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VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO - QUAL A SOLUÇÃO ?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 4 de dezembro de 2010 | 10:11

Tenho visto muitas opiniões, elogios e protestos a situação do RJ - Posto aqui a opinião muito equilibrada e dois formadores de opinião: Reinaldo Azevedo(Veja) e Leonildo Correia (CMI).




Violência no Rio: "Nem Foucault, nem fanatismo religioso, nem Capitão Nascimento, mas Aristóteles?..."

Se você é do tipo que se propõe problemas um tanto complexos pouco antes de dormir, então,  é um candidato à insônia.
Para conciliar o sono, achamos, muitas vezes, uma solução eficaz, definitiva mesmo.
Acordamos no outro dia, tudo tende a estar como era antes, mas não porque não tenhamos encontrado a resposta, certo?
O mundo é que obtuso demais e não percebe aquele óbvio que percebemos, ali, no entorpecimento.
A vida só é suportável por isto: acreditamos que a solução exista, ainda que poucos a reconheçam.É a loucura cotidiana de cada um de nós.
Como resolver o problema da violência no Rio ou em qualquer outro lugar em que a bandidagem tenha roubado nacos do estado de direito?
Papinho ongueiro com bandido,pacifismo sentimentalóide e fanático de bíblia na mão, ou “MISERICÓRDIA ” (Nome dado aos cacetes policiais)?
Ensinando moleque a bater lata e a viver comunitariamente, apelando às virtudes de nossa ancestralidade, como ato de resistência à dita violência do Estado?
Militarizando os morros e a periferia? Vamos de Foucault ou de Capitão Nascimento (o do primeiro filme; o do segundo pensa ser Foucault…)?
A resposta sensata: E a se a gente fosse de Aristóteles? Isto: o meu delírio pré-sono é começar a preparar agora um exército armado de livros para estudar lógica.
Nem Foucault nem Nascimento! Aristóteles! Por que faço essa observação?
Os “especialistas” das universidades e estudiosos da violência já foram convocados pela imprensa para opinar sobre as ações da polícia no Ri, e PASMEM !!! , eles não estudaram lógica; a gente nota que não.
Não é pelo formato do crânio que se percebe; é pelas coisas que dizem. Engabelam os ouvintes, leitores e telespectadores com inferências que ou são burras,malandras, sentimentalóides e totalmente non sense.
2)-“Como as incursões nas favelas, o enfrentamento e a prisão de traficantes não resolvem definitivamente o problema, é preciso suspender essas ações”.
Assim:

1)-“Se as incursões nas favelas, o enfrentamento e a prisão de traficantes não resolvem definitivamente o problema, então elas não podem ser feitas”.
Pode-se ser ainda mais afirmativo:

2)-“Como as incursões nas favelas, o enfrentamento e a prisão de traficantes não resolvem definitivamente o problema, é preciso suspender essas ações”.
O problema dessas inferências está na falsidade das asserções iniciais. Uma ação repressiva qualquer uma, não busca “resolver” o problema, mas responder à desordem com a lembrança da ordem, mesmo que não seja “a” solução. A Polícia não prende o  homicida para pôr um fim a todos os homicídios.
Mas também se pode acertar na asserção inicial e chegar a uma conclusão não menos estúpida:
3)-“Já que a resposta à violência requer educação, saúde e infra-estrutura de mais qualidade, então as ações repressivas são inúteis”.
Essa é a mais perversa das ilações porque ignora que as conseqüências das causas que não tiveram a seu tempo resposta adequada serão causas de outra conseqüências deletérias.
Porque existe, sem dúvida, lógica nessas inferências, fica parecendo que são corretas, sem que se atente para a falsidade das asserções. E chegamos aonde chegamos...
Por Reinaldo Azevedo

Como combater a violência no Rio de Janeiro ?
Por Leonildo Correa

O primeiro passo é mudar mentalidades e reconhecer que estamos lidando com pessoas submetidas ao extremo da opressão e da exclusão, vivendo em um ambiente inóspito e hostil. Nesse ambiente a violência é a linguagem natural e a morte é corriqueira. Faz parte do dia-a-dia.

O Governador do Rio de Janeiro é uma pessoa sensata e coerente. Algo raro na política brasileira onde não falta oportunismo e discurso vazio de aplicação prática.
Por isso eu decidi fazer algumas considerações sobre a violência e como combatê-la:



1)-Além disso, é preciso entender que o traficante que mora na favela é produto desse meio e desse conjunto de variáveis e, geralmente, é uma pessoa que nasceu e se criou nesse lugar.
2)-Portanto, quando a polícia mata um traficante, ele o policial, ou mais especificamente o Estado, está matando um filho, um irmão, um pai, um amigo, um vizinho. Essa morte será vingada. A violência se alimenta disso.

3)-Outro ponto importante é ver que o narcotráfico está na favela porque o Estado não está. A polícia vai no morro de vez em quando. Serviços sociais então; passam longe do gueto. Há um vácuo legal, um vácuo de autoridade, um vácuo de cidadania e de serviços sociais nessas comunidades.
4)-Contudo, essa pessoas pagam ICMS, pagam ISS, etc. Impostos que alimentam os cofres públicos.


5)-E esse fato fica evidente quando se observa que as milícias conseguem expulsar os traficantes, enquanto o Estado não consegue fazê-lo. Por que as milícias
6)-conseguem ? Porque entram e ficam lá. Vinte e quatro horas por dia. Sete dias por semana. Temos que aprender com a experiência e não ignorá-las. Temos que relacionar soluções e idéias.

7)-Vejam o cidadão paga compulsoriamente para a milícia e obtém uma solução eficiente, enquanto que o cidadão paga um preço bem maior para o Estado e não obtém nada. A não ser tiros e cápsulas de munição deixadas pela polícia em suas investidas nos morros.

8)-Portanto, o Estado tem que seguir o exemplo das milícias. Entrar nas favelas e nos morros e ficar lá patrulhando vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana. Além disso, não é interessante deixar um mesmo policial na favela, pois a rotina atrai as picaretagens e as falcatruas começam a ser criadas. Logo, o rodízio de policiais é importante, mas sem abandonar a favela. Certamente, não adianta ocupar uma favela de 300.000 habitantes com meia dúzia de policiais. Isso é uma estupidez sem tamanho.

9)-Mais do que isso, junto com os policiais tem que ir os juizados de pequenas causa. Por que só tem juizados nos centros das cidades ? Por que a justiça só fica em palácio ? A justiça tem que estar onde o povo está. O povo está na favela ? Portanto, a justiça tem que estar na favela. É preciso garantir a cidadania de uma personalidade chamada cidadão. Ele não se chama cidadão por acaso, mas sim porque tem cidadania. Mais do que isso, é preciso dar meios e possibilidades desse cidadão fazer valer seus direitos. Logo, junto com a policia tem que ir os juizados de pequenas causas. Isso mesmo. Lá no meio da favela haverá um juiz, um escrivão e um promotor. Percebam que a aparência da favela já está mudando. Policiais 24 horas nas ruas, juizados... Mas é preciso fazer mais.

10)-Dentro das favelas tem que ter posto de saúde, creche e escola. Por que não tem ? Se os moradores conseguem construir no morro, por que o Estado não consegue ? É preciso dar dignidade e esperanças às pessoas. É preciso garantir cidadania e dar oportunidades. Certamente, aqui se aplica a idéia de que não adianta construir um posto de saúde, uma escola e uma creche para 300.000 pessoas. E o serviço tem que funcionar. Levar a ineficiência estatal para estes locais é jogar dinheiro fora.

11)-Com isso o espaço dos narcotraficantes vai sendo ocupado. Já não haverá mais feira de drogas, pois a polícia 24 horas nas ruas mantém os traficantes entocados e os usuários riquinho longe da comunidade. Sem ponto de venda de drogas não há negócio que resista e as bocas de fumo vão procurar outros locais propícios para a sua instalação. Certamente, as festas, os bailes, etc deverão ser monitorado, rigorosamente, pela inteligência policial, pois a tendência será de utilizarem esses locais como pontos para escoamento dos produtos encalhados.

12)-Mas não é só isso. Todos os serviços sociais do governo deve ter filiais nas favelas. Esses serviços devem estar onde está as pessoas mais necessitadas. Por isso se chamam serviços sociais. Logo, devem estar marcando presença nos morros. Mas é preciso ter serviços eficientes e funcionais. Repito mais uma vez: levar a ineficiência estatal para dentro das favelas é uma estupidez maior do que permitir a existência de ineficiência estatal.

13)-Portanto, a melhor forma de usar o exército para combater a violência nas favelas é utilizar o batalhão de engenharia dos militares para construir serviços sociais nessas comunidades. Inclusive podem começar utilizando os soldados para patrulharem os morros 24 horas por dia e sete dias por semana. Além disso, o exército pode auxiliar os moradores ministrando cursos, serviços odontológicos, médicos, etc enquanto constrói cidadania na favela.

14)-O exército com força militar não pode ser usado contra os cidadãos do país que integra. Isso é moralmente condenável e uma demonstração de autoritarismo, pois o exército existe para proteger a população nacional de ataques estrangeiros e não correr atrás de bandido.
15)-Contudo, usar o exército para construir serviços sociais e postos de cidadania não tem nenhum problema, uma vez que os militares também devem trabalhar para a construção de uma grande nação e para o desenvolvimento do país, principalmente para redução das desigualdades.
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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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