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O que é, e como viver bem a sexualidade e afetividade ?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 15 de junho de 2018 | 23:44





Objetivo desta formação: Ficarmos cientes que o pecado original afetou a nossa sexualidade e afetividade, que ficaram desordenadas, ou seja, perdemos a integralidade e inteireza destas duas capacidades humanas. Também, entendermos que neste caminho de maturidade humana na vida Cristã, a caminho da santidade, vivemos aquela tensão escatológica entre o já e o não ainda, ou seja, entre o eu real, e o eu ideal, bem como aprendermos que a sexualidade é muito mais que genitalidade, pois é algo ontológico, e que faz parte do plano original de Deus, com meios e fins específicos.




I – O QUE É A SEXUALIDADE ?





FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA:




A sexualidade afeta todo nosso ser:



I Carta aos Tessalonicenses5,23: “Que o próprio Deus da paz vos santifique inteiramente, e que todo o vosso ser – o espírito, alma e o corpo, seja guardado irrepreensível para a vinda do Senhor Jesus Cristo...”








A TENSÃO ENTRE O EU REAL E O EU IDEAL:


Romanos 7,19-25 “Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus.mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado.








AINDA NÃO SOMOS ANJOS


Mateus 20,30: “Na ressurreição, as pessoas não se casam nem são dadas em matrimônio; são, todavia, como os anjos do céu”


No nível acadêmico - universitário, os estudos e pesquisas dos especialistas apontam que  a RELAÇÃO  SEXUAL (Não ato conjugal), atende os níveis fisiológico e psicológico das pessoas. PARA O CRISTÃO CASADO, o ATO CONJUGAL vai além, atendendo a um terceiro nível: O espiritual. O sexo foi feito e querido por Deus, ( I Ped. 3,7) e tudo que Deus criou é bom.




Magistério da Igreja - CIC 2362 :



"Os atos com os quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, significam e favorecem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido." A sexualidade é fonte de alegria e de prazer:O próprio Criador estabeleceu que nesta função (de geração) os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles aceitam o que o Criador lhes destinou. Contudo, os esposos devem saber manter-se nos limites de uma moderação justa."







A sexualidade envolve o que há de mais íntimo na vida do ser humano. Dependendo do modo como é usufruída, ela tanto pode produzir resultados positivos quanto negativos, seja na área biológica, sociológica, psicológica ou espiritual. Algumas lideranças não dão a devida importância que o assunto requer (Não é o caso do Shalom e da Igreja Católica). Uns se recusam a falar sobre sexualidade, porque acham que é um assunto que não tem tanta relevância. Já outros, são tolhidos pela timidez ou acham-se incapazes de ensinar à sua comunidade corretamente sobre o assunto, sem ferir as preferências pessoais neste âmbito,portanto , deduzem que é de foro íntimo, e a Igreja e nem ninguém deve dar pitaco nesta área.E o resultado é que muitas vezes os problemas se avolumam, gerando conflitos extremistas, simplesmente porque as pessoas não receberam um ensino adequado, nem foram orientados sobre como deveriam agir de forma, racional, equilibrada, humana e com a maturidade Cristã que o tema merece.



Existem pessoas que, quando o assunto é sexualidade, defendem idéias absurdas. Dizem, por exemplo, que Deus criou o homem e permitiu que o diabo inventasse o sexo ??? Para uma grande maioria, a sexualidade está muito mais associada ao pecado do que a algo bom, criado por Deus. O pecado original, não foi o sexo(pois ele foi ordenado), mas a desobediência, ou seja, o homem querer por si mesmo decidir o bem e o mal, e o que é certo e errado segundo seus próprios critérios.



Antes de julgar se a sexualidade é boa, ou má (é amoral), precisamos saber quem o criou, com que finalidade ele foi criado e o que devemos fazer para tornar a sexualidade conforme o PLANO ORIGINAL DE DEUS:




Romanos 1,26-28: E, por essa razão, Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. De igual modo, os homens também abandonaram as relações sexuais naturais com suas mulheres e se inflamaram de desejo sensual uns pelos outros. Deram, então, início a sucessão de atos indecentes, homens com homens, e, por isso, receberam em si mesmos o castigo que a sua perversão requereu. Além do mais, considerando que desprezaram o conhecimento de Deus, Ele mesmo os entregou aos ardis de suas próprias mentes depravadas, que os conduz a praticar tudo o que é reprovável...”








Deus criou o homem e a mulher, e colocou órgãos genitais diferentes em cada um deles. Ele criou também os hormônios, que atuam na área da sexualidade masculina e são chamados de testosterona. Na mulher, estes hormônios são conhecidos como estrógeno e progesterona, com funções e fins específicos. E os cromossomos X e Y que definem fisicamente o homem e a mulher. (Muda-se a estética jamais a genética). Até um hermafrodita, que tem os dois sexos, os seus cromossomos definem se é homem, ou mulher. Não existe esse negócio de uma alma masculina, num corpo feminino, ou seja, essa dedução não tem caráter científico, é pura especulação achológica de alguns psicólogos, que não é uma ciência exata. Não existe consenso sobre esta dedução até mesmo entre os psicólogos.O quadro “quem sou eu do fantástico”, ao querer usar a autoridade de um psicólogo (sem querer desmerecer o trabalho desta classe) para tratar de neurociência, é como usar a autoridade de um astrólogo, para tratar de astronomia. A matéria ida ao ar portanto,  foi mais de caráter ideológico que científico.




Os desejos íntimos masculinos e femininos, tem funções e fins específicos no plano criador:




E por que Deus criou estes dois órgãos genitais masculinos e femininos que acabamos de analisar? Será Ele um tipo masoquista que criaria no homem desejos naturais que não podem ser satisfeitos como, quando e onde eu quiser? (Agir unicamente pelos instintos como os animais?). Para que Deus criou tudo isso? Para brincar com os nossos sentimentos e as nossas emoções, e vendo nos condenar pelo seu mal uso?




“Deus não teve vergonha de criar aquilo do qual nos envergonhamos...” (Sto Agostinho)




Muitas vezes por falta de compreendermos o significado de coisas muito simples perdemos a riqueza de aspectos da vida cristã que são fundamentais. Como por exemplo: ao falarmos de corporeidade e de sexualidade. Ficaremos surpresos ao descobrir como Deus ao nos criar e dar-nos um corpo quis revelar ao homem dimensões importantíssimas de sua vocação. E mais ainda, como a sexualidade humana traz em si normas, exigências que ela mesma faz para poder se desenvolver.




É expondo a sexualidade humana à luz do Mistério de Cristo, é que podemos enxerga-la como um chamado a realizar aquela Caridade que o Espírito Santo infundiu em nossos corações. Cristo experimentou de forma ordenada/Integral e sem pecado aquilo que Adão sentia por Eva. Pois o que não foi assumido pela sua encarnação, não foi redimido!!!



Hebreus 2,17-18: “Por esse motivo, era vital que Ele se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos, a fim de que pudesse constituir-se sumo sacerdote misericordioso e leal em relação a Deus, e pudesse realizar propiciação pelos pecados do povo. Considerando, portanto, tudo o que Ele mesmo sofreu quando tentado, Ele é capaz de socorrer todos aqueles que semelhantemente estão sendo atacados pela tentação.”




A sexualidade é uma componente fundamental da nossa personalidade. É um modo de ser e de se manifestar, de comunicar-se com o outro, de sentir, de expressar e de viver o amor e as relações humanas. Portanto ela é a chave para o desenvolvimento harmonioso da nossa personalidade através da  COMPLEMENTARIEDADE (Os iguais de completam, os diferentes se enriquecem).




Faz-se necessário compreender que esta abrange não somente o plano físico, mas também o plano psicológico e o plano espiritual, marcando toda sua expressão. Orientá-la, elevá-la e integrá-la pelo amor é o único meio de torná-la verdadeiramente humana e vivencial, e não algo inatingível.Jesus indicou-nos também, pela Palavra e pelo exemplo, a Vocação tanto ao matrimônio, como ao celibato, ou seja, a virgindade, ou a renúncia ao ato conjugal por causa do Reino dos Céus. O celibatário, por não estar condicionado às obrigações nupciais, está mais disponível para o amor gratuito e exclusivo a Deus e aos irmãos. Exprime melhor a doação de Cristo ao Pai pela doação aos irmãos, e de forma ESCATOLÓGICA já nos aponta para realidade da vida eterna que nos espera.



Se por um lado implica numa renúncia ao amor típico do matrimônio, por outro assume de um modo mais profundo e evidenciado essa dinâmica do amor oblativo aos outros, que é um aspecto inerente à sexualidade. Em suma, a sexualidade é chamada a exprimir valores diversos a que correspondem exigências morais específicas, no diálogo interpessoal e na abertura ao dom de si. A vida afetiva, própria de cada sexo exprime-se de modo característico nos diversos estados de vida já discernidos no matrimônio, ou no celibato,bem como também, naqueles que caminham ainda em um processo de discernimento. Integrar a sexualidade, ordená-la para o amor, é o dever de cada cristão.



Mateus 19,12: Pois há alguns eunucos que nasceram assim do ventre de suas mães; outros foram privados de seus órgãos reprodutores pelos homens; e há outros ainda que a si mesmos se fizeram celibatários, por causa do Reino dos céus. Quem for capaz de aceitar esse conceito, que o receba...” (Tradução João Ferreira de Alemida).



Para chegarmos a uma concepção cristã do homem e de sua sexualidade devemos antes atribuir, ou mais que isso, reconhecer ao corpo humano a sua função particular: O corpo contribui para revelar o sentido da vida e da vocação humana. Ao que chamaremos de ora em diante de corporiedade definiremos como sendo o modo particular, específico de existir e de agir que é próprio do espírito humano.Em poucas palavras: O corpo revela o homem.Este primeiro significado é de natureza antropológica, mas há também um significado de natureza teologal: O corpo participa na revelação de Deus e de seu amor criador enquanto manifesta o homem como criatura.



Hebreus 10,5-7: “Por isso, quando Cristo veio ao mundo, disse: Sacrifício e oferta não quiseste, mas um corpo me destes. De holocaustos e ofertas pelo pecado não te agradaste. Então eu disse: Aqui estou, no livro está escrito a meu respeito; vim para fazer a tua vontade, ó Deus...”



Deus criou o homem, e criou-o alma e corpo:



“Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis...” (Gl 5,16-17).



“Porque os que são segundo a carne, inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz...” (Rm 8, 5).



O corpo é testemunha da criação, portanto não pode ser compreendido senão sob a ótica do amor de Deus, do amor com o qual foi criado. Desse dom do amor o corpo procede e a ele está ligado em uma íntima relação de dependência que imprime no homem um caráter oblativo, essencial para se entender a sua vocação.O corpo enquanto sexuado exprime a vocação do homem à reciprocidade, isto é, ao amor e ao mútuo dom de si. Deus criou o homem e a mulher para dizer-lhes que, em sua diversidade, são iguais em natureza e em dignidade. Ao mesmo tempo semelhantes para se compreenderem a diferentes para se completarem. Ser homem e ser mulher constituem dois modos segundo os quais a criatura humana realiza a sua participação no ser divino pois foram criados à imagem e semelhança de Deus.


Orientados para COMPLEMENTARIEDADE, o bem comum, e a fecundidade, o homem e a mulher participam do amor criador e multiplicador de Deus, vivendo a comunhão com ele através do outro. O pecado obscurece a percepção deste aspecto, mas seu significado permanece inscrito no profundo do coração humano como uma exigência do dom recebido.


“A mulher será salva pela teknogonia (maternidade)” (1Tm 2,15)



“Somente no Mistério do Verbo Encarnado encontra verdadeira Luz o mistério do homem.” (Gs,22). Assim é que se compreende que a nossa existência humana não pode encontrar seu significado fundamental se não for sob a luz do nosso chamado a participar e viver a vida divina preparada para nós (Conf. 2 Pedro1,4).








II – A NOSSA IDENTIDADE MARCADA PELA AFETIVIDADE FERIDA PELO PECADO ORIGINAL



I João 3,2-3;  “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, todavia, sabemos que quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, pois o veremos como Ele é. E todo o que tem nele essa plena confiança,  purifica a si mesmo, assim como Ele é puro...”



Se a minha identidade está oculta em Cristo Jesus (Col 3,3) – QUEM SOU EU ?


Resposta: “Eu sou aquilo que Deus pensa de mim...” (Sta. Teresinha)




Colossenses 3,1-10: “Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas.Pois vocês morreram, e a vossa essência  está escondida agora com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória. Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. É por causa dessas coisas que vem a ira de Deus sobre os que vivem na desobediência, as quais vocês praticaram no passado, quando costumavam viver nelas. Mas agora, abandonem todas estas coisas: ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar. Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador...”




Se alguém nos perguntar quem tu és,  o que responderias? Qual é o primeiro pensamento que vem em sua mente para se identificar?



O 'EU' ideal e o 'eu' real, que é a diferença entre aquilo que gostaríamos de ser, e aquilo que somos atualmente. Muitas vezes o tempo e as circunstâncias não permite que cheguemos ao nosso 'eu' ideal, mas isto não pode nos desanimar, não podemos menosprezar as nossas pequenas conquistas, nos desvencilhando dos rótulos.



É quase sempre muito difícil se autodefinir. Quem eu sou? Muitos timidamente respondem o que são profissionalmente, sou médico, advogado, professor, estudante. Mas a nossa verdadeira identidade está além daquilo que fazemos. Na realidade a nossa identidade determina aquilo que fazemos e não o contrário. Fazemos algo por que o que somos nos dá características para fazer.Muito se fala sobre os temperamentos, e eles são importantes também na nossa personalidade, mas ainda assim não é isso que diz o que somos. Deus nos fez à sua imagem e semelhança (Gn 1,27), porém somos diferentes uns dos outros, no que se refere à nossa identidade.




O dicionário define identidade como:


“Circunstância de um indivíduo ser aquele que diz ser, ou aquele que outrem,  presume que ele seja.”


Ou seja, diz que nós mesmos dizemos quem somos, ou o outro presume quem somos. Mas verdadeiramente, quem você é? Quem você é em Deus?Santa Teresinha dizia que: “Eu não aquilo que penso e os outros pensam de mim, mas sou aquilo que Deus pensa de mim...”A maneira mais correta de saber quem somos é por meio da Palavra daquele que nos criou. A Bíblia tem uma definição de quem genuinamente somos. A nossa fé nos torna indivíduos diversificados, separados por Deus, para que cumpramos um propósito aqui na Terra. E importante se faz salientar que quando percebemos quem somos, qual o propósito de estarmos aqui, isso traz em nosso coração uma aceitação.Aceitar a si mesmo é um modo que o Pai tem de trabalhar na nossa identidade, para que possamos entender que somos únicos, e que Deus nos trouxe aqui com tais características para realizar esta proeza que Ele nos deu como missão. Viemos ao mundo com um propósito, existe um alvo, um lugar onde devemos chegar. Se a sua fé está firmada em coisas materiais, na sua carreira profissional, ou na fama, você estará limitado a chegar somente aonde essas coisas podem o levar.Se você é alguém por causa da sua roupa, quando você não estiver bem vestido, não será ninguém, ou quando a fama acabar, por ser algo transitório e instável, você também deixará de ser quem acredita que é. Somente quando somos alguém em Deus, temos uma verdadeira identidade, a identidade de Cristo, pois nos identificamos com Ele. O apóstolo Paulo dizia: 



“Porque eu, mediante a própria fé, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gl 2,19-20)





O QUE É UMA AFETIVIDADE SADIA ?



É não depender dos afetos, circunstâncias e das simpatias dos outros para ser feliz, mas ser livre para amar, apesar de...A afetividade é  uma capacidade (amoral) dada por Deus que precisa ser retamente ordenada pela virtude da castidade para o verdadeiro bem, para que possamos amar a Deus e aos outros com amor puro e desinteressado. Além de ordenar nossa sexualidade, a castidade também nos encaminha para a maturidade afetiva, ou seja, a capacidade nata de manifestar o amor, que está envolvido em todos os nossos relacionamentos. A vivência da castidade nos leva a uma liberdade em relação às pessoas. Isso não significa uma autossuficiência, mas uma liberdade de não depender dos afetos e das simpatias dos outros para ser feliz, mas ser livre para amar. Significa não colocar as pessoas como fonte da nossa realização e felicidade, descobrindo que essa fonte é unicamente o Senhor. É essa descoberta que nos coloca em liberdade para nos dar inteiramente na vivência do amor, para viver o dom de si. Quando nos colocamos na postura de querer, desejar, ansiar e trabalhar para nos  saciar com pessoas, caímos no amor egoísta, imaturo, que só ama pensando na recompensa, porque quer receber algo em troca. Neste amor egoísta, as pessoas passam a ser instrumentos do nosso prazer, da nossa satisfação, não há liberdade na doação nem gratuidade. A busca insaciável do afeto das pessoas é sinal de imaturidade afetiva.Passa a viver o melo do egoísta: “Pense em mim, chore por mim, liga pra mim, não liga pra ninguém...”


FINALIZANDO:



Embora não haja um santo que seja o santo padroeiro formal dos relacionamentos afetivos e da nossa sexualidade,na verdade existem vários santos que são patronos de uma ampla variedade de relacionamentos e a  lista de santos que ajudam pessoas em tipos específicos de relacionamentos é longa. Mas há santos que ajudam pessoas em diferentes estágios de relacionamento; olhemos portanto, o exemplo dos santos que estiveram neste mundo como nós. Pessoas que estão solteiras e querem estar em um relacionamento, ou estejam no caminho do celibato definitivo, ou formativo, podem pedir a ajuda de que precisam a eles pela sua intercessão.




Independente do estágio de relacionamento ou caminho de discernimentos que você esteja trilhando, apresentamos uma lista de sete santos que são conhecidos, pela graça de Deus, para ajudar as pessoas a progredirem nos níveis de relacionamentos de forma sadia e esquilibrada. 



Segue a lista dos 7 padroeiros dos afetos para que possamos conhecer suas histórias e pedir sua intercessão junto a Cristo:



1)- São Vicente de Paula
2)- São Valentim
3)- São Nicolau de Mira
4)- Santa Mônica
5)- Santa Adelaide de Borgonha
6)- Santa Ângela de Foligno
7)- Santa Maria Madalena



* Por Francisco Barros - Missionário consagrado na Comunidade Católica Shalom, como Comunidade de Aliança Externa em Mossoró-RN



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