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Francisco de Assis - O verdadeiro Reformador da Igreja

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 4 de outubro de 2011 | 13:59


Francisco está junto às ruínas da Igreja de São Damião.

Lá está um altar quebrado e uma cruz caída com um ícone de JESUS. O ano é 1205.

“Vá e restaura a minha igreja que está em ruínas...”



De onde veio esta voz?
Qual a mensagem de Deus a Francisco?

O que esta mensagem tem a ver conosco no século XXI?

Este momento é importante para entendermos a Reforma Franciscana.

Conhecemos a Reforma Luterana e agora precisamos conhecer também sobre e Reforma que ocorreu 300 anos antes.

Francisco ouviu a voz do Senhor em 1205. Neste mesmo ano começaram os conflitos com o pai. Francisco não sabe o que acontecerá com sua vida. Mas decide ser instrumento de Deus. Não entende a voz e começa a restaurar igrejas quebradas, velhas e sujas de mato e entulhos.

Depois terá um esclarecimento sobre a revelação recebida: Ele estava sendo levantado para reformar a Igreja que estava em ruínas pelo pecado, a riqueza e do poder. Foi um instrumento de anuncio e denuncia contra a própria igreja.

Francisco nasceu em 1181/82 na cidade de Assis. Itália. É Batizado com o nome de Giovanni di Pietro (pai) di Bernardone (avô). Seu nome foi mudado mais tarde para Francisco.Em 1202 vai a guerra civil entre Perúsia e Assis.

Assis é vencida em Collestrada. Francisco, com 20 anos, passa um ano preso em Perúsia. Lá encontra com o Evangelho de JESUS Cristo traduzido para a língua vulgar. É Resgatado pelo pai e está muito fraco devido à várias doenças.

Nesse tempo a família de Clara está refugiada em Perúsia. Ela tem 8 ou 9 anos de idade. Clara será a mulher do ministério de oração e adoração perpétua de Jesus. Aprenderá com Francisco a viver o Evangelho.
A doença de Francisco é longa. Este é um período de tratamento de Deus. Fica enfermo até1204: Uma Longa doença de dois anos.

Mas seu coração ainda não foi totalmente convertido. Foi um processo apenas iniciado e parado. Em 1204 ou 1205 Francisco parte novamente para a guerra.

Agora ele vai para a guerra da Apúlia, no sul.Mas tem uma visão e recebe uma mensagem em Espoleto. Deus lhe fala em sonhos. Ele escuta uma voz:

“A quem queres servir: ao servo ou ao Senhor?”

Francisco respondeu prontamente: “Ao Senhor, é claro!”

A voz tornou: ”Por que insistes então servir ao servo?”

Francisco entende que buscava apenas a glória humana e passageira, fazendo a vontade dos homens e não a vontade do Senhor..Deus estava chamando-o para ser cavalheiro de um comandante maior e mais poderoso.

Francisco Regressa a Assis.Começa um momento de luta. É acusado de desertor. Passa a ser uma vergonha para o pai. Reinicia sua conversão gradual.

Sem entender os desígnios de Deus, vai para a Igreja de São Damião em 1205. Enquanto mexia nos entulhos da igreja, escuta a voz do Senhor lhe dizendo:

“Vá e restaura a minha igreja que está em ruínas”.

De onde veio esta voz?

A voz não veio do ícone de JESUS na cruz. A voz veio do Senhor que escolheu Francisco para uma obra extraordinária: Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. I Coríntios 1:27


Qual a mensagem de Deus a Francisco?

Era uma mensagem de restauração e reforma da Igreja. A igreja estava em ruínas. São Damião representava o estado da Igreja que deixou o Evangelho do Senhor JESUS. Com a entrada de Constantino Magno, (313 d.C) a igreja foi se afastando do caminho da simplicidade e da fé na Palavra de Deus.

A igreja começou a se envolver no pecado da política e foi devorada pela idolatria do poder. A igreja se perdeu e estava destruída, arrasada e em pedaços. Francisco estava sendo levantado para ser um instrumento de Deus e preparar a Igreja para a descoberta do Evangelho de Cristo.


O que esta mensagem tem a ver conosco no século XXI?

Como está a nossa igreja hoje? Podemos olhar para o movimento protestante. Ele tem sido uma vergonha em toda o mundo:

Casamento de Gays; brigas por posições políticas; relativismo da Palavra de Deus; sincretismo religioso e ecumenismo que nega a soberania do Evangelho, a prosperidade como símbolo da fé, igrejas históricas vendendo seus templos para boates; igrejas em todo canto escandalizando o nome do Senhor.

Um cristianismo frio, racional, relativista, mundano, sujo. Uma total ausência de santidade. Igreja com relacionamentos quebrados. Vidas doentes e em ruínas. Uma igreja amiga do mundo. Dominada pelo mundo. Atrapalhada pelo mundo.

Igreja sem sal, individualista, interesseira, que só quer as bênçãos de Deus
O Evangelho tem sido envergonhado todos os dias.


Deus continua falando que sua igreja está em ruínas?

Acredito que sim. Por isso que a mensagem de Francisco e seu amor incondicional pelo Evangelho de JESUS ainda agride nossos ouvidos e nos provoca.

Sentimos envergonhados e longe dos projetos de Deus. Precisamos retornar a São Damião.


Rev. Edson Cortasio Sardinh



FRANCISCO - O VERDADEIRO REFORMADOR

A necessidade de reforma é evidente na Igreja Católica. No entanto, muitos hesitam. As resistências à mudança não só vêm, como seria de esperar, a partir do centro e das altas cúpulas do Vaticano.

Procedem também dos setores mais baixos e de suas margens.

Muitos laicos temem que as críticas transbordem, que as posições se polarizem e que a emigração se precipite numa instituição já debilitada por uma crise externa. Por isso, alguns optam pela extrema lealdade e assumem a atitude de uma identidade de resistência.

Ferozmente condenam o mundo que critica a sua Igreja. Outros expressam sua lealdade, passando a exercer uma fidelidade de silêncio: calam, não se pronunciam, frequentam sem ânimo os cultos dominicais e observam com tristeza os fatos.

Outros, a minoria — pois habitam uma instituição hierárquica—, levantam a voz, criticam. Mas suas palavras são azedas, geram desencontros, e eles acabam escolhendo a saída.
Os que querem falar com justiça e atuar com prudência perguntam como fazer uma reforma bem sucedida, isto é, que não provoque maiores problemas que aqueles que pretende curar ?

É a pergunta que se fez o teólogo dominicano Yves Congar em 1950. Recordar seu grande esforço intelectual não só é pertinente nos tempos atuais, como objeto de sua preocupação, mas também por vir de sua parte (1)

Na verdade,Congar esteve na vanguarda da nova teologia francesa , ao lado de Marie Dominique Chenu e Henri de Lubac. Por isso, em tempos de escuridão, em 1954 “foi expulso de seu posto de professor de Le Saulchoir, na Bélgica, exilado em Jerusalém e depois em Cambridge. Além disso, suas pesquisas foram proibidas de serem ensinadas e publicadas” (2).

No entanto, com santa paciência persistiu e foi chamado pelo Papa João XXIII a desempenhar um papel importante no Concílio Vaticano II. Viu muitos de seus esforços teológicos serem coroados, embora continuasse sendo perseguido pela instituição que ele sempre amou.

Yves Congar se perguntou o que Pedro Valdo fizera para fracassar em sua tentativa de reformar a Igreja e, em compensação, porque São Francisco de Assis deu a ela um poderoso renascer que comove milhões de seres humanos até hoje ?

Ambos foram quase contemporâneos na Europa medieval. Quando jovens, foram ricos que venderam tudo para formar uma ordem de mendicantes, cujo objetivo era a conversão evangélica de uma cristandade endurecida. Seus seguidores chegaram a ser contados por dezenas de milhares.

Em tempos de fome percorriam os caminhos, dando de comer. Valdo inclusive se adiantou à reforma protestante. A metade de seu dinheiro dera aos pobres e a outra destinou à tradução do Novo Testamento (latim ao romance). Seus seguidores, os Pobres de Lyon, formavam uma multidão desejosa de renovação.

Mas Valdo foi excomungado em 1181 e São Francisco de Assis, pelo contrário, canonizado em 1228. “O pobre de Assis”, mudando a Igreja, apontou para o renascimento de uma Europa cristã.


“Os Pobres de Lyon”, perseguidos e confundidos, desapareceram da face da cristandade. Por que São Francisco sim e Valdo não? A resposta é dada pelo padre Jean Baptiste Henri Lacordaire:

 
“Ele (Valdo) acreditou que era impossível salvar à Igreja através da Igreja” (3). São Francisco, pelo contrário, nunca renunciou a isso. Esta é a grande diferença da verdadeira reforma.

CONDIÇÕES PARA UMA VERDADEIRA E SANTA REFORMA?

Congar estuda, discerne, reza e conclui que quatro são as condições para uma reforma bem sucedida.

1)- A primeira é a primazia da caridade e da pastoral. A reforma vive do profetismo, da crença de se ter uma missão que chama a um novo nascimento dentro de uma família à qual, além das críticas e da dureza da luta, nunca se deixa de pertencer afetuosamente. Mas atenção: a reforma é para servir pastoral e apostólicamente as necessidades espirituais das pessoas. Não se trata de promover idéias luminosas que façam do cristianismo um sistema de pensamento cujo ídolo é a verdade dos sábios. Nada de quimeras, excessos, nem unilateralismos sectários. São Francisco de Assis não faz da pobreza, da continência nem da humildade armas arrojadas ou ferramentas teóricas, contra a propriedade, o matrimônio, o saber ou a Hierarquia. Vive santamente sua verdade, rompendo com uma religiosidade distinta para gente distinta. Por isso, até os lobos e as aves do campo parecem amá-lo e segui-lo.


2)- A segunda condição é manter-se na comunhão com o todo. No exercício da missão profética ou reformista, nunca se deve perder o contato vivente com todo o corpo da Igreja. Esta não pode ser outra coisa que uma assembléia de apóstolos que recebem juntos sua missão e atuam “pensando e querendo dentro do espírito e do coração de todos” (4). Ninguém pode compreender, realizar nem formular toda a verdade contida na Igreja. É católico quem, afirmando sua verdade, nunca nega os outros nem se afasta da comunhão com todos os que são admitidos nela. Estesentire cum ecclesia não é conformismo a uma regra exterior, mas um sentire vere in Ecclesiamilitante, dando nova vida ao velho corpo (5).


3)- A terceira condição é a paciência e o respeito pelos prazos da Igreja. Quem desrespeita os prazos de Deus, da Igreja e da vida, caminha para o desespero, para a saída e decisão cismática. O querer fazer tudo, sozinho e agora, leva a uma pressa inquietante e à angustiante carga do presente. Cada dia tem sua determinação. Toda longa jornada se inicia com um primeiro e modesto passo. As grandes coisas são feitas “sem pressa mas sem pausa”. Como a Igreja não gosta dos fatos consumados nem da via facti, normalmente o reformista impaciente termina trabalhando para seu inimigo: o conservador radical. Por isso, paciência. Paciência que, mais do que uma questão cronológica, é uma atitude de caráter. Temperança, disposição da alma, humildade forte, espírito leve, consciência das próprias misérias e imperfeições e as dos outros também. As idéias podem ser puras; a realidade e a vida não o são. Só o que é feito com a colaboração do tempo pode vencer o próprio tempo. No entanto, os prazos não são eternos. Ter atrasado um Concílio reformador que se pedia há mais de cinquenta anos arrastou Lutero ao convencimento de que a reforma não só seria sem a Igreja, mas contra ela. O Concílio de Trento se iniciou em 1545, e Lutero morreria em 1546.


4)- A quarta condição é apostar na reforma como retorno aos princípios da tradição e não como imposição mecânica de uma novidade. É certo que normalmente o impacto que colocará em movimento a reforma virá do mundo, mas ela não poderá ser feita a partir das fortalezas estrangeiras. Revertimini ad fontes, disse Papa Pío X. Retornar às fontes litúrgicas, bíblicas e patrísticas (6). A grande lei do reformismo católico é partir por um retorno aos princípios, interrogando a tradição. Nela sempre encontraremos fontes de inspiração. A Igreja é como uma árvore frondosa na qual nascem mil ramos diferentes de sabedoria. É como uma velha mansão onde sempre terá um quarto fechado a ser aberto , para descobrir tesouros esquecidos que estavam esperando uma nova oportunidade para serem admirados. A tradição não é rotina nem passado. É um depósito inesgotável dos tesouros do dom inicial, dos textos e realidades do cristianismo primitivo, do pensamento dos Padres da Igreja, da fé e as preces, liturgias e orações de todo um povo de Deus, das buscas autênticas dos doutores e dos místicos, do desenvolvimento da piedade e do movimento da Igreja concreta, em um trabalho perpétuo de dar continuidade ao evangelho original sob a regulação do Magistério (7). Basear, assim, a reforma numa firme teologia eclesiológica. Discernir e assimilar do e a partir do interior do espírito e da consciência católica. Abrir a Igreja à plenitude ou universalidade da unidade.

CONCLUSÃO

Em suma, para Congar a falsa reforma é “uso de um processo puramente racional, teimosia individualista na convicção de ter a razão contra a tradição comum da Igreja, impaciência do espírito; enfim, ausência de uma volta às fontes profundas dos mesmos princípios e elaboração puramente cerebral de um programa artificial estranho a uma tradição concreta e viva” (8).

Pelo contrário, a reforma da Igreja é tarefa de uma equipe e de, pelo menos, uma geração. Consiste em trazer novamente a Boa Nova, sob novas formas e inescrutáveis caminhos, aos pobres, às viúvas, aos órfãos, aos estrangeiros de hoje.

Geração inteira? “Não”, diz Congar “Melhor ainda, obra de todo um povo (quero dizer: de todo o corpo da Igreja, clérigos e laicos), pois não pode ser realizada senão sob o impulso dos elementos proféticos e dentro da comunhão de toda a Igreja” (9).

Os laicos que temem a crítica do mundo e as mudanças necessárias, deveriam ouvir o que Cristo disse “Eu sou a verdade, o caminho e a vida”, não “Eu sou o costume”. Dizer aos laicos que guardam silêncio e olham temerosos para a Hierarquia, esperando uma mudança, que eles também são sacerdotes e profetas chamados a dar depoimento no mundo e dizer a suas autoridades a verdade, tirando-as de uma rotina ilusória por desastrosa, dadora de falsas seguranças.

Ante os laicos impacientes, próximos ao desespero e à saída de uma instituição que consideram envelhecida até a morte, dever-se-ia apelar à esperança ativa de São Paulo em “Não apagueis o Espírito. Não menosprezeis as profecias. Examinai tudo; mantende o bom. Abstende-vos de toda espécie de mal” (1 Tessalonicenses, 19-22). Valdo não pensou que fosse possível e foi vencido. São Francisco de Assis entendeu aquilo de “fazer todas as coisas novas” e, quase nu, triunfou.


REFERÊNCIAS:

(1) Descobri na Biblioteca da Universidade Alberto Hurtado a edição francesa de Verdaderas y falsas reformas en la Iglesia. Consigna-se: “Le Saulchoir, 30 avril 1950”. Forma parte de um monumental esforço de pensar a comunhão católica, em oito cadernos. Este é o quarto, de 648 páginas. Congar, Yves: Vrai et fausse reforme dans l’église. Edition du Cerf, París, 1950.

2 Woodrow, Alain: “Concilio Vaticano II. Congar: Diario de un testigo”. Revista Mensaje N° 516, janeiro-fevereiro 2003, p. 15.

3 Congar, Yves: Vrai et fausse reforme dans l’église. Edition du Cerf, París, 1950, p. 251.

4 Ibídem, p. 271.
5 Ibídem, p. 274.
6 Ibídem, p. 337.
7 Ibídem, p. 336.
8 Ibídem, p. 342.
9 Ibídem, p. 347.
______________
Sergio Micco Aguayo. Advogado, licenciado em Ciência Política e doutor em Filosofia Instituto de Assuntos Públicos da Universidade do Chile.

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Anônimo
9 de outubro de 2011 16:03

esse site é o máximo e traz um assunto muito reflexivo

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