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O protestantismo diz que “uma vez salvo, salvo para sempre”.A doutrina Católica afirma que podemos perder a salvação – Quem está certo ?

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 12 de março de 2015 | 22:19



O que nos revela a palavra de Deus sobre isto ?

"Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: severidade para com aqueles que caíram, bondade para contigo, suposto que permaneça fiel a essa bondade; do contrário, também tu serás cortada" (Romanos 11,22).


“Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério. Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus;Mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.” (Hb 6,4-8)

“Aquele, pois, que estar em pé, cuide para que  não caia.”( I Cor 10,12)

“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar...” ( I Ped 5,8).




"Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal ( Mateus 7,21-23).






O próprio Paulo é inseguro da sua própria salvação:

"Com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos não pretendo dizer que já alcancei (esta meta) e que cheguei à perfeição. Não. Mas eu me empenho em conquistá-la, uma vez que também eu fui conquistado por Jesus Cristo. Consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro isto: prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para frente. Persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo" (Filipenses 3,11-14)



“Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.”( I Cor 9,27).


Temos que perseverar na salvação até o fim:


"Sereis odiado de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo" (Marcos 13,13).

"Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos" (Gálatas 6,9)


Nós devemos ser vigilantes.Mas se nós estivéssemos seguros de nossa salvação, por que nós precisaríamos ser vigilantes? (Mateus 25,1-13)
Se os cristãos podem estar seguros da salvação, por que Paulo rezou em nome de Onesíforo? ( Ora, Onesíforo já não fazia mais parte do número dos vivos):


“O Senhor conceda sua misericórdia á casa de Onesíforo, que muitas vezes me reconfortou e não se envergonhou das minhas cadeias. Pelo contrário, quando veio a Roma, procurou-me com solicitude e me encontrou. O Senhor lhe conceda a graça de obter misericórdia junto do Senhor naquele dia. Sabes melhor que ninguém quantos bons serviços ele prestou em Éfeso." (2 Timóteo 1,16-18)



Os protestantes dizem que podemos ter a garantia de nossa salvação pelos seguintes motivos:


1)- Dizem que nós podemos ter a certeza do céu, porque Deus nos ama (João 3,16).


2)- E embora nós pecássemos e estivemos separado de Deus (Romanos 3:23), Jesus Cristo morreu para nossos pecados serem perdoados (Romanos 5,8).

3)- Se arrependermos de nossos pecados, nós somos salvos do inferno (Atos 3,19-20).


Isso expressa algumas verdades básicas, mas falta a abundância da fé Cristã e alguns pontos importantes precisam ser explicados:


1)- Vamos começar por (João 3,16) :"Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3,16)


Este verso é uma declaração verdadeira e muito bonita da mensagem do Evangelho. Deus assim nos ama que enviou o único Filho, Jesus Cristo, para morrer na Cruz às mãos de homens pecadores para nos salvar (Romanos 5, 6-11). Nossa salvação é um presente grátis de Deus entregue por Cristo. Nós não podemos ganhar o céu, a menos que nós ostentamos (Efésios 2,8).


Nós somos salvos por Cristo acreditando em Cristo. Mas o que significa estar acreditando?(João 3,16) não é uma expressão completa da doutrina de salvação. Nós temos que entender isto no contexto e abundância da revelação:


"Aquele que crê (pisteuon) no Filho tem a vida eterna; quem não crê no Filho (apeithon) não verá a vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus". (João 3,36)



Muitas Bíblias traduzem o verbo grego, apeithon, como "obedece." Este verso quer dizer: "convicção em Cristo" com "obediência para Cristo."


Em outro lugar São Paulo liga a fé com obediência, como por exemplo: "a obediência da fé" (Romanos 1,5) ele relaciona também a fé com trabalhos bons, por exemplo: " a fé que opera pela caridade" (Gálatas 5,6). Também é escrito, "Pela fé obedeceu Abraão... " (Hebreus 11,8). De acordo com a Bíblia, acreditar "quer dizer obedecer."


Nós não acreditamos sinceramente em Cristo, se nós desobedecemos as Ordens de Deus, no qual cometemos pecado.



Como resultado do pecado de Adão (Romanos 5,12) e por nossos sérios pecados, nós rejeitamos Deus e merecemos a perda da vida eterna. Disto temos que lembrar que inferno não é nenhum castigo de um Deus mas a conseqüência natural de rejeitar Deus, a Fonte de vida e bondade. Nossos pecados ofendem o amor de Deus. Não há nada que nós criaturas podíamos fazer nada como finito (limitado) para consertar este infinito (ilimitado). Felizmente devido à clemência de Deus, Cristo nos resgata do inferno pela sua Paixão e Sacrifício na Cruz. Como um presente grátis (Tito 3,5), Deus nos perdoa e nos oferece a graça para sempre viver com Ele, começando no Sacramento do Batismo (Marcos 16,16; 1 Pedro 3,21; Atos 2,38). No Batismo, nós recebemos a Graça Santificante que nos faz corrijir-se perante Deus (Atos 22,16; 1 Cor 6,9-11).



Agora nós já somos resgatados por Cristo no Batismo mas nós podemos escolher rejeitar livremente, este presente por pecado sério. Como São Paulo escreve:


“Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6,23)



Outro verso de São Paulo é:


"Depois de termos recebido e conhecido a verdade, se a abandonarmos voluntariamente, já não haverá sacrifício para expiar este pecado. Só teremos que esperar um juízo tremendo e o fogo ardente que há de devorar os rebeldes". (Hebreus 10,26-27)



Note que o "nós" da palavra"termos" neste verso, incluímos também São Paulo, um Cristão cheio de fé, batizado! Depois do Batismo, se nós pecamos deliberadamente e permanecemos impenitente, então nós podemos perder o presente da salvação.


No Batismo nós recebemos a Graça santificante em nossas almas, mas depois nós temos que cooperar com esta graça ou nós perderemos isto (2 Cor 6,1).



Felizmente Deus nos deu o Sacramento da Confissão (Penitência ou Reconciliação), assim nós podemos receber o perdão de nossos pecados cometidos depois do Batismo. Desde que nós continuamos pecando depois de receber o Batismo (1 João 1,8-9), nós temos que nos arrepender continuamente, temos que confessar nossos pecados e temos que virar nossos coração para Cristo.



Arrependimento não é um único evento em nossa vida, mas deve ser contínuo, todos os dias. Ontem, podíamos ter nos arrependido sinceramente e podíamos ter perdoado, mas amanhã por nossas fraquezas, podemos tropeçar novamente no pecado (2 Pedro 2,20-22). Nós podemos ser assegurados que Jesus nos perdoará tão freqüentemente quanto nós perdoamos outros (Lucas 6,36-37; Mateus 6,14-15). Por este Sacramento, nós recebemos a Graça Santificante e Graças Atuais que podem nos ajudar a resistir a pecados futuros.



Jesus entende nossa fraqueza até mesmo depois do Batismo. Esta é a razão que Ele deu aos Apóstolos, a autoridade de perdoar pecados:



"Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (João 20, 22-23).



Pelos séculos esta autoridade foi passada para os bispos e padres como o Sacramento de Confissão. Os Cristãos precisam de perdão pelos pecados, e isto vem desde o primeiro século D.C. além disso a autoridade para perdoar ou reter insinua confissão oral (revelação) de nossos pecados desde que as necessidades dos Sacerdotes saibam a natureza dos pecados:



"Aquele, pois, que for culpado de uma dessas coisas, confessará aquilo em que faltou" (Levítico 5,5).


"Muitos dos que haviam acreditado vinham confessar e declarar as suas obras" (Atos 19,18) "


“Se ele cometeu pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai os vossos pecados uns aos outros..." (Tiago 5 15-16)


"Os que eram de origem Israelita estavam separados de todos os estrangeiros, e apresentaram-se para confessar seus pecados e as iniqüidades de seus pais" (Neemias 9,2)


“Que vossos olhos se abram para ouvirdes a prece que eu, vosso servo, estou fazendo na vossa presença, de noite e de dia, pelos filhos de Israel, vossos servos, confessando os pecados que nós, os Israelitas, cometemos contra vós. Porque eu mesmo e a casa de meu pai temos pecado" (Neemias 1, 6).


"...Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão" (João 3,6).



Embora nossa salvação pessoal não esteja assegurada apenas pelo simples fato de crer em Cristo, nós ainda temos que ter esperança. Na Bíblia, São Paulo usa as frases:


"a esperança de salvação" (1 Tessalonicenses 5,8) ou "esperança de vida eterna" (Tito 1,2) e (Tito 3,7).


Se nós estivéssemos seguros do céu, então não haveria nenhuma necessidade por esperança. Esperança não é igual a garantia. "Porque pela esperança é que fomos salvos" (Romanos 8,24).


Esperança é a expectativa confiante de bênção divina e a visão beatificadora de Deus; também é o medo de ofender o amor de Deus. [Catecismo da Igreja Católica 2090]


Deus quer a salvação de todos e mostra isso, através da verdade (1 Tim 2,4) que está plenamente revelada na Igreja de Cristo, a Igreja católica.



Nós podemos chegar ao conhecimento da verdade (1 Tim 3,15) ( Mateus 16,18) pelos Sacramentos, onde recebemos as graças como um presente grátis. Mas depois temos que cooperar com essa graça, e temos que continuar trabalhando para nos salvar:


"Assim meus caríssimos, vós que sempre fostes obediente, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor...(Filipenses 2,12).


Como pecadores nós não podemos estar seguros de nossa salvação:


Mas os cristãos que fielmente vivem os Sacramentos, Canais da graça de Deus sem se render, podem ter esperança na salvação.Pregam, outrossim, que conseqüência obrigatória da fé (e como que um sinal de que é uma fé verdadeira, ou salvífica, como dizem) é ter certeza da própria salvação.


Note-se: não a certeza de que Cristo salva ou de que pode me salvar de fato (pois isto é o conteúdo da fé em sentido católico e, em decorrência dela, da esperança), mas a certeza de que o crente está salvo: eu, que creio, estou salvo - é o ensino protestante.



Ora, não há como ter certeza da salvação:


Vê-se, pois, que, apesar de elementos de verdade - que são sementes católicas no meio do erro -, o calvinismo é um sistema que gira em torno de seus próprios pressupostos e, para justificar algumas doutrinas, cria outras. Uma delas é a tal certeza da salvação, que não encontra eco em nenhum dos Padres da Igreja, a quem tanto invocam para, de modo distorcido, alegar autoridade para seu movimento de separação da Sé de Pedro.



Não temos certeza da salvação (porque nem presumimos de nossos próprios méritos como fariam os pelagianos, nem presumimos da graça de Deus como se não fôssemos livres para resistir a ela). Tampouco, caímos em desespero. O que temos é a virtude teologal da esperança. Esperamos que Deus nos dê a graça e que corresponderemos a ela.



A tese da certeza da salvação, aliás, é fruto de um equivocado entendimento da virtude da esperança:



Ela como que substitui, na teologia protestante, a noção de esperança. E isso por um motivo muito simples: para Lutero, a fé é uma confiança no sacrifício de Cristo, e não uma adesão do intelecto, movido pela vontade e iluminado pela graça, à Revelação de Deus em Cristo.



Lutero, pois, confunde a fé com a esperança. Mais, chama de fé aquilo que, propriamente, é mais próprio da esperança. A esperança, então, fica vazia, e é preciso procurar um outro conteúdo para ela. Acha-se a "certeza da salvação".



Não, não tenho certeza da salvação:


Não porque duvide da graça, mas porque sei que sou fraco e posso, a qualquer momento, cair da graça por decisão pessoal. Tampouco me desespero, achando que Deus não perdoará ou salvará, ou que inevitavelemente irei cair. Tenho, isso sim, duas atitudes, na verdade duas virtudes (todos temos pelo Batismo): a fé e a esperança (claro, e a caridade). Pela fé, creio firmemente que Cristo morreu por mim, que Seu sacrifício foi suficiente para a minha salvação, que Ele me dá a Sua graça para querer a salvação e que, se perseverar, terei a justificação. Isso a fé. Pela esperança, outrossim, confio que Deus não me abandonará e me dará a graça final. Não tenho certeza, apenas confio, espero (no sentido da virtude de esperar, não o esperar no entendimento popular). Se eu me mantiver fiel, minha confiança se transformará, no céu, em realidade.



E por isso é que São Paulo nos diz que a esperança cessará, como a fé, permanecendo apenas a caridade:



No céu não há lugar para esperança, pois só se espera o que não se tem. Se a esperança fosse certeza da salvação, como sustentam os protestantes, então, no céu ela continuaria (porque a certeza da salvação haverá no céu, aliás, é só ali que haverá), e a Bíblia estaria errada.Temos fé na salvação no sentido objetivo (Cristo nos salvou a todos, morrendo na Cruz), e esperança na salvação no sentido subjetivo (aproprio-me pela fé e pelos sacramentos dessa salvação):


"Por ele é que tivemos acesso a essa graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança de possuir um dia a glória de Deus." (Rm 5,2)


A verdadeira fé é necessária para a salvação, evidentemente, porém não é o único critério de garantia da salvação, pois até os demônios crêm:


"Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado." (Mc 16,16) "Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram." (Hb 11,6)



Todavia, conforme o ensino de São Tiago (cf. Tg 2,14.17.20), a fé sem obras é morta, não é capaz de justificar. "Se invocais como Pai aquele que, sem distinção de pessoas, julga cada um segundo as suas obras, vivei com temor durante o tempo da vossa peregrinação." (I Pe 1,17) Isso porque a justificação, ao contrário do que sustentam os protestantes, não é uma operação automática pela qual Deus, judicialmente, nos declara santos, e sim um processo lento e gradual, em que o Espírito Santo nos torna, de fato santos e justificados.



A graça divina não é uma capa a cobrir os nossos pecados, mas uma ação eficaz na alma que a transforma de verdade. Deus não poderia declarar alguém justificado que permanecesse pecador, com a graça apenas cobrindo suas iniqüidades. A justificação forense, jurídica, judicial - tese fundamental dos protestantes - é totalmente contrária ao correto entendimento do Deus que é verdade. O juízo divino é sempre de acordo com a realidade das coisas. Ninguém pode ser declarado justo sem sê-lo realmente, de modo que se o Senhor justifica um pecador é necessário que ele tenha sido, pelo mesmo Senhor, já justificado. A justificação não é um cobrir com a graça os pecados, mas um perdoar de fato os pecados - pela graça, claro. Deus não só finge, por amor, que o homem é justo, mas torna-o justo, apaga os pecados. Se assim não fosse, Deus estaria declarando justo quem não é, quem continua ímpio.


O homem não pode ser, como erroneamente ensinava Lutero, simul justus et peccator, dado que na Escritura não se encontra um trecho sequer em que o ser humano justificado é chamado pecador:



Deus não dá uma aparência de justificação, uma justificação meramente judiciária, mas justifica de verdade: "O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniqüidades." (Is 53,11) O Senhor não quis, em Cristo, que fôssemos somente considerados justos, mas nos outorgou a graça, removidos os pecados pela imputação dos méritos de Cristo, "para que nele nós nos tornássemos justiça de Deus." (II Co 5,21) Note-se: nos tornamos, pela graça, justiça de Deus, não somente somos considerados como justiça. E tornar-se implica uma realidade e um processo. Processo esse que se depreende do ensino de São Paulo: "trabalhai na vossa salvação com temor e tremor." (Fl 2,12)



Se a justificação fosse um ato instantâneo e não um processo, não precisaria ser trabalhada, muito menos com temor e tremor. Também é o ensino de São João: "Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa." (Ap 3,11) Ora, ninguém seria exortado a conservar o que tem se fosse impossível perdê-lo (conseqüência lógica da justificação automática; "uma vez salvos, salvos para sempre", é o mote calvinista).
Como se trata de um processo, não podemos ter certeza da salvação, dado que o processo só termina com o último suspiro do homem sobre a terra:



O homem, em um momento está em graça, e noutro pode cair. "É pela incredulidade que foram cortados, ao passo que tu é pela fé que estás firme. Não te ensoberbeças, antes teme. Se Deus não poupou os ramos naturais, bem poderá não poupar a ti. Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: severidade para com aqueles que caíram, bondade para contigo, suposto que permaneças fiel a essa bondade; do contrário, também tu serás cortada." (Rm 11,20b-22) "Portanto, quem pensa estar de pé veja que não caia." (I Co 10,12)



Aliás, o crente nem pode ter certeza absoluta de estar em graça. Pode, por sinais objetivos (sua fé, suas obras, sua sinceridade na relação com o Pai), esperar que esteja:


"De nada me acusa a consciência; contudo, nem por isso sou justificado. Meu juiz é o Senhor." (I Co 4,4)

"Pois merece a aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda" (2Coríntios 10,18).



Os protestantes ensinam que tudo o que você precisa fazer para obter a salvação é aceitar Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal, e dessa forma a sua salvação está assegurada nessa vida. Você só tem que fazer um compromisso uma vez na vida e não importa o que faça pelo resto dela, pode estar certo de que irá para o céu quando morrer. Uma vez que você fez isso, é impossível que perca sua salvação. Esta linha de pensamento, entretanto, não é Bíblica e, na realidade, é um pecado de presunção.Jesus não morreu para que pudéssemos pecar.



Vamos examinar a Sagrada Escritura e ver o que ela tem a dizer:


"Portanto, se com tua boca confessares que Jesus é o Senhor, e se em teu coração creres que DEUS o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo." (Romanos 10,9).


"Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." (Romanos 10,13).


Isso é o que São Paulo disse. Os protestantes usam esses dois versículos, tomados completamente fora de contexto, na tentativa de encontrar justificativas para sua crença falsa e fabricada pelo homem de que: "Uma vez salvo, sempre salvo".


Um texto sem contexto é só um pretexto para heresias:


Se eles ao menos lessem um pouco mais adiante no mesmo capítulo, veriam claramente o contexto de Romanos 10,9 e 13, e a falácia dessa falsa crença:



Romanos 10,14: "Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?"



Nesses versículos podemos ver que, a fim de ouvir de forma correta a palavra de DEUS para que creiam, está anexa uma condição. Eles não podem "acreditar Nele" a não ser que tenham ouvido, e tenham ouvido de um pregador. Este versículo se refere a qualquer pregador, mesmo um que seja falso (2Cr 11,12-15)?

Não, definitivamente não, pois a Sagrada Escritura ensina que que não podia ser qualquer pregador, mas somente um pregador que tivesse sido enviado por DEUS.


O próximo versículo vai nos ensinar justamente isso:



Romanos 10,15: "E como pregarão, se não forem enviados? Conforme está escrito (Isaías 52,7, Naum 1,15*), "Como são belos os pés dos que anunciam as boas novas!"" (Note por favor que "boas novas" é o significado da palavra "Evangelho").


"E como pregarão se não forem enviados?" Enviados?


Se alguém foi enviado, então apela à razão o fato de que "alguém" tinha que fazer o envio. Não é verdade?Por simples dedução, e por bom senso, precisa-se questionar, então: aqueles que foram enviados, foram enviados por quem?Neste versículo podemos ver e ouvir o toque fúnebre da falsa crença "Uma vez salvo, sempre salvo". A palavra para "enviado", conforme usada na língua grega, na qual o livro de Romanos foi escrito, é Apostello.Esta não soa como outra palavra Bíblica com a qual estamos todos familiarizados?Apostello significa enviar numa missão. De apostello obtemos a palavra grega "apostolos", que significa "Apóstolo". A palavra grega "Apostolos" significa "aquele que é enviado".



Então quem são os "eles" que são os enviados, e por quem "eles" são enviados?A mesma palavra grega, apostello, é usada por Jesus Cristo quando falou aos seus "Apostolos" em João 20,21:


"Jesus disse-lhes outra vez: "A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós."
É óbvio que aqueles que são enviados (apostello) por DEUS também recebem autoridade da parte de Jesus Cristo, que é DEUS.Aquela autoridade foi delegada por Jesus Cristo somente aos Apóstolos.Romanos 10,15 havia dito: "E como pregarão se não forem enviados?". Tenho que perguntar: "Enviados por quem e com qual autoridade?"


"Designou doze dentre eles para ficar em sua companhia. Ele os enviaria a pregar..." (Marcos 3,14).



Então, aqueles que são enviados, o são com a autoridade que lhes foi dada por DEUS. Consequentemente, as únicas pessoas autorizadas a pregar são os Apóstolos, e aqueles que os seguiram em uma longa linha de sucessão, o ofício dos Bispos (Salmo 109,8, Atos 1,20).


São Paulo disse o seguinte:


"Ainda que eu me orgulhasse um pouco em demasia da autoridade que o Senhor nos deu, para vossa edificação e não para vossa ruína, não teria de que envergonhar-me." (2Coríntios 10,8).Além disso, há uns outros poucos mencionados na Escritura que foram designados diretamente pelo Senhor, tais como os setenta que foram enviados em Lucas 10,1.
Há outra palavra grega para enviado: é pempo. 
Pempo é usada em versículos nos quais enviado significa não enviado com a autoridade de DEUS, assim como em Mateus 14,10.
Pregadores e ministros não-católicos terão trabalho para provar que foram enviados pela autoridade de DEUS já que não estão na linha de sucessão que vem desde os Apóstolos. Então esses homens pregam com qual autoridade?



"Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de DEUS; as que existem foram instituídas por DEUS. Assim, aquele que resiste à autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por DEUS; e os que a ela se opõem, atraem sobre si a condenação." (Romanos 13,1-2).



Nenhum daqueles pregadores e ministros não-católicos pode alegar que possui autoridade pastoral dada por DEUS, já que isso seria no máximo uma revelação privada, e não uma revelação pública Então como alguém poderia "provar" que se deve acreditar em sua alegação de que "DEUS me deu autoridade"?


Qualquer um pode dar a desculpa de que "DEUS me disse"



A história está repleta de hereges, criminosos, ditadores e déspotas que usaram este termo como suposta justificação para seus atos maléficos.


Em Lucas 10,16, Jesus diz: "Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou."



Este é um versículo repleto de autoridade e também um versículo de infalibilidade. Este versículo também é sobre obediência àqueles que foram enviados. Há agora bem mais de 36.000 seitas não-católicas, cada uma delas com pelo menos um pregador e todas elas estão pregando alguma coisa diferente das outras. Então, levando-se em conta o fato de que só pode haver uma verdade e de que só se pode obedecer a uma única autoridade, qual daquelas dezenas de milhares é o modelo de obediência e tem a autoridade e a infalibilidade dada a ela por Jesus Cristo?



Qual daquelas dezenas de milhares poderia atribuir a si o que está escrito em Lucas 10,16?



Aqui está outro versículo que se assemelha a Lucas 10,16:


"Nós, porém, somos de Deus. Quem conhece a Deus, ouve-nos; quem não é de Deus, não nos ouve. É nisto que conhecemos o Espírito da Verdade e o espírito do erro." (1João 4,6).
Agora que já colocamos Romanos 10,9-15 em contexto, fica claro que o versículo 15 nega qualquer idéia de "Uma vez salvo, sempre salvo" como conclusão prévia.Mas isso não é tudo, pois há evidência para negar a falsa crença de que "Uma vez salvo, sempre salvo" em Romanos 10:


Romanos 10,16: "Mas não são todos que prestaram ouvido à boa nova. É o que exclama Isaías: "Senhor, quem acreditou na nossa pregação?"



Como pode alguém obedecer ao Evangelho se este for pregado por alguém que não foi enviado? E "nossa" se refere a quem? "Nossa" se refere à pregação daqueles que foram enviados com a autoridade de DEUS.



A autoridade dada por DEUS é a única garantia para aqueles que são enviados de que vão pregar uma única verdade, e com a única autoridade. É a falta de autoridade da parte de DEUS que tem criado as dezenas de milhares de seitas não-católicas que vemos hoje em dia, com todas elas pregando sua própria interpretação individual da Escritura. A pregação delas nada mais é do que uma opinião pessoal.



A verdade se sustenta por si mesma. Ela vem de Jesus Cristo, que disse: "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida" em João 14,6. A Verdade não depende de opiniões pessoais. Jesus Cristo disse que não se importa com as opiniões dos homens: Marcos 12,14.
Assim sendo, as opiniões da humanidade não têm nenhum peso na verdade doutrinal.


Mateus 28,18-20: "Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse "Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizarás em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo."



Atos 1,8: "Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo."


Naum 1,15: "Eis que vem sobre as montanhas um mensageiro de boa nova (Evangelho), alguém que anuncia a paz!"



A montanha é a morada de DEUS, conforme indicado em muitos versículos. Veja Ex 3,1, Sl 48,2-3, Is 2,2-3; 30,29; 65,25; 66,20, Jr 31,23, Ez 11,23; 20,40;Dn 9,16,20, Joel 2,1; 3,17, Mq 4,1-2, Ag 1,8, Zc 8,3.


A montanha também prefigura a Igreja, que é a morada de DEUS:


Mt 5,14: a cidade que é construída sobre uma montanha e não pode ficar escondida é uma prefigura da Igreja altamente visível  que Jesus Cristo fundou.Da montanha de DEUS, aquele que traz o Evangelho, é o pregador enviado por DEUS.Jesus pregou numa montanha: Mt 5,1 - De uma montanha, Jesus por sua vez ordenou a Seus discípulos que pregassem a todas as nações: Mt 28,16-20. Numa montanha, Jesus multiplicou os pães e os peixes, que alimentaram 5000 pessoas: Jo 6,3-14,Jesus se transfigurou numa montanha: Mt 17,1-5, Mc 9,2, Lc 9,28-29



O topo das montanhas simboliza o topo da autoridade:



O próprio Jesus Cristo disse: "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus." (Mateus 7,21).


"A respeito de Israel, exclama Isaías: Ainda que o número de filhos de Israel fosse como a areia do mar, SÓ UM RESTO SERÁ SALVO...'" (Romanos 9,27).


"Irmãos, o desejo do meu coração e a súplica que dirijo a DEUS por ELES são para que se salvem. Pois lhes dou testemunho de que têm zelo por DEUS, mas um zelo SEM DISCERNIMENTO. Desconhecendo a justiça de DEUS e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de DEUS. Porque Cristo é o fim da lei, para justificar todo aquele que crê." (Romanos 10,1-4).


S. Paulo diz claramente que somente um resto da nação judaica será salvo, os que não rejeitaram Jesus Cristo como o Messias. Nesses versículos, Ele se dirige aos judeus que ainda estavam se agarrando às tradições da Antiga Aliança judaica.Entretando, em Mateus 7,21, Jesus Cristo falou para todos nós, e afirmou claramente que temos que fazer a vontade do Pai. Fazer algo requer esforço, obra. Esta obra é guardar os mandamentos. Aqueles que não guardam os mandamentos não entrarão no céu.


Jesus Cristo nos redimiu e ganhou para nós a salvação. As Portas do Céu foram abertas, mas nenhum de nós pode simplesmente "entrar" e reivindicar residência sem obedecer à vontade do Pai.


Outro versículo que eles usam para tentar sustentar a equivocada doutrina do "Você está Salvo" é João 10,28:"Eu lhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão."Veja também João 6,37: "...e o que vem a mim não o lançarei fora."


Ambos os versículos significam que Jesus Cristo será leal a nós e nunca nos lançará fora.Entretanto, ele deixou em aberto o fato de que podemos simplesmente pular fora de sua mão e nos afastarmos Dele, se não guardarmos sua Palavra.


Aqui está ainda mais um versículo usado por aqueles que dizem que estão "salvos" para sempre:


"Com efeito, de tal modo DEUS amou o mundo, que lhe deu seu Filho  único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3,16).



À primeira vista nos parece, ao examinar este versículo, que tudo o que se tem que fazer para ser salvo é acreditar em Jesus Cristo. Mais uma vez, quando o versículo é compreendido de acordo com o texto grego original, não é este absolutamente o caso. Quando o palavreado grego é analisado, o argumento deles é jogado fora da vinha como mais um galho estéril deveria ser.A palavra grega usada aqui para "crer" é "Pisteuvw", que toma a forma inglesa de "Pisteuo". Esta palavra grega significa: acreditar, confiar em e "obedecer". "Obedecer" involve obras, o que significa que devemos dar bons frutos.


"Por que me chamais: Senhor, Senhor... e não fazeis o que digo? "Todo aquele que vem a mim ouve as minhas palavras e as pratica, e vos mostrarei a quem é semelhante. É semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou bem fundo e pôs os alicerces sobre a rocha. As águas transbordaram, precipitaram-se as torrentes contra aquela casa e não a puderam abalar, porque ela estava bem construída. Mas aquele que as ouve e não as observa é semelhante ao homem que construiu a sua casa sobre a terra movediça, sem alicerces. A torrente investiu contra ela, e ela logo ruiu; e grande foi a ruína daquela casa." (Lucas 6,46-49).



Esses versículos são poderosos contra "Uma vez salvo sempre salvo". Vamos fazer brilhar uma luz forte sobre eles:


Protestantes acreditam que tudo o que precisamos fazer é ouvir Suas palavras e aceitá-las e então estamos salvos. Entretanto, Jesus diz que não somente devemos ouvir Suas palavras, também FAZER O QUE ELE NOS DIZ. Aqui está somente um exemplo de muitos, um caso a apontar:


Jesus disse em  João 10,16, "...e haverá um só rebanho e um só pastor." E em João 17,21, "...para que todos sejam um."



Nesses dois versículos temos somente um exemplo de muitos que poderia listar. Dito isto, tenho que perguntar:


"Já que existem agora no mundo mais de 37.000 seitas não-católicas (rebanhos), como pode alguma delas alegar que obedece as palavras de Jesus quando Ele nos ordenou que fôssemos um ? Ainda mais quando são doutrinas que se contradizem ? Uma que afirma que Cristo é Deus, outra não? Uma crer na Trindade e outra não ? Rebatismos? Teologia da prosperidade ? Predestinação para o inferno,etc...?”

As 37.000 seitas que existem agora provam o suficiente que aquelas palavras de Jesus se tornaram realidade.Se aqueles versículos de Lucas 6,46-49 são ignorados pelas dezenas de milhares de seitas, então o versículo seguinte tem que ser também ignorado por elas:



"Jesus, porém, penetrando nos seus pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir;..." (Mt 12,25).



Leia Mateus 22,8-14, a parábola da festa de casamento. Aquele que não estava com as vestes adequadas foi lançado nas trevas exteriores onde havia choro e ranger de dentes.Em Mateus 25,1-13 está a parábola das dez virgens. Cinco não estavam preparadas para a chegada do Noivo (Cristo) e ficaram do lado de fora da festa de casamento pois a porta foi trancada.



Há mais outra parábola que se aplica ao nosso tópico:


Em Mateus 13,47-50, o reino dos céus é comparado a uma rede lançada no mar e que apanha peixes de todos os tipos, tanto bons quanto maus. Os peixes bons são guardados, mas o que acontece aos ruins nos versículos 49-50? Eles são lançados na fornalha onde novamente há choro e ranger de dentes. Todos os peixes foram pegos na rede, mas todos eles foram salvos da fornalha?Leia sobre as ovelhas e os cabritos em Mateus 25,31-46. Você provavelmente já percebeu que ambos acreditavam, mas notou também que só um grupo praticou obras? Qual foi o destino final daqueles que não fizeram boas obras? Veja os versículos 45-46. Já que os cabritos acreditavam, por que então não foram salvos também?



Nada profano pode entrar no reino dos céus:



"Nela (na cidade santa, o céu) não entrará nada de profano nem ninguém que pratique abominações e mentiras, mas unicamente aqueles cujos nomes estão inscritos no livro da vida do Cordeiro." Apocalipse 21,27


As pessoas que se encaixam nesse versículo não estão obedecendo à  vontade de DEUS: os Dez Mandamentos



"O vencedor herdará tudo isso; e eu serei seu DEUS, e ele será meu filho. Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte." (Apocalipse 21,7-8).



Onde os mentirosos passam toda a eternidade mesmo se aceitam Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, mas não trabalham para sua salvação obedecendo aos Dez Mandamentos? Não são "Não levantar falso testemunho", e "Não matar" dois dos Dez Mandamentos?De acordo com o grupo dos que acreditam no "Uma vez salvo, sempre salvo", você pode pecar tanto quanto quiser depois de ter aceito Jesus Cristo, e sua salvação está garantida, a despeito de tudo.


"Por que me perguntas a respeito do que se deve fazer de bom? Só DEUS é bom. Se queres entrar na vida, OBSERVA OS MANDAMENTOS." "Quais?", perguntou ele. Jesus respondeu: "Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo."" (Mateus 19,17-19).



Esses versículos disseram claramente que se nós não obedecermos aos mandamentos, não teremos a vida (eterna).Então, se uma pessoa que pensa que está "salva", mente e comete adultério, como então reconcilia suas ações com Mateus 19,17-19 e Apocalipse 21,7-8 e 21,27?Jesus realmente curou o homem no tanque em João 5,1-9, e mais tarde Ele lhe disse no versículo 14: "Eis que ficaste são; JÁ NÃO PEQUES, PARA NÃO TE ACONTECER COISA PIOR." Isso soa como "Uma vez salvo, sempre salvo"?


Aqui está ainda um outro exemplo: a mulher que foi apanhada em adultério em João 8,1-10. Jesus não deixou que ela fosse apedrejada até à morte, e no versículo 11, Ele disse: "Nem eu te condeno. VAI E NÃO TORNES A PECAR." Mais uma vez, Jesus a advertiu para que não pecasse novamente.


Que mensagem podemos tirar desses dois exemplos tirados de João 5 e 8? E se ambos pecaram de novo?


No primeiro caso pareceria que, de fato, ALGO AINDA PIOR ACONTECERIA AO HOMEM e no segundo seria uma desobediência clara por parte da mulher com relação a uma ordem direta de Jesus. Repito: isso soa como: "uma vez salvo, sempre salvo"? De maneira nenhuma! - "Eis o momento para apelar para a paciência dos santos, dos fiéis, aos mandamentos de DEUS e à fé em jesus." (Apocalipse 14,12).



Se já estamos "salvos", então qual é o propósito de obedecer aos mandamentos?



Então, podemos verdadeiramente dizer que estamos salvos? Se co-operamos com os mandamentos de DEUS, podemos ter esperança de que seremos salvos. Entretanto, não podemos presumir, como acreditam alguns não-católicos, que é um processo unilateral que Jesus completou sozinho. Ele fez a sua parte, agora cabe a cada um de nós fazer a sua, por meio de nossa co-operação com o Seu sacrifício ilimitado na cruz.Como alguém pode conciliar a falsa doutrina feita por homens "uma vez salvo, sempre salvo" quando a Sagrada Escritura nos diz claramente: "Trabalhai na vossa salvação com temor e tremor."? (Fl 2,12).
Entretanto, católicos percebem que mesmo cumprindo o que Nosso Senhor requer que façamos para a salvação, é impossível fazer isso sem o dom gratuito da Sua graça.A salvação é um processo em evolução durante toda a nossa vida. É uma luta que dura a vida inteira, como nos diz este versículo, mencionado anteriormente:


"Trabalhai na vossa salvação com temor e tremor." (Fl 2,12).



Este versículo está em conflito direto com a noção de que "Uma vez salvo, sempre salvo".Já que a salvação é um processo que dura a vida inteira:


Fomos salvos no passado: Rm 5,1-2; 8,24, Ef 2,5-8, 2Tm 1,9, Tt 3,5.


Estamos sendo salvos agora: Rm 5,9-10, 1Cr 1,18; 15,2, Fl 2,12, 1Pd 1,8-9; 2,1-2.


Seremos salvos no futuro: Mt 10,22; 24,13, Rm 13,11, 1Cr 3,12-15; 5,5, 2Tm 2,11-13, Ap 21,6-7.


Infelizmente podemos sim perder nossa salvação:
Aqueles que acreditam no "Uma vez salvo, sempre salvo", presumem (presunção?) que estão inscritos no "Livro da Vida" (Dn 12,1) em tinta vermelha indelével e que não podem jamais ser removidos dele, não importa o quanto pequem.Como eles poderiam explicar então Ex 32,33:


"O Senhor respondeu a Moisés: "Aquele que pecou contra mim, este apagarei do meu livro""?

Confira novamente João 10,28, citado anteriormente neste artigo, onde eu disse que podemos simplesmente pular fora de Sua mão e nos afastarmos Dele.Quem são aqueles que interpretam falsamente esses versículos e lhes fazem vista grossa?


"Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdia, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. DESSAS COISAS VOS PREVINO, COMO JÁ VOS PREVENI; OS QUE AS PRATICAREM NÃO HERDARÃO O REINO DE DEUS." (Gl 5,19-21).



Mais uma vez, isso soa como "Uma vez salvo, sempre salvo"?


O que significa "perseverar"? Por que alguém deveria se preocupar com perseverança se já está salvo?:
"A vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam a glória, a honra e a imortalidade; mas ira e indignação aos contumazes, rebeldes à verdade e seguidores do mal." (Rm 2,7-8).

"Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos." (Gl 6,9).

"Não percais esta convicção a que está vinculada uma grande recompensa, pois vos é necessária a perseverança para fazerdes a vontade de DEUS e alcançardes os bens prometidos:" (Hb 10,35-36).

"Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que DEUS prometeu aos que o amam." (Tg 1,12).

"Mas aquele que procura meditar com atenção a lei perfeita da liberdade e nela persevera, não como ouvinte que facilmente se esquece, mas como cumpridor fiel do preceito, este será feliz no seu proceder." (Tg 1,25).

"Tomai, irmãos, por modelo de paciência e de coragem os profetas, que falaram em nome do Senhor." (Tg 5,10).

"Portanto, irmãos, cuidai cada vez mais em assegurar a vossa vocação e eleição. Procedendo deste modo, não tropeçareis jamais. Assim vos será aberta largamente a entrada no Reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo." (2Pd 1,10-11).

Bem, esse versículo deixa bem claro que você precisa de boas obras para assegurar sua salvação."Uma vez salvo, sempre salvo" já não soa tão promissor, não é mesmo?


"Ao vencedor darei de comer do fruto da árvore da vida, que se acha no paraíso de DEUS." (Ap 2,7).

"Nada temas ante o que hás de sofrer. Por estes dias o demônio vai lançar alguns de vós na prisão para pôr-vos à prova. Tereis tribulações durante dez dias. Sê fiel até a morte e te darei a coroa da vida." (Ap 2,10).

"Então ao vencedor, ao que praticar minhas obras até o fim, dar-lhe-ei poder sobre as nações pagãs." (Ap 2,26).


"Pois merece a aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda." (2Cr 10,18).


"De nada me acusa a consciência; contudo, nem por isso sou justificado. Meu juiz é o Senhor." (1Cr 4,4).


Não estão aqueles que alegam já estarem salvos prejulgando a si mesmos e tentando lograr o julgamento de DEUS?


Veja também estes versículos adicionais: João 15,4-10, 1Cr 15,58, Ef 4,14; 6,10-17, 1Ts 3,8; 5,21-22, 2Ts 2,15-17;Hb12,1-15; 13,9, Tg 1,4; 2,14-26, 1Pd 1,4-7; 5,8, Ap 2,17; 3,5; 11-12; 21; 21,7


Preciso advertir a todos aqueles que pensam que já estão salvos de que é pecado de presunção acreditar nessa falsa doutrina inventada protestante, conforme nos disse 1Cr 10,1-12 e 2Cr 10,18 na parte anterior. Mostre-me um documento histórico genuíno escrito antes de 1500 que defina tal doutrina.Eu sugeriria que lesse novamente Mt 25,31-46. Verá naqueles versículos que tanto as ovelhas quanto os cabritos pensavam que seriam salvos, mas o pecado de presunção estava sobre os cabritos e estes foram rejeitados, simplesmente porque não praticaram boas obras.De forma totalmente clara, a Sagrada Escritura nos mostra que a falsa doutrina de que uma vez salvo, sempre salvo não tem nenhuma base Escritural.


"Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade, as três. Porém, a maior delas é a caridade." (1Cr 13,13).


Então se você é salvo somente pela fé, então qual é o propósito da Escritura nos dizer para termos esperança? Não haveria necessidade de esperança se já estivéssemos salvos. O que este versículo diz sobre a caridade?Diz que a caridade é maior do que a fé. Aqueles que acreditam que são salvos somente pela fé não estão insinuando que a fé é maior do que a caridade? Não estão eles ignorando tanto a esperança quanto a caridade?



Mencionei acima o ano de 1500 por uma razão. Foi Martinho Lutero quem "inventou" a falsa doutrina de que "Uma vez salvo, sempre salvo" quando acrescentou a palavra "somente" em Romanos 3,28 na sua tradução para o alemão da Sagrada Escritura. O versículo então ficou deste jeito: "...um homem é justificado somente pela fé". Essa ação da parte dele foi embaraçosa para os outros reformadores, e por conta disso você não vai encontrar a palavrinha "somente" em Romanos 3,28 na versão King James ou em qualquer outra Bíblia protestante a não ser na de Lutero.
Aqui está uma citação de Martinho Lutero com relação a "Uma vez salvo, sempre salvo":


"Seja um pecador e peque atrevidamente, mas creia e se rejubile em Cristo ainda mais atrevidamente... Nenhum pecado nos separará do Cordeiro, mesmo que tenhamos cometido fornicação e assassinato mil vezes por dia." (Martinho Lutero, carta a Melanchthon, Primeiro de agosto de 1521).


E quanto aos versículos que citei anteriormente a respeito do mandamento de Jesus para que "não pecasse mais".?É este o significado de "Uma vez salvo, sempre salvo"? Então podemos agora jogar fora os dez mandamentos, junto com montes de outros versículos?Não, de jeito algum, de acordo com João 14,15: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos".


Como pode alguém de alguma forma conciliar essas Palavras de Cristo com a citação de Martinho Lutero que forneci acima? Qual é a utilidade desse versículo de acordo com a teologia distorcida de Lutero? E quanto a "Não cometerás adultério e não matarás?



Vamos acreditar nas palavras de Lutero ou nas Palavras de DEUS?



O interessante é que as pessoas que acreditam no "Você Está Salvo" ou "Uma vez salvo, Sempre salvo" são as mesmas que censuram a Igreja Católica por canonizar santos. Ora, a palavra "Santo" significa uma pessoa que está no céu. Então, as pessoas que acreditam no "Uma vez salvo, sempre salvo" já estão canonizando a si mesmas. Em outras palavras, já que estou "salvo", "irei para o céu e, como todos os que estão no céu são santos, então já sou um santo".



"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram." (Mt 7,13-14).


"Pois merece aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda." (2Coríntios 10,18). Será que algum adepto do "Uma vez salvo, Sempre salvo" já leu esse versículo?


MAIS UMA VEZ: “JESUS NÃO MORREU A FIM DE QUE PUDÉSSEMOS PECAR”



Traduzido por Alessandro Lima, do original em inglês "Are You Saved?" do webiste www.thecatholictreasurechest.com.
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