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ÚLTIMAS POSTAGENS

A falha do cristianismo ideológico: a ilusão de um mundo moralmente melhor antes da volta de Cristo

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 17 de janeiro de 2026 | 12:12





Realismo profético e fidelidade evangélica diante das falsas esperanças históricas



por *Francisco José Barros de Araújo 




Ao longo da história, o cristianismo sempre conviveu com a tentação de ser instrumentalizado por ideologias que prometem um futuro terreno de progresso moral, social e espiritual contínuo. Essa tentação não é nova: ela já se manifestava nas primeiras heresias milenaristas e reaparece ciclicamente sempre que a fé cristã é deslocada de sua dimensão escatológica para servir a projetos históricos de salvação imanente. Em nossos dias, essa distorção ressurge com força sob a forma de um cristianismo ideológico, que substitui a esperança no Reino definitivo de Deus pela crença em uma suposta evolução histórica inevitável da humanidade.


Tal visão, porém, não nasce do Evangelho, nem da Tradição viva da Igreja, mas de filosofias seculares que reinterpretam a fé cristã à luz de utopias políticas, econômicas ou sociológicas. À luz das Escrituras, do Magistério e da própria experiência histórica, torna-se evidente que esperar um “mundo melhor” antes da segunda vinda de Cristo não é sinal de otimismo cristão, mas de grave confusão teológica.


É nesse contexto que, de modo específico, tanto a teologia da prosperidade quanto a teologia da libertação se afastam da mensagem integral do Evangelho de Cristo, ainda que o façam por caminhos aparentemente opostos. A primeira reduz a redenção à prosperidade material, transformando a fé em instrumento de enriquecimento pessoal e o sofrimento em sinal de falta de fé. A cruz é esvaziada, o sacrifício é silenciado e o seguimento de Cristo é substituído por uma lógica de sucesso, consumo e ostentação. Deus deixa de ser o Senhor a quem se adora para tornar-se um meio de realização individual.



A segunda, por sua vez, ainda que parta de uma legítima preocupação com os pobres e com as injustiças sociais, frequentemente absolutiza a dimensão histórica da salvação, reinterpretando o pecado como mera estrutura social opressora e a redenção como libertação política ou econômica. O resultado é a diluição da conversão pessoal, a secundarização da vida sacramental e a transformação da missão da Igreja em militância ideológica. A cruz deixa de ser lugar de expiação e reconciliação para tornar-se apenas símbolo de resistência política.


Ambas as correntes, cada uma a seu modo, cometem o mesmo erro fundamental: substituem a centralidade de Cristo por um projeto humano, prometendo o céu antes da cruz, a glória antes da conversão e o Reino sem o Rei. E, ao fazê-lo, acabam por perder o próprio céu que pretendem antecipar.

Países que melhor acolhem Refugiados Políticos: critérios jurídicos, limites e realidades do Asilo Internacional

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 1 de janeiro de 2026 | 15:03




Em um mundo cada vez mais polarizado, marcado por conflitos ideológicos intensos, alternâncias bruscas de poder e perseguições a opositores políticos, seja à direita ou à esquerda, o debate sobre asilo político e extradição tem se tornado recorrente — e, não raras vezes, envolto em confusões conceituais e narrativas simplificadoras. Expressões como “direito automático ao asilo” ou “países ideais para refugiados políticos” são frequentemente utilizadas no discurso público, mas não correspondem, em termos jurídicos, à realidade do direito internacionalNa prática, o asilo político não constitui um direito subjetivo do indivíduo, no sentido de uma prerrogativa exigível de qualquer Estado. Trata-se, antes, de um direito soberano do Estado, exercido de forma discricionária, de acordo com sua legislação interna, seus interesses de política externa e os compromissos assumidos no plano internacional. Nenhum país é juridicamente obrigado a conceder asilo político pelo simples fato de alguém se autodeclarar perseguido ou opositor de determinado regime.  Isso não significa, contudo, ausência de limites jurídicos. O instituto do asilo está profundamente vinculado ao princípio do non-refoulement (não devolução ou não repulsão), pilar do direito internacional dos refugiados. Tal princípio proíbe o Estado de devolver, expulsar ou extraditar um indivíduo para um país onde haja risco concreto e comprovável de perseguição política, tortura, tratamento desumano ou degradante, ou graves violações de direitos humanos.  Assim, o equilíbrio entre soberania estatal, cooperação internacional e proteção da dignidade humana revela-se delicado. O asilo político não é um salvo-conduto universal nem um instrumento de blindagem automática contra processos judiciais legítimos; tampouco pode ser negado de forma arbitrária quando há risco real à vida ou à liberdade do indivíduo. Em tempos de radicalização política e uso estratégico do sistema jurídico para neutralizar adversários, compreender essa distinção torna-se essencial para evitar tanto abusos retóricos quanto violações de direitos fundamentais.

Conheça as Três Guianas da América do Sul: Guiana, Suriname e Guiana Francesa

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 15 de dezembro de 2025 | 19:09

 




A América do Sul é conhecida por seus países vastos e diversificados, mas poucas regiões despertam tanta curiosidade quanto a chamada “região das Guianas”. Composta pela Guiana, Suriname e Guiana Francesa, essa área apresenta uma mistura única de culturas, línguas, religiões e histórias coloniais. Cada território possui características próprias, tornando-os destinos fascinantes para quem deseja compreender a diversidade do continente.

A Cooperação de Maria na Salvação: Fundamentos Doutrinais dos Títulos Marianos no Magistério da Igreja Católica na Mater Populi fidelis

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 8 de dezembro de 2025 | 12:48


(foto reprodução)

 


DICASTÉRIO PARA A DOUTRINA DA FÉ (Víctor Manuel Card. Fernández  Prefeito)


 

Mater Populi fidelis: Nota doutrinal "sobre alguns títulos marianos referidos à cooperação de Maria na obra da Salvação"

 

 

Apresentação

 

 

A presente Nota responde a numerosas consultas e propostas que chegaram à Santa Sé nas últimas décadas – de modo especial a este Dicastério – sobre questões relacionadas com a devoção mariana e, particularmente, sobre alguns títulos marianos. São questões que preocuparam os recentes Pontífices e que foram repetidamente tratadas nos últimos trinta anos nos diversos âmbitos de estudo do Dicastério, como Congressos, Assembleias ordinárias, etc. Isto permitiu a este Dicastério contar com um abundante e rico material que alimenta a presente reflexão.

Maria Santíssima: Medianeira de Todas as Graças, ou apenas Medianeira? Tradição, Teologia e Prudência Magisterial

 


*Francisco José Barros de Araújo




Maria Santíssima Medianeira de Todas as Graças, ou apenas medianeira? Tradição Antiga, Desenvolvimento Teológico e Prudência Magisterial



A ideia de "Maria como Medianeira de todas as graças" ocupa um lugar significativo na história da teologia católica e da piedade cristã. Longe de ser uma invenção tardia ou uma novidade moderna, trata-se de uma intuição profundamente enraizada na experiência orante e na fé viva da Igreja, que brota de modo orgânico da Tradição e acompanha, passo a passo, o desenvolvimento da reflexão teológica ao longo dos séculos. Desde os primeiros testemunhos patrísticos, Maria é contemplada em íntima associação com a obra redentora de Cristo, não como fonte autônoma da graça, mas como aquela que, por singular desígnio divino, esteve inseparavelmente unida ao mistério da Encarnação e da Redenção.  Contudo, fiel ao seu modo próprio de ensinar, a Igreja jamais se deixou levar por entusiasmos acríticos ou por formulações dogmáticas precipitadas. A prudência milenar do Magistério manifesta-se precisamente no cuidado de distinguir o núcleo revelado da fé das expressões teológicas que o procuram explicar, proteger e aprofundar. Assim, embora a mediação materna de Maria esteja amplamente atestada na liturgia, na devoção e na teologia espiritual, a formulação técnica da expressão “Medianeira de todas as graças” não surge de forma explícita e sistematizada nos primeiros séculos, sendo progressivamente elaborada sobretudo a partir da Patrística tardia, da teologia medieval e, com maior densidade conceitual, na época moderna.  Essa progressividade não deve ser interpretada como fragilidade doutrinal, mas como sinal de maturidade e sabedoria eclesial. A Igreja, consciente do risco de ambiguidades cristológicas e eclesiológicas, sempre buscou preservar a verdade central da fé: a unicidade e suficiência da mediação de Cristo (cf. 1Tm 2,5), evitando qualquer linguagem que pudesse obscurecer esse dado fundamental da Revelação. É nesse contexto que se compreendem tanto as formulações entusiásticas de santos, teólogos e fiéis, quanto as reservas cautelosas do Magistério, que prefere integrar a mediação mariana de modo subordinado, participativo e absolutamente dependente da única mediação do Redentor.  Dessa forma, a questão não se situa no simples “sim” ou “não” ao título, mas na justa hermenêutica que respeite simultaneamente a Tradição viva, o desenvolvimento homogêneo da doutrina e a prudência pastoral e teológica da Igreja. Compreender Maria como Medianeira exige, portanto, entrar nesse caminho de equilíbrio característico do catolicismo: um caminho onde a devoção não suplanta a verdade, a verdade não sufoca a piedade e o Magistério, com paciência histórica, garante a harmonia entre ambas.

Regina Duarte critica prisão de Bolsonaro e sinaliza apoio a Flávio Bolsonaro para 2026

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 1 de dezembro de 2025 | 09:21

 

(foto reprodução)


A atriz Regina Duarte, figura amplamente associada ao bolsonarismo e ao período em que atuou como Secretária Especial de Cultura, voltou a repercutir nas redes sociais ao comentar os desdobramentos da direita brasileira. Em novas publicações, a artista criticou a prisão de Jair Bolsonaro e demonstrou apoio explícito à eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026, posicionamento que reacendeu debates sobre o futuro do movimento conservador no país.  As declarações reforçam a histórica ligação de Regina Duarte ao núcleo político do ex-presidente e evidenciam a estratégia de manter vivo o capital político do bolsonarismo em meio às incertezas do cenário eleitoral. O gesto também destaca como figuras públicas alinhadas à direita buscam influenciar a narrativa nacional em um momento marcado por disputas, investigações e expectativas sobre os rumos da política conservadora no Brasil.

A três fases do Sacramento do Matrimônio: Eros, Philia e Ágape como Fundamentos da Espiritualidade e da Estabilidade Conjugal

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 30 de novembro de 2025 | 14:10

 



A doutrina católica sobre o matrimônio é muito clara e bem definida, ela ensina que ele é um sacramento indissolúvel, expressão da união irrevogável entre Cristo e a Igreja. Em tempos de relativização dos vínculos afetivos e de crescente fragilidade das relações conjugais, torna-se necessário refletir sobre o sentido profundo do compromisso matrimonial e sobre as três dimensões do amor presentes no plano divino: eros, philia e agápe


Situações envolvendo figuras públicas, como a recente separação de Gilmar Mendes e Guiomar — apresentada publicamente sob a justificativa do "cansaço" — trazem à tona a necessidade de esclarecer aos fiéis a visão da Igreja, não para julgar pessoas, mas para iluminar consciências. 


Segundo a fé católica, o matrimônio não é algo que se desfaz por fadiga, mas uma vocação que exige perseverança, graça e maturidade espiritual.

Subsídios para Catecumenato de Jovens e Adultos: Fé, Conversão e Perseverança

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 28 de novembro de 2025 | 17:22

 



por *Francisco José Barros de Araújo 



A fé cristã é muito mais do que uma crença abstrata ou uma adesão a princípios morais: ela é um caminho vivo e dinâmico, que exige entrega, confiança e perseverança. Desde o Antigo Testamento até o Novo, a Sagrada Escritura nos mostra que a salvação não se realiza em um único instante, mas se constrói ao longo de toda a vida, em uma caminhada contínua com Deus. Cada passo no caminho da fé é uma oportunidade de crescimento, de experiência com a graça e de aprofundamento na intimidade com o Senhor.  

Subsídio para Catequistas: "O Credo Apostólico: Transmissão e Profissão da fé Cristã naquilo que é essencial"

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 27 de novembro de 2025 | 12:42

 


 

por *Francisco José Barros de Araújo 



O Credo Apostólico é uma das mais antigas e veneradas fórmulas da fé cristã. Recitado desde os primeiros séculos, ele expressa de forma sintética aquilo que é essencial ao cristianismo, servindo como base comum para catecúmenos, teólogos, missionários e fiéis ao longo da história. Segundo o Catecismo da Igreja Católica (CIC 144–1065), o Credo é, ao mesmo tempo, transmissão e profissão: transmite a fé recebida dos apóstolos e constitui o ato pelo qual cada cristão assume pessoalmente essa herança. Mais do que um conjunto de doutrinas, o Credo expressa a narrativa da salvação: o amor do Pai, a missão do Filho e a ação vivificadora do Espírito Santo na Igreja e no mundo. Sua estrutura trinitária revela a lógica profunda da fé cristã — crer não em ideias abstratas, mas no Deus vivo que age na história. Neste artigo, de forma simples, apresentamos os artigos do Credo à luz do magistério (CIC), da tradição e da teologia católica, buscando oferecer um panorama claro, seguro e acessível.

A superioridade do regime Republicano sobre a Monarquia e o Caminho Histórico da Democracia Brasileira

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 15 de novembro de 2025 | 17:56





A crítica comum: "a República brasileira não nasceu de ideais elevados, nem de vontade popular. Nasceu de um golpe militar, articulado por oficiais insatisfeitos, elites econômicas magoadas e grupos positivistas que sonhavam com uma “ditadura modernizante”, isso mesmo, uma ditadura conduzida por uma elite supostamente superior, inspirada por Auguste Comte.  A monarquia não caiu por pressão do povo, mas por vaidade, ressentimento e disputas internas. O povo não foi consultado, não participou e sequer compreendeu o que estava acontecendo.  A verdade é simples e dura: o Brasil trocou um regime estável por uma república improvisada, construída sem plano, sem legitimidade popular e sem responsabilidade histórica.  E pagamos o preço dessa escolha até hoje."

Deus, Religiões e Salvação: Estudo Acadêmico das Principais Religiões

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 14 de novembro de 2025 | 17:03

 



Religiões, Doutrina e Salvação: Um Estudo Comparativo Sobre Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Budismo, Hinduísmo e Espiritualismo

 

O debate sobre salvação, pecado, reencarnação, natureza de Deus e as divisões internas das tradições religiosas acompanha a humanidade desde seus primeiros registros. Desde as primeiras civilizações, o ser humano busca respostas para questões que transcendem a experiência sensível e tocam o sentido último da existência. 



Perguntas como “o que é salvação?”, “qual o papel da confissão ou do arrependimento?”, “existe reencarnação?”, “todas as religiões possuem divisões internas?” e “como diferentes tradições compreenderam Deus?” revelam um anseio comum: entender a própria origem, o destino final e o relacionamento com o Sagrado. Ao longo da história, cada religião elaborou caminhos para explicar a condição humana e oferecer algum tipo de libertação. Entretanto, dentro da perspectiva cristã — especialmente conforme o Magistério da Igreja — todos esses anseios encontram sua plenitude de sentido e revelação em Jesus Cristo, o Verbo encarnado, no qual Deus se manifesta de maneira definitiva e insuperável. 



Se outras tradições expressam lampejos da busca humana por transcendência, o cristianismo afirma que em Cristo essa busca encontra sua resposta última: a reconciliação plena com Deus, a revelação total do amor divino e o acesso aos meios concretos de salvação. Este artigo reúne e organiza diversos temas levantados em estudos teológicos, históricos e comparativos, estruturando-os de forma clara e didática em tópicos e subtópicos. A proposta é apresentar uma visão abrangente do panorama religioso, sem perder de vista o eixo central da fé cristã: Cristo como a revelação definitiva de Deus e a plenitude da verdade salvífica. O conteúdo é fundamentado em textos bíblicos, na tradição da Igreja e em dados históricos, oferecendo ao leitor uma leitura integrada capaz de iluminar por que tais questões continuam vivas e relevantes no imaginário espiritual da humanidade.

A Estratégia Cristã diante da Teologia da Libertação: entre a fidelidade doutrinária e o discernimento pastoral

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 5 de novembro de 2025 | 17:42

 



 

Como combater a Teologia da Libertação na Igreja e na paróquia de forma estratégica e cristã



A sinceridade não é, por si só, critério da verdade. É preciso reconhecer que muitos membros e adeptos da Teologia da Libertação (TL) são pessoas de boa índole e profundamente sinceras; contudo, essa sinceridade não garante a licitude de suas convicções. Muitas dessas pessoas, de maneira bem-intencionada, se encontram sinceramente equivocadas, abraçando uma ideologia que, em vários contextos, tem afastado fiéis de Deus e, de forma implícita ou explícita, incorporado elementos do marxismo revolucionário e ateismo.  Nas últimas décadas, a Teologia da Libertação emergiu como uma das correntes mais controversas dentro da Igreja Católica. Surgida em um contexto marcado por pobreza, desigualdade e injustiças sociais na América Latina, a TL buscou unir fé e transformação social. Inicialmente, essa proposta parecia compatível com a preocupação cristã com os pobres; entretanto, em muitas de suas formulações, o movimento acabou substituindo o núcleo espiritual do Evangelho por uma agenda sociopolítica inspirada em análises marxistas. A centralidade da salvação eterna e da vida em Cristo foi muitas vezes deslocada, dando lugar a uma ênfase exclusiva na "libertação" temporal. 

45 Filmes que o Vaticano Considera Essenciais: Uma Viagem entre Fé, Valores e Arte

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 2 de novembro de 2025 | 15:21

 

(foto reprodução)


Você sabia que o Vaticano possui uma lista de filmes considerados essenciais para a reflexão sobre a vida, a fé e a arte?  Em 1995, ano em que se comemorava o centenário do cinema (contando a partir da primeira exibição oficial promovida pelos irmãos Lumière em 1895), o Papa João Paulo II convidou especialistas para selecionar 45 filmes produzidos até aquele período, reunindo obras que se destacam pelo valor espiritual, humano e artístico.  



São João Paulo II, amante e profundo conhecedor das artes cênicas desde sua juventude, sempre teve sensibilidade para perceber a importância do cinema e da cultura como instrumentos de formação humana. A Igreja Católica, de forma geral, sempre reconheceu o poder do cinema como veículo de inspiração e reflexão.  Já em 1936, o Papa Pio XI afirmava, na encíclica Vigilanti Cura, que o cinema deveria se colocar “a serviço do aperfeiçoamento do homem”. Mais tarde, em 1957, o Papa Pio XII ressaltou, na encíclica Miranda Prorsus, que o cinema, rádio e televisão “não são simples meios de recreio, mas verdadeiras transmissões de valores humanos, sobretudo espirituais”.  O Papa João Paulo II também enfatizou que “a indústria cinematográfica se tornou uma mídia universal que exerce profunda influência no desenvolvimento das atitudes e escolhas das pessoas, atravessando fronteiras sociais e culturais.”

Conheça os santos que viveram a transição da Missa em latim para o vernáculo em santa obediência

 



Introdução — A ação do Espírito Santo e a fidelidade dos santos na Igreja pós conciliar


A história da Igreja é marcada por uma constante renovação conduzida pelo Espírito Santo, que age ao longo dos séculos purificando, iluminando e santificando o Povo de Deus. Durante o Concílio Vaticano II (1962–1965), essa ação divina se manifestou de modo especial, quando a Igreja, movida pelo Espírito de Verdade, procurou dialogar com o mundo contemporâneo sem renunciar à sua essência divina. Entre as muitas reformas promovidas, a litúrgica se destacou por seu alcance espiritual e pastoral, permitindo que o Povo de Deus pudesse participar mais plenamente do mistério eucarístico através da celebração da Missa em língua vernácula.Entretanto, essa mudança — da Missa em latim para o vernáculo — foi, para muitos, motivo de perplexidade e até resistência. Muitos fiéis, formados na antiga liturgia, sentiram-se inseguros diante das transformações. Mas, como em todas as épocas de transição, o Espírito Santo suscitou almas fiéis e obedientes, que compreenderam que a verdadeira fidelidade a Deus passa pela obediência amorosa à Sua Igreja e ao Papa, sucessor de Pedro. Os santos e beatos que viveram essa transição não apenas aceitaram a reforma litúrgica com fé, mas a viveram como ocasião de purificação e crescimento espiritual. Eles compreenderam que a santidade não está na forma externa do rito, mas na disposição interior de unir-se ao sacrifício de Cristo. Sua vida é testemunho de que a obediência é o caminho mais seguro e belo para permanecer na vontade divina. Através de suas histórias — de São Josemaría Escrivá a Santa Teresa de Calcutá, de São João Paulo II à Beata Chiara Lubich — vemos o reflexo da ação harmoniosa do Espírito Santo, que nunca abandona a Igreja, mesmo quando ela caminha por sendas desconhecidas. Esses santos são sinais luminosos de esperança, mostrando que a verdadeira Tradição não é resistência ao novo, mas continuidade viva do mesmo amor a Deus que se renova em cada geração.

Dayenu: Explorando o Cântico Judaico da Gratidão e Sua Relevância em The Chosen’

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 28 de outubro de 2025 | 17:01

 



Entre os símbolos mais belos do judaísmo, poucos traduzem tão bem a essência da gratidão quanto o cântico “Dayenu” — expressão hebraica que significa “teria sido suficiente”. Essa antiga canção, entoada durante a celebração da Pessach (a Páscoa Judaica), atravessa milênios como um lembrete de que cada ato divino, mesmo o menor, é motivo de louvor.Recentemente, o termo ganhou destaque ao aparecer na série cristã “The Chosen”, emocionando espectadores que perceberam a profundidade espiritual por trás da simples frase: “teria sido suficiente”. O cântico Dayenu, tradicionalmente associado à celebração da Páscoa Judaica (Pessach), é um hino de gratidão que celebra a libertação do povo de Israel do Egito. Embora tenha ganhado destaque recentemente em obras como a série The Chosen, não há evidências históricas de que Jesus e seus apóstolos tenham recitado o Dayenu. Jesus, sendo judeu, certamente participou das celebrações pascais, como indicam os Evangelhos ao descreverem a Última Ceia como uma refeição pascal. Nessas ocasiões, os judeus recitavam bênçãos e hinos tradicionais, mas o Dayenu, na forma que conhecemos hoje, só aparece em manuscritos muito posteriores, provavelmente no século XV d.C., dentro da tradição sefarditaA popularização do Dayenu em narrativas contemporâneas, como em The Chosen, é um exemplo de como a cultura moderna busca conectar tradições judaicas à história de Jesus, mesmo quando não há comprovação histórica direta. Essa reinterpretação reforça valores universais como gratidão e reflexão sobre libertação e bênçãos, aproximando o público contemporâneo da riqueza da tradição judaica.  Assim, o Dayenu se torna não apenas um canto de celebração histórica, mas também um símbolo de inspiração espiritual, mostrando como antigos hinos podem influenciar e dialogar com narrativas modernas, sem que necessariamente tenham sido parte da vida dos apóstolos. Mas o que realmente representa o “Dayenu” no judaísmo e por que sua mensagem continua tão atual? Desde o Êxodo até o Calvário, o povo de Deus aprendeu a agradecer mesmo quando ainda caminhava no deserto. Assim como o antigo cântico judaico “Dayenu” celebrava cada milagre do Êxodo como “suficiente”, o cristão de hoje pode olhar para a história da salvação e repetir:



“Mesmo que o Senhor tivesse feito só isso, já teria sido suficiente!”

“Canção da Despedida”: o hino dos exilados do 8 de Janeiro e a esperança de voltar a um Brasil livre e democrático

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 19 de outubro de 2025 | 15:22



 

 

“Já vou embora, mas sei que vou voltar” — A Canção dos Exilados e o Amor Inquebrável ao BrasilUma canção que atravessa gerações e distâncias!

 


Algumas canções ultrapassam o tempo e se tornam espelhos da alma de um povo. A “Canção da Despedida”, composta por Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, é uma dessas melodias eternas. Escrita num tempo de incertezas, ela fala da dor da partida, mas também da certeza do retorno.Hoje, essa música ressoa novamente no coração de tantos brasileiros que se encontram longe de sua terra — não apenas por razões políticas, mas por amor, medo, fé ou esperança. Cada verso ecoa como um suspiro coletivo de quem carrega o Brasil na alma, mesmo a milhares de quilômetros de distância.

Vulnerabilidade e resiliência cristã: o significado de “Eis que vos envio como ovelhas entre lobos” à luz da psicologia, teologia e ciência

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 18 de outubro de 2025 | 19:22

 




“Eis que vos envio como ovelhas entre lobos”: vulnerabilidade, estratégia e fé



Na Sagrada Escritura, Jesus adverte seus discípulos com palavras que atravessam os séculos: “Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos” (Mateus 10,16). Essa metáfora, de aparente simplicidade, encerra uma profunda reflexão sobre a condição humana e a missão cristã no mundo. Em poucas palavras, Cristo descreve a tensão permanente entre mansidão e hostilidade, inocência e astúcia, fé e ameaça — dimensões que definem a experiência do discípulo diante das adversidades.  Mais do que uma figura de linguagem, a imagem dos lobos e das ovelhas carrega significados que dialogam com diferentes campos do saber. Na biologia e na etologia, o comportamento do lobo revela estratégias de sobrevivência e domínio social; na psicologia social, ele representa a agressividade e o instinto competitivo presentes nas relações humanas; já a ovelha, por sua vez, simboliza a confiança, a docilidade e a dependência de um guia — características que, no âmbito espiritual, remetem à fé e à obediência ao Bom Pastor.  Assim, o ensinamento de Jesus não se limita ao contexto do século I, mas ultrapassa fronteiras culturais e temporais. Ele convida cada cristão a compreender que a vida de fé se desenrola num cenário de conflito e discernimento, em que é necessário unir pureza de coração e sabedoria prática, vulnerabilidade e estratégia, para testemunhar o Evangelho em um mundo frequentemente hostil à verdade.

Evangelização e Discipulado Cristão: o Desafio de Ser "Ovelha entre Lobos" na Sociedade Contemporânea




“Eis que vos envio como ovelhas entre lobos”: a missão cristã no coração de um mundo hostil


As palavras de Jesus registradas no Evangelho de Mateus 10,16 — “Eis que vos envio como ovelhas no meio de lobos” — permanecem entre as mais fortes e provocadoras de toda a Escritura. Nelas, encontramos o núcleo da missão cristã: ser presença de Deus em um mundo que muitas vezes O rejeita.À primeira vista, a imagem parece contraditória e até perigosa. Quem enviaria ovelhas indefesas para o meio de lobos famintos? No entanto, o Senhor não é imprudente, nem faz desse envio uma missão suicida. Ele fala com profundo realismo espiritual, revelando que o seguimento de Cristo nunca foi caminho de conforto, mas de fidelidade.O discipulado católico nasce desse paradoxo: somos frágeis como ovelhas, mas conduzidos pelo poder do Pastor. Cristo conhece os perigos e as resistências do mundo moderno — um mundo marcado pela indiferença religiosa, pelo relativismo moral e pela busca desenfreada de prazer e sucesso.Mesmo assim, Ele envia os seus, porque confia na força da graça. Antes de enviar, Jesus prepara, adverte e promete. Suas promessas não são de aplausos nem de recompensas humanas, mas das bem-aventuranças eternas, da alegria que ninguém pode tirar (cf. Jo 16,22), e da vida que não se perde (cf. Jo 10,28).Evangelizar, portanto, é um ato de coragem e obediência. É proclamar o Evangelho da verdade e da vida cristã autêntica em meio a um mundo que muitas vezes prefere as trevas à luz. É nesta tensão que o cristão descobre a beleza de sua vocação: ser discípulo missionário, fiel ao chamado do Mestre e consciente de que só a comunhão com Cristo torna possível o testemunho do Evangelho.

A falácia da Soberania Nacional: O Petróleo É Nosso,mas o Preço é de Quem?

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 9 de outubro de 2025 | 22:03

 


Os Prós e Contras do Argumento da Soberania Nacional



Soberania? Só mesmo com nossas jabuticabas! Porque, convenhamos, no resto a soberania parece mais uma piada interna. A Amazônia? Essa foi praticamente rateada entre ONGs internacionais e o crime organizado global — um verdadeiro consórcio de interesses estrangeiros. Nossas Forças Armadas? Dependem de ajuda externa como quem pede Wi-Fi grátis em aeroporto.  O nosso solo fértil e mineral? Entregue de bandeja para as multinacionais, que vêm, exploram, faturam e vão embora. O petróleo? Nem se fala! “Nosso” só o nome, porque o preço, esse sim, é definido por outros, longe do alcance de quem realmente deveria mandar: nós, os donos do petróleo.  Então, sim, o Brasil é soberano, mas só no discurso, na bandeira e, claro, na jabuticaba. No resto, é só espetáculo de faz de conta.

A “Igreja de Constantino” e os 32 Papas Invisíveis de Júlio Lancellotti: um estudo de sua "achologia" aplicada

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 5 de outubro de 2025 | 11:59




Em tempos de redes sociais, onde “achologia” virou disciplina e teologia virou pretexto para performance, surge mais uma pérola do púlpito midiático de Júlio Lancellotti. Em vídeo amplamente divulgado nas redes (ver link abaixo), o reverendo da compaixão fotogênica decidiu abraçar, com o fervor de um influencer e a leveza de um teólogo de grupo de WhatsApp, a velha tese protestante de que a Igreja Católica teria sido fundada por Constantino.

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Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

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