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Você sabe o que é : "A Economia humana de reciprocidade ?"

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 26 de março de 2011 | 13:07


 Carlos Matos


Economia humanizada ganha força no CEARÁ

O Instituto de Economia Humana e Reciprocidade (Inehr) será lançado no Ceará com o objetivo de desenvolver conceitos como solidariedade na sociedade e desenvolvimento econômico humanizado.


 (Oswaldo Scaliotti  - da Redação - JORNAL O POVO)






" Precisamos ser mais humanos em nossas relações econômicas e sociais, que apenas meros profissionais..." (Peter Drucker)




O Ceará irá contar, a partir da próxima terça-feira, 29, com o Instituto de Economia Humana e Reciprocidade (Inehr), que será lançando às 16h30min, no auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE).


Na mesma data e local, a entidade irá organizar o Seminário Internacional de Microcrédito, começando a partir das 8h. 


O empresário e membro-fundador do Inehr, Carlos Matos Lima, explica que o objetivo da entidade é divulgar no Ceará o conceito de uma economia humanizada, com valores como a solidariedade e reciprocidade.


Segundo ele, a difusão deste conceito deverá ocorrer em parceria com toda a sociedade, inclusive a universidade. "Na próxima segunda-feira, teremos um encontro com a Faculdade Rainha do Sertão em Quixadá e, na quarta-feira, com a UFC", destacou.

Carlos Matos acrescentou que o Instituto está aberto a todos interessados em participar como sócios, pessoas físicas ou jurídicas. 


Segundo Carlos Matos, entre os instrumentos que viabilizam uma economia mais humana e uma sociedade mais justa estão as políticas públicas que exigem contrapartidas dos beneficiados, o microcrédito e a formação de pólos empresariais.




O membro-fundador do Inehr diz que é importante garantir aos segmentos mais pobres da população instrumentos que lhe garantam autonomia e liberdade, ou seja, muito mais do que políticas assistencialistas.

"No Ceará, conforme dados do IBGE, 54% a população é pobre e 25% miserável", cita, lembrando que a economia deve beneficiar a todos e não apenas uma parte da sociedade. 


O professor da Universidade de Bari (na Itália), Benedetto Gui, que irá proferir a palestra "Novos Valores da Economia" no Seminário Internacional de Microcrédito, diz que abordagens de pesquisa como economia e inserção social e economia e felicidade são cada vez mais utilizadas pela comunidade científica em vários países.


Essa seria uma tentativa de compreender melhor os fenômenos sociais, que as teorias convencionais não conseguem explicar, e o impacto dos processos econômicos sobre os mesmos e sobre a qualidade de vida das pessoas. 


No Seminário, dentro da linha de economia humana e solidária, será apresentado o caso de sucesso do Bangko Kabayan da Filipinas, que apostou no microcrédito na área rural e na economia solidária como produto e não instrumento de filantropia. Segundo a diretora-presidente da instituição, Teresa Ganzon, o banco passou a acompanhar os tomadores de crédito de perto, contribuindo para que fossem formados grupos solidários.


O resultado é que, de 2000 para cá, o banco elevou o número de clientes com operações de empréstimo de dois mil para 10 mil, sendo 86% deste total de contratações de microcrédito. 



A Economia humana de reciprocidade – O QUE É ?





A Economia tem se tornado uma ciência cada vez mais complexa e se interessado por áreas sempre mais insólitas da reflexão humana.


Sua importância para o desenvolvimento da comunidade humana é indiscutível e tende a manifestar sempre mais sua face interdisciplinar.

Princípios e teorias são renovados a fim de explicar relações cada vez mais complexas. 


O objetivo principal é o desenvolvimento econômico, mas sua relação com a demais áreas da vida humana revelam um interdependência que não pode mais ser menosprezada.



Novas propostas e teorias econômicas nascem deste afluxo de questões, algumas das quais se preocupam em gerar uma visão econômica de desenvolvimento mais integral acrescentando reflexões que por anos estiveram à margem da ciência econômica propriamente dita ou que eram simplesmente taxadas de ingenuidade.


O curso de Economia Humana e Reciprocidade é uma proposta de reflexão e pesquisa em um terreno ainda quente de uma teoria nova que acaba de encontrar seu berço no Ceará e em relação aos problemas de desenvolvimento decorrentes do clima semi-árido.


Parte dos professores são os próprios idealizadores da teoria/prática da Economia Humana e Reciprocidade, o que dará uma riqueza única ao curso.


OBJETIVO



• Levar os participantes a uma reflexão econômica mais arrojada no campo da promoção humana, administração de empresas, serviço público e outros meios de promoção do desenvolvimento integral do ser humano em sociedade.



• Contato e reflexão com textos e livros de autores renomados na Economia como Luigino Bruni.



• Facilitar o encontro entre várias pessoas interessadas em uma democratização do desenvolvimento


A Economia humana de reciprocidade procura agregar o real valor da pessoa humana à economia.

O sujeito é visto como protagonista e capaz de encontrar uma solução para o seu problema e capaz de reorientar sua vida, por mais difícil que seja sua condição de pobreza. 


Para Tereza Ganzon, diretora-presidente do Banco Kabayan, das Filipinas, que participou do lançamento do INEHR (Instituto de economia humana de reciprocidade), como especialista convidada é da opinião que, as pessoas pobres têm a capacidade de poupar desde que exista um sistema adequado de microcrédito, capaz de lhes possibilitar uma carta de crédito e assessoramento. 



Numa cultura econômica eivada de assistencialismo a EHR surge como uma novidade em nosso estado.

Não se trata de mero empréstimo, pois isso se pode encontrar à exaustão.
No Brasil as cartas de crédito já abarcam 30% do PIB. A diferenciação está na visão da economia focada no sujeito e em seu potencial empreendedor. 


Além do de levar em conta o valor da pessoa humana, atenta para o desenvolvimento integral das mesmas, pois caredita que pessoa individual e coletivamente pode dar uma resposta criativa ante as situações difíceis em que ela se encontre e isso é uma alavanca para o desenvolvimento do estado. 



Nessa economia os pobres não são vistos como “coitadinhos” e, sim, como agentes frágeis da sociedade que merecem apoio institucional adequado, ajuda para empreender, competir e crescer no mercado. 



A Reciprocidade na Economia Humana de reciprocidade é a soma de contrato, amizade (cooperação) e gratuidade. Se qualquer um dos três elementos zerar, o resultado também zera. 



Acreditamos que é possível um modo novo de favorecer aos mais pobres um modo digno de explorar todo seu potencial e colaborar no desenvolvimento econômico e humano de nosso estado. 



Vanderlúcio Souza – Missionário da Comunidade Católica Shalom 



vanderluciosz@yahoo.com.br 



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