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Bispo Dom Mariano de Mossoró-RN: "Jesus morreu por motivação Religiosa e não política"

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 28 de março de 2021 | 14:00

 


 

“Novamente os judeus pegaram pedras para apedrejá-lo, mas Jesus lhes disse: Eu mostrei muitas boas obras da parte do Pai. Por qual delas vocês querem me apedrejar? Responderam os judeus: Não vamos apedrejá-lo por nenhuma boa obra, mas pela blasfêmia, porque você é um simples homem e se apresenta como Deus...” (João 10,31-33)

 

 

É muito comum ouvirmos dos adeptos da linha progressista (tais como o biblista italiano Alberto Maggi, frade da Ordem dos Servos de Maria, e o padre Francisco Cornélio, sacerdote da diocese de Mossoró-RN,e também biblista adepto das “TESES” de Alberto Maggi, sendo atualmente professor no curso de Teologia da Faculdade Diocesana de Mossoró-RN), de que Jesus morreu porque confrontou o Templo, um sistema de dominação e exploração dos pobres. Diante deste cabedal já não mais Teológico, mas achológico, onde cada um se julga o dono exclusivo da verdade, somos obrigados a ver argumentações completamente "nonsense" que além de negarem os motivos proféticos da morte de Jesus com um verdadeiro malabarismo achológico, para tentar convencer-nos e convencerem-se de que não foi por  motivação religiosa, vão além com a seguinte argumentação imanente e reducionista (os grifos e destaques são nossos, porém, as baboseiras achológicas estão no link logo após as afirmações espúrias abaixo):

 

 

“...Sendo assim, é inevitável que olhando para o crucifixo, com aquele corpo que foi torturado, ferido, riscado de correntes e coágulos de sangue expostos, aqueles pregos que perfuram a carne, aqueles espinhos presos na cabeça de Jesus, qualquer um se sinta culpado; o Filho de Deus acabou no patíbulo pelos nossos pecados! Corre-se o risco de sentimentos de culpa infiltrarem-se como um tóxico...” (Sacramento da confissão serve para que mesmo?).

 

“.... A morte de Jesus não se deve apenas a um problema teológico, mas econômico...” (nossa, quanto vale mesmo o sacrifício de Jesus?...Quem dá  mais?).

 

“...Jesus não morreu pelos nossos pecados, e muito menos por ser essa a vontade de Deus...” (esta sem sombra de dúvidas, merece ir para os anais oconcur da achologia).

 

“...O verdadeiro inimigo de Deus não é o pecado...mas o interesse, a conveniência e a cobiça, que tornam os homens completamente refratários à ação divina...” (ué, e isto não são pecados? e as consequências dele? trocaram seis por meia dúzia para dizer que é diferente?).

 

(https://www.brasildefato.com.br/2018/03/31/artigo-or-jesus-nao-morreu-pelos-nossos-pecados-e-sim-por-enfrentar-o-sistema/)

 

 

 

Desde o princípio da Cristandade, a Igreja sempre se confrontou e combateu os falsos ensinamentos ou heresias. Hoje em dia basta darmos uma rápida busca na Net para encontrarmos em qualquer cidade do mundo, uma denominação religiosa que nos diga exatamente aquilo que queremos ouvir. Algumas ensinam que Jesus não é Deus, ou que Ele é a única pessoa da Trindade, ou que existem muitos deuses (três dos quais são o Pai, o Filho e o Espírito Santo) ou que nós podemos nos tornar "deuses", ou que uma pessoa uma vez salva, jamais poderá perder sua salvação, ou que não existe inferno, que não existe pecado, ou que o homossexualismo é apenas mais uma expressão da sexualidade humana, portanto um estilo de vida aceitável para um cristão, ou qualquer outro tipo de ensinamento. A Bíblia nos advertiu que isso ocorreria. O Apóstolo Paulo avisou ao seu aluno Timóteo: 

 

 

 

 

"Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas suas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si...” (2Tim. 4,3-4).

 

 



O QUE É HERESIA?

 

 

 

Sem a intenção de encerrar este assunto e não sendo o objetivo deste artigo tratar da controversa temática das heresias, nem tão pouco denegrir a imagem de alguém, cumpre-nos dar algumas palavras sobre a natureza da heresia, a qual sem exceções na história da Igreja, não surgiram de má fé, mas sempre de um ponto de vista pessoal, querendo passar para o universal. Isso é muito importante já que o termo em si carrega um forte peso emocional e frequentemente é mal utilizado. Heresia não significa o mesmo que incredulidade, cisma, apostasia ou qualquer outro pecado contra a fé. 

 

 

 

O Catecismo da Igreja Católica define a heresia do seguinte modo:

 

 

 

"Incredulidade é negligenciar uma verdade revelada ou a voluntária recusa em dar assentimento de fé a uma verdade revelada. Heresia é a negação após o batismo de algumas verdades que devem ser acreditadas com fé divina e Católica, ou igualmente uma obstinada dúvida com relação às mesmas; apostasia é o total repúdio da fé cristã; cisma é o ato de recusar-se a submeter-se ao Romano Pontífice ou à comunhão com os membros da Igreja sujeitos a ele" (CIC 2089).

 

 

 

 

Para ser culpado de heresia, uma pessoa deve estar obstinada (incorrigível) no erro. 

 

 

 

Uma pessoa que está aberta à correção ou que simplesmente não tem consciência de que o que ela está dizendo é contrário ao ensinamento da Igreja, não pode ser considerada como herética. A dúvida ou negação envolvida na heresia deve ser pós-batismal. Para ser acusado de heresia, uma pessoa deve ser antes de tudo um batizado. Isso significa que aqueles movimentos que surgiram da divisão do Cristianismo ou que foram influenciados por ele, mas que não administram o batismo ou que não batizam validamente, não podem ser considerados heresias mas apenas religiões separadas (exemplos incluem Muçulmanos que não possuem batismos e Testemunhas de Jeová que não batizam validamente).E, finalmente, a dúvida ou negação envolvidos na heresia devem estar relacionados a uma matéria que deve ser crida com "fé Católica e divina" - em outras palavras, alguma coisa que tenha sido definida solenemente pela Igreja como verdade divinamente revelada (por exemplo, a Santíssima Trindade, a Encarnação, a Presença Real de Cristo na Eucaristia, o Sacrifício da Missa, a Infalibilidade Papal, a Imaculada Conceição e Assunção de Nossa Senhora).É especialmente importante saber distinguir heresia de cisma e apostasia. No cisma, uma pessoa ou grupo se separa da Igreja Católica sem repudiar nenhuma doutrina definida. Já na apostasia, uma pessoa repudia totalmente a fé cristã e não mais se considera cristã. É interessante notar como, de uma forma ou outra, a imensa maioria destas heresias permanece. Isto prova que a sinceridade não é o critério da verdade, pois uma pessoa pode estar sinceramente enganada.

 

 

 

 

 

Há uma afirmação fundamental presente na nossa profissão de fé e que não podemos deixar de lado sem comprometer o mistério da encarnação:

 

 

“E por nós homens-mulheres (‘antrópous’), e para nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem...”

 

 

Isso quer significar que Jesus de forma Teândrica, entra na conflitividade humana com sua vida paixão morte e morte de Cruz, como afirma a Gaudium et Spes 22:

 

 

“Com efeito, por Sua encarnação, o Filho de Deus uniu-se de algum modo a todo homem. Trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana, amou com coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado”.

 

 


 

Por que foi necessária a morte de Cristo?

 

 

É comum ouvir a expressão “Cristo morreu na cruz por nós", mas o que ela significa? Como funcionou, na prática, a redenção dos pecados da humanidade através da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo na Cruz? No Antigo Testamento animais eram sacrificados, pois havia uma aliança entre Deus e o povo de Israel, na qual esses deveriam cumprir a referida aliança obedecendo à Lei. Cabia ao povo ser fiel, todavia, a Lei era muitíssimo rígida, tanto que era quase impossível cumpri-la à risca. Deste modo, foram criados mecanismos para a chamada “expiação", por meio da qual o povo seria redimido de suas faltas. Um dia no ano era dedicado à expiação - o Yom Kipur. O Sumo Sacerdote entrava no Santo dos Santos, lugar mais sagrado do Templo - onde pronunciava o nome de Deus e aspergia o propiciatório com o sangue das “vítimas". O propiciatório, por sua vez, era o lugar onde Deus estava.

 

 

O sangue significava que o homem merecia, de fato, a morte, pois não obedecia a Lei. Ao jogar o sangue cheio das misérias naquele lugar santo, ele se tornava purificado por causa da presença de Deus. O Santíssimo (Deus) purificava o sangue (povo).Ora, logo os profetas passaram a denunciar a insuficiência desses cultos e sacrifícios. Era evidente que o sangue de touros, bodes e carneiros não purificava nada. O sacrifício era sempre incompleto e precisava ser repetido todos os anos.

 

 

Era desejo de Deus que os homens O obedecessem, que cumprissem a Lei plenamente. E, para que o povo honrasse a Aliança era necessário que tivesse um novo coração. Foi o profeta Ezequiel que deu a chave:

 

 

“Dar-vos-ei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e voz darei um coração de carne" (Ezeq 36,26).

 

 

 

O Antigo Testamento se fecha, portanto, com essa grande expectativa: um coração novo! E a promessa se cumpriu em Jesus Cristo. Deus se fez homem para dar ao homem um coração novo, um coração obediente que realizou a Lei completamente e a Aliança Perfeita. A união perfeita entre Deus e o homem acontece na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

 

O Catecismo da Igreja Católica resume de forma magistral esta realidade:

 

 

Quando São Paulo diz de Jesus que “Deus o destinou como instrumento de propiciação, por seu próprio Sangue, quer afirmar que na humanidade deste último “era Deus que em Cristo reconciliava consigo o mundo. (CIC - 433)

 

 

Jesus é o propiciatório! Ao derramar Seu sangue na Cruz, o sangue da vítima toca o propiciatório, por assim dizer e ali acontece o sacrifício expiatório definitivo, posto que perfeito. Na Cruz, o puro e imaculado que é Jesus, toma sobre si os pecados da humanidade. Não mais simbolicamente, como no Antigo Testamento, mas de forma real. A miséria, o pecado, a desgraça, a morte tocam no propiciatório que é Jesus e tudo é lavado, purificado, liberto. Para isso é que foi necessária a morte de Cristo na Cruz.

 

Por Padre Paulo Ricardo

 





AS MOTIVAÇÕES POLÍTICO SOCIAIS COMO CAUSAS SEGUNDAS NA MORTE SACRIFICAIL DE JESUS NO PLANO DIVINO

 

 

João 11,47-53: “Então, os chefes dos sacerdotes e os fariseus convocaram uma reunião do Sinédrio. E disseram: O que poderemos fazer? Pois esse homem realiza muitos sinais. Se o deixarmos seguir livre, todos acreditarão nele, e então virão os romanos e tomarão tanto o nosso lugar, como a nossa nação. Entretanto, um dentre eles, chamado Caifás, que naquele ano era o sumo sacerdote, disse a eles: Vós falais do que não compreendeis. Nem considerais que é do vosso interesse que morra um só homem pelo povo, e não pereça toda a nação. Por outro lado, ele não revelou isso de si mesmo, mas sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus morreria pela nação judaica. E não somente por aquela nação, mas também para congregar em um só povo os filhos de Deus que andam espalhados pelo mundo. Assim, daquele dia em diante, pactuaram em tirar a vida de Jesus...”

 

 

 

Ora, neste contexto, não podemos deixar de lado aquilo que São Tomás de Aquino explicitou sobre as causas segundas no plano de Deus para se chegar a causa primeira:



A Providência designa a ação no mundo de uma vontade externa (não humana, transcendente), levando os eventos a um fim. Referida como providência divina é um termo teológico que se refere a um poder supremo regendo o mundo. Deus, por sua providência, governa e rege tudo o que recai sob algum movimento para um fim, movimento corporal ou movimento espiritual, afirma São Tomás de Aquino (Tomás de Aquino. Suma contra os Gentios, Livro III, Capítulo LXIV). Ele define o papel da providência como fornecer a cada criatura o que ela precisa para atingir seu fim e remover obstáculos que possam impedi-la de lá chegar. (Tomás de Aquino. Livro das Sentenças, Livro IV, Distinção XI, questão I, artigo 3 solução). A Providência abraça um duplo objeto, primeiro a ordem das coisas no pensamento divino e, em seguida, a realização dessa ordem por meios garantidos. É por providência que está prevista a conexão das coisas relativamente ao seu fim e que a execução desta ordem não é entravada, o que constitui o governo.(Thomas d'Aquin, Somme Théologique, Première Partie, Question XXII, article 3, réponse).

 

Para Boécio, uma das perguntas mais importantes para nós é a da Providência, tema amplamente abordado em seu A Consolação da Filosofia e contrastado com a Fortuna (Boécio - A Consolação da Filosofia, lib. IV, pros. VI, Opp.). Em Boécio, a providência, assimilável ao governo divino do mundo, é, portanto, a razão divina que ordena todas as coisas, enquanto o destino é a mesma ordem que regula em detalhes o desenrolar do plano divino no tempo:

 

“Esse encadeamento de coisas e eventos, considerado em sua fonte divina, é o que chamamos de Providência; mas se o considerarmos em seu objeto, isto é, nas coisas criadas, que recebem forma e movimento da Providência, é o que os antigos chamavam de Destino. À primeira vista, Providência e Destino parecem ser a mesma coisa, mas em lhes aprofundando, percebemos a diferença; pois a Providência é a própria inteligência soberana, que regula e dirige tudo; e Destino é o arranjo diferente das coisas criadas, pelo qual ela as põe em seu lugar. A Providência de fato abrange todas as coisas deste mundo ao mesmo tempo, por mais diferentes, por mais numerosas que sejam, e o destino está ligado a cada coisa em particular, e diversificado, por assim dizer, tanto quanto as coisas são. pelas diferentes combinações de movimento, modificações, tempos e lugares; de sorte que essa ordem de coisas e tempos reunidas nas ideias de Deus é o que deve ser chamado de Providência; e quando a consideramos dividida e distribuída sucessivamente às criaturas, é isso que tem sido chamado de destino. Essas duas coisas são, portanto, diferentes: uma, no entanto, depende da outra; pois a ordem dos destinos é apenas o efeito da Providência.” (A Consolação da Filosofia, IV, 6):

 

 

 

Ao contrário da oposição clássica entre providência e destino, os dois podem ser combinados: Tomás de Aquino assim retoma Boécio.( Suma Teológica, Livro I, qu.116: Do destino).A Providência e o Destino seriam então dois lados do mesmo fenômeno, em particular apelando à distinção estoica entre causas perfeitas e principais e causas secundárias. Em relação à implementação do plano divino, Tomás de Aquino segue, com o conhecimento do século XIII, raciocínio semelhante ao de Boécio (qu. 116):

 

 

A ordenança dos efeitos pode ser visualizada de duas maneiras. Primeiro, como é no próprio Deus, e neste caso a ordem dos efeitos é chamada Providência. Segundo, conforme a mesma ordenança é considerada nas causas intermediárias ordenadas por Deus para produzir certos efeitos, ela assume a racionalidade do Destino.

 

A Providência não é exercida da mesma maneira em seres racionais e animais, de acordo com Tomás. No primeiro caso, combina as questões da graça e do livre arbítrio. É nesse sentido que o catecismo da Igreja Católica Romana dá a seguinte definição:

 

 

"A Divina Providência, estas são as disposições pelas quais Deus conduz com sabedoria e ama todas as criaturas até o seu fim último".(Catecismo da Igreja Católica, §321)

 

 


 

 

Ora, negar que Jesus morreu por motivação religiosa é querer negar o óbvio, o qual já dizia Clarice Lispector “é a verdade mais difícil de enxergar”, pois há muitos textos do Novo Testamento que apontam para o sentido da morte de Jesus na linha da expiação pelos pecados e do sacrifício para a salvação do gênero humano. (cf. Mc 14,22-25; Mt 26,26-29; Jo 6,51-58; 1Cor 11,23-26). Jesus é visto como o Justo, o Inocente, que com sua morte estabelece uma nova relação entre o ser humano e Deus. Sua morte é vista como redentora, expiatória, sacrifical e religadora. Alcança o perdão dos pecados e inaugura uma nova e definitiva aliança de Deus com seu povo. 



É nesta linha segura e tradicional da Igreja que Dom Mariano afirma em sua brilhante e catequética homilia do Domingo de Ramos de 2021, partindo das escrituras ao dizer que os Judeus não estavam a condenar Jesus por suas boas obras sociais, mas por que sendo homem, queria se passar por filho de Deus, portanto, o motivo da condenação e morte era religioso e não político. 


Veja a homilia na íntegra do Domingo de Ramos 2021, com bispo de Mossoró-RN Dom Mariano, no vídeo abaixo:



Fonte original: https://www.facebook.com/paroquiasantaluziamossoro/videos/missa-de-domingo-de-ramos-e-paix%C3%A2o-do-senhor-11-h/3743265259105689/?__so__=permalink&__rv__=related_videos

 


CONCLUSÃO:



Parabéns ao bispo da Diocese de Mossoró-RN, Dom Mariano Manzana, que ao contrário de ficar com a fé de “biblistas”, como um bom pastor e guardião da verdadeira fé, relembrou e confirmou com sua magistral homilia catequética, a fé dos apóstolos e a fé solenemente professada pela Santa Mãe Igreja, coluna e sustentáculo da verdade (conf. I Tim 3,15). Pouco antes de morrer, encarcerado em Roma o Apóstolo São Paulo escreveu sua última carta, a sua segunda a Timóteo. Nela ele recorda que é anunciador da mensagem salvadora:


 

“Cristo Jesus destruiu a morte, fez brilhar a vida e a imortalidade” (2, 10).

 

 

Por causa deste ministério ele sofreu muito como mostra em 2Cor 11, 23-29. Para seguir o Cristo, Paulo deixou todos os seus títulos de genuíno fariseu (Fl 3, 4-11) e enfrentou os desafios da pregação do Evangelho “loucura e escândalo” (1Cor 1, 23). Foi, por isto, acusado de subversivo (cf. At 17, 7), nocivo à indústria dos ourives (cf. At 19, 23-40), prejudicial ao comércio dos adivinhos (cf. At 16, 16-19), traidor da Lei de Moisés (cf. At 18, 12-17). Suportou tudo por a amor a Jesus. Nunca se arrependeu de ter confiado no Cristo. Com alegria escreveu:

 

“Eis por que sofro estas coisas. Todavia… sei em quem pus a minha confiança, e estou certo de que Ele é capaz de guardar o meu depósito até aquele Dia” (2Tm 1, 12).

 

 

“Sei em quem acreditei (pepísteuka)”. Este verbo em grego indica algo de estável e imutável. Ele sabia que se entregou a sua vida não a um mero homem, nem a uma facção poderosa, mas a Jesus Cristo, Filho de Deus. Sabia que não seria decepcionado, mas, ao contrário, o seu depósito lhe seria guardado e entregue naquele Dia, no Dia do Juízo Final. Depósito, parathéke em grego, era um valor entregue aos cuidados de uma pessoa de confiança, e que deveria ser devolvido ao depositante, por um contrato baseado na lei romana. Paulo termina a sua vida dizendo:


“Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Desde já me está reservada a coroa da justiça, que me dará o Senhor, justo Juiz, naquele Dia” (2Tm 4, 7s).

 

 

Essas palavras do Apóstolo e a sua atitude, devem ser modelo de vida para nós cristãos. Quem abraça o Evangelho, deposita nas mãos de Jesus Cristo toda a sua vida; não pertence mais a si, mas é selado como propriedade dele (cf. 2Cor 1, 22; Ef 1, 13s). Esta decisão pode parecer arriscada, mas é sumamente sábia. O cristão pode e deve dizer:

 

“Sei em quem pus a minha confiança…!”

 

Pus a minha confiança salvadora e plenamente libertadora em Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Igreja, que é coluna e sustentáculo da verdade (I Tim 3,15), e não em biblistas ou teólogos de novidades. Reze agora com o nosso credo milenar e imutável:

 

 

Profissão de fé – Credo Niceno – Constantinopolitano

 

Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos. Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus, e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; Ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados, e espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém!!!



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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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