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Formação Shalom: “A verdadeira Paz não é a simples ausência de conflitos”

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 14 de julho de 2020 | 13:53




“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize...” (João 14,27)





Paz não é só ausência de guerras...



Padre Antônio Aparecido Alves*



Para os cristãos, viver em paz não é somente um dom, mas também uma tarefa, a de serem promotores da paz. A Paz é o bem viver A paz é sonhada, nem sempre buscada e, menos ainda, atingida. Por isto, desde 1968, o dia 1º de janeiro foi consagrado pela Igreja como o “Dia Mundial da Paz”. 




Era o desejo do então Papa Paulo VI que essa data fosse assumida não somente no âmbito da Igreja Católica, mas que fosse comemorada por todas as nações. Por isso, a pedido do mesmo Papa, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o primeiro dia do ano como sendo o dia da Confraternização Universal.



Desde então, os Pontífices têm escrito a cada ano uma Mensagem especial para este dia. Nesse ano, o Papa Francisco dedicou sua reflexão de 1º de janeiro aos migrantes e refugiados, chamando os de “homens e mulheres em busca de paz”. Diz a Mensagem que existem no mundo 250 milhões de migrantes, dos quais 22 milhões são refugiados, isto é, pessoas que fogem da guerra e da violência em seus países de origem. Deixam para trás emprego, propriedades e outras coisas, para garantirem a própria vida e a de sua família. Enfatiza o Pontífice que há também outros fatores para o deslocamento humano de um País para outro, como, por exemplo, o desejo de uma vida melhor, onde se tenha emprego, saúde e educação de qualidade, para se viver em paz.


A Paz não é só ausência de conflitos



É importante ressaltar que a paz é um conceito amplo. No caso do Dia Mundial da Paz, se celebra não somente a busca pela paz relacionada com a ausência de conflitos bélicos, mas também a paz que mude a realidade de muitas pessoas que sofrem com as desigualdades sociais, a violência, a fome e a miséria. Paz não é só ausência de guerras, mas presença de justiça, igualdade e solidariedade. Ela não é a causa, mas a consequência, o efeito de uma série de condições sociais, políticas e econômicas. Por isso as mensagens dos Pontífices para o primeiro dia do ano sempre relacionam a paz com alguma questão da atualidade que deve ser transformada para que ela aconteça.


Em geral as pessoas entendem a paz negativamente, isto é, como ausência de guerra. No entanto, ela pode ser também entendida positivamente, no sentido de se afirmar o que deve haver, ao invés de se mostrar o que não deve haver.



Partindo disto, a UNESCO, um organismo da ONU, afirmou que a paz não pode consistir somente em ausência de conflito armado, mas implica principalmente um processo de progresso, justiça e respeito recíproco entre os povos, que assegure a construção de uma sociedade internacional, na qual todos possam encontrar seu lugar e viver bem. Esta concepção de Paz se aproxima da Sagrada Escritura.


Na Bíblia, a palavra hebraica shalom foi traduzida para o grego como eirênê e depois para o latim como pax e daí para as diversas línguas modernas. No entanto, essas traduções não coincidem perfeitamente com o significado do termo hebraico que, aplicado à vida em sociedade, é muito mais que ausência de conflitos. A palavra shalom diz que somente se está socialmente em ordem quando a justiça é praticada e todos vivem em felicidade, com o necessário para o seu bem-estar. Por isso, o shalom está sempre associado à tsedaqâ, justiça.



Promover a paz


A causa da paz merece que acreditamos nela. Sobretudo nós, cristãos, cremos na paz, porque somos seguidores do Príncipe da Paz (Ef 2,14-17) e a recebemos como um dom. No entanto, para nós, viver em paz não é somente um dom, mas também uma tarefa, a de sermos promotores da paz. Se ela fracassar no mundo, que não seja por nossa culpa.


*Padre Antonio Aparecido Alves - é Mestre em Ciências Sociais com especialização em Doutrina Social da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e Doutor em Teologia pela PUC-Rio. Professor na Faculdade Católica de São José dos Campos e Pároco na Paróquia São Benedito do Alto da Ponte em São José dos Campos (SP). Para conhecer mais sobre Doutrina Social visite o Blog: www.caminhosevidas.com.br






Formação Shalom: A política e a paz

*Hannele Araújo



Na cabeça do brasileiro, a palavra política está diretamente associada à corrupção. Mas afinal, qual é a definição do dicionário para a palavra política?


Política denomina arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados. Veja, todos queremos que o país, estado ou cidade em que vivemos seja organizado e bem direcionado para a promoção da dignidade da pessoa humana desde a concepção até a morte e, que durante todo o processo da vida, os cidadãos possam ter acesso a recursos que façam com que esta mesma dignidade seja, não somente preservada, mas valorizada.


O que acontece atualmente no Brasil é que a corrupção é clara e não se restringe apenas ao quesito financeiro. Muitas políticas públicas e propostas de leis são ataques à dignidade humana porque atentam contra a vida do feto e a estrutura familiar natural.


Aborto legalizado e “casamento homossexual” são apenas duas das muitas “lutas” que partidos políticos brasileiros empreendem contra o cidadão de bem nas mais diversas instâncias governamentais mesmo com o eleitorado se manifestando contra. Além disso, qualquer dona de casa sabe que o valor da cesta básica está inacreditavelmente alto e que, para ter o mínimo para alimentar sua família sem “Bolsa alguma coisa” ou sem se endividar, está muito difícil.






Muitos afirmam que a solução para o Brasil é, simplesmente educação. Se existir educação para todos, o país estará em “paz”. Será?


Madre Teresa de Calcutá nos disse algo surpreendente para os padrões revolucionários atuais:


“Quer mudar o mundo? Vá para a casa e ame sua família.” 


O princípio de todo o desmoronamento de uma sociedade não acontece primariamente nas instituições políticas, mas na familiares.  Quem serve ao estelionato, a uma luta mascarada, à promoção da morte de um feto, com certeza está com sua consciência distante dos valores que constroem uma sólida e feliz família e, por consequência, uma sociedade estruturada e justa. De que vale o ser humano ganhar o mundo inteiro, tendo o que muitos mais buscam que é um trabalho bem remunerado, repleto de reconhecimento e sucesso se ao voltar para a casa o trabalhador só encontrar solidão, discussões, distanciamentos, conflitos, enfim, ausência de paz e compreensão no seu lar?Indo mais a fundo na realidade existencial humana, não nos esqueçamos que as guerras interiores são as que impedem o homem de se tornar um verdadeiro promotor da Paz. Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom, afirma que:


“Enquanto o mundo buscar a Paz sem Jesus Cristo, longe estará da Paz, afinal, Jesus Cristo é a nossa Paz.”


Se tivemos uma experiência com Jesus Cristo, se O conhecemos é porque deixamo-nos envolver por Sua graça e permitimos que Ele sele a bandeira da Paz em nosso coração. Dessa forma, como não o permitir,  fazendo um esforço colaborativo com a graça, para que toda esta Paz seja também instaurada no coração de cada cidadão, cada instituição política, enfim, toda a nação?


*Hannele Araújo – Missionária Comunidade Católica Shalom



Fonte:https://www.comshalom.org/politica-e-paz/







Formação Shalom: “A paz que é tão sonhada”


“Quanto mais parecido com Jesus, mais paz, mais vida plena”.


Outro dia manuseando um livro de história, fiquei impressionado com um capitulo que falava de grandes conflitos internacionais ao longo da história. Fome, morte e sofrimentos de todo tipo. Fiquei pensando:

Ninguém com o mínimo de juízo, desejaria a guerra, pois em nome dela se constrói toda uma estrutura de sofrimento e morte.


Imediatamente lembrei-me de uma bela canção que diz:


“A paz que é tão sonhada, cantada em canções tão linda, só chegará até nós, quando ouvirmos a voz do Senhor…”



A verdadeira paz é muito mais que ausência de guerra. A paz que realmente o mundo almeja é uma pessoa, o Filho de Deus, Jesus. Quem conhece Jesus e o aceita em sua vida, vive em paz, não por que não sofra, mas por que entendeu que a paz é Deus e Nele podemos encontrar sentido para nossas dores. Não poderá existir paz no coração de cada um de nós e no mundo que vivemos, se essa paz não se basear numa entrega total a Jesus, o filho de Deus. Ele é a nossa paz. Quem teve a graça de encontrá-lo deve anunciá-lo com gratidão e fervor. Essa paz atenção, não é ausência de sofrimento como já falamos, mas é a entrega de vida, ou melhor uma configuração de vida a Jesus. Quanto mais parecido com Ele, mais paz, mais vida plena. Uma vez encontrando essa paz, precisamos nos comprometer em anunciá-la e comunicá-la aos outros. Constatamos assim, a importância de uma vida missionaria e evangelizadora, de modo a sempre levar os outros a ter uma experiência com Ele. Que nunca desistamos de nossa missão, Ele o Senhor Jesus estará sempre conosco.


Fonte:https://www.comshalom.org/a-paz-que-e-tao-sonhada/




Formação Shalom: “A paz na Bíblia”


(Escrito por Maria Clara Bingemer)


É comum nos países do Oriente Médio, ouvir ainda hoje uma tradição que vem de muito antes, das raízes mesmas da vida e da cultura destes povos: a saudação “ shalom”, que quer dizer paz em hebraico. É a maneira que os israelitas têm de se saudar. O mesmo acontece com os árabes, que usam o termo salam, que tem o mesmo significado: “paz”. Chega a ser incrível que em uma região na qual a paz está totalmente ausente, para não dizer quase perdida numa guerra sem quartel, a saudação costumeira do povo continua sendo desejar a paz. Por ser tão difícil e ameaçada, a paz na Bíblia sempre foi considerada um bem extremamente precioso. A raiz hebraica šlm (da qual deriva shalom) é muito antiga e comum a todas as línguas semitas e expressa não só uma ausência de guerra, mas uma idéia de perfeição, de “estar completo”, de “estar perfeito” “estar terminado”. Portanto, quem vive no shalom está com saúde, sente-se bem, encontra-se em um estado de plenitude. No texto hebraico do AT , portanto, a paz tem uma ampla gama de significado, que ultrapassa o meramente político-bélico. O significado teológico de paz como benção e salvação de Deus está presente na maior parte dos textos. A tradução grega traduziu shalom por eirene, o que enfraquece um pouco seu significado, já que eirene remete a uma idéia de ataraxia, de ausência de movimento e conflito, que não corresponde à paz bíblica. Em todo caso, destaca-se na Bíblia judaica o significado da paz como fruto do cumprimento da vontade de Deus. Como diz 2Mac 1,4: “ (Que Deus) abra o vosso coração à sua Lei e a seus preceitos e vos conceda a paz”. A paz é, aqui, apresentada como o resultado da observância a Torah e, por conseguinte, indica “salvação” em um sentido bem teológico. O Novo Testamento, na história da infância de Jesus, o apresenta como o portador da paz ao mundo por excelência. Em Lc 2,14, por ocasião de seu nascimento, os anjos anunciam: “ Gloria a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados” No nascimento de Jesus a paz, em seu significado pleno de salvação, de ausência de conflitos e de vitória sobre o mal e a injustiça, é oferecida aos seres humanos.


No início do evangelho de Mateus, Jesus começa sua vida pública com um discurso programático que é iniciado com o Sermão da Montanha, onde se destacam as bem-aventuranças. Entre essas , está na versão de Mateus, em Mt 5,9: “Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” . Dentro do contexto das Bem-aventuranças, portanto, para participar do Reino de Deus, anunciado por Jesus Cristo, é necessário que o discípulo seja um construtor da paz, trabalhe para que a paz reine efetivamente na comunidade. Nos escritos de Paulo, a paz é sempre unida à graça mostrando que para o apóstolo a verdadeira paz era proveniente da graça de Deus que recebemos em Jesus Cristo. Na carta aos Colossenses, por exemplo, em 3,15 lê-se: “E a paz de Cristo reine em vossos corações. Nela fostes chamados para formar um so corpo”.Para Paulo a paz é um fruto do Espírito(Gl 5,22; Rm 14,17). Em Rm 14,17 Paulo está bem perto da mensagem dos profetas, escreve “…porque o reino de Deus não é comida nem bebida, senão justiça, paz e alegria no Espírito Santo”. Por isso Paulo pode afirmar que “justificados pela fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”. Na carta atribuída ao apóstolo Tiago encontra-se uma interessante afirmação sobre a ligação entre justiça e paz. Em Tg 3,18, o autor termina a segunda parte do terceiro capítulo, em que discorre sobre os frutos da sabedoria vinda de Deus, com a solene afirmação: “O fruto da justiça semeia-se na paz para os que constroem a paz”. Entende-se aí justiça como a conduta humana justa como resposta à vontade de Deus, uma conduta de acordo com as exigências de Deus. Quem constrói a paz está semeando os frutos da justiça, no sentido de obediência às exigências divinas.


Os ensinamentos do AT e do NT podem contribuir para uma reflexão sobre a possibilidade da paz no mundo hodierno se se tiver diante dos olhos as exigências dos profetas. A paz (shalom) na perspectiva bíblica, só é possível em uma sociedade que vive de acordo com as exigências divinas postuladas na Lei, na Torah. Estas exigências foram assumidas na pregação de Jesus Cristo e a Comunidade Cristã desde os primeiros tempos as conservou nos evangelhos e nos outros escritos do Novo Testamento. Uma vida em conformidade com as exigências divinas possibilita criar na sociedade um procedimento ético de respeito aos direitos do próximo, os direitos humanos, que ajudam a viver a justiça e portanto a construir a paz. Na teologia do Antigo Testamento, portanto, é impossível construir uma sociedade justa sem o respeito à vontade de Deus expressa em seus mandamentos.Jesus Cristo, seguindo nisto os doutores da Lei de seu tempo, resumiu todo o intrincado da Lei, e de suas interpretações rabínicas, em dois preceitos, que resumem toda a Lei: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo teu coração, de toda a tua vida, e de toda a tua força” e “ Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. O homem moderno que quiser verdadeiramente trabalhar na construção da paz deverá levar a sério e viver estas exigências éticas.


(Disponibilizado no Amai-vos – Jan/2004)


Fonte:https://www.comshalom.org/a-paz-na-biblia/







DISCÍPULOS E MISSIONÁRIOS DA PAZ!


“Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco. E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor. Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio...” (João 20,19-21)



Essas duas atitudes de Jesus são para nós fundamentais. Jesus é o Ressuscitado que passou pela cruz. Esta atitude tem o objetivo de nos levar a compreender a dimensão de Sua ressurreição. Ele passou pela cruz para ressuscitar. Antes da ressurreição vem a cruz. Não é uma ressurreição reduzida somente a dimensão de que Ele está vivo. Sim! A ressurreição garante que Jesus está vivo, mas antes passou pela cruz, antes venceu a morte, venceu tudo. Venceu o Seu corpo chagado que agora está glorificado. Mas as chagas continuaram no Seu corpo. Se Jesus ressuscitou, não era óbvio que as Suas chagas desaparecessem? Por que continuaram em Seu corpo? Porque a cruz e a ressurreição são um mistério. Ele ressuscitou porque foi obediente e enfrentou a morte humilhante da cruz, por Deus o exaltou soberanamente. Então, podemos afirmar que Jesus é o Ressuscitado que passou pela cruz, que traz as marcas gloriosas da cruz! O primeiro presente que o Ressuscitado dar ao homem é aquilo que Ele conquistou: A Paz, o Shalom, ou seja, a salvação plena, a bênção, a graça, a paz. O Ressuscitado dá aos apóstolos a reconciliação com Deus, com o próprio homem e com a natureza. Por isso, Jesus é o Shalom do Pai. Nós podemos até imaginar Deus olhando a humanidade ferida pelo pecado, afastada, inimiga Dele, de si mesma e de todo criado, e ao mesmo tempo dando o sopro da vida para ela. É o Pai presenteando a humanidade com a paz, por isso Paulo afirma que Jesus é a nossa paz na sua carta aos Efésios. Jesus ao dizer “Shalom!” não estava desejando um bom-dia simplesmente, não era uma saudação simplesmente, mas uma comunicação de toda sorte de benção, quer dizer, uma comunicação de tudo aquilo que Ele conquistou com a Sua Morte e Ressurreição. Ele diz dele mesmo:


“Eu sou a verdadeira paz; Eu sou o Príncipe da paz; o que Eu conquistei eu vos dou”.



Depois de ressuscitado, Jesus não deu outra coisa aos discípulos a não ser o Shalom e o Espírito Santo. Mas qual a razão para Jesus dar o Shalom e ao mesmo tempo mostrar as chagas? Pode ser que fosse para mostrar que venceu a morte, que venceu tudo, mas sobretudo para mostrar a fonte da Paz, do Shalom, da salvação. Seu coração traspassado é a fonte da Paz, é o lugar onde o homem pode entrar e aí usufruir de toda a riqueza de Deus, de toda salvação que Deus tem reservado, O coração traspassado de Jesus é a chave, ou melhor é a única passagem, é a porta para penetrar na Paz. Jesus mostra o seu coração, porque é aí o lugar da fonte da salvação e da Paz. A lança traspassa o coração de Jesus e dele jorra água e sangue. A água significa o batismo e o sangue a Eucaristia, conforme os Padres da Igreja. Estes são os sacramentos da iniciação cristã. Do coração traspassado de Jesus é que o homem tem acesso à vida divina, é que o homem nasce como filho de Deus (Batismo) e se alimenta (Eucaristia) da vida divina, unindo-se perfeitamente ao Corpo de Cristo. Jesus se dá inteiramente ao homem. E desse coração traspassado de Jesus que nasce o Shalom do Pai. É deste coração que ele comunica a vida divina. Esta passagem nos dá referências fundamentais acerca do nosso carisma. Nós acabamos de ler o encontro de Jesus ressuscitado com os discípulos. Jesus ressuscitado faz duas coisas quando aparece aos discípulos:


1)-Primeiro ele diz: “Paz a vós’ Em outras palavras, Jesus diz: “SHALOM!” Jesus comunica o Shalom aos apóstolos.


2)-A segunda coisa que Ele faz é mostrar as Suas chagas do lado e da mão, chagas gloriosas.

Segundo os Estatutos da Comunidade Católica Shalom, referentes a comunidade de vida, está escrito:


“Fomos consagrados ao Senhor em vista de uma missão. A missão acontece por meio daqueles que, na Comunidade e por meio da Obra a ela confiada, testemunham e proclamam as graças e os dons que o Ressuscitado que passou pela cruz dá pelo seu Espírito. Ele assim os envia para, por meio destas graças, edificarem a Igreja e servirem à humanidadeSomos profissionais do Reino de Deus, operários da vinha do Senhor. Nossa capacidade de trabalho estará plenamente empenhada na fermentação e propagação do Reino de Deus, da forma e da maneira que Ele nos confiou no ser e servir Shalom, dedicando-nos inteira e exclusivamente à Obra. Todo o nosso tempo é consagrado ao Senhor. Nosso trabalho é evangelizar. Busquemos desenvolver e utilizar todas as profissões e meios necessários para o crescimento da Vinha que o Senhor como um talento nos confiou para ser multiplicado” (Est. Ns. 109 e 110).  




Já em relação a Comunidade de Aliança os estatutos dizem:


“Como discípulos e ministros da Paz, o Senhor nos confiou uma Obra no interior da Igreja. Assumir esta Obra com oração e o serviço é missão e dever de todos os membros da Comunidade. Os membros da comunidade de aliança devem sentir-se profundamente responsáveis e efetivos artífices desta Obra, conscientes de que, sem sua participação, a Obra estará incompleta e a sua vocação comprometidaA nossa dedicação à Obra é um sinal do nosso amor ao Senhor e da urgência da Evangelização. Nossa dedicação e bom empenho é um sinal de gratidão aos benefícios que recebemos das mãos do Senhor e um dever cristão e vocacional pois ‘ai de mim se eu não evangelizar’ (1 Cor 9,16)” (Est. Ns. 212 e 213).



Formação Shalom:https://www.comshalom.org/a-missao-da-obra-shalom-na-igreja-3/



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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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