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O que é melhor para o TRABALHADOR CRISTÃO? O Sindicalismo de Resultados da FORÇA SINDICAL ou de Luta de Classe como a CUT

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 8 de junho de 2020 | 21:00







IDEAL X IDELOGIA conforme o AURÉLIO:

IDEAL:

1)-Que existe somente no imaginário.
2)-Que reúne toda a perfeição concebível.
3)-Objeto de nossa mais alta aspiração.

IDEOLOGIA:

1)-Ciência da formação da ideia.

2)-Sistema de ideias.






Nesta análise reflexiva não englobaremos a CGT que merece um capítulo à parte. Poderíamos acrescentar que entre a UTOPIA E A IDEOLOGIA existe o REAL, ou seja, a REALIDADE CONCRETA.O sindicalismo brasileiro recente (ou novo sindicalismo, como se consagrou na bibliografia especializada) vem se transformando de modo acentuado; inaugurado pelas greves de 1978, bem como pelas primeiras articulações sindicais que se desenvolviam desde meados dos anos 70, o novo sindicalismo promoveu mudanças significativas na cultura sindical e política brasileira ao instituir novas práticas, mecanismos e instituições. Gradativamente, entretanto, ao longo de mais de três décadas, suas práticas cotidianas de acentuada (ainda que não exclusivamente) tendência confrontacionista – foram sendo substituídas por uma nova pragmática sindical predominantemente negocial, onde o confronto cedia espaço para as parcerias, negociações e incentivo aos pactos sindicais etc. (Antunes, 2013; Antunes e Santana, 2014; Silva, 2008; 2013).



O desdobramento desta mutação vem consolidando entre nós uma prática sindical que, para além de fetichizar a negociação, transforma os dirigentes em novos gestores que encontram na estrutura sindical mecanismos e espaços de realização, tais como operar com fundos de pensão, planos de pensão e de saúde, além das inúmeras vantagens intrínsecas ao aparato burocrático típico do sindicalismo de estado vigente no Brasil desde a década de 1930. Isto alterou o perfil das lideranças e das práticas sindicais adotadas até então. Tais mudanças também alteraram o destinatário do discurso sindical, cujo ideário vai paulatinamente se deslocando de um sindicalismo de classe para um sindicalismo cidadão (Silva, 2008; Antunes, 1995; J. Rodrigues, 1997; Rodrigues, 1993).



Sabemos que estas mutações e metamorfoses nas práticas sindicais ocorreram ao longo da um período expressivo da ação da classe trabalhadora e suas formas de organização no Brasil. Ao longo dos anos 1980, por exemplo, nosso país esteve à frente das lutas sociais e sindicais, mesmo quando comparado com outros países avançados dotados de ampla experiência sindical, oito acontecimentos marcaram profundamente os anos 80 no Brasil:



1)-A criação do PT em 1980.

2)-Criação da CUT em 1983,

3)-Criação do MST em 1984.

4)-A luta pelas eleições diretas em 1985.

5)-Eclosão de quatro greves gerais ao longo da década de 80.

6)-A campanha pela Constituinte.

7)-A promulgação da nova Constituição em 1988

8)-E finalmente, as eleições diretas de 1989, são exemplos vivos da força das lutas daquela década.



Houve avanços significativos na luta pela autonomia e liberdade dos sindicatos em relação ao Estado, através do combate ao Imposto Sindical, à estrutura confederacional, cupulista, hierarquizada e atrelada (Antunes, 1982; Araújo, 1998; Vianna, 1976), instrumentos que se constituíam em alavancas utilizadas pelo Estado e as classes dominantes para controlar os sindicatos e a classe trabalhadora. Aquela década conformou, também, um quadro nitidamente favorável para o chamado novo sindicalismo, que caminhava em direção contrária à crise sindical presente em vários países capitalistas avançados. Entretanto, no final da década de 1980 já começavam a despontar as tendências econômicas, políticas e ideológicas que foram responsáveis pela inserção do sindicalismo brasileiro na onda regressiva, resultado tanto da reestruturação produtiva em curso em escala global, como da emergência da pragmática neoliberal e da financeirização do capital, que passaram a exigir mudanças significativas no mundo do trabalho. Esta processualidade complexa trouxe fortes consequências também para os organismos representativos da classe trabalhadora. (Antunes, 2013; Antunes e Santana, 2014; Silva, 2008; 2009).



A "indústria" de sindicatos, cada vez mais próspera desde que, por iniciativa do governo petista, as centrais passaram a receber 10% da arrecadação da contribuição sindical, estaria explorando até mesmo os aposentados. Graças ao desconto feito diretamente na fonte pela Previdência Social, somente 11 entidades conveniadas com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em apenas um único mês embolsaram mais de R$ 21 milhões.O deputado Março Maia, do PT do Rio Grande do Sul, tem pelo menos uma convicção conhecida:


“Ele se diz radicalmente contra o imposto sindical - o dispositivo legal que arranca do bolso dos brasileiros o valor correspondente a um dia de trabalho por ano. Alega, com a autoridade de ex-sindicalista, que o tributo financia entidades sem representatividade, garantindo-lhes dinheiro à custa do suor alheio sem nenhuma contrapartida.”



Neste século 21, nota-se uma sensível diferença no exercício do sindicalismo



As estratégias para conquistar melhores salários e condições adequadas de trabalho já não vêm mais do radicalismo, nem de atitudes radicais de confrontos de outrora. Elas vêm do trabalho sindical de resultados. O sindicalismo no serviço público não é diferente do sindicalismo da iniciativa privada.


O exemplo do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal (Sindireceita) demonstra que uma estratégia inteligente é essencial para conquistas salariais, melhorias das condições de trabalho e para ampliar a força da entidade no meio que atua. O sindicalismo evoluiu e, para cada luta da categoria, deve-se montar uma estratégia que não prejudique a sociedade, mas que mostre a força da categoria e que seja eficiente para conquistar as metas propostas.




FORMAS DE SINDICALISMO




O que é SINDICALÍSMO? Sindicalismo (Dicionário Aurélio Buarque de Holanda) [De sindical + ismo.] Substantivo masculino. 1.Doutrina que prega uma ação coletiva dos trabalhadores em defesa dos seus interesses: sindicalismo revolucionário. 2.Ação que visa à criação e ao fortalecimento de sindicatos; movimento sindical: O sindicalismo é mais desenvolvido entre trabalhadores urbanos. 3.Ação reivindicatória ou política dos sindicatos: sindicalismo de resultados.




O período de governo do Presidente João Goulart foi marcado pelo surgimento do sindicalismo.




TIPOS IDEOLÓGICOS DA PRÁTICA SINDICAL




1)-SINDICALISMO UTÓPICO:Tinha como base a força da união na luta dos trabalhadores(as). A estrutura física de entidade sindical, pouco importava. O importante era o COLETIVO, as lideranças eram meros orientadores, não havia estrelísmo. Não confiava nas negociações com os patrões e nem mesmo com o Estado. Confiava na pressão radical, principalmente das greves. Se organizava nas comunidades. Não admitia a intervenção de partidos políticos na luta sindical. Dava importância vital as condições de trabalho e de vida dos trabalhadores e suas famílias; além das questões economicistas.



2)-SINDICALISMO LIBERAL: Se organizava nas fábricas e na estrutura do sindicato. Respeitava uma hierarquia de lideranças. Lutava por questões econômicas e condições de trabalho. Adepto às negociações e convenções coletivas. Nos impasses, não titubeava em fazer greve. Era favorável à instituição de Legislação Trabalhísta. Não admitia vínculo com o Estado.



3)-SINDICALISMO CORPORATIVÍSTA: Nasce com a Estatização dos Sindicatos, imposta pela ditadura de Getúlio Vargas. Prioriza a estrutura física do sindicato, o paternalismo, o assistencialismo e benemerência. Também se caracteriza como uma extensão dos serviços do Estado.



4)-SINDICALISMO PELEGO: Além de corporativo, paternalista, sem característica de luta ao menos economicista; é também COLABORACIONÍSTA.



5)-SINDICALISMO COMBATIVO (CONFRONTO DE CLASSES): Nasce durante a resistência contra a ditadura de 1964, dentro de uma nova visão de sindicalismo, aproveitando das concepções anteriores o que de melhor conceberam e executaram. Nasce classista de luta e de massa, com consciência de cidadania e pluralista.



6)-SINDICALISMO DE RESULTADOS: Nasce em meados de 1990, exclusivamente para competir com o Sindicalismo Combativo, já que este demonstrava indícios de desgaste. Baseado no sindicalismo americano, professando que o mais importante eram os fins: Atender as reinvindicações mínimas dos trabalhadores(as).



7)-SINDICALISMO NEGOCIAL: Do esgotamento dos confrontos, onde a sociedade contestava sua fúria; percebendo que a ação do sindicalismo de resultado era bem aceita pelos empresários, nasce o conceito de Sindicato Negocial. A falta de experiência dos sindicalistas em negociarem, transforma esta forma de concepção sindical em algo muito frágil e de fácil domínio por parte dos empresários. A democracia consolidada desde a eleição de Lula, e a própria pessoa de Lula, fazem com que o Sindicalismo Negocial seja insuficiente para as conquistas imediatas, bem como, se perca infelizmente algumas conquistas históricas.



8)-SINDICALISMO DE RESERVA INTELECTUAL: Esta concepção de sindicalismo pode nascer do esgotamento do Sindicalismo Negocial. Ela pressupõe lideranças sindicais bem preparadas em: Política Sindical; Política Social; Política Industrial e de Comercio; Política Partidária; Questões Financeiras, Técnicas de Negociação, etc. Porém, sua supremacia e consolidação depende prioritariamente da retomada da ideologia como ferramenta de análise e luta, bem como, o retorno da concepção de Classe Trabalhadora bem definida e atualizada.



PAPEIS DOS DIRIGENTES SINDICAIS



É normal no movimento sindical, seja nos Sindicatos, seja nas instâncias superiores, um certo nível de desconhecimento da competência e tarefas de um representante dos trabalhadores(as) eleito. Estes representantes são conhecidos como “DIRIGENTE SINDICAL”. A experiência nos ensina, que em muitas vezes o fator preponderante não é o simples e ingênuo desconhecimento do papel ao dirigente atribuído pela Legislação em Vigor, Estatuto e Regimento Interno.



Deliberadamente e por interesses de grupos ou pessoal, boa parte dos “dirigentes sindicais” tornam-se verdadeiros DITADORES, IMPERADORES, ou mesmo SEMI DEUSES; prejudicando assim sua categoria; e pior, deturpando todo um passado de luta pela liberdade e democracia, muitas vezes conquistados com a morte de trabalhadores(as).



Para que tenhamos um parâmetro, mesmo que este seja teórico, descrevemos abaixo os papeis dos dirigentes em uma entidade sindical de porte médio. Basicamente o que dizem os ESTATUTOS? ART.1º: CUMPRIR E FAZER CUMPRIR TODOS OS ATOS DISPOSTOS NA LEGISLAÇÃO VIGENTE, NO ESTATUTO E SEU REGIMENTO INTERNO, SEJAM ELES POLÍTICOS OU ADMINISTRATIVOS. PRIORITARIAMENTE AQUELES DESCRITOS NO CAPÍTULO DOS “PRINCÍPIOS”. RESPONSABILIZAR-SE PELOS SEUS EFEITOS. RESGUARDAR CADA DIRETOR NA INTER-RELAÇÃO DENTRO DA ENTIDADE, SUA POSIÇÃO HIERÁRQUICA POLÍTICA, DE CAPACIDADE PROFISSIONAL E PESSOAL.



§ÚNICO: O BOM ADAMENTO DAS AÇÕES ADMINISTRATIVAS E POLÍTCAS, QUE SÃO ALAVANCA PARA O SUCESSO DA ENTIDADE, DEPENDE DE TODOS, INDEPENDENTE DE SER O MAIS HUMILDE DOS COLABORADORES ATÉ A FIGURA DO PRESIDENTE.


DOS PRINCÍPIOS FINALIDADES



ART. A ENTIDADE SINDICAL TEM COMO FINALIDADE PRECÍPUA, AGREGAR CATEGORIA E DIRETORES, VALORIZAR SUAS ATIVIDADES, BEM COMO, FOMENTAR O DESENVOLVENDO DE UM PROJETO DE INTERDEPENDÊNCIA SOLIDÁRIA E COLABORAÇÃO, GARANTINDO CONQUISTAS ECONÔMICAS E SOCIAIS PARA TODOS, CRESCIMENTO E RECONHECIMENTO DA ENTIDAE.




§1 DEFESA INTRANSIGENTE DA DEMOCRACIA E SUAS INSTITUIÇÕES. GARANTINDO IGUALDADE SOCIAL E CIDADANIA, INDEPENDENTE DE DIFERENÇAS RACIAIS, RELIGIOSA, DE CONDIÇÕES FINANCEIRA, DE GÊNERO, POLÍTICO PARTIDÁRIO, ENTRE OUTRAS.


§2 SOLIDARIEDADE COM OS MOVIMENTOS SOCIAIS E COM A SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA;


§3 PARTICIPAÇÃO DE SEUS MEMBROS NOS FÓRUNS DE DECISÃO DE ÓRGÃOS E ENTIDADES PÚBLICAS OU PRIVADAS, E NAS ATIVIDADES POR ELAS DESENVOLVIDAS, DESDE QUE ESSES MEMBROS REÚNAM AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS;


§4 CRIAR UMA ESTRUTURA FÍSICA DE SERVIÇOS, DE RECURSOS DE EQUIPAMENTOS, DE DISCIPLINA E DE RECURSOS HUMANOS DE ALTO NÍVEL, PARA UMA INTERVENÇÃO PROFISSIONAL DE QUALIDADE, NO SENTIDO DE BENEFICIAR SEUS ASSOCIADOS E A SOCIEDADE CIVIL COMO UM TODO.


§5 REALIZAR PESQUISAS, SEMINÁRIOS, CURSOS, PALESTRAS, CONGRESSOS, EVENTOS RECREATIVOS E CULTURAIS, INTERVENÇÃO DE PROFISSIONAIS ABORDANDO AS MAIS VARIADAS TEMÁTICAS NO CAMPO SOCIAL, POLÍTICO E ECONÔMICO; SEMPRE COM O OBJETIVO DE INFORMAR E RESOLVER POSSÍVEIS PROBLEMAS, SATISFAZENDO OS ASSOCIADOS, BEM COMO, TODA A SOCIEDADE CIVIL;



§6 TER COMO UMA DE SUAS PRIORIDADES A REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES FORMATIVAS (CURSOS PROFISSIONALIZANTES; SUPLETIVOS DE 1º E 2º GRAUS; ETC.)


§7 MANTER RELAÇÕES CORDIAIS E DIPLOMÁTICAS COM A ESTRUTURA DO PODER PÚBLICO, BEM COMO, COM OS SETORES PRIVADOS EMPRESARIAIS, OBJETIVANDO GARANTIR A INSERÇÃO DA ENTIDADE NOS FÓRUNS DE DEBATE E NA DELIBERAÇÃO SOBRE PROBLEMAS E DE SUAS SOLUÇÕES, DEFENDENDO OS INTERESSES DE SEUS MEMBROS ASSOCIADOS.



§8 GARANTIR A FILIAÇÃO DE QUALQUER PESSOA FÍSICA, SEM DISTINÇÃO DE ]RAÇA, COR, CONDIÇÃO FINANCEIRA, RELIGIÃO, SEXO OU ORIGEM, OBSERVANDO APENAS AS DETERMINAÇÕES DO ESTATUTO E SEU REGIMENTO INTERNO; PRERROGATIVAS/DIREITOS



ART. DENTRE OUTROS QUE NÃO CONTRARIEM O ESTATUTO E SEU REGIMENTO INTERNO, A LEGISLAÇÃO VIGENTE E OS PRECEITOS DEMOCRÁTICOS, SÃO PRERROGATIVAS DA ENTIDADE:



§1 ELEGER SUA DIREÇÃO EXECUTIVA E CONSELHO FISCAL.


§2 ESTABELECER PARCERIAS E CONVÊNIOS, NOS SETORES PÚBLICO E PRIVADO.


§3 INSTALAR SUB-SEDES OU REPRESENTAÇÕES NAS LOCALIDADES CONSIDERADAS ESTRATÉGICAS PARA AS SUAS FINALIDADES, DESDE QUE, DELIBERADO EM ASSEMBLÉIA.


§4 FILIAR-SE NAS ORGANIZAÇÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS, DENTRO DO SEU CAMPO DE ATUAÇÃO, DESDE QUE, DELIBERADO EM ASSEMBLÉIA.



§5 FIRMAR CONTRATOS DE TRABALHO COM PROFISSIONAIS LIBERAIS, VOLUNTÁRIOS E EMPRESAS TERCEIRAS, OBJETIVANDO O BOM FUNCIONAMENTO INTERNO DA ENTIDADE, BEM COMO, O COMPROMISSO ACORDADO ENTRE ELA E SEUS MEMBROS ASSOCIADOS.



§6 ESTABELECER CONTRIBUIÇÕES E MENSALIDADES A TODOS OS SEUS MEMBROS ASSOCIADOS, BEM COMO, À ESTES PAGAR AJUDA-DE-CUSTO, SEMPRE DE ACORDO COM AS DELIBERAÇÕES DA ASSEMBLÉIA.



§7 REPRESENTAR SEUS MEMBROS ASSOCIADOS, MEDIANTE PROCURAÇÃO, PERANTE AS AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS, NOS SEUS INTERESSES INDIVIDUAIS E COLETIVOS.


§8 PRODUZIR, PARA GARANTIR SUA FILOSOFIA, IDEAIS, SUA POLÍTICA DE ATUAÇÃO, A QUALIDADE DE SEUS SERVIÇOS E A DIFUSÃO DO NOME DA ENTIDADE, MATERIAL DE MARKETING (JORNAIS; FOLDERS; REVISTAS; CARTAZES; VÍDEOS, PROGRAMAS DE RÁDIO E TV, ETC.) E DIDÁTICO FORMATIVO (APOSTILAS; LIVROS; VÍDEOS; ETC.).


§9 ELABORAR O REGIMENTO INTERNO, CUMPRIR E APLICAR SEUS DISPOSITIVOS; RESPONSABILIDADES



ART.DENTRE OUTROS QUE NÃO CONTRARIEM O ESTATUTO E SEU REGIMENTO INTERNO, A LEGISLAÇÃO VIGENTE E OS PRECEITOS DEMOCRÁTICOS, SÃO RESPONSABILIDADES DA ENTIDADE:



§1 CONHECER O ESTATUTO E SEU REGIMENTO INTERNO. CUMPRIR E FAZER CUMPRIR SEUS: TÍTULOS, CAPÍTULOS, SEÇÕES, ARTIGOS, PARÁGRAFOS, ITENS E SUB-ITENS.


§2 MANTER INTERCÂMBIO PERMANENTE COM AS DEMAIS ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA.


§3 IMPLANTAR SERVIÇOS QUE ATENDAM AS NECESSIDADES PREMENTES DE SEUS MEMBROS ASSOCIADOS, E SE FOR O CASO, DE SEUS FAMILIARES, BEM COMO, PARA ATENDER A SOCIEDADE CIVIL.


§4 ELABORAR O REGIMENTO INTERNO, CUMPRIR E APLICAR SEUS DISPOSITIVOS.


§5 OUVIR E RESPEITAR OS TRABALHADORES(AS).


§6 PREPARAR SEU DIRETORES PARA INTERVIR COM QUALIDADE NAS NEGOCIAÇÕES E ATOS DE REPRESENTAÇÃO, PERANTE AUTORIDADES PÚBLICAS E EMPRESÁRIOS.


§7 ZELAR PELO SEU PATRIMÔNIO DA ENTIDADE E ENGRANDECE-LO.


§8 REUNIR-SE EM SESSÃO ORDINÁRIA PELO MENOS UMA VEZ POR MÊS E REUNIR A DIRETORIA SEMPRE QUE NECESSÁRIO.


 §9 CADASTRAR A ENTIDADE NOS: CNPJ; ÓRGÃOS DA PREFEITURA; ENTIDADES AFINS; ETC.



A REALIDADE DO NOVO SINDICALISMO



A luta dos trabalhadores ocidentais parece ter priorizado, justamente, o acesso à sociedade de consumo e à democracia da casa própria. Isto aparenta ser um fracasso face às reivindicações dos marxistas ortodoxos:


“Extinção da herança; estatização do crédito; propriedade estatal de todos os meios de produção. Na prática dos regimes totalitários, extrapolou-se para a abolição da propriedade privada, inclusive de bens de consumo duráveis como automóveis e moradias.”



No entanto, as reivindicações dos sindicalistas e partidos socialdemocratas europeus foram mais bem sucedidas:



Governo constitucional (inclusive Monarquia Parlamentarista); liberdade de expressão, de imprensa e de associação; representação político-partidária mais ampla por meio da reforma eleitoral; autodeterminação nacional ou autogoverno.



Nos Estados Unidos, houve a conciliação entre o consumo padronizado e o individualismo libertário



As melhores oportunidades de educação para os soldados norte-americanos que voltavam da II Guerra Mundial, associadas com uma onda de construção de casas nos subúrbios, se traduziram em uma significativa melhoria na qualidade de vida nos Estados Unidos. Os pais dos baby boomers foram a primeira geração a ter acesso significativo ao crédito ao consumidor. Eles compraram casa no subúrbio a prazo, seu carro a prazo, e seus eletrodomésticos a prazo.A sociedade afluente é o termo consagrado por John Kenneth Galbraith em The Affluent Society, publicado em 1958, para caracterizar esse estágio de desenvolvimento econômico, cujo o objetivo já não deveria ser o da produção de mais bens de consumo, mas antes o do aperfeiçoamento dos serviços públicos.   Analisando o modelo norte-americano no pós-guerra, o consumismo leva a tal produção de mercadorias que as pessoas já morrem não por comer de menos, mas por comer demais, isto é, devido à obesidade.



Quando à abundância privada se contrapõe a miséria pública, devido ao fato de que:


Estimulando-se a produção de bens privados se restringe a produção de bens públicos (como transporte coletivo, educação gratuita e saúde pública), ao mesmo tempo em que a publicidade provoca uma criação artificial de necessidades, potenciada pela concessão de facilidades de crédito, gera-se a chamada sociedade de consumo em massa. Deste modo, em vez de se satisfazerem necessidades fundamentais, gasta-se dinheiro em necessidades triviais, por exemplo, no consumo suntuário de luxo.



Os Cinco Cês da Classe C são:


1)-Carro.
2)-Casa.
3)-Casar.
4)-Cruzar (Criar Crianças).
5)-Consumir.



Se quiséssemos ampliar o mnemônico, que serve para facilitar a memorização, de modo jocoso, diríamos “Seis” (com Ç) “Çonhos” da Classe C, isto é,  da típica Classe Média, são aqueles acrescentados de Cruzeiros como símbolo do status de viajar.



Mas isso poderia ser visto como esnobismo, porque professor acha que “passaporte não é diploma”. Ele tenta valorizar e cobrar dos outros o que, pretensamente, possui: Cultura. Este seria o sétimo Cê, mas custa muito conseguir. Tem ainda de se incentivar o oitavo Cê: Complemento Previdenciário (aposentadoria).



Niall Ferguson defende a hipótese de que a supremacia da Civilização Ocidental sobre a Oriental deu-se por conta de o capitalismo, a liberdade e a democracia. Ela se manifestou através de seis apps ou aplicativos decisivos:



1)-Competição: uma descentralização da vida política e econômica, que criou as condições para o surgimento dos Estados-nação e do capitalismo.


2)-Ciência:uma forma de estudar, entender e, finalmente, transformar o mundo natural, que deu ao Ocidente, entre outras coisas, uma importante vantagem militar sobre o restante do mundo.


3)-Direitos de propriedade:o controle da lei como um meio de proteger os proprietários privados e solucionar, pacificamente, as disputas entre eles, que assentou a base para a forma mais estável de governo representativo.


4)-Medicina: um ramo da ciência que possibilitou uma importante melhoria na saúde e na expectativa de vida, inicialmente nas sociedades ocidentais, mas também em suas colônias.


5)-Sociedade de consumo: um modo de vida materialista em que a produção e a compra de roupas e outros bens de consumo, em grande escala, desempenham um papel econômico central, e sem o qual a Revolução Industrial teria sido insustentável.


6)-Ética do trabalho: um sistema moral e um modo de atividade derivados do cristianismo protestante, entre outras fontes, que fornece a coesão à sociedade dinâmica e potencialmente instável criada pelos itens anteriores.



CONCLUSÃO



No entanto, o que estamos observando, aqui e agora, com a busca desenfreada do alpinismo social, é a ascensão do individualismo e/ou do corporativismo no pior sentido. Este é defesa exclusiva dos próprios interesses profissionais por parte de uma categoria funcional contra o bem-estar do restante da sociedade. O espírito de corpo ou de grupo predomina no “sindicalismo de resultados”, quando o único resultado almejado é a mobilidade social do indivíduo.



Cada uma ao seu modo, CUT e Força Sindical, para além das disputas e mesmo dos antagonismos que caracterizaram seus projetos iniciais, aproximavam-se ao defender uma política sindical voltada, centralmente, para a negociação e para a defesa da cidadania em detrimento (e não em sintonia) dos valores da classe trabalhadora. Suas diferenças, profundas no início, começaram lentamente a se desvanecer.



A CUT foi muito mais ousada em suas propostas, especialmente durante a década de 1980, o período da confrontação, quando vinculou, explicitamente, a conquista de direitos sociais, a melhoria das condições de vida, como direito à saúde, por exemplo, à luta pela ampliação dos direitos sociais e políticos, além de reiterar em vários de seus encontros e documentos – inclusive no de fundação – a necessidade de lutar pela construção de uma sociedade socialista.





Diferentemente, no caso da Força Sindical, a reivindicação pautava-se sempre pela ampliação de direitos políticos dentro de uma concepção liberal (de fato neoliberal), onde o aumento da participação política dos trabalhadores deveria ocorrer sempre dentro dos estritos limites das decisões no estado pela via da colaboração e da negociação, procurando colocar-se como alternativa dentro da ordem e claramente contra as posições da CUT.As preocupações eram quanto ao rumo que o sindicalismo estava tomando, ficando para trás no processo de redemocratização do país, seja por causa de radicalismo estéril ou, por outro lado, por conformismo paralisante. Essas ações e inúmeras outras demonstraram sempre a capacidade de atuação da Força Sindical. Capacidade que logo predispôs à aglutinação de setores preocupados em defender e conquistar direitos efetivos para os trabalhadores (www.forçasindical.org.br apud Silva, 2008).




Apesar das diferenças indicadas, entretanto, ao longo da década de 1990, a ação sindical de ambas as centrais orientou-se  crescentemente para a defesa da cidadania, aceitando a existência conflitual, mas, em última instância, recusando o caminho da confrontação. Se este foi o eixo da ação da CUT ao longo de toda a década anterior, nos anos 1990, o centro de sua nova concepção, presente tanto em seus documentos, quanto em sua prática dominante, foi voltar-se para o avanço da cidadania.



Já a Força Sindical, que nascera em outro contexto, pautado pela recusa explícita à atuação no universo da luta de classes, encontrava na defesa da cidadania o elemento ideal para a sua proposição, uma vez que, desde suas origens, jamais se colocou na direção da conquista de uma sociedade socialista. A CUT, ao contrário, fazendo o caminho inverso, foi, pouco a pouco, abandonando qualquer discurso que privilegiasse a prática de confrontação em benefício da via predominante da negociação e da defesa do cidadão (Silva, 2008; 2013).



CUT SE TORNA AQUILO QUE COMBATIA: O SINDICALISMO DE ESTADO



Se a concepção sindical presente na Força Sindical nasceu tendo, desde o início, um sentido pragmático e de atuação dentro do capitalismo “para melhorá-lo” – o que significava manter a classe trabalhadora, tanto política quanto ideologicamente, subordinada aos valores do capital, para a CUT, a passagem de práticas com claro sentido de classe e de confrontação para ações sindicais mais moderadas e voltadas para a predominância propositiva (pela via da negociação) aprofundou-se ainda mais com a vitória eleitoral do Partido dos Trabalhadores. Tendo sua principal liderança forjada no interior do novo sindicalismo, a CUT ajudava, finalmente, o PT a conquistar a Presidência da República pelo voto direto. O que não se deu sem novas consequências. A nova pragmática sindical, inserida na lógica dominante da negociação, defrontava-se, agora, com um governo cujos membros eram, em boa medida, recolhidos também dentro da própria CUT, dada a forte simbiose que sempre existiu entre ambas.De sua parte, a Força Sindical somou-se à CUT e ambas tornaram-se partícipes do governo Lula. Atuaram conjuntamente, durante vários anos, como parceiras de governo, por certo com disputas pelos espaços existentes, mas exercitando uma convivência bastante diferente da década de 1990, onde CUT e Força Sindical pautavam-se por uma forte disputa, clara diferenciação e nítida conflagração. A defesa da negociação como caminho predominante e a conversão de suas programáticas, centradas na busca da “cidadania”, abriram caminho para que as diferenças fossem crescentemente reduzidas e ambas as centrais entrassem com força dentro do aparelho de estado. O novo sindicalismo chegava, finalmente, ao Estado, depois de tantos anos de luta pela autonomia e independência sindicais. A estrutura sindical atrelada ao estado – duramente combatida pela CUT em seus anos dourados e que sempre fora preservada pela Força Sindical – finalmente permitia que as duas principais centrais do país galgassem o topo do estado, sendo que a CUT, por sua própria vinculação estreita com o PT, era ainda mais intensa (Soares, 2005). Participando de ministérios e secretarias nos âmbitos federal, estadual e municipal, elegendo-se para cargos de representação parlamentar, participando ativamente na gestão de fundos de pensão16 e dos conselhos de empresas estatais etc., o sindicalismo que propugnava a autonomia e a independência sindical frente ao estado, no caso da CUT, e o pretenso antiestatismo neoliberal propugnado pela Força Sindical, acomodaram-se muito bem nos aparatos burocrático-ministeriais dos governos do PT.



Mesclando traços da velha e persistente herança sindical peleguista, que a Força Sindical sempre conservou, com um burocratismo institucionalizado e verticalizado, que a CUT abraçou ao longo da década de 1990, ambas, entretanto, pautadas pelo ideário e pela pragmática da negociação e de defesa da cidadania, forjou-se o que, provocativamente, estamos denominando como sindicalismo negocial de estado. A fértil engenharia da cooptação do governo Lula deslanchava vigorosamente: as centrais sindicais passaram a receber verbas estatais oriundas do FAT e, ao final da década de 2000, o governo, ampliando significativamente essa engenharia da cooptação, acentuava o controle estatal sobre os sindicatos, ao possibilitar que as centrais também passassem a receber o Imposto Sindical, criado na ditadura Vargas, ao final dos anos 1930, e que sempre fora combatido pela CUT. O sindicalismo de estado começava a ressuscitar, agora adicionado de um forte componente de proposição e negociação. O mundo negocial e a dependência estatal (política, ideologia e financeira) passaram, também, a fazer parte, ainda mais intensamente, do cotidiano daquele que, no passado recente, havia sido positivamente designado como novo sindicalismo.


Para onde foram e irão os sindicatos?


Nossa resposta à hipótese apresentada ao longo deste artigo é que as últimas décadas parecem empurrar o novo sindicalismo em direção a uma esdrúxula combinação, síntese de, ao menos, três movimentos:


1)-A velha prática peleguista.

2)-A forte herança estatista

3)-A forte influência do ideário neoliberal (ou social-liberal), impulsionada, ainda, pelo culto da negociação e defesa do cidadão.


Vale dizer que cada um destes elementos pode ter prevalência em diferentes conjunturas. E esse Frankenstein que está sendo embrionariamente gestado, estamos denominando, provocativamente, como uma espécie de sindicalismo negocial de estado (Antunes, 2013).



BIBLIOGRAFIA:



-ANTUNES, Ricardo. O novo sindicalismo. Campinas: Editora Pontes, 1995.
-SOARES, José de Lima. PT e a CUT nos Anos 90: encontros e desencontros de duas trajetórias. Brasília: Editora Fortium, 2005.


-TRÓPIA, Patrícia Vieira. A adesão da Força Sindical ao Neoliberalismo. In: Ideias – Revista do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – UNICAMP, CAMPINAS (SP), nº 9, 2002. p. 155-202.


-VIANNA, Luiz W. Liberalismo e Sindicato no Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.


-ALMEIDA, Maria H. O sindicato no Brasil: novos problemas, velhas estruturas. Debate e Crítica, São Paulo, n. 6, jul. 1975.


-SILVA, Jair Batista da. Ação sindical, racismo e cidadania no Brasil. In: Antunes, Ricardo. (Org.). Riqueza e miséria do trabalho II. 1ed. São Paulo: Boitempo Editorial, 2013, v. 1, p. 383-402.


-RODRIGUES, Iram Jácome. Sindicalismo e política: a trajetória da CUT. São Paulo: Scritta, 1997.


-GALVÃO, Andréia. A atuação política do sindicalismo brasileiro: dificuldades e contradições frente aos governos petistas, 2015


-COSTA, Sílvio. Tendências e centrais sindicais – o movimento sindical de 1978 a 1994. São Paulo: Editora Anita Garibaldi: Editora da Universidade Católica de Goiás, 1995.


-FREDERICO, Celso. Crise do socialismo e movimento operário. São Paulo: Cortez, 1994.



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CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim" (João14, 6).Como Católicos, defendemos a verdade contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha a verdade, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por ela até que Ele volte(1Tim 6,14).Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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