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Dom Estevão Bettencurt – OSB: “Todo símbolo tem um dono, consagra espaços e aponta para algo”

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 28 de outubro de 2020 | 13:15

 

 


Comentários do Blog Berakash: Os símbolos da fé remontam a Jesus, que exortou os discípulos a batizar. Estes deveriam, então, confirmar se as pessoas confessavam uma determinada fé, nomeadamente no Pai, no Filho e no Espírito Santo (Trindade). [CIC: 188-191] A célula primitiva de todos os símbolos posteriores é a “confissão do Senhor Jesus” e o Seu encargo missionário, isto é, “Ide, fazei discípulos de todas as nações; batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo!” (Mt 28,19). Todos os símbolos da fé da Igreja são desdobramentos da fé neste Deus trino. Cada um deles começa com a confissão do Pai, Criador e sustento do mundo, referem-se depois ao Filho, através do qual o mundo e nós mesmos encontramos a redenção, e desembocam na confissão do Espírito Santo, que é a presença e Deus na Igreja e no mundo. Símbolos da fé são definições abreviadas da fé, que possibilitam uma confissão comum a todos os crentes [CIC: 185-188, 192-197]. Tais definições abreviadas encontram-se já nas cartas paulinas. O protocristão Símbolo dos Apóstolos possui uma especial dignidade por ser uma síntese da fé dos Apóstolos. O grande símbolo da fé tem um alto prestigio porque proveio dos grandes concílios da então ainda indivisa Igreja (Niceia, 325; Constantinopla, 381) e permaneceu até hoje como a base comum dos cristãos do Oriente e do Ocidente. Portanto, todo símbolo aponta para algo, ou alguém. Os símbolos são muito comuns também, no esoterismo, movimento Nova Era, no satanismo e em todas as religiões, pois são usados para falar e transmitir toda doutrina do movimento. Estão presentes em todos os lugares: nas roupas, calçados, utensílios, produtos comestíveis, no estilo de vida e na propaganda proselitista em geral. Crêem os adeptos da Nova Era, de algumas religiões e movimentos exotéricos, que os símbolos e amuletos, são capazes de criar espaços consagrados a entidades espirituais, ou interplanetárias, ampliar a força do pensamento, trazendo consigo uma energia capaz de influenciar a vida de qualquer pessoa que usá-los. O que mais é indagado acerca do assunto é: que mal há em usá-los? A influência dos símbolos está no seu profundo significado esotérico que rebaixa o homem, nega, e ou, substitui a Deus por toda esta parafernália, caindo em idolatria, e direta ou indiretamente, exaltando Satanás de várias maneiras. Como você se sentiria em saber que está usando uma camiseta cujo símbolo traz a seguinte mensagem muitas vezes em linguagem desconhecida, afirmando:  "sou filho do diabo" ou "sou adepto da cultura gay, Jesus é gay, junte-se a nós”; "Deus tem um pouco do diabo". Devemos sempre atentar e saber que o simbolismo em geral visa memorar fatos ou exprimir crenças próprias de uma religião, de um povo ou de uma cultura, abrangendo várias civilizações. Podem ser apenas um ponto, ou uma só letra, um animal, uma árvore, seres mitológicos, criações feitas pela simples imaginação com propósito definido. Seja qual for o símbolo ou logomarca, há um significado de origem para cada um. É claro que em alguns caso existe um certo relativismo uma vez que a Nova Era empresta do cristianismo alguns deles, como por exemplo, o arco-íris que tem um significado bíblico totalmente diferente do que é apresentado pela Nova Era. Assim, é conveniente ter esta sensibilidade para não sermos desequilibrados em nossos julgamentos. Queira você, ou não, a realidade é que todos símbolos e logomarcas trazem consigo uma mensagem. Deixamos claro que nem todo símbolo é do Movimento Nova Era. Não somos do clube "tudo é Nova Era", mas alertamos que o amado leitor procure saber o que está usando em seu corpo, em seu carro ou em sua casa. A mensagem do diabo está por aí, criando confusão acerca da Verdade, abrindo e autorizando espaços para a ação do mal,rejeitando a Jesus Cristo como Salvador e exaltando a Satanás. Não símbolos e roupas com dizeres em inglês antes de saber o verdadeiro significado.Com estes esclarecimentos abaixo, você verá que não é a à toa que Santo Agostinho rotulava satanás de “macaco de Deus”.

 

 

 

Revista “PERGUNTE E RESPONDEREMOS” – SATANISMO

 

(Revista nº 479, Ano 2002, p. 153 - D. Estevão Bettencourt, OSB)

 

 

Em síntese: Entre as novas modalidades “religiosas”, existe o culto a Satanás ou Satanismo, que se manifesta em rituais obscenos (Missa Negra) como também em certas expressões musicais do rock.

 

 

Os cultores de Satanás são freqüentemente pessoas revoltadas contra a realidade que conhecem, e desesperançadas; alguns são mentalmente desajustados, como se depreenderá dos relatos deste artigo. Entre as correntes religiosas contemporâneas existe uma semi-esotérica e, por isto, menos divulgada, mas altamente significativa: é o outro a Satanás ou o satanismo.

 

 

Está presente principalmente nos Estados Unidos e em países europeus, mas não deixa de ter suas expressões no Brasil. Eis por que passamos a examiná-la.

 

 

Note-se que o satanismo contemporâneo tem sua origem nos setores do ocultismo do século XIX. No século XX ele se organizou em “igrejas satânicas”, que professam abertamente as suas idéias.

 

 

1.  O patriarca do satanismo contemporâneo

 

O inspirador do satanismo contemporâneo é Aleister Crowley (1875-1947), cuja vida foi constantemente orientada pelo desejo de ser célebre e famoso. Nasceu em Leanington (Inglaterra) de família austera, que o educou com severidade e puritanismo. Este tipo de formação marcou profundamente o adolescente, provocando sua revolta, que ele exprimiu com as palavras “uma infância no inferno”. Trocou seu nome originário Alexandre pelo apelativo celta Aleister, que mais tarde foi trocado pelo nome satânico Baphomet.

 

 

A revolta do jovem traduziu-se numa conduta de vida sequiosa do prazer libidinoso e libertino, o que lhe mereceu o título de “o homem mais pervertido do mundo”, título do qual ele se ufanava.

 

 

 

Bom jogador de xadrez, apaixonado pelo alpinismo e poeta comprovado, Aleister esperava conquistar fama mundial num desses setores. Desiludido da sua expectativa, mergulhou no esoterismo sexual. Aos 18/11/1888 o alquimista Julian Baker iniciou Aleister no esoterismo da Ordem Hermética da Golden Dawn. Crowley aspirou ao cargo de dirigente da Ordem, mas, não o tendo conseguido, fundou sua própria seita com o nome de Ordem da Estrela de Prata (Silverstar); propôs o uso do sexo como o meio mais agradável para chegar à concentração esotérica. Além disto, Crowley foi iniciado na Ordem do Templo do Oriente chefiada pelo alemão Theodor Reuss; depois do quê fundou a Secção Britânica da seita em Berlim, tomando então o nome diabólico de Baphomet. Em abril de 1920 Crowley fundou em Cefalú (Sicília, Itália) um con¬vento de Satanás, ao qual deu o nome de Abadia de Thelem. Lá sexo e drogas eram livres. A comunidade imolava cães e gatos sobro o corpo de uma virgem; há quem julgue que praticavam sacrifícios humanos. Crowley viajou pela França, a Inglaterra, a Itália, tornando-se sempre mais famoso por sua conduta escandalosa. Em 1923 foi expulso da Itália por ordem de Mussolini. Viajou para a Tunísia, ufanando-se de ser “o homem mais pervertido do mundo”. Voltou à França, donde foi expulso em 1929. Aos 10 de abril de 1929, em Londres foi condenado por um juiz, que declarou:

 

 

“Jamais ouvira eu falar de algo mais horrendo, abominável e blasfemo do que as pretensões desse homem, que diante de nós se ufanava de ser o maior poeta em vida”.

 

 

 

Em 1940 Crowley ofereceu ao Chanceler inglês Churchill um talismã para fazer cessar os bombardeios aéreos sobre Londres. E passou a vender um elixir de longa vida, em que se encontrava até mesmo o líquido seminal do vendedor. Mais: no decurso de uma Missa Negra comeu os excrementos da sua amante. Finalmente Crowley foi para os Estados Unidos, onde morreu a 1º de dezembro de 1947, destruído pela droga e abandonado pelos seus, com setenta anos de idade. Os seus livros e as duas revistas (Gnosis e Lucifer) que fundou, continuaram a exercer influxo na sociedade. Crowley é considerado o pai do satanismo moderno e das suas perversões.

 

 

2.   La Vey e a Igreja de Satanás

 

 

Um dos seguidores mais notáveis da linha satânica é Anton Sandor La Vey, nascido em 1930 nos Estados Unidos. Aos 30 de abril do 1966 fundou a Igreja de Satanás, que foi oficialmente reconhecida pelas leis norte-americanas. La Vey era o seu grande sacerdote e Papa, que declarou:

 

 

“O culto do diabo não é senão a religião da carne e da matéria: o altar despojado e a mulher desnuda são símbolo da carne”.

 

 

 

Em 1975 publicou em Nova York a Bíblia Satânica, que mais adequadamente poderia ser chamada “Livro da Perversão Satânica (inclusive a sexual)”. Dividia-se em quatro partes, cada qual com um título diabólico: Satanás, Lucífero, Belial, Leviatã. O livro propõe a autêntica doutrina do satanismo nos seguintes termos:

 

 

-Satanás representa a indulgência em lugar da abstinência.

 

-Satanás representa a vingança em vez de se entregar a outra face.

 

-Satanás representa o assim chamado pecado.Ele leva a todo prazer físico, mental e emotivo.

 

-Satanás é o melhor amigo da Igreja. Foi ele quem salvaguardou as suas riquezas durante tantos Anos.

 

 

Nessa Bíblia existem também as bem-aventuranças satânicas:

 

 

-Bem-aventurados os fortes, porque possuirão a terra. Infelizes os fracos, porque herdarão o jugo.

 

-Bem-aventurados os braços de ferro, porque os fracos fugirão diante deles…

 

Desgraça àqueles que adoram a Deus, pois  serão Eliminados.

 

 

 

O livro termina com a seguinte profissão de fé satânica:

 

“Eu sou o servo e o adorador do sumo e inefável rei do inferno” (chave 13).

 

São oito os ritos dessa Igreja Satânica, a começar pela Missa Negra.

                       

2.1 - Missa Negra

 

É uma paródia da Missa católica, celebrada até nossos dias em diversas partes do mundo. Aos 4 de março de 1990 o Cardeal John O’Connor, de Nova York, deplorava o fato em famosa homilia:

 

 

“Foi com tristeza que tomei conhecimento da realização das chamadas “Missas Negras”.

 

 

Ninguém ousa falar disso. Uma mulher é raptada ou se aproveita uma prostituta para fazer do seu corpo o altar, enquanto um homem se reveste de paramentos como os que trago agora, e põe-se a parodiar o sacrifício da Missa com o cálice e tudo mais. Tal é o satanismo oculto. Julgais que isso não existe? – Ligai vosso televisor à tarde e encontrareis tais cenas.

 

 

Entre outras coisas, O Santo, Santo, Santo… da Missa Católica é substituído por um Salve, salve, salve Satanás. Ulteriores notícias em PR 410/1996, p. 331.

 

 

2.2 - Outros ritos

 

 

 

Podem-se enumerar ainda quatro ritos aparatosos:

 

 

1)– o rito do ar pesado (stifling air), que representa um adultério cometido num caixão funerário. La Vey desenvolveu tal tema após haver descrito Deus como Criador de todos os males, inclusive do pecado, caindo em contradição consigo mesmo, pois cantou hinos ao pecado como fonte de plena realização e felicidade.

 

 

2)– o rito da fera Tierdiama em que os participantes renunciam às suas prendas espirituais para identificar-se com os animais.

 

3)– os prelúdios elétricos (elektrische Vorspiele), rito no qual se convida Satanás a aparecer durante um espetáculo inspirado pelo rock.

 

4)– homenagem a Tchort (nome russo do diabo), rito de adoração a Satanás mesclado com libertinagem; encerra-se com a invocação “Deus de Caim, alegria da carne para todos”.

 

 

Satanismo  no  Rock

 

 

 

A expressão rock’n’roll tem origem pouco conhecida do grande público. – A locução deve-se ao fato de que nos anos de 1951-52 um jovem cantor do Centro-Oeste americano chamado Little Richard começou a modificar o beat do rhythm and blues da população negra do Sul do país. Essas alterações sugeriram a Alan Freed, de Cleveland a expressão rock’n’roll para designar o novo ritmo musical:

 

Ora tal locução refere-se a dois movimentos do corpo humano ocorrentes durante o intercâmbio sexual realizado sobre o banco traseiro de um carro; os termos são oriundos do jargão popular dos tugúrios americanos.

 

 

Crowley exerceu grande influência satânica sobre o rock. Preconizava a escrita às avessas, a linguagem às avessas e a música às avessas. Assim certas mensagens podem ser subliminarmente transmitidas ao se fazer girar a fita magnética em sentido inverso ao habitual. A escrita às avessas é encontrada, por exemplo, na vida pública, quando num carro se lê: AlClLOP. Na linguagem rock dir-se-ia, também por exemplo: DOG SlNATAS-SATAN lS GOD (Satanás é Deus).

 

Algumas mensagens subliminares (Subliminar é o que penetra o nosso subconsciente sem que a pessoa se dê conta de estar sendo doutrinada) ocorrem em freqüência muito baixas, como as do 14 a 20 hertz ou em freqüências muito elevadas, como as do 17.000 a 20.000 hertz.

 

 

Essas mensagens assim recebidas subconscientemente desencadeiam no cérebro a produção de endorfina, uma espécie de droga natural, que leva a pessoa a procurar a droga ou a aumentar a dose de droga se já é toxicodependente.

 

 

Eis algumas mensagens subliminares (ás avessas) decifradas por estudiosos no assunto:

 

 

-Satanás é Deus.

-O poder é Satanás. Ele te salvará entregando-te a 666. Eu tenho que viver para Satanás.

-Ó Senhor Satanás, eu te desejo!

-Benvindo Satanás, aceita um pacto, bem vindo ao show!

-Satanás está em mim.Ó meu suave Satanás…ele está em mim

-Satanás, fortaleza  do holocausto, tu és aquele a quem eu amo.

-Satanás, manifesta-te através das nossas vozes.

 

 

A letra da música rock é, muitas vezes, abertamente satânica. Eis uma composição de Dead Kennedys:

 

 

“Deus me mandou abater-te vivo.

Eu mato as crianças.

Tenho prazer em vê-las morrer.

Eu mato as crianças.

Faço as mães chorar.

Esmago as crianças debaixo do meu carro.

Quero ouvi-las gritar, dar-lhes confetis envenenados”.

 

 

 

Sob o nome de KISS (composto pelas iniciais de KINGS IN SATAN SERVICE, Reis ao Serviço de Satanás), The God of thunder (O Deus do Trovão) cantava:

 

 

“Fui educado por um demônio.

Preparado para reinar como “Aquele que é”.

Eu sou o senhor do deserto.

Um homem de ferro dos tempos modernos.

Chamo as trevas para divertir-me

E te ordeno que te ponhas de joelhos

Diante do deus do Trovão,

O Deus do rock’n’roll”.

 

 

 

Outra música termina com as seguintes palavras:

 

 

“Quem tem a juventude, possui o futuro.

 Vinde agora, filhos da Besta, e sede fortes.

 Cantai hinos em louvor do diabo”.

 

O suicídio é subliminarmente incentivado através destas músicas:

 

 

“Não tenhas medo do suicídio.

Morre jovem, morre em beleza.

Se queres ver sangue, olha o teu.

Suprime-te”

 

 

São altamente daninhas as conseqüências da música rock para a saúde física e o equilíbrio mental dos seus adeptos. Na verdade, não pode deixar de prejudicar a música a 120 decibéis, quando 90 decibéis são o máximo que o ouvido pode tolerar. Os médicos têm registrado as seguintes consequências:

 

 

–Doenças cardiovasculares.

–Perturbações dos hormônios sexuais e supra-renais, mudança radical da taxa de insulina no sangue,

–Perturbações da memória e da coordenação neuromuscular,

–Estados hipnóticos e catalópticos,

–Excitação neuro-sensorial que produz euforia, sugestionabilidade, histeria e alucinações, tendências ao suicídio.



Em suma,  observa o musicoterapeuta Adam Knieste:

 

 

“O rock não é um passatempo inofensivo; é uma droga mais fatal do que a heroína, que envenena a vida dos nossos jovens”.

 

 

4.   Os ritos  de  iniciação

 

 

 

Quem deseja entrar para uma seita satânica, passa pelos ritos de iniciação, que geralmente comportam doze pontos:

 

1)–Abjurar o Batismo Cristão.

 

2)–Abjurar a fé na Eucaristia.

 

3)–Recusar a obediência a Deus e dizer Sim a Satanás, Lúcifer ou Belial.

 

4)–Repudiar publicamente a Virgem Maria.

 

5)-Renegar os sacramentos Crstãos.

 

6)-Pisotear a cruz


7)–Pisotear/destruir as imagens da Virgem e dos Santos Católicos.

 

8)–Prestar juramento de fidelidade eterna ao príncipe das trevas, usando de linguagem diabólica.

 

9)–Ser batizado em nome do demônio e escolher um outro nome correspondente.

 

10)-Receber numa das coxas a tatuagem que significa a pertença à seita, com o timbre diabólico

 

11)–Assumir novos padrinhos pertencentes à seita

 

12)-Roubar hóstias consagradas para ritos sacrílegos.

 

 

ATENÇÃO!!! Estes pontos vêm a ser a base do pacto satânico, pacto que é redigido por escrito e assinado com o sangue do próprio iniciado.

 

 

5.   Conclusão

 

 

A breve amostragem de concepções e práticas satânicas revela a que ponto podem chegar o desespero ou mesmo o desequilíbrio mental de nossos contemporâneos. O satanismo aparece associado às drogas e à libertinagem sexual. É a degradação do ser humano, que se entrega ao deboche dos valores para erguer uma escala de contravalores. Ao praticar isso, o homem é movido pela emoção e por sentimentos cegos e não pela razão. A religiosidade inata em todo homem é um fator poderoso, capaz de converter; se não é acompanhada pela razão ou pelo intelecto, pode levar o ser humano à bestialização ou à renegação de si mesmo.

 

 

Daí a importância de que, desde cedo, as crianças aprendam as verdades da fé claramente apresentadas e, aos poucos, saibam dar contas de por que crêem; porque crêem nisso ou naquilo, e não naquilo outro. Assim poderão mais facilmente resistir à tentação de renegar o bom senso quando solicitadas por paixões ou machucadas pela vida.

 

 

Por graça de Deus, nem todos os satanistas perseveram na seita. O bom senso supera as emoções. Isto é ilustrado por testemunhos diversos, dos quais vai aqui transcrito o de Anna e Maria Barrett; colaboraram com o rock, a primeira como costureira, a outra no setor de discos e cassetes. Eis as suas palavras:

 

 

“Nós, diz Maria, trabalhamos para o rock durante dez anos. Isto se nos tornou pesado depois que descobrimos a contaminação satânica; nem podíamos acreditar que fosse verdade. Que estranhas experiências fizemos nós com Satanás e as pessoas que se lhe consagraram! A mim, continua Maria, pareceu muito estranho quando me deram a ordem de fazer aparecer sobre as vestes alguns sinais satânicos ou desenhos zombeteiros contra a Igreja, os sacerdotes e a Virgem Ssma. A princípio pensei que fosse uma moda privada de sentido, depois descobri que se trataria de colaboração real e propriamente dita com Satanás. Recusei-me a executar tais desenhos, e fiquei angustiada diante do entusiasmo de dezenas de milhares de jovens loucamente empolgados por suas “estrelas”.Se eles tivessem sabido! Em Denver foi fundado um grupo abertamente satânico. Surpreendi-me com isto e perguntei aos responsáveis: “Por que em Denver?” Responderam-me sarcasticamente: “Por que o Papa vai a Denver e a situação ficará muito interessante”. Nós duas dissemos muitas vezes a alguns sacerdotes que abrissem os olhos dos jovens para a presença de Satanás; que lhes ensinassem a reconhecê-lo e como saber defender-se… Mas os padres não se  mostraram de acordo: alguns parecem nem mesmo crer que Satanás exista. Este é o sonífero que protege Satanás e lhe garante o melhor sucesso: a negação da sua existência e da sua atividade… por parte daqueles que receberam o poder de o rechaçar (sacerdotes e exorcistas)”.

 

 

O depoimento é significativo e dá o que pensar - “Todo símbolo tem um dono, consagra espaços e aponta para algo” - A temática explanada neste artigo deve-se a René Laurentin em sua obra II Demônio. Mito o Realtà?. Ed. Massimo e Segno, Milano e Udine 1995.

 

Revista nº 479, Ano 2002, p. 153 - D. Estevão Bettencourt, OSB.

 

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