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MARIA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS DE SEU FILHO JESUS CRISTO ???

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 1 de agosto de 2014 | 11:28






O mérito pode ser de:

1)- Côngruo (ou de conveniência)

2)- Ou de condigno.


“Só o mérito de condigno é verdadeiramente mérito na plenitude de sentido.”


Por isso, dizemos que alguém pode merecer a conversão de outra pessoa com mérito de côngruo (cujo prêmio é muito maior do que o próprio merecimento).


Santa Mônica assim mereceu a conversão de Santo Agostinho, e Santa Rita de Cássia também mereceu assim a conversão de seu esposo.


Na S. Theol., Ia IIae, q. 114, a. 3, 6, 7, Santo Tomás de Aquino fala no mérito de côngruo, dizendo que:


“Alguém pode merecer a primeira graça com mérito de côngruo, por causa de "certa igualdade proporcional, pois parece côngruo que ao homem que obra segundo toda medida de sua virtude operativa, Deus o recompense em consonância com seu excelso poder".

Podemos, ainda, como já foi dito, merecer para outro com mérito de côngruo. Mas somente Cristo pôde merecer para outro com mérito de condigno.



Com estes esclarecimentos, não queremos colocar Maria em mesmo pé de igualdade que Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.


Sem mérito algum, pois ela não existia antes, ela é a criatura mais excelente de todas,está acima todas as criaturas, elevada pela graça divina em virtude da missão de gerar em seu seio o Salvador da humanidade, e como diz a escrituras:o impuro jamais pode gerar o puro (Livro de Jó 14,4),mas ela é infinitamente inferior a Deus e a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Imaculada Conceição é segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. A dedução é simples:


“Da mesma forma como Deus foi capaz de gerar a carne de Cristo sem pecado, foi capaz de gerar a carne de Maria sem pecado também.”





Orígenes , Gregório de Nissa e Santo Agostinho sempre afirmaram: "Aquilo que não foi assumido não foi redimido."


As implicações da concepção Imaculada de Maria são de caráter soteriológico, pois negar que Maria nasceu sem pecado implica dizer por consequência que Cristo tinha uma carne e alma pecadora, isto comprometeria a nossa própria salvação.


O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina ( Lucas 1,28).Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado.

festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV.A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus em 8 de Dezembro de 1854.

A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pela Bíblia (por exemplo, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como "cheia de graça"- Lucas 1,28), bem como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de LyonAmbrósio de Milão:


“Uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu filho sem pecado.



Em sua Constituição Apostólica Ineffabilis Deus (8 de dezembro de 1854), que definiu oficialmente a Imaculada Conceição como dogma.O Papa Pio IX recorreu a estes fundamentos para esta afirmação:


1)-Gênesis 3:15, onde Deus disse: "Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela", assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar a luz à Cristo, que reconciliaria o homem com Deus.


Por esta profecia reforçada com Apoc.12 ,entendemos o porque de todo ódio de Satanás a Maria:

"Se um sábio e um tolo discutem, ambos ficam no mesmo nível." 


Deus sabe disto, e não daria esta honra ao diabo. Para Satanás é terrível e humilhante ser derrotado por uma simples mulhersinha, ao invés de disputar diretamente com Deus. Nisto vemos a sabedoria de Deus em humilhar a Satanás.


2)- O verso "Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti" no Cântico dos Cânticos (4,7) é usado para defender a Imaculada Conceição,


Outros versos reforçam:


 "Também farão uma arca de madeira incorruptível; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura." (Êxodo 25:10-11)


"Pode o puro[Jesus]Vir dum ser impuro? Jamais!"(Jó 14,4)


Cristo sem pecado, só poderia nascer de um ser sem pecado,de uma carne sem pecado: A de Maria


"Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão." (Deuteronômio 10:3)


Outras traduções para a palavras incorruptível ("Setim" em hebraico) incluem "acácia", "indestrutível" e "duro" para descrever a madeira utilizada.

Moisés usou essa madeira porque era considerada muito durável e "incorruptível".

Maria é considerada a Arca da Nova da Aliança (Apocalipse 11,19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente "incorruptível" ou "imaculada".



3)- Desde o cristianismo primitivo diversos Padres da Igreja defenderam a Imaculada Conceição da Virgem Maria, tanto no Oriente como no Ocidente. Os escritos cristãos do século II relatam a doutrina, concebendo Maria como a "Nova Eva", ao lado de Jesus, o "Novo Adão". 



No século IV, Efrém da Síria (306-373), diácono, teólogo e compositor de hinos, propunha que só Jesus Cristo e Maria são limpos e puros de toda a mancha do pecado.




A corredenção de Maria não é uma redenção paralela à redenção de Cristo, mas uma participação singular na obra do Verbo Encarnado.


Maria como nos ensina o apóstolo Paulo:

“Completou na própria carne”, de modo especial, “o que faltou à Paixão do Senhor” pela salvação das almas, pelo crescimento da Igreja (Cl 1,24). Ela é “redentora com” Cristo, não igual a Cristo, jamais separada d’Ele.



Ao dizer “sim” ao Pai na Anunciação (Lc 1,38), ao dar um corpo a Jesus (Hb 10,5), corpo pelo qual fomos salvos no Calvário (Lc 22,19), Maria Santíssima colaborou eficazmente com a obra redentora.


Também por nutrir com seu sangue o Sangue preciosíssimo pelo qual fomos resgatados da morte, pela fé imensa com que se deixou guiar e pela fortaleza com que suportou a “espada” que atravessou seu Coração Imaculado, ao pé da Cruz, dando o seu Filho à morte para a salvação de todos os fiéis, daí em diante também seus filhos (Jo 19,26), Maria tornou-se inseparável do plano de salvação.


A Virgem foi espiritualmente crucificada com seu Filho, unida a Ele pela fé e pela obediência, feita Nova Eva do Novo Adão, criada Imaculada para desatar o nó do pecado e quebrar a maldição que os primeiros pais sofreram no princípio (Santo Ireneu, Contra as Heresias, Livro III, 22,4; Gn 3,17ss).


“Assim avançou a Virgem pelo caminho da fé, mantendo fielmente a união com seu Filho até a cruz. Junto desta esteve, não sem designio de Deus (cfr. Jo 19,25), padecendo acerbamente com o seu Filho único, e associando-se com coração de mãe ao Seu sacrifício, consentindo com amor na imolação da vitima que d’Ela nascera; finalmente, Jesus Cristo, agonizante na cruz, deu-a por mãe ao discípulo, com estas palavras: mulher, eis ai o teu filho (cfr. Jo 19,26-27)” (Lumen Gentium 58).


“O nosso mediador é só um, segundo a palavra do Apóstolo; ‘não há senão um Deus e um mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, que Se entregou a Si mesmo para redenção de todos’ (1Tm 2,5-6). Mas a função maternal de Maria em relação aos homens de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; manifesta antes a sua eficácia. Com efeito todo o influxo salvador da Virgem Santíssima sobre os homens se deve ao beneplácito divino e não a qualquer necessidade; deriva da abundância dos méritos de Cristo, funda-se na Sua mediação e dela depende inteiramente, haurindo ai toda a sua eficácia; de modo nenhum impede a união Imediata dos fiéis com Cristo, antes a favorece” (Lumen Gentium 60).


Maria Medianeira e Corredentora?


Um só é o Mediador entre Deus e os homens, a saber, Cristo. Tal é a doutrina de São Paulo (1 Tim 2,5) e da Tradição cristã, oportunamente inculcada pelos concílios de Florença em 1442 e Trento em 1546 (cf. Denzinger, Enchiridion 711.790).



A unidade, porém, do Mediador não exclui a colaboração subordinada de Maria Santíssima na obra da Redenção. Já do simples fato de que, por livre vontade divina, a Virgem se haja tornado Mãe de Deus ou a criatura mediante a qual Deus se encarnou, decorre seja ela de algum modo Medianeira; havendo dado ao mundo a Fonte de todas as graças, como não lhe dará atualmente cada uma das graças que recebe ?


Desde a definição da Divina Maternidade de Maria em Éfeso no ano de 431, esta proposição se foi tornando cada vez mais explícita na Igreja e é hoje amplamente focalizada.


Eis como a explicam os teólogos contemporâneos:


Distingam-se dois aspectos da Mediação de Maria:



1) a mediação na aquisição dos méritos de nossa Redenção ou na Redenção dita objetiva. Por esta sua função, Maria é chamada Corredentora;


2) a mediação na distribuição atual dos méritos outrora adquiridos ou na Redenção subjetiva. Tendo tomado parte na obtenção da vitória, é lógico que Maria concorra para a distribuição dos frutos da mesma. A este título, a Virgem é, propriamente dita, Dispensadora ou Medianeira de todas as graças.


Analisemos separadamente cada um desses aspectos da teologia mariana:


1.   A Corredentora


Por este titulo, entende-se dizer que Maria, junto com seu Divino Filho, tomou parte na obtenção do tesouro de graças que valeram a reconciliação do gênero humano com o Pai Eterno.


E quais terão sido as sábias intenções de Deus que O levaram a atribuir a Maria Santíssima tão solene função no seu plano eterno ?


Duas são as razões, indicadas pela Escritura e a Tradição, para ilustrar tão elevado desígnio:


1ª) o paralelismo vigente entre «o primeiro Adão e a primeira Eva», de um lado, e «o segundo Adão e a segunda Eva», do outro. Tal correspondência já é mencionada ligeiramente por São Paulo, aos Romanos 5,14, e desde o séc. II foi explanada pela Tradição cristã (S. Justino, S. Ireneu, Tertuliano...).

Aprofundemos o paralelismo:


Conforme o plano de Deus (cf. Gên 2,20-23), a mulher foi criada para ser a auxiliar semelhante ao homem, sua companheira na luta cotidiana, principalmente na obra de transmitir a vida. Sem a mulher, o varão não consegue a dignidade de pai. Ora, se Deus assim quis proceder na constituição da natureza humana no início dos tempos, parece que deve ter procedido de maneira análoga na obra de reconstituição e consumação da criatura na plenitude dos tempos.


Na base desta verificação, a tradição afirma que o plano divino de recriação do gênero humano obedeceu à mesma linha que o da criação:


“O Filho de Deus se tornou o novo Pai, o segundo Adão, do qual todos os homens devem renascer, não na ordem física, mas no plano sobrenatural ; e, em vista desse renascimento espiritual ou dessa obra de transmitir a vida sobrenatural, o novo Adão quis ter por auxiliar subalterna a nova Eva: Maria. É São Bernardo (+1153) quem o lembra:


«Irmãos caríssimos, há um homem e uma mulher que nos prejudicaram grandemente, mas, graças a Deus, há também um homem e uma mulher que tudo restauraram, e com notável superabundância de graça... Sem dúvida, Cristo por si só bastava-nos, pois... tudo que possamos fazer no plano da salvação, d’Ele vem; todavia era bom que o homem não ficasse só. Havia profunda conveniência em que os dois sexos tomassem parte na nossa Redenção, como haviam tomado parte em nossa queda» (Sermão sobre as doze estrelas 1, ed. Migne lat. 183, 429).


E como terá Maria cumprido o seu papel de nova Eva associada à obra da Redenção ?




Cumpriu-o primeiramente quando pronunciou o seu Fiat para que o Filho de Deus nela se encarnasse (cf. Lc 1,38). Da aquiescência da Virgem pode-se dizer que Deus quis fazer depender a realização da Redenção (cf. São Tomaz, Suma Teológica III 30, 1c e ad 1).


Destarte, dando a sua carne ao Filho de Deus, a Virgem colaborou remotamente na obra de resgate do gênero humano. Sua função sagrada, porém, estendeu-se mais além:


O Filho de Deus não se encarnou senão para oferecer a sua carne padecente ao Pai como hóstia de reparação pelo gênero humano; consequentemente o Fiat de Maria envolvia participação da Virgem Mãe na oferta do Calvário; esse Fiat prolongou-se no consentimento que ela deu à imolação do Filho, compartilhando generosamente com Ele ao pé da Cruz suas penas e dores. E esse «compartilhar» foi fecundo ... Pode-se dizer que, depois de haver gerado o Cristo Cabeça, Maria, padecendo ao pé da Cruz, sofreu as dores do parto em que gerou o Cristo Místico ou o novo gênero humano; foi então que ela se tornou a Mãe dos homens, como insinua a palavra que Jesus lhe dirigiu na hora das dores mais cruciantes: «Mulher, eis o teu filho» (Jo 19,26).



A propósito vem a observação do Santo Padre Bento XV na carta «Inter Sodalicia» de 22 de março de 1918 (AAS 10 [1918] 181-84):


“Os doutores da Igreja costumam notar que, se Maria, a Virgem Santíssima, a qual parecia ausente de toda a vida pública de Jesus Cristo, de repente se encontra presente à morte de seu Filho Crucificado, isto não se deu independentemente de um desígnio divino... Enquanto o seu Filho sofria e morria, ela sofria e de certo modo morreu com Ele; para a salvação dos homens, ela renunciou aos direitos maternos sobre o seu Filho [não se entenda esta expressão em sentido estritamente jurídico]; a fim de aplacar a justiça divina na medida em que o podia, ela imolou o seu Filho, de sorte que se pode dizer com razão que, com Cristo, ela resgatou o gênero humano”.



Eis como se desenvolve o paralelismo «Adão, Eva» — «Cristo, Maria» até se chegar à conclusão de que a Virgem Santíssima foi intimamente associada à obra da Redenção objetiva.


2ª) Ainda o seguinte traço fornece fundamento ao título de Corredentora:


Maria sofreu como Rainha dos mártires, e, se se dá crédito à tradição mais antiga, morreu (note-se que o Santo Padre Pio XII em 1950 apenas definiu a elevação corporal de Maria aos céus, deixando suspensa a questão da morte da Virgem, que muitos autores, seguindo os documentos mais antigos, afirmam, mas que outros teólogos, atendendo antes a razões especulativas, preferem negar).


“Ora, já que Maria fôra preservada do pecado original, o sofrimento não era pena a ela devida. As suas dores só podem ter sido motivadas pelos pecados alheios e em vista da expiação dos mesmos; o que equivale a dizer: o seu sofrimento foi, unido ao de Jesus, um sofrimento estritamente redentor, corredentor.”



Assim comprovado o fato da Corredenção, é preciso acentuar que ele não derroga à obra de Cristo:


Com efeito. Maria tornou-se corredentora porque seu Divino Filho lhe quis outorgar esta dignidade. Ela mesma, sem dúvida, foi remida, mas remida de modo próprio e com a finalidade de ser particularmente associada à obra da Redenção dos demais homens (a Virgem Santíssima pertence, como se diz, à linha da união hipostática ; o que quer dizer : está colocada acima de qualquer criatura, e tudo que nela se realiza, inclusive a obra da Redenção, se realiza de modo único).


Se Maria foi remida, se tudo nela é graça, vê-se que ela não tem méritos independentes dos de Cristo nem nos comunica algo de seu; ela antes se assemelha à lua, que ilumina a terra não por sua própria luz, mas exclusivamente na medida em que e iluminada pelo sol.


A título de ilustração, considere-se que o ser de Deus é infinito, e o das criaturas participado; que se dá então quando Deus cria novos seres ?


Está claro que não se multiplica a quantidade de ser anterior à criação, mas apenas surgem novos suportes ou sustentáculos do ser anteriormente existente.


De modo análogo, os méritos de Cristo são infinitos; Maria nada lhes pôde acrescentar, mas foi constituído novo e privilegiado receptáculo desses méritos.


Perguntar, pois, porque era necessária a Corredenção de Maria, já que a Redenção a ser realizada por Cristo nos bastava ?


A resposta Paulo vem nos dar:

“Completou na própria carne”, de modo especial, “o que faltou à Paixão do Senhor” pela salvação das almas, pelo crescimento da Igreja (Cl 1,24).


Após o que foi acima visto, conclui-se que negar a Corredenção Mariana a titulo de enaltecer a Redenção adquirida por Cristo vem a ser, em última análise, não propriamente honrar a Cristo, mas antes depauperar a obra do Redentor.


Bossuet (+1704) observava com muita oportunidade:


“Não sejamos daqueles que julgam diminuir a glória de Jesus Cristo quando nutrem elevados sentimentos para com a Santíssima Virgem e os Santos... Por certo, seria atribuir a Deus fraqueza deplorável crer que se torne invejoso das dádivas e luzes que Ele mesmo derrama sobre as suas criaturas. Pois que são os santos e a Santíssima Virgem se não a obra das mãos e da graça do Criador? Se o sol fosse animado, não conceberia inveja ao ver 'a lua que preside à noite', como diz Moisés, e preside com luz tão clara porque toda a claridade da lua se deriva dele e é o sol mesmo que a nós refulge e nos ilumina pelo reflexo de seus raios. Por mais elevadas que sejam as perfeições que reconhecemos em Maria, poderia Jesus Cristo ter-lhes inveja, pois que d’Ele é que decorrem e é à glória exclusiva d'Ele que se referem? (3o sermão na festa da Conceição da Virgem 1669. Obras t. II. Paris, 1863, 51).


2. Maria, a Dispensadora de todas as Graças



Se Maria participou na aquisição das graças da Redenção, é óbvio que participe outrossim na dispensação das mesmas. Basta lembrar que a primeira graça espiritual no Novo Testamento — a santificação do Batista no seio materno — foi dada por meio de Maria, como verifica Elisabete no S. Evangelho (cf. Lc 1,41-45) ; da mesma forma, a primeira graça de índole material — a conversão da água em vinho — foi concedida por Jesus mediante a prece de Maria (cf. Jo 2,1-11). Estes dois episódios podem ser tidos como indícios de uma lei geral da Providência Divina.
A tradição cristã desde cedo exprimiu a sua fé na ação medianeira de Nossa Senhora, como atesta um papiro grego (cm 19 x 9,4) do séc. III, encontrado há decênios no Egito, em que já se lê o texto da famosa oração :


“À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas..., mas livrai-nos de todos os perigos...” (Sub tuum praesidium...).


É esta a mais antiga prece à Virgem que se conheça. Os antigos escritores da Igreja ilustravam a doutrina da Medianeira recorrendo a metáforas: Maria seria a «Porta do céu, o Aqueduto, a Mãe da Vida, a Estrela do mar, etc.».


Contudo, se se pergunta: qual o modo exato como a Virgem dispensa todas as graças ?


Os teólogos se veem diante de hesitações, que alguns chegam a julgar insolúveis para nós aqui na terra.Em meio às dúvidas, há ao menos o seguinte ponto unanimemente reconhecido:


Maria dispensa todas as graças por sua intercessão. Não há dúvida. Deus quer salvar as criaturas mediante as preces de umas pelas outras (por isto os cristãos se acham unidos na Comunhão dos santos, que é comunhão de méritos). Ora Maria conhece os homens em Deus e os ama com solicitude especial ou materna; se já aqui na terra a caridade leva os santos a orar pelo próximo, Maria no céu não pode deixar de interceder como uma Mãe por seus filhos confiados na Cruz pelo próprio Cristo.


A questão debatida, porém, é a de saber se a Virgem não toma parte mais íntima ainda na dispensação das graças, ou se, além da intervenção meramente moral de Intercessora, não lhe compete uma intervenção que se diria física, à semelhança do que se dá com a santíssima humanidade de Cristo e os sacramentos ?

A solução talvez se encontre na seguinte sentença:


Sabe-se que certamente pela Igreja Deus comunica aos homens as suas graças; é pela Igreja que renascemos e somos continuamente nutridos na vida sobrenatural. A Igreja é assim Medianeira de todas as graças. E note-se que este papel medianeiro da Igreja não se restringe unicamente ao ministério dos sacerdotes; todos os fiéis, cada qual na posição que ocupa no Corpo Místico, participam da função transmissora da graça que a Igreja exerce.


Santo Agostinho dizia que, todas as vezes que uma criancinha é batizada, todos os cristãos participam da atividade generativa da nova vida ou exercem a Maternidade da Santa Madre Igreja (De diversis quaestionibus 83, qu. 59 ; In ps 127,12).


Faça-se agora a aplicação desta verdade a Maria:


A Santíssima Virgem ocupa na Igreja uma posição eminente e sem par. Se, pois, cada um dos membros do Corpo Místico participa na mediação da Igreja, não apenas por suas preces e seus exemplos, mas pela sua posição e o seu ser mesmos sobrenaturais, com mais razão se afirmará que a Virgem Santíssima é Medianeira num sentido físico, e Medianeira num grau de todo próprio, correspondente aos seus estupendos privilégios e à sua santidade.



A corredenção é um salubérrimo atributo conferido à Santíssima Virgem - Dom Estêvão Bettencourt (OSB):




Ao longo da história da Igreja, a Santa Virgem Maria sempre ocupou um lugar distinto entre todos os santos. A Tradição Apostólica atesta que a preciosidade da figura mariana é indiscutivelmente indissociável da Aliança Neotestamentária.


O corpo de Cristo sacrificado no Calvário fora gerado pela inefável associação entre o Espírito Santo de Deus e Maria. Os dogmas marianos são os da Virgindade Perpétua, de Mãe de Deus (Theotokos) e da Imaculada Conceição que foram proferidos ou ensinados pelo Magistério Ordinário e Universal dos Padres da Igreja e dos santos concílios.


Sua Santidade o Papa Paulo IV, através da Constituição Apostólica Cum quorundam no Concílio de Trento, confirmou solenemente a virgindade perpétua de Maria, levando em consideração aquilo que fora ensinado de modo infalível pela Igreja em seus primórdios. Já o dogma de Maria Mãe de Deus fora ensinado no Terceiro Concílio Ecumênico de Éfeso, em 431. Muitos Padres da Igreja dos primeiros séculos já se referiam a Maria em seus escritos com o título Theotokos.



A crença na Imaculada Concepção de Maria que fizera parte da devoção de incontáveis católicos tal como da de papas, fora inviolavelmente protegida pela infalibilidade papal decretada por Sua Santidade Papa Pio IX.


Na verdade, tal crença fora há muito objeto de discussões acaloradas entre eminentes teólogos, a exemplo de Santo Tomás de Aquino e São Boaventura, revelando que o impasse teológico não estava próximo de seu fim, uma vez que a Igreja ainda não havia proferido uma definição dogmática.


Ao nos reportamos aos idos da nascente Idade Moderna, O Papa Sixto IV, que instituiu a Festa da Imaculada Conceição em 1476, noutro caminho, através da Bula Cum praecelsa de 1477 aprovou as orações contidas no Ofício da Conceição, bem como garantiu indulgências àqueles que o recitam e assistem missas em sua honra.


Seguindo a disposição de seu predecessor, o Papa Inocêncio VIII, na Bula Inter innumera de 1489, aprovou uma congregação espanhola entitulada "Religiosos da Imaculada Conceição de Maria".


O Sumo Pontífice Alexandre VI, assim como o Papa Júlio II contribuíram, embora indireta e modestamente, em favor do título mariano.


Já o Papa São Pio V, penúltimo pontífice romano canonizado, em sua Bula Super speculam de 1570, fez transparecer seu descontentamento com esta controvérsia, ao mesmo passo que renovou todas as admoestações de Sixto IV como salutares, bem como proibiu que qualquer um discuta este tema em sermão perante o povo ou ainda que escreva ou ensine em vernáculo sua opinião. As razões para tal são tão auto explicativas que ameaçam despertar da inércia qualquer ignorante.


Em 1617, o Papa Paulo V, na Constituição Apostólica Sanctissimus, proíbe definitivamente que alguém negue a imaculada conceição em público por razões semelhantes àquelas nas quais Pio V igualmente creu, a saber, sufocar as contendas entre os próprios católicos.


A controvérsia em questão tomou uma proporção tamanha que mesmo chefes de estado, muitos destes reis da Espanha, clamavam à Santa Sé para que liquidasse as disputas através duma definição dogmática.


Anteriormente a este momento, o Papa Gregório XV redobrou as proibições de Paulo V, extendendo-as às discussões privadas ou aos escritos particulares até que a Santa Sé decidisse sobre a questão.


O Papa Urbano VIII igualmente reiterou a crença na imaculada conceição ao conceder indulgências aos que abraçavam a defesa da doutrina.


Na Bula Sollicitudo omnium Ecclesiarum de 1661, o Papa Alexandre VII convoca mais uma vez as censuras e penalidades de seus predecessores contra aqueles que refutam o título mariano, bem como reconhece que a essência da Festa da Imaculada Conceição de Maria é crer na imunidade da Virgem ao pecado original como uma pia sententia, que se constitui numa categoria teológica de certeza de fé que havia sido proposta à discussão no Concílio de Trento sem, contudo, ter sido aprovada.


Em 1708, na Bula Commissi nobis, o Papa Clemente XI fixou a Festa da Imaculada Conceição de Maria como um dia santo obrigatório para toda a Igreja.


E, por fim, seguindo o processo temporal de declarações pontifícias que antecederam ao dogma de 1854, o Papa Gregório XVI consentiu pela adição à Ladainha de Nossa Senhora, surgida por volta do século XII em Loreto, da seguinte petição:


"Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós".



Como pode ser depreendido a partir desta exposição, a crença na Imaculada Conceição nos remete à evidência de que não se trata do resultado duma imposição clerical alienante, mas algo que já estava presente na Igreja desde seus primórdios:


Qualquer um que acuse a Igreja de reverter os fatos para o favorecimento da crença será um hipócrita e negligente observador, e acima de tudo cai em heresia.


Com o acúmulo de séculos, os fatos demonstraram que a tendência na Igreja sempre se inclinara para a afirmação da crença. É bem verdade, que os papas que nela criam poderiam ter suprimido as batalhas de acusações recíprocas, se pelo menos um deles tivesse tomado o carisma da infalibilidade para definir a questão.


Contudo, é preciso nós nos lembrarmos de que os papas são homens que apresentam seus temores ocultos e indecisões torturantes, sendo assim eles se eximiram de definir o dogma por uma prudência pura e meramente humana que se revelou como um problema para os católicos.


A prova está no fato de que séculos mais tarde, o Papa Pio IX infalivelmente decretou a legitimidade desta crença tão justa, mas, decerto, não sem fazer ponderações acerca de todo o processo histórico decorrido.


Havia numerosas solicitações para tal, ao longo de todos estes séculos, tanto por parte do clero, quanto por parte de leigos. Sua Santidade Pio IX não recuou em nome da prudência, mas sim avançou em nome de Deus porque certamente foi aquele entre todos os seus predecessores que mais acreditou na veracidade do título mariano enquanto conforme com a vontade de Deus.


Sua definição encerrou as discussões sob pena de heresia e excomunhão para quem ousasse reagir contrariamente.



A Virgem Maria é, indubitavelmente, a nossa medianeira, uma vez que a fundamentação escriturística é condizente:


Outro título, a saber o da corredenção,  já estivera em discussão mediante a adjetivação empregada por certos papas após Concílio Vaticano I, mesmo sendo ousadamente acentuada.pois defensável, seguindo aquilo que fora ensinado dogmaticamente pela Igreja no Concílio de Trento, sobretudo, pelos papas por si mesmos. Maria dispôs seu corpo à recepção do Espírito Santo a fim de ser fecundada e gerar o Salvador da humanidade, nosso único Redentor.


Ao assumir o propósito de ser mãe de Cristo, ela tomou concomitantemente a todos os cristãos por filhos Seus, também nos assegura dizer que Ela redimiu a raça humana com Cristo, pois isso é sustentável plenamente, tal como o dissera o Papa Bento XV, mediante sua própria pena. Sem dúvida, a Redenção da humanidade por Cristo não teria sido efetivada sem a presença daquela que O gerou a partir do Espírito Santo. Para elucidação dos fiéis, a recorrência a um estado de coisas que antecedem o próprio Cristo, se ousarmos ser sinceros, não enfrentaria obstáculos para, distraidamente, retroceder a Santa Ana e a toda a descendência da Casa de Davi, de modo que a condição de dependência se estenderia retroativamente, porém em graus variados.


Contudo, importante salientarmos, que nesse processo, Maria é bastante subestimada como um corpo físico acidental, o que claramente é herético, uma vez que a Santa Virgem se distingue de todos os seres humanos por ter sido livre do pecado original, por ser cheia de graça. Doutro modo seria um ultraje desordenar o valor venerável de Deus que preparou Maria como Sua obra-prima para receber o Espírito Santo e juntos gerassem a Jesus Cristo, o Filho do Homem; um verdadeiro Deus e verdadeiro homem; autor da nossa redenção; a divindade, o amor e a sabedoria personificados no Filho de Maria, Mãe de Deus.



Ao decretar o dogma da Assunção de Maria, pela bula Munificentissimus Deus, o Papa Pio XII fizera menção à associação entre Jesus Cristo e Maria no plano da Salvação. Sob mesmo valor de apreciação, o Papa João Paulo II, bem como o Papa Bento XVI fizeram uso cauteloso do significado da corredenção em alocuções ou documentos.


Muitos outros papas tomaram a conceição imaculada por uma sincera devoção, todavia se esquivaram por razões que somente a onisciência de Deus é capaz de ponderar irreprensívelmente, pois o tempo lhe pertence.

Decerto, Maria participou da Paixão de Cristo através da comunhão de Seu sofrimento com o sofrimento de Seu Filho, como também através do reconhecimento de que tudo isso seria imprescindível para que a humanidade fosse salva. Tal comunhão é de natureza eminentemente espiritual, todavia Cristo foi imolado em corpo e em espírtito.


Maria teve Seu coração dilecerado espiritualmente pelas espadas da dor, e por isso, não verteu nem uma gota de sangue, e se isso houvesse sucedido, o sangue da Redenção continuaria a ser exclusivamente o sangue do Cordeiro de Deus. Em submissão à Fortaleza Inexgupnável da Santa Igreja, reconhecemos que ninguém no mundo mais sentiu o peso da dor à semelhança de Maria ao ver o próprio filho e salvador da humanidade ser torturado e morto.


Sua dor é inconcebível, porém não foi maior do que a de Cristo que sucumbiu pela dor física ao murmurar "tenho sede", e espiritual, ao constatar "eles não sabem o que fazem". Os papéis são notadamente distintos, sendo que em Sua Paixão, Cristo era, entre homens, suficiente em si mesmo, ainda que Nosso Senhor consentisse que uma multidão queria confortá-lo, ainda que Simão de Cirene tenha O ajudado a carregar a cruz até o Calvário (Mt 27:32), a solicitude não atuaria, senão até os limites externos da Redenção. Maria é o único ser humano que transpõe estes limites.


De modo que concluímos e enfatizamos que mesmo a nossa amável Mãe precisou ser resgatada por Cristo, mesmo Ela sendo o Vaso Honorífico. Maria participou da Redenção de forma exclusivamente secundária, cumprindo um papel inteiramente diferente, ao passo que Cristo, em Seu sacrifício perfeito, foi o autor de nossa Redenção, inalienavelmente, mas sob dependência da gestação através do SIM da Virgem, cuja tez sofrida invocava os mistérios cujos sentidos nos escapam da compreensão.

“LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO”

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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