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O Mito da Espada de Dâmocles e seu significado

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 21 de agosto de 2018 | 00:19






Dâmocles é o protagonista de uma anedota moral que figurou originalmente na história perdida da Sicília por Timeu de Tauromênio (c. 356 - 260 a.C.). Cícero pode tê-la lido em Diodoro Sículo. Ele fez uso dela em suas Tusculan Disputationes V.61 - 62. Dâmocles era um cortesão bastante bajulador na corte do tirano Dionísio, de Siracusa, do qual se tornou amigo.Ele dizia que, como um grande homem de poder e autoridade, Dionísio era verdadeiramente um homem afortunado. Dionísio ofereceu-se para trocar de lugar com ele por um dia, para que ele também pudesse sentir o gosto de toda esta suposta sorte, sendo servido em ouro e prata, atendido por mulheres de extraordinária beleza, e servido com as melhores comidas. No meio de todo o luxo, Dionísio ordenou que uma espada fosse pendurada sobre o pescoço de Dâmocles, presa apenas por um fio de rabo de cavalo. Ao ver a espada afiada suspensa diretamente sobre sua cabeça, Dâmocles perdeu o interesse pela excelente comida e pelas belas mulheres, e abdicou de seu posto, dizendo que não queria mais ser tão afortunado. A espada de Dâmocles é uma alusão frequentemente usada, representando a insegurança daqueles que são chamados a exercerem o poder e a autoridade sobre os demais (devido à possibilidade das responsabilidades deste poder lhes ser precipitado de forma iminente). Entalhes em madeira da espada de Dâmocles aparecem como símbolo em manuais europeus dos séculos XVI e XVII.




O MITO:


Havia um rei chamado Dionysius que governava Siracusa, a cidade mais rica da Sicília. Vivia em um belo palácio onde havia muitas coisas belas e caras, e um numeroso grupo de empregados que estavam sempre prontos para lhe servir. Naturalmente, por causa da riqueza e do poder de Dionysius, muitos em Siracusa invejavam sua posição e fortuna. Damocles era um destes, e como era um dos melhores amigos do rei Dionysius, estava sempre a lhe dizer:



- Como eis afortunado Dionysius! Você tem tudo que qualquer um poderia desejar. Você deve ser o homem o mais feliz do mundo!



Um dia o rei Dionysius amanheceu cansado de sempre ouvir tal conversa  de Damocles, e disse-lhe:


- Venha aqui. Você realmente acredita que eu sou o homem mais feliz de todos?


Respondeu Damocles:



- Mas é claro que você é! Veja a posição que ocupa e os tesouros que você possui, além do poder que você detém. Você não tem uma única preocupação. Como a sua vida poderia ainda melhorar?



Disse o rei Dionysius:


- Imagino que você ficaria satisfeito ao trocar de lugar comigo?...


Responde imediatamente Damocles:




- Oh, isso seria um sonho! Se eu pudesse ter suas riquezas, poder e prazeres por somente um dia, seria a maior felicidade de minha vida!


 Disse-lhe o rei Dionysius:


- Muito bem. Troquemos os lugares por apenas um dia.



E assim, no dia seguinte, Damocles foi conduzido ao palácio, e todos os empregados foram instruídos para tratá-lo doravante como seu rei. Vestiram-no com vestes reais, e colocaram-lhe uma coroa do ouro. Sentou-se à mesa no salão de banquetes, e fartos alimentos foram-lhe ofertados. Havia vinhos caros, flores bonitas, perfumes raros, e uma música deliciosa. Descansou-se entre macias almofadas, e sentindo-se o homem mais feliz em todo o mundo, disse ao antigo rei Dionysius, que estava sentado no extremo oposto da grande mesa:



- Ah! isso sim é que é vida! Eu nunca me imaginei mais feliz assim!!!



E quando Damocles levou um copo aos lábios, levantou seus olhos para o teto, e imediatamente Damocles endureceu-se. O sorriso desvaneceu-se de seus lábios, sua face empalideceu, suas mãos tremeram. Não quis mais comida, nem vinho e nem música. Queria somente sair do palácio, pois viu que diretamente acima de sua cabeça havia uma espada pendurada, presa ao teto somente por um único fio de cabelo. Sua lâmina afiada resplandecia apontada para entre seus olhos. Congelou-se petrificado sobre a cadeira ocupada pelo rei. Perguntou-lhe então, o rei Dionysius:







-Qual o problema, meu amigo? Você parece ter perdido o apetite?...


Damocles sussurrou:


 - Essa espada! Essa espada!...Você não a vê?


 Respondeu Dionysius:


-Naturalmente eu a vejo !!! Eu a vejo todos os dias, sempre pendurada sobre minha cabeça, e há sempre a possibilidade de alguém ou algum tremor cortar a fina linha. Talvez um de meus próprios conselheiros passe a ter inveja de meu poder e tentará matar-me. Ou alguém pode espalhar mentiras sobre mim, para virar todo o povo contra mim. Pode ser que um reino vizinho envie um exército para conquistar este trono. Ou eu posso tomar uma decisão estúpida que trouxesse a minha queda. Se você quiser ser um líder, você deve estar disposto a aceitar estes riscos. Vêm naturalmente com o poder. Você entende?...



Respondeu Dámocles, já não mais tão entusiasmado:



- Sim, eu entendo meu rei Dionysius...Eu vejo agora que eu estava errado, e que você tem muito a pensar além de sua riqueza e fama. Tome de volta o seu lugar e deixe-me ir de volta para a minha própria casa, não nasci para isto!



E por todo tempo, enquanto viveu, Damocles nunca quis outra vez mudar de lugar com o rei, ou com qualquer um de seus conterrâneos que exercia liderança, passando a ser feliz com sua função, e dando agora o melhor de si.






Moral do mito:



“Não existe bônus, sem um ônus que pese sobre ele”




Devemos estar cônscios que para se chegar ao topo temos que entender que pesa sob todos nós ameaças, disputas, responsabilidades e as inseparáveis consequências de nossos atos. espada de Dâmocles é uma comparação frequentemente lembrada, representando a insegurança daqueles que estão no domínio. É o risco constante ao qual está exposto todos os detentores de bens e poderes, e o tributo pago pela conquista e manutenção destas conquistas. São Francisco orientava na regra inicial da fundação Franciscana, a não querer bens e não perder tempo em administra-los, e por isto fez a opção pela Senhora Pobreza, porque esta lhes era menos pesarosa os deixava mais livres para se ocuparem com as coisas de Deus. A posse dos bens segundo São Francisco, geram disputas, ganâncias e toda uma estrutura para proteger-se de usurpadores, o pobre nada tem a perder.


Atualizando para estes tempos a MORAL DO MITO, no Brasil, muitos chegam à política não com o desejo sincero de servir o país, da entrega vocacional para o bem comum, mas com a esperança de poder desfrutar da orgia de privilégios e enriquecimento como os imperadores e os maus aristocratas da antiguidade.Apesar de todas suas fragilidades e limitações, a Lava Jato vem descobrindo que tudo era permitido, o fim justificava os meios. O poder e a riqueza tornaram-se os melhores afrodisíacos para muitos antes desta operação, que colocou, sem distinção, sobre a cabeça de todos, a mítica Espada de Dâmocles. Essa espada pende, causando pânico, sobre a grande maioria de políticos, empresários e pessoas desonestas.A pergunta que se faz é: até quando a classe política brasileira vai se permitir continuar sob o trágico temor da espada de Dâmocles? Há quem deseje acabar ou limitar ao máximo o campo de ação da Lava Jato para afastar das cabeças destas pessoas desonestas a afiada espada de Dâmocles. A população acordou e a luta contra a corrupção foi adotada pela sociedade civil. Fora do Brasil esta operação é vista como uma das esperanças de renovação da classe política brasileira.O Supremo Tribunal Federal tem uma árdua e honrada missão de julgar, condenar ou absolver os inocentes sem perda de tempo, os políticos atualmente sob suspeitas ou já objeto de acusações. Não são desculpáveis parcimônias nestas horas decisivas para o país. O Brasil tem pressa e precisa ser passado a limpo doa a quem doer.A sociedade precisa saber quais políticos estão manchados pela corrupção, para eliminá-los da vida pública, e em que pode continuar confiando, se é que ainda existe um punhado de justos como no texto bíblico de Sodoma e Gomorra.Nada pior, neste momento de reconstrução do país em crise, que a incerteza sobre a ética daqueles que devem nos governar.Essa moderna espada de Dâmocles não pode continuar indefinidamente sobre a cabeça dos políticos, transformando todos em suspeitos.A justiça precisa, urgentemente, separar o joio do trigo se queremos realmente um Brasil novo e diferente.





Um outro modo de ver a MORAL DESTE MITO é que muitos olham pessoas bem sucedidas e pensam que estas trabalham pouco e ganham muito, que estão em uma vida de luxo e prazeres e que tudo somente dá certo para estas pessoas, e que não lhes pesa nada de desafiante como ao resto dos mortais. Esquecem estes da espada, pois quem quer chegar alto na vida terá que estudar e trabalhar muito, muito mais que as 8 ou 10 horas que a maioria trabalha ou estuda, terá que sacrificar finais de semana, enquanto a maioria se diverte ou descansa. Falar do sucesso sem ter trabalhado por ele é irreal. Quem apenas inveja o sucesso alheio desconhece as mazelas de qualquer um dos lados. Estar por baixo ou por cima tem seu lado bom e ruim, então, cada um tem a sua espada.Se chegamos a algum lugar e nos consideramos afortunados por isto, temos que observar também a espada que está sobre nossa cabeça, afinal, sucesso, fama, dinheiro, tudo isto pode perecer de uma hora para outra. Somente a nossa essência e valores são permanentes, pois o que se leva desta vida é a vida que a gente leva, bens ficarão para trás. Devemos levar a vida na ilusão de que esta espada não pesa sobre nós? Definitivamente não! A Espada de Dâmocles é apenas uma feliz, ou infeliz lembrança dependendo de como se vive e o que fez para chegar onde estar, pois não existe bônus sem ônus, é a lei da vida.





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+ Comentário. Deixe o seu! + 4 Comentário. Deixe o seu!

14 de fevereiro de 2019 15:21

Perfeito!!!!

14 de dezembro de 2019 10:13

Esclarecedor.

24 de dezembro de 2019 23:20

Grandes poderes; vêm com grades resonsabilidades.

Excelente! Deus no comando

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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