por *Francisco José Barros de Araújo
A fé cristã é muito mais do que uma crença abstrata ou uma adesão a princípios morais: ela é um caminho vivo e dinâmico, que exige entrega, confiança e perseverança. Desde o Antigo Testamento até o Novo, a Sagrada Escritura nos mostra que a salvação não se realiza em um único instante, mas se constrói ao longo de toda a vida, em uma caminhada contínua com Deus. Cada passo no caminho da fé é uma oportunidade de crescimento, de experiência com a graça e de aprofundamento na intimidade com o Senhor.
A conversão não é um evento isolado ou apenas uma decisão inicial; ela representa o início de uma transformação interior permanente, que envolve mudança de atitudes, renovação do coração e abertura à ação do Espírito Santo. O catecumenato, neste contexto, surge como um processo fundamental para apoiar jovens e adultos na compreensão dessa jornada, oferecendo orientação, ensinamentos e práticas espirituais que fortalecem a vivência da fé. É por meio da escuta da Palavra, da oração, da participação na comunidade e do acompanhamento pastoral que o catecúmeno aprende a discernir a vontade de Deus e a responder com amor e obediência. A perseverança, por sua vez, é o fruto da fé amadurecida e da conversão sincera.
Permanecer fiel a Cristo, mesmo diante das dificuldades, provações e distrações do mundo, é um desafio que exige constância, disciplina e confiança na providência divina. A Escritura nos lembra: “Mas o justo viverá pela fé; e, se retroceder, a minha alma não tem prazer nele” (Hebreus 10,38), mostrando que a perseverança é sinal de verdadeira fé. Sustentados pela graça de Deus, pelos sacramentos e pela comunhão com a Igreja, os fiéis são capacitados a manter-se firmes e a caminhar com esperança até o encontro definitivo com o Senhor. Este material busca oferecer subsídios concretos para que catecúmenos e catequistas possam aprofundar o sentido da fé, compreender a conversão como um processo contínuo e descobrir meios eficazes de perseverar até o fim.
Cada passagem bíblica apresentada não é apenas um texto a ser decorado, mas encarnado, numa fonte viva de orientação, coragem e inspiração, fortalecendo o coração daqueles que desejam permanecer fiéis e confiantes na promessa da vida eterna. Finalmente, ao percorrer este caminho com dedicação e confiança, o catecúmeno é levado a reconhecer o grande tesouro que é Cristo.
Este tesouro não se compara a nada que o mundo possa oferecer: é a presença viva de Deus, a alegria da comunhão plena com Ele e a certeza de que todo esforço, toda renúncia e toda fé genuína produzem frutos eternos. Assim, a jornada do catecumenato se torna não apenas uma preparação para os sacramentos, mas uma experiência transformadora que enriquece a vida espiritual e conduz à verdadeira liberdade em Cristo.
Fé e
Conversão
-Hebreus 10, 38-39: “Mas o justo viverá pela fé; e, se alguém se retirar, a minha alma não tem prazer nele. Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma.”
O autor inspirado por Deus da carta aos
Hebreus afirma que o justo viverá pela fé e não será aceito por Deus se
retroceder, desistir, ou seja, apostatar da fé (que se dá de forma real e pela
indiferença religiosa). O texto continua afirmando que os Cristãos não são dos
que retrocedem para a perdição, mas sim da fé perseverante para a salvação da sua
alma e daqueles que Deus lhes confia. Em resumo, o trecho enfatiza a
importância da perseverança na fé, em vez de desistir para que sejamos salvos.
-Mateus 24,13: "mas aquele que perseverar até o fim será salvo"
-Mateus
10, 22 diz: "Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém,
que perseverar até ao fim, esse será salvo".
Ambas passagens de Mateus enfatizam que a salvação depende da fidelidade e persistência ao longo de toda a vida, resistindo a provações, tentações e adversidades até o final. A perseverança é vista como a demonstração de uma fé verdadeira, que não desiste mesmo diante do sofrimento ou da oposição. A palavra fé vem do grego 'pisteuo', que significa crer, prestar adesão a alguém (Jesus Cristo,nossos pais, autoridades). Deus comunica o seu amor aos homens e espera uma resposta concreta para a realização de suas obras. A fé é a resposta do homem ao Deus que se revela. Esta comunhão é confirmada quando o homem submete completamente sua inteligência e vontade a Deus. Em obediência a Palavra de Deus, o homem livremente inicia a vida de fé quando abre os olhos para a verdade e assume a graça de participar e optar definitivamente pelo plano de salvação.
-“De fato, é pela Sua graça que fostes salvos, mediante a fé, e isto não
procede de vós: é dom de Deus”(Ef 2,8).
-A virtude sobrenatural da fé é cultivada pela caridade. (Cf II Ts 1,3). O amor
gratuito é o termômetro que intensifica o progresso na comunhão da fé autêntica
e das obras de misericórdia. (Tg 2, 14-23)
Fé não significa
apenas acreditar na existência de Deus: "Crês que há um só Deus. Fazes bem! Também os demônios crêem e tremem" (Tg 2,19).
As palavras afirmadas devem seguir as exigências estabelecidas pelos
ensinamentos de Jesus. Fé é uma afirmação que nos leva a missão de percorrer o mesmo
caminho de Jesus de Cruz e ressurreição, de graças e desafios, para
encontrarmos e permanecermos na vida nova em Nosso Senhor Jesus Cristo. Fé é o caminho da
entrega e do abandono. É como atravessar um túnel, embora tudo pareça escuro,
temos a certeza de encontrar a luz no final.Como opção definitiva, a fé exige
perseverança e fidelidade:
-"Combate o bom combate, com fé e boa consciência; pois alguns, rejeitando a boa consciência, vieram naufragar na fé" (I Tim 1,18-19).
-"Mas quando vier o Filho do homem, achará fé sobre a terra?" (Luc 18,8).
-"Em virtude da
iniquidade, a caridade esfriará" (Mateus 24,12)
Estes dois últimos versículos acima fazem parte do discurso escatológico de Jesus, registrado nos Evangelhos, onde Ele descreve os sinais dos tempos finais, alertando sobre os desafios espirituais que marcam o fim dos tempos. Neles, encontramos uma profunda reflexão sobre a condição da humanidade e o papel da fé diante das tribulações.
A fé autêntica, como nos ensina Jesus, não é pessimista, nem muito menos utópica; ela é realista e concreta. Mesmo em meio a um mundo marcado pela iniquidade e pelo esfriamento do amor, a fé verdadeira permanece como o alicerce que sustenta o coração do fiel. Trata-se de uma fé que não se deixa dominar pelo medo ou pela ilusão, mas que permanece firme diante das dificuldades, reconhecendo tanto os perigos do pecado quanto a certeza da presença e da ação de Deus na história.
O questionamento de Jesus em Lucas 18,8 — “Achará fé sobre a terra?” — não é apenas retórico, mas um convite à reflexão profunda: a fé verdadeira não é passiva nem superficial. Ela se manifesta na perseverança, na constância da oração, no amor ao próximo e na fidelidade à Palavra de Deus, mesmo quando o ambiente espiritual ao redor parece se degradar. O alerta de Mateus 24,12 sobre o esfriamento da caridade nos desafia a cultivar o amor autêntico e vivo, que se traduz em ações concretas e comprometidas com o bem do próximo. A fé que persevera se alia à caridade e se torna um testemunho vivo da presença de Deus no mundo, resistindo às forças da iniquidade e da indiferença. Portanto, a fé cristã não é um sentimento passageiro ou uma crença ingênua. É uma realidade concreta, que exige decisão, prática, vigilância e coragem, mantendo o coração firme e a esperança viva até o retorno do Senhor. É a fé que não se deixa abater pelas trevas, mas que se fortalece na Palavra, na oração e na ação do Espírito Santo, sendo luz para o mundo e testemunho do Reino que já se inicia aqui e agora.
Significado e Interpretação dos termos:
-Iniquidade:
Refere-se à maldade, injustiça, pecado e desrespeito generalizado às leis e
princípios morais.
-Caridade (Amor): A
palavra grega original é agape (amor incondicional, altruísta ou o amor de
Deus).
-Esfriará: Significa
que o amor e a compaixão entre as pessoas diminuirão à medida que a maldade no
mundo aumentar.
A interpretação teológica comum aponta que, com o crescimento da corrupção, da maldade humana e da injustiça, as pessoas tendem a se tornar mais egoístas, menos empáticas e, gradualmente, perdem a capacidade de amar verdadeiramente uns aos outros e a Deus. Voltam-se para si mesmas, fechando-se em um ensimesmamento espiritual, onde os relacionamentos e a comunhão com o próximo cedem lugar ao interesse próprio.
Esse cenário descrito nas Escrituras é um chamado à vigilância: em meio à decadência moral e social, a fé autêntica torna-se não apenas necessária, mas essencial para permanecer firme no caminho da justiça e do amor. A raiz da fé, entretanto, não está firmada nos sentimentos passageiros, nem em uma experiência superficial de arrepio no espírito. Uma fé baseada apenas em emoções é instável e efêmera; ela não resiste às tribulações, às provas e aos desertos da vida. Tal fé se assemelha à casa construída sobre a areia, que não suporta as tempestades, em contraste com a fé sólida que se firma na rocha, em Cristo, que sustenta e fortalece.
Conforme ensina a Escritura: “Fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê” (Hebreus 11,1). A fé é, portanto, a posse antecipada daquilo que se espera, uma confiança firme e consciente na realidade de Deus, mesmo quando esta ainda não se manifesta plenamente. Ela não depende do que sentimos ou percebemos momentaneamente; depende da verdade revelada por Deus e da fidelidade à Sua Palavra. A fé verdadeira nos capacita a enxergar além das aparências, a permanecer firmes diante das adversidades e a perseverar, mesmo quando o mundo ao redor parece desmoronar. É uma força interior que gera esperança, sustenta a perseverança e torna possível amar com profundidade, mantendo o coração ancorado em Deus. Assim, a fé deixa de ser apenas um conceito ou uma experiência emocional passageira e se torna uma realidade viva, transformadora e duradoura, capaz de conduzir o ser humano à plenitude da vida em comunhão com Deus.
TODO *PROCESSO DE CONVERSÃO PARTE DA FÉ
*Todo processo possui princípio, meios e fim, e o processo de conversão não é diferente. No entanto, ele não é uniforme nem padronizado para todos. Cada pessoa é conduzida por Deus de maneira individual, respeitando seu tempo e sua própria pedagogia divina. Podemos compará-lo a uma corrida de carros: embora todos larguem na mesma pista, cada competidor enfrenta desafios distintos, desenvolve seu próprio ritmo e chega ao final de formas diferentes. Assim também acontece na caminhada da fé: o que importa não é a velocidade ou a aparência do progresso, mas a fidelidade à direção de Deus e a perseverança em cada etapa da jornada. O processo de conversão, portanto, é profundamente pessoal e único, guiado pelo amor e pela sabedoria divina, que acompanha cada um com paciência, oferecendo meios adequados para crescer, transformar-se e aproximar-se cada vez mais de Cristo:
“E disse-lhes Pedro:
Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, em
remissão de pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2,38)
A Conversão: Escolha "Radical" e Transformadora
A conversão é uma escolha radical, uma opção decidida em favor de Jesus e da causa do Reino de Deus. Não se trata apenas de aderir a uma comunidade, frequentar igrejas ou participar de grupos; é uma transformação profunda, que altera valores, atitudes e toda a maneira de viver. Essa mudança verdadeira só acontece quando o arrependimento leva a renúncia do pecado, abrindo caminho para uma vida nova, diferente da vida anterior. Aceitar viver sob o Senhorio de Jesus significa, portanto, permitir que Ele transforme interiormente e exteriormente cada aspecto da nossa existência.
A experiência pessoal com Deus é a causa inicial e principal do processo de conversão. É por meio desse encontro com o Senhor que a pessoa é tocada, convencida do pecado e motivada a buscar a santidade. Um exemplo histórico marcante é a conversão de Santo Agostinho. Mesmo já adulto e vivendo afastado de Deus, Agostinho não deixou de responder ao chamado divino; renunciou ao pecado e se voltou definitivamente para uma vida de amor e fidelidade a Deus, tornando-se um dos maiores santos e doutores da Igreja.
Outro exemplo emblemático é a conversão de Saulo, que se torna Paulo. Antes perseguidor implacável dos cristãos, durante sua viagem a Damasco ele se depara com Jesus que lhe pergunta: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9,1-9). Saulo reconhece seu erro, entrega-se ao chamado do Senhor e passa a cumprir fielmente sua missão de servir à Igreja, tornando-se um dos maiores apóstolos e evangelizadores da história. Todos nós, antes de iniciarmos uma caminhada verdadeiramente cristã, carregamos em nós um pouco de Agostinho e de Saulo: momentos de afastamento, escolhas equivocadas e resistência ao chamado de Deus. Contudo, a misericórdia divina nos alcança, nos chama à conversão e nos convida a trilhar o caminho da santidade, provando que nunca é tarde para mudar de vida e seguir Cristo com fé e determinação.
OS MEIOS PARA PERSEVERAR ATÉ O FIM?
Mateus 24, 13: "mas aquele que perseverar até o fim será salvo!"
Não basta viver a conversão por um período determinado, perseverar apenas no início da caminhada ou até a metade, e depois “viver dos juros” da fé adquirida. Não! A verdadeira conversão exige perseverança até o fim. Quando conhecemos a verdade de Deus, somos chamados a ser fiéis no compromisso com Ele, mantendo uma resposta constante de amor, confiança e entrega. Nossa atitude deve espelhar a de Maria Santíssima na Anunciação: “Faça-se em mim segundo a tua vontade” (Lc 1,38). Perseverar significa continuar firmes diante das dificuldades, resistir diariamente às tentações e ao pecado que insiste em bater à nossa porta, e permitir que Jesus nos molde como vasos novos, transformando-nos em criaturas renovadas, vivas e santas. A perseverança não é um ato isolado; é uma prática diária, fruto de entrega, oração e intimidade com Deus, que nos fortalece e nos capacita a permanecer fiéis mesmo nos desertos da vida. Dificilmente podemos perseverar sozinhos. Nosso Deus é Uno e Trino, uma comunhão perfeita de amor, e nos criou para viver em comunhão, jamais isolados:
“Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18).
A vida cristã é, portanto, uma caminhada que exige apoio, partilha e participação na comunidade. Somos chamados a caminhar lado a lado com irmãos e irmãs na fé, encorajando-nos mutuamente, testemunhando a presença de Deus uns aos outros e fortalecendo nossa perseverança. Assim, mesmo em meio às tribulações, permanecemos firmes, confiantes e abertos à ação transformadora do Espírito Santo.
Deus ao longo da história, proveu comunitariamente seu povo com o alimento, roupa, e abrigo em sentido espiritual, para
que não vivessem só e entregues à própria vontade:
-1Crônicas 28,8: “Por
isso, agora declaro a vocês diante de todo o Israel, a assembleia do SENHOR, e
diante dos ouvidos do nosso Deus: tenham o cuidado de obedecer a todos os
mandamentos do SENHOR, o seu Deus, para que mantenham a posse desta boa terra e
a deem por herança aos seus descendentes para sempre.”
-2Crônicas 17,7-9: “No
terceiro ano do seu reinado, Josafá enviou as seguintes autoridades para
ensinarem a Lei de Deus nas cidades de Judá: Ben-Hail, Obadias, Zacarias,
Netanel e Micaías. Junto com eles foram os seguintes levitas: Semaías,
Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobe-Adonias.
Os sacerdotes Elisama e Jeorão também foram. Levaram consigo o Livro da Lei de
Deus, o SENHOR, e foram por todas as cidades de Judá, ensinando a Lei a todo o
povo.”
Jesus, durante sua vida na terra, ensinou aos seus seguidores a viverem em fraternidade, guiados pelo amor ao próximo, e a submeterem suas vidas à lei de Deus, e não às próprias vontades ou interesses pessoais. Seu ensinamento é um chamado à humildade, à solidariedade e à fidelidade à vontade divina em todos os aspectos da vida. Hoje, Deus continua a prover o Seu povo, conquistado pelo sangue de Seu único Filho na cruz. Essa provisão não se limita apenas às necessidades materiais, mas inclui alimento, abrigo e vestes em sentido espiritual, fortalecendo a alma, renovando o coração e sustentando-nos no caminho da fé. Deus cuida de cada um com amor e misericórdia, garantindo que os fiéis sejam nutridos, protegidos e capacitados para viver uma vida plena em comunhão com Ele e com os irmãos.
O ALIMENTO
- Deuteronômio 8,3: “E
te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não
conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não
viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem.”
- Amós 8,11: “Eis
que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome
de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor.”
-Mateus 4,4: “Jesus
respondeu:Está escrito: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que
procede da boca de Deus”
Ao longo da história, Deus tem provido alimento espiritual àqueles que O buscam de coração aberto, pois nos criou livres e respeita nossa liberdade de escolha. No entanto, essa liberdade não nos isenta das consequências de nossas decisões. A fidelidade a Deus traz vida, alegria e sustento espiritual, enquanto a recusa em segui-Lo conduz à fome, à sede e à vergonha. Como nos ensina o profeta Isaías:
“Portanto assim diz o Senhor Deus: Eis que os meus servos comerão, mas vós padecereis fome; eis que os meus servos beberão, porém vós tereis sede; eis que os meus servos se alegrarão, mas vós vos envergonhareis” (Isa 65,13).
Este versículo nos lembra que a provisão divina é real e abundante para aqueles que se voltam para Ele, enquanto a rejeição de Deus e a busca por caminhos próprios resultam em vazio e insatisfação. Deus oferece sustento espiritual pleno, mas é necessário responder com fé, confiança e perseverança, escolhendo segui-Lo verdadeiramente.
Alimento espiritual de forma
comunitária:
- Deuteronômio 4,10:
“O dia em que estiveste perante o Senhor teu Deus em Horebe, quando o Senhor me
disse: Ajunta-me este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, e
aprendê-las-ão, para me temerem todos os dias que na terra viverem, e as
ensinarão a seus filhos”.
Nos primeiros séculos da Igreja, logo após a morte de Jesus, os cristãos não apenas professavam a fé individualmente, mas também se organizavam em comunidade, reunindo-se para instrução, oração e encorajamento mútuo. Essa vida comunitária fortalecia a fé de cada um e permitia que a Igreja crescesse de maneira sólida e sustentável, promovendo a comunhão, o amor fraterno e a prática concreta do evangelho. Como nos relata o livro de Atos:
“Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos” (At 2,46-47).
Este texto revela que a vida cristã é inseparável da comunhão e do compartilhamento. A fé cresce quando somos guiados pelo amor, pela alegria e pela sinceridade, celebrando juntos a presença de Deus e testemunhando Sua ação no mundo. A comunidade, portanto, é não apenas um espaço de aprendizado, mas também um instrumento da graça divina, através do qual Deus acrescenta continuamente novos membros ao Seu Reino.
Hoje, Deus continua a prover oportunidades de encontro e aprendizado comunitário, com o mesmo propósito que guiava os primeiros cristãos: crescer na fé, compartilhar dons e edificar uns aos outros. Como nos ensina São Paulo:
“Que fareis, pois, irmãos, quando vos ajuntais? Cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1Cor 14,26).
A vida cristã não foi feita para ser vivida isoladamente. Sozinho, é muito difícil perseverar na fé, entender as Escrituras e colocar os ensinamentos de Deus em prática. Todos nós já tentamos ler a Bíblia inteira, mas muitas vezes desistimos por não compreender plenamente o que está escrito. Por isso, Deus nos dá a comunidade e o ensino, para que possamos crescer juntos.
O episódio do Eunuco Etíope ilustra perfeitamente essa realidade:
“E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse. E o lugar da Escritura que lia era este: ‘Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua boca. Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; e quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra.’ E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo, ou de algum outro?” (Atos 8,30-34)
Este relato nos ensina que a compreensão da Palavra de Deus muitas vezes exige orientação, explicação e comunhão com irmãos mais experientes na fé. O cristão não é chamado a caminhar sozinho; somos convidados a nos reunir, a ensinar e a aprender mutuamente, permitindo que a graça de Deus atue plenamente em nossas vidas e nos transforme de forma verdadeira e duradoura.
PARA PERSERVERARMOS
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A perseverança na fé não é fruto do esforço isolado ou da boa vontade humana apenas. Para permanecermos firmes no caminho de Cristo, é necessário receber o alimento espiritual adequado, nutrindo-se da Palavra de Deus e da doutrina verdadeira, que fortalece o coração e guia os passos do cristão. Como nos ensina São Paulo:
“Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, gerado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido” (1Tm 4,6).
O versículo nos mostra que a fidelidade à boa doutrina e à Palavra de Deus é essencial para o crescimento espiritual e a perseverança. Assim como o corpo precisa de alimento seguro e nutritivo para se fortalecer, a alma precisa ser sustentada pelo ensino correto e pela orientação da fé autêntica. Somente assim podemos resistir às tentações, superar os desafios e caminhar firmes até o fim da jornada cristã, transformando-nos verdadeiramente em discípulos de Cristo.
AS REUNIÕES COMUNITÁRIAS NOS PROPORCIONAM,
ENSINO, CONHECIMENTO, E ENCORAJAMENTO PARA PERSEVERARMOS ATÉ O FIM
A vida cristã não é feita para ser vivida de forma isolada. As reuniões comunitárias são um espaço essencial para o crescimento espiritual, pois nelas recebemos ensino, orientação e encorajamento que nos fortalecem para perseverar até o fim. É na comunhão com os irmãos que a fé se renova, o conhecimento da vontade de Deus se aprofunda e o coração se enche de coragem para enfrentar as dificuldades da caminhada cristã. Como nos ensina São Paulo aos Colossenses:
“Por esse motivo, desde o dia em que ficamos sabendo de tudo isso, nunca paramos de orar em favor de vocês. Pedimos a Deus que encha vocês com o conhecimento da sua vontade e com toda a sabedoria e compreensão que o Espírito de Deus dá. Desse modo, vocês poderão viver como o Senhor quer e fazer sempre o que agrada a Ele. Vocês vão fazer todo tipo de boas ações e também vão conhecer a Deus cada vez mais. Pedimos a Deus que vocês se tornem fortes com toda a força que vem do glorioso poder dele, para que possam suportar tudo com paciência” (Cl 1,9-11).
Paulo também reforça aos Romanos a importância da comunhão e do encorajamento mútuo:
“Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados; Isto é, para que juntamente convosco eu seja consolado pela fé mútua, assim vossa como minha” (Rm 1,11-12).
Esses textos nos ensinam que a fé se fortalece quando compartilhada, que o conhecimento e a experiência de Deus se aprofundam na comunhão e que o encorajamento fraterno é indispensável para resistir às dificuldades e permanecer firmes na jornada cristã. A igreja como comunidade não é apenas um lugar de reunião, mas um instrumento da graça de Deus, onde todos são edificados e fortalecidos para viver plenamente a fé em Cristo.
A ROUPA NOVA QUE
DEUS NOS DÁ PARA A CAMINHADA COMUNITÁRIA
Na vida cristã, Deus nos concede uma “roupa nova” espiritual, uma armadura que nos protege e nos capacita a caminhar firmes na fé, mesmo diante das dificuldades. Essa vestimenta é recebida e cultivada na comunhão com os irmãos, na oração, na perseverança e na prática dos valores do Evangelho. Como nos ensina São Paulo:
“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6,10-18).
Além da armadura espiritual, somos chamados a nos revistar das virtudes que refletem o caráter de Cristo: compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência e amor, que se tornam o elo perfeito que mantém a comunidade unida.
“Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito” (Cl 3,12-14).
Não podemos negar que a vida comunitária apresenta desafios e limitações, tanto nossas quanto dos irmãos. Como em uma corrida, onde Cristo é a meta, nem todos avançam no mesmo ritmo ou desenvolvem as mesmas virtudes na mesma intensidade. Às vezes os outros nos parecem difíceis, e nós mesmos podemos ser difíceis para os outros. Por isso, a paciência, a tolerância e o perdão são fundamentais para não desistirmos da comunidade.
“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos...” (1Cor 1,10)
“Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo” (Tg 3,2)
Assim, a “roupa nova” que Deus nos dá não é apenas proteção individual, mas também um chamado à vida comunitária transformadora, onde aprendemos a crescer juntos na fé, a nos suportar mutuamente e a refletir o amor de Cristo em nossas ações diárias. Podemos escolher amigos, mas os irmãos, quem nos dá de presente para o nosso crescimento, é Deus.
E SE ALGUEM DA COMUNIDADE CRISTÃ NOS
OFENDER? O QUE FAZER?
Na vida comunitária e na caminhada cristã, inevitavelmente encontraremos ofensas, desentendimentos e situações de conflito. A Bíblia nos ensina que a resposta do cristão não deve ser a vingança, mas o perdão e a misericórdia, seguindo o exemplo de Cristo. O livro do Eclesiástico nos alerta:
“Aquele que quer vingar sofrerá a vingança do Senhor, que guardará cuidadosamente os seus pecados. Perdoa ao teu próximo o mal que te fez, e teus pecados serão perdoados quando o pedires. Um homem guarda rancor contra outro homem, e pede a Deus a sua cura! Não tem misericórdia para com o seu semelhante, e roga o perdão dos seus pecados! Ele, que é apenas carne, guarda rancor, e pede a Deus que lhe seja propício! Quem, então, lhe conseguirá o perdão de seus pecados? Lembra-te do teu fim, e põe termo às tuas inimizades, pois a decadência e a morte são uma ameaça para aqueles que transgridem os mandamentos. Lembra-te do temor a Deus, e não fiques irado contra o próximo. Lembra-te da aliança com o Altíssimo, e passa por cima do erro que o teu próximo cometeu inadvertidamente” (Eclo 28,1-9).
São Paulo reforça esse ensinamento aos Colossenses:
“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Cl 3,12-13).
O próprio Jesus nos ensina o princípio do amor ativo e universal:
“Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7,12).
E nos lembra que o verdadeiro amor vai além do que é fácil ou conveniente:
“Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?” (Mt 5,46-47).
Finalmente, Jesus declara que o amor mútuo é o sinal distintivo de seus discípulos:
“Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (Jo 13,35).
Portanto, perdoar, amar e suportar uns aos outros é fundamental na vida cristã. Não se trata apenas de evitar conflitos, mas de viver uma fé concreta, transformadora e visível, que reflete o amor de Deus no mundo e testemunha que seguimos a Cristo de coração.
O ABRIGO SEGURO E
RESTAURADOR DA COMUNIDADE CRISTÃ
As reuniões comunitárias não são apenas encontros; elas representam um abrigo seguro e restaurador, que nos protege das dificuldades do mundo, dos ataques do inimigo e até das nossas próprias inclinações e fraquezas. É nesse espaço de comunhão que encontramos apoio, encorajamento e restauração, permitindo que a fé floresça mesmo em meio aos desafios. Como nos recorda São Paulo a Tito:
“Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros” (Tt 3,3).
Na comunidade, porém, aprendemos a suportar, apoiar e carregar as cargas uns dos outros, cumprindo assim a lei de Cristo:
“Levai os fardos uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6,2).
Além disso, a comunidade cristã nos ensina que a verdadeira alegria e felicidade estão no serviço e na generosidade:
“Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Há maior felicidade em dar do que em receber’” (At 20,35).
Dessa forma, a comunidade não é apenas um lugar de encontro, mas um refúgio restaurador, onde somos fortalecidos, ensinados e encorajados a viver uma fé concreta, apoiando-nos mutuamente, crescendo no amor de Cristo e resistindo às dificuldades da vida cristã.
SE PERMITIR SER
PASTOREADO PARA NÃO SER UMA OVELHA DESGARRADA ENTREGUE AOS PRÓPRIOS CAPRICHOS
Na vida cristã, permitir-se ser pastoreado é essencial para não se tornar uma ovelha desgarrada, entregue aos próprios caprichos e inclinações. Deus nos providenciou pastores e líderes espirituais para nos guiar, ensinar e proteger, conduzindo-nos ao caminho seguro da fé e da santidade. O profeta Jeremias nos lembra dessa promessa divina:
“E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará, diz o Senhor” (Jr 23,4).
E Jesus mesmo, ao olhar para as multidões, reconheceu a necessidade de liderança e cuidado pastoral:
“Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor” (Mt 9,36).
Portanto, aceitar ser guiado por pastores legítimos não é uma limitação, mas um ato de sabedoria e humildade. É reconhecer que a fé se fortalece na orientação de quem Cristo confiou para apascentar o Seu rebanho, evitando que nos percamos em caminhos perigosos e incertos.
SEJAMOS DÓCEIS AOS NOSSOS BONS PASTORES (PAPA, BISPOS, PADRES E LIDERANÇAS DA COMUNIDADE)
Na caminhada cristã, a obediência e a docilidade aos bons pastores são fundamentais para que possamos crescer na fé e permanecer no caminho seguro de Cristo. Os pastores, guiados pelo Espírito Santo, velam por nossas almas, nos protegem das ciladas do inimigo e nos conduzem à vida plena em Deus. O profeta Isaías nos oferece uma bela imagem da proteção e cuidado que um pastor exerce sobre seu rebanho:
“E será aquele homem como um esconderijo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta” (Is 32,2).
São Paulo, na carta aos Hebreus, reforça a importância de obedecer e submeter-se aos pastores, reconhecendo a responsabilidade espiritual que eles carregam:
“Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil” (Hb 13,17).
Ser dócil aos pastores não é perda de liberdade, mas um ato de humildade e sabedoria, que nos permite crescer espiritualmente sob a proteção de Deus, evitando desvios e fortalecendo nossa perseverança na fé. Quando acolhemos seus ensinamentos com confiança e amor, toda a comunidade é edificada, e cada cristão é conduzido à plenitude da vida em Cristo.
Conclusão: Fé, conversão e perseverança — o caminho para o grande tesouro
A fé que salva é, acima de tudo, a fé que persevera. Ela não se reduz a um instante de emoção ou a uma decisão momentânea; é uma caminhada contínua, que exige firmeza, constância, docilidade e entrega total a Deus. A conversão, longe de ser um evento isolado, é o ponto de partida de uma jornada espiritual que se desdobra ao longo de toda a vida. Cada passo dado em direção a Cristo demanda coragem, paciência e confiança na ação da graça divina.
Sustentados pela Palavra de Deus, nutridos pela oração, fortalecidos na comunhão da comunidade cristã e guiados pelo pastoreio legítimo, podemos trilhar o caminho da santidade com confiança e determinação. Perseverar significa permanecer em Cristo, mesmo diante das dificuldades, confiando em Suas promessas e aceitando a orientação dos meios que Ele próprio instituiu para nossa salvação. Cada ato de fé, cada momento de entrega e cada instante de obediência se tornam degraus na escada que nos conduz ao Céu.
Devemos sentir profunda gratidão a Deus por essa maravilhosa provisão de Sua graça e misericórdia, manifestada continuamente através de Sua Igreja. Não nos deixemos refrear pelo medo do julgamento alheio, nem constranger pelas críticas de quem não compreende nossa caminhada. O essencial é que estamos trilhando o caminho certo, assimilando e encarnando conhecimentos sobre Deus, Sua Igreja e sobre nós mesmos. Esse aprendizado nos fortalece para a perseverança final, aquela que nos conduz à vida eterna. E, acima de tudo, não podemos esquecer: ao perseverar e permanecer firmes em Cristo, encontramos o grande tesouro que dá sentido pleno à nossa existência. Esse tesouro é a própria presença de Deus, a comunhão plena com Ele e a certeza de que nada do que deixamos para trás se compara à alegria eterna que nos espera. Quem encontra esse tesouro percebe que todo esforço, toda renúncia e toda fé valeram a pena, pois agora está enriquecido com aquilo que realmente importa: a vida eterna e o amor incomensurável de Deus. Como nos ensina Jesus:
-“O reino dos céus é como um tesouro escondido em um campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo. O reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou” (Mt 13,44-46).
-“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6,19-21).
-“Respondeu Jesus: Digo-lhes a verdade: Ninguém que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou campos, por causa de mim e do evangelho, deixará de receber cem vezes mais já no tempo presente — casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, e com eles perseguição; e, na era futura, a vida eterna” (Mt 10,29-31).
Portanto, a grande pergunta que cada coração cristão deve fazer a si mesmo é:
Estou disposto(a) a seguir Jesus nesse itinerário de fé, conversão e perseverança até o fim de minha vida?
Devemos lembrar que somos como uma pequena plantinha: frágil, incapaz de sobreviver sozinha. Se não formos continuamente regados e cuidados, secamos, murchamos e, por fim, morremos.
*Francisco José
Barros de Araújo – Bacharel em Teologia pela Faculdade Católica do RN, conforme
diploma Nº 31.636 do Processo Nº 003/17 - Perfil curricular no
sistema Lattes do CNPq Nº 1912382878452130.
BIBLIOGRAFIA:
-CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (CNBB). Iniciação à Vida Cristã: diretrizes para a catequese no Brasil. 4. ed. Brasília: CNBB.
-CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (CNBB). Diretório de Catequese. Brasília: CNBB.
-SANTOS, Pe. João José. Catequese e Evangelização: fundamentos e práticas. São Paulo: Paulinas, 2012.
-VANIER, Jean. Comunidade e fé: caminhos de iniciação cristã. Petrópolis: Vozes, 2000.
-KOVACS, Pe. José. A iniciação cristã de adultos: catecumenato e formação. Curitiba: Loyola, 2008.
-CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (CNBB). Subsídios para a catequese de jovens e adultos: propostas pastorais. Brasília: CNBB, 2010.
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