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Separando Fatos de Narrativas sobre a escravidão no Brasil

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 23 de setembro de 2021 | 22:07

 

(Um negro administrando negócios no período da escravidão)



O “negacionismo histórico” da esquerda como arma política

 

 


 

Está em curso no Brasil um revisionismo histórico com base na negação e na manipulação de fatos. Há um revisionismo histórico, com fins políticos, em curso no Brasil. Ele é baseado na negação e manipulação de fatos e é promovido por integrantes da esquerda e minorias com pautas progressistas e de vanguardas ideológicas. "A História tem sido manipulada por setores da esquerda revolucionária com o objetivo principal de legitimar os seus projetos políticos. O que orienta a narrativa sobre o passado que esses grupos e indivíduos produzem não é o rigor acadêmico, nem os princípios da divulgação científica, da história pública ou do ensino de História, mas um projeto político", afirma o historiador Bruno Leal, da Universidade de Brasília.

 

 

 

Esse revisionismo histórico, baseado unicamente na deturpação de fatos, teria como alvo tudo que é percebido como uma ameaça à ideologia e pautas de vanguarda destes grupos.

 

 

 

Esse processo de deslegitimação chega a questionar os próprios métodos científicos como um paradigma de explicação da sociedade. Durante este processo de produção de uma versão distorcida da História, que é vendida ao público como sem tabus e voltada para recuperar heróis nacionais que supostamente teriam sido esquecidos, os revisionistas se apegam a uma visão historiográfica própria, e ignoram a própria complexidade histórica, cometendo o ANACRONISMO, que é uma desonestidade intelectual, pois julga o passado com a mentalidade do presente.

 

 

 

Para esses setores, mais vale uma falsa imagem passado e de seus personagens que a dor real e latente de um passado cheio de falhas, e de seus mitos idolatrados como Zumbi dos Palmares – Colocando causas e valores que os mesmos não defendiam!

 

 

 

Esses grupos entenderam que a manutenção de seus privilégios historicamente construídos depende fundamentalmente do controle da narrativa sobre o passado. O processo histórico real é muito mais complexo do que o que aparece nas narrativas esquerdizadas ideologicamente, para favorecer suas causas.

 

 

 

 

Zumbi um falso herói criado pela esquerda

 

 

 

“Zumbi, o maior herói negro do Brasil, o homem em cuja data de morte se comemora em muitas cidades do país o Dia da Consciência Negra, mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para que eles trabalhassem forçados no Quilombo dos Palmares. Também sequestrava mulheres, raras nas primeiras décadas do Brasil, e executava aqueles que quisessem fugir do quilombo”. (“Guia politicamente incorreto da história do Brasil”, LEANDRO NARLOCH)

 

 

 

O livro Escravos: a vida e o cotidiano de 28 brasileiros esquecidos pela história, de Leandro Narloch, vem justamente para abalar a versão da escravidão que se tornou quase obrigatória nas escolas e no discurso público hoje em dia. Trata-se do que podemos resumir como a versão da escravidão brasileira como “Auschwitz”, um projeto de assassínio em massa, implacavelmente racista, desprovido de qualquer sentimento humano e dotada exclusivamente de opressão, da violência e maldade de opressores e a resistência heróica de oprimidos. Invariavelmente, essa narrativa se presta à extrapolação de dizer: o Brasil ainda é assim. É essa visão da história que o autor tenta minar, escolhendo histórias de escravos e senhores que relativizem as afirmações categóricas do senso comum.

 

 

 



O racismo não era tão inflexível a ponto de não permitir a ascensão social e econômica de negros (escravos libertos ou descendentes deles); a própria escravidão portuguesa inicialmente era mais focada em asiáticos do que em africanos, foi uma conveniente proximidade com o Brasil que levou à predominância no tráfico de negros. A lealdade entre libertos e seus ex-senhores; o fato de que muitos escravos se tornavam donos de escravos e até comerciantes no tráfico negreiro; as negociações e processos judiciais envolvidos na alforria; as liberdades e direitos que escravos conseguiam conquistar para si; e as relações de afeto muitas vezes existentes entre escravos e senhores, que podiam chegar ao ponto de incluir o ex-escravo na família como filho adotivo e herdeiro. Até o quilombo, que hoje em dia é pintado como uma comuna revolucionária no meio da mata, reaparece com novos traços: cidades com atividade comercial, diversos vínculos com as fazendas e vilarejos próximos e práticas não tão diferentes assim do mundo que os cercava.

 

 

 

Narloch não é um historiador de formação, mas o livro vem bem embasado em pesquisas sérias e na obra dos principais nomes de nossa historiografia moderna, como Katia de Queirós Mattoso, Sandra Lauderdale Graham, João José Reis, entre outros.

 

 

 

Achados & Perdidos da História: Escravos, contará a história do Brasil e do mundo por meio de histórias de vida!

 

 

 

Não há caminho melhor para se reconectar ao passado do que conhecer dramas e aventuras de homens e mulheres que construíram a nossa identidade. A partir da biografia de escravos, este livro percorre os três séculos da escravidão e suas diversas fases. Muitas histórias confirmam a brutalidade que, como sabemos, marcava aquele sistema. Outras espantam: no século 18, uma mulher livre se vendeu como escrava; um negro liberto mandava dinheiro à viúva de seu antigo dono ao saber que ela havia empobrecido. São relatos tão surpreendentes que só conseguimos entendê-los se abandonarmos nossa mentalidade acostumada à liberdade e aos direitos humanos do século 21. Ao revirar este baú de achados e perdidos, o leitor chegará à conclusão de que não houve só uma escravidão no Brasil. Mas várias, de diversos tipos e cenários, com um grau de complexidade muito maior do que imaginávamos.

 

 

-Em 1780, Joanna Baptista, uma mulher livre de Belém, no Pará, decidiu se vender como escrava. Na escritura de compra e venda de si própria, ela afirma que fechou o negócio por 80 mil-réis: metade em dinheiro e metade em joias e acessórios de ouro.

 

 

-João de Oliveira foi um ex-escravo que fundou, no século 18, dois grandes portos de venda de negros na África Ocidental. Chegou a bancar guerras contra reis africanos para garantir embarques ao Brasil. Ao saber que a viúva de seu antigo dono passava por dificuldades em Salvador, mandou dois escravos de presente para ela.

 

 

-Em 1770, a escrava Esperança Garcia mandou uma carta ao governador do Piauí denunciando a violência de seu senhor. “Há grandes trovoadas de pancadas em um  filho meu”, relatou. “Em mim não posso explicar que sou colchão de pancadas…”

 

 

-Nicolau, funcionário de uma fazenda da Ordem Beneditina de Pernambuco, era um escravo dono de escravos. Antes mesmo de obter a própria liberdade, comprou dois escravos para si próprio.

 

 

-Por volta de 1750, o cônego Januário Barbosa percebeu que um de seus escravos, o garoto Manuel da Cunha e Silva, tinha vocação para a arte. Liberou o garoto do trabalho e o mandou para uma escola de artes em Lisboa. Vinte anos depois, Manuel, ainda escravo, era um pintor renomado do Rio de Janeiro.

 

 

“Mais de 90% das empresas denunciadas [por trabalho escravo] são inocentadas na Justiça criminal.” – Leandro Narloch, autor de livros da série Guia Politicamente Incorreto e colunista da Folha de S.Paulo, em artigo publicado em 18 de outubro.

 

 

 

Dentre as sentenças emitidas, apenas 83, ou 54,6% do total, garantia a absolvição dos réus – número bastante próximo mas não real dos 90% afirmados pelo colunista. O Truco informou ao colunista a conclusão da checagem. Narloch enviou, por e-mail, um comentário sobre o resultado da apuração:

 

 

“Ótimo trabalho da agência. A informação de que 90% dos acusados não são condenados veio de entrevistas com advogados e auditores fiscais do trabalho que fiz em 2015, apurando o tema para o livro Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira. Segundo essas fontes, se pode contar nos dedos os processos em que houve condenação na esfera criminal por trabalho análogo à escravidão. A pesquisa da UFPA, principal fonte do Truco, chegou a um número diferente, mas próximo daquele que eu forneci. Segundo a pesquisa, se levarmos em conta os casos de condenação mista, apenas 22% das denúncias de trabalho escravo resultaram em condenação de todos os acusados. Continua válida, portanto, a afirmação de que há um sensacionalismo em relação ao trabalho análogo à escravidão. Muita gente está sendo acusada injustamente desse crime. São pessoas que veem a reputação de sua empresa manchada, gastam um bom dinheiro com advogados, perdem acesso ao crédito rural e no fim das contas são absolvidas na Justiça. Esses casos confirmam a necessidade de critérios mais precisos para a definição de trabalho escravo no Brasil. Fiscais e ativistas precisam deixar de confundir irregularidade trabalhista com o crime terrível de escravidão.”

 

 

 

 

GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL LEANDRO NARLOCH

 

 


 

É hora de jogar tomates na historiografia politicamente correta. Este guia reúne histórias que vão diretamente contra ela. Vítimas santas e inocentes e algozes demonizados. Alguém poderá dizer que se trata do mesmo esforço dos historiadores militantes, só que na direção oposta. É verdade. Quer dizer, mais ou menos. Este livro não quer ser um falso estudo acadêmico, como o daqueles estudiosos, e sim uma provocação. Uma pequena coletânea de pesquisas históricas sérias, irritantes e desagradáveis, escolhidas com o objetivo de enfurecer um bom número de cidadãos.

 

 


 

QUANDO OS ESCRAVOS TINHAM OLHOS AZUIS

 

 

 

A própria palavra “escravo” vem de “eslavos” — os povos do leste europeu constantemente submetidos à vontade de germanos e bizantinos na alta Idade Média.

 

 

 

Brancos europeus também foram escravizados por africanos!

 

 

 

Entre 1500 e 1800, os reinos árabes do norte da África capturaram de 1 milhão a 1,25 milhão de escravos brancos, a maioria deles do litoral do Mediterrâneo, segundo um estudo do historiador Americano Robert Davis, autor do livro Christian Slaves, Muslim Masters (”Cristãos Escravos, Senhores Muçulmanos”).

 

 

 

O SONHO DOS ESCRAVOS ERA TER ESCRAVOS!

 

 

O livro Mulheres Negras do Brasil, de Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil, foi lançado em 2007 com patrocínio do Banco do Brasil e da Petrobras. Um capítulo da obra trata das mulheres negras livres de Minas Gerais do século 18. O livro reúne belas imagens da época, mas deixa de fora uma informação essencial. Nas vinte páginas sobre as negras mineiras, não há sequer uma menção ao fato mais corriqueiro daquela época: assim que conseguiam economizar para comprar a alforria, o próximo passo de muitas negras era adquirir escravos para si próprias. Não há motivo para ativistas do movimento negro fechar os olhos aos escravos que viraram senhores. Ninguém hoje deve ser responsabilizado pelo que os antepassados distantes fizeram séculos atrás. Negras forras e ricas podem até ser consideradas heroínas do movimento negro, personagens que ativistas deveriam divulgar com esforço. Para um brasileiro descendente de africanos, é muito mais gratificante (além de correto) imaginar que seus ancestrais talvez não tenham sido vítimas que sofreram caladas. Tratar os negros apenas como vítimas indefesas, como afirmou o historiador Manolo Florentino, ”dificulta o processo de identificação social das nossas crianças com aquela figura que está sendo maltratada o tempo todo, sempre faminta, maltrapilha”. É uma pena que historiadores comprometidos com a causa negra ou patrocinados por estatais escondam esses personagens.

 

 

 

 

Se já estavam ricos com a venda de escravos aos árabes, os reinos africanos lucraram muito mais com o comércio pela costa do oceano Atlântico.

 

 

Trocando pessoas por armas, o reino de Axante expandiu seu território. O rei Osei Kwame (1777-1801), graças aos escravos que vendia, tinha palácios luxuosos, além de estradas bem aparadas que ligavam as cidades de seu império centralizado. Outro exemplo bem documentado é o reino do Daomé, atual Benin (um país estreito entre Togo e Nigéria). No século 18, havia por lá um Estado com burocracia militar, estradas, pontes vigiadas por guardas e cidades com 28 mil pessoas. Nessa região e em muitos outros reinos, eram os próprios africanos que operavam o comércio de escravos.

 

 

 

A imagem mais repetida da escravidão deve ser a do negro sendo chicoteado no pelourinho de uma grande fazenda por um carrasco sádico, enquanto dezenas de outros negros assistem cabisbaixos e, na casa-grande, um poderoso coronel branco dá um pequeno sorriso de satisfação. Castigos violentos como esses aconteceram em diversos sistemas escravistas. No Brasil, eram comuns sobretudo nas grandes plantações de cana-de-açúcar do Nordeste, as plantations descritas pelo sociólogo pernambucano Gilberto Freyre, onde imperava a monocultura dedicada à exportação. Na mesma região, um outro cenário poderia ser visto. Antes de o sol aparecer, o senhor, seu filho e um escravo, os três pardos ou negros, já estão com a enxada na mão a caminho da roça. Só os três cuidam da pequena plantação de fumo e mandioca, por isso trabalham até o começo da noite.

 

 

 

Os nobres africanos dependiam da venda de escravos para manter seu poder!

 


 


Vendendo gente, eles obtinham armas. Garantiam assim a expansão do território e o domínio das terras já conquistadas. Sem a troca de escravos por armas, tinham a soberania do território e a própria cabeça ameaçadas. Como observa Alberto da Costa e Silva: Para as estruturas de poder africanas, a venda de escravos era essencial à obtenção de armas de fogo, de munição e de uma vasta gama de objetos que davam status e prestígio aos seus possuidores. O sistema de troca de seres humanos (geralmente prisioneiros de guerra e presos comuns ou políticos) por armas de fogo e outros bens consolidara-se ao longo dos séculos, desde o primeiro contato com os europeus na África, e não podia ser facilmente substituído pelo comércio normal. Há quem pense que o interesse de alguns africanos na manutenção do tráfico era ainda maior do que o dos armadores de barcos negreiros ou o dos senhores de engenhos e de plantações no continente Americano.

 

 

 

 

SEM A INFLUÊNCIA DO POVO DA INGLATERRA, A ESCRAVIDÃO DURARIA MUITO MAIS!

 

 

 

Quando se trata de avaliar os motivos da pressão inglesa pelo fim do tráfico atlântico de escravos, paira nos bancos escolares do ensino médio o estigma do ”Ocidentalismo” - crença que reduz a civilização ocidental a uma massa de parasitas sem alma, decadentes, ambiciosos, desenraizados, descrentes e insensíveis. Não podem ser levadas a sério teses que vinculam a ação britânica a imaginárias crises econômicas do cativeiro no Caribe na passagem do século Dezoito para o seguinte. O tráfico seguia lucrativo e não passava pela cabeça de nenhum líder inglês sério que a demanda Americana por bens britânicos pudesse aumentar com o fim da escravidão. Mas tudo isso continua a ser ensinado aos nossos filhos e netos.

 

 

 

Lendo a palavra ”Inglaterra”, talvez chegue à sua mente a palavra ”interesses”. Nos livros didáticos brasileiros, a Inglaterra quase sempre aparece acompanhada desse termo. O livro Nova História Crítica para a sétima série, de Mário Schmidt, aponta três possíveis motivos que teriam levado os ingleses a ficar contra a escravidão - os três relacionados aos tais interesses.

 

 

 

”Há historiadores que insistem que a Inglaterra era um país capitalista interessado em ampliar seus mercados consumidores. É claro que os ingleses não eram contra o tráfico por uma questão humanitária.”

 

 

Em 2007, os jornais revelaram que os livros de Schmidt tinham trechos com uma carga ideológica pesadíssima, como:  “A Princesa Isabel é uma mulher feia como a peste e estúpida como uma leguminosa”.

 

 

Outros livros didáticos, se não têm frases tão emblemáticas, contam histórias igualmente simplistas. ”Interessava à Inglaterra a formação de um amplo mercado consumidor, principalmente de produtos manufaturados”, pontifica o livro História e Vida, de Nelson Piletti e Claudino Piletti.

 

 

Na verdade, o movimento abolicionista inglês teve uma origem muito mais ideológica que econômica. Organizado em 1787 por 22 religiosos ingleses, foi um dos primeiros movimentos populares bem sucedidos da história moderna, um molde para as lutas sociais do século 19. Os abolicionistas se organizavam em comitês, contavam com o apoio de homens comuns e mulheres defensoras do voto universal, que saíam de porta em porta distribuindo panfletos, juntando abaixo-assinados e promovendo boicotes. Os comitês arrecadavam dinheiro para a propaganda, publicando livretos com discursos abolicionistas e plantas de navios negreiros. Essas publicações deixaram a população horrorizada com as condições dos escravos e propensa a boicotar produtos feitos por eles.

 

 

Se a Inglaterra conseguiu acabar com o tráfico pelo Atlântico, a escravidão durou muito mais em outros pontos da África. Em Serra Leoa, os escravos só foram libertados em 1928, e apenas em 1950 no Sudão. Na Mauritânia, república islâmica ao sul do Marrocos, seguiu até 1980. Ilegalmente, é praticada no país ainda hoje.

 

Em 2007, completaram-se duzentos anos da proibição do tráfico de escravos, a primeira vitória da campanha abolicionista da Inglaterra. Nenhum país da África ou movimento negro da América prestou homenagens ou agradecimentos aos ingleses.

 

 

 

ORIGEM DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL

 

 

 

A escravidão no Brasil foi implantada nas primeiras décadas da colonização e aconteceu na década de 1530, quando os portugueses implantaram o sistema das capitanias hereditárias e deram início ao processo de colonização da América Portuguesa. Até então, a relação de trabalho utilizada pelos portugueses baseavam-se no escambo com os indígenas na exploração do pau-brasil.

 

 

 

A partir de 1534, os portugueses implantaram as capitanias hereditárias, com isso, passaram a incentivar o cultivo de cana-de-açúcar e o desenvolvimento de engenhos para produzir açúcar. Como essa era uma atividade complexa e que necessitava de mão de obra, os portugueses encontraram na escravidão a saída para a falta de trabalhadores – já que eles próprios não queriam realizar o trabalho pesado. Assim, o primeiro grupo a sofrer com a escravização foram os indígenas.Os indígenas foram a principal mão de obra escrava dos portugueses até meados do século XVII, quando, então, começaram a ser superados em números pelos escravos africanos. Escravizar um indígena, em comparação com um africano, era muito mais acessível para os colonos portugueses, mas uma série de questões tornavam essa prática mais problemática.

 

 


 

Primeiro, havia a questão cultural, uma vez que os índios não estavam familiarizados com a ideia de trabalho contínuo para produção de excedente, o que fazia parte da cultura europeia. Além disso, os indígenas eram vistos pelos padres jesuítas como rebanho em potencial para serem convertidos ao catolicismo. Isso criava um impasse muito grande, porque os colonos queriam escravizar os indígenas irrestritamente, enquanto que os jesuítas criavam barreiras para isso.Os conflitos entre colonos e jesuítas foram frequentes, e foi muito comum que bandeirantes atacassem missões jesuíticas para sequestrar os índios instalados lá e revendê-los como escravos. De toda forma, a pressão dos jesuítas contra a escravização dos indígenas poderia gerar inúmeros problemas jurídicos para os colonos que não os escravizavam em caso de “guerra justa”.

 

 

A pressão dos jesuítas sobre a Coroa para proibir a escravização dos indígenas resultou em uma lei proibindo a escravização dos índios em 1570.

 

 

 

Os primeiros africanos começaram a chegar no Brasil na década de 1550 e foram trazidos por meio do tráfico negreiro, negócio que fez fortunas ao longo de três séculos. Os portugueses tinham feitorias instaladas na costa africana, desde o século XV, e, desde então, mantinham relações comerciais com reinos africanos, dos quais incluía a compra de escravos.

 

 

 

A medida que a colonização do Brasil se desenvolveu, a necessidade por trabalhadores era tão grande que fez que esse comércio prosperasse em larga escala. O historiador Stuart Schwartz afirmou que, na década de 1570, um escravo indígena custava cerca de 7 mil-réis, enquanto que um escravo africano custava cerca de 20 mil-réis. E, nessa época, era necessário que um escravo africano trabalhasse de 13 a 16 meses para que o seu senhor recuperasse o valor gasto.

 

 

A escravidão impulsionou o desenvolvimento da medicina tropical

 

 


 

Antes da lei antitráfico de 1831, o comércio de escravizados fazia parte da rotina dos principais portos do Brasil. Na virada do século XVIII para o XIX, os higienistas recomendavam que os africanos recém desembarcados fossem conduzidos para um local de quarentena. Lá, segundo Robert Conrad, deveriam ficar confinados por pelo menos oito dias em observação e tratamento antes de serem vendidos nos armazéns de seus donos.

 

 

 

Percebe-se ainda que o comércio de gente era um negócio altamente lucrativo e que empregava uma miríade de trabalhadores livres, libertos e até cativos nas mais variadas atividades. E nesse comércio, vale ressaltar novamente, os negociantes pernambucanos eram experientes e sabiam fazer bom uso dos ventos e correntes atlânticas que encurtavam o tempo de viagem desde a África, em comparação a outras rotas mais demoradas, como o Rio de Janeiro ou mesmo a Bahia. Essa experiência foi útil quando passaram a empregar as enfermarias dos próprios navios negreiros para internar os cativos com doenças consideradas contagiosas, nos termos da medicina pre-microbiana, que percebia o escorbuto, por exemplo, como contagioso, mas que era suficientemente sofisticada para distinguir varíola do sarampo, mesmo que generalizasse outras tantas enfermidades em nomes genéricos como “bexigas”, disenteria e “oftalmias”.

 

 


 

Herbert Klein, em estudo clássico, testou diversas variáveis que poderiam aumentar a mortalidade, tais como, por exemplo, superlotação do navio e chegou à conclusão que nada afetava mais a taxa de mortalidade do que o tempo da viagem. Claro, a duração da travessia era o tempo de contágio. Quanto mais demorada, maior a propagação e/ou agravamento das enfermidades a bordo, além de aumentarem as chances de faltar água, víveres, ou contaminação destes. Um estudo recente indica que, entre 1776 e 1830, a viagem de Angola para o Rio de Janeiro durava em média 40,9 dias e 37 para a Bahia. Para Pernambuco o número médio de dias caía para apenas 26,7 dias.

 

 

 

O internamento nos próprios navios pode ter contribuído para aproximar os guardas e peritos da saúde com os comerciantes de gente do Recife!

 

 


 

Se médicos e cirurgiões eram os responsáveis pelos diagnósticos, declarando quando os cativos estavam curados, os guardas, por sua vez, acompanhavam o tratamento, testemunhavam as mortes e enterros e devolviam os sobreviventes. Cada um com suas funções, esses funcionários podiam influir no ritmo de uma parte das transações do comércio de gente escravizada. Não podemos dizer, portanto, que os agentes de saúde estavam totalmente à mercê dos negociantes. Deviam, portanto, lucrar alguma coisa com isso.

 

 


 

O comércio atlântico de gente, sempre à mercê das doenças transmitidas e agravadas no bolor dos porões dos navios negreiros. Mas não vamos reduzir tudo ao tráfico.

 

 

 


Navios vindos de uma Europa amiúde atacada por epidemias variadas, também aterrorizavam as cidades vinculadas ao mundo atlântico. Mesmo no XIX ainda se acreditava que a grande epidemia de 1666, que ceifou a capitania como nunca antes nem depois, teria vindo da Europa. Muitos dos médicos, corretamente inclusive, contestavam a origem africana de várias doenças, o que justificava algumas medidas sanitárias das autoridades. Uma delas, em 1832, foi colocar em quarentena um brigue mercante.

 

 


 


Mitos da escravidão são derrubados pelo historiador: Eduardo França Paiva

 

 

(Negras de posses com seus escravos)

 


Por: Gustavo Werneck

 

 

 

O historiador Eduardo França Paiva derruba imagem de que os negros eram sempre os humilhados e revela: em Minas, mais de 30% deles tinham posses, eram proprietários de terras e até de outros escravos.Nas novelas de TV, ambientadas nos tempos da escravidão, os negros têm destino certo: quando não ficam amarrados no tronco apanhando feito cachorro, estão presos aos grilhões nas senzalas ou preparando quitutes na cozinha da fazenda. Já na literatura do século 19, comem o pão que o diabo amassou – se é que havia pão! – no porão das embarcações, encarando “tanto horror perante os céus” – como escreveu o baiano Castro Alves (1847-1871) no poema Navio Negreiro. Ganhou força, então, no imaginário popular, a imagem de homens e mulheres humilhados, vítimas de olhos baixos e impotentes para levantar a voz contra o seu senhor. Mas novos estudos mostram que a trajetória dos escravos africanos no Brasil tem muitos mitos e que eles foram, sim, agentes da história e nem sempre submissos.

 

 

(historiador Eduardo França Paiva)



De praxe pensamos que os descendentes dos escravos eram pobres. No final do Séc. XIX, muitos alforriados voltaram à África e até hoje são chamados de “comunidades brasileiras”. Muitos enriqueceram e tornaram-se as elites africanas, principalmente na cidade de Lagos na Nigéria. Os homens mais ricos da comunidade brasileira, ou seja, ex-escravos do Brasil que voltaram à África, mandavam seus filhos para estudar na Europa ou na Bahia.


(representação de uma negra de posses)



Assim se formaram os primeiros médicos e advogados da Nigéria, como Plácido e Honório Assumpção. As carreiras de funcionário do governo colonial inglês e em empresas estrangeiras atraíam muito dos chamados "brazilian descendants".Os irmãos da foto abaixo, adotaram o nome iorubá Alakija.Parte da família voltou para a Bahia no começo do sec. XX. (Documento da família fotografado por Pierre Verger).

 

 




Estudioso de tema tão polêmico há mais de 20 anos e autor de vários livros, o professor de história da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Eduardo França Paiva conta que os escravos desenvolveram autonomia e até ajuizaram ações contra os seus proprietários, quando se sentiam lesados. Muitas vezes levaram a melhor no tribunal, ao defender, por exemplo, que já haviam pago todas as parcelas de compra de sua liberdade, algo que o senhor contestava.

 

 


 

“O equívoco maior é pensar que os cativos foram vítimas o tempo todo. O 13 de maio de 1888, data em que a Princesa Isabel (1847-1871) assinou a Lei Áurea e extinguiu a escravidão no Brasil, serve para discutir o assunto e corrigir uma série de distorções, muitas delas construídas pelos abolicionistas”, diz o professor, que segue para Sevilha, Espanha, onde fará o segundo pós-doutorado, desta vez sobre as Américas portuguesa e espanhola.

 

 

 

Nas suas pesquisas, o professor Eduardo, que atua nas áreas da história da escravidão e das mestiçagens, vem fazendo descobertas surpreendentes!

 

 

Uma das mais importantes se refere aos senhores de escravos que, ao contrário do que se aprende na escola e nos livros didáticos, nem sempre eram brancos. Em Minas, do início do século 18 a meados do 19, mais de 30% desses proprietários eram ex-escravos ou descendentes de escravos. Em 1776, conforme as estimativas, havia na capitania de Minas, então a mais rica e populosa da colônia, com um comércio conectado com o mundo e efervescência social e cultural, cerca de 300 mil habitantes, sendo 130 mil forros (ex-escravos), 110 mil escravos e 60 mil brancos.

 

 


 

 

“Havia em Minas mais ex-escravos do que escravos, a maior parte mulheres”, afirma o professor, explicando que somente a partir da segunda metade do século 19, a escravidão passou a ser condenada. Até então, era legal e legítima, e os cativos prezavam dois valores fundamentais: queriam ser livres e proprietários de escravos.

 

 

 

Os castigos físicos eram comuns nesses tempos de patriarcado, em que os pais batiam muito nos filhos”, diz o autor de vários livros, entre eles

 

 

-“Escravidão e universo cultural na colônia”, editado pela UFMG,

 

 

-“Escravos e libertos nas Minas Gerais do século 18”, da coleção Olhares/UFMG/Annablume.

 

 

 

Fortunas - E quem podia ter escravos no Brasil?

 

Escravos eram muito caros. Em determinadas épocas, um escravo em boas condições, podia custar até R$150.000,00 em valores atuais. Ou seja: Não era QUALQUER UM que podia ter um escravo. A ESMAGADORA MAIORIA dos Brasileiros (Não confunda Portugueses com Brasileiros) não tinha condições de ter escravos. Em dada época do período da escravatura, apenas donos de grandes fazendas, nobres e membros do Governo podiam ter escravos, dado seu altíssimo preço.

 

 

 

Sendo assim, nos perguntamos o seguinte: Se apenas UMA ÍNFIMA PARCELA DA POPULAÇÃO PODIA TER ESCRAVOS, porque é que hoje em dia pretende-se que TODA A POPULAÇÃO BRASILEIRA pague essa dívida?

 

 

 

RESPONDO: Porque não é possível mensurá-la, haja vista que ela não é mensurável, e nem cabível, tendo em vista que herdeiros não podem ser responsáveis pelas dívidas dos seus entes falecidos (Lei Nº 1.046/1950,art 16) Você acha certo e justo pagar dívidas contraídas por seus avós e  ou aceitaria ser preso pelos crimes que seus avós cometeram? Se a resposta for “não”, isso prova que você já entendeu o quão hipócrita é essa conversa de “Dívida Histórica”.

 

 

 

O que aconteceu com os escravos depois da abolição?

 

 


 

Vamos imaginar a seguinte situação: Você é um empresário do ramo da confecção. Você dá emprego para 50 mulheres que moram numa comunidade carente do seu município, extremamente pobre. Digamos que você pague, a cada mulher, por PRODUÇÃO, ou seja, R$5,00 por peça costurada, seja uma calça ou uma camisa. Se ela costura 10 peças por dia, ganha R$50,00 por dia. Simples. Ou seja: se ela costura 10 peças por dia, ganha R$1.500,00 por mês. Ou seja: mais do que a média salarial do brasileiro em 2015 (quando fiz estes cálculos), valor justo, ou não? Aí, um fiscal do governo bate à sua porta e diz que você não pode empregar essas mulheres dessa forma. Que você precisa registrar TODAS elas, e se continuar agindo dessa forma, será multado e processado. O que você faz? Respondendo honestamente, e com essa carga tributária brutal sobre o empresariado brasileiro? Demite TODAS, fecha a budega, e muda de ramo, simples assim!

 

 


 

Foi isso que os donos de escravos fizeram! O ESTADO abandonou estes negros à própria sorte!

 

 

O ESTADO, por interesses políticos, mandou que se libertasse os escravos mais não pensou no que aconteceria com eles depois que eles estivessem livres. A sociedade era extremamente preconceituosa e racista, por razões óbvias.

 

Logo, o ESTADO (ou a Coroa Portuguesa, como prefiram), e não os Brasileiros, foi o responsável pelo abandono dos escravos. E você, Estadólatra política e historicamente analfabeto, continua implorando por mais Estado, mais remendos sociais, achando que existe almoço grátis, ora, no final alguém tem que pagar conta! E de onde o estado vai tirar esse dinheiro para pagar essa conta?

 

 

Uma das percepções mais agudas sobre a questão foi feita em 1964 pelo sociólogo Florestan Fernandes (1920–1995). Em um livro clássico, chamado “A integração do negro na sociedade de classes”, ele foi ao centro do problema:

 

 

 

"A desagregação do regime escravocrata e senhorial se operou, no Brasil, sem que se cercasse a destituição dos antigos agentes de trabalho escravo de assistência e garantias que os protegessem na transição para o sistema de trabalho livre. Os senhores foram eximidos da responsabilidade pela manutenção e segurança dos libertos, sem que o Estado, ou qualquer outra instituição assumisse encargos especiais, que tivessem por objeto prepará-los para o novo regime de organização da vida e do trabalho."

 

 


Entre as personagens mais importantes encontradas nas pesquisas do historiador Eduardo França Paiva, está Bárbara Aleluia – negra filha de africanos, nascida no Brasil –, uma pernambucana que viveu em Sabará. “Ela foi uma das mulheres mais ricas da época, acumulou fortuna com o comércio e outras atividades”, revela.

 

 

 

Pinturas ainda desconhecidas da maioria dos brasileiros mostram negras cobertas de joias e usando trajes típicos, a exemplo das mulheres africanas, ou andando pelas ruas com seu séquito. Num livro, Eduardo mostra o retrato de uma baiana, uma negra enriquecida, que posa em estúdio com seus colares de ouro.

 

 


 

 

Em Minas, com uma sociedade mais urbana, a situação era bem diferente da encontrada ao Norte da América Portuguesa. “Aqui havia muitos senhores de poucos escravos, em média cinco para cada um, bem diferente de Pernambuco e Bahia, com 30 por um. Outro diferencial mineiro é que nem todos os proprietários eram ricos”, diz o professor, explicando que, por volta de 1730, a mineração de ouro já estava em decadência, embora a economia se mantivesse forte e dinâmica, com um comércio influente e produção agrícola em ascensão.

 

 

Esse quadro favorecia a compra da liberdade.

 

 

Para conseguir o seu objetivo, o cativo tinha que ser, antes de mais nada, um bom negociador, o que significava um acordo com o seu dono sobre a forma de pagamento. Quem não ganhava a alforria em testamento ou na pia batismal, podia pagá-la parceladamente, num período de quatro a cinco anos, em prestações semestrais, num sistema denominado coartação – nesse tempo, o chamado coartado ficava longe do domínio cotidiano de seu proprietário.Outra forma de ficar livre era pagando à vista. “O dinheiro para saldar o débito era obtido de diversas formas. As mulheres dominavam o pequeno comércio, vendendo, nas ruas, doces, sucos, carnes e outros produtos. Eram muito comuns, nessa época, as ‘negras de tabuleiro’, que, como mostram também gravuras antigas, saíam pelas vilas e arraiais vendendo comidas. A prostituição era outro caminho para alcançar a liberdade”, conta. O artista italiano Carlos Julião (1740-1811) pintou aquarelas retratando a vida dos recém-chegados da África – e chamados de boçais por não saberem falar a língua portuguesa – e dos enriquecidos.

 

 

 


 

Um dos objetivos do professor Eduardo é “tirar dos escravos e forros o perfil exclusivo de vítimas e dar-lhes a dignidade de quem construiu sua liberdade” e ajudou na edificação do país.

 

 


 

“No Brasil, o cenário de escravos amarrados ao tronco, sendo chicoteados, é fortemente panfletário, embora o castigo físico tenha existido em toda a colônia. Enquanto os escravos foram efetivamente agentes da história, a historiografia brasileira contemporânea continua repetindo discursos abolicionistas, o que significa exagerar no grau de violência praticado pelos senhores”, diz o professor, convicto da necessidade de maior aprofundamento das pesquisas.

 

 

 


 

Primeiras leis favoráveis a libertação

 

 

 

Para quem pensa que todo negro na colônia era escravo, o professor esclarece que nem todo escravo era negro”. Mulatos, pardos e cabras (descendentes de negros e índios também eram escravos.

 

 

 

E por que essa diferença? Eduardo conta que, no século 18, os “negros de corte”, a exemplo de alguns nobres do reino do Congo, iam estudar em Lisboa, Portugal, ou Salvador, na Bahia. Igualmente livres eram também alguns africanos que trabalhavam nos chamados navios negreiros que cruzavam o Oceano Atlântico. Em 1830, surgem as primeiras leis que proibiam o tráfico de negros determinando que todo africano que pusesse os pés no território brasileiro deveria ser considerado livre.

 

 


 

“O equívoco maior é pensar que os cativos foram vítimas o tempo todo. O 13 de maio serve para discutir o assunto e corrigir uma série de distorções, muitas delas construídas pelos abolicionistas”, conclui o historiador Eduardo.

 

 


 

Linha do tempo

 

 

 

Século 16 – Começa a escravidão no Brasil e os índios são os primeiros a trabalhar nesse sistema (legalizado na maior parte do mundo). Os negros africanos chegam à colônia na segunda metade do século

 

 

Século 18 – O sistema começa em Minas, sendo escravos os negros, mulatos, pardos e cabras (filhos de negros com índios)

 

 

1830 – Entram em vigor as primeiras leis proibindo o tráfico atlântico de escravos. Todo africano que chegasse ao território brasileiro deveria ser considerado livre

 

 

1850 – Em 4 de setembro, é aprovada a Lei Eusébio de Queirós, que põe fim ao tráfico negreiro

 

1871 – Em 28 de setembro, é promulgada a Lei do Ventre Livre, que considerava livres todos os filhos de escravas nascidos a partir daquela data

 

 

1885 – Em 28 de setembro, é promulgada a Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva-Cotegipe, que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos

 

 

1882 e 1885 – Em Minas, são criadas a Sociedade Abolicionista de Ouro Preto e a Beneficente Associação Marianense Redentora dos Cativos, que promoviam a emancipação dos escravos

 

 

1888 – Em 13 de maio, a Princesa Isabel sanciona a Lei Áurea, que extingue a escravidão no Brasil

 


(casamento entre negros de posses)




CONCLUSÃO:

 

 

 

Com tudo isso que vimos acima, fartamente documentado, incluindo historiadores renomados, é desconstruída a narrativa de que os escravos eram maltratados ao extremo, como se estivessem sendo castigados por sua condição, quando na realidade constatamos que a história era diferente, pois existia a preocupação durante as viagens com sua alimentação e seu bom estado de saúde no seu destino final, para que os comerciantes de escravos tivessem um bom preço. Além de que, não podemos esquecer que tínhamos um sociedade pautada por valores Cristãos que impunham limites com sua moral religiosa e social, que um certo "presidenciável" disse querer destruir ao declarar publicamente: "...quero controle social e o fim da ilusão moralista católica". Evidentemente, não queremos sob hipótese alguma, justificar este tipo de comércio desumano, mas desmitificar certas narrativas tendenciosas que ainda vemos nos livros de história.

 

 




BIBLIOGRAFIA:

 

 

 

-SCHWARTZ, Stuart B. Escravidão indígena e o início da escravidão africana. In.: SCHWARCZ, Lilia Moritz e GOMES, Flávio (orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018

 

 

-FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2013

 

 

-ALENCASTRO, Felipe. África, números do tráfico atlântico. In.: SCHWARCZ, Lilia Moritz e GOMES, Flávio (orgs.).

 

 

-https://revistapesquisa.fapesp.br/medicos-ou-monstros/

 

 

-SKIDMORE, Thomas E. Uma História do Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998, p. 34.

 

 

-Rediker, Marcus "O Navio Negreiro" Ed. Companhia das Letras 2011

 

 

-O desembarque nas praias: o funcionamento do tráfico de escravos depois de 1831. Revista de História, São Paulo, n. 167, p. 223-260, julho/dezembro, 2012.

 

 

-GRAHAM Maria. Diário de uma Viagem ao Brasil (e de uma estada nesse país durante parte dos anos de 1821, 1822 e 1823). São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1956.

 

 

-VERGER, Pierre. Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o Golfo de Benin e a Bahia de Todos os Santos dos séculos XVII a XIX. São Paulo: Corrupio, 1987.

 

 

-https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-era-um-navio-negreiro-da-epoca-da-escravidao/

 

 

-KLEIN, Hebert. The Middle Passage: Comparative Studies in the Atlantic Slave Trade. Princeton: Princeton University Press, 1978

 

 

-https://exame.com/brasil/livro-traz-nova-versao-sobre-a-escravidao-brasileira/



https://medium.com/sociedade-e-tendencias/d%C3%ADvida-hist%C3%B3rica-a9ac6b88fa9b



https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2012/05/12/interna_gerais,293896/mitos-da-escravidao-em-minas-sao-derrubados-por-pesquisador.shtml

 

 


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