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Relato de minha experiência infiltrado em grupos de esquerda na internet

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 8 de fevereiro de 2022 | 14:23

 

 


 

 

Infelizmente, somos governados, hoje, pela polarização entre extremos, que discordam no conteúdo mas se igualam na forma. Via muitas críticas aos grupos de direita, então resolvi me infiltrar em alguns grupos de esquerda. Não postava nada, apenas ficava observando o conteúdo. São mesmas ausências de empatia e a vontade de impor sem contestações sua visão de mundo que encontramos em outros grupos polarizados como Católicos e Protestantes - A diferença é a tendência ao uso da violência como instrumento de punição aos “impuros” é a característica marcante nestes grupos, fazendo com que o observador externo, por vezes, não saiba reconhecer quem é pior ou melhor no jogo de autoritarismo. Algumas teses, popularizadas em redes sociais, buscavam explicar o fenômeno de forma gráfica, quase anedótica. É o caso da teoria da ferradura, de Jean-Pierre Faye, que redesenha a linha unidimensional esquerda-direita na forma de um “U” invertido, onde os extremos de cada lado, ainda que não se toquem, são mais próximos um do outro do que do centro da representação política, e realmente comprovei isto! Aplicam violência e autoritarismo em escala desproporcional, praticam o culto personalista ao líder de ocasião e tratam o adversário político — o “nazi- fascista- capitalista” como razão central de sua concentração de ataques impiedosos. Ambas as pontas da ferradura, capitalismo selvagem e o comunismo stalinista  foram derrotadas pelas democracias liberais ainda no século que se passou, tornando-se sombra que turva a análise dos recentes fenômenos de radicalismo que assolam este começo de século XXI. A ascensão de expressões violentas do politicamente correto — mais notadamente o fenômeno Black Lives Matter —, que espalharam caos e destruição pelos Estados Unidos, traz luz para uma nova roupa do extremismo político, profundamente identitária, anárquica e autoritária da esquerda.Como enquadrar fenômenos tão novos dentro de classificações e categorias tão velhas? As variáveis são muitas, impedindo análises simplórias de se estabelecer. Mas com base em algumas pistas óbvias, como o comportamento antissocial das militâncias e certa dose de psicopatia de suas lideranças, alguns pesquisadores conseguiram chegar a resultados assustadores sobre o radicalismo de certa forma esquerdopata. É o que mostra um estudo conduzido por Jordan Moss e Peter J. O’Connor, da Queensland University of Technology, em Brisbane, na Austrália. No estudo, os pesquisadores adotaram uma metodologia diferente. Analisaram militantes políticos de três vertentes radicais:

 

 

-PCA, ou “politicamente corretos autoritários”

 

 

-PCL, ou “politicamente corretos liberais”

 

 

-WI, ou White Identitarians (brancos identitários)

 

 

Na pesquisa, ao invés de analisar a natureza de suas posições, os pesquisadores trouxeram outro enfoque: resolveram avaliar os traços da “Dark Triad” (tríade negra) de comportamentos antissociais nos entrevistados pelo estudo. E o que seria tal tríade? Em tradução livre, na palavra dos pesquisadores: Dada a natureza extrema destas atitudes políticas e seu possível papel em comportamentos agressivos em protestos, nós exploramos sua associação com os traços de personalidade da 'Tríade Negra’ - Tal tríade inclui três dimensões sombrias da personalidade (maquiavelismo, narcisismo e psicopatia) que não são capturadas com eficácia pelos esquemas pré fabricados de nosso informativo mainstream.O estudo observou, com validação estatística e metodológica, que tanto os “politicamente-corretos autoritários” quanto os não politicamente corretos, possuem traços significativos de narcisismo, maquiavelismo e psicopatia, tendendo a naturalizar o controle autoritário sobre o comportamento social alheio e expressar de forma excessiva seus impulsos personalistas. A novidade do estudo é que, pela primeira vez, a impressão natural que todos temos sobre radicais políticos serem “a mesma coisa”, não importa a linha ideológica, encontra base científica para se estabelecer. Isso ajuda a entender os mecanismos internos que fazem com que indivíduos com traços de perversidade se identifiquem tanto com causas e bandeiras tanto de direita como de esquerda, e lideranças psicopáticas, que tem a incrível habilidade de ativar o que há de pior na psique de seus seguidores.  

 

 




Durante alguns meses estive infiltrado em vários grupos de esquerda tanto no Zap, Telegram e Facebook - Minha intenção desde o início era apenas escutar; de um lado porque nos parece um atributo caro nos últimos tempos, por outro, porque nenhum dos meus argumentos teria ressonância naqueles espaços. Foram dias intensos, de estômago embrulhado, precisando ter sangue de barata para suportar tudo aquilo! Mesmo munido e ciente de todas as informações referentes aos grupos esquerdistas defensores de teorias da conspiração, e teses as mais absurdas possíveis! Realmente assusta o número e perfil de integrantes desses grupos! Os Jargões são repetitivos e maçantes, o engajamento é alto se pensarmos sobretudo o gasto de energia que aquilo envolve. É impossível, já adianto, propor qualquer análise política ou debate nesses grupos, não se trata de um projeto político discutido ou mesmo uma pauta ideológica estabelecida por um consenso teórico. "É tudo um monte de merda jogada no ventilador!" Puro ódio revanchista, que recebe agora uma pseudojustificação, rotulada de "ÓDIO DO BEM" - A massa ensandecida responde com emojis correspondentes. Numa pesquisa breve de alguns perfis que me chamaram mais atenção, é possível ir em um lugar bem comum dessa investigação: a figura do membro é toda ela um acúmulo de frustrações, e elas são das mais diversas ordens. Perfis que variam de pessoas de meia idade, funcionários públicos, jovens com dificuldade de relacionamento, viciados em drogas, muitos homossexuais e LGBTQS, dispostos a tudo para impor suas ideias e comportamentos.

 

 



Tudo isto é o subproduto de uma crise geral de representatividade, mas atiçada em sua pior faceta. É o subproduto de um avanço da pautas feministas e progressistas radicais, pouco se importando com as consequências, que pega em cheio aqueles(as) revoltadinhos(as) que vê uma castração total de suas expectativas, sendo possível ser feliz num mundo regado a sexo, drogas e Rock Hall - É o subproduto de um avanço das políticas de  vantagens e "direitos" sem a contrapartida dos deveres. São urros e aprovações, sem  argumento nenhum ao dia seguinte destas revoluções igualitárias! Em um espaço de uma hora, tem perfis que emitem cerca de 250 mensagens, todas elas carregadas de uma raiva visceralmente descomunal a quem é de direita, centro, ou o escambal que pense diferente - Fico a pensar se sentem algum remorso na rotina dessas pessoas: Desde ter que dar aquele “bom dia” irônico a algum colega de trabalho,vizinho, etc. de direita, ou até seu patrão, e logo mais começa a se nutrir e a reproduzir uma série de informações odiosas: “olha como os Nazi-facistas estão crescendo!; “mulher branca diz que todos os negros devem voltar para África! -  Casal hétero vomita em lanchonete após ver um casal gay se beijando” – Logo após a postagem os comentários acontecem: “Porco homofóbico!" - Outro arremata: "Pessoas assim não podem viver em sociedade, devem ser eliminadas!”, o que é logo curtido e aplaudido pelos demais membros.  Vai se criando uma atmosfera de ataque a valores perenes, sempre de maneira direta e agressiva, em que qualquer postura odienta seja justificada como uma necessária defesa de seu ponto de vista. É muito delicado, e complicado tentar conversar racionalmente nestes grupos – Reconheço que há erros fundamentais cometidos também pela direita que levaram a esta polarização. Há uma descrença perigosa, no mundo como um todo, em relação à classe política, há as formas cínicas de lideranças se vestirem de cordeiro, e isso tudo explica uma parte desse engajamento. 






Mas o que há de mais bruto e mais baixo em suas lideranças, infelizmente, repercute exponencialmente nestes grupos de esquerdistas fanáticos. A intenção nestes grupos esquerdistas parece ser muito mais a de desconstruir todas as certezas para articular um mundo possível movido unica e exclusivamente por seus afetos progressistas mirabolantes, tendo como pano de fundo a revolução francesa (que levou quem pensava diferente a guilhotina, o fenômeno parece se repetir) - É como se alguém mal-intencionado tivesse lido Foucault e Maquiavel e agora os usa a seu favor. Percebi em todos estes grupos nos quais estive infiltrado que:

 

•Escolhe-se um tema, ou um inimigo mortal por vez;

 

•Criam-se notícias falsas em uma quantidade e frequência tão grandes que seria impossível desmenti-las por métodos tradicionais;

 

•As notícias surgem simultaneamente em diversos canais de comunicação (mesmo que todos sejam de péssima credibilidade);

 

•Constrói-se a narrativa com base em alguns elementos reais, mas distorcendo-os de modo a gerar confusão e impedir a crítica.

 

 

A desinformação é perigosa. É obviamente uma estratégia política inescrupulosa. O que precisamos entender é que não estamos lidando com uma coisa simples como um “gabinete do ódio” e menos ainda com grupos que se reuniram por acaso. Eles estão organizados, só não possuem uma gestão centralizada. Os “hubs” de desinformação simplesmente sabem o que fazer. A viralidade dos discursos de ódio é muito potente nestes grupos de esquerda.Então o que vemos nestes grupos é que não há como suas lideranças e seus gurus sair-se mal discursivamente. Eles podem mentir, voltar atrás na mentira, falar outros absurdos e assim mesmo serão defendidos ferozmente por essa gente da bolha.A verdade, se é que existe, não se produz sozinha, mas é uma “atividade” no sentido forte da palavra. Então o que eu diria é que, independentemente de representar melhor ou pior o real, para estes esquerdistas a realidade precisa ser construída. 







Estes grupos são horríveis, mas constroem um mundo utópico para habitar. Precisaremos produzir alternativas melhores e mais comum a todos! Vale neste mundo o cinismo, pois além de saberem que espalham desinformação, sabem que a direita servirá como uma caixa de ressonância que fará ecoar enlouquecidamente os despautérios que criam. Eles entenderam que nesta época de youtubers e reality shows, o que pesa é o show muito mais do que a realidade. O que importa é "CAUSAR" - Sua autenticidade é forjada e nem por isto deixa de ser potente em um mundo que carece tanto de coisas autênticas e valores conservadores que sustentaram a humanidade até aqui. Quando falo que o Brasil vive uma crise de representação, além do sentido da democracia representativa, penso no pós Bolsonaro, o que nos restará? E quem nos representará? Acho que precisamos deixar de lado as tentativas inocentes e estéreis de tentar “traze-los para a realidade”. Por mais que julguemos que nosso mundo corresponde melhor ao “real”, ele vale tanto quanto o seu poder de viralizar, de contaminar. E para contaminar é preciso invadir as bolhas alheias. Veja, se tem uma coisa que fica muito clara para mim nestes grupos é que vivemos em uma guerra de informação (Infowars), e a direita nem se quer se deu conta que seu Pearl Harbor já foi bombardeado. A realidade não se defende sozinha!  Se queremos viver em um mundo que herdamos da cultura Judaico-Cristã será preciso lutar até o martírio.



 





É hora de mostrar que aprendemos alguma coisa em nossos livros e buscar estratégias melhores! Quem sabe, Invadir estes grupos com um pouco de racionalidade e o amor Cristão, pode ser um começo, não sei, estou aberto a sugestões!

 

 

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Neste Apostolado APOLOGÉTICO (de defesa da fé, conforme 1 Ped.3,15) promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim" (João14, 6).Defendemos as verdade da fé contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha a verdade, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por ela até que Ele volte(1Tim 6,14).Deus é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade. Este Deus adocicado, meloso, ingênuo, e sentimentalóide, é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomás de Aquino).Este apostolado tem interesse especial em Teologia, Política e Economia. A Economia e a Política são filhas da Filosofia que por sua vez é filha da Teologia que é a mãe de todas as ciências. “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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