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Por que Jesus pediu para não arrancarmos o Joio do meio do trigo?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 23 de julho de 2017 | 15:48




Na obra de Deus em sua vinha, não somos o semeador, somo apenas o vaso que contem as sementes.Deus é quem é o semeador.




Na parábola do joio (Mateus 13,24-30), um homem plantou sementes no seu campo mas o inimigo plantou joio no mesmo campo. Uma vez que o trigo e o joio começaram a crescer juntos, os servos sugeriram que arrancassem o joio. O dono da casa não os deixou tirar o joio. Ele deixou o joio crescer junto com o trigo até a colheita, quando o trigo foi recolhido e o joio foi queimado.Algumas pessoas ensinam que esta parábola fala sobre a igreja, mostrando que os pecadores convivem com os fiéis na igreja, aguardando o julgamento final de Deus. Mas tal interpretação contradiz a palavra do Senhor.



O próprio Jesus explicou a parábola, dizendo que "o campo é o mundo" (Mateus 13,38). No mundo, os servos dele convivem com os pecadores. Ele orou sobre os apóstolos: "Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou" (João 17,15-16). Embora os servos dele sejam santificados, não podem sair do mundo.Portanto, tanto Jesus como o Diabo são semeadores. Jesus semeia o bem, enquanto o Diabo semeia o mal. É como dissesse: Se você pratica o bem, colhe o bem, se pratica o mal, colhe o mal. Era a grande proposta de Deus para cada um de nós: o discernimento. Jesus não se propôs a separar o joio do trigo fora do tempo, e nem o demônio. Ambos estavam fazendo a sua parte: semeando.


Deus deseja que saibamos viver na busca do discernimento. Se o conseguirmos, estaremos preparados para a colheita. Jesus quis, pois, alertar para o seguinte: O Diabo está fazendo o mesmo que faço: semeando; se vocês souberem discernir o bem do mal e tiverem força para seguir o bem, no final, quando Deus vier julgar, e só Ele tem o poder de separar o bem do mal, vocês estarão preparados para participar do Reino do Pai.Jesus quis dar uma explicação bem clara para que a humanidade, através dos séculos, assimilasse aquela verdade. Ele poderia ter explicado outras parábolas, também, mas não o fez. E por que esta foi explicada com tanto detalhe? Porque, aqui, Deus nos propõe que sejamos astutos e inteligentes.A colheita será uma só. Tanto se colhe bem o trigo como o joio; tanto se faz uso do trigo como do joio, embora tenham sentidos diametralmente opostos. O importante é sabermos em que estamos nos transformando: Em Joio, ou em trigo?


Aqui aprendemos, também, como proceder num reino que não é nosso, não é de Deus, mas que é tão forte, que matou o Filho de Deus. Jesus ressuscitou para mostrar que existe um reino mais poderoso. Mas, quando humanizado, sofreu todos os pendores deste mundo. Não se cria um reino dentro de outro. Um tem de ser eliminado, para o outro existir.Jesus quer nos dizer: Tenham o discernimento para viver num reino que não é de Deus. Saibam passar por isto com astúcia e sabedoria, para depois encontrarem, realmente, o Reino de Deus. Nesta vida terrena não o temos. Por isso pedimos: Venha a nós o vosso Reino! Deus quer que Seu Reino venha e substitua o que está aqui. Não se fortalece e nem se cria dois reinos no mesmo local.


Por que não devemos arrancar o joio da plantação?




A parábola do Joio e do Trigo (Mateus 13.24-30), assim como a do Semeador (Mt 13.3-9; Mc 4.3-9; Lc 8.5-8) são as únicas em que a interpretação é dada através das palavras de Jesus constantes no texto bíblico. Porém, no que se refere à alegoria do joio, há um detalhe curioso que não é explicado no Evangelho.



“Jesus lhes contou outra parábola, dizendo: 'O Reino dos céus é como um homem que semeou boa semente em seu campo. Mas enquanto todos dormiam, veio o seu inimigo e semeou o joio no meio do trigo e se foi. Quando o trigo brotou e formou espigas, o joio também apareceu. Os servos do dono do campo dirigiram-se a ele e disseram: 'O senhor não semeou boa semente em seu campo? Então,d e onde veio o joio?' 'Um inimigo fez isso', respondeu ele. Os servos lhe perguntaram: 'O senhor quer que o tiremos?' Ele respondeu: 'Não, porque, ao tirar o joio, vocês poderiam arrancar com ele o trigo. Deixem que cresçam juntos até a colheita. Então direi aos encarregadores da colheira: Juntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; depois juntem o trigo e guardem-no no meu celeiro'”. (Mt 13.24-30).



Ao dar a interpretação da parábola aos seus discípulos (ler Mt 13.36-43), Jesus revela-lhes que: o “semeador” é ele mesmo (o “Filho do Homem”); o “campo” é o mundo; a “boa semente” (o trigo) corresponde ao “filhos do Reino” (os justos); o “joio” aos “filhos do Maligno” (os ímpios); o “inimigo” é o diabo; a “colheita” representa o fim do mundo; e os ceifadores os anjos. Então, a conclusão da história é explicada pelo castigo dos ímpios e salvação dos justos no julgamento final.Acontece que nada é esclarecido diretamente no texto do Evangelho acerca da proibição dos servos do Semeador quanto à proposta de arrancarem o joio do campo cultivado. A tarefa da separação das duas espécies vegetais é deixada apenas para os ceifadores e no final da colheita.



Mas, afinal, por que o joio não pode ser arrancado antes da colheita? E qual seria o(s) motivo(s) de relevância espiritual da advertência dada por Jesus?




Como se sabe, o joio (cizânia) é uma erva daninha que, a princípio, parece muito com o trigo. As raízes de ambas as espécies chegam a se entrelaçar na terra e, apenas no momento da colheita, é que os ceifeiros terão condições de fazer a necessária distinção entre as duas para finalmente lançar o joio no fogo separando o trigo para o consumo. Meditando sobre a parábola, temos a impressão de que o plano astuto do inimigo em semear o joio no campo de trigo teve por objetivo justamente tentar os servos do semeador induzindo-os a danificar a lavoura. Pois estes, ao perceberem o joio misturado na plantação, propõem ao senhor arrancar a erva daninha antes do tempo da colheita, o que coloca em risco a sobrevivência dos pés de trigo comprometendo o sucesso do cultivo.


Ora, como saberemos qual é o joio e onde estará o trigo? Ou melhor, quem é “filho do Reino” ou “do Maligno” já que todos estamos vivendo um processo de formação e crescimento espiritual?


Sem dúvida que julgamentos deste tipo não competem a nós, servos e plantação do Semeador, pois, do contrário, poderemos cometer as maiores injustiças contra os nossos irmãos.Devemos ser bem cautelosos nas atitudes que tomamos na espera do cumprimento dos propósitos divinos.Sempre haverá joio na plantação. Além disso, às vezes é muito difícil distinguir entre os que fazem parte do reino e os que não fazem. Portanto, não devemos ser precipitados em julgar, pois podemos errar e danificar a boa semente. É preciso exercitar a paciência e a precaução até que Deus, o único juiz, finalmente decida encerrar a história e fazer a distinção final entre os que são dele e os que não são.Encontrei um texto do Monsenhor Jonas Abib, extraído do volume dois de seu livro “O Pão da Palavra”, cujo trecho pertinente à alegoria de Jesus foi publicado na internet sob o título “Só o Senhor pode transformar joio em trigo”:



O mais lindo é que aquele que é joio pode se tornar trigo. Bendito seja o Senhor! Enquanto este mundo for mundo, é possível esta transformação: o joio pode tornar-se trigo. Só o Senhor pode fazer com que isso aconteça. É por isso que Ele vai se delongando e deixando que o tempo passe, para que aquele que é joio se torne trigo. O Senhor quer converter a todos. Se em sua vida ainda há muito joio é tempo de se deixar transformar pelo Senhor. Você não pode ficar apontando o dedo para os outros e dizer: “Este é o joio; aquele é joio”. Não, pois ainda é tempo de serem convertidos.”





Está claro para mim que os servos do Semeador, justamente por não saberem distinguir com certeza entre o joio e o trigo, devem concentrar-se em ações construtivas que, no contexto da parábola, seria cuidar da lavoura, agindo sem preconceitos ou discriminação. E esta tarefa de certo modo assemelha-se com a Parábola da Rede onde o pescador não se ocupa em selecionar previamente no mar os bons dos ruins, mas sim em procurar peixes na água:


“O Reino dos céus é ainda como uma rede que é lançada ao mar e apanha toda sorte de peixes. Quando está cheia, os pescadores a puxam para a praia. Então se assentam e juntam os peixes bons em cestos, mas jogam fora os ruins. Assim acontecerá no fim desta era. Os anjos virão, separarão os perversos dos justos e lançarão aqueles na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes”. (Mt 13,47-50)



Assim, podemos dizer que Jesus nos chama para sermos “pescadores de homens” e cuidarmos com amor de seu campo cultivado, colaborando com o crescimento espiritual das pessoas afim de que elas se tornem a “boa semente” de trigo e fiquem prontas para o tão aguardado dia da colheita na volta do nosso Senhor. Rezemos portanto, pela conversão dos nossos semelhantes, não nos esquecendo que também somos plantação de Cristo, o que envolve um permanente processo de transformação do joio em trigo existente na vida de cada um.



Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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