a mais exímia e amorosa excelência,
imolou-se Deus Filho num sacrifício perfeitíssimo, consumido no altar da Cruz,
oferecendo seu Sangue para nos resgatar. Mesmo sabendo que apenas uma gota
seria suficiente para remir toda a humanidade, Cristo bebeu até o fim o Cálice
amargo da Paixão, e verteu todo o seu Sangue, “ele o derramou – ensina-nos o
Papa Clemente VI – não como pequena gota de sangue, que todavia em virtude da
união ao Verbo teria sido suficiente para a redenção de todo o gênero humano,
mas de modo copioso[1]”, expiando assim em superabundância os pecados dos
homens.
-Esta exuberância no sacrifício da Cruz fez transbordar o tesouro dos
méritos de Cristo em favor da humanidade. Tal tesouro foi dado à Igreja
administrar, para consolo dos pecadores, “e, por razões piedosas e razoáveis,
para ser ministrado misericordiosamente aos verdadeiramente penitentes e
confessados, para total ou parcial remissão da pena temporal devida pelos
pecados [2]”.
Notamos,
deste modo, que há um tesouro inexaurível comprado por Cristo para ser
distribuído aos pecadores, e a este montante devemos ainda acrescentar os
méritos da Santíssima Virgem Maria e de todos os justos. Precisamente, quando
nos é oferecido, chamamos a este tesouro de indulgência.
Por que é necessário buscar as indulgências mesmo após ter recebido o Sacramento da Reconciliação?
Padre Paulo Ricardo: "Por que o perdão dos pecados não resolve o problema das nossas doenças espirituais, ou seja, uma vez que nós formos perdoados, nós precisamos ainda assim fazer práticas penitenciais. Por que é a penitência que irá, aos poucos, tornar o nosso coração um coração melhor. A indulgência é a Igreja que vem em socorro do fiel que faz penitência para, como mãe, aliviá-lo."
Indulgências
da Igreja
Como
nos ensina o Catecismo da Igreja Católica (1471), por indulgência se entende a
“remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados, cuja culpa já foi
apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e
determinadas condições pela ação da Igreja, a qual, enquanto dispensadora da
redenção, distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de
Cristo e dos santos”[3].
Notemos
que é a Igreja quem, na pessoa de seu pastor, o Papa, nos dispensa este
tesouro!
Pois, com efeito, no poder que Nosso Senhor conferiu a São Pedro – e a
seus sucessores – de abrir ou de fechar as portas do Céu aos homens (Mt 16,19),
está contido o poder de retirar todos os obstáculos que impeçam o ingresso de
uma alma no Céu. Ora, como sabemos, as penas temporais, que resta a uma alma
pagar depois de ter seus pecados perdoados, são um obstáculo para seu ingresso
na Morada Celeste.
De
fato, precisamos estar cientes que o pecado acarreta uma dupla conseqüência:
-Quando é grave “priva-nos da comunhão com Deus e, portanto, nos torna incapazes
da vida eterna; tal privação se chama ‘pena eterna’ do pecado”[4]; esta
primeira conseqüência é o que comumente se chama de pecado mortal[5]. Mortal,
pois mata em nossa alma a caridade, a vida da graça, ao se infringir gravemente
a Lei de Deus. Este pecado desvia o homem de seu próprio Criador, fazendo-o
preferir e amar mais um bem inferior do que a Deus mesmo.[6] A pena para a alma
que morre neste estado, que não aceita o perdão divino, é a condenação eterna,
o inferno, pois ela mesma não quererá voltar-se para Deus e pedir-lhe perdão,
terá feito uma escolha irreversível de recusa a Deus.[7]
-A segunda conseqüência
é que, qualquer pecado, seja mortal ou venial “acarreta um apego prejudicial às
criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no
estado chamado ‘purgatório’. Esta purificação liberta da chamada ‘pena
temporal’ do pecado”.[8] Recordemos que o pecado venial não mata a vida divina
na alma, porém enfraquece a caridade e pré-dispõe para o mortal, além de se
traduzir pelo apego desordenado às criaturas, que exigirá uma purificação.[9]
No
sacramento da penitência, ao ser absolvido, o pecador é perdoado de suas
faltas, não está mais privado da comunhão com Deus; porém resta-lhe ser
purificado da pena temporal, deste apego prejudicial em relação às criaturas,
que maculou sua alma.
Esta purificação, como vimos, pode se dar após a morte,
no Purgatório, ou por uma misericórdia de Deus, ela pode ser apagada ainda
nesta vida pelas indulgências, que são o tesouro da satisfação de Cristo!
A
parcela do tesouro dos méritos de Cristo, nós a podemos receber de dois modos:
-Parcial: quando apenas uma parte da pena temporal é apagada.
-Ou de modo pleno:
quando ela é apagada inteiramente[10].
É o que se chama de indulgência parcial
e indulgência plenária.
Como
lucrar indulgências?
Todo
fiel pode, desde que cumpra os requisitos necessários, lucrar uma ou várias
indulgências num mesmo dia, ou ao longo de sua vida. Contudo, Paulo VI, em sua
Constituição Apostólica Indugentiarum Doctrina, sobre a revisão das
indulgências, nos explica os requisitos a serem cumpridos para se receber uma
indulgência plenária: “fazer uma obra enriquecida de indulgência e preencher as
três seguintes condições: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração
nas intenções do Sumo Pontífice.[11] Requer-se além disso rejeitar todo o apego
ao pecado, qualquer que seja, mesmo venial.”[12] Contudo, na falta de algum
destes requisitos o fiel pode lucrar uma indulgencia parcial. Para se lucrar
uma indulgência parcial requer-se ao fiel que cumpra a obra prescrita para tal.
No
que tange à indulgência plenária, com seu maternal desvelo, a Santa Igreja
prevê as dificuldades que poderiam ocorrer para se cumprir, num mesmo dia,
todos os requisitos necessários a fim de lucrá-la; desta maneira, anima-nos
Paulo VI:
-“As três condições podem ser preenchidas em dias diversos, antes ou
após a realização da obra prescrita; mas convém que a comunhão e a oração nas
intenções do Soberano Pontífice se façam no mesmo dia em que se faz a
obra.”[13]
-Outra prova inequívoca da bondade de Nossa Mãe, a Santa Igreja, é o
fato de que nós podemos aplicar as indulgências que lucramos, tanto as
parciais, como as plenárias, em sufrágio pelas almas dos defuntos que estão no
purgatório!
Antes
mesmo de mostrar os modos concretos para se lucrar as indulgências, cumpre
lembramos um fato que ocorreu com Santa Teresa de Jesus, para vermos a
importância que se deve dar às indulgências.[14] Certo dia, extasiada e
encantada, pôde a santa contemplar a alma de uma religiosa, falecida naquele
instante, e que subia radiante, diretamente para o Céu. O curioso é que a
bendita alma rumou para o Céu, sem sequer passar perto do purgatório, sendo que
muitos achavam que a falecida era uma freira simples, sem maiores virtudes, e,
por conseguinte, com suas falhas, como todos os homens.
Lembremos o que
escreveu São João: “Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos,
e a verdade não está em nós.”[15]
O fato é que, mais tarde, em um dos colóquios
da grande Santa Teresa com Nosso Senhor, o Divino Mestre explicou a ela o
motivo do privilégio da freira defunta:
Contou o Senhor Jesus que aquela alma
sempre teve grande confiança nas indulgências concedidas pela Igreja; e sempre
se esforçou para ganhar o maior número delas. Como vemos, a freira soube usar
do tesouro que a Igreja, maternalmente, põe à nossa disposição para, após a
morte, irmos diretamente ao Céu.
Após
termos visto o que são as indulgências, as disposições e as condições
necessárias para recebê-las, concluiremos este artigo vendo quais obras devem
ser observadas por um fiel a fim de lucrá-las tais indulgências.[16]
Indulgências
parciais
–
Se pode lucrar indulgência parcial quando se cumpre seus deveres e se tolera, à
imitação de Cristo, as aflições de nossas vidas, elevando a Deus o espírito com
alguma piedosa invocação, mesmo que seja apenas em pensamento. Ao alcance de
todos, esta indulgência pode ser facilmente recebida. Com efeito, todos nós, em
qualquer situação em que nos encontramos – seja o de religioso, casado,
solteiro, ou ainda um trabalhador, um estudante, etc… – todos encontramos
dificuldades e aflições, cada um em seu âmbito específico. O que é preciso é
elevarmos nossos espírito e oferecer tudo a Deus, seja rezando (por exemplo:
Ave-Maria, Pai-Nosso, Credo), seja pensando piedosamente n’Ele, para lucramos
tantas indulgências quanto o número de oferecimentos que fizermos.
–
Também quando, com espírito de fé e com misericórdia, um fiel dispõe de seus
bens, ou ainda de si mesmo, em atenção e serviço aos mais necessitados. Quando
excuta uma obra de caridade. Contudo, para que lucre a indulgencia parcial, é
preciso que tal obra caritativa esteja mesmo voltada para o serviço dos irmãos
mais carentes. Nisto percebemos que mais lucra quem dá do que quem recebe,
pois, o que são os bens materiais em comparação com a libertação ou diminuição
das penas temporais?
–
Lucra ainda indulgência parcial o fiel que, espontaneamente, com espírito de
penitência, se abstém de coisa que é inteiramente lícita e agradável. Com isto,
o fiel é ajudado a refrear suas más inclinações, e, sujeitando seu corpo, se
conforma mais estritamente a Cristo. Estes são os pequenos sacrifícios do
dia-a-dia, que podemos oferecer a Deus e por amor a Ele nas mais variadas
circunstâncias: sendo solícito para com um irmão que nos pede algo que é de si
árduo, tendo paciência com os demais, sendo obedientes às autoridades competentes,
sobretudo quando nos pedem algo de difícil – porém nunca para algo contrário à
moral – não comendo uma deliciosa sobremesa, por exemplo.
–
Recebe indulgência parcial, todo fiel que professa publicamente sua fé, quando
dá livremente um testemunho de fé diante dos demais, nas circunstâncias
particulares da vida no dia-a-dia.
–
Também outros atos ou orações nos fazem lucrar indulgências parciais, como: a
recitação de ladainhas (as devidamente aprovada pela autoridade eclesiástica),
o Creio em Deus, o Magnificat (Minha alma engrandece o Senhor, Lc. 46-55), a
Salve Rainha, o Lembrai-vos ó piíssima Virgem Maria, a oração ao Anjo da Guarda
(Santo Anjo do Senhor), o Salmo 50 (Senhor tem piedade, segundo a vossa
bondade), o sinal da Cruz, uma comunhão espiritual, visitas breves ao
Santíssimo Sacramento para adorá-Lo, entre outras orações.
O
mesmo para os fiéis que portam devota e religiosamente alguns objetos de
piedade, como: crucifixo, cruz, terço, escapulário, medalha. Note-se que estes
objetos devem estar validamente abençoado. Entretanto, se o objeto foi bento
pelo Santo Padre, o Papa, ou por um bispo, o fiel que o porta devotamente
obterá uma indulgência plenária, no dia da festa dos Santos Apóstolos Pedro e
Paulo (29 de junho), sendo preciso fazer uma profissão de fé sob forma
legítima, como a recitação do Creio.
Indulgências
plenárias
Há
ainda as indulgência ditas plenárias, que, como vimos, apagam totalmente as
penas temporais – daí seu valor intrínseco ser maior. Papa lucrá-las cumpre
também observar os três requisitos que mencionamos acima, bem como desapegar-se
de todo tipo de pecado. Ganha-se uma indulgência plenária quando:
–
Se faz uma adoração ao Santíssimo Sacramento de ao menos meia hora.
–
Se faz a leitura das Sagradas Escrituras ao menos por meia hora, com a devida
veneração e à maneira de leitura espiritual. Note-se que deve ser um texto
aprovado pela autoridade competente. Ao fiel impossibilitado de ler por si,
poderá lucrar a indulgência quando outro ler para ele, ou quando ele acompanhar
uma leitura da Bíblia em áudio ou em vídeo.
–
Se reza o rosário de Nossa Senhora numa igreja, numa capela ou oratório, ou
ainda em família ou numa comunidade religiosa.
–
Quando se recebe com piedade e devoção a bênção dada pelo Papa, urbi et orbi,
para Roma e o mundo, também é válida a bênção que for ouvida na rádio,
acompanhada na televisão, ou ainda se for acompanhada mentalmente – outra
faceta da maternal bondade da Santa Igreja.
–
Ao fiel que se dedicar a aprender ou ensinar a reta doutrina cristã. Grande
incentivo para crescermos nos conhecimentos divinos e no amor a Deus.
–
Ao fiel que participar piedosamente de uma solene procissão eucarística.
–
Ao fiel que, na Sexta-Feira Santa, participar da adoração da Santa Cruz, na
solene celebração litúrgica.
–
Aos fieis que fazem sua primeira comunhão, e ainda aos que assistem a uma
cerimônia de primeira comunhão.
–
Ao sacerdote que, no dia marcado, celebra sua primeira Santa Missa, bem como
para os fiéis que a assistirem.
–
Ao fiel que, na celebração da Vigília Pascal, ou no dia do aniversário de seu
batismo, renovar suas promessas batismais por alguma forma legitimamente
aprovada.[17]
–
Há ainda as indulgências plenárias que qualquer um de nós pode receber, porém
que são aplicáveis somente às almas do purgatório, quando: visitar devotamente
um cemitério entre os dias primeiro e oito de novembro, e lá rezar pelos
defuntos. Ou quando no dia dois de novembro (dia dos fiéis defuntos), visitar
uma igreja ou um oratório e aí rezar um Creio e um Pai-Nosso.
Pe.
Michel Six, EP
BIBLIOGRAFIA
–
ANTONIO DE OLIVEIRA, Severiano. As indulgências. In: Revista Arautos do
Evangelho. Ano 3, nº 33, setembro de 2004.
–
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. 11ª ed. São Paulo: Loyola, 2001.
–
DENZINGER, Heinrich. Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e
de moral. Trad. LUZ, José Marino; KONINGS, Johan. São Paulo: Paulinas, Loyola,
2007.
–
Indulgências. Orientações litúrgico-prastorais. Trad. Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil. São Paulo: Paulus, 2005.
–
PAULO VI. Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina.
http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_constitutions/documents/hf_p-vi_apc_01011967_indulgentiarum-doctrina_po.html,
acessado em 05 de novembro de 2010.
REFERÊNCIAS:
[1]
DENZINGER, Heinrich. Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e
de moral. Trad. LUZ, José Marino; KONINGS, Johan. São Paulo: Paulinas, Loyola,
2007. Dz 1025.
[2]
Idem, Dz 1026.
[3]
Cf. Paulo VI, Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina, norma nº 1. AAS
59 (1967) 21.
[4]
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. 11ª ed. São Paulo: Loyola, 2001. Nº 1472.
[5]
Cf. Idem, Nº 1855.
[6]
Cf. Idem.
[7]
Cf. Idem, Nº 1861.
[8]
Idem, 1472.
[9]
Cf. Idem, Nº 1863.
[10]
A indulgência plenária só se recebe uma vez ao dia, ao contrário da parcial,
que se pode receber várias vezes num mesmo dia. Contudo, “in articulo mortis”,
pode-se lucrar outra indulgência plenária, mesmo que já se tenha recebido uma
no mesmo dia. Cf. Paulo VI, Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina,
normas nos 6 e 18. AAS 59 (1967) 22 e 23.
[11]
A oração pode ser um Pai-Nosso e uma Ave-Maria, porém o fiel pode escolher
outra oração, conforme sua piedade. Cf. norma nº 10. AAS 59 (1967) 22.
[12] Idem, norma nº 7.
[13]
Idem, norma nº 8.
[14]
Cf. Revista Arautos do Evangelho, nº 33, setembro de 2004. P. 36.
[15]
Cf. 1 Jo 1,8.
[16]
Tanto para as indulgências parciais, como para as plenárias, elegemos algumas
que nos parecemos mais oportunas, numa obra ao alcance dos fiéis, o livro:
Indulgências – Orientações litúrgico-pastorais. Trad. Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil. São Paulo: Paulus, 2005.
[17]
A indulgência será parcial se o fiel utilizar outra forma.
Que
são as Obras de Misericórdia?
-"As
obras de misericórdia são as ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do
nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir,
aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como
perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem
nomeadamente em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto,
vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. Entre estes
gestos, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade
fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus" (Catecismo
da Igreja Católica, 2447).
-"É
meu vivo desejo que o povo cristão reflita, durante o Jubileu, sobre as obras
de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa
consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar
cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da
misericórdia divina. A pregação de Jesus apresenta-nos estas obras de misericórdia,
para podermos perceber se vivemos ou não como seus discípulos. Redescubramos as
obras de misericórdia corporal: dar de comer aos famintos, dar de beber aos
sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos,
visitar os presos, enterrar os mortos. E não esqueçamos as obras de
misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes,
admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com
paciência as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos." (Papa
Francisco, Bula Misericordiae Vultus).
Há
catorze Obras de misericórdia: sete corporais e sete espirituais
Obras
de misericórdia corporais:
1)
Dar de comer a que tem fome
2)
Dar de beber a quem tem sede
3)
Dar pousada aos peregrinos
4)
Vestir os nus
5)
Visitar os enfermos
6)
Visitar os presos
7)
Enterrar os mortos
Obras
de misericórdia espirituais:
1)Ensinar
os ignorantes
2)
Dar bom conselho
3)
Corrigir os que erram
4)
Perdoar as injúrias
5)
Consolar os tristes
6)
Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo
7)
Rezar a Deus por vivos e defuntos
As
Obras de misericórdia corporais encontram-se, na sua maioria, numa lista
enunciada pelo Senhor na descrição do Juízo Final.A
lista das Obras de misericórdia espirituais tirou-a a Igreja de outros textos
que se encontram ao longo da Bíblia e de atitudes e ensinamentos do próprio
Cristo: o perdão, a correção fraterna, o consolo, suportar o sofrimento, etc.
Qual
o efeito das Obras de misericórdia em quem as pratica?
O
exercício das Obras de misericórdia comunica graças a quem as exerce. No
evangelho de São Lucas Jesus diz: ‘Dai, e ser-vos-á dado’. Por isso, com as
Obras de misericórdia fazemos a vontade de Deus, damos algo que é nosso aos
outros e o Senhor promete que nos dará também a nós aquilo de que necessitamos.
Por
outro lado, um modo de ir apagando a pena que fica na alma pelos nossos pecados
já perdoados é mediante as boas obras. Boas obras são, obviamente as Obras de
misericórdia. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão
misericórdia” (Mt 5, 7), é uma das Bem-Aventuranças.
As
Obras de misericórdia também nos vão tornando mais parecidos com Jesus, nosso
modelo, que nos ensinou como deve ser a nossa atitude para com os outros. No
evangelho de São Mateus encontramos as seguintes palavras de Cristo:
“Não
entesoureis tesouros na terra, onde a traça os corrói, e onde os ladrões os
roubam, mas amontoai tesouros no céu, onde a traça os não corrói, onde os
ladrões não os roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o
vosso coração” (Mateus 6,19-21)
Seguindo este ensinamento do Senhor, trocamos os bens temporais
pelos eternos, que são os que valem de verdade!
Fonte:
Arautos do Evangelho
ANO JUBILAR (ordinário) 2025: "PEREGRINOS DA ESPERANÇA"
Por
Dom Rodolfo Luís Weber - Arcebispo de Passo Fundo (RS)
Na
última noite de Natal, o Papa Francisco abriu a “Porta Santa” da Basílica de
São Pedro, no Vaticano, dando início o Jubileu Ordinário de 2025.
A cada 25
anos a Igreja celebra um Jubileu Ordinário para "festejar o Mistério da
Encarnação" (por isso júbilo), isto é, festejar a presença humana e divina de Jesus Cristo no mundo! Esta
tradição começou no ano de 1300 e a iniciativa foi da espiritualidade popular.
Como foi uma iniciativa frutuosa, ela se tornou uma tradição que conta com 725
anos.