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Jornalista Taiguara Fernandes: “Os leigos Católicos acordaram!”

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 20 de fevereiro de 2021 | 16:45

 


 

Parece um mundo diferente esse em que os católicos começam a se indignar com absurdos ocorridos na Igreja do Brasil. Há apenas poucos anos, essa indignação era coisa de nicho: ficávamos ali, uns poucos, perplexos e só.

 

É gratificante ver que muitos leigos acordaram!

 

Durante um tempão, a Igreja Católica no Brasil disse que era "o tempo dos leigos". Era leigo pra cá, leigo pra lá; leigo pra cima e leigo pra baixo:

 

"Os leigos precisam assumir sua posição na Igreja!"

 

"Tragam o leigo para o centro!"

 

"Está na hora de a Igreja absorver os valores da democracia!"

 

 

Então, os leigos responderam. E ninguém gostou. Porque o leigo parece não ser como os "padres de passeata" e os "sindicalistas de comunidade” de antigamente. O leigo, esse misterioso ser que é "a alma do novo milênio", bem... o leigo é católico. Simples e assustadoramente católico. Dir-se-ia até que ele é cruamente católico. E o leigo tomou posição, ele começou a pedir que a Igreja também voltasse a ser Católica. Se o leigo levantasse um manifesto, poderia ser assim:

 

-Basta de igrejas fechadas! Queremos de novo a Eucaristia, a confissão e os sacramentos.

 

-Basta de "celebrações virtuais"! Queremos outra vez ajoelhar, comungar e adorar.

 

-Basta de comícios políticos e de shows barulhentos! Queremos a Missa - tão-somente a Missa.

 

-Basta de doutrina rasa, auto-ajuda barata, politicagem rasteira! Queremos a doutrina, a boa e verdadeira doutrina, com seus dogmas e seus doutores.

 

-Basta da última folha do jornalzinho! Queremos o Evangelho - leiam-nos o Evangelho!

 

-Basta de Campanha da Fraternidade! Voltem logo com a nossa Quaresma.

 

-Basta de submissão aos poderes políticos! Importa servir antes a Deus que aos homens.

 

-Basta, mil vezes basta, de renegar a Cristo pelo mundo! Queremos Deus, homens ingratos, ao Pai Supremo, ao Redentor! O leigo grita: devolvam-nos a Igreja! Parem de privatizá-la!

 

E os outros correm:

 

 

"Escondam o leigo! Ele não serve para nós! O leigo causa divisão!"

 

 

Mas o leigo acordou - e ele não vai descansar enquanto não recuperar Cristo Santo, Crucificado e Ressuscitado, que está sentado à direita de Deus Pai, donde há de vir julgar os vivos e os mortos. E o seu reino não terá fim.



 

*Taiguara Fernandes de Sousa: Advogado e jornalista. Foi colunista e editor da Revista Vila Nova. Articulista para o Senso Incomum, Gazeta do Povo, Homem Eterno, Sul Connection e outros.





Qual o papel do leigo na Igreja Católica?

 

 

 

Em 2018, a CNBB instituiu o ano do laicato, ou seja, o ano de pensar o papel do leigo dentro da igreja, esse chamado de participar da vida eclesial. O estudo nº 107 da CNBB, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”, sai ao encontro desse tema e busca esclarecer um pouco melhor qual é esse papel.

 

 

Qual é, então, a vocação do leigo na Igreja? O que ele está chamado a fazer?

 

 

 

Entender por que se faz essa pergunta atualmente já é um bom caminho andado na direção da resposta que buscamos. Parece existir na Igreja uma noção errada de que os clérigos (bispos, padres e diáconos, em oposição aos leigos, que são todos os demais fiéis) são os “mais importantes e os protagonistas” da Igreja, enquanto os leigos são “os que escutam”, que passivamente se alimentam daquilo que os clérigos possuem para dar. A esse clericalismo, o Concílio Vaticano II respondeu, voltando a afirmar a dignidade e a missão fundamental dos leigos na Igreja.Por sua realidade de batizados, todos os leigos não apenas estão na Igreja, mas são Igreja, são parte do corpo que tem Cristo por cabeça, assim como os clérigos. Como tais, estão também chamados a ser discípulos missionários, participantes da missão da Igreja de anunciar o Evangelho a todas as nações. E, para isso, eles precisam experimentar renovadamente que o seu encontro com Jesus é verdadeiro, a fim de anunciá-lo em primeira pessoa. Isso acontece por meio de uma vida de oração intensa, onde se saboreia a mensagem de Jesus e se experimenta a sua graça sempre presente.

 

 

A partir desse encontro renovado, deve-se superar alguns antagonismos que hoje vemos muito presentes. Um primeiro antagonismo é o que se dá entre a fé e a vida, que faz referência a uma espécie de separação da vida de fé e da vida prática, como se as duas realidades não se relacionassem. Muitos vivem uma espécie de agnosticismo funcional, no qual a fé não interpela mais a vida cotidiana. São os cristãos de domingo e dias de festa, quando o verdadeiro chamado é a ter uma vida (completamente) cristã.

 

 

Outro antagonismo que precisa ser superado acontece entre a Igreja e o Mundo. Muitos podem pensar que a Igreja é uma espécie de refúgio, no qual se pode fugir do mundo hostil. Se bem é verdade que na Igreja encontramos esse espaço de paz verdadeira, precisamos reconhecer que é essencial que essa paz chegue aos quatro cantos do mundo.

 

 

Cristo, com sua encarnação, valorizou o mundo e os homens, e é por isso que não nos desentendemos do mundo, mas buscamos transformá-lo, de acordo com o máximo das nossas capacidades e possibilidades, fazendo com que seja cada vez mais conformado, de acordo com Cristo e o Reino de Deus que Ele veio anunciar.

 

 

Superados esses (e outros) antagonismos, o leigo percebe que está chamado a ser o que se dá o nome de Sujeito Eclesial, que significa reconciliar toda a realidade humana e divina em uma mesma pessoa, o cristão, à imagem daquele que é Deus e homem, Jesus.

 

 

Esse sujeito atua no mundo como cidadão, mas seu atuar é fruto de seu ser, e o seu ser é católico. Em outras palavras, o sujeito eclesial está chamado a fazer parte ativa da missão da Igreja de restaurar tudo em Cristo, sob a proteção e guia de Maria.

 

Por: João Antônio Johas Leão - Licenciado em filosofia, mestre em direito e pedagogo em formação. Pós-graduado em antropologia cristã e entusiasta de pensar em que significa ser cristão hoje.

 


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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