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Trabalho infantil: Uns podem, outros não – Por que ?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 21 de agosto de 2018 | 20:24




Por que uma criança deve estudar?


Para ser formada como cidadã que terá um papel na sociedade, trabalhando para ter seu sustento, para realizar seus sonhos e colaborar com os menos favorecidos.


“O estudo não tem um fim em si mesmo, do tipo "o estudo dignifica o homem". Não, o trabalho e a criação de valor é que dignificam o homem. O que você realiza é o que lhe dignifica.




Logo, em uma determinada fase de sua vida, você supostamente deveria se preparar para, na próxima fase, produzir e gerar valor.O estudo sem propósito é perda de tempo. Sim, essa afirmação soa quase que como uma heresia escandalosa aos ouvidos de quem, por anos, foi condicionado a pensar no estudo como atividade-fim e não como um meio. Estudar por estudar é típico de alguém que ainda não encontrou seu propósito na vida, e por isso continua mecanicamente apenas fazendo as coisas por fazer.


No entanto, o ato de estudar, ou seja, participar de uma classe a fim de adquirir informações sobre as disciplinas definidas pelo governo via Ministério da Educação, está muito longe de ser o suficiente para preparar alguém para adquirir relevância na sociedade. Até porque a definição do currículo escolar foi feita há quase um século.





Já o atual modelo de escola compulsória, o qual copiamos do resto do mundo ocidental, foi criado ainda no início da Era Industrial. E sua função era preparar a mão-de-obra oriunda do campo para as indústrias. Consequentemente, o modelo de organização e agremiação das escolas era um simples espelho do modelo organizacional das fábricas: os sinais tocando entre as aulas, indicando que uma acabou e que outra deve começar; os sinais anunciando o início e o fim do recreio; as filas e a ênfase na obediência e submissão; o ambiente maçante; as fileiras de jovens sentados passivamente em suas carteiras escolares obedecendo a seus professores; os professores obedecendo aos supervisores e ao diretor etc. tudo isso foi modelado de acordo com a organização das fábricas.O problema é que já deixamos a Era Industrial há muito tempo e estamos entrando na Era da Imaginação. Mas o modelo escolar continuou estagnado na era das fábricas.



Não me entendam mal: eu vejo muito, mas muito mesmo, valor na pré-escola. É o momento em que a criança adquire algumas de suas primeiras experiências sociais, em que desenvolve suas habilidades cognitivas, sua coordenação motora e é alfabetizada. É uma educação altamente produtiva.Da 1ª à 4ª série, a concentração em português, matemática e ciências traz um conteúdo interessante e importante para a base da educação dessa criança.


O problema é que o formato falido da educação vigente já começa a colocar a cabeça para fora: uma sala enfileirada, a maldita prova que induz a decoreba e a busca por notinhas na média começam a aparecer nessa fase. Uma pena, pois, apesar desse formato deletério, o conteúdo dessa fase é bem importante.


É da 5ª série até o último ano do ensino médio que tudo desanda. Ou seja, entre os 11 e 17 anos. Algum pedagogo infeliz definiu esse conteúdo a ser despejado no cérebro dos jovens. A quantidade de informações inúteis, desnecessárias e irrelevantes é impressionante: Vai desde decorar os principais nomes do parnasianismo (lembra?) até cada etapa do ciclo de reprodução das samambaias, bem como a peculiar reprodução das formigas no deserto.Nessa fase, seria imensamente importante a preparação para a vida. E não me refiro à preparação para o emprego, não. Falo de preparação para a vida, mesmo.


Até hoje, sou capaz de montar no mínimo 70% de uma tabela periódica, com os elementos químicos e suas posições organizadas em grupos. Até hoje não me esqueci (e não me pergunte por quê). O fato é que essa informação ocupa um espaço valioso em meu cérebro e não me serve para nada. Talvez se eu trabalhasse com farmácia ou química industrial tivesse algum valor, mas não para 99% das pessoas. Se é inútil para 99% das pessoas, por que perder tempo com isso na escola? Mais ainda: por que exigir que o aluno saiba isso para ser aprovado e liberado da escola? Sem entrar em muitos detalhes, atrevo-me a dizer que, mais de 70% do que se estuda entre a 5ª série e o 3º ano do ensino médio não tem sentido algum, não fará nenhuma diferença na vida futura deste indivíduo, e será relegado ao esquecimento tão logo ele saia da escola. Se você duvida, tente relembrar aí tudo o que você aprendeu na escola. Em seguida, veja quanto disso você aplica no seu dia a dia.


O mundo mudou, as necessidades mudaram, as ferramentas são outras e a quantidade de informação a que nossos jovens são expostos é muito maior. Não é por acaso que, como consequência dessa realidade, testemunhamos o aumento brutal no diagnóstico de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade), o que fez com que drogas como a Ritalina tenham encontrado no Brasil seu segundo maior mercado consumidor do mundo. Será que nossas crianças é que estão doentes ou seriam as nossas escolas?


Em um mundo onde as informações estão acessíveis a todos, à distância de apenas um clique, aquela escola que tem o papel de transferência de conteúdo se torna a cada dia mais insignificante.Por isso, o modelo educacional vigente está falindo e definhando a cada ano. E isso está acontecendo sem que muitos envolvidos nesse processo sequer estejam percebendo. E não percebem porque ainda continuam acreditando firmemente que esse modelo é o que melhor prepara para as formas mais convencionais de sustento de um cidadão, que é o emprego. Só que o emprego tradicional, na forma como conhecemos, perde valor a cada dia, ao mesmo tempo em que outras formas de produção ganham mais espaço no mundo. Marketing multinível, produção de conteúdo na internet, youtubers, micro-franquias, vendas diretas, marketing digital e vários outros modelos têm crescido ao redor do mundo e já contam com milhões de pessoa dedicando-se a eles.Em seu livro Now You See It, a educadora Cathy Davidson diz que 65% das crianças que estão entrando hoje na escola irão trabalhar em empregos no futuro que ainda nem foram inventados. Escreve ela: "Nessa era de mudanças cada vez mais velozes, estamos aplicando a nossas crianças as mesmas provas e lições de casa que foram criadas para nossos tataravôs".


Quais deveriam ser as prioridades?


Caso eu pudesse montar uma escola com currículo próprio, sem ter de me submeter às ordens do MEC (hoje, sou proibido pelo governo de fazer isso, caso queira montar um escola particular), daria ênfase aos seguintes itens:


1. Falar em público: Estatisticamente, falar em público é o maior medo das pessoas. Elas não têm boa oratória. E oratória é muito importante para o crescimento profissional e liderança. Como pode alguém passar mais de 15 anos participando de uma educação que não o prepara para ter uma boa oratória? Foi falta de tempo? Não. Você estava ocupado estudando as briófitas, as mitocôndrias ou decorando os gases nobres.


2. Direito básico: Não me refiro ao Direito estudado por quem deseja ser um advogado, mas ao direito de cada indivíduo, que está expresso na COSNTITUIÇÃO FEDERAL. Ou seja, as regras básicas do jogo, que vou precisar conhecer para viver em sociedade, para que possa exigir meus direitos e cumprir com meus deveres, respeitando também, os direitos do outro. É possível jogar um jogo sem saber as regras? Falo também, em direito civil, direito tributário, criminal, comercial, defesa do consumidor, etc. Pelo menos o básico de cada um.


3. Nutrição: As taxas de obesidade crescem em todo o mundo. Nutrição é algo que deveria ser estudado todas as semanas. Isto desafogaria o nosso fragilizado SUS em milhões.


4. Contabilidade e economia Básica para o controle das Finanças pessoais: Esse é crucial. Cálculo de juros para financiamentos, entender como os juros compostos podem elevar o patrimônio do poupador (e destruir o do devedor), entender as consequências do seu nível de endividamento, aprender negociação, gestão de patrimônio etc. É inacreditável que se perca tanto tempo em uma escola sem que o indivíduo sequer aprenda o básico de economia, sobre como gerir a própria vida e equilíbrio financeiro.


5. Inteligência emocional: Como reagir a situações adversas. Aprender a perder para ganhar. Saber se colocar no lugar dos outros. Empatia. Liderança (de novo). Saber trabalhar em grupo. Como lidar com a ansiedade, com as frustrações, com o medo etc.


6. Empreendedorismo: Não apenas na forma de se ter uma empresa, mas também como empreender em uma carreira profissional. Empreender com a mesada. Estímulos para startups na internet. Blogs. Conteúdo no YouTube e redes sociais com o foco na criação de audiências.


7. Esporte em alta performance: O esporte traz consigo ensinamentos importantíssimos para a vida. Foco, trabalho em equipe, inteligência emocional, determinação, trabalho em grupo. O esporte é riquíssimo para o desenvolvimento dessas habilidades. Mas não seria compulsório.


8. Primeiros socorros, técnicas de sobrevivência, e conhecimentos sobre o atendimento de jovens, velhos e crianças: Este fala por si mesmo.



9. Política e sociologia de forma isenta e não-doutrinária: Este com certeza, seria o mais difícil, mas é possível sim, e deve de ser feito, sempre se aprimorando. Mostrando os três lados da moeda, em espírito de tolerância e no respeito ao contraditório, mostrando as várias correntes de pensamento, e não apenas uma.


10. Serviço social e trabalho voluntário em instituições, ou comunidades carentes: Além da experiência valiosíssima de lidar com os mais necessitados, a abordagem humana e o fato de ter acesso às contradições da sociedade causadas por políticas desastradas, trariam questionamentos valiosos para os futuros pensadores e gestores da máquina administrativa e governamental.


11. Idioma estrangeiro com qualidade: O inglês é uma disciplina estudada em todas as escolas, mas menos de 3% da população dominam o idioma. Eis mais uma fragorosa prova do retumbante fracasso do modelo educacional vigente. É inaceitável que menos de 100% de nossos alunos cheguem ao final do ensino médio e não falem no mínimo 3 idiomas. Há tempo para isso, mas a competência das escolas atuais passa longe, colocando aqueles que desejam fazer intercâmbio em situações vexatórias.


12. Interpretação de textos e redação: Uma atividade a ser desenvolvida todos os dias. Treinando a forma e desenvolvendo pensadores que se expressam muito bem, tanto de forma oral como escrita. Quem não sabe se comunicar bem por escrito não terá capacidade de liderar. Seus relatórios não serão bem compreendidos e seus pedidos/ordens serão mal executados. E isso influenciará diretamente a qualidade dos bens ou serviços que você fornece. Peça a um grupo de 100 jovens recém-formados em uma universidade para escreverem uma redação e se prepare para o terror.



Responsabilidades


O governo sempre esteve integralmente no controle da educação. Pouco importa se a escola é particular ou pública: elas obrigatoriamente devem seguir o currículo do MEC, que é compulsório. Se uma escola decidir ensinar tudo o que disse acima, e abolir a tabela periódica, as mitocôndrias, as briófitas e o parnasianismo, por exemplo, ela, mesmo privada, poderá ter seu registro cassado e seus alunos terão um diploma não reconhecido. Logo, o governo é o responsável único por esse modelo pouco produtivo de educação.


Meus filhos sabem tudo o que penso a respeito desse assunto, e por dois anos ficaram fora da escola. Estudaram em casa, enquanto moramos na Espanha e Inglaterra. Em Portugal, eles voltaram para uma escola convencional, mas a educação deles não pertence a essa escola, ainda que seja considerada uma das melhores da Europa. Eles aprenderam a jogar o jogo e nos dedicamos a prepará-los dentro de outros paradigmas, muito longe de alguns conceitos ensinados lá dentro. Talvez um dia, o governo nos permita realizar o sonho de construir uma escola, com o mínimo de liberdade curricular, e que contrarie tudo isso, que peite esse esquema, que ignore a falsa importância de um diploma, e que forme pessoas para serem relevantes na sociedade com todas as habilidades acima, em vez de uma manada de seres humanos padronizados em busca de um diploma para arranjarem um emprego e pagarem suas contas. E eles agem assim porque foram ensinados assim, treinadas assim e adestradas desse jeito desde tenra idade.








Ter de trabalhar é algo coercivo?


Ter de trabalhar representa um atentado contra as liberdades individuais? A se julgar pelo que dizem as esquerdas, e até mesmo a esquerda libertária, sim. Vários esquerdistas, dentre eles a própria esquerda libertária, como por exemplo, Susan Webber do site Naked Capitalismo, argumentam que, dado que temos de trabalhar para viver, o trabalho é uma atividade coerciva. Se você tem de fazer X para viver, então certamente quem controla sua capacidade de fazer X está coagindo você.O problema com esse argumento é que o estado natural em que vivemos não é um paraíso rousseauniano, mas sim um lugar brutal no qual a maioria morreria rapidamente caso o trabalho e o progresso não houvessem criado moradias, vestuários e uma crescente quantidade de alimentos. O estado natural do homem é o da pobreza. A pobreza sempre foi a condição natural e permanente do homem ao longo da história do mundo.  E, caso ainda estivéssemos nesse estado, estaríamos hoje diariamente efetuando um infindável trabalho exaustivo e maçante apenas para caçar, matar e cozinhar qualquer coisa que fosse capaz de nos manter vivos. A jornada de trabalho abrangeria todo e qualquer momento do dia em que estivéssemos acordados, e o salário seria apenas a refeição ocasional que conseguíssemos fazer.


Sei que para alguns é duro reconhecer isto, mas foi o capitalismo, o empreendedorismo, a divisão do trabalho, a propriedade privada, acumulação de capital e os investimentos, quem praticamente aboliu essa condição miserável e nos proveu com a abundância com a qual hoje estamos acostumados.


Há também, outro argumento progressista muito frequentemente repetido: o ambiente de trabalho seria coercivo em virtude de uma desigual distribuição de poder. Segundo tal raciocínio, o fato de os patrões poderem demitir aqueles empregados que não fizerem X seria um ato de coerção.Tal raciocínio, obviamente, desconhece a natureza do trabalho e ignora o poder dos empregados.Coerção, de acordo com o Oxford English Dictionary, significa "a prática de induzir, pressionar ou compelir alguém a fazer algo pela força ou ameaça." Envolve uma ameaça de ferir alguém caso tal pessoa não faça X.  Em uma prisão ou campo de trabalho forçado, prisioneiros podem ser espancados ou mortos por não cumprirem ordens.Isso é fundamentalmente diferente da promessa de um empregador normal, o qual manterá uma relação voluntária com os empregados enquanto essa relação for mutuamente benéfica. Enquanto o empregado estiver desempenhando um bom serviço, a empresa continuará o ajudando a melhorar seu padrão de vida. No entanto, se o empregado não mais oferecer valor para a empresa para a qual trabalha, então essa empresa não tem nenhuma obrigação de continuar a ajudá-lo.Recusar-se a continuar ajudando alguém que não mais lhe ajuda é fundamentalmente diferente de usar de "força ou ameaça", estas sim inerentes à coerção. O chicote de um senhor de engenho piora a situação de uma pessoa que não faz o que lhe mandam. Os salários continuamente pagos por um patrão melhoram a situação de uma pessoa que faz o que lhe pedem.



Sim, é verdade que ser demitido pode deixar um empregado em uma situação ruim. E isso é ainda pior se ele for demitido sem aviso prévio. Trabalhar para uma empresa muito exigente, em conjunto com a possibilidade real de ser repentinamente demitido caso não faça um bom trabalho todos os dias, não constitui um tipo de emprego com o qual todos nós sonhamos.  Porém, dizer que isso é igual a um trabalho escravo chega a ser inclusive desrespeitoso para com os empregados, pois se está denegrindo a empresa para a qual trabalham.


A comparação ignora o poder dos empregados. Eles podem sair de uma empresa sempre que quiserem. Nada os proíbe disso. Mais ainda: o fato de poderem sair da empresa sempre que quiserem lhes concede o poder de deixar seu empregador em uma situação difícil. Em uma pequena empresa, um empregado que pede demissão pode deixar a empresa sem a força de trabalho necessária para continuar com seus serviços. Se um contador repentinamente sair de uma empresa de contabilidade durante o período de acerto do Imposto de Renda, essa empresa pode ficar em sérias dificuldades para cumprir o prazo de seus acordos com seus clientes.Mesmo em empresas grandes, empregados que repentinamente pedem demissão geram custos para seus patrões. Os custos para se encontrar substitutos e treiná-los podem variar entre 20 e 50% do salário anual desse empregado.Ademais, esse tipo de comparação também ignora o fato de que as pessoas tendem a encontrar empregos que representam sua melhor alternativa.



Lembro-me muito bem de quando eu tinha 10 anos e estava trabalhando no telhado de uma casa com meu saudoso tio.  Era o auge de um verão escaldante.  Nós dois tínhamos de nos equilibrar sobre um telhado negro e acentuadamente inclinado, martelando pregos.  Após aproximadamente 30 minutos, pensei que iria morrer.  Ainda assim, continuamos trabalhando lá em cima por várias horas seguidas.  Finalmente, meu tio disse que era hora de fazermos um intervalo.  Rapidamente, corri para a mangueira do jardim, esguichei vários litros de água na minha cara e bebi uns dois litros.  Já meu tio simplesmente tomou uma xícara de café.  Aquilo foi inspirador. Outra memória de minha infância foi quando meu irmão conseguiu seu primeiro emprego na construção civil.  O trabalho era pesado.  Ao final do primeiro dia, ele voltou para casa parecendo um zumbi.  Conversávamos com ele, mas ele não conseguia articular nenhuma palavra.  Ele foi para o seu quarto escorando-se nas paredes e capotou na cama.  Durante semanas, esta foi a sua rotina.  E então, com o tempo, ele foi entendendo o funcionamento da coisa até finalmente pegar o jeito.  E aí ele se tornou uma máquina.  Aquele verão lhe forneceu a ética do trabalho que ele carregaria consigo para o resto de sua vida. Outras lembranças de meus primeiros empregos incluem: perfurar poços artesianos sob sol escaldante; esfregar os resíduos de mel das mesas de um restaurante em que trabalhei como auxiliar de garçom; recolher pratos de papel de 500 mesas após o almoço distribuído por uma empresa que fornece comidas e bebidas, a qual havia me contratado para tarefas gerais; administrar os ânimos de um enxame de pessoas que brigavam entre si para conseguir comprar as calças de $10 que estavam em promoção e que haviam virado moda em uma rede de varejo; sentir o terror de que o piano que eu tinha de carregar escada acima iria cair em cima de mim e me esmagar; recolher pequenos alfinetes no chão de provadores em uma loja de departamentos; aprender a manusear a enceradeira em uma loja de porcelanas, tudo isto me ajudou a ter uma ética sobre o trabalho honesto.


Em qualquer emprego, e especialmente naqueles que pagam pouco, você rapidamente descobre que trabalhar é algo que fatiga, tanto fisicamente quanto mentalmente.  Você tem de se concentrar intensamente no que faz, e por muito mais tempo do que você realmente quer.  Você tem de fazer coisas das quais não gosta.  Você irá encontrar várias desculpas para se desconcentrar e se distrair, mas não poderá fazê-lo porque há tarefas que têm de ser efetuadas.  E, se você não fizer a sua parte corretamente, todos os seus colegas que dependem da sua parte irão descobrir que a parte deles ficou mais difícil por sua causa, e por isso todos irão odiar você.Se você limpa banheiros de uma loja ou de um restaurante, você tem de se certificar de que sempre haverá papel higiênico ali, caso contrário os clientes ficarão furiosos.  Se você frita peixes, você tem de saber como administrar a quantidade de gordura, caso contrário você irá destruir o empreendimento.  Se você está instalando um cercado, você tem de saber cavar buracos profundos, caso contrário ela cairá em seis meses.  Se você lava carros, terá de aprender a fazer um bom serviço utilizando a quantidade mínima de água, sabão e cera, caso contrário você perderá dinheiro.  Você só aprende a evitar essas catástrofes de uma única maneira: fazendo sua tarefa, e sempre se aprimorando.



Ninguém já nasce sabendo que há uma relação direta entre aquilo que fazemos e suas consequências.  Muito pelo contrário: a própria definição de imaturidade é a incapacidade de assumir responsabilidades (como nossos pais sempre dizem).  E como aprendemos essa relação entre nossas ações e seus resultados?  Não há maneira melhor do que pelo mercado trabalho.  Trabalhamos, vemos o resultado, e somos pagos por isso.  É algo direto.  É algo bonito.  É algo que faz nosso cérebro enaltecer a relação entre ações e resultados.A escola nem sempre nos ensina isso.  Aliás, a "ação" na escola é algo bem limitado.  Tudo se resume a estudar, o que, na maioria das vezes, significa apenas imitar tudo o que a autoridade designada ordena.  No mundo real do trabalho, você tem de ser criativo.  Você tem de saber improvisar.  Você exercita um controle volitivo sobre o seu corpo, sobre o que ele faz, e então vê os resultados.  E os resultados não são abstrações como notas em um boletim escolar, mas sim algo muito concreto: salário na forma de dinheiro, o qual será utilizado para adquirir coisas que você quer.  E essa recompensa é oriunda do fato de que você se entregou por completo a uma atividade produtiva.


O trabalho é como uma universidade, uma verdadeira universidade que molda todo o caráter de uma pessoa de forma integral, e faz dela alguém melhor do que seria sem esta ocupação. Não fomos nós que humanizamos o capitalismo; foi o capitalismo que nos humanizou.  A riqueza produzida pelo capitalismo nos permitiu satisfazer nossas demandas humanitárias de maneiras que não eram nem sequer sonháveis em outras épocas, quando todos os seres humanos viviam, diariamente, no limiar da sobrevivência.


(Criança engraxate de ASTRACÃ)


SOBRE O TRABALHO INFANTIL


Era absolutamente impossível trabalhar apenas 8 horas por dia, ter uma semana de trabalho de apenas 40 horas, e abrir mão do trabalho infantil quando as condições materiais que permitem esse luxo ainda não existiam. Ao contrário do que alguns gostam de imaginar, os trabalhadores não trabalhavam longas jornadas e as crianças não trabalhavam desde muito cedo porque os empregadores apontavam uma arma para suas cabeças. Igualmente, eles não trabalhavam tanto só porque gostavam de laborar por longas, duras e desconfortáveis horas. Eles, assim como nós, teriam preferido trabalhar menos, ganhar mais, e usufruir melhores condições de trabalho.  No entanto, quando o capital, ferramentas tecnológicas, maquinários de alta produção, e de meios de transporte rápidos e eficientes é escasso, a produtividade é baixa.  Sendo a produtividade baixa, os salários inevitavelmente também serão baixos.  Sendo assim, para se alimentar toda uma família, serão necessárias várias horas de trabalho e muito mais pessoas trabalhando.


Para aqueles que têm sensibilidade artística, a visão e a sensação propiciadas por um tapete oriental original e tecido à mão(geralmente por crianças), é uma experiência única.  Esses artefatos são eternos em seu desenho e na sua qualidade, e seu aspecto melhora com a idade e com o uso.  Em uma recente aventura de compras, quando saímos à procura de um acréscimo à nossa coleção de kilims, vi um daqueles selos de controle de qualidade, um certificado de "sem uso de trabalho infantil". Devo confessar que fui acometido do mesmo tipo de sentimento que me ocorre quando um garçom assegura a meus amigos que o prato pedido não contém glutamato monossódico (usado na indústria alimentícia como intensificador de sabor).  Mas deixando de lado tais detalhes, minha intenção aqui é abordar a “bem  intencionada” porém, errônea tendência de boicotar ou banir os produtos feitos com trabalho infantil.


Um dos primeiros obstáculos é definir o que realmente constitui trabalho infantil.  Qual deve ser a idade de corte em sociedades nas quais a vida produtiva e reprodutiva começa muito cedo?  Nas pequenas cidades onde esses tapetes são produzidos, o casamento adolescente é comum até mesmo para os meninos.  E assim como ocorre nas comunidades rurais em vários países do mundo, ajudar nos negócios da família é algo que se aprende desde muito cedo.  Entretanto, isso são tecnicalidades de importância secundária em relação ao principal argumento, a saber: a única razão por que as crianças dos países avançados não precisam fazer esse tipo de trabalho é porque elas são mais ricas, e não por causa de leis contra o trabalho infantil ou porque tais países são de alguma forma cultural ou racialmente superiores.



Alguns anos atrás, quando vivíamos em Winnipeg, Canadá, nossa família teve a honra de fazer amizade com um grupo de ucranianos de ascendência alemã.  Sem dúvida, umas das pessoas mais gentis e adoráveis que você pode imaginar.  A maioria deles, hoje em seus anos dourados, teve de trabalhar muito duramente durante toda sua infância.  E estou me referindo a longas horas de jornada em fazendas ou em fábricas, com os pés descalços e de estômago vazio até o jantar, que era a única refeição do dia.  A Europa havia sido devastada pela guerra; não havia outra opção.Hoje, se você olhar para seus filhos e netos que cresceram em Winnipeg, que cresceram dentro desse mesmo grupo étnico e com os mesmos valores e crenças, verá um história muito diferente.  O sucesso econômico canadense está refletido na luxuosa infância deles.


Com efeito, quer gostemos ou não desta constatação, o desenvolvimento econômico é o precursor de todas as coisas boas e humanas.  Isso, algumas vezes, inclui até mesmo manifestações tangíveis de amor paternal, um pai que coloca um filho para operar uma máquina de tear durante dez horas por dia, o faz não por uma ganância insensível, mas porque é exatamente isso que trará comida à mesa, e os filhos e toda família que sofre e se alegram juntos, sabem disto.


Qualquer proibição ou boicote aos tapetes orientais, ou a qualquer outro produto que utilize trabalho infantil, é algo não apenas totalmente contraproducente, como também potencialmente ameaçador para a vida dessas mesmas pessoas que se está tentando proteger.  Somente o desenvolvimento econômico pode melhorar as vidas dessas crianças, e apenas o livre comércio irrestrito, tem esse potencial, é o que nos tem provado o bonde da história.


A expansão da escola obrigatória, em conjunto com uma variedade de leis que proíbem o trabalho infantil, acabou por artificialmente ampliar a duração da infância e da adolescência, levando ao surgimento do estereótipo do "típico adolescente" imaturo, sem a necessidade de assumir deveres e responsabilidades, o qual persiste até hoje. A adolescência se tornou um conceito social. A maioria das pesquisas sobre a adolescência, frequentemente abordadas em termos patológicos, começou na década de 1940. Desde então, intensificou-se a ideia de que a adolescência é uma fase intermediária entre a infância e a vida adulta, durante a qual o jovem está liberado de assumir deveres e responsabilidades profissionais, tendo apenas a obrigação de estudar (em escolas cujos currículos são determinados pelo governo) e uma maior liberdade para se comportar de maneira errática.



Compulsoriamente, removidos das experiências práticas da vida real, e confinados a um ambiente restritivo e artificial imposto pelo sistema escolar massificado, não é de se surpreender que os adolescentes de hoje demonstrem apatia, angústia, ansiedade e raiva. E, acima de tudo, um grande despreparo técnico e profissional.Porém, historicamente, não é assim que os adolescentes sempre se comportaram.


O impacto do sistema escolar compulsório e massificado sobre os adolescentes pode ser ainda mais severo. Forçadamente isolados do autêntico mundo adulto (com o qual, inevitavelmente, terão de interagir no futuro), superprotegidos e cada vez mais despreparados para as responsabilidades da vida, vários adolescentes acabam por se rebelar e adotar comportamentos autodestrutivos, que vão desde a raiva e a angústia até o vício em substâncias e o suicídio. Se o objetivo é conectar os adolescentes às experiências práticas e autênticas do mundo real, então acabar com o modelo de escola compulsória (e de currículo estabelecido pelo governo) e retornar aos sistemas de aprendizagem profissional, seria uma abordagem valiosa e já testada e aprovada na história com erros, acertos e melhoria contínua.


Estágios e programas de aprendizado profissional são valiosos em qualquer etapa da vida, principalmente quando se está na faculdade. Porém, permitir que eles ocorram já em idade escolar é essencial. Jovens que estão no ensino médio anseiam por experiências reais e significativas que levem à aquisição de habilidades e conhecimentos práticos. Permitir que, em vez da escola compulsória e controlada pelo governo, eles possam frequentar programas de aprendizado profissional, adquirindo desde cedo valiosas habilidades e conhecimentos práticos, não apenas pode atacar o crescente problema da confusão social e emocional que acomete os adolescentes, como também pode abrir um caminho para uma carreira de sucesso e de satisfação pessoal.Para isso, revogar as leis que obrigam a presença em escolas e que proíbem o trabalho infantil seria crucial.


Programas de aprendizado geram uma situação de ganho mútuo para os jovens aprendizes e para os empregadores que os contratam e os treinam. Os adolescentes adquirem habilidades práticas e benéficas, o que os leva para o autêntico mundo adulto. Adolescentes não são seres inerentemente problemáticos. Um século atrás, o grande anseio de um adolescente era se tornar um adulto responsável, respeitado e independente. Tal anseio foi destruído pelas regulamentações estatais sobre o mercado de trabalho e pelo sequestro educacional promovido pelo estado. As consequências não foram nada positivas para juventude. Por isso, o segredo para se resolver este desvio é simplesmente fornecer apoio ao desenvolvimento natural do indivíduo jovem. E isso deve ser feito libertando-o de ambientes institucionais restritivos e artificiais e permitindo que ele siga caminhos mais relevantes para a maturidade e a vida adulta.Houve um tempo no qual trabalhar era considerado uma virtude. Em uma sociedade cada vez mais acostumada a definir liberdade por "fazer o que quiser desde que seja com os frutos do labor dos outros". Hoje, o trabalho cada vez mais, é visto como um mal necessário, um vício, uma escravidão, algo que deve ser evitado a todo custo.


A grande verdade é que políticas no sentindo de eliminar o trabalho infantil só servem para impedir mais ainda o desenvolvimento, não só econômico mas também pessoal, já que cria barreiras para aqueles que querem crescer.Anos atrás, conheci uma família que, como muitos dos empreendedores do Brasil, sucumbiu ao apetite insaciável do nosso Estado. Um dos membros dessa família, um rapaz de 15 anos, queria trabalhar para ajudar sua família, mas devido a políticas de "amparo ao menor incapaz", não conseguia encontrar uma vaga, pois nenhum empregador queria quebrar a lei. Resultado: mais fome e miséria para uma família brasileira.



Considero que o trabalho ajuda a moldar bons cidadãos. Como colocou o religioso e colonizador do Oeste americano, Brigham Young, em 1853:


"Dinheiro não é o verdadeiro capital, apenas carrega o título. O verdadeiro capital é o trabalho e está confinado às classes trabalhadoras. Só elas o possuem. São os ossos, os nervos e os músculos do homem que subjugam a terra, fazem que ela ceda à sua força, administrando-a conforme seus variados desejos. Esse poder derruba montanhas e enche os vales, constrói cidades e templos e pavimenta as ruas. Em suma, o que mais há que traga abrigo e conforto ao homem civilizado, que não seja produzido pela força de seu braço fazendo com que os elementos se dobrem à sua vontade?"



Portanto, para famílias carentes, Impedir o trabalho infantil, é tirar mais um pedaço da liberdade. Em 1992, cerca de 50 mil crianças trabalhavam para a indústria têxtil em Bangladesh. "Sensibilizado" com situações como essa, o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma lei que proibiu a importação de bens fabricados com o uso de trabalho infantil. Qual foi o resultado prático dessa lei? As crianças deixaram de trabalhar e passaram a estudar ou brincar durante tempo que anteriormente passavam trabalhando? Não. A realidade mostrou-se muito menos bela do que as "nobres" intenções dos políticos americanos: muitas das crianças tornaram-se prostitutas, ladras, ou procuraram emprego em outras atividades de remuneração menor e/ou mais pesadas (como a quebra de pedras em pedreiras).



As consequências da aprovação dessa lei podem ter sido surpreendentes para muitos, mas não para aqueles que compreendem a lógica da ação humana. Como escreveu Ludwig von Mises em sua obra-prima, A Ação Humana: "O agente homem está ansioso para substituir uma situação menos satisfatória por uma mais satisfatória". Se as crianças de Bangladesh (ou seus pais) avaliassem que sua situação é pouco satisfatória, visualizassem situações que lhes são mais propícias e tivessem a expectativa de que um comportamento propositado poderia levá-los para um estado de maior satisfação, elas poderiam agir de forma a melhorar a própria situação. Em outras palavras, crianças como essas optam por trabalhar, pois elas subjetivamente avaliam que essa é a melhor entre as alternativas que conhecem e consideram factíveis.


Observadas tais considerações sobre a lógica da ação humana, é fácil perceber que, medidas que visam restringir o trabalho infantil não podem melhorar a vida das crianças e de suas famílias. Muito pelo contrário: o máximo que tais restrições às escolhas individuais podem fazer é privar as pessoas da possibilidade de optar por aquilo que elas consideram melhor para si mesmas. Tentativas de coibir o trabalho infantil, sejam através de leis ou de certificados de "sem uso de trabalho infantil", só são, portanto, capazes de prejudicar aqueles que se pretende ajudar, e isto não é só em Bangladesh, mas no Brasil e em qualquer parte do mundo, onde o trabalho infantil, mais que ideológico, é uma necessidade vital.



É hipocrisita do Estado, ONG´s e de qualquer entidade, quando regem neste assunto de suprimir o trabalho infantil e de menores, mas não dão condições para que possam readequar o seu ganho com outras atividades, desde melhores condições para os que estarão trabalhando para poderem se sustentar, quanto para os que estarão de fora de sua atividade laboral, sem alternativas para estudos, higiene, moradias e assim conseguirem estar aptos ao trabalho com dignidade, simplesmente proíbem e pronto, quem discordar que se exploda. A questão é que o Estado cobra os impostos com as falácias de que irão utilizar para a melhoria do povo, e ONG´s mentirosas, inoperantes só recebendo dinheiro do Estado e da iniciativa privada, sem fazerem nada.



A grande realidade, é que o trabalho costuma ser a melhor opção que as crianças destes países pobres encontram. Também, concordo com os possíveis risco do trabalho infantil. É preciso que se faça isto de forma equilibrada, porém, não igualitária, pois cada realidade familiar é diferente uma da outra. Mas sou obrigado a concordar que o trabalho costuma ser benéfico moralmente para as crianças. No Brasil de hoje em dia, elas aprenderiam muito mais trabalhando, do que frequentando as nossas atuais escolas públicas, onde só se aprende a virar bandido, prostituta, rebeldes, que só sabem cobrar direitos sem cumprir com seus deveres.



Por fim, é falacioso alegar que uma pessoa ou uma nação precisa ficar rica antes de ser uma boa pessoa humana. Este também é um tipo de alegação muito comum entre os esquerdistas que dizem, por exemplo, que a criminalidade tem causas exclusivamente econômica. Ora, o Brasil da era Ptista, teoricamente ficou mais rico e, no entanto, o índice de homicídios não se estabilizou e não parou de aumentar. Cinco décadas atrás, quando éramos um povo muito mais pobre, podíamos viver tranquilamente em casas sem muros, sem temer os nossos vizinhos. Portanto, se comprovou que o desenvolvimento econômico não nos trouxe mais humanidade nem bondade.


Fonte: Mises

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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