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Dom Aloísio Roque Oppermann e professor Felipe Aquino respondem: “porque a Igreja não pode ser uma democracia?”

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 6 de setembro de 2022 | 21:02



 

 

Mateus 6,10: "Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”

 

 

 

Apocalipse 12,17:"E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus".

 

 

 

 

 

 

Algumas pessoas, às vezes até teólogos, muito enganados, querem fazer da Igreja Católica uma democracia como as demais. Algumas pessoas perguntam o motivo da Igreja não ser uma democracia, ou seja, respeitar a decisão do povo e das maiorias democráticas. Um exemplo disso partiu de alguns católicos austríacos que publicaram em 1998 o Manifesto “Nós somos Igreja”. O Manifesto pedia mudanças na disciplina da Igreja, a abolição do celibato sacerdotal, a ordenação de mulheres, e outras coisas.Em 20/11/98 em um discurso aos bispos da Áustria no Vaticano, São João Paulo II explicou com clareza que:

 

 

 

“Sobre a Verdade Revelada nenhuma «base» pode decidir. A verdade não é o produto de uma «Igreja que vem de baixo», mas um dom que vem «do alto», de Deus. A verdade não é uma criação humana, mas dom do céu. O próprio Senhor a confiou a nós, sucessores dos Apóstolos, a fim de que – revestidos de «um carisma da verdade» (Dei Verbum, 8) – a transmitamos integralmente, a conservemos com zelo e a exponhamos com fidelidade (cf. Lumen gentium, 25)”. A Igreja não pode ser considerada como uma democracia igual às outras e “as bases” não podem decidir através da maioria ou de pesquisa de opinião, porque a verdade Revelada, confiada à Igreja, é um dom do Alto confiado à hierarquia, e não nascida do povo. Em outras palavras, a Igreja veio do Pai, através do Filho, guiada, assistida e conduzida pelo Espírito Santo. O povo não pode tomar o lugar de Deus na Igreja; por isso não tem sentido a tão propagada “Igreja Popular” (ou plebiscitária).Aliás, sobre isso, é interessantíssimo ler o livro com esse título, de D. Boaventura Kloppenburg, grande bispo emérito de Novo Hamburgo no RS, falecido em 2009, que teve grande participação no Concílio Vaticano II.A Igreja não é uma república democrática; “é um mistério”; um sacramento, através do qual Cristo “toca”, pelos sacramentos, cada ser humano para salvá-lo. “Para o Concílio o mistério da Igreja consiste no fato que, através de Cristo, nós temos acesso ao Pai num só Espírito, para participarmos assim da mesma natureza divina (cf. Lumen gentium, 3-4; Dei Verbum, 1)”, disse o Papa. Falando aos bispos da Áustria, ele se referiu a alguns pontos especiais, disse por exemplo: “mesmo se a maior parte da sociedade decidisse diferentemente, a dignidade de cada ser humano continua inviolável desde o início da vida no seio materno até seu fim natural, desejado por Deus”. E ainda: apesar das contínuas manifestações, como se se tratasse de uma questão disciplinar, “a Igreja não recebeu do Senhor a autoridade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres”. O Papa já tinha declarado isso na Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis (22 maio 1994). Eis o que disse:“Para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição da Igreja divina, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”. Outro aspecto que o Papa abordou com os bispos da Áustria foi a questão mal interpretada do “Povo de Deus”. Disse: “A expressão bíblica “povo de Deus” (Iaós tou Theou) foi entendida no sentido de um povo estruturado politicamente (demos) de acordo com as normas válidas para todas as sociedades. E, como a forma de regime mais próxima da sensibilidade atual é a democracia, difundiu-se entre um certo número de fieis a exigência de uma democratização da Igreja. Vozes neste sentido se multiplicaram também em seu país, como além de suas fronteiras”. Neste discurso o Papa lembra que há dois vocábulos gregos para designar “povo”, “laós” e “démos”. Todavia os escritos do Novo Testamento usam exclusiva o termo “laós” quando descrevem o povo santo de Deus. De “laós” deriva-se o adjetivo “lailós”, leigo, membro do povo santo de Deus, povo santo que corresponde à “qahal” do Antigo Testamento. Esse povo santo tem sua organização hierárquica instituída pelo próprio Deus, diferente da constituição democrática do “demos” ou do povo civil (D. Estevão Bettencourt). Assim, a Igreja não é nem república nem monarquia; é “um mistério”, um sacramento, uma realidade divino-humana, que tem seu princípio de autoridade em Jesus Cristo, e não no povo.

 

 

 

Se a Igreja tivesse nascida do povo e fosse mantida por ele, já teria sucumbido há muito tempo como os vários reinos que já passaram pela terra!

 

 




 



A Igreja é infalível (cf. Cat. §891/2) e invencível (cf. Mt 16,18) é porque é divina! Cristo se faz representar por ministros que Ele escolhe, tendo à frente o sucessor de Pedro, o Papa. Entretanto, o Papa governa a Igreja com o colegiado dos Bispos, mas isso não quer dizer nem de longe que a Igreja seja uma mera democracia. É muito mais, é transcendente, por isso não é entendida pelos homens e mulheres mundanos, que a querem “adaptada aos modismos”.A Igreja usa o voto para decidir muitas coisas, inclusive a eleição do Papa, e muitas outras decisões importantes, mas nada que se refere à Revelação; às verdades básicas da fé, pode ser decidido no voto do clero ou do povo. O nosso Credo tem dois mil anos e jamais será modificado, porque foi Revelado por Deus e não inventado pelo povo. Se dependesse do voto do povo já teria sido despedaçado e sumido. Da mesma forma o ministério dos Bispos e presbíteros não dispensa a participação dos leigos, ao contrário, cada vez a valoriza mais, como fez o Concilio Vaticano II (cf. L G nº 32); mas o governo da Igreja é diferente dos governos civis, o poder sagrado vem de Jesus Cristo e não do povo. A visão de fé da Igreja supera as normas de qualquer república democrática moderna; a colegialidade que Cristo desejou para a Igreja transcende os esquemas humanos. E isso é a garantia da Igreja ser infalível (em fé e em moral) e invencível. Se ela fosse conduzida pelo povo as Promessas do Senhor não poderiam ser cumpridas. Na Igreja o Papa exerce o poder supremo e incontestável porque isso é vontade de Cristo. A Pedro Ele disse: “tudo o que você ligar na terra eu ligo no céu” (Mt 16,19) e lhe deu “as chaves” da Igreja, “germe do Reino de Deus” (LG 4). Da mesma forma disse aos Apóstolos: “tudo o que vocês ligarem na terra eu ligo no céu” (Mt 18,18). E mais: “quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16). E os enviou em seu Nome: Ide! Esta é a lógica de Deus para a salvação do mundo: O Pai enviou o Filho, e o Filho enviou a Igreja. A Igreja vem do Alto e não de baixo, como querem alguns. Isto seria a sua total ruína. Aos bispos da Áustria o Papa disse em 1998:“Ao Sucessor de Pedro foi confiada a missão de confirmar na fé os seus irmãos (cf. Lc 22, 32) e de ser, na Igreja, «o princípio e o fundamento perpétuo e visível da unidade de fé e comunhão» (LG, 18), pela qual, aliás, todos os Bispos, juntamente com ele, são a modo próprio responsáveis. Uma Igreja concebida exclusivamente como comunidade humana não seria capaz de encontrar respostas adequadas à aspiração humana e a uma comunhão capaz de sustentar e dar sentido à vida. As suas palavras e ações não poderiam resistir diante da gravidade das questões que pesam sobre os corações humanos. A Igreja como mistério consola-nos e, ao mesmo tempo, encoraja-nos. Ela transcende-nos e, como tal, pode tornar-se embaixadora de Deus. Ai da Igreja se estivesse muito empenhada nas questões temporais, e não encontrasse o tempo para se ocupar das temáticas que se referem ao eterno!”

 

 

 

 

Graças a Deus a Igreja nasceu de Deus e é por Ele mantida; não queiramos mudar isso. O Catecismo diz que: “A Igreja é um projeto nascido no coração do Pai” (§758).

 

 

 

 

Prof. Felipe Aquino

 

 

 

 

Fonte: https://cleofas.com.br/a-igreja-e-uma-democracia-2/

 

 

 

 

UMA IGREJA DEMOCRÁTICA?

 

 


 


 



Há uma tendência muito errada por parte de alguns segmentos da Igreja, especialmente os ligados à teologia da libertação, de querer “uma Igreja democrática”, como se fosse uma mera instituição humana como as demais democracias. Esta mentalidade distorcida põe em risco a identidade e a missão da Igreja Católica. Não há dúvida de que a melhor forma de governo, apoiada e e incentivada pela Igreja, é o regime democrático, o governo exercido pelo povo e em seu nome, mas a Igreja não é uma simples instituição humana; é muito mais que isso, ela “veio do alto”, foi fundada por Cristo sobre S. Pedro e os Apóstolos, com regras claras e imutáveis dadas pelo Senhor. Portanto, a tentativa de transformar a Igreja numa democracia parlamentar ou presidencial foge da vontade de Deus e desvirtuaria o projeto do Senhor. Colocar o Projeto de Deus para salvar a humanidade, sob a aprovação do povo é casuísmo e grave desrespeito a Deus; pois a Igreja, como disse o Catecismo da Igreja, é “um projeto que nasceu no Coração do Pai” (§759) e não da vontade do povo.É fundamental que os fiéis conheçam o que o nosso Catecismo ensina sobre a Igreja (§ 748 a 987) para não ser enganado por vozes estranhas.É claro que a Igreja usa muitos processos democráticos nas suas decisões administrativas; os bispos usam o voto para decidir muitas questões e colher o consenso da maioria; e a própria eleição do Papa se dá por votação. Mas, nos assuntos em que Jesus definiu de maneira permanente para a Igreja, esses não podem ser mudados pelo voto, nem dos membros da hierarquia e nem pelos votos dos fiéis.A propósito, D. Estevão Bettencourt, “esse humilde e fiel servo da vinha do Senhor”, publicou em sua revista “Pergunte e Responderemos”, um artigo sobre esse assunto, de Mons. M. M. Leonard, Bispo de Namur (Bélgica), que temos a alegria de reproduzir com sua autorização. Vai a seguir:Em síntese: Democracia quer dizer “governo do povo pelo povo”. Ora a Igreja não se enquadra neste conceito, pois Ela não tem origem na vontade de um povo que resolve constituir-se em autarquia e viver segundo os ideais meramente humanos que tal população concebe.A Redação de PR recebeu de Mons. M. M. Leonard, Bispo de Namur (Bélgica), a seguinte mensagem, que apresentamos traduzida do francês e que será brevemente comentada. UMA IGREJA DEMOCRÁTICA? Em virtude dos seus fundamentos mesmos, a Igreja não pode ser democrática, porque não procede da autodeterminação dos homens como ocorre em qualquer democracia, mas Ela só existe por iniciativa que não procede dela mesma. Não fomos nós que decretamos a Encarnação do Filho de Deus. Também não decretamos a existência de Deus nem decretamos o nosso vir a ser ou a nossa criação nem o fato de que Deus se fizesse homem para que o homem se torne filho adotivo de Deus. Não fomos nós que decidimos que a Igreja haveria de existir, bem como deveria ser o plano de Salvação! Somos dependentes de uma dádiva, de um presente; por conseguinte a Igreja em sua base não é democrática. Se Ela fosse uma sociedade pura e simplesmente democrática, haveria muito tempo que Ela teria abandonado a Revelação Divina.Com efeito, se, no decorrer da história, se pusesse em votação a questão de saber se Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem e se Deus é realmente trinitário, haveria muito tempo que os homens se teriam desembaraçado da Trindade e da Encarnação, porque teria havido uma maioria de pessoas que teriam pensado: “Bem podemos dispensar-nos de tais convicções”. A Igreja existe e é fiel à doutrina tão somente porque Ela não pousa apenas sobre procedimentos democráticos. Comentando Se democracia é o governo do povo pelo povo, como indica a etimologia deste vocábulo, a Igreja não se enquadra neste conceito. Na verdade, democracia supõe uma multidão de pessoas que resolvem viver em sociedade por iniciativa própria ou por consentimento tácito e conseqüentemente escolhem seus governantes. Ora a Igreja não se deve à livre iniciativa dos homens; Ela é “Ek-klesia” ou Convocação. Por sua livre vontade Deus concede aos seres humanos a graça de pertencer ao seu povo santo (cf. 1 Pd 2,1-7). Por isto não pode ser equiparada às sociedades que os homens fundam e governam como melhor Ihes parece. O Bispo Mons. A.M. Leonard observa que, se fosse entregue ao mero arbítrio dos homens, a Igreja daí resultante teria posto de lado verdades fundamentais da Revelação Divina como sendo teorias dispensáveis à vida cotidiana dos seres humanos.É muito a propósito que o Bispo de Namur oferece estas considerações, que contribuem para mais ainda compreendermos e valorizarmos a autoridade e o magistério da Igreja, à qual Jesus prometeu sua assistência infalível até o fim dos séculos (cf. Mt 28,18-20). Positivamente falando.A Igreja não é uma democracia, mas é um Sacramento, o que significa que Ela é uma realidade divino-humana pela qual Deus comunica a graça aos seus fiéis. É o Senhor Deus quem dirige a Igreja mediante instrumentos humanos, cuja fragilidade às vezes é bem visível, mas que não impedem chegue a graça de Deus a quem se dispõe a recebê-Ia dignamente. Por isto as autoridades da Igreja não são meros represen¬tantes do povo católico, não são deputados,… mas são pastores que o Espírito Santo vai acompanhando através de altos e baixos.

 

 

 

Fonte: Revista: “Pergunte e Responderemos – nº 543 – Ano XLVIII – Setembro de 2007

 

 

 

 

DEMOCRACIA NA IGREJA?

 

 

 

Por Dom Aloísio Roque Oppermann








Antes de tudo, por uma questão de lealdade, considero que o sistema de governo democrático, não está com essa bola toda como se procura insinuar. Ademais, tal regime de governo não se encontra, em estado quimicamente puro, em lugar nenhum! Em alguns países se fala, com boca redonda, em democracia. Mas o que vige é o uso mais sem cerimônias, da força bruta; a compra de votos; o desprezo pelas minorias; os golpes de esperteza; a sedução dos menos instruídos; a enganação mais pura. Todas as democracias do mundo tem vícios horrorosos, mesmo entre os americanos. Estes intervém em vários países, não levados por sentimentos de justiça apenas, mas também por interesses, os mais reles. “A democracia é um fracasso universal. A começar pela Europa e pela América do Norte” (P.Comblin). A atenuante que existe a seu favor, é que qualquer outro regime em funcionamento, é muito pior que o democrático. A democracia deve ser aperfeiçoada até atingir não só o lado político, mas também o social e o econômico. 







O caminho é íngreme e longo. “O que vos parece?” (Mt 17, 25), pergunta Jesus aos seus interlocutores. Como bom pedagogo, nas suas parábolas não entrega uma historia pronta. O seu ensinamento é participativo. A Igreja durante muitos séculos usou o método monocrático. As novas situações eram resolvidas pela intervenção costumeira do Papa, ou dos Bispos. Mesmo em Concílio, tudo ficava reservado para uns poucos. Mas atenção. Mesmo com essa maneira de governar, as pessoas que sempre receberam as maiores referências não era a hierarquia, mas os Santos e as Santas, cujo prestígio sempre ficou muito acima de qualquer autoridade. Vivendo no meio do mundo moderno a Igreja aprendeu a lidar com Conselhos, Assembléias, Sínodos, Grupos, Tribunais Eclesiásticos. É o que se depreende dos Planos de Pastoral das Dioceses. O Bispo, em vez de chamar especialistas, com encargo de escrever a programação das Paróquias, estabelece um diálogo construtivo com todos os diocesanos, para em conjunto, se chegar às melhores conclusões. Mesmo aqui os assuntos precisam ser definidos pelas preferências. A Igreja, no entanto, olha para mais longe: queremos ultrapassar a democracia e alcançar o que se chama de comunhão. É o regime mais perfeito, porque se alcança o consenso, sem humilhar ninguém! É esse regime que costuma vigorar dentro das boas famílias.

 

 

Fonte:https://www.cnbb.org.br/democracia-na-igreja/

 

 

 

O VATICANO É DEMOCRÁTICO OU TEOCRÁTICO? O QUE É UMA TEOCRACIA?

 



 






O Vaticano é o menor país independente do mundo, com uma área de apenas 0,44 km², cerca de 800 habitantes e rodeado pela Itália. Mais do que isso, ele é a sede da Igreja Católica. Disso você já deve saber, mas você sabe como ele é governado? O Vaticano adota como sistema político a teocracia, termo que vem do grego e significa, literalmente, um governo divino. Pode, também, ser entendido como um governo religioso. Como uma divindade não governa, está representada por meio de figuras centrais, como o Papa, ou leis (e princípios bíblicos), que regem a sociedade.

 

 



COMO É O SISTEMA POLÍTICO NO VATICANO?

 



 


 



A Península Itálica nem sempre foi unificada e já possuiu inúmeros países, dentre eles os chamados Estados Papais, com um tamanho considerável e tendo por capital a cidade de Roma. Até que, no século XVIII, ocorreu um movimento de unificação, levando ao surgimento do Reino da Itália e a extinção dos Estados Papais. Assim, o Papa ficou confinado em uma pequena área de Roma até o primeiro-ministro italiano permitir a criação do Vaticano. Em troca, o Papa reconheceu o Reino da Itália, no Tratado de Latrão, em 1929. Desde então, assim que o Papa morre ou renuncia, inicia-se um processo tradicional no sistema eleitoral no Vaticano: o conclave. A eleição de um novo Papa é agendada para acontecer entre 15 e 20 dias após a vacância do posto.  Na data agendada, todos os cardeais do mundo com menos de 80 anos devem viajar para Roma, na Itália, e fazer uma reunião a portas fechadas. Reunidos, eles discutem as características desejadas para o novo Papa e apresentam-se os candidatos. A votação é secreta e com cédulas de papel, colocadas em uma urna.Vence o candidato que obtiver (dois terços) dos votos. Se nenhum candidato conseguir isso, é liberada uma fumaça preta da basílica (um grande edifício destinado a assembleias e muito utilizado na Grécia Antiga), informando que a Igreja Católica segue sem um Papa, e as discussões são retomadas no dia seguinte. Assim que um candidato for eleito, é liberada a fumaça branca. Depois, o eleito deve escolher um título do seu agrado, dando continuidade à tradição iniciada por Jesus, que mudou o nome do apóstolo Simão para Pedro, o primeiro Papa. Podemos usar como exemplo dessa tradição o atual ocupante do cargo (até a publicação desta postagem), Jorge Mario Bergoglio, que adotou o título Francisco.

 

 

 

OS PODERES EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO NO VATICANO

 




 


 

A função do Papa é chefiar a Igreja Católica e governar o Vaticano com poder absoluto, até a sua morte ou renúncia. Dessa forma, o Vaticano é semelhante a uma monarquia absoluta:

 

 

 

-O Legislativo é exercido pela Comissão Pontifícia, que é formada por 7 cardeais indicados pelo Papa para mandatos de 5 anos.

 

 

 

-O Judiciário é exercido pelos tribunais supremo, de recursos e de primeira instância.

 

 

-No tribunal de primeira instância ocorrem os processos e julgamentos e caso uma das partes fique “insatisfeita” com a decisão do mesmo, pode recorrer ao tribunal de recursos, além de, como o nome já diz, utilizar recursos. Enquanto isso, o tribunal supremo dá a palavra final no caso, se ele não for resolvido nos tribunais anteriores.

 

 

 

-Já a administração do Vaticano é exercida por diretores e oficiais, também indicados pelo Papa para mandatos de 5 anos.

 



 


 



-Há ainda outros dois órgãos a serem comentados: a Secretaria de Estado (da Santa Sé), órgão responsável pelas relações exteriores do Vaticano, e a Guarda Suíça Pontifícia, uma força de segurança responsável pela proteção do Papa e da cidade. Ela é formada por 130 homens vindos da Suíça, que devem ser católicos, ter concluído o serviço militar suíço, possuir entre 19 e 30 anos de idade e que não podem ser casados. A Guarda Suíça Pontifícia é também a menor força militar do mundo.

 

 

 

Mas se existe a divisão de poderes e todos esses órgãos, como o Papa tem poder absoluto?

 

 


 



Podemos dizer que tudo parte dele, já que compete a ele criar e extinguir órgãos, bem como delegar ou remover funções. Ele também pode intervir nos poderes e exercê-los diretamente. Isso tudo é definido pela Lei Fundamental do Vaticano em seu Código de Direito Canônico milenar, porém, atualizado a cada tempo, a última atualização se deu em 1983 com João Paulo II.

 





Fonte: https://www.politize.com.br/teocracia-sistema-politico-do-vaticano/

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO:

 

 



 


 




O princípio da democracia consiste em que todo o poder advém do povo. Na Igreja, porém, todo o poder vem de Cristo, pelo que ela tem um perfil hierárquico; simultaneamente, Cristo deu-lhe uma estrutura colegial. [874-879]. O princípio “hierárquico” da Igreja consiste no próprio Cristo, que nela age quando os ministros ordenados fazem ou concedem algo que por si mesmo não fariam ou concederiam, isto é, quando, no lugar de Cristo, eles celebram os SACRAMENTOS e ensinam com plenipotência. O princípio “colegial” da Igreja consiste em que Cristo confiou a totalidade da fé a uma comunhão de doze Apóstolos, cujos sucessores conduzem a Igreja sob a presidência do ministério petrino; na base desta dimensão colegial são imprescindíveis os concílios da Igreja. A multiplicidade dos dons espirituais e a universalidade da Igreja tornam-se também fecundas noutras  instituições da Igreja, como os sínodos e os conselhos.

 

 

 

-HIERARQUIA (gr. hieros = sagrado e arché = princípio) Diz respeito à constituição escalonada da Igreja a partir de Cristo, de quem provém todo o poder e toda a autoridade.

 

 


 

“PAPA (gr. pappas = papá) É o sucessor do Apóstolo São Pedro, bispo de Roma. Como São Pedro fora já o primeiro entre os Apóstolos, o Papa, seu sucessor, tem a presidência do colégio dos bispos. Como representante de Cristo, é o pastor supremo da Igreja.”

 

 

 

“BISPO (gr. episkopein = o que vê de cima) É um sucessor dos Apóstolos e guia uma diocese (Igreja local); como membro do colégio dos bispos, participa, sob a orientação do Papa, do cuidado da Igreja universal.”











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Neste Apostolado APOLOGÉTICO (de defesa da fé, conforme 1 Ped.3,15) promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim" (João14, 6).Defendemos as verdade da fé contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha a verdade, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por ela até que Ele volte(1Tim 6,14).Deus é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade. Este Deus adocicado, meloso, ingênuo, e sentimentalóide, é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomás de Aquino).Este apostolado tem interesse especial em Teologia, Política e Economia. A Economia e a Política são filhas da Filosofia que por sua vez é filha da Teologia que é a mãe de todas as ciências. “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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