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Como a Igreja Católica concilia a doutrina da Criação na bíblia com a Teoria da Evolução e existência de Extra Terrestres?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 2 de setembro de 2020 | 14:19


(A evolução faz parte da criação)




O Papa Francisco afirmou nesta segunda-feira durante discurso na Pontifícia Academia de Ciências, que:





“A Teoria da Evolução e o Big Bang são reais e criticou a interpretação das pessoas que leem o Gênesis, livro da Bíblia, achando que Deus tenha agido como um mago, com uma varinha mágica capaz de criar todas as coisas".



Segundo o papa Francisco:



“A criação do mundo não é obra do caos, mas deriva de um princípio supremo que cria por amor. O Big Bang não contradiz a intervenção criadora, mas a exige”,  disse o pontífice na inauguração de um busto de bronze em homenagem ao Papa Emérito Bento XVI.






O Big Bang é, segundo a maior parte da comunidade científica, a explosão ocorrida há cerca de 13,8 bilhões de anos que deu origem à expansão do Universo. Já a Teoria da Evolução, iniciada pelo britânico Charles Darwin (1809-1882), que prega que os seres vivos não são imutáveis e se transformam de acordo com sua melhor adaptação ao meio ambiente, pela seleção natural.



O Papa Francisco acrescentou dizendo que a "evolução da natureza não é incompatível com a noção de criação, pois exige a criação de seres que evoluem. Ele criticou que quando as pessoas leem o livro do Gênesis, sobre como foi a origem do mundo, pensam que Deus tenha agido como um mago. Mas não é assim", explica.



Segundo Francisco:


“O homem foi criado com uma característica especial – a liberdade – e recebe a incumbência de proteger a criação, mas quando a liberdade se torna autonomia, destrói a criação e homem assume o lugar do criador. Ao cientista, portanto, sobretudo ao cientista cristão, corresponde a atitude de interrogar-se sobre o futuro da humanidade e da Terra; de construir um mundo humano para todas as pessoas e não para um grupo ou uma classe, concluiu o pontífice.



Fonte: G1








Padre e Astrônomo José Funes afirma: “Não há conflitos entre ETs (Extra Terrestres) e a Igreja”



(Por: Cerar Baima)


Inspirado pelo que chama de "época de ouro" da conquista do espaço, que culminou com a chegada do homem à Lua em 1969, José Funes, então com seis anos, decidiu ser astrônomo. Quase 15 anos depois, porém, ouviu outro chamado, desta vez de Deus. Assim, logo depois que obteve seu diploma de astrônomo da Universidade de Córdoba, na Argentina, em 1985, ingressou na ordem dos jesuítas, recebendo novo diploma em filosofia antes de seguir para Roma, onde foi ordenado.


Em 2006 os dois caminhos se encontraram e Funes foi apontado diretor do Observatório do Vaticano pelo Papa Bento XVI. Homem de fé e de ciência, ele defende o diálogo como forma de superar os conflitos. Para ele, “o Big Bang e o Gênesis não são contraditórios, e sim caminhos diferentes da eterna busca humana pelo conhecimento e pela verdade”.



Até a possibilidade de existência de vida extraterrestre já é aceita pela Igreja. "Não vejo contradição entre fé e ciência, pois a verdade é uma só", diz ele, que está no Rio para participar do workshop "The Evolving Universe", evento promovido pela PUC-Rio e pela Fundação Planetário.




SEGUE UMA ENTREVISTA COM O PADRE CIENTISTA:




1)- Sendo, ao mesmo tempo, cientista e padre, como o senhor equilibra questões de ciência e fé?


JOSÉ FUNES: Não vejo contradição entre fé e ciência, pois a verdade é uma só. Creio que as duas ajudam e apoiam uma a outra. Claro que cada uma tem sua própria linguagem, método e perspectiva, mas podemos aprender da diversidade entre as duas. Houve conflitos no passado e provavelmente teremos conflitos no futuro, mas podemos superar esses conflitos com o diálogo.


2)- O Senhor certamente já ouviu questionamentos do tipo: "a Bíblia diz que Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo, quando então Ele teria criado o Universo?". Como isso influencia o diálogo?


FUNES: É preciso estarmos atentos à linguagem, ao contexto e às culturas. A Bíblia não é um livro de ciência. Então, se estamos procurando uma explicação científica para o início do Universo, não vamos achar na Bíblia. A Bíblia é um livro que foi escrito entre 2 mil e 3 mil anos atrás e seus autores não tinham o conhecimento científico que temos hoje. O livro do Gênesis não diz como Deus criou o Universo, o que havia no seu começo, se era matéria escura, energia escura, átomos. Esse não é o escopo e o objetivo da Bíblia. Os autores da Bíblia foram inspirados por Deus para comunicar uma mensagem religiosa e não uma mensagem científica.


3)- O senhor concorda que o Big Bang é a melhor explicação para a origem do Universo? O que sente quando dizem que ele não precisou da ação de Deus para acontecer?


FUNES: A teoria do Big Bang é a melhor explicação científica que temos hoje para a origem do Universo. Temos várias evidências de que o Universo tem cerca de 14 bilhões de anos e, com os dados que temos, é, sim, a melhor explicação disponível. Deus, para nós cristãos, não é a energia escura, a gravidade ou qualquer outra explicação científica de como o Universo se fez. Esse não é o Deus cristão. O Deus em que acreditamos é o pai de Jesus, autor da criação, o pai amoroso que toma conta de nós e nos ama tanto que nos enviou seu filho. Claro que se pensarmos Deus como a energia escura, a força da gravidade etc, não precisamos de Deus para explicar a realidade do Universo.


4)- E quanto aos argumentos de que o Universo que vivemos é resultado de um desenho inteligente que seria a prova da existência de Deus?


FUNES: Se entendermos o desenho inteligente como um teoria científica ou um caminho teológico para Deus, não concordo, pois não é boa ciência, nem boa teologia. Segundo a teoria do Big Bang, de forma a termos vida como conhecemos, precisamos que o Universo tenha tido uma espécie sintonia fina. Se diferentes parâmetros físicos, como a massa do elétron, a constante da gravidade, a velocidade da luz, tivessem seus valores mudados, acabaríamos com um Universo diferente. Não é possível ter uma prova da existência de Deus do ponto de vista da ciência. Por outro lado, essas explicações científicas são racionais e compatíveis com nossa crença de que Deus é o Criador. Não vejo nenhum conflito real entre a teoria do Big Bang e o que sabemos pela fé. Do ponto de vista da fé, creio que há um propósito para a criação do Universo.






5)- A Igreja aceita a possibilidade de existência de vida extraterrestre?


FUNES: Primeiro, deixemos bem claro que ainda não temos provas de que exista vida no Universo fora da Terra. Dito isso, há um ramo interdisciplinar de estudo chamado astrobiologia que tem se desenvolvido muito nos últimos 20 anos e que tem como objetivo procurar por vida. Vivemos em um Universo com centenas de bilhões de galáxias, cada uma delas formada por centenas de bilhões de estrelas, que por sua vez têm centenas de bilhões de planetas orbitando elas, então é possível que haja vida lá fora no Universo. Vamos ver. Não há conflito entre a possibilidade de existência de vida extraterrestre e a doutrina da Igreja. Temos que fazer mais pesquisas, pois até o momento não temos provas da existência de vida fora da Terra. A Igreja encoraja essas pesquisas e não podemos fazer mais que isso.


6)- E se encontrarmos vida fora da Terra e ela for diferente de nós, o senhor acha que há alguma contradição com os ensinamentos da Igreja? Afinal, a Bíblia não diz que fomos criados à imagem e semelhança de Deus?


FUNES: Não vejo nenhuma contradição entre a possibilidade de existência de vida no Universo com a fé em Deus como o Criador. Nós fomos criados à imagem de Deus, mas basicamente é nossa natureza espiritual(dotada de liberdade, vontade e inteligência) que foi criada à imagem de Deus. Isso é que é importante. Outros seres podem ter sido criados com diferentes aparências, mas também, abrigando a natureza espiritual de Deus.


7)- O mesmo vale para a discussão entre criacionismo e evolução?


FUNES: Não sou biólogo, e sim astrônomo, mas posso dizer que do ponto de vista da ciência a evolução está comprovada. Na opinião da Igreja, não há oposição entre a criação e a evolução. Assim como no caso do Big Bang, são linguagens diferentes. Não podemos ler a Bíblia literalmente e isso está claro para a Igreja Católica. Ninguém na Igreja faria isso. E temos evidências da ciência de que as evolução existe. Assim como a vida, o Universo também evolui. Nos próprios processos físicos há evolução das galáxias, das estrelas, então a ideia da evolução é bem compreendida por nós.



Fonte: O Globo.com








A teoria da evolução é incompatível com a fé católica?



ACI DIGITAL - REDAÇÃO CENTRAL, 14/02/2020 - No dia 12 de fevereiro, completou-se 211 anos do nascimento de Charles Darwin, o reconhecido cientista que propôs a teoria da evolução através da seleção natural, um processo de transformação das espécies por meio de mudanças produzidas em gerações sucessivas.O trabalho de Darwin, que foi divulgado em 1859, é aceito hoje por praticamente todos os cientistas. Entretanto, esta teoria é compatível com a fé católica?



Pe. Jorge Loring, em seu livro ‘Para Salvar-te’, afirmou sobre a teoria de Darwin que, embora “o corpo possa vir por evolução”, não ocorreria o mesmo com a alma de uma pessoa, porque esta “é espiritual. Há muitos teólogos católicos que defendem esta teoria, que não é condenada pela Igreja. A partir da fé e da filosofia, não há inconveniente em admitir a teoria da evolução”, acrescentou.



Por sua parte, Pe. Mariano Artigas, doutor em filosofia, física e teologia, adverte em seu livro  As fronteiras do evolucionismo, que o fato da evolução “é uma hipótese e não há algo cientificamente indiscutível. Afirma-se, por evidências lógico-argumentativas, mas não se prova”.


Em 1950, o Papa Pio XII afirmou na encíclica Humani Generis que:


“O Magistério da Igreja não proíbe que nas investigações e disputas entre homens doutos de ambos os campos se trate da doutrina do evolucionismo, que busca a origem do corpo humano em matéria viva preexistente. Porém, enfatizou que a fé nos obriga a reter que as almas são diretamente criadas por Deus”.



O próprio Darwin disse ao final de seu livro ‘A origem das espécies’ que:


“É grandioso o espetáculo das forças variadas da vida que Deus infundiu nos seres criados, fazendo-os se desenvolver em formas cada vez mais belas e admiráveis”.



O Pew Research Center reuniu 5 fatos sobre o que as pessoas pensam em relação à evolução:



1)-A maioria dos norte-americanos aceita a evolução - Segundo um recente estudo, aproximadamente 8 de cada 10 adultos norte-americanos (81%) dizem que os seres humanos evoluíram com o tempo. Entretanto, 33% do total expressa a crença de que os seres humanos e outros seres vivos evoluíram exclusivamente devido aos processos naturais. 48% dos norte-americanos dizem que a evolução foi guiada por um ser supremo. A mesma pesquisa indicou que apenas 18% dos norte-americanos rejeitam completamente a evolução.


2)-A maioria dos cientistas acredita que os seres humanos evoluíram com o tempo - De acordo com uma pesquisa de 2014 sobre ciência e sociedade, enquanto 98% dos cientistas da ‘Associação Norte-americana para o Avanço da Ciência’ acreditam que os seres humanos evoluíram com o tempo.Do mesmo modo, outro estudo recente indica que três quartos (76%) dos norte-americanos acreditam que a maioria dos cientistas sustenta esta opinião. O público em geral que rechaça a evolução está dividido sobre se existe um consenso científico a respeito do tema: 46% diz que a maioria dos cientistas pensa que os humanos evoluíram devido a processos como a seleção natural, e 52% dizem que a maioria dos cientistas pensa que os humanos sempre existiram em sua forma atual.



3)- Decisões judiciais proíbem o ensino do Design Inteligente em escolas públicas -  A teoria do Design Inteligente aponta a uma inteligência superior que deve ter criado a complexidade do sistema da criação.Apesar dos esforços de muitos estados e cidades norte-americanas por proibir o ensino da evolução em escolas públicas e ensinar alternativas à evolução, os tribunais negaram nas últimas décadas os planos de estudo que se desviam da teoria evolutiva.


4)-A maioria dos norte-americanos afirma que ciência e religião costumam estar em conflito - Segundo uma pesquisa de 2015, a maioria dos norte-americanos (59%) afirma que a ciência e a religião estão frequentemente em conflito. Entretanto, os que são mais praticantes de sua religião são menos propensos que outros a ver este “choque”.Entre os que vão à igreja ao menos uma vez por semana, a metade (50%) considera que a religião e a ciência estão em conflito, em comparação aos que raramente ou nunca vão à igreja (73%).Ao mesmo tempo, a maioria das pessoas (68%) diz que suas próprias crenças religiosas pessoais não chocam com a doutrina científica aceita.


5)-Comparado aos Estados Unidos, em outros países a evolução é mais rejeitada -  Na América Latina, aproximadamente 4 de cada 10 habitantes de vários países – incluindo Equador, Nicarágua e República Dominicana – dizem que os seres humanos e outros seres vivos sempre existiram em sua forma atual. Isso ocorre mesmo quando os ensinamentos oficiais do catolicismo, que é a religião majoritária na região, não rejeitem a evolução. Por outro lado, os muçulmanos em muitas nações estão divididos. Entretanto, a maioria dos países, como Afeganistão, Indonésia e Iraque, rejeitam a evolução.


Fonte: ACI digital






















O que a Igreja Católica diz sobre a teoria da evolução?



*Padre Mário Marcelo, scj



Reflita, através dos pensamentos da Igreja, sobre a origem da vida através do que disseram os papas?






1)-Em sua Encíclica “Humani generis” (1950), Pio XII afirmava que “o magistério da Igreja não proíbe que nas investigações e disputas entre homens doutos de ambos os campos se trate da doutrina do evolucionismo, que busca a origem do corpo humano em matéria viva preexistente (pois a fé nos obriga a reter que as almas são diretamente criadas por Deus), segundo o estágio atual das ciências humanas e da sagrada teologia, de modo que as razões de uma e outra opinião, isto é, dos que defendem ou impugnam tal doutrina, sejam ponderadas e julgadas com a devida gravidade, moderação e comedimento”.(Cf. Alocução à Academia das Ciências, 30 nov 1941; AAS, 33(1941), p.506). Pio XII encorajava um confronto “sério, moderado e temperado”, porém, o Pontífice insistia em afirmar que “a fé católica manda defender que as almas são criadas imediatamente por Deus no momento da concepção”. Com os avanços científicos, as novas descobertas neste campo e a exegese bíblica, levam ao reconhecimento da teoria da evolução como mais do que uma hipótese. Esta teoria tem sido mais aceita pelos pesquisadores, fundamentados em uma série de descobertas em vários campos do conhecimento e com argumentos significativos na defesa dessa teoria.







2)-Na Encíclica “Fides et ratio” (1998), o Papa São João Paulo afirma que “a fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou, no coração do homem, o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, conhecê-Lo, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio”. O Papa estimula um diálogo honesto e aberto entre a fé e a ciência, e que não pode haver contraposição, pois buscam a verdade e, de modo diferente, devem chegar a Deus. Graças à investigação científica, compreendemos muito melhor a grandeza do universo e a presença de Deus. A Igreja Católica é “apaixonada” pelas diversas ciências. A teoria da evolução é um tema relevante nos debates em torno da vida e mais especificamente, do início da vida humana, e envolve questões científicas, filosóficas e teológicas, cada uma com sua especificidade e autonomia. Deve-se haver uma aproximação entres os diferentes campos de investigação sem a sobreposição de um sobre o outro. Não podemos fazer uma leitura materialista e redutiva nem mesmo leituras espiritualistas sobre a origem do ser humano.  Em 22 de outubro de 1996, São João Paulo II fez um discurso na Pontifícia Academia das Ciências afirmando que a evolução “já não era uma mera hipótese, mas uma teoria”. O Papa declarou que a Igreja estava interessada diretamente na questão da evolução, porque esta influi na concepção do homem, “sobre o qual a Revelação mostra que foi criado à imagem e semelhança de Deus”. Continua o Papa: “Não basta a evolução das espécies para explicar a origem do gênero humano, como não basta a casualidade biológica para explicar por si só o nascimento de uma criança”.






3)- Papa Bento XVI afirma que chegamos à fé por meio da razão, apoiando o diálogo entre fé e ciência. O Pontífice não concorda, no entanto, com o evolucionismo radical. Em visita à Alemanha, em setembro de 2006, criticou o que chamou de “essa parte da ciência que se empenha em buscar uma explicação do mundo na qual Deus é supérfluo”. Joseph Ratzinger considerou, na ocasião, “irracionais” as teorias que consideram a existência da humanidade um “resultado do acaso” e destacou que, para os cristãos, “Deus é o criador do céu e da terra, e que para entender a origem do mundo é preciso ter Deus como ponto de referência”. Para Bento XVI, a fundação do cosmos e sua evolução estão na sabedoria divina, isto é, “não quer dizer que a criação só tem a ver com o começo do mundo e da vida”…, implica também que Deus abarca essa evolução e a apoia, a sustenta continuamente, completou o Papa na Pontifícia Academia das Ciências. Para o Papa não há oposição entre “a fé da compreensão da criação e a evidência empírica da ciência”. Em uma homilia do Papa Bento XVI, na Solenidade da Epifania do Senhor, quinta-feira 6 de janeiro de 2011, lemos: “Não deveríamos deixar limitar a nossa mente por teorias que chegam apenas a um certo ponto e que, se olharmos bem, não estão de modo algum em concorrência com a fé, mas não conseguem explicar o sentido derradeiro da realidade. Na beleza do mundo, no seu mistério, na sua grandeza e na sua racionalidade não podemos deixar de ler a racionalidade eterna, e não podemos deixar de nos fazer guiar por ela até ao único Deus, Criador do céu e da terra”.


A Igreja acredita que não existe, a priori, contraposição entre fé e a ideia da evolução, ainda que o Papa Bento XVI não compartilhe das teorias que explicam a existência da humanidade só como resultado do acaso e que, para São João Paulo II, Darwin não bastasse para explicar a origem do homem. No entanto, as autoridades religiosas encorajam um diálogo franco e respeitoso com os saberes e a cultura científica do nosso tempo.


O que podemos concluir?



Sabemos que a Bíblia não pretende explicar cientificamente a criação do mundo. Os relatos do Gênesis são uma história religiosa que fala de todas as criaturas, que afirma que todas têm origem em Deus e na Sua palavra criadora.A Igreja reconhece a existência de um processo evolutivo, mas também insiste em afirmar “o envolvimento de Deus” nesse processo. Para a Igreja, ter fé não significa ser contra a teoria da evolução, desde que seja entendido que esta evolução foi querida por Deus, programada e executada por Ele. Podemos falar de projeto inteligente de Deus, ou seja, a inteligência divina fez com que as coisas mudassem com a intervenção de Deus direta, gradual, pedagógica e providencial.


O magistério católico não aceita a teoria da eternidade do universo, pois faria dele um absoluto, um deus. Só Deus é eterno; só Deus não teve começo e não terá fim. O eterno é perfeito, não evolui. O universo evolui, teve início e terá fim. Admitimos um evolucionismo teísta, ou seja, que tem Deus como origem, condução e fim. Deus revela-se na criação. É bom e útil para nós deter-nos a contemplar a grandeza e as maravilhas de Deus nas suas obras pequenas e grandes. Devemos compreender que admitir a evolução não significa não acreditar na alma humana, imortal e racional, criada diretamente por Deus e colocada no momento da concepção do ser humano.




A Igreja entende a visão científica da evolução como “causas materiais”.


A teoria da evolução, por exemplo, explica como as espécies vieram a ser e como, em determinados contextos, elas deixaram de ser. Como o Papa João Paulo II observa, na mensagem à Pontifícia Academia das Ciências, a teoria da evolução não explica a natureza do ser humano, dotado de uma alma intelectual que anseia por sobreviver à morte do corpo. A natureza do ser humano é mais que biológica, vai além do material. Entender o ser humano na complexidade de sua natureza que não se reduz à matéria é tarefa da filosofia e da teologia, e não dos cientistas. A teoria científica da evolução não oferece explicações da iniciativa de um Deus que cria o cosmos por amor, a partir do nada. Origem da matéria é uma coisa, porém da alma é tema da filosofia e teologia.Toda teoria científica que nega a imaterialidade da alma humana ou que afirma que a teoria da evolução exclui a noção de um Deus criador não está de acordo com a fé católica, tanto no campo científico quanto no filosófico e no teológico. A Igreja está sempre aberta ao diálogo com as teorias da evolução que ajudam a explicar os aspectos materiais do universo.




*Padre Mário Marcelo, scj - Mestre em zootecnia pela Universidade Federal de Lavras (MG), padre Mário é também licenciado em Filosofia pela Fundação Educacional de Brusque (SC) e bacharel em Teologia pela PUC-RJ. Mestre em Teologia Prática pelo Centro Universitário Assunção (SP). Doutor em Teologia Moral pela Academia Alfonsiana de Roma/Itália. O sacerdote é autor e assessor na área de Bioética e Teologia Moral; além de professor da Faculdade Dehoniana em Taubaté (SP). Membro da Sociedade Brasileira de Teologia Moral e da Sociedade Brasileira de Bioética. Membro do grupo Interdisciplinar de Peritos (GIP) da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). É autor de livros publicados pela Editora Canção Nova.





CONCLUSÃO


Quanto tempo levou esta formação do pó até o homem, citada na Bíblia? Ora, não podemos nivelar as medidas de tempo terreno e humano, com o tempo espiritual e divino da eternidade. Está escrito em 2 Pedro 3,7-8:


“Pela mesma palavra os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios. Não se esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia...”




A formação e evolução do pó ao homem, deu-se em 1 dia, 1 tempo, uma era?...Se deduz que somente depois de uma evolução total da condição animal, orgânica e perecível, é que nos tornamos superiores aos outros animais, nos tornamos humanos biologicamente prontos, e estruturalmente perfeitos, para que Deus unisse o reino espiritual ao terreno, soprando a vida espiritual em nossas narinas, nos permitindo a consciência e a Vida em Deus, nos concedendo dons, faculdades, limites, mas também, a liberdade, vontade e inteligência que nos assemelha a Ele e a seus anjos, prerrogativas que livremente usamos para nossa queda e adesão a salvação oferecida pelo seu filho.





FONTES BIBLIOGRÁFICAS CONSULTADAS:



-https://www.acidigital.com/noticias/a-teoria-da-evolucao-e-incompativel-com-a-fe-catolica-isso-e-o-que-deve-saber-44109



-http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/10/papa-diz-que-big-bang-e-teoria-da-evolucao-nao-contradizem-lei-crista.html


-https://formacao.cancaonova.com/igreja/doutrina/o-que-a-igreja-diz-sobre-a-teoria-da-evolucao/



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