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Doutrina Cristã e Doutrina Maçônica - Conciliáveis ou totalmente inconciliáveis ?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 10 de novembro de 2012 | 10:23




MAÇONARIA: “Os maçons e os autores que lhes são favoráveis costumam argumentar que as iniciações maçônicas não impõem nenhuma doutrina como obrigatória. Ao contrário, ao indicar o dever de procurar sempre a verdade, a única coisa que transmitem é um método, colocando o homem na posição de eterno inquiridor. Contudo, levados às suas consequências lógicas, os princípios metodológicos descritos colocam uma fronteira muito clara: Tudo deve ser atingido pela razão natural. Por isso, tais princípios deveriam conduzir ao relativismo doutrinário, à negação de qualquer religião revelada e ao racionalismo. O papel redentor de Cristo, a mediação da Igreja e a sua autoridade hierárquica,verdades que conhecemos pela revelação divina e não por dedução da razão natural,deixam de ter sentido. A Igreja passa, assim, para o plano meramente humano, como instituição que pode ter os seus méritos, mas que também deve ser combatida, sempre que se oponha a esse primado da razão humana.”

“Em qualquer hipótese...devemos deixar bem claro que o ser católico e o ser maçônico são duas realidades diversas, verdadeiramente incompatíveis entre si.[Pe. Jesus Hortal, S.J., Maçonaria e Igreja: conciliáveis ou inconciliáveis?, pp. 83-84; 101 – São Paulo: Paulus, 2002. – (Coleção Estudos da CNBB; 66) 4ª edição.]




1)- Origem da Maçonaria:


Etimologicamente, este termo provém do baixo latim machio, macio que também se diz provir do alemão metz cortador de pedra e do francônio mattjo, cognato de sânscritomatya clube, e do inglês mason e do francês maçon pedreiro.  Um membro da maçonaria operativa ou especulativa.[1]


A exata origem da maçonaria é desconhecida, diz o Dicionário da Maçonaria de Joaquim Gervásio de Figueiredo: “As origens reais da maçonaria se perdem nas brumas da Antigüidade”.[2] 

Afirmam que começou com o Templo de Jerusalém, construído por Salomão.


A maçonaria, como a conhecemos hoje, segundo o já citado dicionário, no verbete Franco-maçonaria, foi fundada em 24 de Junho de 1717, em Londres.


A origem da maçonaria está ligada às lendas de Ísis e Osíris, Egito; ao culto a Mitra vindo até a Ordem dos Templários e a Fraternidade Rosa Cruz.

Segundo Jesus Hortal, em sua obra Maçonaria e Igreja: Conciliáveis ou Inconciliáveis:

“A maçonaria é um desdobramento das antigas corporações de pedreiros surgidas na Idade Média. Estas corporações, com o passar do tempo, chegaram a monopolizar a arte gótica, pois construíram uma multinacional da arquitetura. Seus artistas e pedreiros, que trabalhavam a pedra franca ou arenito, cujas marcas podem ser vistas nas grandes catedrais da Espanha, França, Inglaterra e Alemanha”.[3]


2)- História da Maçonaria:


Foi em 1717, data reconhecida pela própria maçonaria como da sua fundação, que quatro lojas maçônicas de Londres se unificaram dando origem a Grande Loja da Inglaterra, conhecida como Maçonaria Especulativa ou Franco-Maçonaria.


James Anderson, presbiteriano e John Desagulliers, huguenote, lideraram esse movimento. A Grande Loja de Londres é o berço da maçonaria.


Em 1723, James Anderson, publicou as constituições da maçonaria, sendo ainda hoje um documento universalmente aceito como base de todas as lojas maçônicas.

Estas Constituições foram levemente revisadas quinze anos depois de sua publicação.

Em abril de 1738, o papa Clemente XII promulgou a primeira condenação católica da maçonaria, na bula In Eminenti Apostulatus Specula.


3)- Influência da Maçonaria:


No Brasil a maçonaria esteve presente em importantes eventos a história; foi na casa de Silva Alvarenga que se formou uma academia literária, que, na verdade, era uma loja maçônica. Nela foi iniciado um moço chamado Tiradentes.

A bandeira da Inconfidência tinha o dístico libertas quae  sera tamem e o  triângulo maçônico.                                                     

Foi sob inspiração maçônica que a revolução republicana de 1817, em Pernambuco, teve início. Esse movimento fez D. João VI decretar a proibição da  Maçonaria.

Gonçalves Ledo e José Bonifácio com outros maçons tramaram a Inconfidência  do Brasil. Um mês após proclamar a independência, D. Pedro I  foi aclamado Grão-Mestre Geral da Maçonaria no Brasil. E o marechal Deodoro ocupava esse cargo ao proclamar a República, 1889. A maçonaria esteve presente desde a independência do Brasil à Proclamação da República de nosso país.


Nos EUA, operam nos EUA 15.300 lojas, seno mais de 33.700 lojas no mundo todo, e nada menos do que 14 presidentes deste país foram maçons, estacando-se entre eles: George Washington, James Monroe, Andrew Jackson, James Garfield, Franklin Delano Roosevelt e Geraldo Ford.


Hoje a maçonaria tem uma influência muito grande no Brasil e no mundo: são cerca de 6 milhões no mundo, em mais de 164 países, e cerca de 150 mil no Brasil.[4] 


Há uma quantidade grande de parlamentares, altos funcionários do governo, líderes religiosos, muitos empresários e membros de outras elites. Na inauguração do novo Palácio Maçônico de Brasília do Grande Oriente do Brasil, compareceram 120 parlamentares.

4)- Graus da Maçonaria:


É considerado maçom todo aquele que passar pelos três primeiros graus: Aprendiz, Companheiro e Mestre.


Os graus do Rito Escocês estão divididos em 4 séries: Graus simbólicos 1º ao 3º ; Graus capitulares 4º. ao 18º ; Graus filosóficos 19º ao 30º; e os Graus superiores 31º até o Grau 33º.

Graus Do Rito Escocês

Loja Azul ou Graus simbólicos:

1. Aprendiz
2. Companheiro
3. Mestre
Graus capitulares
4. Mestre Secreto
5. Mestre Perfeito
6. Secretário Íntimo
7. Chefe e Juiz
8. Superintendente do Edifício
9. Mestre Eleito dos Nove
10. Ilustre Eleito dos Quinze
11. Sublime Mestre Eleito
12. Grande Mestre Arquiteto
13. Mestre do Arco Real de Salomão
14. Grande Eleito Maçom
15. Cavaleiro do Oriente ou da Espada
16. Príncipe de Jerusalém
17. Cavaleiro do Leste e Oeste
18. Cavaleiro da Ordem Rosa Cruz

Graus filosóficos:

19. Grande Pontífice
20. Grande Ad-Vitam
21. Patriarca Noachita ou Prussiano
22. Cavaleiro do Machado Real
(Príncipe do Líbano)
23. Chefe do Tabernáculo
24. Príncipe do Tabernáculo
25. Cavaleiro da Serpente de Bronze
26. Príncipe da Misericórdia
27. Comandante do Templo
28. Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto
29. Cavaleiro de Santo André
30. Cavaleiro Cadosh

Graus superiores:

31. Inspetor Inquisidor
32. Mestre do Segredo Real
33. Grande Soberano Inspetor Geral


5)- Maçonaria e Religião:


Os maçons e a maçonaria procuram desmentir o fato de que a maçonaria seja uma religião.

Quando mostramos na literatura deles, nos mais renomados autores, características de religião na maçonaria, geralmente respondem:

“Isso é interpretação pessoal do autor e não representa a maçonaria...”


6)- Alguns ensinos da Maçonaria:


6.1)- Confissão do Primeiro Grau


No primeiro grau da maçonaria o candidato admite que é profano(gado), que está nas trevas em busca de luz, pois a maçonaria afirma que todos os que não são maçons estão em trevas.[5]

Resposta apologética:

A Palavra profano aparece em Hebreus 12.16 com relação à pessoa de Esaú.

Profano significa um homem secularizado. A Bíblia diz que éramos trevas antes de conhecermos a Jesus (Ef 5.8-12).

Jesus, a Luz do Mundo (Jo 8.12; 12.46) nos transportou do reino das trevas para o reino da luz (Cl 1.12-14) por isso somos filhos da luz (1 Ts 5.4,5).

Como pode o cristão aceitar essa condição de profanos e que estão em trevas, que vão buscá-la na maçonaria essa luz?


6.2)- O juramento iniciático da Maçonaria

Em cada grau o maçom é submetido a um juramento, e diz:


“Eu, (cita o seu nome), juro e prometo, de minha livre vontade e por minha honra e pela minha fé, em presença do Grande Arquiteto do Universo (uma das maneiras como os Mórmons se referem a Deus) e perante esta assembléia de maçons, solene e sinceramente, nunca revelar qualquer dos mistérios da maçonaria que me vão ser confiados, senão a um legítimo irmão ou em loja regularmente constituída; nunca os escrever, gravar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los.Se violar este juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado e meu corpo enterrado na areia do mar, onde o fluxo e o refluxo das ondas me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado sacrilégio para com Deus e desonrado para os homens. Amém.[6]

Resposta apologética

Enumeramos algumas objeções contra o citado juramento da maçonaria:

É proibido pela Bíblia (Mt 5.34; Tg 5.12; Lv 5.4).

a. Tem um caráter profano —  nele o cristão declara entregar o seu corpo para ser mutilado por uma sociedade secreta. O nosso corpo pertence a Deus e não estamos autorizados a entregá-lo a uma sociedade mundana. (1 Co 6.19,20)

b. Segredo organizado e sistemático – como é próprio da maçonaria, é contrário ao ensino bíblico (Jo 18.20; Mt 10.26,27; Mt 5.14,16), bem como a promessa de guardar segredos que ainda se ignora (Lv 5.4).


c. Um tal juramento é uma escravização da consciência. Não podemos, sem infidelidade, a Deus, submeter nossa consciência a um poder estranho  (2 Co 5.10).


 7)-Símbolos da Maçonaria e do ocultismo:


7.1)- esquadro: simboliza a moralidade.

7.2)- Compasso: que traz algumas vezes um G maiúsculo no meio: simboliza a espiritualidade; para a maioria dos maçons o G representa Deus como Geômetra e para outros representa o gnosticismo.

7.3)- A Estrela Flamejante (Pentagrama): Tem cinco pontas, talvez, remonte os pitagóricos, cujo número sagrado (como o dos maçons) era cinco.

7.4)- nível: Representa a igualdade - todos os homens devem ser nivelados no mesmo plano.

7.5)- prumo: Indica que o maçom deve ser reto no julgamento, sem se deixar dominar pelo interesse, nem pela afeição.

7.6)- sol: É a fonte da vida, a positividade da existência do homem.

7.7)- avental: Usado por todos os maçons durante as sessões. Representa a pureza, a inocência.

7.8)- A espada: É o símbolo da igualdade, da justiça e da honra. Corresponde a consciência e à presença divina na construção do templo.

7.9)- As colunas: São três as colunas no templo maçônico. Uma significa o masculino, a força; a outra, o feminino, a beleza; e a terceira, a sabedoria.


8)- Sobre o uso da Bíblia na Maçonaria:

A maçonaria se vangloria de honrar a Bíblia como a Palavra de Deus.

Ensina que a Bíblia é a grande luz da maçonaria, recomendando aos maçons que a estudem regularmente.

A maçonaria ensina que as três grandes luzes são: a luz da Bíblia, a luz do esquadro e a luz do compasso.


A maçonaria realmente crê na Bíblia, mas somente como um símbolo da vontade de Deus e não como fonte de ensinamento divino

Resposta apologética

O Senhor Jesus Cristo, a maior autoridade no céu e na terra (Mt 28.18), disse que:


a. A Bíblia e a Palavra de Deus e não simplesmente um símbolo ou uma alegoria  (Mc 7.13)
b. A Bíblia é para ser obedecida como a Palavra de Deus (Is 8.20)
c. Ela é inspirada por Deus (2 Tm 3.16,17)
d. Ela não foi dada por vontade humana (2 Pd 2.21)
e. Ela é a Verdade (Jo 17.17).

Isto é enfatizado repetidamente nas Santas Escrituras, enquanto a maçonaria nega a Bíblia como a literal Palavra de Deus.


9)- Deus na Maçonaria:



A maçonaria admite entre seus adeptos pessoas de  diversas crenças, logo tem em seu meio diversos diversas formas sincréticas de se Crer em Deus. Cada um cria seu deus a seu modo.


A maçonaria não desconsidera a crença em um Deus apenas, pelo contrário, exige que seus seguidores acreditem num ser supremo.

Embora a maçonaria não procure identificar seu deus, dá a ele um nome:


G.A.D.U –  Nome pelo qual na maçonaria se designa Allah, Logos, Osíris, Brahma, etc., dos diferentes povos, já que ali se considera o Universo como uma Loja ou Oficina em sua máxima perfeição.[7]


O deus da Maçonaria, como vemos, não é identificável: pode ser aceito pelos cristãos, hindus, budistas, islâmicas, judeus, etc. Logo ele não pode ser o mesmo deus.


Então, o que  a maçonaria na verdade quer dizer é que não aceita o Deus de qualquer religião, mas muda a crença em Deus de cada religião, numa forma única do GADU.


O que a maçonaria faz é uma confusão imensa de seus conceitos religiosos:


a)- Primeiro diz que não interfere nos princípios religiosos de cada seguidor;

b)- depois ensina o único nome pelo qual se deve chamar a Deus;

c)- e depois exige uma crença em um Ser Superior, ensinando que se alguém clama por deuses de diferentes nomes é somente porque não os conhece melhor devido a uma ignorância espiritual.


Resposta apologética:


O Deus da Bíblia adorado pelos  cristãos é conhecido por vários nomes, tratando-se na verdade do “único” Deus verdadeiro. Seus nomes são vários, como:

Adonay — Senhor (Is 6.1), Elohim — Deus (Gn 1.1), Yahweh — Javé ou Senhor (Êx 3.14), El Olam — Deus Eterno (Gn 21.33), El Elyon —Deus Altíssimo (Gn 14.19, 20), El Shaday —Deus Todo Poderoso (Gn 17.1).


A maçonaria se refere à sua divindade usando nomes para deuses considerados abomináveis a Bíblia.

A maçonaria não é apenas uma entidade com conceitos pagãos mas é o reavivamento dos antigos cultos pagãos de mistérios.

A Bíblia ensina que Deus não aceita outros deuses com Ele (Is 44.6, 8; 45.5) e que Deus é maior que os falsos deuses adorados pelos homens (2 Cr 2.5).


10)- Jesus Cristo para a Maçonaria:


A maçonaria ensina que Jesus foi meramente um homem fundador de uma  religião, como outros.


No verbete Religião do Dicionário da Maçonaria,  se lê: Seus imortais fundadores foram todos mensageiros da Verdade Única e diz ainda: Todos eles foram unânimes em proclamar a paternidade de Deus e a fraternidade dos homens. Tal foi a mensagem de Vyasa, Hermes Trimegistro, Zarathustra, Orfeu, Krisna, Moisés, Pitágoras, Cristo, Maomet e outros.[8]

Na maçonaria não se deve orar em nome de Jesus, mas fazer uma oração universal, a fim de não ofender algum outro maçom que por acaso não seja cristão.

Resposta apologética

A Bíblia ensina que Jesus é o Salvador (1 Jo 4.10,14) e deixa claro que todo cristão deve orar em nome de Jesus (Jo 14.13,14).

Jesus disse que quem se envergonhasse de Seu nome, ele se envergonharia dele diante do Pai. (Mt 10.32,33; 1 Jo 2.23; 4.3,14,15; 5.10-12).


O cristão é ordenado por Jesus para testificar dele a todos os homens – Mt 28.18-20).


Paulo disse que tudo fazia por todos, para,  por todos os meios,  salvar alguns (I Co 9.16-19; II Tm 4.1-4; Rm 10.11-15).


Os escritores do Novo Testamento declararam ser ele o Salvador do mundo, cuja morte na cruz pagou a penalidade do pecado do homem. (Jo 1.29; 3.16; 6.29; 14.6; Mt 16.21-23; 20.28; Jo 3.16; 1 Tm 2.5-6). Todos os textos citados provam sobejamente que a posição maçônica quanto a Jesus está errada e não pode ser aceita pelos cristãos.


11)- Ocultismo e Maçonaria:


A maçonaria possui também seu lado oculto. A revista ANO ZERO, nº 18, de outubro de 1992, p. 42 declara: “O esoterismo na Maçonaria é dos elementos que mais fascinam os iniciados e também pessoas que não fazem parte da ordem”.


Resposta apologética


Em Dt 18.9-12, Deus previne os homens contra as atividades ocultistas, declarando que são abomináveis à sua vista tais práticas. Muitos maçons que participam dos rituais não entendem o sentido ocultista dos mesmos.

A maçonaria é, potencialmente, uma religião ocultista e abre a porta para o mundo do ocultismo. Encoraja aceitar-se o ocultismo, basicamente de cinco maneiras:

1. Aceita as premissas da Nova Era e o conceito da moderna parapsicologia quanto aos poderes latentes dos homens (poderes psíquicos - PSI);
2. Apresenta artes mágicas semelhantes a outras entidades;
3. Incentiva o maçom a procurar verdades esotéricas;
4. Está integrada no misticismo e incentiva o desenvolvimento, do estado alterado da consciência.


12)- Deve o cristão ser Maçom?


A maçonaria é incompatível com o Cristianismo, a maioria das pessoas considera a maçonaria como apenas uma sociedade secreta e não uma religião, no entanto, trata-se de fato, de uma religião, como já vimos anteriormente.


A maçonaria é uma religião com doutrina  secreta, suas crenças estão comprometidas com o ocultismo, o que é condenado pela Palavra de Deus.


O ritual de iniciação também é contra os ensinamentos cristãos. Ninguém, portanto, pode servir a dois senhores (Mt 6.24).


Não é possível ser maçom e cristão ao mesmo tempo, se a maçonaria leva você a quebrar os mandamentos de  Deus, ela o tornou servo de um outro mestre,um outro senhor mau, cujo nome é Lúcifer, ou baphonet (O bode).


Em uma das obras maçônicas se descreve:

 “· Que compromisso contraístes como Perfeito e Sublime Maçom?”.


¾ Uma aliança eterna.”(Ritual de Grande Eleito ou Perfeito e Sublime Maçom)


Diante de tudo o que se pode ver aqui, fica difícil aceitar a concordância entre maçonaria e cristianismo.

Mas ainda há esperança para aquele que quer abandonar a maçonaria. Ainda que eles digam que a aliança maçônica é eterna, conforme o ritual acima, vale a pena dizer que Cristo quebra todo o jugo inimigo e pode trazer libertação de verdade, dando salvação eterna a quem crer em seu sacrifício.

Com tudo isso, declaramos que a Maçonaria é uma instituição religiosa, contrária ao cristianismo, e que como tal, deve ser totalmente descartada por aqueles que se chamam pelo nome do Senhor. Que Deus nos dê graça !!!


“Preferis seguir o caminho da Virtude ou do vício; o da Maçonaria ou o do mundo profano?” (Ritual de Aprendiz)


Cabe o conselho bíblico: “Se o Senhor é Deus, segui-O; se Baal é Deus, segui-o”(I Re 18.21).




Por que a doutrina Católica é INCONCILIÁVEL com a Doutrina Maçônica ?



A Congregação publicou no L'Osservatore Romano, uma declaração acerca da inconciliabilidade entre a fé cristã e a maçonaria:



"Desde que a Igreja começou a pronunciar-se a respeito da maçonaria o seu juízo negativo foi inspirado por multíplices razões, práticas e doutrinais. Ela não julgou a maçonaria responsável apenas de atividades subversivas a seu respeito, mas desde os primeiros documentos pontifícios sobre o assunto e em particular na Encíclica Humanum Genus de Leão XIII (20 de Abril de 1884), o Magistério da Igreja denunciou na Maçonaria ideias filosóficas e concepções morais opostas à doutrina católica. Para Leão XIII elas reportavam-se essencialmente a um naturalismo racionalista, inspirador dos seus planos e das suas atividades contra a Igreja. Na sua Carta ao Povo Italiano "Custodi" (8 de Dezembro de 1892) ele escrevia: "Recordemo-nos que o cristianismo e a maçonaria são essencialmente inconciliáveis, de modo que inscrever-se numa significa separar-se da outra".


“Agora o estudo mais aprofundado levou a S.C.D.F. a manter-se na convicção da inconciliabilidade de fundo entre os princípios da maçonaria e os da fé cristã.Prescindindo portanto da consideração da atitude prática das diversas lojas, de hostilidade ou não para com a Igreja, a S.C.D.F., com a sua declaração de 26.11.83, pretendeu colocar-se no nível mais profundo e por outro lado essencial do problema: isto é, sobre o plano da inconciliabilidade dos princípios, o que significa no plano da fé e das suas exigências morais.”


“A propósito da afirmação sobre a inconciliabilidade dos princípios todavia vai-se agora objetando de alguns lados que o essencial da maçonaria seria precisamente o fato de não impor algum "princípio", no sentido de uma posição filosófica ou religiosa que seja vinculante para todos os seus aderentes, mas antes reunir conjuntamente, para além dos confins das diversas religiões e visões do mundo, homens de boa vontade com base em valores humanísticos compreensíveis e aceitáveis por todos.A maçonaria constituiria um elemento de coesão para todos aqueles que crêem no Arquiteto do Universo e se sentem comprometidos em relação àquelas orientações morais fundamentais que estão definidas por exemplo no Decálogo; ela não afastaria ninguém da própria religião, mas pelo contrário constituiria um incentivo a aderir ainda mais a ela.”



“Antes de tudo deve recordar-se que a comunidade dos "pedreiros-livres" e as suas obrigações morais se apresentam como um sistema progressivo de símbolos de caráter extremamente absorvente. A rígida disciplina do arcano que nela predomina reforça ulteriormente o peso da interação de sinais e de ideias. Este clima de segredo comporta, além de tudo, para os inscritos o risco de se tornarem instrumentos de estratégias que lhes são desconhecidas.”



“Embora se afirme que o relativismo não é assumido como dogma, todavia propõe-se de fato uma concepção simbólica relativística, e portanto o valor "relativizante" de uma tal comunidade moral-ritual longe de poder ser eliminado, resulta pelo contrário determinante.Neste contexto, as diversas comunidades religiosas, a que pertence cada um dos membros das Lojas, não podem ser consideradas senão como simples institucionalizações de uma verdade mais ampla e incompreensível. O valor destas instituições parece, portanto, inevitavelmente relativo, em relação a esta verdade mais ampla, a qual se manifesta antes na comunidade da boa vontade, isto é na fraternidade maçônica.”



“Para um cristão católico, todavia, não é possível viver a sua relação com Deus numa dúplice modalidade, isto é, dividindo-a numa forma humanitária – super-confessional e numa forma interior – cristã. Não pode cultivar relações de duas espécies com Deus, nem exprimir a sua relação com o Criador através de formas simbólicas de duas espécies. Isto seria algo de completamente diverso daquela colaboração, que para ele é óbvia, com todos aqueles que estão empenhados na prática do bem, embora a partir de princípios diversos. Por outro lado, um cristão católico não pode participar ao mesmo tempo na plena comunhão da fraternidade cristã e, por outro lado, olhar para o seu irmão cristão, a partir da perspectiva maçônica, como para um profano.”



“Mesmo quando, como já se disse, não houvesse uma obrigação explícita de professar o relativismo como doutrina, todavia a força "relativizante" de uma tal fraternidade, pela sua mesma lógica intrínseca tem em si a capacidade de transformar a estrutura do ato de fé de modo tão radical que não é aceitável por parte de um cristão, "ao qual é cara a sua fé" (Leão XIII).Esta subversão na estrutura fundamental do ato de fé, realiza-se, além disso, geralmente, de modo suave e sem ser advertida: a sólida adesão à verdade de Deus, revelada na Igreja, torna-se simples pertença de uma instituição, considerada como uma forma expressiva particular ao lado de outras formas expressivas, mais ou menos igualmente possíveis e válidas, do orientar-se do homem para o eterno.A tentação de ir nesta direção é hoje ainda mais forte, enquanto corresponde plenamente a certas convicções prevalecentes na mentalidade contemporânea. A opinião de que a verdade não pode ser conhecida é característica típica da nossa época e, ao mesmo tempo, elemento essencial da sua crise geral.”



“Precisamente considerando todos estes elementos a Declaração da Sagrada Congregação afirma que a inscrição nas associações maçônicas "está proibida pela Igreja" e os fiéis que nelas se inscreverem "estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão".
Com esta última expressão, a Sagrada Congregação indica aos fiéis que tal inscrição constitui objetivamente um pecado grave e, precisando que os aderentes a uma associação maçônica não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão, ela quer iluminar a consciência dos fiéis sobre uma grave consequência que lhes advém da sua adesão a uma loja maçônica.”




“A Sagrada Congregação declara por fim que "não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas, com um juízo que implique derrogação de quanto acima estabelecido". A este propósito o texto faz também referência à Declaração de 17 de fevereiro de 1981, a qual já reservava à Sé Apostólica todo o pronunciamento sobre a natureza destas associações que tivesse implicado derrogações da lei canónica então em vigor (cân. 2335).”



“Do mesmo modo o novo documento emitido pela S.C.D.F. em novembro de 1983, exprime idênticas intenções de reserva relativamente a pronunciamentos que divergissem do juízo aqui formulado sobre a inconciliabilidade dos princípios da maçonaria com a fé católica, sobre a gravidade do ato de se inscrever numa loja e sobre a consequência que daí deriva para se aproximar da Sagrada Comunhão. Esta disposição indica que, apesar da diversidade que pode subsistir entre as obediências maçônicas, em particular na sua atitude declarada para com a Igreja, a Sé Apostólica nota-lhes alguns princípios comuns, que requerem uma mesma avaliação por parte de todas as autoridades eclesiásticas.Ao fazer esta Declaração, a S.C.D.F. não entendeu desconhecer os esforços realizados por aqueles que, com a devida autorização deste Dicastério, procuraram estabelecer um diálogo com representantes da Maçonaria. Mas, desde o momento que havia a possibilidade de se difundir entre os fiéis a errada opinião de que a adesão a uma loja maçônica já era lícita, ela considerou ser seu dever dar-lhes a conhecer o pensamento autêntico da Igreja a este propósito e pô-los em guarda quanto a uma pertença incompatível com a fé católica.”



Só Jesus Cristo é, de fato, o Mestre da Verdade e só n'Ele os cristãos podem encontrar a luz e a força para viver segundo o desígnio de Deus, trabalhando para o verdadeiro bem dos seus irmãos.Este documento faz referência a uma instrução do Santo Ofício, assinada pelo Papa Leão XIII, publicada em 10 de maio de 1884, chamada "Ad gravissima advertenda", que trata justamente da questão da excomunhão aos maçons:



"Para que não haja lugar para erro ao determinar-se quais dessas perniciosas seitas estão submetidas a censura e quais apenas a proibição, certo é, em primeiro lugar, que estão punidos com excomunhão latae sententiae a seita maçônica e outras seitas da mesma espécie, que... maquinam contra a Igreja ou os poderes legítimos, ora fazendo-o no oculto, ora no publicamente, ora exigindo ou não de seus sequazes o juramento de guardar o segredo. Ao lado destas, há outras seitas proibidas e que devem ser evitadas, sob pena de culpa grave, entre as quais se contam principalmente todas aquelas que exigem de seus adeptos, por juramento, que a ninguém revele o segredo e que prestem total obediência a chefes ocultos. Além disso, é mister advertir que existem algumas sociedades que, embora não se possa determinar com certeza se estão entre as mencionadas ou não, todavia são duvidosas e cheias de perigo, ora por causa das doutrinas que confessam, ora por causa do modo de proceder seguido por aqueles cuja guia se reúnem e são dirigidas..."



Após o Concílio Vaticano II, alguns teólogos com a devida autorização da Sagrada Congreção para Doutrina da Fé foram designados para estabelecer um diálogo com representantes da Maçonaria. A partir dessa abertura, criou-se erroneamente a impressão de que estava liberada a participação dos católicos nessas lojas. Assim, no ano de 1981, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou a Declaração sobre a participação de católicos em associações maçônicas, cujo texto diz:



"Em data de 19 de Julho de 1974, esta Congregação escrevia a algumas Conferências Episcopais uma carta reservada sobre a interpretação do cân. 2335 do Código de Direito Canônico, que veta aos católicos, sob pena de excomunhão, inscreverem-se nas associações maçônicas e outras semelhantes.Dado que a citada carta, tornada de domínio público, deu margem a interpretações errôneas e tendenciosas, esta Congregação, sem querer prejudicar as eventuais disposições do novo Código, confirma e precisa quanto segue:


1. não foi modificada de algum modo a atual disciplina canônica que permanece em todo o seu vigor;


2. não foi, portanto, ab-rogada a excomunhão nem as outras penas previstas;


3. quanto na citada carta se refere à interpretação a ser dada ao cânone em questão, deve ser entendido, como intencionava a Congregação, só como um apelo aos princípios gerais da interpretação das leis penais para a solução dos casos de cada pessoa, que podem ser submetidos ao juízo dos Ordinários. Não era, pelo contrário, intenção da Congregação confiar às Conferências Episcopais o pronunciar-se publicamente com um juízo de caráter geral sobre a natureza das associações maçônicas que implique derrogação das mencionadas normas."



O que se vê, portanto, é que a disciplina da Igreja continuava em vigor. Mas, um novo Código de Direito Canônico estava sendo elaborado e havia no ar certa expectativa. No dia 25 de janeiro de 1983 foi publicado e não sem surpresa, percebeu-se que realmente não havia nenhum cânon específico à maçonaria. Assim, levantou-se uma falsa ideia, uma vez que a excomunhão para os maçons não estava no Código, de que os católicos poderiam aproximar-se dela. Porém, isso não é verdade.Para se compreender o motivo, é preciso antes distinguir as atitudes e os princípios da Maçonaria. Algumas lojas maçônicas são abertas à Igreja e até mesmo incentivam seus adeptos a participarem dela. Essas atitudes não são condenáveis. Contudo, o cânon 1374 é bem claro em relação àquelas que maquinam contra a fé católica:


"Cân. 1374 Quem se inscreve em alguma associação que maquina contra a Igreja seja punido com justa pena; e quem promove ou dirige uma dessas associações seja punido com interdito."


Quanto aos princípios maçônicos, estes são clara e irremediavelmente incompatíveis com a doutrina cristã. A Igreja sempre viu na maçonaria um forte naturalismo racionalista, ou seja, não há intervenção do divino na história, não há sobrenatural e a religião é apenas um esforço do ser humano que busca os vestígios de Deus nas realidades inteligíveis, de tal forma que, através desse racionalismo, se possa conhecer o Grande Arquiteto do Universo. As instituições religiosas seriam todas boas, posto que criações humanas. Esse pensamento é totalmente contrário à fé católica. A Maçonaria professa claramente o relativismo, o qual não se coaduna em absoluto com o ensinamento dos Santos Padres.



CONCLUSÃO:



A alegação de que a maçonaria é uma organização que reúne os homens de boa vontade e que os seus membros são livres para crer, não procede, vez que ela possui um sistema progressivo de símbolos extremamente absorventes. Existe uma série de princípios que são assimilados progressivamente pelo simbolismo maçônico e ainda o arcano, ou seja, o segredo maçônico. A existência de um segredo significa que existem pessoas que conhecem algo que não é compartilhado com os demais membros e, na medida em que se cumprem certas práticas e se fazem certos juramentos de fidelidade, vai-se avançando no conhecimento. Quando se alcança o grau máximo, conhece-se o segredo completo, contudo, até lá a pessoa já está completa e irremediavelmente envolvida.



Por tudo que foi exposto, não resta qualquer dúvida de que o católico não pode, em absoluto, pertencer à maçonaria. Ambas são incompatíveis. Como reflexão, resta a frase da declaração de 1983:


"Só Jesus Cristo é, de fato, o Mestre da Verdade e só n'Ele os cristãos podem encontrar a luz e a força para viver segundo o desígnio de Deus, trabalhando para o verdadeiro bem dos seus irmãos."

“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo !!!”

 


REFERÊNCIAS:


[1] Dicionário da maçonaria, FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio — Grau 33 da Maçonaria. Editora Pensamento, 4ª Edição 88/89, p.230.

[2] Op. cit., p.239.

[3] HORTAL, Jesus. Maçonaria e Igreja: Conciliáveis ou Inconciliáveis? Estudos da CNBB 66, Ed. Paulinas, S. Paulo, 1993.

[4] HORRELL, J. Scott. Maçonaria e Fé Cristã, Mundo Cristão, S.Paulo, 1995,  p. 10, 11

[5] Ritual e Instruções de Aprendiz Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceito, 1984, p. 9.

[6] Ritual do Simbolismo Aprendiz Maçom, 2ª edição - Rito Escocês Antigo e Aceito, julho de 1979, pp. 51,54).

[7] Dicionário da maçonaria,  FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio — Grau 33 da Maçonaria., Editora Pensamento, 4ª Edição 88/89, p.52.

[8] Ibidem, p.388

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9 de fevereiro de 2016 01:58

Agora estão dizendo que o CRISTO REDENTOR foi a maçonaria que mandou
construir,assim como a estátua da liberdade,quero saber se é verdade
isso sobre o cristo redentor,sendo que a maçonaria sempre odiou o catolicismo.

22 de abril de 2016 15:12

florao da america veja 1 jo 5,19

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