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O processo de Iniciação Cristã na RCC, Novas Comunidades, e sua unidade com o proposto pelo DOC 107 da CNBB

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 9 de março de 2022 | 21:27

 

 


 

 

A Igreja missionária vem à tona quando seus membros participam cada vez mais da existência da Igreja no mundo por meio do “querigma”, da “diaconia”, da “coinonia” e da “martíria” (Van Engen, Charles. Povo Missionário, Povo de Deus).

 



A atividade da Igreja Católica é tríplice: liturgia, diaconia e martiria - A Igreja não é meramente uma instituição milenar, mas um Corpo, uma Esposa, um mistério que deriva da Encarnação do próprio Verbo. O Concílio Vaticano II (1962-1965) convocado pelo papa João XXIII e realizado por Paulo VI, convidou a Igreja a refletir sobre a sua própria missão no mundo atual e trouxe grandes novidades para a Igreja e ainda hoje vivemos e descobrimos novos efeitos da sua eclesiologia. Uma das principais novidades é o fato da Igreja compreender a si mesma como Povo de Deus e ela encontra a sua origem e o seu modelo no Deus Uno e Trino, na comunhão perfeita das Pessoas Divinas, que no tempo se tornou visível no Antigo Israel, o Povo da primeira aliança a quem Deus por primeiro se revelou, e que através da Encarnação do Filho e da sua missão salvífica se constitui Igreja de Cristo, sacramento de salvação para os homens. A Constituição Dogmática Lumen Gentium Nº 09, afirma, referindo-se primeiramente ao povo de Israel e depois a Igreja da qual Cristo é Cabeça,  que “aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse santamente”, isso significa que à Igreja foi dada a missão de participar do mistério da salvação sendo este lugar onde os homens encontram Deus através dos sacramentos: onde Deus se comunica por meio da Palavra que ilumina, a Eucaristia que une perfeitamente a Cristo, o perdão dos pecados, o batismo que nos constitui filhos de Deus. Em um mundo ferido pelo pecado e marcado pelo individualismo, esta afirmação adquire força ainda maior, porque Deus não nos deixa sozinhos, não nos deixa lutar com nossas próprias forças para conquistar a salvação, mas nos constitui Nele um só povo na caridade, na verdade e na liberdade.

 

 

 

 

A essência sacramental da Igreja se articula em três atos fundamentais que se referem ao tríplice ministério de Cristo qual sacerdote, rei e profeta:

 

 

 

1- Ministério sacerdotal de Cristo na liturgia da Igreja - O termo grego Leitourghia na sua origem significa serviço público, ou seja, um ato realizado em favor de um povo ou de uma comunidade, com o passar do tempo adquiriu um significado religioso, usado para todos os atos de culto divino de um povo. A Igreja continua a obra de salvação de Cristo no mundo através da liturgia e dos sacramentos onde Ele se faz presente em cada ato litúrgico para que os homens sejam santificados e salvos, “está presente no sacrifício da Missa, quer na pessoa do ministro – «O que se oferece agora pelo ministério sacerdotal é o mesmo que se ofereceu na Cruz» -quer e sobretudo sob as espécies eucarísticas. Está presente com o seu dinamismo nos Sacramentos, de modo que, quando alguém batiza, é o próprio Cristo que batiza. Está presente na sua palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura. Está presente, enfim, quando a Igreja reza e canta, Ele que prometeu: «Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles» (Mt. 18,20) […]. Com razão se considera a Liturgia como o exercício da função sacerdotal de Cristo. Nela, os sinais sensíveis significam e, cada um à sua maneira, realizam a santificação dos homens; nela, o Corpo Místico de Jesus Cristo – cabeça e membros – presta a Deus o culto público integral. (SC 7). Assim, a liturgia pode ser compreendida como os atos litúrgicos de culto público e, na unidade da Igreja, todos os seus membros leigos e ministros ordenados, os primeiros no sacerdócio comum, e estes, no sacerdócio ordenado, participam dos mistérios da redenção de Cristo.

 

 

 

2- Ministério real de Cristo na diaconia da Igreja.Cristo é Senhor e Soberano sobre todo o universo, sobre toda a criação e a Igreja, como corpo visível, está a serviço do Reino de Deus e com fé e perseverança espera ansiosa a realização universal da vontade de Deus, que atingirá a sua plenitude no final dos tempos.Mas como a Igreja realiza a sua missão de servir ao Reino? Não poderia ser de outra forma senão seguindo o exemplo de Cristo, o servo por excelência. Servindo o gênero humano em todas as áreas da sua existência, a Igreja colabora no progresso humano e cultural através da educação cristã e social; constrói uma doutrina social fundamentada na justiça, na dignidade, na promoção da vida, no valor inalienável da sua liberdade de consciência e de expressão, no homem enquanto ser criado à imagem de Deus; através das incontáveis obras de caridade para com os mais necessitados do pão espiritual, do conhecimento de Deus, da consolação no sofrimento, da vida de fé e também do pão material, que salva o homem nas suas necessidades básicas de sobrevivência, formando uma sociedade a partir dos valores evangélicos e sendo testemunha fiel do amor misericordioso de Deus.Deve ser o amor livre e desinteressado pela humanidade a mover cada singular ação de diaconia da Igreja para que essa possa livremente acolher a salvação dada por Cristo. 

 

 

 

 

3- Ministério profético de Cristo na martyria da Igreja. O povo de Deus, ou seja, a Igreja é consciente que recebeu, no batismo a inseparável e privilegiada missão de seguir Cristo por onde quer que Ele vá, em todos os tempos da história, em todas as épocas nas quais está inserida a humanidade e em todos os desafios humanos que esta possa enfrentar. Tal missão se concretiza em um anúncio radical do Evangelho, no testemunho de uma vida configurada aos valores cristãos. Em toda a sua história, a Igreja sempre sofreu os mais diferentes tipos de perseguição, do martírio de sangue na época das primeiras comunidades cristãs ao atual martírio da indiferença e até mesmo da total negação da existência de Deus, devendo permanecer firme em Cristo, renunciando as compensações efêmeras do mundo, unida a sua cruz para colher os frutos da ressurreição. Hoje em dia o maior testemunho que a Igreja pode dar aos homens é a fidelidade e a radicalidade de uma vida consagrada, que por um lado é inteiramente separada para Deus na doação integral de si, mas, por outro, existe exatamente para servir e estar no mundo, ao lado de cada homem que espera a salvação porque, como nos ensina São João Paulo II: “é necessário transmitir ao mundo este fogo da misericórdia. Na misericórdia de Deus o mundo encontrará a paz, e o homem a felicidade!”O “querigma” é a característica de que a Igreja deve pregar que “Jesus Cristo é o Senhor”. Esta poderosa declaração foi o primeiro credo da igreja primitiva e representava o elemento central de sua fé e identidade. (At 2.36; 10.36). Levando isso em consideração, a Igreja é forçada a sair, pois o senhorio de Cristo deve ser reconhecido por aqueles que ainda não se curvaram diante dele. E quando pensamos no papel da Igreja, muitas vezes olhamos somente para a Grande Comissão. A pregação do Evangelho é muito importante, e até essencial, eu diria, porém não podemos fechar nossos olhos para as outras três características.A “diaconia” ressalta uma das qualidades onde a Igreja de Cristo deve se identificar com o seu Senhor. Assim como o Filho do Homem veio para servir, a igreja deve se portar como serva. John Stott fala que muitos conhecem bastante a Grande Comissão de Mateus e de Lucas (em Atos), mas poucos lembram aquela de João: nós somos enviados como Cristo foi enviado pelo Pai (Jo 20.21). Marcos complementa dizendo que Jesus foi enviado para servir (Mc 10.45). O servo não pode estar acima do seu senhor. O discípulo que confessa que Jesus é o Senhor vai viver como o Mestre viveu. Ao servir, a comunidade de amor segue os passos de seu Senhor e testemunha dele aos que ela serve.O grande problema aparece quando a Igreja precisa exercer esta terceira característica. A “coinonia” segue o mandamento de amar uns aos outros. Esse amor entre os cristãos deve refletir o amor entre o Deus Pai e Jesus Cristo, Seu Filho (Jo 15.10). A presença de Cristo no meio do seu povo, representada no amor fraternal, é testemunho para os que são de fora (Jo 13.34,35).É simplesmente incrível o fato de representarmos em nossos relacionamentos a presença de Cristo no meio do seu povo. O problema é que a Igreja passa a supervalorizar a “coinonia”, priorizando programações para o crescimento do corpo, para a unidade de seus membros e para a boa convivência entre os irmãos. Quando os cristãos se voltam somente para si esquecendo-se de testemunhar para os outros a igreja pode estar sofrendo de uma enfermidade que Peter Wagner denomina de “coinonite”. A ausência do “querigma” e da “diaconia” na prática da Igreja demonstra que ela está voltada mais para si mesma do que para os que estão fora dela.

 

 

 

SEM “MARTIRIA” CORREMOS O RISCO DE REDUZIR A IGREJA À MERA  “MORDOMIA” (ADMINISTRAÇÃO)!

 

 

 

Por fim, a Igreja também se identifica com a “martíria”, sendo testemunha viva da obra de reconciliação de Cristo. O povo missionário de Deus deve ser uma comunidade reconciliada que testemunha a possibilidade de reconciliação num mundo alienado (2 Co 5,18-21). Ao pregar a reconciliação, a Igreja serve como Representante de Deus na terra. O ministério da reconciliação é o centro do Testemunho da Igreja. A “martíria” é o resultado da união das três características anteriores.Por meio da unidade equilibrada da “coinonia”, da pregação do “querigma” e do serviço da “diaconia”, a Igreja missionária de Cristo testemunha o Evangelho da reconciliação.

 

 

 

A Igreja Primitiva nada tinha de perfeita!

 

 

 

 

Os episódios envolvendo Ananias e Safira (Atos 5) e a crise relacional entre hebreus e helenistas (Atos 6), comprovam isso. Contudo, havia naqueles irmãos algumas marcas que servem de apontamentos que precisam ser reconhecidos e cultivados por toda comunidade cristã que almeje honrar a Deus em seu dia a dia:

 

 

 

Em primeiro lugar, o Kerígma: A Igreja Primitiva era uma Comunidade da Proclamação-Pregação. Não era qualquer pregação, mas sim a Pascoal, pois “davam testemunho da ressurreição” (vs 33), isto é, o assunto dos Cristãos de Jerusalém era Jesus Cristo e sua “paixão” (crucificação, morte e ressurreição), como, aliás, deve ser o tema de toda a comunidade de fé cristã. Os cristãos primitivos não anunciavam nada que não fosse Jesus Cristo. Não se perdia oportunidades tratando de assuntos periféricos ou de natureza secundária. A Igreja tinha uma percepção da urgente necessidade de arrependimento e salvação e, por isso, proclama, sendo, assim, uma comunidade kerigmática.Além de Pascoal a proclamação era pentecostal (no poder do Espírito, e não do próprio braço),  pois o testemunho dos apóstolos era “com grande poder” (vs 33). O Espirito Santo derramado em Jerusalém (Atos 2, 1-4) ungiu os primeiros pregadores de forma que as multidões foram convencidas de que Jesus era, de fato, o Cristo (Atos 2,41; 4,4-7). Sem pregação pascoal não há derramamento de poder. Logo, não haverá convencimento do Espírito Santo e, consequentemente, não haverá conversões.

 

 

 

-Em segundo lugar, a Koinonia: os irmãos da Igreja Primitiva desfrutavam de comunhão. Lucas é categórico quando registra que “Da multidão dos que creram era um o coração e a alma” (vs 32). Antes, então, de compartilharem os bens materiais com os necessitados da ocasião, dividiam primeiro corações, mentes, emoções, sonhos, alegrias, tristezas e decepções, pois é impossível dividir patrimônio sem primeiro compartilhar a vida e o afeto. Aquele deriva deste. Na comunhão dos primeiros irmãos ficavam expostos o amor uns pelos outros e a unidade tão ensinada pelo Senhor Jesus Cristo (João 17,1-26).

 

 

 

-Em Terceiro lugar, a Diaconia: A Igreja Primitiva era rica em boas obras. Diaconia significa serviço e os primeiros cristãos cuidavam uns dos outros. Serviam uns aos outros. A Koinonia, portanto, mencionada no início, não era apenas conceitual e verbal, mas sim prática. Tão prática que “...nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras e casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes aos pés dos apóstolos; então se distribuía...” (vs 34-35). A solidariedade era ampla, pois “nenhum necessitado havia”. Até as últimas consequências, pois terras e casas eram vendidas. E, também, sem acepção de pessoas, pois se distribuía “a qualquer um” (vs 5).

 

 

 

 

-Em quarto e último lugar, Mordomia. Mordomia é o mesmo que administração, despensa, economia. Os primeiros cristãos eram generosos, mas não eram tolos! Sabiam exatamente, com sabedoria de Deus e senso administrativo, trabalhar com os parcos recursos angariados com a venda das propriedades, distribuindo o resultado “à medida de que alguém tinha necessidade” (vs 35). Vagabundos e preguiçosos não eram sustentados pela comunidade. Afinal, Deus ordenou a todos o trabalho como forma de garantir o próprio pão e a sobrevivência (Gn 2,15; Ex 20, 9). Além disso, o apóstolo Paulo condenou a presença de preguiçosos que queriam se aproveitar da generosidade dos irmãos em Tessalônica (2 Tessa 3,6-11). Cada centavo levantado atendia ao pobre, ao necessitado, ao órfão e as viúvas (Atos 6,1; Tg 1,27; 2,14-15). Portanto, diaconia (servir) e mordomia (administração), caminhavam juntas na Igreja Primitiva. O primeiro tem a ver com o dom e disposição em se entregar para a causa do Reino, enquanto que o segundo lida com a forma com acontecerá tal entrega e o serviço.

 

 

 

A Igreja não pode ser apenas um ambiente de comunhão!

 

 

 

Clubes e afins o são! Precisa abranger o social da diaKonia aos necessitados, paralelo ao existencial que deve atingir a todos: pobres e ricos, haja vista Jesus não ter se encarnado e morrido na cruz apenas por uma classe social, mas por todos os pecadores(as). Destarte, de haver o Kerígma com a pregação e depois a Catequese, contudo, não pode ser apenas uma comunidade que anuncia, mas que não vive. Por isso tem que ser também diaconal, praticando o amor que tanto testemunha. E, finalmente, ao tentar praticar o amor e o cuidado, precisa fazê-lo, de forma que os verdadeiros carentes sejam atendidos e os aproveitadores identificados e exortados. Isso chama-se justiça! Kerigma, Catequese, Koinonia, Diaconia, Mordomia, e por fim a Martiria, quando aqueles que foram alcançados por todas estas etapas, são capazes de viver e testemunhar sua fé até a morte! Bela combinação a ser resgatada neste tempo pela Igreja.

 

 



CONTEÚDO INICIÁTICO DA RCC NOS 8 MÓDULOS DA FORMAÇÃO BÁSICA DA ESCOLA PAULO APOSTOLO



 

 


 


Apostila: "O GRUPO DE ORAÇÃO"

 

 

 

 

O que é um grupo de oração? Como deve ser organizado e conduzido? Como usar os carismas no grupo de oração como recomenda a Santa Igreja? O que são os três momentos do grupo de oração? Núcleo de Serviço, Reunião de Oração e Grupo de Perseverança? Como deve ser a pregação dentro do grupo de oração? O que é Querigma? A importância do tema e rehma dentro da reunião de oração? Quais são os ministérios e sua importância dentro do grupo de oração? Onde e quando podem acontecer os grupos de oração? Qual foi o primeiro grupo de oração na história da Igreja Católica.O conteúdo dessa apostila tem como base a Sagrada Escrituras, Doutrina da Igreja, Tradição da igreja, documentos como o Catecismo da Igreja Católica,Cristhifidelis Laici, documentos da CNBB, Concílio Ecumênico Vaticano II entre outros com aprovação eclesiástica .Esse módulo é composto por 6 ensinos:

 

 

1.     O Grupo de Oração

2. A Reunião de Oração: Conceito, Finalidades e Características

3.     Os Serviços na Reunião de Oração

4.     Preparação e Condução da Reunião de Oração

5.     Elementos da Reunião de Oração

6.     O Grupo de Perseverança

 

 

 

 

Apostila: "O CHAMADO DE TODO BATIZADOS A SANTIDADE"

 

 

 

 

Tem-se a idéia de que ser santo é algo que está tão distante de cada um de nós e está reservado apenas para alguns padres e, ou, religiosos, ou santidade não existe ou é impossível nos dias de hoje. Nessa apostila vemos que Deus chama a todos a santidade, e apresenta os caminhos para buscar essa santidade como: As bem aventuranças, a busca pelos sacramentos, a pratica da caridade, os frutos do Espírito Santo. Nessa apostila estudamos que a santidade só é possível pela graça de Deus e pelo auxílio do Espírito Santo que nos santifica.

 

 

 

Apostila: "LIDERANÇA EM SERVIÇO NA RCC"

 

 

Esse módulo é composto por 8 ensinos:

 

 

1.     Simão Pedro e Paulo Apóstolo

2.     Liderança

3.     O Líder Cristão

4.     As Duas Dimensões da Liderança

5.     O Líder a Serviço

6.     Apostolado, Compromisso e Santidade

7.     As Tentações do Líder

8.     O Desânimo e a Improvisação

 

 

 

 

Apostila: "A IGREJA"

 

 

 

IGREJA é o tema do sétimo encontro do Módulo Básico da Escola Permanente de Formação. Esse módulo é composto por 6 ensinos:

 

 

1.     Aspectos Gerais da Igreja

2.     A Economia Sacramental

3.     Visão Histórica da Igreja

4.     A Igreja no Século XX

5.     Estrutura e Organização da Igreja

6.     O Leigo Comprometido

 

 

 

Apostila: "A DOUTRINA SOCIAL"

 

 

 

Esse módulo é composto por 8 ensinos:

 

 

1.     O Ensino Social no Antigo Testamento

2.     O Pensamento Social do Novo Testamento

3.     Evolução do Pensamento Social na História da Igreja

4.  A Rerum Novarum e sua Atualização no Contexto Histórico

5.     Desenvolvimento Sócio Político e a Construção da Paz

6.     O Desenvolvimento Solidário da Humanidade

7.     O Trabalho Humano: Laborem Exercens

8.     Nova Ordem: Centesimus Annus

 

 

 

APOSTILAS DE FORMAÇÃO HUMANA DA RCC:

 

 

 

Apostila  1: "ENCONTRO COM DEUS"

 

 

 

(1 João 4,19: "Ele nos amou primeiro")



ENCONTRO COM DEUS é o tema do primeiro encontro do Módulo Formação Humana da Escola Permanente de Formação da RCC.Esse módulo é composto por 6 ensinos:

 

 

1.     Senhorio de Jesus

2.     Renúncias necessárias no seguimento de Cristo

3.     O Amor de Deus

4.     Sobre o sentido do Sofrimento

5.     Dimensões do Amor humano

6.     Perdão

 

 

 

 

Apostila  2: "ENCONTRO COMIGO MESMO"

 

 

 

 

ENCONTRO COMIGO MESMO é o tema do segundo encontro do Módulo Formação Humana da Escola Permanente de Formação da RCC. Esse módulo é composto por 6 ensinos:

 

 

 

1.     Necessidades e Carências

2.     As emoções humanas

3.     Motivação

4.     Condicionantes de Vida

5.     O Poder das Palavras

6.     Auto-imagem e Auto-estima

 

 

 

 

Apostila  3: "ENCONTRO COM OUTROS"

 

 

 

 

ENCONTRO COM OS OUTROS é o tema do terceiro encontro do Módulo Formação Humana da Escola Permanente de Formação da RCC. Esse módulo é composto por 6 ensinos:

 

 

1.     Sobre o acolhimento Cristão

2.     Frustração e Conflito

3.     A Linguagem dos Sentimentos

4.     Relacionamentos Próximos

5.     Cura nos Relacionamentos

6.     Relacionamentos Renovados

 

 

Fonte:http://www.escolapauloapostolocuritiba.com/p/blog-page_22.html

 

 

 

O que é o Itinerário Formativo “CAMINHO DA PAZ” DA COMUNIDADE CATÓLICA SHALOM?

 





“O Ressuscitado que passou pela cruz, que nos comunica o seu Espirito, nos dá a sua paz e nos envia aos Tomés de hoje”

 

 

 

 

A LOGOMARCA: O logo do Caminho da Paz vai explicar o Itinerário Espiritual que cada pessoa irá viver, dentro do mistério Cristológico da vocação Shalom:

 

 

1 - A mão e o lado aberto Simbolizam a experiência de Tomé (o homem de hoje) com Cristo, O Ressuscitado que passou pela cruz.

 

 

 

 

2 - A pomba Simboliza o Espírito Santo. A experiência com o Ressuscitado que nos comunica seu Espírito. A experiência do Espírito Santo.

 

 

 

 

3 - O fogo nas asas da pomba: o fogo do Espírito! A efusão do Espírito Santo! “Então lhes apareceu algo como de línguas de fogo” At 2,3

 



“Quando Jesus Ressuscitado apareceu aos discípulos no cenáculo, sua primeira palavra foi ‘Shalom’ (…) Naquele dia, que é o dia que o Senhor nos fez, Jesus deu aos seus discípulos acesso ao caminho da Paz” (Carta à Comunidade). 

 


 

 

Caminho da Paz é o itinerário formativo dos "membros de grupos de oração da Obra Shalom". Por meio da apresentação de conteúdos e da aplicação de recursos específicos, busca conduzi-los, desde a experiência inicial com Jesus, à maturidade da fé, da santidade e do testemunho radical do Evangelho. O Caminho da Paz nasce junto com a experiência fundante da Comunidade Católica Shalom, sua inspiração e primeiros passos. Já nas primeiras atividades realizadas pela Comunidade, sempre marcadas pela ousadia e criatividade em anunciar Jesus, as pessoas faziam uma intensa experiência com o amor de Deus, que gerava reconciliação e mudança de vida. Era a graça, “a fonte de bênçãos divinas, uma fonte muito visível do Seu Amor (…) de segurança nos caminhos do Senhor” que se manifestava e formava um povo novo (Escrito No Coração da Obra).Essa experiência se aprofundava e dava movimento à obra nascente: o contato com Jesus Cristo gerava conversão profunda, ardor e alegria em anunciá-lo, levando a pessoa evangelizada a tornar-se testemunha de que o Ressuscitado que passou pela cruz concede a cada homem e a toda a humanidade o perdão e a paz. Ao longo dos anos, esse movimento ganhou rosto, fases e conteúdos, definindo-se assim o Caminho da Paz.

 

 

 

O Caminho da Paz abrange cinco dimensões formativas:

 

 

1)-Dimensão Espiritual: representa a totalidade da experiência no grupo de oração, tendo em vista que a contemplação no Carisma Shalom não se restringe a momentos pontuais de oração. Diz respeito ao relacionamento com Deus através de recursos oferecidos pela Igreja e pelo Carisma: oração pessoal e comunitária, estudo bíblico, zelo pelos sacramentos, amor à Eucaristia e à Virgem Maria, louvor, penitência, vivência dos tempos litúrgicos, fraternidade e exercício do apostolado.

 

 

 

2)-Dimensão Bíblica: fundamenta e norteia a caminhada segundo a Palavra de Deus.


 






3)-Dimensão Humana: intensifica as experiências de fraternidade, o sentimento de pertencimento à Obra Shalom e a vivência do Evangelho por meio do grupo de partilha e do acompanhamento feito pelo coordenador do grupo de oração.

 

 

 

4)-Dimensão Doutrinária: privilegia o conhecimento da Doutrina da Igreja e seu aprofundamento na vida cotidiana e na oração.

 

 

 

5)- Dimensão Missionária: destaca os elementos que despertam e incentivam o compromisso com o engajamento na Obra e o envio missionário.

 

 

 

FASES DO ITINERÁRIO FORMATIVO DO CAMINHO DA PAZ: 

 

 

 

 

1ª FASE: Kerigma - Para complementar o conteúdo das formações, é utilizado o livro de estudo bíblico “Enchei-vos”, que segue o método da lectio divina. Complementando o “Enchei-vos”, é orientada a leitura de “E vós, quem dizeis que eu sou?”, que narra a experiência pessoal do fundador da Comunidade, Moysés Azevedo, com o amor de Deus.

 

 

2ª FASE: Filoteia - A oração pessoal nessa fase será fomentada pelo conteúdo do caderno “Amizade com Deus” e do livro “Louvor Brasa-Vida”. O estudo bíblico “Felizes os que ouvem a palavra de Deus” é meio eficaz de crescimento na intimidade com Deus através da descoberta de sua Palavra.

 

 

3ª FASE: Metanoia - O processo da segunda conversão é aprofundado através da leitura oracional dos Evangelhos sinóticos com o estudo bíblico “Luz para os meus passos I e II”. A oração pessoal é orientada pelo caderno “Caminho de conversão”. Recomenda-se a leitura dos Escritos da Comunidade, textos inspiradores da espiritualidade Shalom.

 

 

4ª FASE: Koinonia - Seguindo o método da lectio divina, é orientada a leitura do último volume do estudo bíblico Luz para os meus Passos, que aborda o Evangelho de São João e o livro do Apocalipse. Tecendo o Fio de Ouro fomenta a oração pessoal e o estudo bíblico durante dois meses. É recomendado também o livro “Mestre, o que devo fazer?”, sobre o Decálogo.

 

 

5ª FASE: Martiria - Essa fase orienta a leitura das cartas de São Paulo através do estudo bíblico “Espada de dois gumes” I e II, no método da lectio divina. “Obra Nova – Caminho de e para a felicidade” também, é indicado para aprofundar o conhecimento sobre a Vocação Shalom.

 

 

 

 

Fonte: http://www.comshalom.org/o-que-e-2/

 

 

 

DOC 107 da CNBB: “Iniciação à Vida Cristã: Itinerário para formar discípulos missionários”

 

 


 

Síntese do Documento 107 da CNBB:

 

 

“Anunciar Cristo significa mostrar que crer nele e segui-lo não é algo apenas verdadeiro e justo, mas também belo, capaz de cumular a vida de um novo esplendor e de uma alegria profunda, mesmo no meio das provações.” (Papa Francisco)

 

 

 

 

OBJETIVO GERAL DO DOC. 107 Evangelizar, a partir de Jesus Cristo, na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, á luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo.

 

 

 

APRESENTAÇÃO -  INTRODUÇÃO

 

 

 

O Doc. 107 – Iniciação à vida cristã: itinerário para formar discípulos missionários - foi aprovado na 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Por ocasião dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida; Expressa o caminho que a Igreja no Brasil percorre, iluminada pela Palavra de Deus e pelo Documento de Aparecida. Uma reflexão para estimular a Missionariedade na Igreja no Brasil;

 

 

 

 

INICIAÇÃO A VIDA CRISTÃ

 

 


 

A IVC é um itinerário. Um caminho de pertencimento.A pessoa é iniciada na vida de Cristo: no seu modo de viver, de pensar, de agir...Um caminho para conhecer e seguir os passos de Jesus; Um caminho de Maturidade na fé; Uma proposta para ser discípula, aprendiz, seguidora; O mestre é Jesus. Um processo de Cristificação, como diz Paulo “Já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim”; Uma vida toda para ser revestido de Cristo, até Ele se tornar tudo em todos; Ser iniciado na vida de Cristo, desperta para a missão; Iniciação à Vida Cristã: Itinerário para formar discípulos missionários. Toda pessoa que segue Jesus anuncia a beleza e a alegria profunda de viver como Cristo viveu; O discípulo, atraído pela beleza do seguimento, torna-se um iniciador de outros na vida de Cristo; É um novo viver que requer um processo de passos de aproximação, mediante os quais a pessoa aprende e se deixa envolver pelo mistério amoroso do Pai, pelo Filho, no Santo Espírito.A vida cristã desperta para novas relações e ações, transformando a vida na dimensão pessoal, comunitário e social. A vida Cristã é um projeto de vida.

 

 

 

A URGÊNCIA DE UM NOVO PROCESSO DE INICIAÇÃO A VIDA CRISTÃ

 

 

 

A IVC renova a vida comunitária e desperta seu caráter missionário. Isso requer novas atitudes evangelizadoras e pastorais. É a Igreja sempre em movimento, em construção e em renovação. É necessário pensar e construir um novo paradigma pastoral. É exigência do nosso tempo. Não podemos dar respostas antes de ter escutado as perguntas. Neste processo, a Palavra de Deus é essencial. Recuperação do RICA (Ritual de Iniciação a Vida Cristã dos Adultos) - A importância de uma catequese com inspiração catecumenal. Buscar novos caminhos pastorais; Formar discípulos conscientes, atuantes e missionários. A opção religiosa é uma escolha pessoal. Hoje, se evangeliza “por atração”.Novas disposições pastorais: perseverança, docilidade à voz do espírito, sensibilidade aos sinais dos tempos, escolhas corajosas e paciência. Iniciação à Vida Cristã: Itinerário para formar discípulos missionários

 

 

 

CAPITULO I Um Ícone Bíblico: "Jesus e a Samaritana" (Jo 4, 5-42)

 

 





O texto da samaritana nos mostra como um encontro com Jesus muda a própria vida e atinge outras vidas, porque quem descobre essa presença salvadora não a guarda para si, vai levá-la a outros.

 

 

 

PRIMEIRO PASSO: O ENCONTRO (Jo 4, 7): “era preciso” 4,4 – a expressão aponta para um desígnio de Deus. Deus quer que seu filho passe pela Samaria, justamente pela região em que viviam os considerados distantes do verdadeiro culto ; “poço” – desde o antigo testamento, é um lugar de encontros que suscitam belas experiências de comunhão amorosa;  “dar-me de beber” - Jesus se apresentou com sede, dar de beber era símbolo de acolhimento. A sede de Jesus é o seu desejo de nos ver seguindo seu caminho.

 

 

 

SEGUNDO PASSO: O DIÁLOGO (Jo 4, 10): São muitos as Barreiras: sociais, culturais, religiosas e políticas presentes no encontro de Jesus e a mulher samaritana. Disposição de Jesus em dialogar com a Samaritana, superar as distâncias; Jesus apresenta três grandes possibilidades à Samaritana: o Dom de Deus; a água viva; e quem naquele momento oferece a graça Iniciação à Vida Cristã: Itinerário para formar discípulos missionários - “conhecer” – muito mais do que saber, é experienciar, é viver o encontro pessoal, é deixar-se marcar pela presença da pessoa encontrada.  “dom de Deus” – associado a água viva. A “água” – na tradição bíblica tem um simbolismo muito rico: além de restaurar, purifica, produz frutos, faz lembrar o espírito de Deus, simboliza também a salvação. O próprio Deus é apresentado como fonte de água viva (Jr 2,13)

 

 

 

TERCEIRO PASSO: CONHECER JESUS (Jo 4, 14): “Quem beber da água que eu darei, nunca mais terá sede” - “água viva” – que atenda nossa verdadeira sede de estar com Deus. Isso só acontece em um encontro pessoal com Jesus; a água que Jesus oferece é dada gratuitamente; água do poço – estagnada, sem vida, sem dinamismo;  água da fonte – abundante, transbordante, em movimento; quem aceita a “água viva” também se torna fonte;  a samaritana descobre que para receber da “água viva”, é preciso tomar consciência dos próprios descaminhos, das infidelidades e dos pecados; o encontro com Jesus promove mudança de vida, conversão; Jesus apareceu na história daquela mulher como a nova fonte, fonte de uma nova água.

 

 

 

QUARTO PASSO: A REVELAÇÃO (Jo 4, 26): “sou eu que estou falando contigo” -  na fala de Jesus, a samaritana interpreta sua história na perspectiva da misericórdia de Deus. Não havia condenação, não havia juízos ante seus erros.  Para Jesus, é fundamental dar novo passo. Nas palavras de Jesus, Deus recebe um novo nome: Pai (Jo 4, 21). Jesus prepara o ambiente, o clima, as condições para que se identificasse e se revelasse: “sou eu que estou falando contigo” (Jo 4, 26). O que antes era para a samaritana esperança messiânica, agora é presença, é pessoa encontrada. O cântaro perde a importância, apontava para um cotidiano escravizador; Iniciação à Vida Cristã: Itinerário para formar discípulos missionários.A samaritana descobrira que sua fonte de vida não vem do poço, mas de Jesus, que se aproximara e se deixara encontrar - “sou Eu” – Deus libertador (Ex 3, 14) – uma nova história de liberdade.

 

 

 

QUINTO PASSO: O ANÚNCIO (Jo 4,29): “Vinde ver (...) não será ele o Cristo?” -  o que a mulher samaritana comunica aos seus é resultado de uma experiência viva e pessoal; • “vir” e “ver” – apresentam uma verdade de fé, possível de ser conhecida somente através da experiência. O conhecimento dela sobre Jesus estava apenas no início, mas ela já sentia o desejo de propor a outros a mesma experiência.

 

 

 

 

SEXTO PASSO: O TESTEMUNHO (Jo 4,42): “Nós mesmo ouvimos e sabemos (...) é verdadeiramente o salvador do mundo” - A fé em Jesus nasce de um encontro com Ele, mas tudo começou com um testemunho.  Jesus permaneceu com eles dois dias. “permanecer” – indica continuidade, indispensável na alimentação da fé. O encontro pessoal é a base da fé que gera um processo de contínuo crescimento. Experiência de fé partilhada: a samaritana apresenta Jesus aos seus, a comunidade a ajuda no processo de reconhecê-lo como o Salvador do mundo. Lentamente a samaritana vai descobrindo quem é Jesus. no início ele era simplesmente “um judeu” (Jo 4, 9), depois ela descobre que é “um profeta” (Jo 4, 19), depois o próprio Jesus revela que é o “Messias” (Jo 4, 26), no final os samaritanos o reconhecem como “Salvador” (Jo 4, 42).

 

 

 

 

 

 

CAPITULO II - APRENDER DA HISTÓRIA E DA REALIDADE (VER )

 

 

 

 

A Igreja é chamada hoje a promover um novo encontro luminoso, um novo diálogo, com novos interlocutores. Não estamos partindo do zero. Há um passado que pode impulsionar-se a buscar constantemente novos caminhos. A “mudança de época” conforme caracteriza o Documento de Aparecida afeta os critérios de compreensão, os valores mais profundos. A salvação cristã é vida concreta, existência cotidiana, relação pessoal com Deus e com os irmãos e irmãs. A salvação é também libertação do pecado, das injustiças e das limitações humanas.

 

 

 

CAMINHO HISTÓRICO:  Jesus formou discípulos e discípulas, instruindo-os com sua original atitude de acolhida, compreensão, valorização das pessoas, principalmente dos marginalizados. Formação progressiva dos primeiros discípulos –

 

 

 

-Primeiro anúncio (querigma) – a vida de Jesus, sua pessoa, sua mensagem, sua missão e seu momento culminante de morte e ressurreição;  Igreja Antiga – estruturou um processo de iniciação a novos membros, inserindo-os na comunidade eclesial, para celebrar a fé e assumir a missão. Este processo é o catecumenato: um itinerário específico de iniciação, a preparação, prioritariamente de pessoas adultas que tinham manifestado o desejo de assumir a “fé da Igreja”.

 

 

 

-Igreja Medieval – “cristandade” – um cristianismo herdado, transmitido como tradição familiar e social. Uma catequese da piedade popular; A cristandade influenciou a formação de muitas pessoas. Respondeu aos desafios de seu tempo, dedicando-se à dimensão doutrinal da catequese. Mas, hoje, o mundo tornou-se diferente, exigindo novos processos para a transmissão da fé e para o discipulado missionário. (n. 46)

 

 

-Igreja na Idade Moderna – Concílio de Trento (1544-1563) – catecismo – centrado no conhecimento da doutrina da fé, na instrução moral e na celebração dos sacramentos. Não estamos começando do zero. Caminho já percorrido.

 

 

 

CONCÍLIO VATICANO II (1962-1965) - Procurar novos caminhos para a transmissão da fé, em nosso tempo. Ler os sinais dos tempos e escutar o Espírito que está em ação no mundo. Restauração adaptada do catecumenato (RICA).

 

 

 

Documentos importantes para refletir a ação catequética pós-concilio. Acervo documental universal:

 

 

-Diretório catequético geral (1971);

 

 

-Ritual da iniciação cristã de adultos (1973);  

 

 

-Catechesi tradendae (1979);

 

 

-Catecismo da igreja católica (1992);

 

 

-Diretório geral para a catequese (1997);  

 

 

-Compêndio do catecismo da igreja católica (2005).

 

 

 

Acervo documental na Igreja no Brasil

 

 

 

-Catequese renovada (1983);

 

 

-Diretório Nacional de catequese (2006);

 

 

-Iniciação a Vida Cristã (Estudo CNBB 97, 2009);

 

 

-Comunidade de comunidades, uma nova paróquia (Doc. 100, 2014);

 

 

-Itinerário Catequético (2014);

 

 

 

-Dois documentos de 1974: Pastoral da Eucaristia e Pastoral dos Sacramentos da Iniciação a Vida Cristã. Assumir a urgência da iniciação à vida cristã é tarefa de toda a comunidade eclesial e não desta ou daquela pastoral. Para que o anúncio do Evangelho aconteça, é necessária a devida atenção aos desafios da realidade. Economia de exclusão;  Idolatria do dinheiro; Cultura do provisório;  Proliferação de novos movimentos religiosos fundamentalistas; Perda do compromisso comunitário; Espiritualidade sem Deus; Perda de sentido - Relativismo moral; Fragilidade dos vínculos familiares; Pastoral de manutenção – catequese sacramentalista; Desconhecimento do RICA.

 

 

 

Estar em constante movimento de saída. Não nos apegarmos em modelo único e uniforme. Cultivar a mística do encontro, fazendo que os interlocutores sejam auxiliados não tanto a ouvirem e falarem sobre Deus, mas sim, a ouvirem e falarem com Deus.

 

 

 

CAPITULO III DISCERNIR COMO IGREJA (ILUMINAR)

 

 

 

-A Iniciação a Vida Cristã é uma urgência na ação evangelizadora; A IVC se fundamenta na Palavra de Deus e na Liturgia. A comunidade eclesial é o lugar da IVC e da educação da fé dos adultos, jovens, adolescentes e crianças. A IVC precisa ser assumida com CORAGEM, DECISÃO e CRIATIVIDADE.

 

 

 

-A INICIAÇÃO A VIDA CRISTÃ COM INSPIRAÇÃO CATECUMENAL: A missão de iniciar na fé coube, na Igreja antiga, à liturgia e à catequese. Tudo acontecia em um clima de espiritualidade, oração, celebrações e ritos, em um clima mistagógico. Resgate adaptado do catecumenato. A ênfase deve ser colocada mais no “espírito catecumental” do que em um esquema formal. Reatar a união entre liturgia e catequese. É preciso redescobrir a liturgia como lugar privilegiado de encontro com Jesus Cristo. O Vaticano II propõe a experiência catecumenal, a ser adaptada com características adequadas ao nosso tempo.

 

 

 

CAPITULO IV PROPONDO CAMINHOS (AGIR)

 


 

Projeto Diocesano de Iniciação à Vida Cristã. Um projeto que busque promover a renovação das comunidades paroquiais; Não se trata de fazer apenas “reformas” na catequese, mas de rever toda a ação pastoral, a partir da Iniciação à Vida Cristã. Iniciar é um processo muito mais profundo do que ensinar. Não visar somente à preparação aos sacramentos. Evitar que a recepção dos sacramentos seja o ponto final da catequese. Sob inspiração do RICA, propor itinerário que avance por etapas e tempos sucessivos. Organizar um novo tipo de preparação dos pais e padrinhos do batismo e de crisma que contemple o processo catecumenal. Priorizar a IVC com adultos. Integração com a liturgia. Preparação dos Ritos e celebrações. Os candidatos adultos que vão receber os três sacramentos de iniciação cristã devem fazê-lo preferencialmente na Vigília Pascal. Criação de uma Coordenação Paroquial de Iniciação a Vida Cristã. O ponto de partida desta conversão missionária é o Sair.

 

 

 

-Propor o QUERIGMA. Iniciação à Vida Cristã: Itinerário para formar discípulos missionários O objetivo principal do projeto será desenvolver um processo que leve a uma maior conversão a Jesus Cristo, forme discípulos, renove a comunidade eclesial e suscite missionários que testemunhem a fé na sociedade. O projeto contemplará:

 

 

-Centralidade da Palavra de Deus

 

 

-Inspiração catecumenal

 

 

Uma Igreja em saída Na elaboração do projeto de Iniciação a Vida Cristã, é importante:

 

 

 

1. O fundamento da Palavra de Deus;

 

 

2. A unidade entre os sacramentos do batismo, da crisma e da eucaristia;

 

 

3. Seja promovido a integração entre liturgia e catequese;

 

 

4. A catequese catecumenal contemple todas as dimensões de uma pastoral de conjunto;

 

 

5. O conselho presbiteral e o conselho diocesano de pastoral sejam ouvidos;

 

 

6. Formação das pessoas e a aquisição de materiais didáticos, bem como a organização de espaços adequados para os encontros.

 

 

7. A iniciação a fé cristã vai além da mera instrução na fé;

 

 

8. A colaboração entre as comunidades da mesma paróquia e entre paróquias;

 

 

9. Desescolarizar a catequese. Espaço adequado para realização do encontro de catequese 10. Pedagogia catecumenal requer conhecer a realidade do catequizando trazida por ele mesmo, dar voz às suas experiências, ouvi-lo atentamente.

 

 

 

Metas do processo de Iniciação a Vida Cristã:

 

 

 

-Aprofundar a temática da iniciação à vida cristã com os presbíteros, diáconos, consagrados e seminaristas;

 

 

 

-Oferecer formação bíblico-teológica e metodologia de inspiração catecumenal para o laicato;

 

 

-Refletir o tema com os coordenadores;

 

 

-Promover a unidade dos três sacramentos da iniciação cristã;

 

 

-Realizar a revisão do processo formativo, para evitar que a recepção dos sacramentos seja o ponto final da catequese.

 

 

-Priorizar a iniciação à vida cristã com adultos; Apresentar uma proposta comum sobre a idade mais propícia para iniciar o itinerário catequético;

 

 

-Organizar um novo tipo de preparação dos pais e padrinhos de batismo e crisma;

 

 

-Mostrar os compromissos que se assumem em cada sacramento, na dimensão pessoal, social e comunitária;

 

 

-Organizar o planejamento da iniciação à vida cristã;

 

 

-Garantir recursos dos fundos diocesano e paroquial destinados ao desenvolvimento da iniciação à vida cristã.

 

 


 

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Neste Apostolado APOLOGÉTICO (de defesa da fé, conforme 1 Ped.3,15) promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim" (João14, 6).Defendemos as verdade da fé contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha a verdade, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por ela até que Ele volte(1Tim 6,14).Deus é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade. Este Deus adocicado, meloso, ingênuo, e sentimentalóide, é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomás de Aquino).Este apostolado tem interesse especial em Teologia, Política e Economia. A Economia e a Política são filhas da Filosofia que por sua vez é filha da Teologia que é a mãe de todas as ciências. “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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