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Onde você coloca sua esperança: Na transcendência ou na Imanência ?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 16 de agosto de 2015 | 21:47







COMENTÁRIOS DO BLOG BERAKASH: “Se a vida tem sentido, este sentido, necessária e logicamente, estará fora da vida (no Transcendente). O único caminho para que a história tenha sentido é falar de uma meta-história, de algo realmente transcendente. Foi por isto que os primeiros Cristãos foram até as últimas consequências no seguimento de Cristo, independente de classes sociais das quais estavam inseridos, ou eram oriundos, não colocando suas esperança meramente do IMANENTE, mas para além, ou seja na Trancedência -  I Cor 15,19: "Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão."






IMANÊNCIA E TRANSCENDÊNCIA:


1)- Imanência na filosofia


No panteísmo e no panpsiquismo, o termo "imanência" é entendido como uma força divina ou o ser divino que permeia todas as coisas, ou seja, a divindade estaria inseparavelmente presente em todas as coisas. Nesse sentido, imanência se opõe a transcendência, entendida como a divindade sendo separada ou transcendente ao mundo.


Segundo o atualismo de Giovanni Gentile, a imanência do sujeito é identificada com a transcendência sobre o mundo material. Giordano Bruno, Baruch Spinoza e, pode-se argumentar, a filosofia de Hegel foram filosofias de imanência, bem como o estoicismo, versus filosofias transcendentes tais como o Tomismo ou a tradição Aristoteliana.


Gilles Deleuze qualifica Espinosa como o "príncipe dos filósofos" por sua teoria de imanência, que Espinosa resume por "Deus sive Natura" ("Deus é natureza"). Tal teoria considera que não há transcendência principio ou causa externa para o mundo, e que o processo da produção da vida esta contida na própria vida.Quando combinamos com Idealismo, a teoria da imanência qualifica-se como "o mundo" que não tem nenhuma causa externa além da mente.


(No contexto da teoria de Kant, o conhecimento da imanência significa manter-se nos limites da experiência do possível).O filosofo francês do século XX, Gilles Deleuze, usou o termo imanência para se referir a sua "filosofia empirista", na qual foi obrigado a criar ação e resultou algo além do que a transcendência estabelecia.


O hinduísmo define Brâman como ambos: O transcendente e o imanente, variando a ênfase destas qualidades de acordo com cada ramo filosóficos dentro desta religião. Verdade seja dita: Muitos estudiosos, como Henry David Thoreau, que popularizaram o conceito de imanência, foram influenciados pelo ponto de vista hindu.


2)- Imanência e Jesus no cristianismo:


No cristianismo o Deus transcendente, (que transcende, que ultrapassa  as eras do mundo), santo e onipotente, que não pode ser alcançado ou visto, pode ser atingido pela primariedade imanente no Homem-Deus: Jesus o Cristo, que é o filho de Deus, e por aquilo que ele nos revelou.



A Teologia da Libertação e sua influência interpretativa meramente IMANENTE na Igreja:


Avançando para a reta final da análise da mentalidade revolucionária, é necessário estudar as raízes da teologia da libertação e sua influência na Igreja.


Como a teologia da libertação se encaixa na mentalidade revolucionária?



Dentro do pensamento marxista, mais especificamente do pensamento marxiano[1], a religião e a teologia fazem parte de uma superestrutura, de algo que não faz parte da infraestrutura que move a história, ou seja, a economia[2].


O pensamento revolucionário posterior a Marx, porém, começou a perceber a importância da cultura, da superestrutura[3]. Marx considerava a religião como ópio do povo. Na Rússia, o stalinismo/leninismo tentou abolir a religião, mas Gramsci e a escola de Frankfurt descobriram que a cultura é, de alguma forma, a religião exteriorizada. Todos parecem ter uma visão religiosa do mundo e a cultura seria a exteriorização desta visão de mundo.



Feuerbach afirmava que toda a teologia é uma antropologia, pois dizia que tudo aquilo que se afirmava a respeito de Deus, que todas as afirmações religiosas podiam ser reduzidas a afirmações antropológicas. A religião parece, desta forma, ser uma projeção da humanidade na divindade. Feuerbach entende que a teologia é uma antropologia alienada.


A Teologia da Libertação se esforça para seguir essa cartilha, pois é a imanentização[4] da religião cristã e de qualquer outra religião[5]. Tudo aquilo que se refere a Deus é relido em chave antropológica, mais especificamente em linguagem sociológica. Todo o conteúdo do sagrado e do transcendente é esvaziado na imanência humana.



Assim, uma das características básicas da Teologia da libertação é a negação de uma esperança transcendente:


Não se espera o reino de Deus na transcendência, mas sim na imanência deste mundo. Seu golpe, porém, se caracteriza pelo fato de se afirmar que a transcendência se encontra no futuro. Mas, o futuro também é imanente, pois pertence à realidade desse mundo.



Essa afirmação do futuro como transcendente é própria do marxismo[6], ao se utilizar de um imanentismo fraco, afirmando que o sentido do hoje está no amanhã[7]. O marxista adia a crise de sentido diante de uma possibilidade de futuro.


Mas, se o sentido do hoje é o amanhã, qual o sentido do amanhã? Qual o sentido da sociedade do futuro?


Se a vida tem sentido, este sentido, necessária e logicamente, estará fora da vida. O único caminho para que a história tenha sentido é falar de uma meta-história, de algo transcendente. O Reino dos Céus, conteúdo da fé cristã, não é o reino do amanhã, mas é o reino do além, da eternidade, eternidade que irrompeu na história humana e se fez carne.


O transcendente, o sentido de tudo, o logos se fez presente na história humana. Exatamente por isso tornou-se alcançável, tangível[8]. O esforço da teologia será o de mostrar que esta aparente contradição não trai a racionalidade, mas a aperfeiçoa. A verdadeira teologia é uma tentativa de reflexão que tenta conciliar os paradoxos e aparentes contradições da fé[9] com a racionalidade.



Um "teólogo" da libertação não se move por esse mesmo caminho:


Sua argumentação irá mudar quantas vezes forem necessárias até a realização do seu intento. Não existe nenhuma dificuldade em abandonar qualquer estereótipo. Tudo o que for necessário para favorecer a revolução será feito, pois qualquer argumento só tem validade enquanto convence. Se não convencer será descartado.


É por isso que os teólogos tradicionais tem uma dificuldade imensa de compreender a forma de pensar de um teólogo da libertação, pois a lógica aristotélico-tomista, a todo o momento, percebe a falta de coerência lógica dos marxistas[10]. Na realidade, não seguem a lógica de Aristóteles, pois Gramsci já indicou o caminho: bom é aquilo que ajuda a revolução, mau é aquilo que atrapalha.



Para se dialogar com um marxista é preciso inverter o caminho costumeiro da argumentação, já que ele parte do primado da práxis sobre a teoria, sabendo o que quer fazer e, num segundo momento, cria a teoria para justificar a sua práxis.


E, nesse caminho, o grande adversário a ser combatido é o cristianismo, ópio do povo, pois aliena 'o povo' da luta pela implantação de uma sociedade justa e sem classes através da pregação do reino dos céus. Tudo o que faça com que o povo não lute, não serve e não deve existir.



O povo deve ser engajado num processo de engenharia social e a religião deve ser metamorfoseada quantas vezes forem necessárias para ajudar nesse processo.


O revolucionário não busca a verdade, pois não crê em sua existência. E uma vez que o marxismo viu que não conseguia destruir a Igreja a partir de fora (Revolução Russa, Gulags, Guerra Civil Espanhola) partiu para uma nova tática:


infiltrar-se na Igreja, através da teologia da libertação, que se constituiu num projeto de engenharia social que, a partir da própria Igreja, buscou fazer com que a Igreja mudasse a sua própria natureza, constituindo-se numa força para ajudar a concretizar a revolução social. A tentativa: fazer com que o cristianismo deixe de ser visto como é: um acontecimento imanente e transcendente, e passe a ser visto como uma mera  realidade mental.



II Tim 1,9-12: “Deus nos salvou e chamou para a santidade, não em atenção às nossas obras, mas em virtude do seu desígnio, da graça que desde a eternidade nos destinou em Cristo Jesus,e agora nos manifestou mediante a aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, que destruiu a morte e suscitou a vida e a imortalidade, pelo Evangelho,do qual fui constituído pregador, apóstolo e mestre entre os gentios.É este o motivo por que estou sofrendo assim. Mas não me queixo, não. Sei em quem pus minha confiança, e estou certo de que é assaz poderoso para guardar meu depósito até aquele dia.”




Referências:


1.      Marxiano = pensamento específico de Marx.

2.      Segundo Marx, a história se move a partir de interesses econômicos.

3.      Por isso, o marxismo cultural é por muitos teóricos considerado heterodoxo, exatamente por se desviar do ponto central do pensamento de Marx, valorizando mais a cultura do que a economia.

4.      Considerar como válido somente o que é da experiência, palpável, empírico em detrimento de toda a realidade que remeta ao transcendente.

5.      Hans Küng tem proclamado uma ética mundial, na qual faz uma conferência sobre cada uma das religiões, relidas de forma imanentista, pois elas servem enquanto força de inconsciente coletivo, dos arquétipos que pode ser manipulada para produzir a sociedade que se deseja, o combustível que pode ser utilizado num projeto de engenharia social. A finalidade da religião é assim, meramente imanente.

6.      Um imanentista em sentido pleno é um existencialista, pois vê que a vida não tem sentido, pois este mundo daqui é tudo que existe. Portanto, não há sentido fora do mundo. Os existencialistas merecem o nome de filósofos, uma vez que levam o ateísmo até as últimas consequências, mostrando que, já que Deus não existe, só sobra o desespero para o ser humano.

7.      A Teologia da Libertação, desta forma é a aplicação eclesial do “dogma” marxista, pois apresenta o sentido da Igreja como a Igreja do amanhã, que é tecnicamente chamada de Reino de Deus.

8.      Este é o grande paradoxo do cristianismo. O esforço teológico é o de explicar que o que é aparentemente contraditório é algo profundamente lógico.

9.      Sendo assim, não existe, verdadeiramente uma teologia da libertação, mas sim uma ideologia, já que ideologia é uma série de ideias e de reflexões que servem para justificar interesses de classes, interesses de engenharia social. A teologia da libertação é, na verdade, uma ideologia a serviço de uma engenharia social.

10.    Acusar de homossexualismo quem usa batina e defendem o casamento homossexual. É conveniente chamar de homossexual quem usa batina e no momento seguinte defender a sacralidade da relação homossexual, para destruir a estrutura da sociedade patriarcal.


Padre Paulo Ricardo

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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