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A maldição do Prêmio Nobel brasileiro – Por que tantas indicações e nenhum ganhador?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 7 de março de 2022 | 21:38

 




"Porque o Brasil não tem nenhum Prêmio Nobel? Eu fiz essa pergunta aos membros da Academia Sueca. Eles não responderam imediatamente. Acho que ficaram embaraçados, mas depois de umas doses de vodca um deles falou: 'Eu vou responder a sua pergunta! Vocês brasileiros são destruidores de heróis. Todos os candidatos brasileiros que apareceram, contrariamente aos dos outros países, em particular dos Estados Unidos, quando aparece um candidato brasileiro todos do Brasil jogam pedra. Não tem apoio da população. Parece que o brasileiro desconfia do outro ou tem ciúme do outro, sei lá o que acontece."(Ozires Silva, em Entrevista ao Roda Viva)





 

 

 

 

Esta é uma lista de brasileiros indicados ou considerados ao Prêmio Nobel, mas que por algum motivo não receberam o prêmio...

 

 


 

 

Na história do Prêmio Nobel em geral, muitas conquistas foram negligenciadas em especial das Américas. Não apenas o Brasil, mas também grandes intelectuais foram injustiçados pelo prêmio. O historiador literário Kjell Espmark admitiu que "quanto aos primeiros prêmios, a censura de más escolhas e omissões flagrantes é frequentemente justificada. Tolstoi, Ibsen e Henry James deveriam ter sido recompensados em vez de, por exemplo, Sully Prudhomme, Eucken e Heyse". Mas também vale ressaltar que há omissões que estão além do controle do Comitê Nobel, como a morte prematura de um autor, como foi o caso de Marcel Proust, Italo Calvino, Roberto Bolaño e os brasileiros Guimarães Rosa e César Lattes, este último falecendo após a sua sétima indicação ao Nobel de Física, quando especula-se que finalmente o receberia. Jorge de Lima também receberia o Nobel de Literatura de 1958, sendo cotado em 1953, mas como já havia uma lista de autores a serem laureados até 57 ele o receberia em 1958, porém faleceu em 1953, e o Nobel não faz premiações póstumas.

 

 

 

 

Prêmios concorridos pelo Brasil

 

 

 

As quarenta indicações foram apresentadas nas seguintes categorias:

 

 

1)-Nobel da Paz (decidido por um comitê designado pelo parlamento norueguês) – 14 Indicações

 

 

2)-Nobel de Literatura (decidido pela Academia Sueca) - 13 Indicações

 

 

 

3)-Nobel de Física (decidido pela Academia Real das Ciências da Suécia) - 8 Indicações

 

 

 

4)-Nobel de Fisiologia ou Medicina (decidido pelo Instituto Karolinska de Medicina) -  4 Indicações

 

 

5)-Nobel de Química (decidido pela Academia Real das Ciências da Suécia) - 1 Indicação

 

 

 

Lista de brasileiros indicados e considerados ao Nobel em ordem Cronológica:

 



1)-1911:Barão do Rio Branco - Nobel da Paz: Advogado, diplomata e historiador. Participou de diversas negociações envolvendo as fronteiras brasileiras. Foi o segundo ocupante da cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras. Foi eleito em 1 de outubro de 1898, na sucessão de João Manuel Pereira da Silva. Em 1909, seu nome foi sugerido para a sucessão presidencial do ano seguinte. Rio Branco preferiu declinar de qualquer candidatura que não fosse de unanimidade nacional.  Foi presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1907 - 1912) e escreveu dois livros. Sua maior contribuição ao país foi a consolidação das fronteiras brasileiras, em especial por meio de processos de arbitramento ou de negociações bilaterais, conseguindo incorporar definitivamente ao Brasil 900 mil quilômetros quadrados, destacando-se três questões de fronteiras: Amapá, Palmas e Acre. Negociou com o Uruguai o condomínio sobre o Rio Jaguarão e a Lagoa Mirim, essencialmente uma concessão voluntária do Brasil a um vizinho que necessitava daqueles canais. Por essa razão, foi homenageado pelo governo do Uruguai, sendo conferido seu nome à antiga Pueblo Artigas, hoje cidade de Rio Branco, no departamento de Cerro Largo, vizinha da brasileira Jaguarão.  O município de Paranhos, no Mato Grosso do Sul, localizado na fronteira com o Paraguai foi batizado em sua homenagem.



2)-1913:Carlos Chagas – Medicina: Identificou todo o ciclo (parasita, vetor, hospedeiros, sintomas e a epidemiologia) de duas das mais graves doenças tropicais: a malária e a doença de Chagas.

       



3)-1913: Vital Brazil – Medicina: Cotado    - Fundador do Instituto Butantan, criou soros específicos contra venenos de animais peçonhentos, como cobras, aranhas e escorpiões. 

 



4)-1925:Marechal Rondon - Nobel da Paz: Após a Independência e proclamação da República, contribuiu para a interiorização pacífica e a aproximação com os indígenas brasileiros. Chefiou em 1914, uma excursão pela Amazônia, na companhia do presidente Theodore Roosevelt, e que quase custou a vida deste último. Roosevelt tinha Rondon na mais alta conta, e parece ter sido por sua influência a indicação de Rondon para o Nobel, por uma entidade militar norte-americana. Indicação foi endossada por Albert Einstein, em carta ao comitê do Nobel.

 

 

5)-1930: Coelho Neto – Literatura: Escritor, político e professor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras onde foi o fundador da Cadeira número 2.Sua inclusão entre os pré-modernistas se deve à capacidade imaginadora, à mente intuitiva, que ora se aproxima dos naturalistas, ora se liga aos parnasianos-realistas, ora documenta fatos da República através de uma criação ficcionista vigorosa.  Coelho Neto escreveu mais de cento e vinte volumes, entre romances, crônicas, contos, fábulas, lendas, teatro, memórias e poesia. Em 1928, foi consagrado como “Príncipe dos Prosadores Brasileiros”.De sua extensa obra literária, destacam-se: Rapsódias (1891) A Capital Federal (1893) A Praga (1894) Baladilhas (1894) Miragens (1895) O Rei Fantasma (1895) Fruto Proibido (1895) Sertão (1896) O Inverno em Flor (1897) O Morto (1898) A Conquista (1899) A Cidade Maravilhosa (1928).           

 


6)-1934:Antônio Cardoso Fontes – Medicina: Desenvolveu trabalhos sobre o bacilo da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis).           

 


7)-1938:Adolfo Lutz – Medicina: Por seu estudo sobre doenças tropicais, como cólera, malária e tuberculose. Primeiro latino-americano a estudar os mecanismos de transmissão da febre amarela pelo Aedes aegypti, usando a si mesmo como cobaia para comprovar sua tese.       

 

 

 

8)-1938:Osvaldo Cruz – Medicina: Cotado - Coordenou as campanhas de erradicação da febre amarela, peste bubônica e varíola. Convenceu o então presidente do Brasil, Rodrigues Alves, a decretar a vacinação obrigatória contra a varíola.   



            

9)-1939:Flávio de Carvalho – Literatura: Foi um dos grandes nomes da geração modernista brasileira, atuando como arquiteto, engenheiro, cenógrafo, teatrólogo, pintor, desenhista, escritor, filósofo e músico.Em 1939, Flávio de Carvalho recebeu uma indicação (feita pelo Prof. Paul V. Shaw) ao Prêmio Nobel de Literatura sem, contudo, ganhar - quem venceu foi o escritor finlandês Frans Eemil Sillanpää (o prêmio Nobel deste ano foi o último antes da Segunda Guerra Mundial e só voltaria a ser entregue novamente em 1944).Filho de família de muitas posses, pôde receber uma educação privilegiada na França (de 1911 a 1914) e na Inglaterra, onde frequentou a Universidade de Durham. Em 1922, formou-se em engenharia civil. Ao mesmo tempo e na mesma escola, fez seus estudos de belas artes. Algumas de suas obras literárias: Experiência - 1931;Os ossos do mundo - 1936;A origem animal de deus - 1973.

       



10)- 1946:Manoel de Abreu – Medicina: Inventou a abreugrafia, exame que permite o diagnóstico precoce da tuberculose. Por ser rápido e barato, possibilitou uma redução considerável no número de casos fatais da doença.       

 

 

11)-1950-56: César Lattes – Física: Co-descobridor do méson-π, descoberta que levou à concessão do Nobel de Física a Cecil Frank Powell. Lattes foi o principal pesquisador e primeiro cientista do artigo que descreve o méson pi. Também é um dos principais responsáveis pela criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).        

 



12)-1958: Jorge de Lima - Nobel de Literatura: Faleceu antes-Foi um talento reconhecido em 1947 por um olheiro do Nobel. Impressionado com a obra do poeta, Artur Lunkvist convenceu a academia a dar o Nobel de Literatura a ele no ano de 1958, já que havia uma lista de autores para ganhar antes. Infelizmente, Jorge morreu em 1953. Pertencente à segunda fase do modernismo no Brasil, também chamada de “fase de consolidação”, Jorge de Lima teve grande destaque na poesia dos anos 30. Em 1940 recebeu o “Grande Prêmio de Poesia”, concedido pela Academia Brasileira de Letras (ABL).Suas obras têm como tema os aspectos sociais do regionalismo e da religião: O acendedor de lampiões (1932);A mulher obscura (1939);Guerra dentro do beco (1950);Invenção de Orfeu (1952).

 

 

 

13)- 1965: Alceu Amoroso Lima – Literatura: Foi um crítico literário, professor, pensador, escritor e líder católico brasileiro. Foi Conde, pela Santa Sé.A sua visão política, como proposta socioeconômica para o Brasil, teve muita influência do pensamento distributista. Em sua homenagem em 1983 foi criado pela Comissão Justiça e Paz de São Paulo,o Prêmio Alceu Amoroso Lima, que é concedida pela Universidade Candido Mendes junto com o Centro Alceu Amoroso Lima pela Liberdade.Após publicar seu primeiro livro, o ensaio Afonso Arinos em 1922, travou com Jackson de Figueiredo um famoso e fértil debate, do qual decorreu sua conversão ao catolicismo em 1928. Tornou-se um líder da renovação católica no Brasil. Em 1932, fundou o Instituto Católico de Estudos Superiores, e, em 1937, a Universidade Santa Úrsula. Após a morte de Jackson de Figueiredo, o substituiu na direção do Centro Dom Vital e da revista A Ordem.  Em 1941 participou da fundação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde foi docente de literatura brasileira até a aposentadoria em 1963.  Foi representante brasileiro no Concílio Vaticano II, o que o marcaria profundamente. Foi um dos fundadores do Movimento Democrata-Cristão no Brasil.  Publicou dezenas de livros sobre os temas mais variados, entre eles: O Jornalismo Como Gênero Literário (1900);Preparação à Sociologia (1931);O Espírito e o Mundo (1936);O Existencialismo e Outros Mitos de Nosso Tempo (1951);Revolução, Reação ou Reforma (1964).

 

 

14)-1967: Jorge Amado – Literatura: É o autor brasileiro mais adaptado do cinema, do teatro e da televisão. Sua obra literária foi tema de escolas de samba por todo o País e seus livros foram traduzidos em 80 países, em 49 idiomas, bem como em braille e em fitas gravadas para cegos. Recebeu também o Prémio Camões.

 



15)-1967: Guimarães Rosa – Literatura: Faleceu antes -   Aclamado internacionalmente por seu genial "Grande Sertão: Veredas". Foi indicado por seus leitores alemães e italianos.

 



16)-1967: Carlos Drummond de Andrade – Literatura: Um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi um dos principais poetas da segunda geração do modernismo brasileiro.          

 

 


17)-1968: Érico Veríssimo – Literatura: Foi um dos maiores escritores brasileiros do século XX. Desde cedo já era claro seu interesse pela literatura. Chegou a ler diversos clássicos brasileiros como: Aluísio de Azevedo, Joaquim Manoel de Macedo, Euclides da Cunha, Monteiro Lobato, Coelho Neto, Oswald de Andrade e Mario de Andrade.  Foi leitor também de escritores estrangeiros como Leon Tolstoi, Balzac, Proust, Émile Zola, Dostoievski, Oscar Wilde, Friedrich Nietzsche, Aldous Huxley e Eça de Queirós.Diante da censura imposta pelo Estado Novo, no início da década de 40, muda-se para os Estado Unidos. Ali, começa a lecionar Literatura e História do Brasil (1943-1945), no Mills College, em Oakland, Califórnia.  Dessa instituição, recebeu o Título Doutor Honoris Causa, em 1944. Em 1953, ocupou o cargo de Diretor do Departamento de Assuntos Culturais da União Pan-Americana em Washington, onde permanece até 1956. Algumas de suas obras: Olhai os Lírios do Campo (1938) e O Tempo e o Vento – 3 volumes (Vol. I “O continente” (1948), Vol. II “O retrato” (1951) e Vol. III “O arquipélago” (1961))

 

 

18)-1970: Dom Hélder Câmara - Nobel da Paz: Foi um bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife. Foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, defensor dos direitos humanos, e aclamado como o Profeta da não violência ativa.

 

 

 

19)-1970: Clarice Lispector – Literatura- Cotada - Poeta pioneira do movimento modernista. Foi uma das mais destacadas escritoras da terceira fase do modernismo brasileiro, chamada de "Geração de 45".  Recebeu diversos prêmios dentre eles o Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal e o Prêmio Graça Aranha. Alguma de suas obras: Perto do Coração Selvagem (1943);Laços de Família (1960);A Legião Estrangeira (1964);O Ovo e a Galinha (1977).

 

 

20)-1981-82: Chico Xavier - Nobel da Paz – Francisco Cândido Xavier, mais conhecido como Chico Xavier (Pedro Leopoldo, 2 de abril de 1910 — Uberaba, 30 de junho de 2002), foi um médium, filantropo e um dos mais importantes expoentes do Espiritismo. Chico Xavier escreveu mais de 450 livros, que até o ano de 2010 já haviam vendido mais de 50 milhões de exemplares. Os direitos autorais das obras foram cedidos para instituições de caridade. Também psicografou milhares cartas, nunca tendo cobrado algo do destinatário. Seus empregos foram vendedor, tecelão e datilógrafo, tendo vivido de forma modesta do salário que recebia do Ministério da Agricultura. Seu legado ultrapassou as barreiras religiosas e hoje ele é reconhecido como um dos maiores "líderes espiritual" do Brasil, com uma legião de simpatizantes e seguidores, sendo uma das personalidades mais admiradas e aclamadas no país, ressaltado principalmente por um forte altruísmo. Xavier recebeu várias homenagens e honrarias. Em 1981 e 1982 foi indicado ao prêmio Prêmio Nobel da Paz, tendo seu nome conseguido cerca de 2 milhões de assinaturas de seus simpatizantes no pedido de candidatura. Em 1999 o Governo de Minas Gerais instituiu a Comenda da Paz Chico Xavier; e em 2012 ele foi eleito O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, em um concurso homônimo realizado pelo SBT e pela BBC, cujo objetivo foi "eleger aquele que muito fez pela nação, que se destacou pelo seu legado à sociedade".             

 



21)-1982: Maurício Silva e Sérgio Ferreira – Medicina – Cotado - Descobriu que o veneno da cobra jararaca age sobre as proteínas do sangue e libera a "bradicinina", substância vasodilatadora.       

 

 

22)-1983:Mario Schenberg - Nobel de Física: Formulou, com George Gamow, o processo Urca, que explica a perda de energia nas supernovas comparando-a ao sumiço da grana nos cassinos da Urca. Schenberg trabalhou com os celebres Enrico Fermi e Wolfgang Pauli. Também descobriu, em parceria com o indiano Subramanyan Chandrasekhar (que ganhou o Prêmio Nobel em Física em 1983), a massa máxima que o núcleo inerte (ou seja, desativado) de uma estrela é capaz de suportar, por pressão térmica, as forças gravitacionais, antes de contrair e levar a estrela a se tornar uma gigante vermelha.           

 



23)-1988: Santa Irmã Dulce - Nobel da Paz: Considerada o “anjo bom da Bahia”, realizou diversos trabalhos de caridade e assistência às pessoas mais pobres e necessitadas. Foi canonizada com o título de Santa Dulce dos Pobres em 2019 pelo Papa Francisco.

       

 

24)-1989:Dom Paulo Evaristo Arns - Nobel da Paz: Conhecido como o “Cardeal da Esperança”. Durante dez anos, deu assistência à população carente de Petrópolis (RJ). Criou a Comissão Brasileira Justiça e Paz, da Diocese de São Paulo, para denunciar os abusos do regime militar e criou a Pastoral da Criança, com a irmã Zilda Arns.            

 

 

25)-1994:Herbert de Souza - Nobel da Paz - Sociólogo brasileiro, realizou diversas atividades em defesa dos direitos humanos. Foi o fundador do Instituto Brasileiro de Análise Social e Econômica (IBASE), voltado para a democratização da informação, e realizou ações contra a fome e a miséria.       

 

 

 

26)-1999:Otto Gottlieb - Nobel de Química: Estudou a estrutura química das plantas que permitem analisar o estado de preservação de vários ecossistemas brasileiros. Foi membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e criou o Laboratório de Química de Produtos Naturais da USP. Integrando a química à biologia, à ecologia e à geografia, desenvolveu uma nova área de estudo no campo da química de produtos naturais: a sistemática bioquímica das plantas, também chamada de quimiossistemática ou taxonomia química, que consiste na identificação de grupos de substâncias químicas presentes nas plantas.            

 

 

 

27)-2006:      Zilda Arns - Nobel da Paz - Médica pediatra e sanitarista. Foi fundadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa. A Pastoral da Criança teve duas indicações ao Nobel da Paz, e Zilda recebeu sua indicação no ano de 2006.           

 

 

 

27)-2017: Maria da Penha - Nobel da Paz - Ícone da luta contra a violência doméstica. No início da década de 1980, sofreu duas tentativas de homicídio do então marido e lutou por 19 anos na Justiça até vê-lo preso. Inspirou a criação da Lei nº 11.340/2006 – a Lei Maria da Penha, de combate à violência doméstica.          

 

 

28)-2017: Lygia Fagundes Telles – Literatura - Considerada por acadêmicos, críticos e leitores uma das mais importantes e notáveis escritoras brasileiras do século XX e da história da literatura brasileira. É uma escritora modernista. Ela faz parte da Academia Paulista de Letras (APL) e também da Academia Brasileira de Letras (ABL).  Em 2005, Lygia recebeu o “Prêmio Camões” pelo conjunto de sua obra, considerado o mais importante da literatura de língua portuguesa. Algumas de suas obras: “Verão no Aquário” (Romance que levou o Prêmio Jabuti em 1965); “As Meninas” (Romance que levou o Prêmio Jabuti em 1974); “Invenção e memória” (coletânea de contos que levou o Prêmio Jabuti em 2001).         

 

 


 



29)- 2021 - Alysson Paulinelli - Nobel da Paz - Foi ministro da Agricultura no governo de Ernesto Geisel, quando modernizou a EMBRAPA e promoveu a ocupação econômica do Cerrado, transformando o agronegócio! Transformou tais áreas nas maiores produtoras agrícolas do mundo, possibilitando que a agricultura brasileira alimente 800 milhões de pessoas no planeta, isso equivale a 10% da população mundial! Alysson Paulinelli (Bambuí, 10 de julho de 1936) é um agrônomo e político brasileiro, formado em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Lavras. Especializou-se nos estudos sobre o potencial da região do Cerrado para a produção agrícola. Em 1971, assumiu a Secretaria de Agricultura de Minas e criou incentivos e inovações tecnológicas que tornaram o estado de Minas Gerais o maior produtor de café do Brasil. Foi ministro da Agricultura no governo de Ernesto Geisel, de 15 de março de 1974 a 15 de março de 1979. Nesse período, Paulinelli modernizou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e promoveu a ocupação econômica do Cerrado. Alysson Paulinelli sempre foi incentivador da pesquisa, ciência e tecnologia. Implantou um programa de bolsa de estudos para estudantes brasileiros em diversos centros de pesquisa em agricultura pelo mundo, como por exemplo nos Estados Unidos. Em 2006 ganhou o prêmio World Food Prize. O World Food Prize seria o equivalente ao Nobel da alimentação. É um prêmio dado a pessoas, independente de raça e gênero, que ajudaram consideravelmente a população a melhorar a qualidade, quantidade ou disponibilidade de alimentos no mundo.  Em 2021, Paulinelli foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

 


 

Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_brasileiros_considerados_para_o_Pr%C3%AAmio_Nobel

 

 

 


A maldição do Brasil com o Prêmio Nobel

 

 

Por *José Paz Rodrigues

 

 

 

O Brasil ganhou cinco copas do mundo em futebol, mas, desde 1901 até o dia de hoje, nunca algum dos seus cidadãos conseguiu o Prémio Nobel, em qualquer das seis áreas em que é distribuído. Este nosso grande país que é o Brasil, (e digo nosso porque pertence à nossa mesma área linguística da lusofonia), não tem mesmo nenhum prémio Nobel. Neste tema a situação é quase vexatória, e tal maldição não tem explicação alguma, pois, especialmente, nas rubricas da literatura e da paz, teve e tem destacados especialistas que bem mereciam ser premiados, antes que muitos outros que, com efeito, foram premiados.É insultante, além de constituir um atentado contra a inteligência e o coração, que Henry Kissinger, responsável máximo por guerras imperialistas na Ásia, e polo golpe de estado no Chile em 1973, tenha sido premiado neste mesmo ano com o da Paz. Bem como, é incompreensível que no  passado levasse o da Paz o presidente dos USA Obama. Ou que tempo atrás fosse concedido o de Literatura a Cela, pessoa desprovida dos valores humanos que, na teoria e no pensamento de Alfredo Nobel, devem possuir os premiados. Sobre as luzes e sombras dum prémio de tanta categoria e prestígio no mundo como o Nobel, o obscurantismo com que atuam os comités e júris concessores, as filias e fobias dos seus membros e, não poucas vezes, a sua grande subjetividade nas escolhas, outras a politização. Diante do que ficou apontado, para mim ainda é muito mais grave e insultante a marginalização de que até agora tem sido objeto o Brasil na eleição das pessoas premiadas cada ano, para Física, Química, Medicina-Fisiologia, Economia e Paz. E mais ainda para a área de Literatura, campo em que o país do Amazonas tem tido ao longo dos tempos escritores de verdadeira valia e de categoria suficientemente comprovada. Porque também é insultante o desprezo dos Comités do Nobel para com o nosso idioma internacional, o terceiro mais importante do mundo e o sexto em número de falantes. Só uma vez, desde 1901, foi premiado um escritor do nosso idioma, o português José Saramago em 1998. Tenho a esperança, que é sempre o último que se perde, de que esta injusta e imerecida maldição do Brasil com o Prémio Nobel termine brevemente, em cuja ocasião se darão a conhecer os valorosos e justos galardoados. Analisarei a seguir o percurso histórico das propostas realizadas, para receber o prémio algum brasileiro, em cada uma delas, resenhando, se for o caso, os reveses:

 

 

 

1)-Prémio Nobel da Paz: Todos sabemos que este prémio é outorgado polo Comité do Nobel radicado na Noruega. Helder Câmara (1909-1999), que foi uma pessoa excepcional e que tanto lutou contra os excessos do regime militar brasileiro, em favor dos pobres e classes sociais menos favorecidas, lançando aquela formosa campanha “Ano 2000 sem miséria”, merecia ter sido premiado, como foi Pérez Esquivel em 1980, lutador como Helder contra uma ditadura, a do seu país Argentina. Neste caso valeu o critério, no do brasileiro não. Câmara fora proposto para levá-lo em 1972 e em mais três ocasiões sem sucesso. Em 1990, sem sucesso, tal como anteriormente, foi proposto para este prémio Dom Paulo Evaristo Arns, que tinha nascido em Criciúma (SC) em 1921, e que veio a ser um grande defensor dos direitos humanos. Alguma vez foi proposto também Herbert José de Sousa (1935-1997), mais conhecido como “Betinho”. Também fora proposta em 2006, de forma muito merecida, Zilda Arns (1934-2010), que desenvolveu um excelente labor com a sua “Pastoral da Criança”, de ajuda a milhões de crianças de famílias pobres por todo o país. Este seu programa foi proposto sem sucesso pelo governo brasileiro nos anos de 2001, 2002, 2003 e 2005 para este prémio.

 

 

 

2)- Prémio Nobel de Física: César Lattes (1924-2005), nascido em Curitiba-Paraná, tinha que ter ganho este prémio em 1950. Comprovou experimentalmente a existência da partícula subatómica “méson pi”, e investigou sobre os raios cósmicos. Físico de categoria mundial, especialista em física atómica, em 1963 criou em Campinas o Instituto de Física. De forma inexplicável, mas em concordância com a tradicional maldição brasileira, no seu lugar recebeu o prémio o britânico Cecil Powell, que ajudara na redação do estudo-relatório que fez o brasileiro.O físico teórico Mário Schenberg (1916-1990) tinha merecido de sobra o prémio porque, com George Gamow, formulou o processo Urca, sobre a perda de energia das supernovas. E trabalhou com grandes investigadores como Wolfgang Pauli e Eurico Fermi. Existe alguma possibilidade de que, no futuro se termine a maldição brasileira, pois também temos o cientista Miguel Nicolelis, nascido em 1961 em São Paulo, considerado como um dos 20 maiores e mais importantes cientistas do mundo, atualmente na ianque Universidade de Duke, e criador de um instituto de neurociência em Natal (RN), polos seus estudos com macacos que controlam braços mecânicos com a mente, possa ser premiado e passe a ser o primeiro cidadão brasileiro da história em conseguir um Prémio Nobel. Pelas suas múltiplas investigações recebeu infinidade de prémios em diversos países. Em novembro de 2010 apresentou um interessante documento, por ele elaborado, intitulado “Manifesto da Ciência Tropical”, no que amostra as grandes potencialidades do Brasil e, posto em prática, poderia ser um agente efetivo de transformação social e económica do grande país americano. Espero que tenha a sucesso nesta premiação negada antes a outros muitos.

 

 

 

3)- Prémio Nobel de Química: O químico Otto Gottlieb (1920-2011) foi proposto nos anos 1998,1999 e 2000 para receber este prémio. Tinha elaborado um interessante índice para medir a biodiversidade dos ecossistemas da Floresta Amazónica e da Mata Atlântica. Escreveu mais de 700 artigos científicos e foi um investigador de verdadeira gabarito. Como é prática habitual nesta premiação, quando se trata de premiar alguém do Brasil, também, não o conseguiu.

 

 

 

4) - Prémio Nobel de Economia: Foi proposto nesta área para ser premiado o paraibense Celso Furtado (1920-2004), grande economista de fama mundial, representante do “estruturalismo”. O seu estudo mais importante trata sobre o desenvolvimento económico e seus problemas.

 

 






5)- Prémio Nobel de Medicina e Fisiologia: O bioquímico de São Paulo Sérgio Henrique Ferreira, nascido em 1934, tinha que ter levado este prémio em 1982, para o que estava proposto, por ter criado importantes drogas anti-hipertensão, a partir da bradicinina. Afinal o prémio foi para o britânico John Vane, e a maldição brasileira continuou para a frente. Quem também merecia este prémio foi Maurício Rocha e Silva (1910-1983). Este bioquímico do Rio de Janeiro descobriu a bradicinina, tirada do veneno da cobra jararaca, muito importante para controlar a pressão arterial. O caso de Peter Brian Medawar (1915-1987), nascido em Petrópolis, é muito curioso, e ademais revelador da maldição que estou a comentar neste artigo. Em 1960 conseguiu, a par Frank Burnet, o Prémio Nobel de Medicina, mas na altura já tinha a nacionalidade britânica. Até quase os quinze anos morou e se formou no Brasil. Mais tarde, por ser um grande estudante e filho de família abastada, foi estudar para Oxford e também por um tempo investigou no Magdalen College e na Universidade de Birmingham. Entusiasta da pesquisa científica, nos anos trinta queria continuar a investigar sem renunciar à sua nacionalidade brasileira. Para isto solicitou do governo brasileiro que o isentasse de fazer o serviço militar obrigatório. O governo recusou-lhe tal isenção, assinando o escrito de recusa o ministro Salgado Filho. E este grande investigador, que mesmo trabalhara com Fleming, de pai libanês, brasileiro de nascimento e com estudos primários e secundários no Brasil, a quem se deve a importantíssima teoria da “Tolerância Imunológica Adquirida”, vital para que hoje possamos, por exemplo, fazer transplantes de órgãos, não teve outro remédio, para poder continuar a pesquisar, senão solicitar a nacionalidade britânica. E foi assim que o Brasil perdeu o seu primeiro Nobel. Tenho uma intuição desde há tempos: acho que os diferentes governos que desde 1901 tem havido no Brasil, muitos horrorosos e fantoches dos USA, nunca se preocuparam de influir positivamente e com habilidade diplomática perante a Fundação Nobel. Para que seus cidadãos fossem premiados nalguma das áreas. E isto é muito mais claro no caso dos da área da Literatura que passo a comentar a seguir. Também é certo que, se se me demonstra o contrário, com dados e documentos reais, não tenho inconveniente em retirar a minha intuição sobre o nulo apoio da maioria dos governos brasileiros que houve, mais preocupados por outros temas que pela cultura.

 

 

 

6)-Prémio Nobel de Literatura: Deixo para analisar no fim aquilo que considero mais flagrante e reprovável. Refiro-me, é claro, a que nunca a Academia de Letras da Suécia tenha atribuído a um escritor ou escritora brasileira o Nobel de Literatura. Com tantos e tão extraordinários escritores que tem dado o Brasil! Muito poucos países no mundo têm um elenco de literatos tão valiosos, tão excelsos e excelentes, tão magníficos, como tem o Brasil. Resenho a seguir os escritores que, em minha modesta opinião, mereciam ser premiados, fazendo as oportunas observações:

 

 

 

-Na minha apreciação e consideração, o mais extraordinário escritor do Brasil em toda a história foi Joaquim Mª Machado de Assis (1839-1908), que dá hoje nome a um dos maiores e mais importantes prémios literários do país. Não era fácil naquela altura que a Academia Sueca chegasse a conhecer a grande obra deste escritor. O primeiro ano em que se concedeu o Nobel foi em 1901. Por isso mediaram apenas sete anos para que o escritor carioca, que faleceu em 1908, pudesse ser galardoado. Bem poucos anos para o júri poder avaliar a obra de Machado e laureá-lo antes de falecer, dado que o Nobel só se concede a pessoas vivas.

 



 

A minha lista de escritores do Brasil merecedores do prémio Nobel de Literatura é:

 



 


 



-Cecília Meireles (1901-1964): Tanto quanto sei, esta grande poeta e educadora nunca foi proposta para o Nobel. Mesmo no Brasil, de forma injusta e incompreensível, foi só reconhecida postumamente, recebendo os prémios mais importantes uma vez falecida. Depois de Machado de Assis, considero Cecília como a escritora brasileira que mais o merecia. Porque tudo o que escreveu é uma maravilha total, tanto em prosa como em poesia. Foi, além do mais, uma genial educadora, defensora dos princípios educativos da Escola Nova, muito preocupada por fomentar entre as crianças o prazer por ler. Grande admiradora da Índia e de Tagore, a sua pessoa reunia cem por cento os valores ideais que deve ter um Prémio Nobel, seguindo o modelo proposto polo criador dos prémios. Não só era uma escritora excepcional, também era uma pessoa de grande ética, devotada para com os semelhantes, cheia de alegria e amor aos demais. É bem triste, mas, a maior poeta do Brasil nunca foi nomeada para receber este prémio, que por arrobas merecia. Recomendo aos meus leitores que, se querem desfrutar, leiam tudo o que puderem desta escritora de antepassados galegos, que nasceu e morou no Rio de Janeiro.

 

 

 

-Jorge Amado (1912-2001): Um romancista extraordinário, cujos romances tão lindos foram traduzidos para numerosos idiomas, foi sem dúvida o eterno aspirante a ser premiado com o Nobel de Literatura. Durante décadas, os amantes da nossa formosa língua esperávamos cada outubro ver o nome do baiano Amado entre os premiados. Acho que ele também. A sua candidatura esteve sempre presente nos anos setenta e oitenta. Mas já em 1967 a União Brasileira de escritores (UBE) fez a proposta ao comité do prémio, embora Amado não concordasse. Ao ano seguinte a UBE torna a fazer a proposta e Amado aceita, com a condição de fosse conjunta também com a do seu amigo o escritor português Ferreira de Castro (1898-1974). No ano 1988, por informações oficiosas, sabe-se que ficou a tão só dois votos do egípcio Naguib Mahfouz, que foi o ganhador. Sabe-se também que um Amado muito solidário patrocinou outras pessoas para este prémio. Patrocinou não só o autor de A Selva, Ferreira de Castro, em várias ocasiões. Também o português Miguel Torga (primeiro premiado com o Camões), Drummond de Andrade e Gilberto Freyre. Teria sido um grande prestígio para o Nobel que Amado tivesse sido na altura um dos premiados.

 

 

 

-Jorge de Lima (1893-1953): Foi o escritor brasileiro que mais perto esteve de levar este prémio. O membro da Academia Sueca Arthur Lundkvist leu uns seus poemas, de que muito gostou. Este académico dominava várias línguas latinas, e entre elas o francês, o italiano e o castelhano, aprendendo mais tarde português. Gostava muito de poesia e, de tornada de uma viagem à Índia em 1950, o barco fez escala no Rio de Janeiro. Assim, aproveitou para estar todo um dia na companhia de Jorge de Lima, que morava na cidade. De acordo com o brasileiro assinalou que o ano 1958 ficava reservado para outorgar-lhe o prémio. Infelizmente, o poeta Jorge de Lima morreu cinco anos antes e a frustração e maldição brasileira continuou.

 

 

 

-Carlos Drummond de Andrade (1902-1987): O seu tradutor para o idioma sueco Arne Lundgren, em 1967, solicitou-lhe, a pedido do comité do Nobel, o envio de todas as traduções disponíveis de seus livros. O grande poeta não fez caso a tal requerimento, assinalando não ter nenhum interesse por prémios. Quando Jorge Amado fez a proposta para que fosse atribuído o prémio a Drummond, este comentou que quem realmente o merecia era o romancista Amado. Natural de Minas Gerais, este excelente poeta escreveu mais de trinta livros de poesia a cada qual mais belo. São poucos os galegos que sabem que o poema do nosso Celso Emílio Longa noite de pedra, esteve inspirado noutro formosíssimo do brasileiro. Que, injustamente, tampouco conseguiu o Nobel.

 

 

 

-Gilberto Freyre (1900-1987): Natural de Recife, foi um grande sociólogo, antropólogo, historiador, pintor e escritor reconhecido mundialmente. É provável que seja o brasileiro mais cosmopolita de todos, sendo admirado em muitos países e muito premiado. No mês de novembro de 1946, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, com o apoio de Jorge Amado, membro da comissão naquela altura, propôs Freyre como candidato para o Nobel do ano 1947, que finalmente ganhou o francês André Gide. A petição, muito justa e merecida, foi apoiada também por numerosos inteletuais brasileiros.

 

 

 

-João Guimarães Rosa (1908-1967): Foi um dos escritores brasileiros mais importantes de todos os tempos e um extraordinário poliglota, dominador de infinidade de idiomas. O nosso Paz Andrade chegou a conhecê-lo e escreveu aquele livro sobre A Galecidade de Guimarães Rosa. Em 1967 seria proposto para o prémio por indicação dos seus editores europeus, alemães, franceses e italianos, mas a sua prematura morte com 59 anos impediu tomar em consideração tal proposta. Para continuar assim a maldição brasileira com este prémio.

 

 

 

-Graciliano Ramos (1892-1953): Não o sei, mas, sendo um dos maiores amigos de Jorge Amado, suponho que em algum momento foi proposto por este para o prémio. Que realmente merecia pela sua excelente obra literária e polos seus valores humanos. Os seus livros Vidas secas e Memórias do cárcere, levados magistralmente ao cinema, em 1963 e 1984, por Nelson Pereira dos Santos, são autênticas obras-mestras da literatura, não só brasileira senão também mundial. Outros que também o mereciam: O elenco de escritores brasileiros, como já disse, é excelente. Ao largo dos tempos houve escritores dos que se falou como candidatos para o Nobel de Literatura. Nalgum caso conhece-se o ano da proposta.

 

 

 

Eis outra breve listagem de escritores que também mereciam este prémio:

 

 


 

-Érico Veríssimo (1905-1975),

 

-José Lins do Rego (1901-1957),

 

-João Cabral de Melo Neto (1920-1999), natural de Pernambuco,

 

-Murilo Mendes (1901-1975),

 

-Manuel Bandeira (1886-1968),

 

 -Clarice Lispector (1920-1977),

 

 -Carlos Heitor Cony, nascido em 1926,

 

 - Zuenir Ventura, nascido em 1931,

 

 -Affonso Romano de Sant´Ana, nascido em 1937,

 

-O poeta Ferreira Gullar, nascido em 1930, que foi proposto sem sucesso no ano 2002.

 

- João Ubaldo Ribeiro, nascido em 1941, proposto, sem sucesso também, para ser premiado em 2010.

 

 

 




-Ariano Suassuna, em 2012: A Comissão de Relações Exteriores do Senado do Brasil tomou o acordo de propor como candidato para o Prémio Nobel de Literatura do presente ano ao escritor e académico Ariano Suassuna. Que nasceu no dia 16 de junho de 1927 na cidade de João Pessoa, no estado da Paraíba, e conta com 84 anos de idade. As suas obras mais importantes são O Auto da Compadecida, A Pedra do Reino e O homem da vaca e o Poder da Fortuna. O senador Cássio Cunha Lima, responsável pela proposta no Senado, tem dito: “A vida e a obra de Ariano Suassuna, para representar o Brasil no Prémio Nobel, contêm expressão filosófica que transpõe as limitações temporais e de gerações, atingindo todos os públicos e transportando-se pelos mais diversos e modernos meios de comunicação”. Levaríamos uma grande alegria se em outubro aparecesse Ariano como o premiado do presente ano. Por vários motivos: por terminar com a maldição tantas vezes citada neste artigo, e pela promoção do idioma que tanto amamos, que é a minha língua materna.

 

 

 

*José Paz Rodrigues é um intelectual galego, didata e pedagogo tagoreano, defensor da unidade linguística galego-portuguesa.

 

 

 

 

Fonte: https://www.diarioliberdade.org/brasil/cultura-m%C3%BAsica/30972-a-maldi%C3%A7%C3%A3o-do-brasil-com-o-nobel.html#:~:text=Teria%20sido%20um%20grande%20prest%C3%ADgio,poemas%2C%20de%20que%20muito%20gostou.

 

 



Ruy Barbosa: O "Águia de Haia"- O Diplomata da Paz que não recebeu o Nobel da Paz!


 

 


 




Em junho de 1907, Ruy Barbosa vai à Conferência da Haia atendendo ao convite do então ministro das Relações Exteriores, Barão do Rio Branco, sendo esta a sua consagração mundial. Sobre isso escreveu o jornalista William Thomas Stead: "As duas maiores forças pessoais da Conferência foram o Barão Marschall da Alemanha, e o Dr. Barbosa, do Brasil… Todavia ao acabar da conferência, Dr. Barbosa pesava mais do que o Barão de Marschall". Na Conferência, foi discutida a criação de uma corte de justiça internacional permanente, da qual participariam apenas as grandes potências: Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos, com a proposta de criar um Tribunal de Arbitramento. Ruy Barbosa não se intimidou, enfrentando os defensores daquela proposta e argumentou em seu discurso, que selecionar para aquele Tribunal, países com maior poderio militar, iria estimular uma corrida armamentista, e o curso político mundial seria direcionado para a guerra, o que contrariaria os objetivos daquela Conferência de Paz. Além disso, Ruy defendeu a tese de que, ante a ordem jurídica internacional, todas as nações são iguais e soberanas. A imprensa internacional destacou a brilhante atuação do jurista, "homem franzino, de pouco mais de um metro e meio de altura", cuja brilhante participação na Conferência "fomentou a imaginação popular no Brasil, onde foi transformado em uma espécie de herói imbatível". Para esta missão diplomática, o Barão do Rio Branco queria levar Joaquim Nabuco, na época embaixador em Washington, no entanto a imprensa se manifestava pela escolha de Ruy Barbosa. Rio Branco sugeriu que os dois formassem a delegação, que chamou de "delegação das águias" em referência ao "ministério das águias" – 21º Gabinete Conservador de Pedro de Araújo Lima, Marquês de Olinda – assim chamado por Joaquim Nabuco em virtude da experiência dos ministros que o compuseram. Nabuco não aceitou o convite e Ruy, depois de sua atuação, passou à história como o "Águia de Haia".Ainda relativamente ao ano de 1907, encontra-se texto da sua autoria na revista ilustrada Argus.

 





 

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