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Leonardo Boff refaz suas contas com a história (e erra): “O magistério de Bergoglio não reabilita a Teologia da Libertação: ele é muito mais revolucionário”

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 30 de julho de 2013 | 09:12




Por Alfonso M. Bruno

O ex-frade franciscano Leonardo Boff, depois de pendurar a batina por causa da condenação das suas teorias pela Congregação da Doutrina da Fé (evidentemente, a regra do centralismo é aceita nos partidos comunistas, mas não na Igreja...), reencontra a honra de seus sempre buscados holofotes e cinco minutos de glória,das manchetes europeias em entrevista concedida a Andrea Tornielli para o jornal La Stampa, de Turim, em 25 de julho.


O ex-religioso brasileiro retorna do esquecimento em que tinha caído depois que saíram de moda tanto a atração pelos pensamentos exóticos de matriz terceiro-mundista quanto a vigência da ortodoxia marxista-leninista, que, após a queda do muro de Berlim, sobrevive apenas na serra tropical de Cuba.



Leonardo Boff retorna fazendo elogios a ninguém menos que o papa!!!???


É uma alegria vê-lo reconciliado com a Igreja, mas parece pouco honesta, do ponto de vista intelectual, a sua tentativa desajeitada de contrabandear alguns aspectos do magistério de Bergoglio para as vizinhanças da teologia da libertação.


O erro do ex-frade, que, dada a sua formação acadêmica, dificilmente foi cometido com boa fé, pressupõe a remoção de um elemento central do ensinamento do papa, que consiste no constante apelo à responsabilidade ética individual de cada pessoa.


Isto não significa, é claro, negar a existência e a gravidade do pecado social, que o bispo de Roma está fustigando com grande vigor (embora, para sermos honestos, todos os seus antecessores  jamais deixaram de fazê-lo também).

A linha divisória entre Boff e Bergoglio é a pretensão, compartilhada por todos os "teólogos da libertação" é:


“de considerar irrelevante o pecado individual, justificando-o com a injustiça das condições históricas em que ele foi cometido”.


O atual papa se posiciona em uma perspectiva exatamente oposta:

ao convidar os jovens a se rebelarem contra a injustiça, ele o faz a partir de um exame da consciência de cada indivíduo.


O pecado social, portanto, se qualifica como o resultado de inúmeras culpas individuais, nas quais incorre qualquer um que se recusa a assumir as suas responsabilidades para com a sociedade humana.


De acordo com Boff e com os seus colegas, deve-se, em vez disto, prosseguir na direção oposta:

a teologia moral se limitaria à análise das condições sociais que, na opinião deles, coagem sempre e necessariamente as escolhas pessoais.


Se por um lado eles podem não aceitar o marxismo na sua pretensão de reduzir toda a realidade à dimensão material, eles acabam, por outro lado, aderindo às suas consequências, ao acreditarem que o bem consiste na mudança revolucionária da estrutura econômica e o mal na sua preservação.


Seria moralmente correto, desta forma, somente o compromisso revolucionário de cada um, independentemente do seu comportamento individual: acaba-se caindo, assim, num maquiavelismo barato.


A negação da esfera espiritual, uma negação que é própria do marxismo, determina sempre a abolição de toda distinção moral.


Diante disto, as religiões, todas as religiões, acomunadas no desprezo pelo chamado "ópio do povo", concordaram em restabelecer a verdade, reconduzindo para dentro do homem o conflito em que a humanidade se debate; ou seja, reconduzindo-o para a sua consciência.


Com esta base, e não com base na cansada repetição das fórmulas marxistas que Leonardo Boff e Fidel Castro ainda intercambiam nos seus diálogos senis, é que podemos realizar a revolução que o mundo oprimido pela injustiça está esperando.


Bergoglio convidou os jovens de todo o mundo, no Rio de Janeiro, a se revoltarem contra a injustiça: este apelo, sem tirar nada do seu significado espiritual, produzirá certamente o retorno ao compromisso de uma geração que parecia irremediavelmente afastada dele.


Em apenas um ponto Boff tem razão quando diz que:

“A devoção popular a que o papa se vincula não é "pietismo", mas "preserva a identidade do povo" contra a homologação forçada a que somos condenados pela especulação.Esta, juntamente com a mobilização das consciências, constitui o outro recurso de quem não aceita a injustiça do atual status quo: a libertação dos povos passa pela plena reapropriação da sua identidade; quem não se reconhece numa comunidade não pode exercitar a auto-determinação.”


Mesmo aqui, no entanto, não se pode esquecer que o marxismo foi uma tentativa de homologação forçada, que se manifestou também, mas não apenas, na perseguição antirreligiosa.


As palavras de Boff ainda representam a evidência do poder de convencimento próprio do magistério de Bergoglio.

Longa vida, pois, ao bispo de Roma!!!


Fonte: Zenit
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