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A igreja e as pessoas hermafroditas (intersexualismo, ou androginismo)

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 1 de julho de 2020 | 21:29







O SEXO CROMOSSÔMICO REFUTA O TRANSEXUALISMO



O SEXO GENÉTICO: O sexo genético é o que define a sexualidade do individuo, masculino ou feminino por meio dos cromossomos que são filamentos do DNA localizados no centro das células.





Determinação Genética do Sexo Cromossômico:




As diferenças sexuais entre machos e fêmeas, “do ponto de vista da genética, o homem é definido por um cromossomo X e outro Y. A mulher, por um par de cromossomos X.” (MAGALHÃES, 2010, p. 154).



Conforme afirma Regateiro (2007, p. 318): “O sexo cromossômico de um embrião é determinado no momento da fecundação do ovócito. Se um ovócito 23, X é fecundado por um espermatozoide 23, X, origina-se um embrião em que o sexo cromossômico é feminino, ou seja, 46, XX. Se o ovócito 23, X é fecundado por um espermatozoide 23, Y, origina-se um embrião em que o sexo cromossômico é masculino, ou seja, 46, XY”.




O sexo genético do zigoto, afirmam Guerra e Júnior (2002, p. 6), “[...] é estabelecido pela fertilização de um óvulo normal por um espermatozoide contendo um cromossomo X ou Y. Em humanos, o sexo heterogamético (XY) é masculino e o homogamético é feminino (XX)”.



A programação genética fornece um equilíbrio de proporções (entre sexos) muito próximo, garantindo a perpetuação da espécie, uma geração após a outra, conforme afirma Pasternak (2002, p. 65, grifo nosso):



“Em homens férteis, metade dos espermatozoides possui um cromossomo Y e a outra metade possui um cromossomo X. Todos os ovos não fertilizados de uma mulher recebem um único cromossomo X. Consequentemente, em uma população, metade da geração seguinte será XX (mulheres) e a outra metade será XY (homens) (Figura 3.14). A segregação dos cromossomos sexuais durante a meiose é uma forma eficiente de manter as proporções sexuais próximas de 1:1, de uma geração para outra. Com esse sistema de determinação do sexo, todos os filhos herdam um cromossomo Y de seus pais.Portanto, conforme a genética afirma há somente dois sexos na espécie humana, o gênero masculino e o gênero feminino. Os transexuais que nasceram do sexo masculino terão cariótipo cromossômico XY como os demais homens, enquanto, os transexuais que nasceram do sexo feminino terão cariótipo cromossômico XX como as demais mulheres. Não há outros sexos no sentido genético, ou seja, ninguém é gerado ou nasce homossexual, travesti ou transexual. Todos somos homens ou mulheres, a orientação sexual é uma escolha que o indivíduo segue, no caso de homossexuais, travestis e transexuais ela é contrária a sua natureza genética, sendo influenciada não como uma imposição da natureza, como querem dizer alguns se justificando que nasceram assim, mas, pelas imposições ou escolhas encontradas meio onde vivem”.



Hermafroditismo



Nessa parte do estudo entenderemos que o transexual não é um hermafrodita, e qual é a diferença entre hermafroditas e transexuais? Encontram-se registros na história relacionados a problemas de ambiguidade genital, desde a mais remota antiguidade:



“...existem referências a casos de intersexualidade humana. De fato, os registros deixados pelos habitantes da antiga Babilônia, dois mil anos antes da era cristã, indicam que o nascimento de indivíduos andróginos era até mesmo considerado um mal presságio (“Quando nascer uma criança que tenha o sexo não definido, calamidade e aflição ocorrerão neste reino, e o chefe da família não terá felicidade”). Na mitologia grega, por sua vez, encontra-se a figura de Hermafroditus, filho de Hermes e Afrodite, indivíduo de rara beleza por quem se apaixonou uma ninfa chamada Salmacis. Rejeitada, ela pediu aos deuses que jamais se separassem; já Hermafroditus preferia morrer a submeter-se ao seu amor. Ambos foram atendidos: foram unidos pelos deuses em um único ser com os dois sexos, seguindo-se de imediato a morte” (conforme afirmam Guerra e Júnior- 2002, p.31).


“Com o desenvolvimento da anatomia, surgiram os primeiros estudos possibilitando a diferenciação do Hermafroditismo Verdadeiro - HV (indivíduos que apresentam os dois tipos de tecido gonadal, testículos e ovários), dos casos de pseudo-hermafroditismo masculino e feminino (um único tipo de tecido gonadal associado a anomalias dos genitais externos e/ou internos), e também daqueles em que havia ausência de gônadas. Os indivíduos portadores do hermafroditismo verdadeiro têm os dois tipos de tecido gonadal, os testículos e os ovários” (Segundo Guerra e Júnior,2002)



Pseudo-hermafroditismo:



Quando há discordância entre os caracteres fenótipos ou genitais e os gonádicos e cromossômicos, e isso se pode dar em duas situações:


1)-Pseudo-hermafroditismo feminino: os genitais são masculinos (mais ou menos diferenciados) enquanto as gônadas e os cromossomos são femininos, ex. Síndrome androgenital congênita.


2)-Pseudo-hermafroditismo masculino: os genitais são femininos, mas as gônadas e os cromossomos são masculinos, isto é, testiculares, ex. Síndrome de Morris ou do testículo feminilizante.



Apesar dos avanços da biologia molecular, o diagnóstico continua tão obscuro quanto era ao tempo do mito de Hermafroditus na Grécia antiga.



“Existe hermafroditismo 46,XX e homem 46,XX, e hermafroditismo 46,XY e disgenesia gonadal parcial XY, classificados como distúrbios da diferenciação gonadal. Algumas anomalias não levam à ambiguidade genital tendo claro diagnóstico do fenótipo correspondente. Porém, há casos onde não é possível definir o fenótipo” (Segundo Guerra e Júnior - 2002, p. 33)



“O hermafroditismo verdadeiro (HV) é uma doença rara, com cerca de quatrocentos casos descritos na literatura” (Segundo Guerra e Júnior - 2002, p.53).



Segundo Guerra e Júnior (2002):



“Os indivíduos com hermafroditismo verdadeiro podem ter uma apresentação clínica de homem ou mulher normal e fértil. Mas, na maioria dos casos há a ambiguidade genital, com diferenças da genitália externa para a interna, estes indivíduos podem ter ao mesmo tempo testículos e ovários (ovotestis) com predomínio do genital interno para o sexo feminino. O tipo de gônada mais frequente é o ovotestis, seguido de ovário e mais raramente testículo. A partir da puberdade mais de três quartos apresentam aumento de mamas e cerca de 50% menstruam. A ovulação não é rara, e a gravidez e o nascimento de crianças podem ocorrer em pacientes com cariótipo 46,XX. Já foi relatado um caso de um pai com HV e cariótipo 46,XY. No entanto a espermatogênese é rara”.




O tratamento segundo afirma Guerra e Júnior (2002):



“Depende da faixa etária em que foi feito o diagnóstico e da capacidade funcional dos genitais externos e internos. Quando diagnosticado em idade precoce, a melhor opção de criação é a do sexo feminino, em pacientes com constituição cromossômica 46,XX, todo o tecido testicular deve ser removido. Os pacientes com constituição cromossômica 46,XX que foram criados como homens, devem ser gonadectomizados, com colocação de prótese testicular e reposição hormonal na puberdade.O sexo masculino deve ser a opção para indivíduos com quimerismo ou cariótipo 46,XY, especialmente quando houver um bom desenvolvimento fálico, ausência de útero e vagina e presença de testículo e ovário.Independente da opção de sexo de criação é fundamental que se façam as correções cirúrgicas internas e externas, de acordo com a opção feita, e realizar a reposição hormonal adequada na época da puberdade.Essas várias formas de anomalias que dizem respeito aos componentes físicos do sexo não configuram o que se define como transexualismo propriamente dito. O transexualismo se define como um conflito entre o sexo físico "normal" e a tendência psicológica que é sentida numa direção oposta. Na quase totalidade dos casos, trata-se de indivíduos de sexo físico masculino que, psicologicamente, se sentem mulheres e tendem a se identificar com o sexo feminino. São muito raros os casos em sentido contrário, ou seja, de indivíduos fisicamente mulheres que pretendem se tornar homens.






Hermafroditas, portanto, são indivíduos que nascem com anomalias nas gônadas e/ou no código genético (cromossomos). Porém, os transexuais nascem com as gônadas correspondentes e perfeitas com o seu código genético (cromossomos), contudo, eles psicologicamente acreditam pertencer ao outro sexo. A anomalia do hermafrodita é física, gonadal e/ou cromossômica. A anomalia do transexual é psicológica”.




Intersexuais: do ponto de vista teológico, uma terra de ninguém?




Num mundo em que Deus “criou homem e mulher”, qual é o lugar dos católicos intersexuais?



Conforme o espírito e a tradição de Santo Tomás de Aquino, é necessário fazer uma contextualização, e não um debate, sobre a condição conhecida como “intersexualidade”, antigamente chamada, de forma redutiva e às vezes pejorativa, de hermafroditismo. Santo Tomás começava as suas pesquisas estudando tema por tema e considerando todos os lados de cada questão antes de chegar a uma conclusão. Esta forma dialética de pensar, em que cada lado da questão era explorado exaustivamente, contrasta com as formas modernas de pensamento, que, muitas vezes, enfatizam a defesa de uma determinada posição ou tentam fazer com que os fatos se adaptem a alguma ideologia.



A condição médica da intersexualidade tem recebido pouca atenção da Igreja



Ela não é mencionada no catecismo. Eu não consegui encontrá-la em declarações papais. Não encontrei nada no Direito Canônico que aborde esta anomalia médica. No entanto, um número significativo de pessoas, em todo o mundo, experimenta esta condição, que é médica, não psicológica. E a ignorância a respeito desta condição torna difícil que as pessoas intersexuais recebam a devida empatia e aceitação.



A Bíblia poderia ser usada para oferecer uma resposta?



O Gênesis diz, claramente, que Deus criou dois sexos separados, masculino e feminino. Isso foi antes da queda de Adão e Eva, de modo que alguns poderiam supor que a condição sexual ambígua seria resultado do pecado original. Há quem ache que existe na Bíblia, sim, uma menção à intersexualidade: em Isaías 56,3, fala-se da pessoa que é “uma árvore seca”. No entanto, pode muito bem tratar-se de uma referência a outras realidades.




Os eunucos, por sua vez, têm uma definição mais clara:



São homens que foram castrados, muitas vezes para servirem na corte do rei ao lado das mulheres sem risco de manterem contato sexual com elas e, portanto, de as engravidarem. Outro versículo da Bíblia, porém, sugere que eles nasceram assim (Mateus19,12). A história e a tradição da própria Igreja define o ser humano como ou do sexo masculino ou do sexo feminino. Pode-se assim, reflexivamente, adotar o ponto de vista de que não há nenhuma condição sexual verdadeiramente ambígua e que o masculino ou o feminino predominam em todos os casos. Nesta perspectiva, não haveria nenhum problema teológico.



LGBTQI+...(?)




À medida que a ciência moderna descobre mais e mais aspectos biológicos importantes sobre os gêneros, uma pessoa razoável poderia se perguntar se essas novas informações têm relevância para a doutrina da Igreja. Assim como Santo Tomás trouxe contribuições da filosofia "pagã" para o tesouro da Igreja, talvez algum Santo Tomás contemporâneo possa resolver esta área intimidante da sexualidade.




Uma pessoa intersexual não é uma pessoa transexual




A definição mais aceita de pessoa transexual é a de alguém cuja "identidade psicológica" está em desacordo com a sua condição biológica de nascença. Isto significa, por exemplo, que um homem biologicamente normal poderia ver a si mesmo com identidade feminina. Para obviar a esta situação, muitos transexuais procuram a cirurgia de mudança de sexo. Um aspecto extremamente controverso da chamada cirurgia de “reconfiguração de gênero” diz respeito à sua aplicabilidade a crianças. Há legislações que hoje aceitam esta definição de transexualidade e já foi registrado pelo menos um caso em que um juiz determinou que o Estado era responsável por bancar a cirurgia de reconfiguração sexual de um cidadão presidiário.




Os últimos 150 anos de história dos chamados "transtornos de identidade de gênero", como opostos ao conceito de intersexualidade, podem trazer mais confusão do que clareza.



No final do século XIX, médicos militares começaram a identificar condições sexuais que pareciam ir além das categorias de masculino e feminino. Eles as chamaram de “pseudo-hermafroditismo” e “hermafroditismo”. Os pseudo-hermafroditas estão, provavelmente, mais próximos da atual definição de transexual. Um século atrás, os hermafroditas eram definidos como pessoas que tinham verdadeiros ovários e, ao mesmo tempo, pênis e testículos funcionais, condição vista como uma impossibilidade médica.



Na década de 1920, uma visão filosófica, e não uma descoberta médica, traçou uma distinção arbitrária entre "identidade sexual de gênero" e "identidade sexual biológica"



Alegou-se que uma pessoa pode desenvolver uma identificação sexual diferente da própria condição biológica, devido a fatores ambientais ou culturais. O polêmico trabalho de John Money, da Universidade Johns Hopkins, hoje bastante desacreditado, seguiu essa linha filosófica e sociológica.



A pessoa intersexual é definida de forma diferente



Devido a muitos avanços médicos nos últimos 20 anos, tem havido muitas descobertas sobre diferenças biológicas em homens e mulheres que vão além da presença ou ausência do pênis ou da vagina. Devido a isso, é difícil, para os médicos ou para qualquer pessoa, afirmar com certeza definitiva se a pessoa é homem ou mulher. As seguintes condições médicas, em diferentes combinações, podem estar presentes no que é designado como uma pessoa intersexual:




Deficiência de 5-alfa redutase; síndrome de insensibilidade aos andrógenos, afalia, clitoromegalia; hiperplasia adrenal congênita; disgenesia gonadal; mosaicismo relativo aos cromossomos sexuais; ovotestículos; virilização induzida pela progesterona; síndrome de Swyer; síndrome de Turner; e síndrome de Klinefelter.



Encontrei uma discussão interessante sobre a compreensão da condição intersexual dentro da teologia católica e do direito canônico no site "Respostas Católicas", provavelmente o maior apostolado de apologética e de evangelização dos Estados Unidos. Um leitor intersexual abriu a discussão em um dos fóruns:




"Qual é a posição da Igreja sobre a intersexualidade e a transexualidade?"




Outro leitor afirmou:



“Eu tentei durante mais de 3 anos obter uma resposta direta da Igreja sobre o sexo que eu tenho hoje. Medicamente, fui diagnosticado com ‘grave androgenização de mulher não-grávida’, mas a visão da Igreja pode ser completamente diferente. Minhas cartas e e-mails não foram respondidos e a minha pergunta não foi abordada na seção ‘Pergunte a um apologista’, aqui no fórum”.



Um terceiro leitor comentou:




"Um texto do Vaticano define a transexualidade como um transtorno psíquico de pessoas cuja constituição genética e características físicas são, sem ambiguidade, de um sexo, mas elas se sentem pertencentes ao sexo oposto". Note-se que isto não define a intersexualidade.




Eis o que escreveu, por sua vez, um quarto leitor, que se identificou como canonista:



As regras são:



1. A Igreja define os termos que emprega para representar o que ela quer dizer em sentido muito técnico. Assim, não podemos assumir que ela esteja usando os termos da mesma forma que nós usaríamos: muitas vezes, interpretamos mal o que a Igreja quer dizer quando aplicamos os nossos entendimentos à sua linguagem técnica.


2. A Igreja só legisla em matérias das quais tem certeza, porque se dirige a uma audiência mundial.



3. Há muitas questões sobre as quais a Igreja permanece em silêncio. Silêncio na legislação da Igreja significa que não há uma certeza que possa ser transformada em regra geral. Não se legisla até se ter certeza moral sobre uma questão. Nos assuntos sobre os quais a Igreja permanece oficialmente em silêncio, deve-se recorrer à própria consciência, às leis que regem situações semelhantes e aos conselhos de um diretor espiritual ou confessor, para determinar a moralidade do tema em questão.



4. Todas as leis devem refletir a finalidade da Igreja, que é a salvação das almas.




Vamos então voltar àquela definição de transexualidade:



“Um transtorno psíquico de pessoas cuja constituição genética e características físicas são, sem ambiguidade, de um sexo, mas elas se sentem pertencentes ao sexo oposto”.




Se esta tradução está correta, não é uma definição acidental. Eu acredito que ela foi cuidadosamente elaborada para excluir aqueles cujo gênero é medicamente ambíguo. Esta definição específica de transexualidade se refere apenas àqueles que não têm nenhuma questão pendente, em termos biológicos e médicos, quanto à determinação do seu gênero. Assim, se você se encaixa nesta definição, de pessoa que é clinicamente de um gênero, mas, por alguma razão "psíquica", deseja mudar (por exemplo, você é mulher, mas quer ser do sexo masculino porque acha que os homens têm mais oportunidades), a Igreja considera esta situação como um transtorno mental que pode ser abordado de outras formas. Agora pense nisto usando as regras acima.




O "transexual" foi definido de forma bastante clara, considerando-se que a sua "determinação sexual não é ambígua". Eu acredito que é intencional o fato de esta definição não incluir as pessoas em torno de cuja identidade de gênero há elementos de ambiguidade biológica. Por quê? Porque esta questão é tão complexa e tem tantas variações que é impossível, legal e pastoralmente, fazer uma declaração que englobe todas estas permutações. Assim, em vez de tentar fazê-lo, a Igreja permanece intencionalmente em silêncio. Ainda mais animador: este silêncio vem depois de concluído o seu estudo sobre o assunto, o que parece indicar que a Igreja rejeitou o argumento do Dr. McHugh de que todas as questões de transexualidade têm origem mental. Os teólogos decidiram que a melhor e mais pastoral maneira de proceder é não encarar a questão de modo amplo, mas lidar de forma bem delimitada com este aspecto da transexualidade.




Se a Igreja não está abordando a questão da intersexualidade agora, não é por ter decidido evitá-la, mas por prudência e porque está esperando a descoberta de mais detalhes científicos. O que parece totalmente coerente com a fé, para mim: aprender sobre a condição intersexual é importante e promove a empatia tanto intelectual quanto emocional. A resposta mais cristã de todas, afinal, é entender e aceitar quem carrega esta enigmática e pesada cruz.



Há uma diferença entre a “ideologia de gênero” e os “transgêneros”




A primeira nega que haja sexo masculino e feminino definido para cada pessoa, e cada um deve “construir” a sua sexualidade dentro de uma vasta diversidade, a partir de suas experiências sociais. A criança transgênero seria aquela que nasce com um corpo masculino, mas com uma alma feminina, e vice-versa. Ou seja, a criança não se reconhece com o próprio sexo ao qual foi criado. É algo realmente preocupante e complexo.




O Catecismo da Igreja ensina que:



“Cabe a cada um, homem e mulher, reconhecer e aceitar sua identidade sexual” (n.2333).




Portanto, diante do que a Igreja nos ensina, os pais e educadores católicos, devem educar as crianças com tendência homossexual, no sentido de aceitar e se comportar segundo o seu sexo de nascimento. Os pais católicos devem ensinar seus filhos segundo o que nos ensina a Igreja. Além disso, “ser homem” e “ser mulher” são realidades queridas por Deus em sua igualdade e em sua diferença, um e outro têm uma comum dignidade. Deus cria a alma no momento da concepção da pessoa e de acordo com sua identidade sexual.



Dom Fernando Rifan, bispo de Campos, RJ, coloca a seguinte reflexão para rebater a possibilidade da pessoa nascer transgênero:



“A perfeita unidade entre a alma e o corpo se desfaz, o corpo tendo um sexo e a alma outro. A harmonia humana é desfeita.”(Fonte:http://www.cnbb.org.br/outros/dom-fernando-areas-rifan/16673-a-ideologia-de-genero. Acesso em 10.06.15)



Também há casos, muito raros, de hermafroditas, que nascem fisicamente com órgãos sexuais de homem e de mulher: 



A orientação da Igreja "é que os médicos optem pelo sexo mais acentuado e tratem da criança de modo a definir sua sexualidade preponderante". (Conforme Prof. Felipe Aquino - Cleofas / Ver no link bibliográfico ao final desta matéria).



















O Transexualismo a luz da Bíblia




O Brasil é um País laico, motivo pelo qual a maioria das decisões é tomada levando em conta os padrões sociais e culturais atuais do País, dos quais, depois de idealizados, são blindados por Leis votadas por legisladores portadores de diferentes padrões, morais, éticos e principalmente religiosos. Eles formulam através do ponto de vista científico, médico, social e psicológico não levando em conta os princípios religiosos que consideram como preconceituosos. O Cristão, inserido nessa sociedade, é regido por suas leis, comportamentos e padrões. Porém, não pode jamais compactuar com Leis que fogem ao padrão da palavra de Deus. A Bíblia sagrada é um conjunto de livros que contém a história da humanidade, ela apresenta desde o princípio, que Deus criou macho e fêmea:




“Ele, porém, respondendo, disse-lhes: não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea...” (Mateus, 19,4-5) com o intuito da reprodução.



O casal heterossexual é o caminho basilar para construção da vida e da família, estes se complementam de forma perfeita, pois se não for à união destes, a vida humana não teria continuidade. A Palavra de Deus é o instrumento da sua revelação ao homem. Dentre as muitas revelações apresentadas, ela mostra a queda do homem no pecado, este por sua vez trouxe suas consequências. Há um grande número de pecados enumerados pela Bíblia. Todavia, alguns não são apresentados especificamente. A degeneração da vida humana é uma marca do pecado, este atingiu o homem em todas as suas áreas, física, emocional e espiritual.



A busca pelo prazer e pela satisfação pessoal existe desde o princípio da humanidade. O esforço para satisfazer o seu ego, tem ultrapassado os limites da imaginação humana para isso o homem busca apoio em todos os segmentos da sociedade. No tocante ao assunto abordado, a mudança de sexo, pode ser analisada como pecado ou não a luz da Bíblia, porque há casos específicos em que a ciência trata uma anomalia sexual, ou seja, uma ambiguidade sexual, como é o caso de um hermafrodita, onde se faz necessário uma intervenção cirúrgica reparadora, para a cura e bem estar do indivíduo.



Todavia, a luz da Bíblia, o transexualismo, é pecado, como também a decisão do indivíduo transexual pela cirurgia de mudança de sexo que muda o uso natural, pois ele nasce perfeito sem nenhuma deformação física ou biológica, a bíblia refuta esta prática:




“Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; Porque até as mulheres mudaram o modo natural das relações intimas por outro, contrário à natureza. Semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (Romanos 1,26-27).



Percebe-se quanto a essa prática que eles buscam mudar o modo natural das suas relações sexuais em contrário a natureza da criação. Não devemos condenar a pessoa do transexual como ser humano criado por Deus, mas o pecado, que a Bíblia classifica como sendo todos os atos praticados pelos homens em discordância com os seus princípios e mandamentos, como o transexualismo:



“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus” (1ª Coríntios 6,10).



O transexualismo é psicológico, portanto, ligado às questões da alma humana e seus anseios, faz parte assim de questões da psique (espírito) e não do físico. Pode ser tratado através do redirecionamento do individuo que, submetido a uma consulta no divã do Criador (psicólogo por excelência) que também é capaz de curar os males tanto do corpo quanto da alma. O tratamento se dá através de sessões de relatos do paciente para o psicólogo (oração sincera) e as receitas já foram publicadas em diversos trabalhos do autor.



Compreende-se também pela Bíblia, que são reprovados tantos os que praticam quanto os que aprovam tais comportamentos:




“Ora conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (Romanos 1, 32).




No evangelho de Mateus 19,4-5, Jesus declara que ao princípio, o Criador os fez macho e fêmea, esta afirmativa bíblica citada aproximadamente há dois mil anos foi confirmada pela genética, quando no século vinte foi descoberto o sexo cromossômico. Quando um óvulo é fecundado por um espermatozoide gerando um zigoto normal, já possuirá o sexo definido, masculino ou feminino.








Portanto, um transexual masculino é um verdadeiro homem e a transexual feminina é uma verdadeira mulher, e isto está registrado nos filamentos (cromossomos) do DNA no centro de cada uma das células dos corpos de homens e mulheres transexuais ou não, está lá como a assinatura do Criador dizendo: "Macho e Fêmea os criei". 


Que maravilhosa revelação nos dá comprovando a própria ciência!






BIBLIOGRAFIA:



-http://reflexoesdateologia.blogspot.com/2013/02/o-sexo-cromossomico-refuta-o.html


-https://pt.aleteia.org/2014/06/15/intersexuais-do-ponto-de-vista-teologico-uma-terra-de-ninguem/


-https://cleofas.com.br/o-que-os-pais-catolicos-devem-pensar-sobre-o-caso-de-criancas-transgeneros/


-GUERRA, Andréa Trevas Maciel; JÚNIOR, Gil Guerra. Menino ou Menina? Os distúrbios da diferenciação do sexo. 1ª ed. Barueri-SP: Manole, 2002.


-MAGALHÃES, Naiara: O sexo forte. Revista Veja, p. 154, ed. 2190, 10 novembro 2010.


-PASTERNAK, Jack J. An introduction to human molecular genetics: mechanisms of inherited diseases. Tradução Ida Cristina Gubert, 1ª ed. Barueri-SP: Manole, 2002.


-REGATEIRO, Fernando J. Manual de Genética Médica. 2ª ed. reimp. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2007.



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