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Existem Santos(as) oriundos da espiritualidade da RCC e Comunidades Novas ?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 16 de janeiro de 2018 | 00:32





Bem sabemos que algo que confirma um pretenso caminho de santidade são os santos. Que tais caminhos percorreu e os gerou? E esse é um dos questionamentos mais usados por aqueles que não simpatizam com a Renovação Carismática Católica e as Novas Comunidades. Existem santos na RCC e comunidades?



Bem, primeiramente precisamos ter consciência que o movimento carismático é ainda novo na Igreja Católica. Um sinal positivo é a confirmação oficial da Igreja. Essa, assistida pelo Espírito Santo, reconheceu a RCC com um decreto datado de 1993[1] através de seu escritório internacional com sede em Roma, o ICCRS (International Catholic Charismatic Renewal Services). A mesma Igreja Católica reconheceu e aprovou os estatutos de algumas comunidades novas como Emanuel, Beatitudes, Shalom e Canção Nova[2] dando-lhes o título de Associação Privada Internacional de Fiéis. Sem falar do reconhecimento diocesano de inúmeras outras comunidades no Brasil e no mundo. Isso não é pouca coisa pois são o sucessor de Pedro e os sucessores dos apóstolos a reconhecer movimentos como carismas na Igreja.




Podemos também ver os frutos de mudança de vida daqueles que são atingidos por estes diversos carismas. Valores cristãos restaurados, drogados recuperados, pobres e doentes cuidados e consolados, famílias restauradas, matrimônios restaurados, vocações religiosas e sacerdotais suscitadas, missionários que vão onde a Igreja enviar, defesa de valores cristãos em todas as instâncias da sociedade, aumento da devoção a Nossa Senhora, aos santos, do amor à Eucaristia e demais sacramentos, etc.



De todo modo, santos são uma fortíssima confirmação de uma via de santidade. Afinal, o que a RCC e as comunidades novas têm para apresentar a esse respeito? Estamos descobrindo com o passar do tempo, sinais visíveis que nos enchem de alegria e esperança. Estes sinais de vida santa abaixo, já confirmados pela Igreja nos impulsionam e geram segurança do lugar onde estamos dentro do imenso e belo jardim que é a Santa Mãe Igreja e a uma verdadeira sede de santidade:








1)- Existe um padre do Sagrado Coração famoso entre os católicos carismáticos (RCC e novas comunidades) chamado pe. Emiliano Tardif. Ele já esteve em Fortaleza em encontro organizado pela Comunidade Shalom, onde por sua intercessão, foram curados cegos e coxos diante de muitos na década de 90. É famoso também por seus livros mais conhecidos entre os carismáticos, como: “Jesus é o Messias”, “No Fogo do Amor” e “O Novo Pentecostes”[3]. É natural do Canadá e é o fundador de uma comunidade chamada “Servos de Cristo Vivo” espalhada pelo mundo com sede em Santo Domingo, República Dominicana.Já era padre e trabalhava com os pobres quando conheceu a RCC em seu início, e estava doente sem poder exercer seu apostolado quando um grupo de carismáticos rezou por ele, sendo ali curado na ocasião. Desde este fato, pe. Tardif passou a pregar pelo mundo inteiro impulsionado por essa novidade do Espírito, e é considerado uma pessoa com um dos maiores dons de cura de todos os tempos modernos. Centenas de milhares de curas são atribuídas a ele, muitas das quais são cuidadosamente documentadas. Entre estas curas há muitos casos de pessoas que apresentaram câncer terminal e AIDS.Pois bem, existe um processo de beatificação dele iniciado em 2007 como diz essa fonte abaixo:


“Cardinal Nicolas de Jesus Lopez Rodriguez announced on June 11 2007 that the Roman Catholic Church had initiated the beatification process to place Father Tardif in the process to sanctification“[4]







2)- Além dele existe um servo de Deus chamado Pierre Goursat. Ele é o fundador de uma das primeiras comunidades novas do mundo e que foi a primeira a receber o reconhecimento pontifício até onde se sabe, em 1992[2]), a comunidade Emmanuel da França. Ele não viveu o bastante para ver esse reconhecimento pontifício. Leigo e celibatário, ele era profundamente humilde e radical no evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tinha também forte espírito evangelizador:



Pierre experimentava uma grande compaixão, em particular, por aqueles que não conheciam o Senhor. Não existe maior miséria do que a miséria espiritual. Pierre também falava sem cessar da evangelização, mesmo, e, sobretudo, com os meios mais simples, mesmo e, sobretudo, com as pessoas simples. Para ele, a Comunidade Emanuel só existia para evangelizar. Neste domínio, ele era um inventor formidável. Era realmente um visionário, mas um visionário ativo.“[5]




Inclusive, pelo pouco que sei, a comunidade Emmanuel é uma daquelas comunidades da França que o fundador do Shalom, Moysés Azevedo, visitou na década de 80 e que o levou a abraçar seu chamado ao celibato.Pierre também está em processo de beatificação:



Em 2007 o Conselho da Comunidade Emanuel decide propor ao Arcebispo de Paris o julgamento da causa de beatificação de Pierre (virtudes heróicas). Em 2008 o cardeal arcebispo de Paris recebe de Roma a autorização para introdução da causa. Por fim, em 07 de janeiro de 2010 é então aberto o processo de beatificação de Pierre Goursat.“[5]

 

 

3)- Beata Elena Guerra: “Apóstola do Espírito Santo”,nasceu em Lucca (Itália), no dia 23 de Junho de 1835. Viveu e cresceu em um clima familiar profundamente religioso. Durante uma longa enfermidade, se dedica à meditação da Palavra de Deus e ao estudo dos Padres da Igreja, o que determina seu orientamento da vida interior e de seu apostolado; primeiro na Associação das Amigas Espirituais, idealizada por ela mesma para promover entre as jovens a amizade em seu sentido cristão, e depois nas Filhas de Maria.Em Abril de 1870, Elena participa de uma peregrinação pascal em Roma juntamente com seu pai, Antônio. Entre outros momentos marcantes, a visita às Catacumbas dos Mártires confirmam nela o desejo pela vida consagrada. Em 24 de Abril, assiste na Basílica de São Pedro a terceira sessão conciliar do Vaticano I, na qual vinha aprovada a Constituição “Dei Filius” sobre a Fé. A visita ao Papa Pio IX a comove de tal maneira que depois de algumas semanas, já em Lucca, no dia 23 de Junho, faz a oferta de toda a sua vida pelo Papa.

 

 

No ano de 1871, depois de uma grande noite escura, seguida de graças místicas particulares, Elena com um grupo de Amigas Espirituais e Filhas de Maria, dá início a uma nova experiência de vida religiosa comunitária, que em 1882 culminará na fundação da Congregação das Irmãs de Santa Zita, dedicada a educação cultural e religiosa da juventude. É neste período que Santa Gemma Galgani se tornará “sua aluna predileta”.

 

 

 

 

Em 1886, Elena sente o primeiro apelo interior a trabalhar de alguma forma para divulgar a Devoção ao Espírito Santo na Igreja. Para isto, escreve secretamente muitas vezes ao Papa Leão XIII, exortando-o a convidar “os cristãos modernos” a redescobrirem a vida segundo o Espírito; e o Papa, amavelmente solicitado pela mística Luquese, dirige à toda Igreja alguns documentos, que são como uma introdução a vida segundo o Espírito e que podem ser considerados também como o início do “retorno ao Espírito Santo” dos tempos atuais: A breve “Provida Matris Charitate” de 1895; a Encíclica “Divinum Illud Munus” em 1897 e a carta aos bispos “Ad fovendum in christiano populo”, de 1902.Em Outubro de 1897, Elena é recebida em audiência por Leão XIII, que a encoraja a prosseguir o apostolado pela causa do Espírito Santo e autoriza também a sua Congregação a mudar de nome, para melhor qualificar o carisma próprio na Igreja: Oblatas do Espírito Santo.Para Elena, a exortação do Papa é uma ordem, e se dedica ainda com maior empenho à causa do Espírito Santo, aprofundando assim, para si e para os outros, o verdadeiro sentido do “retorno ao Espírito Santo”: Será este o mandato da sua Congregação ao mundo.Elena, em suas meditações com a Palavra de Deus, é profundamente impressionada e comovida por tudo o que acontece no Cenáculo histórico da Igreja Nascente: Ali, Jesus se oferece como vítima a Deus para a salvação dos homens; ali institui o Sacramento de Amor, a Eucaristia; ali, aparece aos seus discípulos depois da ressurreição e ali, enfim, manda de junto do Pai o Espírito Santo sobre a Igreja Nascente.A Igreja é convocada a realizar os Mistérios do Cenáculo, Mistérios permanentes, e, portanto, o Mistério Pascal: A Igreja é, por isto, prolongamento do Cenáculo, e, analogamente, é ela mesma como um Cenáculo Espiritual Permanente.É neste Cenáculo do Mistério Pascal, no qual o Senhor Ressuscitado reúne a comunidade sacerdotal real e profética, que também nós, e cada fiél em particular, fomos inseridos pelo Espírito mediante o Batismo e a Crisma, e capacitados a participar da Eucaristia, que é uma assembléia de confirmados, e, portanto, semelhante a primeira comunidade do Cenáculo depois da descida do Espírito Santo. É nesta prospectiva que Elena Guerra concebe e inicia o “Cenáculo Universal” como movimento de oração ao Espírito Santo.Elena morreu no dia 11 de Abril de 1914, sábado santo, com o grande desejo no coração de ver “os cristãos modernos” tomando consciência da presença e da ação do Espírito Santo em suas vidas, condição indispensável para um verdadeiro “renovamento da face da terra”.Elevada à honra dos altares em 26 de Abril de 1959, justamente o Papa a definiu “Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos”, assim como Santa Maria Madalena foi a apóstola da Ressurreição e Santa Maria Margarida Alacoque a apóstola do Sagrado Coração.O carisma profético de Elena é ainda atual, visto que a única necessidade da Igreja e do Mundo é a renovação contínua de um perene e “Novo Pentecostes que por fim “renove a face da terra...” (Elena Guerra).Para conhecer mais sobre a vida e obra de Elena Guerra recomendamos:Escritos de Fogo,o mais novo Livro sobre a vida e a obra da Beata Elena Guerra. Ele contém a correspondência profética entre a Beata Elena Guerra e o Papa Leão XIII.

 

 

4)- Primeiro Santo brasileiro da Renovação Carismática Católica: O JOVEM SERVO DE DEUS O MÉDICO e SEMINARISTA BRASILEIRO: Guido Schaffer.Um Santo da “Geração Calça Jeans” de João Paulo II.Médico, surfista, seminarista e filho muito dedicado a Deus. Ao oferecer sua medicina aos pobres assistidos pelas Irmãs Missionárias da Caridade e, muito especialmente após a leitura do livro “O Irmão de Assis”, decidiu largar tudo para seguir o forte chamado ao Sacerdócio. Morreu aos 34 anos, no dia 1/Mai/2009. Sua fama de santidade logo se espalhou e, em 17/Jan/2015, a Arquidiocese do Rio de Janeiro abriu solenemente seu processo de beatificação. Fundou diversos grupos de oração, e era um pregador incansável da Palavra de Deus.Por onde passava contagiava as pessoas com o seu grande amor a Jesus, à Virgem Maria e à nossa Santa Igreja. Não perdia um minuto sequer, arrastando os jovens para Deus através de seu testemunho de vida e sua busca profunda e radical pela santidade.Estava no último ano do Seminário quando foi chamado por Deus para ainda mais perto d'Ele.




“A estas palavras, Jesus falou: Ainda te falta uma coisa: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-me.”(Lc 18, 22).


Guido, ao meditar estas palavras, não tendo nada em seu nome a não ser seu diploma de médico, decidiu dedicar a medicina aos pobres. E, deixou casa, pai, mãe, família, amigos, para seguir Jesus.




Nasceu em 22 de maio de 1974, na cidade de Volta Redonda, RJ, Brasil, filho de Guido Manoel Vidal Schäffer e de Maria Nazareth França Schäffer. Desde o nascimento residiu com os pais na cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana. Foi batizado na Matriz de Santa Cecília, em Volta Redonda (RJ), em 22 de dezembro de 1974. Recebeu a Primeira Eucaristia em 11 de dezembro de1983 e o Crisma em 02 de dezembro de 1990, ambos na Paróquia de Nossa Senhora de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro. Cursou os ensinos fundamental e médio no Colégio Sagrado Coração de Maria no período de 1979 a 1991. Os traços que marcam a infância e adolescência do Guido são de uma criança e um jovem saudável, com gosto pela praia, pelo mar, pelos esportes. De comportamento dócil, fazia amigos com facilidade. Seus pais católicos fervorosos levavam os filhos às missas dominicais e os ensinavam a rezar todas as noites. O pai de Guido é médico e sua mãe é membro da Comunidade Bom Pastor (RCC), tendo trabalhado voluntariamente pela evangelização nas escolas públicas. Desde a juventude, Guido chamava seus amigos para Cristo, primeiro para fazerem o curso da Crisma e depois para participarem do Cenáculo (Movimento Sacerdotal Mariano) que Nazareth realizava uma vez por mês com os filhos e seus amigos. Cursou Medicina na Faculdade Técnica Educacional Souza Marques (1993 a 1998), no Rio de Janeiro. No ano que se formava em medicina iniciou o Grupo Fogo do Espírito Santo com o Pe. Jorjão (grupo de oração da RCC, na Paróquia de Nossa Senhora da Paz, Ipanema). Fez residência em Clínica médica, na Santa Casa de Misericórdia, sob a chefia do Prof. Clementino Fraga Filho, no período de 1999até março de 2001 (4ª e 20ª Enfermarias). Após a residência, trabalhou no corpo clínico de ambas as enfermarias, durante o ano de 2001. Decidiu-se por exercer a medicina como clínico geral, especialidade que amava porque lhe permitia avaliar o paciente como um todo. Considerava a clínica geral um desafio, pela necessidade de manter um bom conhecimento sobre todas as áreas da medicina. Durante sua formação acadêmica dedicou-se também ao atendimento aos pacientes com HIV, no Hospital Evandro Chagas (Fundação Osvaldo Cruz), pois considerava primordial que um clínico geral conhecesse bem os sintomas da doença, a fim de detectá-la com maior brevidade,possibilitando maior êxito ao tratamento. Atuando como médico na Santa Casa, Guido testemunhava sua fé, como citou o Professor Clementino Fraga Filho, em homenagem realizada após a sua morte:



Em todo o tempo, dava testemunho de sua fé, no seu proceder irrepreensível com os outros. Vivia conforme os valores cristãos da cordialidade, temperança, caridade e justiça.”



Aproximou-se da pastoral da saúde quando trabalhava como médico na Santa  Casa de Misericórdia. Duas integrantes da pastoral visitavam os enfermos e ficaram interessadas pela maneira carinhosa como aquele médico atendia os pacientes. Convidaram-no a participar da missa, eleaceitou e logo passou a ajudá-las. Guido ainda namorava, pensava em se casar e seguir a carreira médica, que exercia na Santa Casa e em clínica particular. Um dia, em retiro na comunidade Canção Nova, ouviu um padre pregar a seguinte passagem bíblica:



“Não desvieis o vosso olhar do pobre e Deus tampouco se desviará de ti.” (Tobias 4, 7).


Nesse momento refletiu quantas vezes havia desviado o olhar dos pobres. Pediu perdão a Deus e lhe pediu:


“Jesus, me ajuda a cuidar dos pobres”.



Uma semana depois conheceu as irmãs da ordem fundad a por Madre Teresa de Calcutá (Missionárias da Caridade), cuja missão é cuidar dos pobres. Compreendeu que Deus ouvira seu pedido e estava lhe dando a direção da medicina que Ele queria. Ofereceu seu trabalho às irmãs da Madre Teresa e começou a atender os pobres de rua. Assim ao trabalho da pregação da Palavra de Deus no grupo de oração, se somou o trabalho como médico junto aos irmãos de rua. Chamou os outros jovens do Grupo Fogo do Espírito Santo a participarem do atendimento aos pobres de Madre Teresa e da pastoral da saúde da Santa Casa e muitos o ajudaram, com trabalho e donativos.Levou médicos da Santa Casa para ajudarem as Missionárias da Caridade.


Uma dessas médicas, vendo o trabalho que realizavam o incentivou a ler a vida de São Francisco de Assis (“O irmão de Assis”, de Inácio Larrañaga), livro que foi uma grande luz de Deus em sua vida.



Da participação nestas obras de caridade temos relatos de curas inexplicáveis, de conversões, de moradores de rua que decidiram lutar contra os vícios etc. (testemunho publicado pela Revista Jesus Vive e É oSenhor). A Irmã Caritas (MC) que acompanhou o trabalho do Guido junto à casa das Missionárias da Caridade na Lapa escreveu:


“Sua única preocupação era salvar almas. Levar todos a um encontro pessoal com Cristo. Para isso não media esforços. De fato, toda a sua conversa era com Ele e a Ele direcionada. Não perdia uma oportunidade de proclamá-lo. Fosse com palavras ou com o próprio exemplo. Quando atendia os irmãos de rua, não só zelava pela saúde do corpo, mas e sobretudo da alma. A nenhum deles deixou de falar de Cristo. Muitos deles saiam do consultório em lágrimas e profundamente tocados. Orava por e com cada um e os convidava a receber os sacramentos como fonte de graça e comunhão com Deus. Muitas vezes usava dos carismas com que o Senhor o agraciava. Presenciei várias vezes, sobretudo o carisma da Palavra de Ciência. A todos tratava com delicadeza, paciência e compreensão. Nunca o vi irritado ou impaciente com ninguém. Mesmo quando alguém vinha embriagado ou sob efeito de drogas e procurava confusão. Sempre tinha tempo para cada um. O seu exemplo me edificava e... corrigia!” .



Às palavras da Irmã Caritas (MC) fazem eco as vozes dos que conheceram o Guido e com ele conviveram ou trabalharam, seja em família, nas enfermarias da Santa Casa, no grupo de oração, na pastoral da saúde, no lar das missionárias, no Mosteiro e no Seminário. Somam-se ainda, o testemunhos de muitas pessoas a quem ele levou uma palavra de consolo, estimulou na fé, incentivou a continuar um tratamento médico. Chamado ao sacerdócio, foi acompanhado pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Karl Josef Romer. Cursou Filosofia (2002 a 2004) e Teologia (2006/2007), no Instituto de Filosofia e Teologia do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro.



Como aluno externo, Guido conseguiu conciliar os estudos preparatórios para o sacerdócio com o apostolado que exercia como leigo.Continuou prestando assistência à Pastoral da Saúde da Santa Casa da Misericórdia e fazia pregações onde o chamassem. Trabalhava voluntariamente como médico, atendendo na Santa Casa da Misericórdia e no lar das Missionárias da Caridade, na Lapa. Ajudava também aos seminaristas,que necessitavam de atendimento médico, levando-os à Santa Casa e prestava atendimento como médico em eventos da Igreja.



Em 2008, ingressou no Seminário São José (Rio de Janeiro), para cursar os dois últimos anos do curso de teologia, pois é necessário um período mínimo de vida no seminário para a ordenação sacerdotal. Segundo testemunho de seus colegas de filosofia e teologia na Faculdade de São Bento, Guido nunca falava mal de ninguém e quando os encontrava comentando episódios que haviam causado revolta, com habilidade desviava o assunto e os levava para uma oração. Assim, não permitia que se cultivassem inimizades e semeava a paz em seu ambiente de estudo. Além disso, Guido possuía profundo conhecimento das escrituras sagradas e uma memória prodigiosa, citando de cor os textos e sabendo sua exata localização, auxiliando a diversos colegas em seus trabalhos e até aos professores durante as aulas. Frase bíblica que tinha gravada em sua prancha de Surf:



“Estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos são os que a encontram..." ( Mateus 7,14).



CONCLUSÃO:



Tratam-se “por enquanto”, de quatro exemplos de pessoas concretas como nós que ao fazerem essa experiência fortíssima da efusão do Espírito tiveram suas vidas transformadas e seu chamado divino impulsionado. E assim, com esta simples e singela contribuição, que gostariamos de encorajar os irmãos a, na obediência e amor à Igreja, perseverarem na valorização do poder do Espírito que é o caminho carismático, por excelência para os tempos de hoje de evangelização e busca de Deus. É verdade que cometemos erros e estamos em processo de caminhada e maturidade. Mas todos cometem erros e a Igreja está aí para nos formar, orientar e confirmar os acertos. Não podemos jogar o bebê fora junto com a água do banho. Dóceis a essa mesma Igreja seguiremos firmes em Cristo servindo ao plano de salvação da humanidade. Gostaríamos também, de incentivar os irmãos a pedir intercessão a essas almas em processo de beatificação em causas difíceis para que, realizando milagres, possam ter sua santidade reconhecida. E quero também incentivar a abertura de processos de beatificação e canonização de outros que por ventura possam existir. Acredito que existem outros por aí e que muitos outros mais existirão. Acredito, inclusive, que a canonização de João Paulo II, é um incentivo, este papa que tanto amou e enviou a RCC e as comunidades em nome da Igreja. Sejamos santos e busquemos ser fiéis ao chamado que Nosso Senhor faz a cada um de nós em nosso chamado e missão específicos, e seremos fecundos para a Igreja e a humanidade.




Fontes de referências:



1- http://www.iccrs.org/reconhecimento.htm

http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/laity/documents/rc_pc_laity_doc_20051114_associazioni_sp.html

3 – http://www.tlig.org/pg/pgtardif.html

4 – http://en.wikipedia.org/wiki/Emiliano_Tardif

5 – http://www.emanuelnobrasil.com.br/ofundador2.htm


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