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Famílias numerosas - Dom, Benção,Santificação e Contrastante Missão no Mundo de Cultura de Morte

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 5 de maio de 2012 | 11:05


A família cristã no mundo de hoje

( Foto: Família de Giovanni – Comunidade Renascer – Mossoró-RN)

O tema que nos foi proposto “A Família Cristã no Mundo de Hoje” requer uma reflexão a nível dos documentos da Igreja e a nível dos desafios a que a família cristã está exposta diante dos ataques que lhe são impostos pela denominada “cultura da morte”. 


Em verdade vários são os documentos da Igreja que tratam da família. Particularmente os divulgados neste pontificado de João Paulo II.

A exortação apostólica “A missão da Família Cristã no mundo de hoje” a encíclica “Familiaris Consortio” e a recente “Cartas à Família constituem documentos atuais nos quais o Santo Padre expõe sua preocupação diante das ameaças a instituição da família e orienta os cristãos para a preservação do plano de Deus Criador e Redentor. 



Em verdade constitui um verdadeiro desafio para a família cristã nos dias atuais a rápida mudança social, a mudança dos costumes e dos hábitos, forçados pelo desenvolvimento tecnológico nem sempre orientado para uma vida familiar sadia. Muito pelo contrário.


O desenvolvimento das comunicações levou para nossos lares de um lado uma sensação de progresso, de outro o que podemos chamar de “lixo”, de veneno que aos poucos vai destruindo toda uma formação moral e ética em que se fundamenta os valores cristãos da sociedade. 


Com mentiras, meias-verdades e eufemismos os destuidores da família procuram levar muitas pessoas de boa fé a contribuírem com seus projetos.

Querem um exemplo?

A propaganda mentirosa do sexo seguro com “camisinha”. Já é por demais conhecida a pesquisa que demonstra ser o preservativo ineficaz como preventivo da AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. O virus da AIDS é 450 vezes menor que o espermatozóide. Os preservativos têm furos “poros”, “fissuras 50 a 500 vezes maior que o virus da AIDS. Não oferecem nenhuma segurança. Mesmo se considerasse apenas uma falha de 25%, isto é no caso de rompimento ou de mal uso não podíamos dizer que seu uso seria seguro. Vejam: se numa ponte aérea Brasília-Rio de cada 100 aviões 25 caíssem, poderíamos dizer que essa ponte aérea seria segura?


Você tomaria um avião dessa ponte aérea sem saber qual o que vai cair? É uma verdadeira roleta russa.

Essa propaganda só tem um objetivo promover a promiscuidade sexual, o sexo livre, a gravidez na adolescência e o consequente aborto, a destruição de uma vida humana. 


A família, hoje é condenada a conviver com novelas, filmes e programas de TV com os mais torpes desafios à formação moral de nossos filhos. As revistas pornográficas aumentam cada dia suas edições.


Os artigos “plantados” nos jornais e revistas levam a deformação das consciências. A educação sexual hedonista já constitui programa nas escolas de nossos filhos. 


O que é de estarrecer é que tudo isso foi programado e bilhões de dólares são investidos por grupos e instituições interessadas na destruição da vida e da família.


Não é por acaso que as coisas vêm acontecendo. Querem um exemplo?

Há uns 30 anos tínhamos famílias numerosas com 6, 8, 12 e mais filhos. Hoje já não acontece assim. Quantos de vocês com idade abaixo de 30 anos planejam apenas 2 filhos? A grande maioria. Vocês sabem porque desejam apenas 2 ou 3 filhos? A resposta vocês vão encontrar nesse documento intitulado “Implicações do crescimento populacional para a segurança e os interesses externos dos Estado Unidos”, documento classificado como “Confidencial” sob o código NSSM 200. Esse documento assinado pelo então Secretário de Estado americano, Sr. Henry Kissinger condicionou todo um comportamento da atual geração. 



E já se prepara a próxima geração para ter apenas 2 filhos através da chamada “educação sexual” nas escolas. Uma educação contrária a moral cristã porque prega a anticoncepção, o aborto o homossexualismo, o sexo livre e por aí vai.

Os filhos são a bênção de Deus. Costumo dizer que cada filho vem com um pão debaixo do braço. A situação da família sempre melhora com a vinda de mais um filho.

Ai de nós pais se não temos nossos filhos para olhar por nós na velhice! Não é o governo, nem a previdência social falida nem a aposentadoria que vai nos valer no fim de nossos dias. Mas os filhos que vão ser as escoras dos pais.


Testemunho da Nancy 


Temos 8 filhos: 4 homens e 4 mulheres; 3 já casados que nos deram 8 netos. Sei que alguns poderiam pensar: é porque vocês tinham condições de criar. Na ocasião tinha as mesmas condições de muitos: Humberto era funcionário público e como funcionário não tinha o melhor salário. Mas Deus dá o frio conforme o cobertor. Hoje muitos não querem mais filhos não é porque não podem criar, mas por egoísmo, para não se privar do conforto, dos passeios, de um carro novo etc. Além disso a grande propaganda para o controle de nascimentos, a distribuição de compridos, DIUs além da esterilização em massa de mulheres tem levado a uma família pequena de apenas 2 filhos. 



Quando tínhamos apenas 3 filhos muitos me aconselhavam a fazer esterilização. Foi uma pressão enorme para que eu não tivesse mais filhos. Mas como casal cristão estávamos decididos a ter o número de filhos que Deus nos confiasse para criar.

Testemunho do João:

Estava me preparando para uma cirurgia de cálculo renal quando descobri que estava grávida de meu filho caçula. O médico aconselhou o aborto dizendo-me que eu corria risco de vida e este era um caso de aborto previsto na lei. Além disso argumentou que eu havia feito várias radiografias e provavelmente a criança nasceria com alguma deformação. 


Evidentemente nem eu nem meu marido concordamos em autorizar o aborto. Deixamos esse médico e procuramos um outro que acompanhou a gravidez e com 3 meses de grávida me operei do cálculo renal. 


João Paulo, nosso último filho, está hoje com 13 anos. Perfeito, sadio e já concluindo o 1º grau. 


Mas os ataques à vida e à família não ficam só por ai. A própria instituição do casamento está em perigo.


O reconhecimento da união estável com os mesmos direitos dos casados e a recente proposta de casamento entre homossexuais são exemplos de que a instituição familiar corre perigo! 


Não é fácil manter os valores cristãos da família nos dias de hoje! 


Desde a moda no vestir às novelas, sem falar nas drogas, na pressão de grupos, na propaganda do sexo livre, na propaganda do homossexualismo, sentimos impotentes diante de tudo isso para manter uma família cristã. 


Mas diante de tantos desafios os que fazer?


A Igreja, mestra e mãe tem respondido a essas indagações com os documentos que devem ser lidos e meditados por todos nós. O Santo Padre, João Paulo II não se cansa de falar desses males de nosso tempo e que ele denominou de “cultura da morte” que visa não só destruir a família, senão a própria vida no nascedouro, pelo aborto. Quando o Papa afirma que o futuro da humanidade está em perigo ele está preocupado com a destruição da família e da vida em face de todos esses atentados. 



Mas nem só os documentos servem de orientação. A família cristã deve está alicerçada da leitura do Evangelho, da oração em família, da frequência aos sacramentos, notadamente os sacramentos da Penitência e da Eucaristia.


Muitos já não se rezam mais o terço, não se vai à missa, nem mesmo aos domingos, não se ensina os filhos a rezar. Depois se queixam de que os filhos perderam a fé, não obedecem mais os pais, nem querem mais saber de ir à missa aos domingos.


A fé, como o corpo tem de ser alimentada. Alimenta-se a fé com orações, com a leitura do evangelho, com a eucaristia, com a penitência, com o jejum, os exercícios espirituais. 



Também podemos defender a família votando em candidatos que defendam os valores cristãos para nos representar na Câmara Distrital, no Senado e na Câmara Federal.


Não devemos apenas confiar nas promessas dos candidatos mas examinar seu passado. Como votaram os projetos de interesse da família e da vida? A Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família tem divulgado como votaram os deputados federais os projetos de aborto e os de interesse da família.


O católico não pode votar em candidato que comprovadamente defende a legalização do aborto, do casamento de homossexuais ou a esterilização como método de planejamento familiar. 


Meus irmãos não é fácil ser família cristã nos dias de hoje! Não é fácil quando a televisão invade nossos lares com imagens de nudismo e histórias que pregam a imoralidade. Não é fácil quando a droga está nas portas das escolas de nossos filhos. Não é fácil quando a jovem é pressionada pela sociedade a abortar um filho que não estava programado e foi fruto do sexo livre. Mas é possível desde que sigamos os ensinamentos da Igreja e não nos afastamos da oração. 



Família, santuário da vida; família berço da vida.são expressões usadas pelo Papa João Paulo II para expressar sua estima pela família e pelos filhos. Quando há justa fazões admite-se a Encíclica “Humanae Vitae” a regulação da fertilidade, isto é evitar filho pelos métodos naturais de planejaemnto familiar.
O uso do metodo da ovulação e da temperatura basal não contraria a natureza e nem tem efeitos colaterais. Estão abertos à vida e por isso são métodos lícitos.



Concluindo, meus irmãos, podemos dizer que não é fácil manter uma família cristã nos dias de hoje diante dos desafios que a família enfrenta.

Peçamos ao Senhor e à sua Mãe Santíssima que preservem a família, com preservou a de Nazaré para que nossos filhos e netos possam conhecer a unidade familiar que nos legou nossos pais. 


Humberto L. Vieira 

Presidente da PROVIDAFAMÍLIA 

Membro da Pontifícia Academia para a Vida

Deve-se ter o máximo de filhos possível?



Pe. Marie-Dominique Philippe


Tocamos aí num problema de prudência familiar que deve ser resolvido pelos próprios pais, o pai e a mãe juntos tanto quanto possível, e procurando pôr-se em acordo. Lembremos que é preciso distinguir a prudência pessoal da prudência familiar.

A prudência pessoal é uma virtude, infelizmente, muitas vezes incompreendida.

Em linguagem coloquial, homem prudente é aquele que só se compromete quando está absolutamente certo (é o oposto do risco), quando na realidade a virtude da prudência nos dá a inteligência prática da situação na qual nos encontramos, e aquela dos meios à nossa disposição para tender da maneira mais eficaz possível à realização de nossa felicidade.

A virtude da prudência está ligada à força. Ela permite que nos comprometamos plenamente, in tempore opportuno, no momento em que seja preciso. Um homem prudente é aquele que sabe se comprometer quando a situação vale a pena. Nela ele colocará todo o peso de seu amor, toda a sua inteligência prática, toda a sua força, e isso para a realização daquilo que é seu bem pessoal. A prudência familiar será essa virtude de prudência do esposo e da esposa, cooperando juntos para o bem comum da família. Ela visa em primeiro lugar ao desabrochamento, ao desenvolvimento desse bem que é a família.


O esposo e a esposa farão tudo para a realização desse bem. E compreende-se porque a questão do número de filhos está no coração da realização desse bem comum. Às vezes, a mãe quer muitos filhos e o pai não está de acordo, pois isso custaria caro. Às vezes é o inverso. Aliás, é muito curioso observar os argumentos dos dois lados: não são de modo algum os mesmos. E é interessante escutá-Ios porque é a responsabilidade dos pais que está em jogo.


São, portanto, os próprios pais que devem decidir, juntos, o número de seus filhos, evidentemente, abandonando-se profundamente a Deus, já que não podem colocar, por si mesmos, limites absolutos às suas relações conjugais. Mas mesmo assim são eles que decidem, e Deus responde. A questão do número depende de cada caso em particular. Não se pode resolver isso de um modo abstrato. Depende do pais, depende do lugar, depende da saúde do pai e da mãe, depende de sua educação, sua situação, depende de um grande número de coisas.


Porém é certo que uma família numerosa é sempre uma bênção de Deus ( Jamais uma irresponsabilidade como prega o mundo e a Cultura de morte).

É sempre uma bênção de Deus porque aumenta as relações entre os membros da família. E essas relações humanas, que se desenvolvem desde o ponto de partida, permitirão em seguida um maior desenvolvimento das relações humanas, e portanto do dom mútuo, do conhecimento, de saber olhar os que nos são próximos. Uma criancinha que vem ao mundo numa família numerosa observa seus irmãos e irmãs, observa seus pais...

Recordo-me de um diálogo que tive com psicanalistas, e da curiosidade que tinham ao me perguntar: "Que número é o senhor?" Quando respondi: "Eu sou o oitavo de uma família de doze", foi o maior espanto: "Mas o senhor não foi esmagado pelos mais velhos, pelos seus irmãos e irmãs mais velhos?" Eu disse: "Não, isso nunca me veio à idéia.


Ao contrário, era maravilhoso porque existiam ainda mais mediadores em relação a meus pais. Meus pais eram muito próximos, mas meus irmãos e irmãs possibilitavam o desenvolvimento de um outro amor". Desenvolver o amor com relação a uma irmã mais velha, a um irmão mais velho, é algo de muito especial: não é de modo algum a mesma coisa que em relação aos pais.


E se temos numerosos irmãos e irmãs, há uma grande variedade, porque ama-se cada um de modo único. Há imediatamente conaturalidades profundas que se formam, aliás misteriosas. É o desenvolvimento dessas relações humanas que permite ao coração humano, estou convencido, um desenvolvimento maior. E uma mãe de muitos filhos possui um coração que desabrocha cada vez um pouco mais: para cada um, existe uma ligação única com sua mãe. Essa ligação única faz com que a mãe se prolongue em cada um deles e que tenha para cada um deles um olhar particular.

Há então um desenvolvimento de sua inteligência prática, da perspicácia de sua inteligência para seu filho, e um desenvolvimento do coração. O que é verdadeiro para a mãe, também é verdadeiro para o pai. Evidentemente que esse desenvolvimento não se fará ao infinito: há limite. Limites da natureza, limites do que pode representar, do ponto de vista econômico, a educação de muitos filhos, sobretudo nos dias de hoje.


Não é fácil criar numerosos filhos numa cidade, numa grande cidade,nada é feito para isso e tudo conduz ao inverso. Quando a família é numerosa demais, os pais são obrigados a deixar a cidade. Deixando a cidade, deixam as suas ocupações, isso traz então toda espécie de problemas.

Quando se presta bastante atenção a tudo isso, compreende-se muito bem que se pare, facilmente, em dois, três, quatro filhos. Hoje em dia considera-se isso como uma família numerosa. Restringiu-se o olhar dos pais: a família é numerosa em três ou quatro; antes, era em dez, doze. É muito curioso o olhar no mundo de hoje: pela televisão, pela cultura, ele se estende a todo o universo; e do ponto de vista familiar se restringe. Aliás, constatam-se fenômenos análogos nos países subdesenvolvidos, onde a família permanece numerosa. Percebe-se bem o desequilíbrio que se produz: a cultura estende o olhar - a cultura, é do lado da inteligência: a inteligência tem um olhar mais universal - e pelo lado do coração, há um estreitamento.


Não se pode mais amar com a mesma intensidade, a intensidade do amor simples da família - esse amor, o mais natural que existe: amar um irmão, uma irmã, amar vários irmãos.

Quando somos obrigados a amar apenas um ou dois, há pelo lado do corarão algo que se restringe. É evidente que isso pode se retomar de outra maneira. Não se pode estabelecer estes princípios de um modo absoluto. Mas o clima de uma família numerosa é, de qualquer forma, bem diferente do clima de uma família pequena. Existe no clima de uma família numerosa uma grande generosidade. Isso permite uma educação maior no sentido da generosidade, no sentido de um desenvolvimento do amor, porque, dado que os filhos são numerosos, não se pode ter tanto luxo; é mais simples.


Os brinquedos de uns são os brinquedos dos outros. E as roupas, na medida em que os filhos crescem e não podem mais vesti-las, passam de um a outro. Há então uma vida comum muito mais forte, muito mais intensa, que permite um despojamento e um desprendimento, uma educação na ordem da pobreza. Ao contrário, quando o filho é só, ele considera, que tudo é para ele e que tudo lhe é devido. Às vezes, quando ele vê brinquedos na casa de um amiguinho, ele os toma instintivamente. Numa família numerosa é antes o inverso: os brinquedos se doam. Não generalizemos, mas isso existe e acredito que se deva notá-lo.

Compreende-se então muito bem que o equilíbrio de uma família numerosa ou menos numerosa deriva de um julgamento complexo: não se deve simplificar. Dir-se-á: "Se não formos muito numerosos, poderemos proporcionar uma educação mais qualitativa".

Mas será a educação unicamente qualitativa?

A criação de relações múltiplas e diversas numa grande família também conta. Talvez a educação seja menos seleta, menos luxuosa.

Mas haverá uma qualidade de simplicidade, na pobreza maior, que permitirá, acredito, o desabrochamento maior do coração e de tudo aquilo que deriva diretamente do coração.

Do domínio da fecundidade à recusa de dar à luz


(Jo Croissant)

É compreensível que se busque limitar a própria fecundidade, numa sociedade onde nada favorece a vida de uma grande família ou até de uma família pequena. É bom saber assumir uma paternidade e uma maternidade responsáveis, tendo o número de filhos proporcional à capacidade de assumi-los.

O conhecimento do corpo da mulher, de seus ritmos, de seus períodos de fecundidade, permite limitar o número dos nascimentos para haver equilíbrio na vida de cada um. Infelizmente, este desejo legítimo pode se transformar em desejo egoísta: o interesse da criança não está em primeiro lugar, mas o egoísmo do homem e da mulher. Parece quererem tomar o lugar de Deus, decidindo sobre a vida e a morte e pretendendo ser os donos de seu destino.


Chega-se desta forma a aberrações tais que nos espantamos de ninguém mais se escandalizar com elas.


Uma de minhas amigas que trabalha no CLER (Centro de Pesquisa sobre o amor e a família. Empresa de informação e de aconselhamento conjugal e familiar reconhecido de utilidade pública, com sede em Paris) me contava como, em sua pequena cidade, uma jovem fez uma fecundação “in vitro”, que conseguiu após várias tentativas de implantação de embrião.

Como a data de nascimento da criança não lhe convinha, ela abortou, deixando para mais tarde uma nova tentativa de ter um filho. O próprio médico ficou indignado. Refletiu ele sobre o fundamento moral de tais práticas? Não sei. Fundamental é a atitude interior que temos com relação a essas questões. Nós as abordamos com suficiente humildade, num desejo verdadeiro de buscar a Vontade de Deus em nossa vida e também com bastante generosidade?


O essencial é ficar sempre receptivo aos dons de Deus. A mulher desabrocha se fica disponível em seu coração ao parto ao qual Deus a destine. A esterilidade não é negativa, mas, como se lê na Bíblia, é como uma preparação para um parto de exceção.


Nunca vi uma criança que não tenha sido uma bênção. No início, um filho que chega sem ser previsto transtorna completamente nossos planos e nos deixa desanimados. Entretanto, é sempre um dom de Deus, e se é recebido como tal, une a família e em torno dele todo mundo se reencontra. Expulsa cada um de seu egoísmo, reconcilia pai e mãe, reúne irmãos e irmãs.



Deus é Pai de toda criança, ele não a abandonará. Os pais podem confiar nele e abandonar-se à sua providência. É verdade que, atualmente, é preciso ser herói para criar uma família numerosa. Muitas de minhas amigas foram agredidas pelo Corpo Médico, quando esperavam um quarto filho, e se houvesse a menor possibilidade de um eventual problema, imediatamente propunham o aborto. Não compreendiam que elas quisessem ter mais um filho. Graças a Deus, todas elas têm tido bebês sadios e nem sonhavam com a alegria que esse nascimento lhes daria.


Não foi certamente por acaso que Deus disse à mulher: “Teu desejo te levará ao teu marido e ele te dominará” (Gn 3,16), pois naturalmente é a mulher que arrisca tornar-se dominadora, justamente por causa de seu poder sobre a criança que pôs no mundo. Esta tendência insidiosa mais profunda é um desvio do amor materno que, de oblativo, torna-se possessivo.


Para escapar à onipotência do homem, a mulher não viu outra solução senão imitá-lo, sem perceber que assim renegava sua feminilidade. Na maternidade consistia sua principal desvantagem; é impossível trabalhar como um homem quando se espera um filho.


Meditemos nas conseqüências humanas e espirituais desta atitude. As mulheres recusam-se a dar a vida. Não estão dispostas a se sacrificar para que as crianças se tornem homens e mulheres completos, e não seres “feridos”, fartos de coisas materiais e, entretanto, carentes do essencial: de uma mãe que os ame a ponto de dar-lhes a vida.


Se as mulheres não querem mais dar sua vida por aqueles que elas amam, quem transmitirá “a vida”? Não há maternidade sem sacrifício, sem dom de si.


Dar a vida, ou seja, seu tempo, suas forças, no cotidiano, é verdadeiramente um sacrifício e atinge freqüentemente o heroísmo.


Quando se fala em maternidade, não se trata somente do fato de ter filhos, mas dessa capacidade que a mulher tem de dar vida, na entrega total de si mesma, seja celibatária, consagrada ou casada ou impossibilitada de ter seus próprios filhos.


Cada mulher tem um corpo de mãe, uma inteligência de mãe, um coração de mãe e sua maternidade é chamada a se expandir e tornar-se uma maternidade universal. É preciso encontrar o sentido do sacrifício, reconciliar-se com todas as palavras que suscitaram tantas alegrias, mas que recuperam realidades espirituais maravilhosas. De fato, a superioridade do homem sobre o animal reside na sua capacidade de sacrifício por amor e não por dever ou necessidade.



Deus chamou cada homem para participar de sua obra criadora, de acordo com sua vocação. Chamou a mulher para ser mãe, em todas as relações que ela mantém com a criação, e ser mãe é dar vida. Deus precisou da mulher para transmitir sua própria vida, como tem necessidade do homem para delegar sua paternidade.



Muitas mulheres rejeitaram sua identidade de mãe por comodismo e por todas as renúncias que a maternidade supõe. Não existe hoje palavra mais estranha à nossa sensibilidade que a palavra sacrifício.


Se alguém a pronuncia, suspeita-se que esteja tomado de um delírio místico e lhe aconselham um psiquiatra. Não estou brincando: aconteceu a várias de minhas amigas, que passavam por momentos de provação e eram pessoas muito equilibradas. Como a linguagem da fé não passa, de repente elas podem ser tomadas por pessoas esclarecidas.


Quem ama está disposto a tudo oferecer pela felicidade de seu amado, até o dom de sua própria vida. Aí, aliás, é que se reconhece o amor verdadeiro.

Trecho de: Croissant, Jo. A mulher sacerdotal; ou o sacerdócio do coração. Aparecida-SP: Santuário, 1995, pp. 99-102.

Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=3836
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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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