“Será que o mal do mundo está centralizado em um único problema : O Social ? Será que a libertação que Cristo nos trouxe foi apenas esta libertação Social, como era querida por Isrrael? E trazendo para nossos dias, ficar apenas de pequenas libertações, tais como comida,moradia,salário,etc?...Será que a libertação que Cristo nos trouxe não foi algo maior, e além do social ?” (Augusto Faustino – FDM).
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Tudo sobre o Papa Francisco - Dossiê Completo: Habemus Papam! - Bendito o que vem em nome do Senhor !!!

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 16 de março de 2013 | 11:34




A eleição de um novo Papa nos lembra a importância da Sede de Roma.

Vitaliano Mattioli

Na realidade não se elege um novo Papa mas um novo Bispo de Roma, que por este motivo, automaticamente assume a responsabilidade também da Igreja universal, tornando-se Papa.

Isso significa que a Sede de Roma não é uma das tantas Sedes episcopais, mas é a Sede por excelência, em quanto que é a última Sede ocupada pelo Apóstolo Pedro, depois de Jerusalém e Antioquia.

O Concílio Vaticano I declarou que “a Santa Sé Apostólica e o Romano Pontífice tem o primado sobre todo o orbe e que o mesmo Romano Pontífice é o sucessor do bem-aventurado Pedro e cabeça de toda a Igreja”.

A Igreja sempre sustentou esta verdade. Basta citar o grande Padre da Igreja Inácio de Antioquia, bispo e mártir, que na carta aos Romanos (ano  107), escreveu assim falando da Igreja de Roma:

“A Igreja que preside na região dos romanos, digna de Deus, digna de honra, digna de ser chamada feliz, digna de louvor, digna de sucesso,digna de pureza,  que preside ao amor”.

Este primado da Igreja de Roma não envolve somente o governo da Igreja, mas também, e sobretudo, a transmissão da verdade.

O grande históriador da Igreja, Eusébio de Cesaréia (III-IV sec), na sua História Eclesiástica, pensou apresentar a sucessão dos Bispos das dioceses particulares. Mas deu-se conta de que era um trabalho inútil:


Bastava apresentar a sucessão ininterrupta dos Bispos de Roma para garantir a transmissão da Verdade, ou seja, a pureza da Tradição que a partir de Cristo, passando por Pedro e continuando ininterruptamente para os seus sucessores, chegou até nós.


Por isso Eusébio conclui assim: “a tradição proveniente dos apóstolos e o anúncio da verdade chegaram  até nós”  (5, 6, 5).

Por isso, temos a garantia de estar na Verdade.

A longa lista dos Papas (266 incluindo S. Pietro), não salva somente um elemento histórico fundamental mas define a ideia do primado da Igreja de Roma, ou seja, da ligação entre Cristo e Pedro, para esclarecer o assunto da herança apostólica que se projeta no episcopado romano considerado no tempo e na história.

Papa Francisco é o 266º Vigário de Cristo.

É ele que detêm o depósito da Fé que deve proteger e transmitir sem adulterações ao mundo de hoje.

Falar de um Papa tradicionalista, conservador ou progressista não tem nenhum sentido. O Papa é Papa que, continuando na fidelidade à Tradição, deve apresentá-la em uma linguagem acessível ao homem do século XXI.

O único que podemos fazer é respeitar e orar.

Francisco, primeiro papa latino-americano e jesuíta

A biografia do novo papa:

Jorge Mario Bergoglio, 77 anos, nasceu no bairro de Flores na grande Buenos Aires em 17 de dezembro de 1936. Depois de estudar para técnico em química escolheu o sacerdócio e entrou na Companhia de Jesus. 

Estudou filosofia e teologia na Faculdade do Colégio Máximo de São José. Foi mestre de noviços e professor universitário de teologia, provincial dos jesuítas em seu país e presidente da Conferência Episcopal de 2005-2011.

No dia 13 de dezembro de 1969 foi ordenado sacerdote. Concluiu pós-graduação na Universidade de Alcalá de Henares e em 1986 completou sua tese de doutorado na Alemanha. João Paulo II o nomeou Cardeal em 2001.


Segundo informações, no conclave de 2005 foi protagonista junto a Ratzinger.

Tem uma forte experiência pastoral, é conhecido por dizer a verdade com clareza.

Sua página no Facebook tem mais de 37.000 Likes, mesmo não sendo ele quem administra. Geralmente utiliza os meios públicos de transporte.

Ele não dá entrevistas, os jornalistas tiram suas declarações das homilias. Enfrentou fortemente as autoridades locais em questões como o aborto, matrimonio homossexual e a liberalização das drogas.

O cardeal primaz da Argentina sempre teve uma posição próxima às classes menos favorecidas. Recentemente, criticou os sacerdotes que se recusam a batizar bebês nascidos fora do casamento, de acordo com informações da imprensa local.

Aos religiosos pediu "para testemunhar e demonstrar interesse pelo irmão” porque a cultura do encontro "nos faz irmãos, nos faz filhos, e não membros de uma ONG ou prosélitos a favor de uma multinacional”.

Em várias ocasiões criticou fortemente a corrupção e o tráfico de seres humanos: "Cuida-se melhor de um cão do que desses escravos nossos”. "A escravidão é a ordem do dia, tem crianças nas ruas há anos, não sei se mais ou menos, mas são muitos”.

Lembrou que "algumas meninas param de brincar com bonecas para entrar na prostituição porque foram roubadas, vendidas ou são vítimas do tráfico". Ele criticou o “limitar ou eliminar o valor supremo da vida, ignorando os direitos do nascituro”.  


E afirmou: o aborto nunca é uma solução. Foi contra a liberalização da droga e pediu para que os jovens não acreditassem nos "mercadores da morte".


Advertiu que seu país "não se sedimentou com delírios de grandeza desafiantes”, e convidou a ir "além das diferenças". Criticou a falta de "humildade" dos governantes e a "inconstância" como sendo falta de valor "que carece de alguma proposta."


Sobre Aparecida indicou que "a inspiração do Espírito é a grande luz que teve alí. As sombras são mil e uma pequenas coisas que impediam e tivemos de superar”. "Tudo foi um complexo de luz e sombra, e a luz ganhou".


Sempre foi relutante em receber cargos de algum peso na Cúria Romana, mas foi nomeado consultor da Pontifícia Comissão para a América Latina, membro da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; do Clero; dos Institutos de Vida Consagrada, Conselho pós-sinodal, e presidente do Pontifício Conselho para a Família.

A força da Igreja, disse o purpurado no Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização, está na comunhão, e a sua debilidade está na divisão e na contraposição.

Francisco , com grande simplicidade deu uma mensagem forte


Com o nome e com as suas primeiras palavras, um convite à humildade e à pureza evangélica
Publicamos a seguir as primeiras palavras do Papa Francisco I, pronunciadas na sacada da Basílica de São Pedro, momentos antes da sua primeira benção Urbi et Orbi:
***
"Queridos irmãos e irmãs, boa tarde, como vocês sabem os cardeais no conclave têm que encontrar um bispo para Roma, e parece que os irmãos cardeais o procuraram quase no fim do mundo, mas estamos aqui. Agradeço-lhes a acolhida à comunidade diocesana de Roma como seu bispo.

Em primeiro lugar queria fazer uma oração pelo nosso bispo emérito Bento XVI, rezemos todos juntos para que o Senhor o abençoe e a Virgem o proteja.

Desejo a todos que este caminho de Igreja que começamos hoje e no qual me ajudará o cardeal vigário aqui presente, seja fecundo para a evangelização (Aplausos).

E agora eu gostaria de dar a bênção,disse o Santo Padre ainda que antes, peço-lhes um favor: antes de que o bispo abençoe o povo, peço-lhes que rezem ao Senhor para que me abençoe. Porque é a oração do povo pedindo a benção para o seu bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim”.

[Anúncio da Indulgência Plenária]

Agora vos darei a benção, a vós e a todos os homens e mulheres de boa vontade.

[Benção Urbi et Orbi]
Irmãos e irmãs, vos deixo, muito obrigado pela acolhida, rezem por mim e até logo, nos vemos em breve.

Amanhã quero rezar à Nossa Senhora, para que proteja toda Roma.

Boa noite e bom descanso".

Dêem aos pobres o dinheiro da viagem a Roma

Sugestão do Papa Francisco aos argentinos

O papa Francisco pediu hoje aos argentinos que, em vez de ir a Roma para o início de seu pontificado, na próxima terça-feira 19 de março, doem o dinheiro dessas despesas a algum gesto de caridade com os mais necessitados.

"Excelência: Tenho a honra e o prazer de dirigir-me ao senhor para informar-lhe que o santo padre Francisco me pediu para transmitir a todos os bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e a todo o povo de Deus, o tranquilo agradecimento pelas suas orações e as expressões de carinho, afeto e de caridade que recebeu”, expressou uma mensagem do núncio apostólico, monsenhor Emil Paul Tscherrig, enviado às dioceses argentinas.

"Ao mesmo tempo gostaria de que em vez de ir a Roma para o seu pontificado no próximo 19 de março, continuem com essa proximidade espiritual tão apreciada, acompanhando com algum gesto de caridade para com os necessitados", destacou.


"Aproveito esta alegre ocasião para confirmar-lhes meu sentimento de respeitosa atenção”, acrescentou.

O núncio enviou o texto desta notificação a todas as dioceses do país.

Como se sabe, por ser Argentina o país mais austral do mundo, e ser o mais distante da Europa, os gastos da viagem é maior. Daí a preocupação do Papa Francisco.

Enquanto isso, na Arquidiocese de Buenos Aires confirmaram à agência de notícias AICA que o vigário geral de Buenos Aires, pelo governo pastoral da Arquidiocese, monsenhor Joaquín Sucunza, manteve hoje uma comunicação telefônica com o Papa Francisco.

''É mais cômodo ser coroinha que protagonista''

Despedida do cardeal Bergoglio dos bispos argentinos

Reapresentamos a seguir um artigo publicado por ZENIT espanhol em novembro de 2011, relatando uma entrevista que a agência argentina AICA fez ao cardeal Bergoglio, hoje o papa Francisco, quando ele se despedia da presidência da Conferência Episcopal Argentina.
*****
O cardeal Bergoglio se despede da presidência:

BUENOS AIRES, quarta-feira, 9 de novembro de 2011 (ZENIT.org)

O cardeal Jorge Bergoglio se despediu da presidência do episcopado argentino com uma longa entrevista. Ele repassa a situação da Igreja, afirma que os leigos correm o risco da “clericalização” e diz que é mais fácil ser coroinha que protagonista.

Sobre Buenos Aires, Bergoglio afirma, na entrevista concedida à agência AICA, que muitas coisas ainda precisam ser feitas: “Temos que continuar caminhando e ir fazendo aos poucos. Esta é uma cidade que de noite tem três milhões de habitantes e de dia tem oito”.

O cardeal abordava a pastoral urbana e o congresso realizado no final de agosto na região de Buenos Aires, que “nos fez muito bem”. “Ele nos fez enxergar que o monocultural não existe.


Diziam no congresso que existem seis ou sete cidades imaginárias em Buenos Aires. O grande esforço não é só de enculturação, que sempre tem que ser feito, mas de compreender as linguagens que vão surgindo, que são totalmente diferentes. Aparecida tem algumas considerações muito fortes sobre a pastoral urbana”.


1)- Como ele vê os leigos na Argentina?

“Há um problema, eu disse outras vezes: a tentação da clericalização. Nós, os padres, tendemos a clericalizar os leigos. Não nos damos conta, mas é como contagiá-los com o nosso estilo. E os leigos, não todos, mas muitos, nos pedem de joelhos para clericalizá-los, porque é mais cômodo ser coroinha do que ser protagonista de um caminho leigo. Não podemos cair nessa armadilha, é uma cumplicidade pecadora. Nem clericalizar, nem pedir para ser clericalizado. O leigo é leigo e tem que viver como leigo com a força do batismo, que o habilita para ser fermento do amor de Deus na própria sociedade, para criar e semear esperança, para proclamar a fé, não de cima de um púlpito, mas a partir da vida cotidiana. E carregando a sua cruz de cada dia, como todo mundo. E a cruz do leigo, não a do padre. A do padre, o padre que carregue, que Deus deu ombro suficiente para o padre carregá-la”.

2)- O que Bergoglio pensa do conceito do papa Bento XVI, que fala da "beleza tecnológica"?

“Sim, as instituições eclesiásticas sempre ressaltaram mais a categoria ‘verdade’ do que a ‘bondade’ e a ‘beleza’. A comunicação exige as três. Comunicar-se é dizer uma coisa que você entende que é verdade, e dizê-la com bondade e com beleza. As três juntas.”


As instituições eclesiásticas ainda não desenvolveram, em particular, a dimensão da beleza. Eu acredito que nós temos que trabalhar muito nisso.

A beleza na mensagem, na transmissão, a vida, mesmo, a captação das coisas, as coisas são verdadeiras, boas e belas.

E se falta alguma coisa, falta algo das três:

Uma verdade que não é boa acaba sendo uma bondade que não é verdadeira. Elas caminham juntas. O mesmo vale para a beleza. A relação tem que ir por esse caminho. E nós temos que fazer um esforço para que isso amadureça e progrida”. Neste ponto, Bergoglio recomenda a leitura do documento conciliar Inter Mirifica, sobre os meios de comunicação social.


3)- Qual é a sua visão do CELAM?

“Ele cresceu, está amadurecendo. De algo meramente funcional, porque tinha que ser assim quando começou, ele se transformou em algo inspirador.


A última Conferência do Episcopado, em Aparecida, é mais fermento de inspiração do que uma ação funcional. É um chamado à criatividade, define linhas missionais, não termina com um documento, como as conferências anteriores, mas com uma missão. Isso é muito importante”.

Sobre Aparecida, suas luzes e suas sombras, ele afirma:

“A inspiração do Espírito é a grande luz que aconteceu ali. Sombras são as mil e uma coisinhas que travavam e que nós tivemos que superar. Mas eu não me atreveria a dizer que a maior luz foi esta. Acredito que tudo foi um complexo de luzes e sombras e que a luz venceu. É a primeira conferência geral do episcopado que foi feita em um santuário mariano que tem capacidade para 35.000 pessoas. Todos os dias, nós concelebrávamos, os duzentos e tantos bispos, com o povo. Nos dias de semana vinha pouquinha gente: duzentas, trezentas pessoas, pouquinhas… Sábado e domingo, trinta mil. E as sessões eram embaixo do santuário, em instalações que existem lá para os peregrinos. Então a nossa música de fundo eram os cantos do santuário. A voz do povo de Deus. Essa foi uma das grandes luzes de Aparecida: o povo de Deus envolvido na conferência, em um santuário mariano, a casa da Mãe”.

Para acessar a entrevista completa, em castelhano:
http://www.aica.org/index.php?module=displaystory&story_id=29236&format=html&fech=2011-11-09.

Card. Odilo Sherer: "Do sul do mundo soprou o Espírito Santo para a renovação da face da terra"


(Entrevista de Dom Odilo Pedro Sherer, cardeal arcebispo de São Paulo, à Ràdio Vaticano)


“A escolha de um Papa jesuíta, um papa não europeu é também sinalização, indicação de novidade, indicação daquilo que a Igreja tem pra dizer ao mundo”, disse Dom Odilo Pedro Sherer, na manhã dessa quinta-feira, em entrevista à Radio Vaticana.

Publicamos a seguir a transcrição da entrevista. O áudio pode ser escutado no próprio siteda Rádio Vaticano.
 ***
1)- RÁDIO VATICANO: Dom Odilo, qual é o sentimento neste momento, nesta manhã de quinta-feira?

Dom Odilo: É um sentimento de muita alegria, e também o sentimento, digamos, do dever cumprido, uma vez que era o nosso dever como colégio cardinalício dar um Papa à Igreja. Naturalmente nós como colaboradores da ação do espírito santo, mas é claro, era nosso trabalho e nós o fizemos graças a Deus em um breve tempo. E o Papa já pôde se apresentar ao povo, para grande alegria e exultação de todo o povo de Deus.

2)- RÁDIO VATICANO: Nós vemos uma exultação particular em toda América Latina, Dom Odilo.
Dom Odilo: Sim, sem dúvida, em toda a América Latina existe grande alegria porque o Papa vem da América Latina e nós viemos de muito próximo da Argentina, de onde o Papa está vindo... Nos alegramos de maneira toda especial e saudamos ao novo Papa, saudamos ao povo argentino. Nos alegramos ainda mais com a vinda dele depois, também para o encontro da Juventude no Rio de Janeiro.

3)- RÁDIO VATICANO: Dom Odilo, o senhor e os cardeais brasileiros vão se reunir com a imprensa nessa manhã. Algum detalhe específico a ser comunicado?

Dom Odilo: Não. Não temos detalhes específicos pra comunicar, apenas para encontrar a imprensa, naturalmente agora, uma vez realizado o conclave, nós poderíamos estar falando com a Imprensa com a liberdade que antes agente não tinha porque estávamos em conclave.

4)- RÁDIO VATICANO: Como é que o senhor definiria esse momento para a Igreja?


Dom Odilo: Esse momento é fundamental para a vida da Igreja e nós o vivemos com profunda fé e profunda esperança em Deus.

5)- RADIO VATICANO: O senhor acredita que o nome Francisco nos dá esse sentido de renovação que tantos pedem?

Dom Odilo: Eu acho que o Papa Francisco já, de início, deu uma série de sinais de renovação que a Igreja tira do seu próprio tesouro. Veja a própria escolha do nome Francisco, lembra São Francisco de Assis, que o Papa mesmo disse que tomava esse nome em memória de São Francisco de Assis. Portanto, aqui nós podemos já pensar numa série de questões que podem estar justamente no coração do Papa, primeiramente a simplicidade, a fraternidade, ter Jesus Cristo, Deus, como seu amor total, é o que o Papa Bento XVI também indicava, a questão da fé, voltar a Deus, o centro da vida da fé, o centro da vida cristã, o centro da vida da Igreja... por outro lado a questão do diálogo, da fraternidade, a questão também da solidariedade, e tudo isso que nos vem do nome Francisco, o irmão universal, e portanto, só a escolha do nome, por exemplo, já é muito indicativo para aquilo que certamente será a missão do Papa.

Por outro lado, a escolha de um Papa jesuíta, um papa não europeu é também sinalização, indicação de novidade, indicação daquilo que a Igreja tem pra dizer ao mundo. A Igreja ao final tira do seu tesouro coisas novas e velhas, como diz o evangelho em que pode estar constantemente renovando o mundo, mas isso não deve ser visto simplesmente no cálculo das estratégias humanas.


Eu acho que todos nós devemos dizer que o Espírito Santo fez a sua parte e evidentemente através do instrumentos humanos, que foram os cardeais que elegeram o Papa, mas o Espírito Santo não dorme. E como diz o ditado que conhecemos e que vem do Evangelho, as palavras de Jesus: o Espírito sopra onde quer. Não se sabe de onde vem o seu sopro, mas Ele sopra. E o seu sopro é um sopro de vida, renovador. E dessa vez soprou lá da patagônia pra todo o mundo. Do sul do mundo soprou o Espírito Santo para a renovação da face da terra.


O que é e como funciona a cúria romana?

Os dicastérios e organismos que ajudam o papa na sua missão

Rocio Lancho García 

A natureza da cúria romana é descrita no artigo 1º da constituição apostólica Pastor Bonus:

“É o conjunto de dicastérios e organismos que ajudam o romano pontífice no exercício da sua suprema missão pastoral, para o bem e serviço da Igreja universal e das Igrejas particulares, reforçando a unidade da fé e a comunhão do Povo de Deus e promovendo a missão própria da Igreja no mundo.”

As funções da cúria romana são definidas no atual Código de Direito Canônico, de 1983, com algumas precisões posteriores feitas pela constituição apostólica Pastor Bonus, de João Paulo II, em 1988.

A cúria não é a única que presta um serviço ao romano pontífice no governo da Igreja:

O colégio cardinalício também realiza algumas funções de governo junto com o papa. A Pastor Bonus prevê ainda que o papa convoque com certa frequência os chefes dos dicastérios, que são os departamentos ou organismos especializados da cúria romana.

A cúria é formada pela Secretaria de Estado, Congregações, Tribunais, Conselhos Pontifícios e Ofícios. Cada um destes setores é subdividido e tem funções diferentes dentro do governo da Igreja.

As Congregações são nove:

Doutrina da Fé, Igrejas Orientais, Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Causas dos Santos, Bispos, Evangelização dos Povos, Clero, Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica e Educação Católica.

A sua função é de poder executivo.

Os Tribunais têm funções judiciárias e são três:

A Penitenciaria Apostólica, a Assinatura Apostólica e a Rota Romana.

Mais numerosos são os Conselhos Pontifícios, doze:

Leigos, União dos Cristãos, Família, Justiça e Paz, Cor Unum, Pastoral dos Agentes de Saúde, Textos Legislativos, Diálogo Inter-Religioso, Comunicações Sociais e Nova Evangelização, este último criado em 2010. Os Conselhos Pontifícios têm a função promover atividades e iniciativas dentro da sua área de competência.

Finalmente, os Ofícios são três:

A Câmara Apostólica, a Administração do Patrimônio da Sé Apostólica e a Prefeitura dos Assuntos Econômicos da Santa Sé. São departamentos de natureza econômica.

Para comandar cada dicastério é nomeado um Prefeito, no caso das Congregações, ou um Presidente, nos outros casos.

Nomeiam-se, ainda, um secretário e um subsecretário. O papa designa vários membros de cada Congregação. Tradicionalmente, os membros eram cardeais, mas, hoje, também há bispos em cada dicastério.

Além dos membros, são nomeados oficiais e consultores:

A função dos oficiais é cuidar dos assuntos ordinários do dicastério, enquanto a dos consultores é o assessoramento.

Os membros do dicastério se reúnem tanto em assembleias plenárias como em sessões ordinárias. Para as plenárias, que acontecem ao menos uma vez por ano, são convocados todos os membros; para as sessões ordinárias, somente os membros presentes em Roma. O presidente ou prefeito do dicastério decide a convocatória e a ordem do dia.



Bergoglio nunca foi acusado pela justiça Argentina

Declaração oficial sobre publicações contra Bergoglio em relação à ditadura na Argentina - Roma, 15 de Março de 2013 (Zenit.org).


Padre Federico Lombardi, no briefing com os repórteres, falou sobre uma campanha, com publicações caluniosas e difamatórias, contra Jorge Mario Bergoglio.

"A matriz anticlerical destas publicações e acusações contra Bergoglio é evidente”, disse.
A questão refere-se ao sequestro de dois sacerdotes, ocorrido no período em que Bergoglio era superior dos jesuítas na Argentina.

Nunca houve uma acusação credível específica relacionada a este respeito. A justiça da Argentina interrogou-lhe uma vez como uma pessoa informada dos fatos, mas nunca o acusou de nada.

No entanto, existem muitas declarações sobre o quanto Bergoglio fez para proteger várias pessoas durante a época da ditadura militar.


É notável o papel de Bergoglio, enquanto bispo, de promover o pedido de perdão da Igreja na Argentina por não ter feito o suficiente no tempo da ditadura.

“As acusações referem-se, portanto, a análises histórico-sociológicas do período ditatorial, realizadas há anos por anticlericais para atacar a Igreja. Devem ser decisivamente rejeitadas”.

Afirmou o Porta-voz do Vaticano.

Fonte das matérias deste post: Zenit
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