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Temos coragem de nos perguntar: Como seremos recebido por Deus em seu Reino?”

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 25 de agosto de 2016 | 09:29





Pergunta esmagadora. Temo e tremo ao pensar nisso, visto que “nihil inultum permanebit”, quando Ele abrir o livro de minha vida ante meus olhos. Nada ficará escondido.



Liber scriptus proferetur
in quo totum continetur
unde Orlandum judicetur”.



(Que farei eu, então, miserável pecador? Onde me esconder? A que patrono rogarei? Quando nesse juízo nem o mais justo estará seguro).


Quanto mais eu? Onde encontrarei refúgio, se nem Maria Santíssima, a advogada dos pecadores, a quem sempre quis servir, estará a meu lado para implorar o perdão, que Ela sempre implorou quando eu em vida para mim?
     



Então, será tarde demais.Por que o oceano de meus pecados é imenso e minha malícia foi sem limites, e minha culpa infinita.Mas sem comodidades e sem patrocínios...


“Ingemisco tanquam réus,
“Culpa rubet vultus meus,
Supplicanti, ‘parce, Deus”.


(“O rubor do amor e da vergonha” cobrirá o meu rosto, enquanto eu gemer como pecador convicto de culpa, mas suplicarei, perdoa-me meu Deus).



Que fazer, então, se não bater no peito como o publicano acusado pelo fariseu jejuador e pagador de todos os dízimos?Que fazer quando tantos me acusarão diante de Deus, e terei o inimigo a meu lado apontando meus pecados, e exigindo minha punição? Porque sempre há quem acuse nossos pecados. Durante a vida, pode acontecer que sejamos acusados falsamente. Até de gozar de comodidades patrocinadas.



No Juízo particular, os demônios substituirão pessoalmente os caluniadores que, mesmo durante a vida terrena, nos atribuíram pecados inexistentes, bem como aumentaram a envergadura dos que cometemos com a lente da acusação implacável e impiedosa.O demônio, no Juízo de Deus, ele nos acusará de pecados reais e de falsas culpas. Serei acusado de não ter tido caridade, e de ter faltado com a justiça até nas mínimas coisas:Que fui rebelde ao clero e que não paguei o dízimo.Que não pagamos o dízimo do coentro e do cominho.


Sim. Eu não paguei o dízimo do coentro e do cominho!!!

Sim. Eu não disse tantas vezes Korban a meus pais, e aos sacerdotes !!!

Sim. Eu chamei por várias vezes e publicamente o fariseu de hipócrita, quando na verdade eu era pior que eles !!!

Sim. Eu acusei publicamente os fariseus de serem raça de víboras !!!


Sim. Eu acusei os Doutores da Lei, os novos teólogos, de serem sepulcros caiados !!!


Sim. Eu lancei em rosto aos escribas da internet – mesmo tonsurados — que eles, por negarem a presença real de Cristo na hóstia consagrada, que eles eram filhos do diabo !!!


Mas nunca faltei com o respeito devido aos ungidos de Deus. Mesmo quando me caluniaram. Esse pecado não cometi.


Que direi eu, então, na hora terrível do juízo de Deus senão:

“Recordare Jesu pie, “
Quod sum causa tuae viae,
Ne me perdas illa die”.


(“Lembra-te, ó Jesus misericordioso,
Que sou a causa de teus caminhos tão cansados,
Não me percas naquele dia do juízo tão terrível).




Tu, ó Jesus, Tu me buscastes todos os dias de minha vida, para me salvar, perseguindo-me e procurando-me nos caminhos maus que trilhei. Tu, sob o sol do meio dia, cansado, Tu te sentaste à beira do poço para me pedir um copo de água de refrigério e de consolação.

Quaerens me sedisti lassus,
Redimisti crucem passus.
Tantus labor non sit cassus”.

(Que direi eu a Jesus no dia de meu Juízo?
Lembra-Te, Senhor, que Tu me redimiste, morrendo por mim na cruz. E tanto trabalho será então perdido?).
     

“Qui Mariam absolvisti,
Et latronem exaudisti,
Mihi quoque spem dedisti”.


(Tu que absolvestes Maria.
Tu que atendestes o pedido do ladrão na cruz. Tu, por tua misericórdia infinita, também a mim miserável destes esperança).

          

A minha consciência qual trombeta do vale de Josafá, com toda a autoridade de meus longos anos, me interroga, dizendo-me terrivelmente:



“Como você acha que será recebido por Deus em seu Reino?”


Como serei recebido por Deus no meu juízo?


Como um pecador arrependido.


Como me apresentarei diante do Altíssimo?






Como um pecador coberto de pecados e com as mão vazias, pois pouco ou nada fiz.Sem méritos pessoais. Sem dignas preces minhas. Com minhas comunhões mal feitas. Com meu zelo de Boanerges. Com minhas chagas. Com minhas dores. Com minhas derrotas e com minhas quedas miseráveis. Com minha juventude maliciosa.Com minha velhice inútil.

Preces meae non sunt digne,
Sed Tu, bonus, fac benigne,
ne perenni cemer igne”.

(Minhas preces? Elas não são dignas. Nem sequer minhas preces são dignas. Mas Tu, ó único Bom, faz com que bondosamente eu não queime eternamente no fogo do inferno a que tantos me votam).




Como instrumento velho e vil que não soube bem trabalhar. Como quem muito recebeu de Deus, mas que pelo exemplo, não testemunhou a altura do que de graça recebeu de Deus. Como uma velha espada que perdeu o gume de tanto golpear contra os inimigos de Cristo, da Igreja de Maria e dos Santos.



Como me apresentarei então diante do Divino Juiz? 


Com meus pecados, mas com minha esperança em sua infinita misericórdia




“Conheci um escultor que tinha um só ferro de esculpir, uma só goiva, velha, pequena e gasta, quase sem corte. Mas à qual ele estava habituado como a seus dedos. E ele era tão pobre e tão mau escultor, que não tinha dinheiro para comprar outra goiva. Então, só usava aquela, a velha, a gasta, a quase sem gume. E não tinha patrocinadores de suas comodidades ou goivas. Afinal teve a sorte de fazer algumas peças menos feias, e pode comprar algumas goivas novas e afiadas. Mas, acostumado que estava com sua velha goiva pequena e gasta, por fidelidade à sua velha goiva fiel, ele preferia usar aquela que sempre usara, ao invés de goivas bem melhores. Fidelidade de velho artesão. Essa fidelidade do velho escultor à sua goiva, gasta e velha, me fez lembrar de Davi, que preferiu usar sua funda de pastor do que a armadura e a espada afiada e forte de Saul, quando foi enfrentar Golias.Assim também velhos cruzados, preferiam usar suas velhas espadas gastas do que novas, que não haviam sido suas companheiras de combate.”
     


Essa é minha esperança. Que Deus perdoe a este seu servo inútil e infiel que Ele usou como velha goiva sem gume e sem valor, mas que usada por Deus benevolamente pode ser instrumento índigno de tantas labaredas reacendidas em muitos corações, que estavam a se apagar.Daí, a minha esperança na eterna fidelidade de Deus, que prefere usar goivas indignas para fazer suas obras. 



Como me apresentarei diante de Jesus, meu Juiz terrível e pleno de misericórdia?


Só posso me apresentar como sempre fui e como sou: pecador e combatente. Como pecador miserável, que pede perdão, como servo inútil, mas combativo que gastou a voz, a vista, a vida e a honra, para ensinar a quantos pode alcançar a sã doutrina da salvação. Apresentar-me-ei com meus pecados. E com minha esperança. Apresentar-me-ei coberto de culpas e coberto de escarros daqueles que me odeiam e me caluniam, talvez até por seus justos motivos. Apresentar-me-ei com a esperança de que Deus, por misericórdia se lembre de meus combates, de minhas polêmicas, de minhas pregações agressivas, de minhas falas e respostas duras e contundentes, mais interessada em agradar a Deus que aos homens.



Que Ele possa levar em conta, por sua infinita misericórdia, as milhares de almas que Ele alcançou, dando-me argumentos que trouxeram tantos moços e tantas moças para junto dEle. Tantos que renovara seu Batismo. Tantos que Ele – usando uma velha goiva gasta – se dignou a converter em belas imagens suas, usando a velha e gasta e indigna goiva da palavra de um de seus servos mais inúteis e pecador.
     



Minhas culpas são grandes e é normal que uma pessoa já de idade avançada, que tem que ver as letras aumentadas por lentes de aumento, veja também meus defeitos e culpas maiores do que são. Isso é normal.Mas minha esperança está no nome do Senhor. Que só Deus é meu Juiz. Ele cuja misericórdia é para aqueles que o temem. Não serão os atuais progressistas que ensinam atualmente na igreja que me julgarão. Mas Cristo, que morreu também por este pecador por este servo inútil que escreve estas linhas agradecido.O Juízo de Cristo me faz tremer. Mas sei que sua misericórdia é para aqueles que o temem e que tremem diante dEle.



Misericordia ejus timentibus eum.





Estou vivo e meu Redentor vive. A Ele suplico, pois, por meio de Nossa Senhora minha santa maesinha, a quem dediquei todo meu apostolado, que tenha pena de mim pecador, e que por sua infinita misericórdia repare na messe de almas, no trigal dourado que fiz ondular ao vento de Deus. Que pelo trigal que plantei com minhas mãos sujas, grosseiras e brutas, conceda que se faça  um pão.  Conceda que se faça um sacerdote, que dizendo a um pão: ‘Hoc enim est Corpus meum” faça a transubstanciação.Pois eu também tenho “filhos” que espero ver subir ao altar de Deus. 



Que, em meu julgamento, repare Deus na bondade das almas que conquistei para Ele unicamente por sua graça e sem mérito algum, e que hoje rezam por mim.Que Deus se lembre de que foi Ele mesmo que insistiu em usar uma velha goiva, uma funda bruta, uma velha, e gasta, e indigna espada para combater por Deus e pela Santa Igreja nestes dias de calamidade e de horror.Deus, que fez fecunda a minha juventude e meu apostolado, cubra Ele nossa velhice,com a abundância de sua misericórdia (Sl. 91,11).



Que Deus tenha pena de nós e perdoe a todos nós, e particularmente a mim, pecador, que só quis combater por Ele.Só Deus nos julgará.



Que Deus nos conceda a sua misericórdia, e a mim que preciso mais que todos, de seu divino perdão. E quem sabe, também alcance a compreensão daqueles aos quais por amor a Deus e pensando na salvação das almas, dirigi duras palavras, peço-lhes sua amizade, compreensão, orações, e quem sabe se Deus quiser e não for pedir muito, que no Céu possamos nos abraçarmos perdoado-nos mutuamente e louvar a Deus por toda a eternidade pela sua misericórdia, pois Deus não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva.


Orlando Fedeli - Montfort

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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