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Você sabe a diferença entre: EVANGELIZAÇÃO E PROSELITISMO ?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 27 de setembro de 2011 | 23:31





Missão, Evangelização e Proselitismo



(Steven Hayes - Traduzido do inglês por: Natalia Waszczynskyi)




Será que esta pode ser a diferença entre evangelização e proselitismo?


1)- Evangelização, dentro do uso do termo (em inglês), significa dizer ou espalhar a Boa-nova. Os quatro Evangelhos falam das boas novas sobre Jesus Cristo. Quando nós, como cristãos, dizemos aos outros o que Deus fez em Jesus Cristo, nós estamos evangelizando.



2)- Proselitismo, de outro lado, significa «trazer pessoas para dentro», fazendo-as mudar suas convicções, seu partido, suas opiniões ou sua religião. No proselitismo há uma forte tendência de dizer às pessoas o quão ruim ou erradas são suas crenças atuais. Dizer às pessoas que suas crenças são más ou erradas não parece ser «Boa-nova.»



Se nós evangelizamos, não estamos dizendo «nossa religião é melhor que a sua religião.» 






Não estamos nos colocando como seres moralmente ou espiritualmente superiores, e tentando conquistar pessoas para deixar sua religião juntando-se a nós, de forma que se sintam tão superiores como nós. Quando evangelizamos, dizemos, de fato, que Deus fez grandes coisas.



“Alguém descreveu uma vez que  a evangelização é como um mendigo dizendo a outro mendigo aonde conseguir pão.Para um mendigo faminto, esta é uma «boa-nova.» E um mendigo transmitindo a outro mendigo tais «boas notícias» não pode se sentir vangloriado ou superior por este motivo.”




Quando os primeiros missionários budistas saíram da Índia para ir a outros lugares, chegando ao novo local, disseram apenas dois tipos de coisas: «Isto é o que fazemos» e «Isto é o que não fazemos.» Eles não fizeram nenhum comentário sobre o que as pessoas lá já estavam fazendo em sua religião ou filosofia. Não criticaram ou condenaram as crenças e práticas das pessoas. Este pode ser um bom exemplo para os missionários cristãos também seguirem. Se agirmos assim, então estaremos evangelizando e não fazendo proselitismo. Muitos missionários ortodoxos seguiram seguem este exemplo dos budistas com sucesso em terras Muçulmanas e de outras crenças majoritárias.




“Se as pessoas que ouvem a Sagrada Escritura dizem que querem seguir Cristo e ser batizados, então, é claro, haverá mais o que aprender. Se eles quiserem realmente seguir Cristo, então vão querer também aprender mais a respeito da fé cristã e sua aplicação em suas próprias vidas e comportamento.”







Quando o Príncipe Vladimir de Ruskiev se tornou cristão em 988, ele surpreendeu os missionários bizantinos ao buscar abolir a principal punição em seu reino. Houve uma mudança radical em seu estilo de vida.



“Necessariamente, as pessoas não se tornam cristãs simplesmente mudando seu estilo de vida, especialmente se elas mudaram através da força ou fraude. Forçar tais mudanças nas pessoas é proselitismo e não evangelização. Evangelização é feita com espírito de humildade e amor, enquanto o proselitismo é caracterizado pela arrogância e orgulho. É muito mais fácil fazer proselitismo do que evangelizar; entretanto, somos chamados a evangelizar.”



Tentei, neste artigo, indicar onde, segundo penso, residem as principais diferenças entre evangelização e proselitismo. A diferença é importante e acredito que é uma das mais sérias questões que os estudiosos de missiologia da Igreja nos dias de hoje.



Se não a enfrentamos com seriedade, verdade e misericórdia esta situação, nós cristãos , podemos nos deparar fazendo críticas às ações que nós próprios praticamos, e condenando o que, em certos lugares e situações nós também o fazemos.



FONTE:Revista da OCMC - Outubro 2002 - pg 14 e 15









DOCUMENTO VATICANO: EVANGELIZAÇÃO NÃO É PROSELITISMO NEM RELATIVISMO



(Nota doutrinal da Congregação para a Doutrina da Fé - CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 14 de dezembro de 2007)



Diante da «crescente confusão» sobre o termo evangelização, a Santa Sé publicou esta sexta-feira um documento no qual declara que ela não significa nem «proselitismo» nem «relativismo».




«Toda pessoa tem direito de escutar a Boa Nova de Deus que se revela e se entrega em Cristo para que viva em plenitude sua própria vocação. A este direito, corresponde-lhe o dever de evangelizar», explica.




Trata-se da «Nota Doutrinal acerca de alguns aspectos da Evangelização», redigida pela Congregação para a Doutrina da Fé, resultado de um trabalho de anos, que o anterior prefeito desse organismo vaticano, o cardeal Joseph Ratzinger, havia começado.




Alguns, explica o texto, consideram que não se deve promover a conversão a Cristo, pois é possível salvar-se sem um conhecimento explícito de Jesus e sem uma incorporação formal à Igreja.Estas convicções tomam mais força em um ambiente de relativismo, que nega a capacidade humana de conhecer a verdade.




O documento propõe o ensinamento e o diálogo, em respeito à plena liberdade de toda pessoa, para anunciar o amor de Cristo.Ao mesmo tempo, declara, não é evangelização cristã a postura de diálogo que comporta a coerção ou a instigação, que não respeita a dignidade e a liberdade religiosa.




«A incorporação de novos membros à Igreja não é a expansão de um grupo de poder, mas a entrada na rede de amizade com Cristo, que une o céu e a terra, continentes e épocas diferentes», declara.




A Igreja, segundo a fé católica, é «instrumento da presença de Deus e, por este motivo, instrumento de uma autêntica humanização do homem e do mundo».




O documento cita a constituição do Concílio Vaticano II Gaudium et Spes para afirmar que o respeito à liberdade religiosa e sua promoção «não devem fazer-nos indiferentes por nenhum motivo perante a verdade e o bem. E mais, o próprio amor leva os discípulos de Cristo a anunciar a todos os homens a verdade que salva».




E «para que a luz da verdade seja irradiada a todos os homens, precisa-se antes de tudo do testemunho da santidade. Se a palavra é desmentida pela conduta, dificilmente é acolhida».

Mas ao mesmo tempo, acrescenta recordando o pensamento de Paulo VI:


«inclusive o testemunho mais lindo será no longo prazo impotente se não for iluminado, justificado e explicitado por um anúncio claro e inequívoco do Senhor Jesus».




Evangelização e ecumenismo não estão em oposição, acrescenta o documento. Mas sim, sucede o contrário. As divisões dos cristãos podem comprometer seriamente a credibilidade da missão evangelizadora da Igreja. Se o ecumenismo consegue realizar uma maior unidade entre os cristãos, a evangelização também resultará mais eficaz.



O documento conclui com uma mensagem do pontificado de Bento XVI:



«O anúncio e o testemunho do Evangelho são o primeiro serviço que os cristãos podem oferecer a toda pessoa e a todo o gênero humano».



Fonte: Zenit

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18 de julho de 2013 20:34

Aqui vai uma história interessante e esclarecedora sobre o proselitismo judaico.

http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/e-o-mundo-ocidental-quase-foi-judeu

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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