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Não confundir formador de opinião com intelectual – Todo intelectual tem uma produção intelectual reconhecida

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 14 de março de 2019 | 22:37






O formador de opinião segue tendências, e linhas de pensamento nas quais acredita. Este que aqui vos escreve jamais será um intelectual porque simplesmente não tem uma PRODUÇÃO INTELECTUAL PRÓPRIA formalmente publicada, e ou reconhecida.



A discussão sobre os limites e a atuação do Estado na esfera econômica é parte de uma agenda constante nos estudos dos intelectuais de Ciência Política. Sua relevância aumenta significativamente com a crescente centralidade de estudos sobre a atuação e as reformas necessárias ao Estado. A fim de conhecer mais sobre esse vasto campo, vamos trazer à tona o tema sobre o papel da produção intelectual.A avaliação Institucional é um instrumento essencial para auxiliar o ambiente acadêmico a compreender a sua realidade, no intuito de se buscar novas práticas. Para que essa avaliação possa realmente exercer seu papel, é necessário envolvimento de todos os segmentos da sociedade. Entretanto, muitas vezes, a própria academia não é suficientemente capaz de enxergar a importância da participação efetiva dos formandos neste processo intelectual, tendo por vezes, sua participação diminuída, ou até mesmo anulada, deixando a análise única e exclusivamente aos especialistas (argumento falacioso da autoridade).




Não podemos claro, deixar de destacar o trabalho de Inúmeros intelectuais brasileiros, entre eles Celso Furtado e Olavo de Carvalho entre outros que marcaram época, com sua produção intelectual. Muitos intelectuais reconhecem a a importância da obra de Celso Furtado na sua própria formação, evidentemente reconhecendo a importância da obra de Furtado sem ceder ao seu endeusamento. Mais do que a Furtado, estes intelectuais com certeza estão se referindo à grande onda de pensamento sobre o tema do subdesenvolvimento e do impacto que esta exerceu sobre as gerações nos anos de 1960 e 1970, em grande parte devido à relevância que o tema assumiu para se pensar o futuro da sociedade brasileira e da esmagadora maioria das nações do mundo no pós-guerra.





Curiosamente a teoria do desenvolvimento problemático e tardio das economias definidas como subdesenvolvidas foi capaz de sintetizar, de maneira ímpar e inigualável, uma série de crises que finalizavam um momento da economia e das relações políticas mundiais e que foram caracterizadas, na primeira metade do século XX, pelas críticas às teorias e aos axiomas do liberalismo econômico. Por extensão lógica, esta recusa acabou por produzir uma mudança de leitura sobre as relações mundiais de divisão do trabalho, as causas do progresso econômico e do arranjo desejável entre sociedade, mercado e Estado e sobre a própria avaliação da evolução do processo histórico. Pelo conjunto e alcance geral dos temas ancorados na nova arquitetura intelectiva da teoria do subdesenvolvimento percebe-se que ela ultrapassou em muito os limites da teoria econômica, ramificando-se por entre a política, a história e pelo tema da mudança social. Não é à toa que ele como intelectual foi capaz de, em seu tempo, canalizar e orientar a reflexão de um amplo leque de intelectuais, bem como, distante mais de meio século de sua produção original, continuar a justificar-se como material de análise e reflexão. 






Celso Furtado é portanto, um retrato intelectual, é um profícuo exemplo dos aspectos relevantes legados pela teoria do subdesenvolvimento, tomando como tema de análise a sua vasta produção intelectual inevitavelmente atrelada ao seu tempo histórico.








Já a produção intelectual  de Olavo de Carvalho, não é uma novidade entre aqueles que estudam o conservadorismo, mas para os incautos, não deixa de provocar estupefação com admiração quase devota e revoltas mortais, que fez um personagem tão peculiar,  se tornar uma pessoa politicamente influente no pensamento brasileiro, diz Alvaro Bianchi, diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Apesar da influência de Olavo na intelectualidade nacional, Alvaro Bianchi  frisa que:



“Olavo de Carvalho não criou nem contribuiu para a criação da nova direita no país, ele é um efeito e não a causa, mas suas ideias devem ser levadas a sério, e isto significa que as pessoas interessadas em compreender o avanço da direita na intelectualidade nacional, devem ler seus livros, sugere. E acrescenta: É preciso estudar e interpretar os mecanismos de difusão dessas ideias e isso só é possível desvendando a trama discursiva que permitiu essa difusão...”



Dentro da temática da produção intelectual contemporânea, não podemos deixar de destacar a nível mundial, o pensamento do consagrado escritor italiano Umberto Eco (80 anos). Conhecido por sua versatilidade intelectual e uma vasta produção literária, é um dos grandes pensadores ainda vivos. Seu romance mais recente, O cemitério de Praga, é um best-seller mundial. Outra obra sua com o título que faz referência ao conteúdo: Diário mínimo, é uma coletânea de observações do autor sobre variados assuntos, passando por paródias literárias, fantasia e ficção científica.



Portanto, ao falarmos sobre produção intelectual contemporânea, vemos que ela é vasta e diversificada, e atende a demandas de naturezas diversas. Por um lado, contempla o conhecimento novo em teoria econômica, comportamentos, e por outro lado também, atende às necessidades específicas das entidades públicas e privadas por conhecimentos que ajudem a formular, implementar e avaliar políticas públicas. Finalmente, a opinião pública de um modo geral, procura na produção intelectual vigente, conhecimento que apoie e esclareça as diversas posições nos debates sobre os rumos da política econômica nacional e internacional, bem como os comportamentos sociais e morais.




A diversidade da produção intelectual, se reflete também, nas formas de sua disseminação. Além das revistas indexadas, a produção intelectual escrita é divulgada também, de forma expressiva em livros, trabalhos publicados em anais de eventos científicos e em artigos publicados em jornais, magazines e internet. Porém, no que diz respeito aos meios de divulgação dessa vasta e diversificada produção intelectual, detectamos uma deficiência importante, pois  trabalhos de pesquisa de envergadura, materializados em relatórios, bem como textos para discussão, periódicos eletrônicos, apresentações feitas e eventos, muitas vezes não são divulgados, ficando desconhecidos ao público em geral.




Por que alguns intelectuais da atualidade odeiam a sociedade Capitalista?



O principal motivo é o ressentimento e a inveja. Este tipo de intelectual é geralmente uma pessoa profundamente ressentida. Este intelectual também, se encontra em uma situação de mercado muito incômoda: na maior parte das circunstâncias, ele percebe que o valor de mercado que ele gera ao processo produtivo da economia é bastante pequeno. Como pensa este intelectual? Ele estudou durante vários anos, passou vários maus bocados, teve de fazer o grande sacrifício de emigrar para Paris, passou boa parte da sua vida pintando quadros aos quais poucas pessoas dão valor e ainda menos pessoas se dispõem a comprá-los. Você se torna um ressentido. Há algo de muito podre na sociedade capitalista quando as pessoas não valorizam como deve os seus esforços, os seus belos quadros, os seus profundos poemas, os seus refinados artigos e seus geniais romances.  Mesmo aqueles intelectuais que conseguem obter sucesso e prestígio no mercado capitalista nunca estão satisfeitos com o que lhes pagam. O raciocínio é sempre o mesmo:




"Levando em conta tudo o que faço como intelectual, sobretudo levando em conta toda a miséria moral que me rodeia, meu trabalho e meu esforço não são devidamente reconhecidos e remunerados. Não posso aceitar, como intelectual de prestígio que sou, que um ignorante, um parvo, um inculto empresário ganhe 10 ou 100 vezes mais do que eu simplesmente por estar vendendo qualquer coisa absurda, como carne bovina, sapatos ou barbeadores em um mercado voltado para satisfazer os desejos artificiais das massas incultas. Essa é uma sociedade injusta", prossegue o intelectual. "A nós intelectuais não é pago o que valemos, ao passo que qualquer ignóbil que se dedica a produzir algo demandado pelas massas incultas ganha 100 ou 200 vezes mais do que eu", resumindo estes sentimentos: Ressentimento e inveja.


Afirma Bertrand de Jouvenel:


O mundo dos negócios, é para o intelectual, um mundo de valores falsos, de motivações vis, de recompensas injustas e mal direcionadas, para ele, o prejuízo é resultado natural da dedicação a algo superior, algo que deve ser feito, ao passo que o lucro representa apenas uma submissão às opiniões das massas. Enquanto o homem de negócios tem de dizer que: "O cliente sempre tem razão", nenhum intelectual aceita este modo de pensar, porque este tipo de intelectual jamais é capaz de se colocar no lugar do cliente, pois ele nada propõe, mas impõe. E prossegue de Jouvenel: “Dentre todos os bens que são vendidos em busca do lucro, quantos podemos definir resolutamente como sendo prejudiciais?  Por acaso não são muito mais numerosas as ideias prejudiciais que nós, intelectuais, defendemos e avançamos? ” O que concluímos disso tudo: Somos humanos.



(Caetano Veloso ao centro no MST)


Se ao ressentimento e à inveja acrescentamos a soberba e a ignorância, não há por que estranhar que a corte de homens e mulheres do cinema, da televisão, da literatura e das universidades, considerando as possíveis exceções, sempre atue de maneira cega, obtusa e tendenciosa em relação ao processo empreendedorial de mercado, que seja profundamente anticapitalista e sempre se apresente como porta-voz do socialismo, do controle do modo de vida da população e da redistribuição de renda. Só esquecem um pequeno detalhe, não existe distribuição de renda, sem antes a produzi-la e manter esta produção, pois de onde se tira e não se coloca, um dia vai faltar. Fazemos esta reflexão com a imagem do Caetano Veloso e Chico Buarque com o boné do MST na cabeça, ressentido com o MC Kevinho que ganha mais do que ele rios de dinheiro. Intelectuais normalmente são egocêntricos e tendem a se auto vangloriar. Eles genuinamente creem que são o supra sumo da inteligência humana, os mais estudiosos dos assuntos sociais. Porém, a maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito à ciência econômica. Na realidade como intelectuais, às vezes (nem sempre), são excelentes artistas...


(Cantor e compositor Chico Buarque)


Mas o pior de tudo é o pseudo intelectual:


O pseudo intelectual é aquele camarada que quer dar uma de sabidão e entendedor de tudo na frente da galera, usando um vocabulário que não está ao alcance de todos e fica citando frases recortadas que encontrou na Wikipedia, por exemplo:


"Não o interpelo pelos bicos de bípedes palmípedes, nem pelo valor intrínseco dos retrocitados galináceos, mas por ousares transpor os umbrais de minha residência. Se foi por mera ignorância, perdôo-te, mas se foi para abusar da minha alma prosopopéia, juro pelos tacões metabólicos dos meus calçados que dar-te-ei tamanha bordoada no alto da tua sinagoga que transformarei sua massa encefálica em cinzas cadavéricas.Porém este devaneio era adversativo a ela, tal exclusividade invasiva que a mulher tinha. Era belamente mortatiça, espantar-se adversamente o indivíduo que a conhecesse. Todavia, entrementes passeávamos com suficiente longanimidade naquela metafísica de caráter ontológico..."





É o cara que quer ou pensa ser o detentor de todo o conhecimento e acredita nunca estar errado. Ele não propõe, mas impõe suas crenças e visões de mundo.E o pior é que na maioria das vezes ele consegue enganar-se a si mesmo e considerar-se a pessoa mais inteligente da galáxia se você não o conhece realmente.



E assim caminha a humanidade. Caminheiro, caminhemos, pois é caminhando que se faz caminhada!



Apostolado Berakash

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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