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BEBIDA ALCOÓLICA NAS ESCRITURAS E FESTAS PAROQUIAIS

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 16 de junho de 2010 | 16:55


O uso do vinho na Escritura 

A Bíblia recomenda o vinho em certas ocasiões : 

Apesar de suas múltiplas advertências acerca dos perigos do vinho, a bebida não está proibida na Bíblia em termos absolutos, e de fato se recomenda e é aceita em algumas ocasiões:
1)-As ofertas de vinho acompanhavam muitos os sacrifícios do Antigo Testamento (Êx 29:40; Nm 15:5; 28:7).
2)-É provável que se mantivesse uma provisão de vinho no templo para tal finalidade.
3)-O salmista falou sobre “o vinho que alegra o coração do homem” (Sl 104:15).
4)- O escritor de Provérbios aconselhou: “daí bebida forte ao desfalecido, e vinho aos amargurados de espírito” (Pv 31:6).
5)-Paulo aconselhou a Timóteo: “não bebas somente água, mas use um pouco de vinho, por causa de teu estomago, e de tuas freqüentes enfermidades” (1 Tm 5:23).
6)-O primeiro milagre de Jesus foi transformar água em vinho durante um banquete nas bodas de Caná (Jo 2:6-10). 


7)-Também falou em termos favoráveis acerca do vinho na parábola do bom samaritano, quem colocou óleo e vinho nas feridas do homem que encontrou maltratado à beira do caminho (Lc 10:34).





À luz do fato de que a Bíblia faz tantas advertências acerca do consumo do vinho, todavia, não o proíbe, mas o recomenda sob certas circunstâncias, como o Cristão deve proceder ?



Na seqüência apresento algumas perguntas, e que ao respondê-las com honestidade à luz das Escrituras, nos servirá de abordagens úteis para se discutir o assunto:

1)-O vinho de hoje é igual ao dos tempos bíblicos?
Muitos cristãos sinceros e reverentes à Bíblia justificam o seu consumo de vinho baseados no argumento de que era uma prática aceitável tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento.

Todavia, se a espécie de vinho usado naquela época era diferente do que é usado hoje, então a aplicação do ensino bíblico do vinho também será diferente.

Uma classe de vinho chamado sikera em grego (veja em Lc 1:15), e shêkar em hebraico (veja em Pv 20:1; Is 5:1) se traduz em geral por “sidra” ou bebida forte, por causa do seu elevado conteúdo alcoólico e a subseqüente intoxicação rápida de quem a consumia.

Uma segunda classe de vinho era chamada gleukos (do qual se deriva o termo glicose) e aludia ao vinho novo que era bastante doce.


Todavia, uma terceira espécie de vinho é mencionada com maior freqüência em ambos os testamentos.

A palavra hebraica para este vinho é yayin, que tem em sua raiz o significado de borbulhar, espumar ou ferver.


O vinho yayin se refere com maior freqüência a doses pequenas desse xarope ou pasta mesclada com água para a preparação de bebidas instantâneas (Sl 75:8; Pv 23:30). Inclusive quando se permitia que a mistura reconstituída se fermentasse, o seu conteúdo de álcool era bastante baixo.

A palavra mais comum no grego do Novo Testamento para esta terceira espécie de vinho é oinos, e em seu sentido mais geral se refere simplesmente ao suco da uva.


Na ilustração que Jesus fez de se colocar vinho novo (oinos e não gleukos) somente em odres novos, é possível que se refira que desta maneira o vinho e os odres “fossem conservados juntos”, evitando a fermentação e também a sua perda por derramamento (Mt 9:17).



Sendo assim, para que se embriagasse com vinho (oinos) naquele tempo era necessário ingerir uma grande quantidade, como sugere outras passagens do Novo Testamento, tais como no casamento nas bodas de Cana que duravam vários dias.

A expressão “dado ao vinho” (1 Tm 3:3; Tt 1:7) é a tradução de uma palavra grega (paroinos) cujo significado literal é “colocar-se em, ou ao lado do vinho”; alude a idéia de sentar-se ao lado de um recipiente cheio de vinho durante um longo período de tempo.


2)-É necessário?
A segunda pergunta que nos ajuda a determinar se o Cristão deveria ou não tomar vinho na atualidade é a seguinte: “é necessário que eu tome vinho”?




Alguns consideram que a bebida é necessária em alguns casos para poder estabelecer uma relação com uma pessoa não salva a fim de que chegue a ter fé para a salvação.São Paulo dizia: Com os fracos me fiz de fraco para ganhá-los para Deus, bem como Cristo foi tachado de beberrão por sentar-se com eles.

3)-É a melhor opção?

Sendo que beber vinho é algo que não se pode proibir de maneira específica e total nas Escrituras, e como não é uma necessidade para os crentes na maior parte do mundo, o seu consumo é uma questão pessoal.

A seguinte pergunta é então: por acaso é a melhor opção?


Aarão e todos os sumos sacerdotes que lhe sucederam também tinham que viver conforme as normas pessoais mais elevadas. A eles foi ordenado: “tu, e teus filhos
contigo, não bebereis vinho, nem bebida forte quando entrares no tabernáculo da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será para vossas gerações” (Lv 10:9).

Bem que a restrição quanto à bebida não se limitava a sua vida como um todo, somente o tempo em que estava prestando o seu serviço designado no tabernáculo, ou no templo, o seu ministério para o Senhor deveria caracterizar-se pela abstinência total de bebidas alcoólicas.

A mesma norma elevada se aplicava aos governantes de Israel. “Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis de Israel beber vinho, nem dos príncipes, desejar vinho forte. Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos” (Pv 31:4-5).


Qualquer pessoa em Israel poderia tomar a decisão de consagrar-se para Deus de uma maneira pessoal fazendo o voto de nazireu. “O homem, ou mulher que fizer voto especial, o voto de nazireu, a fim de consagrar-se para o SENHOR, abster-se-á de vinho e de bebida forte; não beberá vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte, nem tomará beberagens de uvas, nem comerá uvas frescas nem secas.


O nome nazireu vem do termo hebraico nâzir que significa “separado ou consagrado”.


A Bíblia somente menciona três homens que foram nazireus durante toda a sua vida: Sansão, Samuel e João Batista. Todos eles foram separados como nazireus antes de nascer; Samuel pela sua mãe (1 Sm 1:11), e Sansão e João Batista pelo próprio Senhor (Jz 13:3-5; Lc 1:15).


O nazireu mais destacado foi João Batista, de quem Jesus disse: “de certo vos digo: entre os nascidos de mulher, não se levantou outro maior do que João Batista” (Mt 11:11). Antes que João Batista nascesse, o anjo disse sobre ele: “será grande diante de Deus. Não beberá vinho [oinos], nem sidra [sikera], e será cheio do Espírito Santo, ainda desde o ventre de sua mãe” (Lc 1:15).




Os bispos que são o mesmo que presbíteros e pastores, não devem ser “dados ao vinho”, que como mencionei acima, é uma expressão que traduz uma só palavra (paroinos) e significa literalmente “colocar-se ao lado do vinho”.


Um líder na igreja não deve nem sequer estar ao lado do vinho. A expressão “é necessário” (1 Tm 3:2) contém a partícula grega dei, e transmite o significado de necessidade lógica antes que exigência moral.

Portanto, Paulo está dizendo que os líderes na igreja de Jesus Cristo não somente devem abster-se de bebidas alcoólicas, mas que por pura lógica e definição própria “é necessário” que não sejam “dados ao vinho” (3:2-3).




O fato de que Paulo aconselhou a Timóteo: “não continue a beber somente água; use um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades” (1 Tm 5:23), indica que, de maneira conseqüente com a sua abstinência total pelo exercício da liderança, Timóteo não havia tomado uma só gota de vinho fermentado, antes da recomendação pessoal de Paulo para que usasse “de um pouco de vinho”, e que isto era com fins puramente medicinais.


3)-Cria um hábito?

O princípio de Paulo segundo o qual apesar de que todas as coisas lhe eram lícitas, ele não se deixaria dominar por nenhuma delas (1 Co 6:12), se aplica claramente ao perigo da dependência do álcool.


Sendo que o álcool é reconhecido em todo o mundo como altamente vicioso, um cristão que bebe cria de forma desnecessária possibilidades de gerar por influência a dependência do álcool em outra pessoa.

4)-É potencialmente destrutivo?

A embriaguez conduz de maneira inevitável ao esbanjamento ou dissolução. A palavra dissolução traduz-se de asôtia, que tem o significado literal de “aquele que é impossível salvar”. Usa-se para aludir a uma pessoa enferma e incurável, sem esperança alguma de recuperar-se, e também para falar de uma vida relaxada e licenciosa como a que decidiu levar o filho pródigo (Lc 15:13). Portanto, dissolição é uma forma de autodestruição.


O profeta Joel exclamou: “ébrios, despertai e chorai; gemei, todos os que bebeis vinho, por causa do mosto, porque está ele tirado da vossa boca” (Jl 1:5). Mais adiante em sua mensagem diz: “lançaram sortes o meu povo, e deram meninos por meretrizes, e venderam meninas por vinho, que beberam” (3:3). Habacuque advertiu: “ai daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando à bebida o seu furor, e que o embebeda para lhe contemplar a sua nudez! Serás farto de opróbrio em vez de honra; bebe tu também e exibe a tua incircuncisão; chegará a tua vez de tomares o cálice da mão direita do SENHOR, e vômito cairá sobre a tua glória (Hc 2:15-16).

O cristão deve perguntar-se se é sábio e prudente que participe de algo que tem tanta potencialidade para destruição e pecado.

5)-É ofensivo a outros cristãos?
Não é comida que nos recomendará a Deus, pois nada perderemos, se não comermos, e nada ganharemos, se comermos. Vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de modo algum, a ser tropeço para os fracos (...) e assim, por causa do teu saber, perece o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu” (1 Co 8:4, 7-9, 11).

Um cristão que por si mesmo é perfeitamente capaz de beber com moderação, não está na capacidade de garantir que o seu exemplo não ocasione que um irmão cristão mais fraco trate de beber e caia no vício.

Não apenas isto, mas que da mesma forma que aconteceu no tempo de Paulo, alguém que tivesse sido um ébrio antes e se converte num cristão, associa muitas atividades imorais e corruptas com a bebida, e o simples fato de ver um outro cristão bebendo constitui uma ofensa para a sua consciência.


A nossa liberdade em Cristo chega até onde começa a fazer dano em outro, e em especial aos irmãos da fé. Não temos direito algum de fazer, simplesmente por seguirmos as nossas preferências em comidas e bebidas “se perda aquele por quem Cristo morreu” (Rm 14:15).


“Não destruas a obra de Deus por causa da comida. Todas as cousas, na verdade, são limpas, mas é mau para o homem o comer com escândalo. É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra cousa com que teu irmão venha a tropeçar [se ofenda, ou se enfraqueça]” (ROM.14:20-21).


6)-Prejudicará o meu testemunho cristão?
É impossível que o exercício da nossa liberdade, de uma maneira que possa prejudicar a um irmão em Cristo, melhore o nosso testemunho diante dos incrédulos. Pode ser que a bebida nos faça mais aceitáveis em alguns círculos sociais, mas a nossa falta de cuidado e interesse com os irmãos cristãos entre em detrimento de qualquer testemunho positivo que possamos dar.


Assim, tudo o que um cristão é e tem é do Senhor, o apóstolo também disse: “portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus, assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos” (1 Co 10:31-33).


7)-É correto?


Paulo disse em termos explícitos: “o que duvida sobre o que come, é condenado, porque não o faz com fé; e todo o que não provém da fé, é pecado” (Rm 14:23).

Mas, mesmo se crermos que algo não é pecaminoso em si mesmo, se não podemos fazê-lo com uma consciência completamente livre, pecamos porque o fazemos contra a nossa consciência.

Ir contra a nossa consciência nos empurra para uma auto condenação, e a culpa imposta sobre nós.




A consciência é um alarme dado por Deus para advertirmos sobre a presença do pecado, e sempre que formos contra ela a debilitamos e a fazemos menos sensível e menos confiável, ao ponto que nos adestramos a rejeitá-la.

Ir contra a consciência de maneira contínua resultará em sufocá-la e deixá-la “cauterizada” como que com um ferro incandescente (1 Tm 4:2).




LEITOR PERGUNTA SOBRE BEBIDAS ALCÓOLICAS EM FESTAS PAROQUIAIS

Por Maite Tosta
Publicado em 11/06/2008
[Leitor autorizou a publicação de seu nome no site]
Nome do leitor: NIVALDO DE JESUS
Cidade/UF: BRASILIA-DF
Religião: Católica


Mensagem 

======== 

OLA BOA TARDE QUERIDOS IRMÃOS A PAZ DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO ESTEJA COM TODOS. BEM. EU ESTAVA OBSERVANDO O QUE VCS DIGITARAM A REPETIO DO ASSUNTO GOSTARIA DE DIZER A VÓS QUE EU TAMBEM SOU CONTRA. FALO-VOS COM MUITO RESPEITO AMIGOS. SABE POR QUE? EU FICO OBSERVANDO NA MINHA PAROQUIA NA FESTA DO PADROEIRO. QUE TANTAS PESSOAS VEEM AS FESTAS PARA SIMPLESMENTE INGERIR BEBIDAS ALCOOLICAS UMAS COM OUTROS FINALIDADES, CONFRATERNIZAR, COMER DAS COMIDAS TIPICAS ETC. POREM VEJO MUITO INCOERENCIA E UM CONTRA TESTEMUINHO TERRIVEL POR QUE EXISTE UMA PASTORAL DA SOBRIEDADE QUE "LUTA CONTRA O ALCOOL" NA VIDA DAS PESSOAS. OUTRA COISA AS PESSOAS QUE BEBEM NÃO FICAM SOMENTE NA PRIMEIRA LATINHA DE CERVEJA . E SEMPRE UMA COISA PUXA A OUTRA, CERVEJA, ORGIAS, VIOLENCIAS ETC... GOSTARIA DE OUVIR UMA OPNIÃO DE VOCES.
MUITO OBRIGADO SEU IRMAO NIVALDO

Prezado Nivaldo,

A paz !

Primeiramente agradeço, em nome de nosso apostolado, a sua confiança em nos submeter o seu questionamento. Acredito que o texto a que se refere é este aqui.

Sua colocação, além de nos dar a oportunidade de abordar o assunto de outro ângulo, é pertinente e motivada por uma preocupação legítima, fruto da caridade com os irmãos que sabemos que lutam contra o alcoolismo.
A questão da venda de bebidas alcoólicas em festas paroquiais pode ser considerado a partir de dois pontos de vista diferentes.

O primeiro, doutrinário, já foi abordado de forma bastante satisfatória no texto indicado por você.
O uso de álcool, em si mesmo, é um ato neutro, ou seja, não é pecado.
Dessa forma, a princípio, não há qualquer impedimento para a venda de bebidas alcoólicas nas festas paroquiais.

O segundo ponto de vista a ser considerado é a questão pastoral.
O mesmo texto citado afirma:
“Por questões práticas, pode-se proibir numa ou noutra festa, em algum caso em que a prudência recomende tal atitude. Mas nunca por achar que ‘não combinam’”.

Você nos pergunta sobre os casos em que na paróquia existe a “pastoral da sobriedade”, ou um grupo dos “Alcóolicos Anônimos”.
A decisão sobre a proibição de venda de bebidas, nesse caso, basear-se-ia em uma questão pastoral, e não doutrinária.
A quem caberia tal decisão ? Mais uma vez, a resposta encontra-se no texto que originou sua mensagem: “Cabe ao Bispo(...) vigiar e governar cada Diocese”.
Ou seja, cada bispo deve tomar essa decisão de acordo com a realidade de sua comunidade, usando da sabedoria que o Espírito Santo lhes concede.

Na diocese de Joinville-SC, por exemplo, D. Orlando Brandes, que esteve à frente daquela diocese até 2006, proibia a venda de bebidas alcoólicas nas festas paroquiais.
Não sei se tal determinação foi mantida por Dom Irineu Roque Scherer, que é bispo de Joinville desde 2007, mas acredito que sim. Naquela diocese a pastoral antialcoólica é bastante atuante.
Segundo relato no site (http://www.culturagauchesca.com/pastoral/objetivo.php), a experiência das festas sem álcool foi (ou tem sido, caso a proibição subsista) bastante positiva.

Suas preocupações com o consumo de álcool em festas paroquiais têm fundamento, e tenho certeza que são as preocupações de muitos. Talvez as pastorais da sobriedade devam levar tal questão à apreciação de seus bispos, como fez a de Joinville.

Você pede, por fim, uma opinião nossa. Eu posso falar somente por mim, e da realidade do Rio de Janeiro. Aqui bebidas alcoólicas são vendidas nas festas, não há proibição.
Em algumas paróquias, as festas de padroeiros e festas juninas são organizadas e prestigiadas pelos paroquianos.
Portanto, sendo os paroquianos a maioria nas festas, estas são mais civilizadas. Tal é o caso da minha paróquia, onde não se vê ninguém embriagado nem “alegre” demais nas festas, apesar de haver venda de cerveja e vinho.
Nossa paróquia não tem uma pastoral da sobriedade, mas abriga um grupo do AA (Alcóolicos Anônimos) e do NA (Narcóticos Anônimos).
Outras paróquias, no entanto, têm suas festas mais freqüentadas por não-paroquianos do que por paroquianos – ou seja, têm outro perfil, e às vezes problemas acontecem.
Minha opinião – e eu confesso não saber qual a orientação da Arquidiocese daqui – é que aqui no Rio o pároco é quem tem a melhor condição de avaliar o perfil da sua comunidade, e acredito que tal decisão poderia ser delegada a ele. Ressalto, no entanto, que essa é a minha opinião hoje, com os dados de que disponho.

Em que pesem nossas opiniões, é a decisão de nossos bispos que conta. Eles são nossos pastores, e têm a responsabilidade de conduzir a Igreja local. Rezemos por eles, para que sejam sempre agraciados com todos os dons necessários para o árduo desempenho de sua missão apostólica.

Resumindo, não há nada de “errado” na venda de bebidas nas festas paroquiais, uma vez que – repetindo - o uso de álcool, em si mesmo, é um ato neutro, não pecaminoso; o bispo local, no entanto, por questões pastorais e de conveniência, atentando para as características da comunidade, pode optar pela proibição.

Espero ter correspondido às suas expectativas, e aproveito para pedir suas orações por nosso apostolado.

Ad Majorem Dei Gloriam,

Maite Tosta



Uso de bebidas alcoólicas

Nome: Adriano
Enviada em:
12/08/2004
Local: Colombo -
Religião: Católica
Idade: 27 anos

Escolaridade: 1.o grau concluído
Profissão: Funcionário Público

Salve Rainha, sou catolico, membro da igreja Paroquia SANTA TEREZINHA DO LUSEX, minha namorada é membra da igreja quadrangular " quarta de Curitiba - Parana " namoramos a alguns anos , ela me disse que devo mudar, talves até ser batizado em sua IGREJA disse a ela que não era possivel pois ja sou batizado e confirmei atravez da crisma. ela indaga que eu nao aceitei JESUS ainda, proibe a minha cerveja ( tomo raramente ) e ela diz nao ser mais do MUNDÃO...Tudo ela diz estar nas escrituras da biblia.gostaria de saber se ela esta certa :a bebida alcolica é proibidada não consumida em ecessoa igreja quadrangular é uma seita?as coisas do MUNDÃO que ela diz, nÃo ha um ar de racismo neste termo?em relacao a outras pessoas ?...



RESPOSTA
Muito prezado Adriano,

salve Maria!

Não tenha a menor dúvida de que tal igreja do evangelho quadrangular é uma seita fundada por homens.

Nos Evangelhos nada existe que fale dessa seita, que pretende falar indevidamente em nome de Cristo.

Não é você que deve ir para essa igrejola, mas é a sua namorada que deve se converter para a única Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja Católica Apostólica Romana.

Cristo fez vinho, e vinho muito bom em Caná. Isso está nos Evangelhos.

Pecado é beber demais.

A bebedeira é pecado mortal, porque faz preferir o prazer da bebida ao uso da razão, que é um bem maior do que a bebida.

Nunca, então, se deve beber em demasia. E se notamos que estamos exagerando, devemos cortar com a bebida imediatamente.

Mas isso não quer dizer que tomar vinho, ou cerveja, ou um licor de modo moderado seja pecado.
Afirmar que jamais se podem tomar bebidas é falso.

Devemos tomar bebida com moderação e cuidado.

Se alguém tende à bebedeira, essa pessoa deve se abster sempre de beber.

Mas caso uma pessoa tenha controle completo de si mesmo ao beber, pode muito bem tomar socialmente um pouco de bebida.

Foi isso que ensinou Jesus, ao fazer bom vinho, para ser tomado na festa de casamento, em Caná da Galiléia. E isso está no Evangelho.

Portanto, os que seguem o tal evangelho "quadrangular" estão "redondamente" enganados.

Cair na heresia protestante é pior que uma bebida do diabo.

In Corde Jesu, semper, Orlando Fedeli

FONTE: http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=apologetica&artigo=20040812230905&lang=bra
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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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