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Resposta ao padre que desprezou publicamente a oração do terço pelos Católicos

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 14 de agosto de 2020 | 23:58





O padre Telmo José Amaral de Figueiredo, da paróquia São Benedito em Urânia – SP, que pertence à Diocese de Jales, durante a celebração da Santa Missa, referiu-se com total desrespeito e impiedade à oração do Santo Terço. Buscando contrapor a importância das “obras” e dos “pobres” o padre utiliza de expressões depreciativas referindo-se às práticas de devoção recomendadas por muitos santos (e papas) durante os milênios de Tradição da Igreja e faz duras críticas às pessoas que valorizam a vida espiritual, utilizando até referências do papa Francisco para impor suas teorias achológicas e meramente pessoais.



Vejam suas palavras:



“Muitos fogem do Reino de Deus… É mais fácil você marcar um terço, mais fácil fazer uma “oraçãozinha” de pai nosso, ave-maria… até mesmo mil Ave-Marias, que não adiantam nada, porque se adiantasse esse país seria bem melhor...Por isso que a Igreja de hoje não atrai as pessoas como atraia antigamente, a gente se perde muitas vezes em preces, terços, orações, devoções… em coisas que não transformam a vida de ninguém! Quantos terços você já rezou durante a sua vida, você se converteu por causa do terço?”



Tais colocações vão em desencontro aos ensinamentos da Igreja em sua tradição e magistério.
























VEJA EM DESTAQUE NO LINK ABAIXO, O SEU ATAQUE AO SANTO ROSÁRIO:



https://www.youtube.com/watch?time_continue=3&v=aQvToNBZPB8&feature=emb_logo




Aos que desejarem assistir a homilia na íntegra, podem fazer pelo link abaixo. (As falas do vídeo recortado acima estão aproximadamente no minuto 40′ da transmissão):


https://www.youtube.com/watch?v=CHRxaZbrP6I




Os pensamentos e ensinamentos expressos pelo padre do vídeo, são provenientes de linha comunista/marxista que atua dentro da Igreja chamada Teologia da Libertação (TL), que prioriza a atuação da Igreja ante os pobres e despreza a importância da espiritualidade. O movimento da Teologia da Libertação foi condenado pela Igreja e duramente criticado pelos pontificados de João Paulo II e de Bento XVI. Movimento este que foi recentemente elogiado em uma conversa do ex-presidente condenado Lula e o ícone da Teologia da Libertão Leonardo Boff em uma live. Nesta live eles enalteceram a TL e foram enfáticos em dizer que o Partido dos Trabalhadores (PT) não existiria se não fosse o trabalho da Igreja Católica através da Teologia da Libertação.É importante lembrar que Nossa Senhora em Fátima apareceu a três crianças para alertar o mundo sobre os erros que seriam espalhados pela Russia, o Comunismo. Nesta mesma aparição Nossa Senhora pediu que os católicos:


“Rezem o Terço, todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo.”

































Até o momento o Bispo da Diocese de Jales, José Reginaldo Andrietta, que já esteve filiado ao PT, não se manifestou sobre o ocorrido. Em 2006, o mesmo padre Telmo José Amaral, já havia sido afastado do exercício do ministério sacerdotal pelo bispo dom Paulo Mendes Peixoto, em função de um processo no qual ele era acusado de ter revelado segredos de confessionário dos fiéis da Paróquia do Divino Espírito Santo, em São José do Rio Preto. O caso foi encaminhado ao Tribunal Eclesiástico e depois à Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano, que determinou a abertura de um processo, conforme relata reportagem do portal G1.


*Com informações de Bruno Braga


Fonte: https://templariodemaria.com/padre-despreza-oracao-do-terco-que-nossa-senhora-durante-missa-ao-vivo-nao-converte-ninguem/?fbclid=IwAR1jYy_Szc9lvxuOly-fvHKJ67EdCHscj9uJVmufqAnD3Zwvf9tVQhg9sy4
































Muitos católicos piedosos em situações como estas dizem: 



"Vamos ser misericordiosos e rezar por este padre"




Claro que como Católicos, não podemos cair no mesmo erro que ele, em achar que a oração não resolve nada.Tudo pode ser mudado interiormente sim pelo poder da oração, porém, não no nosso tempo e do nosso jeito para atender as nossas expectativas, pois sempre haverá o livre arbítrio dado por Deus a toda criatura.































Mas vamos ser "realistas" com algumas questões que nos servirão de balizamento para estas situações que estão se tornando comum na Igreja:



-De que vai adiantar a minha misericórdia para com este padre? Ele precisa da minha misericórdia, ou da de Deus? 


-Quem irá salva-lo será a minha misericórdia, ou a de Deus?


-Humanamente falando, o que será mais necessário a este padre? A minha misericórdia? da qual ele não precisa, nem sabe que a estou dando e talvez não esteja nem precisando, pois está convicto de que está certo e portanto, não está arrependido. Misericordia-lo então com um silêncio obsequioso para não ferí-lo, magoa-lo e deixar que suas convicções sinceras, porém equivocadas arrastem as pessoas para sua militância? Ora, só existe perdão e misericórdia onde há arrependimento.


-Nesta situação e outras semelhantes, qual o melhor remédio? O da misericórdia, ou da verdade que doí mas liberta?


-Justiça, verdade e misericórdia não seria nesta ordem, o triplo remédio mais eficaz?


a)-Suas autoridades agirem de forma justa repreendendo-o (coisa que seu bispo Dom José Reginaldo Andrietta não irá fazer).


b)-A igreja o ensinado, ou, relembrando a verdade salvífica e salutar da Igreja:

I Ped. 1,12: "Não vos falo estas coisas porque não saibais, pois sois mestres da Verdade". 


c)-Após ele reconhecer que errou, ai sim, usarmos de misericórdia.






O que este padre se nega a enxergar é que os principais responsáveis pela perda de fiéis católicos e pelo crescimento dessas igrejas pentecostais, tão atuantes na política, foram esses mesmos clérigos da “esquerda católica”, que hoje se queixam do resultado de seus próprios desatinos.Os próprios protestantes não hesitam em reconhecer que seu crescimento exponencial se deu no período em que a corrente desses prelados, adeptos da Teologia da Libertação, dirigia a CNBB. Ao apoiarem o PT, o MST e outros movimentos de esquerda, conferindo um viés político às suas pastorais, esses clérigos católicos desagradaram milhões de fiéis que, sentindo-se órfãos de uma verdadeira assistência religiosa, migraram para as seitas protestantes.Em 2001, o então líder da Convenção Batista do Brasil, o pastor Nilson Fanini, resumiu para a revista americana Time, em um comentário, ao qual não falta uma nota de sarcasmo, como e por qual motivo isso se deu:




A Igreja Católica optou pelos pobres, mas os pobres optaram pelos evangélicos”. Por quê? Simplesmente porque “essas pessoas estavam famintas de algo mais do que simplesmente comida; os evangélicos supriram melhor as necessidades emocionais e espirituais do povo”, afirmou para a mesma revista o Sr. Henrique Mafra Caldeira de Andrada, diretor do programa protestante no Instituto de Estudos Religiosos de Rio de Janeiro.



Em nome da interpretação marxista da “opção preferencial pelos pobres”, feita pela Teologia da Libertação, as conferências episcopais da América Latina deram apoio à agenda revolucionária de esquerda. O resultado foi o abandono de milhões de almas, sobretudo das pessoas mais simples, nas mãos dos pastores protestantes.Um estudo do Conselho Episcopal Latino-Americano—CELAM revelou, no fim dos anos 1990, que, já naqueles anos, 8.000 latino-americanos abandonavam a Igreja Católica por dia e passavam para os evangélicos. Em apenas quatro décadas — levando-se em conta o crescimento populacional do Brasil —, essa mal interpretada “opção preferencial pelos pobres” de viés esquerdista fez com que os protestantes ganhassem 30 milhões de adeptos e a Igreja Católica perdesse mais de 50 milhões de fiéis, para eles ou para as diversas seitas, ou até para a irreligião.Essa é a triste evidencia dos fatos. Ela é uma prova flagrante de que foi por terem apoiado correntes revolucionárias e demagógicas que muitos prelados levaram a Igreja Católica a ser desacreditada junto aos pobres e aos excluídos. Os mesmos “excluídos” que esses bispos ‘foice e martelo’ dizem querer libertar!



Este padre inspirado não por Deus, MAS PELO DEMÔNIO, esquece que o terço realiza primeiramente uma obra interior para depois exteriorizar-se, e que não é automática, pois se lida com a liberdade humana. Falar dos testemunhos de intervenção da oração do Santo Rosário nas vidas de muitas pessoas e na sociedade, desde sua instituição, são incontáveis, poderíamos citar mais recentemente Portugal que numa Europa devastada por duas guerras, manteve esta nação intacta e também, a queda do Comunismo com os cercos de Jericó. A missão social é, antes, uma missão segunda, embora derivada, necessariamente, da primeira, que é de natureza "religiosa”. Essa lição nunca foi bem compreendida pelo pensamento laico. Foram os Iluministas que queriam reduzir a missão da Igreja à mera função social. Daí terem cometido o crime, inclusive cultural, de destruírem celebres mosteiros e proibido a existência de ordens religiosas, por acharem tudo isso coisa completamente inútil, mentalidade essa ainda forte na sociedade e até mesmo dentro da Igreja. Rezar a Deus junto com Maria é uma graça que não podemos desprezar. Falar com a Mãe Aparecida é uma necessidade para um bom filho de Deus.




O apóstolo Paulo pede orações em 2 Tessalonicenses 3, 3-5:



“3 Finalmente, irmãos, peço-vos que orem por nós, para que a palavra do Senhor se espalhe livremente e seja glorificada onde quer que chegue, como aconteceu convosco. 2 Orem também para que sejamos livres de homens corruptos e maus; porque a fé não atinge todas as consciências. 3 Mas o Senhor é fiel e vos fortalecerá e guardará dos ataques do Maligno. 4 Confiamos em Deus que estão e continuarão a fazer aquilo que vos mandámos. 5 Que o Senhor dirija os vossos corações no amor de Deus e na perseverança em Cristo.



Tiago Apóstolo orienta que orem uns pelos outros:



Tiago 5,16: “Orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz”



Jesus orienta e ensina seus discípulos a rezarem “corretamente”:


Lucas 11, 1-13:1 E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos.2 E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu.3 Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano;4 E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve, e não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal.5 Disse-lhes também: Qual de vós terá um amigo, e, se for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães,6 Pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho que apresentar-lhe;7 Se ele, respondendo de dentro, disser: Não me importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para tos dar;8 Digo-vos que, ainda que não se levante a dar-lhos, por ser seu amigo, levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o que houver mister.9 E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á;10 Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á.11 E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?12 Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?13 Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?...”




O Magistério "OFICIAL" da Igreja é totalmente diferente da "ACHOLOGIA" do Padre Telmo José Amaral de Figueiredo, da paróquia São Benedito em Urânia – SP




Deus ouve a nossa oração:




CIC §2737: "Não possuís porque não pedis. Pedis, mas não recebeis, porque pedis mal, com o fim de gastardes nos vossos prazeres" (Tg 4,2-3). Se pedimos com um coração dividido, "adúltero" Deus não nos pode ouvir, porque deseja nosso bem, nossa vida. "Ou julgais que é em vão que a Escritura diz: Ele reclama com ciúme o espírito que pôs dentro de nós (Tg 4,5)?" Nosso Deus é "ciumento" de nós, o que é o sinal da verdade de seu amor. Entremos no desejo de seu Espírito e seremos ouvidos:Não te aflijas se não recebes imediatamente de Deus o que lhe pedes: pois Ele quer fazer-te um bem ainda maior por tua perseverança em permanecer com Ele na oração. Ele quer que nosso desejo seja provado na oração. Assim Ele nos prepara para receber aquilo que Ele está pronto a nos dar.





Jesus ouve a nossa oração:



CIC §2616: A oração a Jesus é ouvida por Ele já durante seu ministério, por meio dos sinais que antecipam o poder de sua Morte e Ressurreição: Jesus ouve a oração de fé, expressa em palavras (o leproso, Jairo, a cananéia, o bom ladrão), ou em silêncio (os carregadores do paralítico, a hemorroíssa que lhe toca as vestes, as lágrimas e o perfume da pecadora). O pedido insistente dos cegos: "Filho de Davi, tem compaixão de nós" (Mt 9,27)ou "Filho de Davi, tem compaixão de mim" (Mc 10,47) foi retomado na tradição da Oração a Jesus: "Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor, tem piedade de mim, pecador!" Quer na cura das enfermidades, quer na remissão dos pecados, Jesus responde sempre à oração que implora com fé: "Vai em paz, tua fé te salvou!"Sto. Agostinho resume admiravelmente as três dimensões da oração de Jesus (cf. 2667): "Ele ora por nós como nosso sacerdote, ora em nós como nossa cabeça, e a Ele sobe nossa oração como ao nosso Deus. Reconheçamos pois, nele, os nossos clamores e em nós os seus clamores".









Muitos santos passaram por este caminho de peregrinação que é a nossa vida cristã rezando o Terço com devoção:




– São João Paulo II, que dizia: “O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações. A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto”.


– São Pio de Pietrelcina disse: “Amai Nossa Senhora e tornai-A amada. Rezai sempre o seu Rosário e divulgai-o”.


– São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes, tinha uma enorme confiança nesta oração, a ponto de dizer: “Com esta arma, afastei muitas almas do diabo”.



-Não podemos esquecer o conselho de Santo Afonso Maria de Ligório: “Se quisermos, pois, ajudar as santas almas do purgatório, procuremos rogar por elas à Santíssima Virgem em todas as nossas orações, aplicando-lhes especialmente o Santo Rosário, que lhes dá grande alívio”. É uma obra de misericórdia que devemos praticar. E, além disso, podemos alcançar, pelo Rosário, a intercessão de Maria e graças para nossas famílias, assim como nos diz São Pio X: “Se quiserdes que a paz reine em vossas famílias e em vossa Pátria, rezai todos os dias, em família, o Santo Rosário”.




-São Luís Maria Grignion de Montfort (1673 –1716), grande apóstolo de Maria Santíssima, escreveu: “A Santíssima Virgem revelou ao Bem-aventurado Alain de la Roche que, depois do Santo Sacrifício da Missa, que é o primeiro e mais vivo memorial da Paixão de Jesus Cristo, não havia devoção mais excelente e meritória que o Rosário, que é como que um segundo memorial e representação da vida e da Paixão de Jesus Cristo”.




Assim sendo, depois da Santa Missa o Santo Rosário é a mais poderosa arma de eficácia comprovada contra Satanás e seus sequazes, que procuram perder as almas. É um meio de salvação dos mais poderosos e eficazes que nos foi oferecido pela Divina Providência. O Rosário soluciona inúmeros problemas, assegura a manutenção da salvação e faz a profecia de Nossa Senhora em Fátima se cumprir: “E por fim meu imaculado coração triunfará”.



O Rosário, Instrumento de Salvação




(Extraído do livro: A eficácia maravilhosa do Santo Rosário,de São Luís Maria Grignion de Montfort)




A Santíssima Virgem revelou ao Beato Alano que, quando São Domingos pregou o Rosário, pecadores endurecidos foram tocados e choraram amargamente seus crimes, e até crianças fizeram penitências incríveis. O fervor foi tão grande, por toda a parte onde ele pregava, que os pecadores mudaram de vida e edificaram todo o mundo por suas penitências.




Se vós sentis vossa consciência carregada de pecados, tomai o Rosário e rezai uma parte dele em honra de alguns dos mistérios da vida, da paixão ou da glória de Jesus Cristo. Convencei-vos de que, enquanto estiverdes meditando e honrando esses mistérios, no céu Ele mostrará suas chagas sagradas ao Pai, tomará a vossa defesa e obterá a contrição e o perdão dos vossos pecados. Ele mesmo disse um dia ao Beato Alano: "Se esses míseros pecadores rezassem frequentemente o Rosário, participariam dos méritos da minha paixão e Eu, como seu advogado, aplacaria a Justiça divina". Nossa vida é uma guerra e uma tentação contínuas, na qual não temos que combater inimigos de carne e de sangue, mas as próprias potências do inferno. Armai-vos, pois, com a arma de Deus que é o santo Rosário. Esmagareis assim a cabeça do demônio e permanecereis inabaláveis diante de todas as suas tentações. É por isso que o Rosário, ainda que considerado materialmente, é tão terrível ao demônio, e os Santos dele se serviram para expulsá-lo dos corpos de possessos, como testemunham muitas narrativas. O Beato Alano atesta que livrou grande número de possessos colocando o Rosário em seu pescoço.




-Santo Agostinho assegura que não há exercício mais frutuoso e mais útil para a salvação do que pensar frequentemente nos sofrimentos de Nosso Senhor.


-Santo Alberto Magno, mestre de São Tomás, soube por revelação que a simples lembrança ou meditação da paixão de Jesus Cristo é mais meritória ao cristão do que jejuar a pão e água todas as sextas-feiras de um ano inteiro, ou tomar a disciplina até o sangue todas as semanas, ou recitar todos os dias os cento e cinqüenta Salmos.


-O Padre Dorland conta que a Santíssima Virgem declarou ao venerável Domingos, cartuxo devoto do santo Rosário, que residia em Trèves no ano de 1481, que "todas as vezes que um fiel recita o Rosário com as meditações dos mistérios da vida e da paixão de Jesus Cristo em estado de graça, ele obtém plena e inteira remissão de todos os seus pecados".



Ao Beato Alano, Ela disse:


"Grande quantidade de indulgências foram concedidas ao meu Rosário, mas fica sabendo que Eu acrescentarei ainda muitas mais, aos que rezarem o terço em estado de graça, de joelhos e devotamente. E a quem nas mesmas condições perseverar nessa devoção, Eu lhe obterei no fim da vida, como recompensa por esse bom serviço, a plena remissão da pena e da culpa de todos os seus pecados".






Por que Nossa Senhora insiste tanto na Oração do Rosário?



Em 1945 os americanos lançaram a bomba atômica sobre duas cidades japonesas: Nagasaki e Hiroshima. Nesta última, num raio de um quilômetro e meio do centro da explosão, ficou tudo arrasado e todos os habitantes morreram carbonizados. A casa paroquial, com oito moradores jesuítas, que distava apenas 800 metros da explosão, ficou de pé e os seus moradores ficaram ilesos.O Pe. Hubert Shiffer era um deles e tinha então 30 anos. Depois viveu mais 33 completamente com saúde e nenhum dos moradores da casa sofreu as conseqüências da radioatividade. Ele contou a sua experiência no Congresso Eucarístico da Filadélfia (EUA) em 1976. Então todos os membros daquela comunidade ainda viviam.O Pe. Shiffer foi examinado e interrogado por mais de 200 cientistas e não puderam explicar como, no meio de milhares de mortos, ele e seus companheiros tinham podido sobreviver. O Pe. Shiffer afirmou que centenas de cientistas e pesquisadores por vários anos continuaram a investigar por que a casa paroquial não foi atingida quando tudo ao redor ficou arrasado. E o padre explicou, dizendo:


"Naquela casa se rezava todos os dias, em comum, o Santo Rosário. Por isso, foi protegida por Nossa Senhora".



Nossa Senhora, a partir principalmente de Lourdes, dá uma ênfase toda especial à oração do Rosário. Em Lourdes aparece sempre com o ROSÁRIO. Em outras aparições, pede sempre que se reze o Rosário. Em Fátima, em cada uma das aparições, ela insiste: "Rezem o ROSÁRIO DIARIAMENTE".Em Medjugorje, desde o início, pede que se reze o Rosário. Em 14/08/84, ela diz: "Eu gostaria que cada dia se rezasse pelo menos o Rosário". Em 27/09/84: "Peço às famílias da paróquia que rezem o rosário em família".No dia 25/06/85 a vidente Marija pergunta a Nossa Senhora o que deseja dizer aos sacerdotes. Ela responde:




"Caros filhos, eu os exorto a convidar todos à Oração do Rosário. Com o rosário, vencerão todas as dificuldades que Satanás, neste momento, quer colocar no caminho da Igreja Católica. Vocês todos, Sacerdotes, Rezem o Rosário. Consagrem tempo ao Rosário".



O Papa São João Paulo II no 80º aniversário das aparições em Fátima, disse:




"Caríssimos irmãos, rezai o Rosário todos os dias! Peço vivamente aos pastores para rezar o Rosário nas suas comunidades cristãs. Ajudai o povo de Deus a retornar à oração cotidiana do Rosário".
































A EFICÁCIA DO SANTO ROSÁRIO NA ORIGEM DOS CERCOS DE JERICÓ:



O Santo Padre João Paulo II devia ir à Polônia a 8 de maio de 1979, para o 91º aniversário do martírio de Santo Estanislau, bispo de Cracóvia. Era a primeira vez que o Papa visitava o seu país, sob o regime comunista; era uma visita importantíssima e muito difícil. Aqui começaria a ruína do comunismo ateu e a queda do muro de Berlim.



Em fins de novembro de 1978, sete semanas depois do Conclave que o havia eleito Papa, Nossa Senhora do Santo Rosário teria dado uma ordem precisa a uma alma privilegiada da Polônia:


“Para a preparação da primeira peregrinação do Papa à sua Pátria, deve-se organizar na primeira semana de maio de 1979, em Jasna Gora (Santuário Mariano), um Congresso do Rosário: sete dias e seis noites de Rosários consecutivos diante do Santíssimo Sacramento exposto.”



No dia da Imaculada Conceição (8 de dezembro de 1978), Anatol Kazczuck, daí em diante promotor desses Cercos, apresentou a ordem da Rainha do Céu a Monsenhor Kraszewski, bispo auxiliar da Comissão Mariana do Episcopado. Ele respondeu:



“É bom rezar diante do Santíssimo Sacramento exposto; é bom rezar o Terço pelo Papa; é bom rezar em Jasna Gora. Podeis fazê-lo.”


Anatol apresentou também a mensagem de Nossa Senhora a Monsenhor Stefano Barata, bispo de Czestochowa e Presidente da Comissão Mariana do Episcopado. Ele alegrou-se com o projeto, mas aconselhou-os a não darem o nome de “Congresso”, para maior facilidade na sua organização. Então, deu-se o nome de “Cerco de Jericó” a esta iniciativa.



O padre-diretor de Jasna Gora aprovou o projeto, mas não queria que se realizasse em maio por causa dos preparativos para a visita do Santo Padre. Dizia ele: “Seria melhor em abril.”



“Mas a Rainha do Céu deu ordens para se organizarem esses Rosários permanentes na primeira semana de maio”, respondeu o Sr. Anatol. O padre aceitou, recomendando-lhe que fossem evitadas perturbações.




A Santíssima Virgem sabia bem que o Cerco de Jericó em maio não iria perturbar a visita do Papa, porque ele não viria. E, logo a seguir, as autoridades recusaram o visto de entrada no país ao Santo Padre, como tinham feito a Paulo VI em 1966. Consternação geral em toda a Polônia! O Papa não poderia visitar a sua Pátria.







Foi, então, com redobrado fervor que se organizou o “assalto” de Rosários:



E, no dia 7 de maio, ao mesmo tempo que terminava o Cerco, caíram “as muralhas de Jericó”. Um comunicado oficial anunciava que o Santo Padre visitaria a Polônia de 2 a 10 de junho. Sabe-se como o povo polonês viveu esses nove dias com o Papa, o “seu” Santo Padre, numa alegria indescritível!




No dia de 10 de junho, João Paulo II terminava a sua peregrinação, consagrando, com todo Episcopado polonês, a nação polaca ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria, diante de um milhão e quinhentos mil fiéis reunidos em Blonic Kraskoskic. Foi a apoteose! Depois dessa estrondosa vitória, a Santíssima Virgem ordenou que se organizassem Cercos de Jericó todas as vezes que o Papa João Paulo II saísse em viagem apostólica.



“O Rosário tem um poder de exorcismo”, dizem os nossos amigos da Polônia, “ele torna o demônio impotente.”




Por ocasião do atentado contra o Papa, em 13 de maio de 1981, os poloneses lançaram de novo um formidável “assalto” de Rosários e obtiveram o seu inesperado restabelecimento.



Mais uma vez, as muralhas de ódio de Satanás se abatiam diante do poder da Ave-Maria.



Por: Professor Felipe Aquino





A Origem da Ave-Maria





É bom lembrar que, a segunda parte da Ave-Maria ("Santa Maria, Mãe de Deus"), foi introduzida na oração por ocasião da vitória sobre a heresia nestoriana, deflagrada no ano de 429. O bispo Nestório, Patriarca de Constantinopla, afirmava ser Maria mãe de Jesus e não Mãe de Deus. O episódio tomou feições tão sérias que culminou no Concílio de Éfeso convocado pelo Papa Celestino I. Sob a presidência de São Cirilo (Patricarca de Alexandria), a heresia foi condenada e Nestório, recusando a aceitar a decisão do conselho, acabou sendo excomungado. Conta-se que no dia de encerramento do Concílio, onde os Padres Conciliares exaltaram as virtudes e as prerrogativas especiais da VIRGEM MARIA, o Santo Padre Celestino ajoelhou-se diante da assembleia e saudou Nossa Senhora, dizendo: 



"SANTA MARIA, MÃE DE DEUS, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém."



Na continuidade dos anos, esta saudação foi unida àquela que o Arcanjo Gabriel fez a Maria, conforme o Evangelho de Jesus segundo São Lucas 1,26-38 "Ave cheia de graça, o Senhor está contigo!" e também, a outra saudação que Isabel fez a Maria, para auxiliá-la durante os últimos três meses de sua gravidez: "Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre." (Lucas1, 42) Estas três saudações deram origem a AVE MARIA.




Como surgiu a oração do Santo Rosário




A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai Nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria. Posteriormente fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios.



Rosa das rosas, Rainha das rainhas!



A palavra Rosário vem do latim Rosarium, que significa 'Coroa de Rosas'.



Nossa Senhora é a Rosa Mística (como é invocada na Ladainha Lauretana), e em sua homenagem o nome Rosário, que vem de Rosas. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma Rosa espiritual, e por cada Rosário completo, lhe é entregue uma Coroa de Rosas.A rosa é a rainha das flores, Rosa das rosas, como é a Rainha das rainhas. sendo assim o Rosário a Rosa de todas as devoções e, portanto, a mais importante.







O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de nossa salvação!



Com o rosário, meditamos os mistérios de gozo, de dor e de glória de Jesus e Maria. É uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é mais poderosa, porque Maria recebe o que ela pede, Jesus nunca diz não ao que Sua Mãe lhe pede. Em cada uma de suas Aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o maligno, para nos trazer a verdadeira paz.



São Domingos e o Santo Rosário:



A difusão e posterior expansão do Rosário, a Igreja atribui à São Domingos de Gusmão (século XII), conhecido como o "Apóstolo do Rosário", cuja devoção propagou aos católicos como arma contra o pecado e contra a heresia albigense , que assolava Toulose (França).Segundo respeitosa tradição, Nossa Senhora numa Aparição revelou a devoção ao Rosário a São Domingos de Gusmão, em 1214, como meio para salvar a Europa de uma heresia.



Eram os albigenses, que, como uma epidemia maldita, contagiavam com seus erros outros países, a partir do norte da Itália e da região de Albi, no sul da França. De onde o nome de albigenses atribuído a esses hereges, conhecidos também como cátaros (do grego: puros), pois assim soberbamente se auto nomeavam. Eram lobos disfarçados com pele de ovelha, infiltraram-se nos meios católicos para melhor enganar e captar simpatia. Tais hereges pregavam, entre outros erros, o panteísmo, o amor livre, a abolição das riquezas, da hierarquia social e da propriedade particular — salta aos olhos a  semelhança com o comunismo.



Várias regiões da Europa do século XIII ficaram infestadas pela heresia albigense, e toda a reação católica visando contê-la mostrava-se ineficaz. Os hereges, após conquistar muitas almas, destruir muitos altares e derramar muito sangue católico, pareciam definitivamente vitoriosos.São Domingos (mais tarde fundador da Ordem Dominicana) intrepidamente empenhou-se no combate à seita albigense, não conseguindo, porém, sobrepujar o ímpeto dos hereges, que continuavam pervertendo os fiéis católicos. E os que não se pervertiam eram massacrados.Desolado, São Domingos suplicou à Virgem Santíssima que lhe indicasse uma eficaz arma espiritual capaz de derrotar aqueles terríveis adversários da Santa Igreja.




A Aparição da Santíssima Virgem




Quando tudo parecia perdido, Nossa Senhora interveio nos acontecimentos para salvar a Cristandade desse mal.O Bem-aventurado Alain de la Roche (1428 – 1475), célebre pregador da Ordem Dominicana, no livro Da dignidade do Saltério, narra a aparição de Nossa Senhora a São Domingos, em 1214. Nessa aparição, Ela ensina aquele Santo a pregar o Rosário (também chamado Saltério de Maria, em lembrança dos 150 salmos de Davi) para salvação das almas e conversão dos hereges.



Na obra de São Luís Grignion de Montfort acima citada, ele transcreve tal narração:


       
Vendo São Domingos que os crimes dos homens criavam obstáculos à conversão dos albigenses, entrou em um bosque próximo a Toulouse e passou nele três dias e três noites em contínua oração e penitência, não cessando de gemer, de chorar e de macerar seu corpo com disciplinas para aplacar a cólera de Deus, até cair meio morto.



A Santíssima Virgem, acompanhada de três princesas do Céu, lhe apareceu e disse:



— Sabes tu, meu querido Domingos, de que arma se serviu a Santíssima Trindade para reformar o mundo?



— Ó Senhora! – respondeu ele – Vós o sabeis melhor do que eu, porque depois de vosso Filho Jesus Cristo, fostes o principal instrumento de nossa salvação’.



Ela acrescentou:



— Saiba que a peça principal da bateria foi a saudação Angélica, que é o fundamento do Novo Testamento; e portanto, se queres ganhar para Deus estes corações endurecidos, reza meu Saltério.




Rosário esmaga heresia albigense




O Santo se levantou muito consolado e abrasado de zelo pelo bem daquela gente; entrou na igreja catedral; no mesmo momento os sinos tocaram, pela intervenção dos anjos, para reunir os habitantes.No princípio da pregação, formou-se uma espantosa tormenta; a terra tremeu, o sol se obscureceu, os repetidos trovões e os relâmpagos fizeram estremecer e empalidecer os ouvintes; e aumentou seu terror ao ver uma imagem da Santíssima Virgem, exposta em lugar proeminente, levantar os braços três vezes ao Céu para pedir a Deus vingança contra eles, se não se convertessem e não recorressem à proteção da Santa Mãe de Deus.O Céu queria por esses prodígios aumentar a nova devoção do santo Rosário e torná-la mais notória.A tormenta cessou por fim, pelas orações de São Domingos. Ele continuou seu sermão, e explicou com tanto fervor e entusiasmo a excelência do santo Rosário, que os moradores de Toulouse (um dos principais focos da heresia) o abraçaram quase todos e renunciaram a seus erros, vendo-se em pouco tempo uma grande mudança na vida e nos costumes da cidade.




Melhor artilharia contra o demônio e sequazes.

       


Empunhando a potente arma do Rosário, São Domingos retornou ao combate, pregando incansavelmente na França, Itália e Espanha a devoção que a própria Senhora do Rosário lhe ensinara, e por todas as partes reconquistava as almas: os católicos tíbios se afervoravam, os fervorosos se santificavam; as ordens religiosas floresciam; convertia os hereges, que, abjurando seus erros, voltavam à Igreja aos milhares; os pecadores se arrependiam e faziam penitência; expulsava os demônios de possessos; operava milagres e curas. Somente na Lombardia, o ardoroso cruzado do Rosário converteu mais de 100 mil hereges albigenses.Tudo por meio da melhor artilharia contra o demônio e seus seguidores: o Santo Rosário.



O herói Conde Simão de Montfort




Mas restavam ainda aqueles hereges empedernidos, que não se convertiam de nenhum modo, e procuravam reverter a derrota fazendo estragos em alguns outros países. Para resolver o problema, Nossa Senhora, além do heróico São Domingos, suscitou outro herói para erradicar da Europa a heresia: o admirável Conde Simão de Montfort. O primeiro empunhou como arma o Rosário, o segundo empunhou a espada. Uma combinação perfeita: o espírito de oração com o espírito de cruzada em defesa da Fé Católica.A história de Simão de Montfort é, além de admirável, extensa. Citemos a propósito, apenas de passagem, um trecho extraído do livro de São Luís Grignion de Montfort (o sobrenome de ambos é o mesmo, embora, segundo parece, não fossem parentes – pelo menos não há dados concludentes a respeito):



Quem poderá contar as vitórias que Simão, Conde de Montfort, obteve contra os albigenses sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário? Foram tão notáveis, que jamais se viu no mundo coisa parecida. Com quinhentos homens, desbaratou um exército de dez mil hereges. Outra vez, com trinta homens, venceu a três mil. Depois, com mil infantes e quinhentos cavaleiros, fez em pedaços o exército do rei de Aragão, composto de cem mil homens, perdendo somente oito soldados de infantaria e um de cavalaria.



Livre a França da heresia albigense, a devoção ao Santo Rosário atravessou as fronteiras. São Domingos pregou incansavelmente, até o fim de seus dias, esta milagrosa e eficientíssima devoção nos países vizinhos, colhendo neles semelhantes frutos. Atravessou não somente as fronteiras européias, mas os continentes e também os séculos, uma vez que, até os presentes dias, o Rosário é rezado com grande fruto em todos os países do mundo.
























Os Papas ao contrário do padre Telmo José Amaral de Figueiredo, recomendam o Rosário:




1)-Pio IX: “Assim como São Domingos se valeu do Rosário como de uma espada para destruir a nefanda heresia dos albigenses, assim também hoje os fiéis exercitando o uso desta arma — que é a reza cotidiana do Rosário — facilmente conseguirão destruir os monstruosos erros e impiedades que por todas as partes se levantam” (Encíclica Egregiis, de 3 de dezembro de 1856).



2)-Leão XIII: “Queira Deus — é este um ardente desejo Nosso — que esta prática de piedade retome em toda parte o seu antigo lugar de honra! Nas cidades e aldeias, nas famílias e nos locais de trabalho, entre as elites e os humildes, seja o Rosário amado e venerado como insigne distintivo da profissão cristã e o auxílio mais eficaz para nos propiciar a divina clemência” (Encíclica Iucunda Semper Expectatione, de 8 de setembro de 1894).



3)-São Pio X: “O Rosário é a mais bela e a mais preciosa de todas as orações à Medianeira de todas as graças: é a prece que mais toca o coração da Mãe de Deus. Rezai-o todos os dias”.



4)-Bento XV: “A Igreja, sobretudo por meio do Rosário, sempre encontrou nEla  a Mãe da graça e a Mãe da misericórdia, precisamente conforme tem o costume de saudá-La. Por isso, os Romanos Pontífices jamais deixaram passar ocasião alguma, até o presente, de exaltar com os maiores louvores o Rosário mariano, e de enriquecê-lo com indulgências apostólicas”.



5)-Pio XI: “Uma arma poderosíssima para pôr em fuga os demônios .... Ademais, o Rosário de Maria é de grande valor não só para derrotar os que odeiam a Deus e os inimigos da Religião, como também estimula, alimenta e atrai para as nossas almas as virtudes evangélicas” (Encíclica Ingravescentibus malis,  de 29 de setembro de 1937).



6)-Pio XII: “Será vão o esforço de remediar a situação decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente à lei do Evangelho. E nós afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever, é sobretudo conveniente o costume do Rosário em família” (Encíclica Ingruentium malorum, de 15 de setembro de 1951).



7)-João XXIII: “Como exercício de devoção cristã, entre os fiéis de rito latino, .... o Rosário ocupa o primeiro lugar depois da Santa Missa e do Breviário, para os eclesiásticos, e da participação nos Sacramentos, para os leigos” (Carta Apostólica Il religioso convegno, de 19 de setembro de 1961).


8)-Paulo VI: “Não deixeis de inculcar com toda a diligência e insistência o Rosário marial, forma de oração tão grata à Virgem Mãe de Deus e tão freqüentemente recomendada pelos Romanos Pontífices, pela qual se proporciona aos fiéis o mais excelente meio de cumprir de modo suave e eficaz o preceito do Divino Mestre: ‘Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á’ (Mt. 7, 7)” (Encíclica Mense maio, de 19 de abril de 1965).



9)-João Paulo II: “O Rosário, lentamente recitado e meditado — em família, em comunidade, pessoalmente — vos fará penetrar pouco a pouco nos sentimentos de Jesus Cristo e de sua Mãe, evocando todos os acontecimentos que são a chave de nossa salvação” (Alocução de 6 de maio de 1980).









Inimigos internos e externos vencidos pelo Rosário



Como acabamos de ver, São Domingos, com a cruzada de orações que empreendeu por meio do Rosário, derrotou os inimigos internos da Igreja vencendo a seita albigense infiltrada entre os católicos. Veremos agora um exemplo histórico de como o Santo Rosário derrotou inimigos externos da Cristandade.No século XVI, o poderio otomano (sobretudo o Império turco, de religião muçulmana) crescia espantosamente e tudo empreendia para aniquilar e dominar a Europa cristã. Os turcos já haviam conquistado Constantinopla e ocupado a ilha de Chipre, de onde pretendiam marchar em direção ao Ocidente.Em face do iminente perigo para a Cristandade, o Sumo Pontífice de então, o Papa São Pio V, conclamou os príncipes europeus a se unirem numa frente comum contra o inimigo. Reuniu uma pequena esquadra composta com o apoio de Felipe II da Espanha, das Repúblicas de Veneza e de Gênova e do Reino de Nápoles, além de um contingente dos Estados Pontifícios.



São Pio V não desanimou ante a desproporção das forças, pois confiava mais na proteção de Deus e de sua Santíssima Mãe. Entregou ao generalíssimo D. João d’Áustria o comando da esquadra e deu-lhe um estandarte com a imagem de Nossa Senhora, pedindo-lhe que partisse logo ao encontro do inimigo.







Na batalha de Lepanto: A vitória salvadora.




Há 436 anos, em 7 de outubro de 1571, a esquadra católica, composta de aproximadamente 200 galeras, concentrou-se no golfo de Lepanto. D. João d’ Áustria mandou hastear o estandarte oferecido pelo Papa e bradou: “Aqui venceremos ou morremos”, e deu a ordem de batalha contra os seguidores de Maomé. Os primeiros embates foram favoráveis aos muçulmanos, que, formados em meia-lua, desfecharam violenta carga. Os católicos, com o Terço ao pescoço, prontos a dar a vida por Deus e tirar a dos infiéis, respondiam aos ataques com o máximo vigor possível.Mas, apesar da bravura dos soldados de Cristo, a numerosíssima frota do Islã, comandada por Ali-Pachá, parecia vencer. Após 10 horas de encarniçado embate, os batalhadores católicos receavam a derrota, que traria graves conseqüências para a Civilização Cristã européia. Mas, ó prodígio! Ficaram surpresos ao perceberem que, inexplicavelmente e de repente, os muçulmanos, apavorados, bateram em retirada.


Obtiveram mais tarde a explicação: aprisionados pelos católicos, alguns mouros confessaram que uma brilhante e majestosa Senhora aparecera no céu, ameaçando-os e incutindo-lhes tanto medo, que entraram em pânico e começaram a fugir.



Logo no início da retirada dos barcos muçulmanos, os católicos reanimaram-se e reverteram a batalha: os infiéis perderam 224 navios (130 capturados e mais de 90 afundados ou incendiados), quase 9.000 maometanos foram capturados e 25.000 morreram. Ao passo que as perdas católicas foram bem menores: 8.000 homens e apenas 17 galeras perdidas.



Vitória alcançada pelo Rosário.



Enquanto se travava a batalha contra os turcos em águas de Lepanto, a Cristandade rogava o auxílio da Rainha do Santíssimo Rosário. Em Roma, o Papa São Pio V pediu aos fiéis que redobrassem as preces. As Confrarias do Rosário promoviam procissões e orações nas igrejas, suplicando a vitória da armada católica. O Pontífice, grande devoto do Rosário, no momento em que se dava o desfecho da famosa batalha, teve uma visão sobrenatural, na qual ele tomou conhecimento de que a armada católica acabara de obter espetacular vitória. E imediatamente, exultando de alegria, voltou-se para seus acompanhantes exclamando: “Vamos agradecer a Jesus Cristo a vitória que acaba de conceder à nossa esquadra”.A milagrosa visão foi confirmada somente na noite do dia 21 de outubro (duas semanas após o grande acontecimento), quando, por fim, o correio chegou a Roma com a notícia. São Pio V tinha meios mais rápidos para se informar. Em memória da estupenda intervenção de Maria Santíssima, o Papa dirigiu-se em procissão à Basílica de São Pedro, onde cantou o Te Deum Laudamus e introduziu a invocação Auxílio dos Cristãos na Ladainha de Nossa Senhora.



E para perpetuar essa extraordinária vitória da Cristandade, foi instituída a festa de Nossa Senhora da Vitória, que, dois anos mais tarde, tomou a denominação de festa de Nossa Senhora do Rosário, comemorada pela Igreja no dia 7 de outubro de cada ano.


Ainda com o mesmo objetivo, de deixar gravado para sempre na História que a Vitória de Lepanto se deveu à intercessão da Senhora do Rosário, o senado veneziano mandou pintar um quadro representando a batalha naval com a seguinte inscrição:



“Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit”. (Nem as tropas, nem as armas, nem os comandantes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória).



Milagre: tropas soviéticas retiram-se da Áustria



Expulsos pelo Rosário Sem armas e sem sangue, Áustria se liberta dos comunistas. Após a II Guerra Mundial, parte do território austríaco ficou sob domínio comunista. Tudo foi feito para que os russos se retirassem, todos os meios diplomáticos foram empregados. Contudo parecia impossível obter a retirada dos tiranos soviéticos que oprimiam o país católico.Através da recitação do Rosário, a nação austríaca inteira implorou a libertação a Nossa Senhora de Fátima, pois só um milagre a salvaria.



Foi constituído um movimento chamado Rosenkranzsühnekreuzzug (Cruzada Reparadora do Santo Rosário), por iniciativa do Padre capuchinho Petrus Pavlicek (1902 – 1982). Em todas as cidades, vilas e aldeias crescia o número de pessoas que aderiam ao movimento, comprometendo-se a rezar o Rosário numa determinada hora. De tal modo que, 24 horas por dia, sempre havia austríacos rezando, rogando à Virgem Santíssima pela libertação do país do jugo comunista.Muitas procissões foram organizadas nessa intenção. A maior delas talvez tenha sido a realizada em 12 de setembro de 1954: uma enorme procissão “aux flambeaux” (com tochas) em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, da qual participaram muitas autoridades.500 mil austríacos já haviam aderido a essa Cruzada de orações em 1955. A Senhora do Rosário atendeu as insistentes súplicas, e o impossível – naturalmente falando – ocorreu: em maio de 1955 as tropas soviéticas abandonaram o território austríaco. Um autêntico milagre!


O que é o Terço ?


Cada Terço corresponde (a terça parte de um Rosário) e compõe-se de cinco Mistérios, ou cinco dezenas; cada dezena corresponde a um Pai-Nosso, dez Ave-Marias e um Glória ao Pai (é aconselhável que se reze após o Glória a oração: “Ó meu Jesus perdoai-nos...”, que  Nossa Senhora em Fátima recomendou aos três pastorinhos de Fátima).


Antes de iniciar cada dezena, enuncia-se o Mistério correspondente e nele devemos MEDITAR, ou seja, PENSAR, enquanto rezamos as Ave-Marias. No final de cada Terço (que equivale a 50 Ave-Marias), é recomendável rezar uma Salve Rainha ou um Lembrai-Vos.


O Terço e também o Rosário inicia-se com a recitação do Credo (resumo das principais verdades cristãs, nas quais todo católico deve crer), mas antes de começar a rezá-lo convém enunciar as intenções pelas quais estamos pedindo. Pode-se colocar quantas intenções se desejar, bem como pedir a graça de orar com piedade, fervorosamente e sem distrações.


Qual é o conteúdo do Rosário?




O Rosário se organizou tendo como referência os 150 salmos contidos na Sagrada Escritura. A cada salmo, corresponde a uma Ave-Maria. A cada dezena de Ave-Marias, intercalou-se um fato da vida de Jesus, um “mistério”.  Mistérios da alegria, da dor e da glória. Portanto 15 Mistérios ou 15 dezenas,  equivale a 150 Ave-Marias (lembram os 150 salmos — poemas religiosos — de Davi, como já se mencionou acima). Assim o Rosário é a soma dos três Terços.Quando rezar o Rosário, pode-se — e por vezes é até conveniente — recitar os três Terços separadamente, como, por exemplo, rezando um Terço no período da manhã, outro à tarde e o terceiro à noite. No final recomenda-se recitar a Ladainha lauretana.



No primeiro Terço contemplam-se os Mistérios Gozosos (as alegrias da Virgem Santíssima), no segundo os Mistérios Dolorosos (as dores de Nosso Senhor Jesus Cristo na Paixão e Morte) e no terceiro os Mistérios Gloriosos (os triunfos de Nosso Senhor e de Nossa Senhora).Quando a pessoa reza apenas um Terço (e não o Rosário inteiro), o costume é, nas segundas e quintas-feiras, meditar os Mistérios Gozosos; nas terças e sextas-feiras os Dolorosos; e nas quartas, sábados e domingos os Gloriosos.Esses 15 Mistérios correspondem aos principais acontecimentos da Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor e aos principais acontecimentos da vida de sua Santíssima Mãe.


A simbologia do Rosário



O próprio Rosário é um símbolo. Ele forma um círculo. Sua saída coincide com a chegada. Lembra o que Jesus falou: saí do Pai e volto ao Pai (Jo 16, 28). Nós também viemos do Pai e devemos voltar a Ele. A forma de fazê-lo é seguir Cristo, que se declarou nosso caminho (Jo 14, 8) e convida a cada um a segui-lo (Mt 19,21).Pelo Rosário, meditamos na peregrinação que Jesus fez por este mundo unindo-nos pelo fio da fé. Sem a fé, os dias de nossa vida viram um amontoado de contas perdidas no chão, como acontece com as contas do terço quando se quebra o fio que as mantém unidas.O centro do Rosário é Cristo crucificado. Tendo-o nas mãos, recorda que nossa vida e nossa oração devem ter seu centro em Cristo, em união com a Mãe de Deus e Nossa Mãe, Maria Santíssima.


O Pai-Nosso



O Rosário ensinado diretamente por Nossa Senhora compõe-se das mais sublimes orações. A começar pelo Pai-Nosso, ensinado pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo aos Apóstolos, quando estes pediram: “Ensinai-nos a rezar” (Lucas 11, 1). O Divino Redentor pronunciou as palavras do Pai-Nosso, indicando-nos o meio de glorificar a Deus. É claro que Ele não deixará de ouvir-nos, uma vez que suplicamos com as próprias palavras que Ele nos ensinou.



A Ave-Maria



Sem dúvida, uma das mais belas orações é a Ave-Maria, composta com a saudação do Arcanjo São Gabriel, “Ave, ó cheia de graça, o Senhor é contigo”; com as palavras de Santa Isabel, “Bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre”;  e com o acréscimo inserido pela Igreja, “Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém”. Em poucas palavras essa oração encerra as principais grandezas de Nossa Senhora.



Diz São Luís Grignion de Montfort:



“A saudação angélica resume na mais concisa síntese toda a teologia cristã sobre a Santíssima Virgem. Há nela um louvor e uma invocação: encerra o louvor da verdadeira grandeza de Maria; a invocação contém tudo que devemos pedir-Lhe e o que de sua bondade podemos alcançar”.


Este mesmo santo, e grande apóstolo do Rosário, conta que:


"Os hereges têm horror à Ave-Maria. Eles podem até aprender a recitar o Pai-Nosso, mas nunca a Ave-Maria.Todos os hereges que são filhos do diabo.... prefeririam carregar sobre si uma serpente antes que um rosário” (Obras de San Luis Maria Grignion de Montfort, El secreto admirable del Santissimo Rosario, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 1954).



Não há graças que Deus não nos possa alcançar por meio de Maria a quem peça por meio do Rosário. No entanto é bom lembrar que devemos nos preparar para alcançar as graças que tanto pedimos.


Como devemos nos preparar?



-Fazendo uma boa confissão a um Sacerdote com um arrependimento profundo e repeti-la periodicamente ao menos uma vez por mês.

-Receber a Santíssima Eucaristia sempre que possível e que estivermos preparados para a receber.

-Rezar o Creio que é a profissão de Fé nas verdades católicas.

-Rezar nas intenções do Santo Padre o Papa: ao menos 01 Pai Nosso 01 Ave Maria e 01 Glória ao Pai.

-Também procurar estar dentro dos 7 Sacramentos da Igreja, próprio da condição de cada um,

-Por fim,  observar os 10 Mandamentos da Lei de Deus.



Há inúmeros documentos pontifícios exaltando a excelência do Santíssimo Rosário. Neles os Papas recomendam empenhadamente essa devoção. Devemos nos preparar para receber estas graças (indulgências), pois o Rosário foi enriquecido ao longo dos séculos pelos Pontífices com inúmeras indulgências.Perseverar, em todos os dias na Oração, para que Maria interceda a Jesus que na Sua infinita Misericórdia nos conceda os meios de alcançar estas graças.







O que é rezar ?



Rezar é falar com Deus. Se dirigir a Deus, se expressar; seja com o pensamento ou com a voz.



Como rezar bem?


Agora que já tomamos conhecimento da importância do Santo Rosário, de sua maravilhosa história e em que orações consiste, veremos não apenas como rezá-lo — o que é muito fácil —, mas como rezar bem,  o que não é muito difícil, bastando um pouco de atenção.Rezar bem o Rosário é simples e está ao alcance de todos. Não é necessário ser um sábio ou um doutor em teologia.  Além das singelas orações acima indicadas, precisamos apenas contemplar os mistérios e as palavras da cada oração, algo que até crianças podem fazer.


Oração vocal e oração mental



A oração vocal é a recitação piedosa das cinco dezenas de Ave-Marias (no caso do Terço), ou das 15 dezenas (no caso do Rosário). No início de cada conjunto de 10 Ave-Marias reza-se o Pai-Nosso, e no final o Glória ao Pai.


Em que consiste a oração mental ?



Enquanto se pronuncia as orações, em PENSAR OU CONTEMPLAR os Mistérios (pode-se também MEDITAR, PENSAR nas palavras da Ave-Maria, do Pai-Nosso ou do Glória). O Rosário é um colóquio (uma conversa) com Deus e Nossa Senhora. Enquanto com a voz Os louvamos, com o PENSAMENTO MEDITAMOS nos sublimes mistérios, pois, sendo o homem composto de corpo e alma, com a boca e com a mente deve glorificar seu Criador. O que equivale ao nosso dito popular: “Não falar só da boca pra fora”, ou seja, sem amor, sem coração, sem meditação. Se isso não acontecer poderá ser em vão nossa oração.Claro que tanto mais eficácia terá essa arma quanto maior nosso envolvimento e devoção a utilizarmos. Assim, evitar de rezar o Rosário despachadamente e distraído; procurar recitá-lo piedosamente e com atenção, se possível de joelhos diante do Tabernáculo (sacrário) ou de uma imagem de Jesus e/ou Nossa Senhora, vestido decentemente (homens e mulheres e crianças) com respeito máximo e humildade a quem se dirige como a Santa Igreja antigamente e hoje sempre ensinou.



Pode-se, porém, rezá-lo também sentado ou de pé — até mesmo deitado, em caso de enfermidade, muito cansaço ou outra causa proporcionada —, mesmo andando, mas evitando o quanto possível as distrações. Devemos criar condições ambientais para facilitar nossa concentração no que estamos fazendo.



Por isso Jesus levantava de madrugada para rezar. Subia as montanhas para buscar o silêncio. Saía das cidades para rezar. Muitos santos faziam isso.Nós podemos nos fechar no quarto, no escritório ou nas Igrejas em qualquer lugar em que ajude a nos concentrar; tirar tempo para Deus.



Entretanto, a distração involuntária, mesmo freqüente, não invalida o valor da oração.




Nunca se deve deixar de rezar o Terço por causa de distrações. Pelo contrário, se temos dificuldade de rezar com perfeição, rezemos ainda mais, para compensar um tanto pela quantidade o que faltou à qualidade. Nosso Senhor elogia no Evangelho a oração insistente.O demônio inventará artifícios para nos distrair com bobagens, mas precisamos rejeitá-las e concentrar nossa atenção. Se fizermos esforços para rezar bem, ainda que não o consigamos inteiramente, isto já é agradável a Nossa Senhora.


Rezar com Fé!



Fé significa acreditar, ter confiança que algo se realizará, ter confiança no que estamos fazendo.Quando rezamos (pedimos, agradecemos, louvamos) temos a CERTEZA ABSOLUTA que Deus com a Santíssima Virgem e todo os Céus está nos ouvindo e vendo tudo. Pode Deus por intercessão de Maria não nos conceder aquilo que pedimos, mas pode nos conceder outras graças que não as pedimos e que são mais importantes para nós naquele momento. Pode também não nos conceder quando desejamos, mas sim quando realmente necessitamos.As vezes para testar nossa fé e perseverança pode demorar um pouco em nos atender, mas é de ABSOLUTA CERTEZA que nos atenderá, só não o sabemos quando; pode ser na hora ou mais adiante.Devemos lembrar: rezamos todos os dias no Pai Nosso seja feita a TUA VONTADE...


“Quem reza se salva, quem não reza se condena”.



Que oração será a mais eficaz a fim de alcançar toda espécie de graças para nós, tão necessitados? E para a humanidade, tão depravada? Os Papas, os Santos e a Igreja em geral incentivam de todos os modos esta devoção, que a própria Medianeira de todas as graças nos ensinou.Rezar o Santo Rosário é ser atendido com segurança, pois o Divino Filho de Maria Santíssima sempre ouve os rogos de sua Mãe. Boníssima Mãe nossa, que é também a Mãe do Juiz que nos julgará em nosso último dia. Assim sendo, nada melhor que termos como advogada Aquela que nos obterá toda espécie de graças para chegarmos bem diante do supremo Juiz.Está portanto em nossas mãos a arma para a salvação, tanto nossa como deste caótico e desmoralizado mundo de hoje.


As Indulgências
      

Devoção tão recomendada pelos Papas e tão aprovada pela Igreja, é o Rosário da Virgem Santíssima cumulado de indulgências.


Indulgência é uma remissão da pena temporal dos pecados. Com a confissão que fazemos de nossos pecados, somos perdoados de nossas culpas, mas permanecem as penas temporais devidas ao pecado.



O cumprimento da penitência imposta pelo sacerdote, após a absolvição, satisfaz parcialmente as penas temporais. Os sofrimentos que padecemos ajudam também a pagar tais penas. Contudo podem ainda aliviar as penas temporais as indulgências que a Igreja concede às almas em estado de graça, pelos méritos de Nosso Senhor e de Sua Santíssima Mãe e dos santos.Mas as indulgências são concedidas, sob certas condições, por determinados atos de piedade. Um deles é a recitação do Rosário. Quando o rezamos em igreja, em oratório público ou em família, ou ainda em comunidade religiosa, lucramos uma indulgência plenária (libera no todo a pena temporal), e quando rezamos o Rosário em outras circunstâncias, lucramos indulgência parcial (libera em parte a pena).Mesmo rezando apenas um Terço do Rosário podemos lucrar a indulgência plenária, mas as cinco dezenas devem ser recitadas (oração vocal) sem interrupção e meditando (oração mental) cada um dos cinco mistérios.


Nossa Senhora do Rosário, terror dos demônios



Por imposição de Deus, o próprio demônio, em algumas circunstâncias, foi obrigado a confessar — muito a contragosto em alguns exorcismos... — que a Santíssima Virgem era sua maior inimiga, pois Ela conseguia salvar almas que estavam já em suas garras, praticamente condenadas ao inferno.Nossa Senhora é o Terror dos demônios, Aquela que esmaga a cabeça da serpente infernal, como é representada em muitas de suas imagens – na Medalha Milagrosa, por exemplo. Em seu famosíssimo Tratado da Verdadeira Devoção, São Luís Maria Grignion de Montfort escreve:


"Maria é a mais terrível inimiga que Deus armou contra o demônio”


E, ainda nesse mesmo sentido:


“Armai-vos, pois, com estas armas de Deus, armai-vos do santo Rosário e esmagareis a cabeça do demônio, e vivereis tranqüilos contra todas suas tentações. Daí vem que o Rosário, mesmo o objeto material, seja tão terrível ao diabo, que os Santos se tenham servido dele para encadear o demônio e expulsá-lo do corpo dos possessos, segundo testemunham várias histórias”.



De onde se vê que é excelente ter sempre consigo o Terço no bolso, durante o dia, e à noite ao pescoço ou sob o travesseiro.


Uma arma por excelência da vitória sobre o mal



Depois da Santa Missa o Rosário é a arma secreta mais poderosa que Deus coloca nas mãos de seus fiéis soldados, na luta contra Satanás e seus sequazes que andam pelo mundo para perder as almas. Esta poderosíssima arma está à disposição de todos os católicos devotos do Rosário da Santíssima Virgem. Com ela receberemos proteção nos assaltos do demônio e estaremos prontos a enfrentar todas as dificuldades desta vida.



Quem nos garante isto é o próprio São Luís Grignion de Montfort:



“Ainda que vos encontrásseis à beira do abismo ou já tivésseis um pé no inferno; ainda que tivésseis vendido vossa alma ao diabo, ainda que fôsseis um herege endurecido e obstinado como um demônio, cedo ou tarde vos converteríeis e salvaríeis, desde que (vos repito, e notai as palavras e os termos de meu conselho) rezeis devotamente todos os dias o Santo Rosário até a morte, para conhecer a verdade e obter a contrição e o perdão de vossos pecados”.





Benefícios e graças que podemos conseguir rezando o Santo Rosário com a meditação dos mistérios:



1)-Eleva-nos insensivelmente ao perfeito conhecimento de Jesus Cristo.

2)-Purifica nossas almas do pecado venial.

3)-Permite-nos vencer a nossos inimigos.

4)-Facilita-nos a prática das virtudes.

5)-Abrasa-nos no amor de Jesus Cristo.

6)-Habilita-nos a pagar nossas dívidas para com Deus e os homens.

7)-Por fim,  obtém-nos  de Deus toda espécie de graças.



Fonte: Obras de San Luis Maria Grignion de Montfort, El secreto admirable del Santissimo Rosario, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 1954





CONCLUSÃO



Agora verdade seja dita: O padre foi infeliz em alguns pontos de sua fala, porém, mesmo com meias verdades, que é próprio do demônio, numa coisa ele está certo. O padre erra ao dizer que a oração não ajuda e nem converte ninguém, errou ao dizer que a Igreja perde fieis porque estão rezando muito e fazendo pouco (é o contrário) porém, o padre estar certo em dizer que ORAÇÕES SUPERSTICIOSAS não servem para nada. Muitos de nós Cristãos, estamos envolvidos num contexto midiático pentecostal super apelativo, quase a colocar o pé-no-pescoço de Deus, já nem mais pedindo, mas determinando, e ordenando a Deus para que Ele nos atenda. Um contexto onde muitos entendem a oração apenas como um instrumento de realização dos seus próprios projetos e desejos. Somo bombardeados por apelações do tipo: "Tudo pode ser mudado pela força da oração, reza que passa, ou, ora que melhora", são cantados e repetidos continuamente. Campanhas de 7, 14 e não sei quantos dias mais são feitas apelativamente. Sempre que um novo ano se inicia se apressam em fazer a seguinte chamada: doze semanas (ou dias) de oração para doze meses de vitórias, e por ai vai. 



O ensino da Igreja sobre orações supersticiosas é claro no Catecismo:




CIC 2111: A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Pode afetar também o culto que prestamos ao verdadeiro Deus, por exemplo, quando atribuímos uma importância de alguma maneira mágica a certas práticas, em si mesmas legítimas ou necessárias. Atribuir eficácia exclusivamente à materialidade das orações ou dos sinais sacramentais, sem levar em conta as disposições interiores que elas exigem, é cair na superstição.





A Teologia da retribuição foi superada com o sofrimento do justo inocente em Jó. Nossa relação com Deus não pode ser na forma do toma-lá-da-cá. Cerco de Jericó, orações das Mil Avé Márias, são justas e necessárias, mas não são garantias de solução de todos os problemas. O problema, portanto, não está na oração, mas como e o que pedimos na oração, daí se deduz que nem tudo que pedimos em oração vai ser atendido, simples assim. Precisamos entender que oramos não para mudar a vontade perfeita de Deus em relação a nós e a tudo, mas para que entendamos, ou mesmo sem entender como Maria, acolhamos a sua santíssima vontade em nossas vidas. Você pode até discordar, mas não tem jeito! Há situações permitidas por Deus que a oração não resolve conforme a nossa vontade. Nestes últimos tempos, nunca tive tanto contato com gente frustrada, perdida, sem respostas. Gente que sempre ouviu falar em orações que clamam aos Céus,que as lágrimas de Santa Mônica converteram Santo Agostinho, campanhas, desafios, votos, compromisso e promessas com Deus, que passam anos a fio orando pelo pai alcoólatra, por um emprego, pela volta do(a) esposo(a), pelo parente doente, com depressão, ou no mundo dos vícios, e nada acontece. Sei que não é fácil ouvir de alguém já desacreditado de tudo e de todos e que está com câncer, que não quer saber de Deus, pois ele de tanto ouvir falar na igreja que Deus curava, e que se ajoelhando pediu também para que fosse curado, e o que aconteceu? Nada! A morte está cada dia mais perto.E para piorar, quando as coisas falham, não são poucos os que se apressam a colocar a culpa na fé, ou melhor, na falta de fé, na falta de oração. Assim fica fácil. Pregam que Deus vai curar, libertar, prometem e dizem o que Deus nunca prometeu e nunca disse, e quando nada acontece, a culpa é da falta da fé, assim, esses “poderosos manipuladores” continuam intactos em suas crenças e reputação, pois afinal, foi você que não fez sua parte.



Confesso que também, já fui libertadoramente decepcionado, não por Deus, mas por mim mesmo, deste modelo de fé ilusória. Já rezei muito sim, achando que isso mudaria cenários, e pessoas que nunca mudaram. Já rezei pedindo para Deus tirar a dor que sinto no peito e as dúvidas que carrego na mente, e nada. Todos nós teremos que conviver com algum tipo daquele salvífico e necessário espinho na carne. Espinhos que não serão tirados, ainda que se faça 100 anos de oração e jejuns. Me desculpem a sinceridade e se escandalizo a alguns, mas simplesmente acho que certas posturas orantes, não passam de entorpecentes espirituais, de pessoas que simplesmente não querem encarar a verdade de si mesmo, dos outros e da soberania de Deus. São como drogas que nos deixam em êxtase por um determinado momento, nos fazendo esquecer a realidade vigente. Mas que ao final do efeito, “boom” tudo volta, e estaremos sempre atrás de mais doses e mais doses de ilusões oracionais.



Quando digo que a oração nem sempre resolve tudo, estou me referindo a essa visão de oração como algo mágico, que num estralar de dedos muda pessoas e situações. O grande lance da vida é a certeza da paternidade divina. É a certeza de que o Pai é nosso, e que rezo para que seja feita a vontade Dele, e não a minha. Nem sempre orar vai resolver, porque oração não é um jeito mágico de mudar situações, ela é um jeito pessoal de se relacionar com Deus como Pai. Não devemos orar para que situações sejam mudadas conforme a nossa vontade, devemos orar porque devo me relacionar com a vontade e plano de Deus para mim, para os outros e para a humanidade. Nesse sentido, orar sempre vai mudar algo sim, se não exterior, mas interior. Se o objetivo de orar for somente resolver os meus problemas, então ela não irá resolver, será eu falando comigo mesmo. Agora se o objetivo de orar for relacionar-me verdadeiramente e não ilusoriamente com Deus, ai sim, algo surpreendente irá acontecer, porque estaremos falando com o Pai, que é nosso, e sabe o que é melhor para seus filhos, e o tempo certo de lhe dar o que precisa. Lamento por fim dizer-lhe, mas, campanhas, novenas e orações fortes, água ungida e coisas afins, não resolvem, só frustram, porque são nossa tentativa de transformar pedras em pães. Agora se relacionar pessoalmente com Deus resolve, ou melhor, conforta e nos dar as respostas que precisamos, e que nem sempre é a que queremos, mas é o que nos salva de nós mesmos, porque na maioria das vezes e para alguns, as pedras nunca se transformaram em pães, mas elas experimentaram a paternidade divina que não falha. Não transformemos nossas orações num esfregar da lâmpada, mas a tenhamos como o acesso ao coração amoroso e misericordioso de nosso Pai, com quem nos relacionamos quer as coisas estejam bem ou não, pois é nosso dever e salvação darmos graças em todo tempo e lugar!


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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