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Você Conhece o significado da palavra hebraica : Berakah ?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 24 de novembro de 2013 | 02:30











A berakah é a dinâmica da espiritualidade do Antigo e do Novo Testamento.Ela consiste em uma atitude de admiração, agradecimento e louvor da benevolência de Deus que cuida sempre de todas as suas criaturas. A palavra é traduzida no grego cristão como “eucharistia” e “eulogia”. No latim, como “benedictio” e “gratiarum actio”, e no português como “bênção” e “ação de graças”.A sua formulação pode ser de forma passiva: “Sede bendito Senhor nosso Deus…”; ou de forma ativa: “Eu vos bendigo Senhor nosso Deus…”.





A berakah é testemunhada muitas vezes tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento. Escolhemos aqui somente alguns exemplos do Novo Testamento:


1)- Jesus reza uma berakah por ter escolhido os pequeninos (Mt 11, 25-27; Lc 10, 21-22).


2)-Na narração da Eucaristia: “Ele tomou o pão e, tendo recitado a berakah (ação de graças), o partiu e distribuiu…” (Mc 14, 22-24).


3)-Na multiplicação dos pães e dos peixes: “Tomando cinco pães e dois peixes, elevou os olhos aos céus, recitou a berakah (deu graças), partiu os pães e…” (Mc 8, 6-7). 


4)- Na ressurreição de Lázaro: “Jesus ergueu os olhos para o alto e disse a berakah (dou-te graças), porque me ouvistes…” (Jo 11, 41).


5) Jesus toma as crianças nos braços, recitando uma berakah (Mc 10, 16);


6) A carta de S. Paulo aos Efésios 5, 18-20: “Buscai a plenitude do espírito. Falai uns aos outros com salmos, hinos e cantos espirituais, cantando e louvando o Senhor em vosso coração, sempre e por tudo, dando graças a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”;


7) em Colossenses 3, 17: “Tudo que fizerdes de palavra ou ação, tudo fazei dando graças a Deus”.



O cristão deve rezar a berakah sempre e por todas as coisas:



Diante de todas as coisas, sem exceção, o cristão deve pronunciar uma berakah, isto é, louvar a Deus e agradecê-lo, em nome de Jesus Cristo. Não existe algo que não seja uma ocasião da berakah, também as realidades negativas, como a doença e a injustiça, a tristeza e a dor, são motivos para louvar e bendizer a Deus, em vez de enclausurar-se sobre si mesmo e no desespero.A berakah é a expressão de uma inteligência transparente que vê toda a realidade sob uma nova luz e tem o poder de “fazer novas todas as coisas”. 



Bendizer a Deus pelo mal não é fatalismo, mas reação à sua negatividade, envolvendo Deus em qualquer situação vivencial. A berakah transforma o profano em sacro, os objetos em dons, e as coisas em palavras de amor. Graças à berakah, o universo torna-se um grande santuário, em que se deve penetrar, contemplando-o com amor e respeito. Desde o despertar, abrir os olhos, levantar-se, vestir-se, ficar de pé, lavar-se, comer, beber, cheirar uma flor, encontrar um amigo ou um inimigo, sair ou voltar de casa, até deitar-se; sempre e por tudo “demos graças ao Senhor nosso Deus”, porque é “coisa boa e justa”:



“Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação, dar-Vos graças sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso” (Diálogo do Prefácio da Santa Missa).



Não existe coisa ou ação que não possa ser transfigurada pela berakah, até as necessidades fisiológicas:



“Sede bendito Senhor nosso Deus, Rei do mundo, que formastes o homem com sabedoria e criastes nele orifícios e canais… Sede bendito Senhor, que cuidais das criaturas de modo maravilhoso”. 



Essa oração sobre as necessidades fisiológicas abre uma nova e importante missão ao cristão.Enquanto a cultura atual tende a banalizar as realidades vitais, como o matrimônio, o nascimento e a morte, o homem de Deus pode opor uma força nova que transforma tudo, tudo consagrando a Deus, fonte e origem, causa e razão de todas as coisas.A BERAKAH define a TRÍPLICE RELAÇÃO com: DEUS, com o mundo e com seus semelhantes.A berakah, não somente impede que se separe DEUS do homem e do mundo, nem o homem de DEUS e do mundo, nem o mundo de DEUS e do homem, mas, mantém unido e inseparável os três pólos:



DEUS       -      O HOMEM        -      E  O  MUNDO




1)- Em relação ao homem e ao mundo: DEUS é a fonte e a norma. Cria o homem e o mundo, e estabelece sua modalidade de usufruto e de multiplicação GN. 1,28.


2)- Em relação a DEUS e ao mundo: o homem é o intérprete e beneficiário, isto é: é o objeto da atenção Divina e destinatário dos bens da terra.


3)- Em relação a DEUS e ao homem: o mundo é DOM, isto é: sinal da benevolência Divina e DOM concreto para o homem.Com a oração da berakah, o israelita reconhece estes três pólos, e a qualidade de suas relações, as quais interagem entre si.




SUA EXPRESSÃO: “Sê bendito SENHOR nosso DEUS e ou: Eu te bendigo, SENHOR nosso DEUS”:



Na Berakah reconhece-se a DEUS como “origem e proprietário das coisas “ , o mundo como  DOM  que deve ser compartilhado, os homens como irmãos com os quais participa do único banquete da vida.Assim sendo a berakah, capta a verdadeira finalidade do mundo, e se põem como condição para a realização do REINO.



EXEMPLOS: Mt.11,25-27: “Eu te louvo ó PAI, SENHOR do céu”, aqui JESUS dá graças ao PAI por ter escolhido os pequeninos como destinatários da sua revelação.



A berakah é capaz de ver toda a realidade sob uma nova luz, ela é a maior das atividades, porque têm o poder de fazer novas todas as coisas AP. 21,5 – ELE é a fonte de todo o poder, o DEUS TODO PODEROSO.Reconhecer que a palavra traz vida, salvação, sabor e sentido, razão para viver, ela revela o plano do SENHOR para a sua criação. Uma nota: para o judeu, toda a TORÁ é um motivo para a ocasião de berakah.  Ex- O PACTO, O TEMPLO, A PROMESSA MESSIÂNICA, a vinda esperado do Messias, conforme Cant 8,14.




O judeu é chamado a bendizer o SENHOR diante das situações dolorosas, ou trágicas, não porque tem prazer nos sofrimentos, mas porque tem a esperança inabalável na vinda do MESSIAS, O LIBERTADOR DE ISRAEL.(  Neste particular, sugiro um estudo muito sincero, sem partidarismo , com o livro de ROMANOS , cap. 10 e 11.), e eles , somente por esta promessa , é que eles são capazes de fazer uma berakot, nas situações mais negativas possíveis.Nós Cristãos também somos chamados a assim proceder, em todas as situações contrárias porque, temos promessas eternas, superiores a este mundo, temos a esperança de que seremos arrebatados e livres da ira de DEUS, e uma das certezas maiores de que  JESUS nunca nos deixará , e estará conosco por todos os dias de nossa peregrinação nesta terra , através do ESPÍRITO SANTO.  Mas nos aprofundemos mais na berakah.



BERAKAH  E O DOM: 




Bendizer a DEUS pelo pão é reconhecer sua paternidade, em vez de atribuí-lo ao esforço e inteligência do homem, diga-se: “o pão não é do homem, mas de DEUS”. Ao fazermos a berakah, negamos ao homem o direito de propriedade das coisas, e o atribuímos a DEUS, isto é: renunciamos a uma relação possessiva produtiva fora do próprio EU. A berakah faz uma ruptura, tira do homem o poder sobre as coisas, e as confia nas mãos de DEUS, está é a sua primeira conseqüência: a passagem do próprio centro, para DEUS, Ele é o proprietário, o verdadeiro dono das coisas, o homem é apenas um beneficiário, está é a sua relação com as coisas criadas por DEUS. 



A Berakah nos leva agora a um segundo nível:




1)- A PASSAGEM DA POSSE À ACEITAÇÃO- o mundo não é do homem, mas ele pode servir-se dele. As coisas não lhe pertencem, porém ele pode habitá-la, mas: dispor-se a acolhida, renunciar a autonomia, ou o espírito de posse exige disponibilidade ao dono, isto é: a capacitação de aceitação das coisas de acordo com uma lógica de gratuidade.  A benção restitui à criatura a sua situação de Dom. Segue-se o seguinte exemplo da MIDRASH: Um diálogo de Abraão ao hospedar peregrinos ou andarilhos: Abraão os hospedava e depois que comiam e bebiam dizia-lhes: “BENDIZEI”, eles perguntavam, como?  Ele lhes respondia: dizei “Bendito seja o DEUS ETERNO porque comemos do que é seu”. Se eles aceitavam e bendiziam, comiam, bebiam e iam embora, mas se não quisessem bendizer, dizia-lhes ABRAÃO: PAGAS O QUE DEVE. Eis o sentido. 




A midrash diz, onde há benção, há gratuidade , onde não há, prevalece a relação de mercado : “Pagas o que deve”. Uma nota: a ausência da benção rebaixa as coisas à sombria consistência de instrumentos e de mercadoria.




2)- A BERAKAH E A PARTILHA: No livro de êxodo 16:14, quando os israelitas viram uma coisa miúda, granulosa ,fina como a geada da terra , disseram entre si: “que é isso “, MOISÉS, lhes respondeu : “é o pão que JAVÉ vos dará como alimento”, mas acrescentou Moisés , o que DEUS ordenara que cada um colhesse, o quanto bastasse para comer por uma pessoa, uma medida necessária para aquele dia , uma medida, nem mais, nem menos.  Em ÊXODO  16,19, Moisés disse-lhes: "ninguém guarde para amanhã seguinte", com isto está nos querendo dizer que: não somente não se deve TER demais , mas também, não deve haver preocupação com o dia de amanhã, PORQUE? ,porque tanto o  DEMAIS, como o AMANHÃ, contradizem a LÓGICA DO DOM , e impedem a alegria de se apreciar o presente, pois existe a preocupação por ter demais, medo de ser roubado ou de perder, e acabar, e com relação a preocupar-se com o amanhã, o de não deixar nas mãos de DEUS, que é provedor, dependência diária.  



3)- BERAKAH E A ALEGRIA: A oração da berakah ou da benção, além de expressar a percepção do real como dom que deve ser aceito e participado, traduz também sentimentos de alegria e bem estar. Tudo aquilo que existe, desde a folhinha de erva, até a galáxia, é a expressão da vontade criadora, e organizadora de DEUS, que transforma o caos em cosmos Gn. 1:10. Há uma alegria dupla na berakah, a alegria de saber da benevolência de DEUS, e a percepção do mundo como uma parábola de unidade e harmonia.




4)- A BERAKAH E A PETIÇÃO: O judeu piedoso ao orar, não louva a DEUS somente pelas suas maravilhas e por seus dons, mas também lhes suplica por suas necessidades e por suas infidelidades (ele reconhece que não pode ser fiel todo o tempo). Louvar é invocar, admirar e pedir, agradecer e suplicar, são estes dois últimos especialmente os dois pólos da prece hebraica, tanto individual como comunitária. Um exemplo, são os livros de salmos, são hinos de louvor, preces de invocação, alguns juntos, louvor e também invocações. Uma nota: a oração de louvor antecede a de petição. A oração de benção é a forma mais perfeita, e completa da prece, ela define DEUS e o HOMEM, DEUS, como aquele que cria e dá o bem, e o homem como aquele que recebe e agradece por ele.A prece da petição da forças ao pobre e ao fraco na sua caminhada neste mundo, no seu calvário. Conserva-lhes a fé em DEUS, e não deixa sucumbir em face das decepções, dá-lhe certeza do triunfo final, da bondade divina, e não o deixa desesperar diante das derrotas, visto que: o homem na sua experiência quotidiana e histórica, não faz somente a experiência do bem, mas é acossado por seu oposto:


Trevas, Injustiças, opressão, pecado. Aqui nasce a prece da invocação. A prece da petição faz parte ainda de um tempo em que a nossa natureza ainda não remida, sofre devido às nossas imperfeições da alma e do corpo físico. A oração de petição começa com um louvor a DEUS, e termina também com um louvor a DEUS.




5)- Benção como afirmativa de Deus:O substantivo benção significa na Bíblica Hebraica BeRaKaH. BaRUK, então, significa "o abençoado". As palavras BaRUK e BeRaKaH se derivam ambas da raiz hebraica Bet-Resh-Kaf, que significa "joelho". Genuflexão e inclinação são sinais de respeito. No entendimento hebraico, não é apenas Deus que abençoa a pessoa humana, mas também a pessoa humana louva (abençoa) a Deus, como isso já os Salmos expressam:


“Assim Te louvarei durante toda a minha vida, levantarei as mãos no Teu nome...” (Sl 63,5).



A palavra hebraica BaRUK, daí, chega a ser um atributo que descreve Deus como a fonte de todas as benções.Quem profere uma bênção, expressa espanto e admiração sobre como abençoada é a ação de Deus em nos humanos. Como uma das primeiras promissões, Deus diz a Abraão "[…] Por ti todas as gerações da terra serão abençoadas" (Gn 12,3). Bênção e maldição não só proferem um desejo, mas querem efetuar o que dizem. O efeito, porém, não funciona automaticamente como no feitiço, pois o efeito depende única e exclusivamente de Deus, que é livre e soberano. Enquanto a feitiçaria está sendo estritamente recusada na Bíblia, a bênção joga um papel central. A bênção promete à pessoa humana as coisas pedidas a Deus, primariamente coisa bem concreta, como: descendência, fertilidade, colheita boa e bem-estar em geral. Mas também diz coisas abstratas, como paz e felicidade. Anteposta, se pronuncia pela bênção a participação na ação salvadora de Deus.



Ela é, portanto, uma forma verbal de expressão e concretização do relacionamento com Deus:




Abençoar é também mais que um bom desejo ou a força de pensar positivamente. Como forma de linguagem de fé, a bênção vive da relação a Deus, recebe a força e realidade dessa, encontrando na vontade de Deus a sua margem e limites. A bênção concede o que a fé aceita de Deus. Confiança contra razão qualquer destaca Jó, o qual, também no sofrimento, não amaldiçoa a Deus, mas O louva ainda: 



“O Senhor o deu, o Senhor o tirou; louvado seja o nome do Senhor (Jó 1,21)”

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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