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Vocação Shalom – Uma profecia para este tempo,onde precisamos reconquistar PALMO A PALMO os espaços perdidos para o MUNDANISMO

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 5 de maio de 2018 | 12:49






A mídia, muitas vezes, banaliza coisas abomináveis, e supervaloriza as supérfluas. Assim, a tolerância com coisas intoleráveis passa a ser nosso padrão de conduta. Nos contentamos as vezes apenas em rezar, pregar ou escrever sobre o assunto, mas nunca partimos para uma ação concreta. Ou ainda quando agimos, fazemos isso isoladamente, tranquilizando nossa consciência achando assim que “fiz minha parte”. Antes não entedia bem a atitude de Jesus ao pegar no chicote, mas hoje dou graças a Deus, que existe uma grande diferença entre a verdadeira paz pregada por nosso Senhor Jesus Cristo e o falso e covarde pacifismo. Não podemos mais ficar nos escondendo atrás de uma mansidão que só revela covardia, enquanto milhares de inocentes pagam com suas vidas destroçadas de todas as formas. Uma teologia e práxis evangélica inteligente e coerente com os princípios Cristãos nos leva uma outra realidade que conduz à transformação de nossas mentes e ao inconformismo com esse mundo ilusório. E somente bem organizados e avançando compactados como um exército em ordem de batalha, é que conseguiremos agir eficazmente contra os ataques frontais aos valores Cristãos, que estão se alastrando pelo mundo, no qual nós que trazemos o nome de Cristãos ficamos perdendo espaços para o inimigo, aos quais precisamos urgentemente reconquistar palmo a palmo, como nos diz Moysés nosso fundador nos escritos Shalom.






“Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós...” (João 20,21)



O homem contemporâneo busca a paz, fecha-se em altos muros para não a perder, faz caminhadas pela paz, movimentos em vista dela. A palavra PAZ talvez seja hoje uma das mais faladas. Com certeza, ela expressa a realidade mais buscada pelo homem do nosso tempo. No entanto, ele nunca esteve tão em guerra como agora: o ódio se alastra, a violência se multiplica, o homem morre, vítima de si mesmo e do seu pecado.




“É aí que se manifesta o desígnio de Deus para a nossa vocação. Em um mundo marcado pelo pecado, ‘que errou bastante acerca do conhecimento de Deus, onde reinam tantos males, o ocultismo, a não conservação da pureza nem na vida nem no matrimônio, a impureza, o adultério, sangue, crime, roubo, fraude, corrupção, deslealdade, revolta, perjúrio, perseguição dos bons, esquecimento da gratidão, impureza das almas, inversão sexual, desordens no casamento, despudor e etc, e ainda se diz em paz’ (Sb 14,22-26); o Senhor nos chama a sermos anunciadores da sua paz (Is 52), a vivermos e proclamarmos a sua Paz. A levarmos com a nossa vida, com a nossa palavra e com o nosso testemunho, o Shalom de Deus aos corações; a sermos instrumentos de reconciliação do mundo com Deus; a anunciarmos com todo o nosso coração, com todas as nossas forças a salvação de Jesus Cristo e o seu Evangelho” (RVSh, 359)



“Quando o Senhor nos deu o nome SHALOM, não tínhamos a dimensão do que Ele nos queria falar. Foi no decorrer da caminhada, na vivência da nossa fé, na correspondência ao chamado que nos fazia, que Ele foi mansamente desenhando em nós, e nos dando a graça de compreender toda a grandeza da nossa vocação” (RVSh, 354).



“O Senhor nos tinha confiado uma missão que estava contida no nosso nome: a de sermos discípulos e ministros da paz. Para o povo judeu, a palavra Shalom não era uma simples saudação, mas uma verdadeira intenção de comunicar ao outro toda sorte de bens espirituais e físicos, a felicidade perfeita que viria com a era messiânica. Em última instância, Shalom significava para o judeu o estado de graça que viria com a chegada do Messias ou, em outras palavras, a verdadeira salvação. Jesus, assim, é o próprio Shalom do Pai, Ele vem nos dar a perfeita felicidade, a salvação. Como Shalom, temos a missão de levar essa paz aos homens, a paz da reconciliação com Deus, a paz da conversão, do voltar-se para Jesus, de reconhecê-lo como Salvador e Senhor da humanidade, único caminho da verdadeira paz, da verdadeira justiça (o Evangelho), do verdadeiro amor.”(RVSh, 356).



Paz para nós é sinônimo de conversão, de vida nova em Cristo. Não é, portanto, somente uma conquista do homem, uma ausência de guerra ou a implantação de uma “justiça humana” sobre a terra. A paz é fruto da presença do Cristo Ressuscitado em nosso meio. Como aos apóstolos (cf. Jo 20,19-21), Ele nos comunica a salvação e nos ensina a anunciá-la e ministrá-la aos homens do nosso tempo. Enquanto os homens procurarem a sua paz e a sua salvação em si próprios; enquanto acharem que podem resolver os problemas do mundo por si mesmos; enquanto pensarem que podem instalar uma paz social e política e assim trazer a felicidade geral ao mundo, sem a conversão dos corações a Jesus; sem conhecê-lo como a solução, a salvação para todo o homem e para a humanidade, longe eles estarão da paz, do Shalom que Deus quer instaurar na face da terra” (RVSh, 357).



E isso torna-se cada vez mais claro no mundo de hoje, basta olharmos ao nosso redor. A Comunidade Católica Shalom, impulsionada pelo Espírito Santo e diariamente alimentada pela oração, sente brotar em seu seio o ardente apelo de Deus para que seja saciada a sede do seu povo. Cada irmão que livremente se consagra a Deus na nossa Comunidade, sabe que entregou a sua vida em vista dessa causa, da implantação da verdadeira Paz nos corações e no mundo. O Senhor nos constitui, assim, como soldados que, incansavelmente, lutarão pela paz através do anúncio, da doação de suas vidas e do testemunho coerente do Evangelho. (Reconquistando palmo a palmo os espaços perdidos para o inimigo de Deus).





“Para instaurar a Paz nos corações e no mundo o Senhor nos chama a anunciar Jesus Cristo e a formar autênticos filhos de Deus” (RVSh, 360).


A evangelização, o anúncio do Querigma, são essenciais para que o homem conheça e encontre a Deus. Contudo, entendemos que Deus pede mais de nós, Ele quer não só que evangelizemos, mas que formemos os seus filhos. Por isso, não basta para nós que as pessoas sejam alcançadas pela graça de Deus, é preciso que sejam também acompanhadas, formadas para a santidade, para uma fé madura e coerente.




No entanto, tal missão só se cumpre quando encarnamos em vossa vida a Paz. “Para proclamarmos a paz, temos acima de tudo que vivê-la, tê-la em nosso coração” (RVSh, 361). É na vida de oração, no caminho sincero de conversão, de renúncia de si, de mergulho no Espírito Santo que vamos, passo a passo, nos deixando transformar pelo Senhor, sendo pacificados para, assim, transbordarmos essa paz para os homens. Deixando-nos possuir por Jesus Cristo, podemos possuir em nós a Paz e, assim, sermos presença de Paz para o homem do nosso tempo.



“É preciso reconciliar o coração do homem com o próprio homem, reconciliar o coração do homem com a natureza e com as coisas. Somente pelo poder do Espírito Santo isto pode ser realizado. É necessário ensinar os homens a orar, a se voltarem para o Senhor. É necessário estabelecer o amor de Deus nos lares, nas famílias, nos relacionamentos, nas profissões, na sociedade, no mundo! É necessário estabelecer a paz, mas tudo isto só acontece quando recebemos Jesus no coração. ‘Homem, converte-te ao Senhor Jesus e encontrarás a Paz que tanto buscas!’” (RVSh, 367).



Reconciliar e construir a paz. Esta é a missão que recebem. Hoje, o que mais faz falta é a paz: refazer os pedaços da vida, reconstruir as relações quebradas entre as pessoas, restabelecendo a inteireza pessoal e comunitária. As pessoas que lutam pela paz são declaradas felizes e são chamadas filhos e filhas de Deus (Mt 5,9).




A experiência da ressurreição


Jesus se faz presente na comunidade. Mesmo as portas fechadas não podem impedir que ele esteja no meio dos que n’Ele acreditam. Até hoje é assim. Quando estamos reunidos, mesmo com todas as portas fechadas, Jesus está no meio de nós. E até hoje, a primeira palavra de Jesus é e será sempre: “A paz esteja com vocês!” Ele mostrou os sinais da paixão nas mãos e no lado. O ressuscitado é o crucificado que passou pela cruz e nos comunica sua paz. O Jesus que está conosco na comunidade não é simplesmente um Jesus glorioso que não tem mais nada em comum com nossa vida. Mas é o mesmo Jesus que viveu nesta terra, e traz as marcas da sua paixão. As marcas da paixão estão também hoje na humanidade que sofre. É nas pessoas que não ficam indiferente as dores do mundo, e que lutam pela vida, pelo estabelecimento da verdadeira paz , e não se deixam abater e desistir diante dos desafios, que Jesus ressuscita e se faz presente no meio de nós.



João 20,21: O envio: “Como o Pai me enviou, eu envio vocês!”



É deste Jesus, ao mesmo tempo crucificado e ressuscitado, que recebemos a missão, a mesma que ele recebeu do Pai. E ele repete: “A paz esteja com vocês!” Esta dupla repetição acentua a importância da paz. Construir a paz faz parte da nossa missão. Paz significa muito mais do que só a simples ausência de guerra e conflitos. Significa construir uma convivência humana harmoniosa, baseada no evangelho, e onde as pessoas possam gozar  daquela verdadeira liberdade dos filhos de Deus, que não se confunde com libertinagem. Esta foi a missão de Jesus, e é também a nossa missão. Numa palavra, é criar a comunidade a exemplo da comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.



João 20,22: Jesus comunica o dom do Espírito



Jesus soprou e disse: “Recebei o Espírito Santo.” É só mesmo com a ajuda do Espírito de Jesus que seremos capazes de realizar a missão que ele nos dá. Por isto que na vocação Shalom, para esta vivência precisamos viver sobre a primazia da Graça, e para isto precisamos entender o contexto do escrito Joanino, pois para as comunidades do Discípulo Amado, Páscoa (ressurreição) e Pentecostes (efusão do Espírito) são a mesma coisa. Tudo acontece no mesmo momento.



João 20,23: Jesus comunica o poder de perdoar os pecados


Aqui tratando a questão de forma comunitária, não se trata apenas do Perdão Sacramental (Concedido apenas aos apóstolos).O ponto central da missão de paz está na reconciliação, na tentativa de superar as barreiras que nos separam: “Aqueles a quem vocês perdoarem os pecados serão perdoados e aqueles a quem retiverem serão retidos!” Este poder de reconciliar e de perdoar é dado também à comunidade. No Evangelho de Mateus, é dado de forma privilegiada a Pedro (Mt 16,19). Aqui se percebe a enorme responsabilidade da comunidade em exercitar a reconciliação interna, não deixando o sol se por sobre a nossa ira, mas também uma comunidade que se faz ponte de reconciliação entre Deus e os homens. O texto deixa claro que uma comunidade sem perdão nem reconciliação já não é mais uma Comunidade cristã, mas um grupo, ou um aglomerado de pessoas indiferentes umas às outras, talvez até um clube, onde só busco meus direitos de sócio, perde-se a dimensão da esponsalidade missionária, realizada na gratuidade, dando de graça aquilo que de graça recebemos.




João 20,24-29: A dúvida de Tomé - Felizes, BEM AVENTURADOS, os que não viram e creram



Tomé, um dos doze, não estava presente. E ele não crê no testemunho dos outros. Tomé é exigente: quer colocar o dedo nas feridas da mão e do pé de Jesus. Quer ver para poder crer. Não é que ele queria ver milagre para poder crer. Não! Tomé queria ver os sinais nas mãos e no lado. Ele não crê num Jesus glorioso, desligado do Jesus bem humano que sofreu na cruz. Sinal de que havia pessoas que não aceitavam a encarnação (2Jo 7; 1Jo 4,2-3; 2,22). A dúvida de Tomé também deixa transparecer como era difícil crer na ressurreição, a grande novidade revolucionária.O texto começa dizendo: “Uma semana depois”. Tomé foi capaz de sustentar sua opinião durante uma semana inteira. Cabeçudo mesmo! Graças a Deus, para nós! Novamente, durante a reunião da comunidade, eles têm a experiência profunda da presença de Jesus ressuscitado no meio deles, tocam e experimentam o xoque da ressurreição. E novamente recebem a missão de paz: “A paz esteja com vocês!” O que chama a atenção é a bondade de Jesus. Ele a princípio não se apresenta logo criticando a incredulidade de Tomé, mas aceita o desafio e diz: “Tomé, venha cá colocar seu dedo nas feridas!”. Jesus confirma a convicção de Tomé, que era a convicção de fé das comunidades do Discípulo Amado, a saber: o ressuscitado glorioso é o crucificado que passou pela cruz. É neste Cristo que Tomé acredita, e nós também. Com ele digamos: “Meu Senhor e meu Deus!” Esta entrega de Tomé é a atitude ideal da fé. E Jesus completa com a mensagem final: “Você acreditou porque viu. Felizes os que não viram e, no entanto, creram!” Com esta frase, Jesus declara felizes a todos nós que estamos nesta condição: sem termos visto acreditamos que o Jesus ressurreto que está no nosso meio é o mesmo que passou pela cruz morrendo por nós.


Alargando o Shalom: A construção da paz


O primeiro encontro entre Jesus ressuscitado e seus discípulos é marcado pela saudação feita por ele: “A paz esteja com vocês!” Por duas vezes Jesus deseja a paz a seus amigos.  Esta saudação é muito comum entre os judeus e na Bíblia. Ela aparece quando surge um mensageiro da parte de Deus (Jz 6,23; Tb 12,17). Logo em seguida, Jesus os envia em missão, soprando sobre eles o Espírito. Paz, Missão e no poder do Espírito! Os três estão juntos. Afinal, construir a paz é a missão dos discípulos e das discípulas de Jesus (Mt 10,13; Lc 10,5). O Reino de Deus, pregado e realizado por Jesus e continuado pelas comunidades animadas pelo Espírito, manifesta-se na paz (Lc 1,79; 2,14). O Evangelho de João mostra que esta paz, para ser verdadeira, deve ser a paz trazida por Jesus (Jo 14,27). Uma paz diferente da paz construída pelo Império Romano para aquele tempo, e hoje como diz profeticamente o nossso fundador Moyses:


“É aí que se manifesta o desígnio de Deus para a nossa vocação. Em um mundo marcado pelo pecado, ‘que errou bastante acerca do conhecimento de Deus, onde reinam tantos males, o ocultismo, a não conservação da pureza nem na vida nem no matrimônio, a impureza, o adultério, sangue, crime, roubo, fraude, corrupção, deslealdade, revolta, perjúrio, perseguição dos bons, esquecimento da gratidão, impureza das almas, inversão sexual, desordens no casamento, despudor e etc, e ainda se diz em paz’ (Sb 14,22-26); o Senhor nos chama a sermos anunciadores da sua paz (Is 52), a vivermos e proclamarmos a sua Paz. A levarmos com a nossa vida, com a nossa palavra e com o nosso testemunho, o Shalom de Deus aos corações; a sermos instrumentos de reconciliação do mundo com Deus; a anunciarmos com todo o nosso coração, com todas as nossas forças a salvação de Jesus Cristo e o seu Evangelho” (RVSh, 359)



Paz, na Bíblia (em hebraico é Shalom) é uma palavra muito rica, significando uma série de atitudes e desejos do ser humano. Paz significa integridade da pessoa diante de Deus e dos outros. Por isso mesmo, a proposta de paz trazida por Jesus também é sinal de “espada” (Mt 10,34), ou seja, de luta e perseguições para as comunidades. O próprio Jesus faz este alerta sobre as tribulações promovidas pelo Império tentando matar a paz de Deus (Jo 16,33). É preciso confiar, lutar, trabalhar e perseverar no Espírito para que um dia a paz de Deus triunfe. Neste dia, “amor e verdade se encontram, justiça e paz se abraçam” (Sl 85,11). Então, como ensina Paulo, “o Reino será justiça, paz e alegria como fruto do Espírito Santo” (Rm 14,17), e “Deus será tudo em todos” (1Cor 15,28).


A fim de correspondermos ao chamado divino de sermos discípulos e ministros da Paz, o Senhor nos concede o caminho da CONTEMPLAÇÃO, da UNIDADE e da EVANGELIZAÇÃO. (ECCSH, Preâmbulo parte II).



Somos uma Comunidade Católica reconhecida pela Igreja como "Comunidades Novas". Servirmos a Igreja por meio de uma consagração de vida. Temos como fim último a evangelização e a formação de filhos de Deus. Somos chamados a SER, no interior da Igreja, discípulos e ministros da Paz; a acolher, viver e anunciar ao mundo a Paz que é o próprio Jesus (cf. Ef 2,14).



Nascida no meio dos jovens, a Comunidade surgiu de um ardente desejo de evangelizar os jovens mais afastados de Deus. Transformamos uma lanchonete em um meio de atração dos jovens a Deus.A Comunidade Católica Shalom é formada por homens e mulheres que se doam a Deus.Vocação esta que pode ser vivenciada de duas formas que se complementam: a Comunidade de Vida, Comunidade de Aliança e Obra de Evangelização na vivência do Carisma de paz.






Aspectos Gerais da Espiritualidade Shalom:



Amor incondicional por Jesus Cristo, segundo o modelo de vida fraterna proposto por São Francisco de Assis;Vida de oração segundo o caminho de Santa Teresa D'Ávila; o espírito da Renovação Carismática Católica e o uso dos carismas do Espírito Santo a serviço da Igreja; Amor filial à Virgem Maria, Rainha da Paz. Forte apelo a uma profunda vida de oração; Vida de louvor.Amor fraterno, Evangelho, Apostolado. União da vida contemplativa e ativa; Exercício do amor fraterno segundo o modelo de unidade e caridade da Trindade. Opção radical pelo Evangelho e a vivência de seus conselhos; Amor sincero à Igreja e um desejo real de servir no apostolado e na vida missionária.


A CONTEMPLAÇÃO


“A amizade com Deus é o âmago da nossa vocação. Decidir-se pela amizade divina e crescer nesta amizade é o segredo da vida...” (Escritos Carta à Comunidade, 55).


“Contemplação que se configura como amizade e intimidade com Deus em um caminho de oração pessoal e comunitária. Contemplação que nos faz experimentar o Amor e nos concede o dom do Amor Esponsal (base da nossa espiritualidade), esta chama viva que inflama e purifica o coração capacitando-o a aderir incondicionalmente e com vigor à bem-aventurada vontade do Pai.”(Escritos Carta à Comunidade, 53)



A UNIDADE:



“Como é bom e agradável os irmãos viverem unidos...” (Salmo 132,1-2)


O ponto central da unidade é ser reflexo da Trindade, pois as três pessoas se dão em amor, tornando a vivência dessa unidade algo sobrenatural, pois não adianta querer viver isso  contando unicamente com minhas forças. É vivê-la na carne, que com a graça de Deus, nos capacita a amar não apenas os que gosto, mas, também, amar o não amável, aquele que ninguém ama, ou tenho dificuldade de amar.


“No nosso Carisma, a Paz recebida pela contemplação do Ressuscitado que passou pela Cruz é acolhida na vida comunitária por meio da vivência da Unidade. (Escritos Carta à Comunidade, 93).



“Muito importa reconhecermos a beleza da Comunidade que torna visível o Carisma. A Comunidade é um dom. Ela é bela e nós somos profundamente gratos a ela, pois através dela Deus tanto nos presenteou. Ela possui limites, que são os nossos, pois nossa humanidade, com suas virtudes e limites, compõe a Comunidade. O amor pela Comunidade e o zelo pelo Carisma que ela manifesta são fontes de Unidade...” (Escritos Carta à Comunidade, 104).


De que forma podemos zelar pela Unidade?



1)- Acreditar e ter Zelo pelo carisma, bem como nas autoridades legitimamente constituídas.
2)- Não sendo engrenagem estranha (Do contra), e envenando ao redor(Vomitar para cima para suas autoridades, jamais para os lados, ou para baixo, pois o diálogo é o novo nome da caridade.
3)- Cobrindo (sem encobrir) as fraquezas dos irmãos (Janela de Johari).
4)- Amando os não amáveis.
5)- Sendo o feliz Terceiro.
6)- Experimentando o suave cansaço que a outros descansam.



A Evangelização



“No campo da evangelização, recordo aos irmãos da Comunidade Católica Shalom que ela nasceu com esta missão. Para nós, evangelizar não é uma questão de opção. Foi para isso que Deus nos gerou.Por isso a evangelização torna-se para nós uma necessidade vital, um feliz imperativo.A evangelização é constituída e indutora do nosso Carisma. Isto significa que quando evangelizamos com alegria, ousadia e criatividade estamos sendo nós mesmos e, ao mesmo tempo, crescemos na graça própria do Carisma que nos foi concedido...”(Escritos Carta à Comunidade, 146 e 147).




“Pouco a pouco, fui descobrindo o segredo da felicidade e da paz. Eu não as encontrei em um caminho de busca de auto-realização. Ou seja, em uma vida vivida em vista de mim mesmo, onde os outros entram na medida em que são úteis aos meus planos e projetos de felicidade. [...] A felicidade e a paz eu as encontrei na medida em que me esquecia de mim mesmo e, sem reservas, doava-me a Deus e aos outros. Este doar-se não pode ser calculado, ou mensurado segundo as minhas medidas e meus limites. Ele deve ser sem medidas como sem medidas é o Amor com o qual eu fui amado.” (Escritos Carta à Comunidade, 95).



Só no Céu teremos nosso verdadeiro descanso !!!









“Se calarem a voz dos profetas, as pedras clamarão.” (Lucas 19,40)


O escrito “OBRA NOVA” inicia-se com esta passagem profética revelada ao nosso fundador Moysés  Azevedo:



Isaias 43,19-21 : “Eis que vou fazer uma obra nova: ela está a começar agora, e vós não a vedes? Abrirei um caminho no deserto, rios em lugar seco. Glorificar-Me-ão as feras, os lobos e as avestruzes, porque farei brotar água no deserto e rios na terra seca para matar a sede do meu povo, do meu escolhido, o povo que formei para Mim, para que proclame o meu louvor...”



profecia hebraica é o elemento que diferencia a religião israelita das outras religiões contemporâneas. É também aquilo que deu a Israel uma perenidade e uma capacidade de sobrevivência que as outras religiões não possuíam. Os profetas de Israel pertencem à categoria dos “portadores de palavra”. Entre os povos e religiões vizinhos a Israel são encontrados homens com atividade semelhante à deles.Mas em Israel os profetas se distinguem pelo conteúdo de sua mensagem.Lá são considerados a “boca falante de Deus no mundo”, falam em nome do Único Deus a um povo eleito, com quem esse Deus fez aliança de amor.




A partir do século VII, o profetismo bíblico atinge seu apogeu. Deus se dirige a seu povo, ameaçado por imensas catástrofes que se avizinham, uma série de mensageiros que só desejam uma coisa: recolocar o povo no caminho reto da relação com seu Deus e na proximidade tangível e palpável de sua presença. Não são adivinhos, não predizem o futuro. Com uma sensibilidade refinada e um fogo de amor ardendo no peito, os profetas clamam para chamar a atenção do povo, a fim de que volte à Aliança.Algumas linhas marcam o discurso de todos os profetas:



1)- A defesa da justiça e do direito em Israel;

2)- A  atitude crítica diante de práticas religiosas vazias que não têm correspondência com a vida; um particular interesse pela história que se torna, graças à intervenção profética, uma palavra de Deus;

3)- A  espera vigilante das ações divinas que revolucionarão o destino do povo.

4)- Os profetas não são chefes políticos revolucionários, nem ideólogos de partidos.

5)- Trazem, porém, a grande novidade do espiritualismo liberto de toda rigidez cultual.

6)- Dirigem-se a um povo para falar-lhe em nome de Deus. Não fazem teoria, nem enumeram atributos da divindade, mas têm por objetivo essencial colocar o povo no reto caminho da presença de Deus.

7)- Preparam o povo para a epifania do Senhor, que se aproxima e se revelará no mundo, dentro da história.




Assim foi e fez João Batista, o maior entre os filhos de mulher, de acordo com o Evangelho. Viu que Jesus de Nazaré era a própria presença de Deus no meio da história, na fragilidade da carne. E anunciou, e apontou: “Eis o cordeiro de Deus!” E pela força dessa notícia enfrentou poderes e reis, perdendo a vida por sua fidelidade e coragem. Assim foi Jesus de Nazaré, o profeta por excelência, que dá sentido a toda profecia antes e depois de sua vinda. Mostrou a presença de Deus na humildade do amor que se aproxima dos últimos desse mundo, trazendo-lhes paz e vida em abundância.Assim são os profetas de hoje, nossos contemporâneos, que erguem sua voz sem medo para denunciar injustiças e os desvios da verdade,e anunciar o caminho da verdadeira vida, que é próprio ressuscitado que passou pela Cruz.Não faltam os profetas e a profecia nos dias de hoje, o que faltam são os ouvidos para escutá-los e corações para acolher:


Hebreus 3,13-15: “Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado;Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim. Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação em Meriba.”




Seria longo enumerar os profetas de hoje. São Protagonistas, estão na vanguarda, anunciam o novo da parte de Deus. Todos os poderes constituídos os perseguiram  sem piedade, bem como aqueles que querem seguir seus próprios caminhos e instintos depravados. Queriam desesperadamente calar sua voz. No entanto, a voz e o ensinamento de todos os profetas e todas as profecias sobrevive, inspirando gerações e iluminando os caminhos da humanidade.



Com o nosso fundador Moisés Azevedo, no protagonismo deste Carisma, não foi diferente na sua epifania profética, num tempo em que a palavra de ordem era: " Quem sabe faz hora não espera acontecer", teologia criticada por Hans Urs Von Balhtazar em sua obra: Teologia da História.Um tempo onde se falar de Oração pessoal e experiência com Deus soava de forma herética na praxis dos círculos eclesiáticos daquele período conflituoso da Contra Revolução militar aos comunistas no Brasil. Por isto foi incompreendido, perseguido, humilhado e caluniado,mas  ele trazia a certeza profética da parte de Deus e isto era sua motivação.Uma profecia para ser profecia precisa ser confirmada, a Igreja nos confirmou: "Vós sois  Igreja Missionária ".Assim falou Mosenhor Hilko, presidente do Concelho Pontifício para os leigos em Roma,  durante a solenidade de nosso reconhecimento como Carisma da Igreja e a serviço da Igreja.Que a figura e radicalidade de João Batista e todos os profetas de ontem e hoje, de ambos os sexos nos acompanhem para termos a força de assumir o compromisso profético a nós dado como graça pelo Batismo.Não há que ter medo. Pois o próprio Evangelho diz que, se calarem a voz dos profetas, as pedras gritarão.Diz uma linda canção cantada na  Comunidade Shalom :



"Deus abrirá uma via onde não parece ter,
como Ele fará não sei, mas um  novo caminho eu verei.
Deus me guiará, me terá bem junto a Si,
todos os dias amor e força Ele me dará, nova via abrirá..."


E outra que cantamos assim:


"Terminará o que começou;
Ele fará um novo acontecer, 
fará mesmo que eu não possa compreender.
Nascerá novo amanhã, eu já posso ver,
sei que posso crer, que nascerá novo viver,
Ele é fiel e suas promessas cumprirá..."



Sejamos gratos e fieis ao chamado " Irrevogável" daquele que nos chamou e nos predestinou desde toda eternidade, não por sermos os melhores, mas talvez até por sermos os piores, os vasos de argila, para ai manifestar a sua glória e seu poder, e desta forma, TODA OBRA PERTENCE ASSIM À AQUELE QUE NELAS TUDO REALIZOU; e se todo chamado de Deus é para sempre, só podemos dar uma  resposta a Ele que merece todo nosso louvor, PARA SEMPRE também.Por tudo isto, olhando para a profecia e olhando para nossa história podemos cantar:


" Somos nós este povo alcançados por tua luz, frutos da tua obra da Cruz. "





Temos diversos Ministérios no uso dos carismas da Espírito Santo, dentre eles:



Promoção Humana, Música, Teatro, Dança, Livraria, Liturgia, Lanchonete, Formação, Grupo de Oração, Pastoreio, Projeto Família, Projeto Criança, Acolhimento, Intercessão e precisamos de sua ajuda para Evangelizar cada vez mais pessoas, que tal juntar-se a nós !!! Venha fazer esta experiência !!!



Shalom !!!


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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