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Ponto de vista com Pedro Carlos: "o que há de fake sobre as fake news?"

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 19 de junho de 2018 | 20:32




 

 

*Por Pedro Carlos

 

 

 

Qualquer brasileiro, seja de que vertente política for, quando se depara com um assunto que é o centro das atenções de jornalistas, megabilionários da indústria digital e dos honrosos membros do nosso Parlamento e da nossa Suprema Corte, sabe que nesse angu tem caroço. O assunto da vez são as chamadas fake news: as terríveis “notícias falsas” que, juram eles, ameaçam o destino da nossa sôfrega nação. O enredo oficial conta que um surto de mentiras deslavadas – uma coleção de invencionices, alarmes falsos e boatos de todo tipo – contaminou as comunicações virtuais e têm influenciado a opinião pública e até os resultados eleitorais. Os vetores dessa epidemia seriam os milhares de sites, blogs e páginas de redes sociais, que ganharam espaço com a internet e destronaram os veículos de mídia credenciados. 

 


 



 





As precauções ao contágio limitam-se à verificação das perguntas básicas que se seguem a qualquer fato jornalístico: o quê, quem, quando, onde, como e por quê. Deve-se atentar também à confiabilidade da fonte da notícia. Sites nanicos e desconhecidos devem ser evitados, e o certo mesmo é correr à Folha ou a’O Globo para tirar a prova dos nove.A preocupação não nasceu ontem. O termo fake news ganhou notoriedade em 2016, quando a grande imprensa inteira assistiu com horror à decisão dos britânicos de não mais assentir ao multiculturalismo desenfreado e às regulações leviatânicas da União Europeia, episódio denominado Brexit. Mas o que escandalizou os soi-disant “especialistas” foi a vitória de Donald Trump nas eleições americanas, o que fez as elites midiática, artística e universitária – o establishment progressista – voltar todos os canhões à internet. Rumos tão “surpreendentes” só podiam ter sido traçados pelos malditos blogs “ultraconservadores”, que espalharam suas notícias falsas e subverteram a opinião da massa. Quando o termo passou a circular no noticiário e a ideia de controlar a proliferação das fake news foi gestada pelos donos da informação, Trump, em sua sagacidade peculiar, usou-o contra um repórter da CNN, acusando-o de trabalhar para uma organização que, esta sim, veiculava falsidades. O episódio popularizou e democratizou – para utilizar a palavra mais doce do vocabulário esquerdista – o termo, que, evidentemente, serve muito mais à própria mídia que a qualquer outro grupo. Entretanto, um termo, ao entrar em domínio público, é inevitavelmente diluído no senso comum e perde suas nuances mais perigosas. Um gás tóxico, letal numa sala fechada, torna-se praticamente inofensivo quando lançado à atmosfera. É preciso atentar para o fato de que a mentira, a injustiça e todos os demais males nada mais são que privações de seus opostos virtuosos. A mentira total, senão absurda e impossível, é tão inverossímil que sucumbe facilmente ao juízo mais despreparado. Da isca de pesca até a estratégia satânica de se travestir em anjo luminoso, qualquer espécie de engano é forjada pela mistura de mentiras e verdades, erros e acertos, bens e males, de forma que a embalagem do produto falsificado apeteça à clientela desavisada. O real valor de uma notícia, portanto, reside antes em sua forma que em sua matéria. A manipulação é operada não sobre os meros fatos, de valor facilmente detectável, mas vale-se de artifícios quase subliminares que escapam ao leitor superficial.



 







O primeiro e decisivo estágio da manipulação jornalística é a edição. Dada a limitação de espaço dos meios de comunicação e a limitação de tempo de seus consumidores, cabe ao editor puxar algum fio do emaranhado de acontecimentos da realidade diária, relegando os demais à massa cinzenta do anonimato. Esse recorte arbitrário do editor pode acentuar ou atenuar os fatos, enfocando-os à luz de seu bel-prazer. O problema se agrava quando a relevância dos assuntos editados e a recorrência de sua exposição deixa de ser mera caixa de ressonância da realidade e passa ela mesma a ditar as tendências no desfile das notícias, traduzindo em ativismo jornalístico a velha ideia marxista de que, ao invés de somente interpretar o mundo, é preciso transformá-lo. A tesoura que recorta a informação é a mesma que lhe dá forma, e o molde será definido pela cosmovisão do jornalista, formada geralmente no próprio ambiente universitário, intoxicado de ideologia à esquerda. Os fatos desconexos, carentes de um elemento unificante, serão colados e integrados a uma narrativa político-ideológica e vendidos sob um verniz de isenção e imparcialidade, que só se sustenta por uma simbiose entre a ignorância do leitor médio brasileiro e o cinismo de quem dela se utiliza.














Não deixa de ser curioso ouvir os brados da militância esquerdista contra a “mídia golpista”, quando o papel desta no processo revolucionário brasileiro é, senão de aliada, de cúmplice. Quem se deixa impressionar por esse teatro ignora que as diversas vertentes da esquerda ideológica, enquanto alas políticas, estão em constantes disputas internas, divergindo antes quanto aos meios de conquista de poder que quanto aos fins almejados. As denúncias da imprensa contra os governos petistas restringem-se à corrupção e à incompetência, alvos ideologicamente neutros, o que mantém intacta a causa socialista, mais uma vez “deturpada” por líderes gananciosos. Noticiar os desmandos econômicos e administrativos do PT e ocultar a sua aliança com o projeto de poder continental do Foro de São Paulo – o qual, se conhecido em tempo pelo eleitorado brasileiro, relegaria Lula, seu cofundador, ao limbo político – é como denunciar um estuprador por ter um “gato” de energia em casa. Imbuída da mentalidade gramsciana de que os jornalistas, artistas e formadores de opinião são “agentes de transformação social”, e que não devem, por isso, limitar-se a informar os fatos, a mídia abdica de sua função de intermediar a comunicação para atuar em uma das partes. Definidas as notícias, resta ao jornalista manipular o aspecto mais importante da comunicação: a linguagem. As formas são várias, do simples emprego de termos imantados de cargas emocionais ao uso malicioso de absurdidades gramaticais. Exemplo característico é a inversão do agente e do paciente da ação reportada. É praxe do jornalismo trocar o agressor pela vítima em notícias sobre assaltos, sobretudo quando a reação desta em legítima defesa é bem-sucedida. A manchete quase sempre trata o criminoso por um termo genérico como “homem” ou “jovem”, noticiando, ao invés de seu crime, sua morte, trocando a relação agressor-vítima do caso particular do assalto pela ideia progressista de que o bandido é, num quadro mais amplo, uma vítima inerme da sociedade. Atividades criminosas também são atenuadas nos casos em que o sujeito de um crime, embora perfeitamente identificável, muitas vezes até por registros em vídeo, é tratado como “suspeito”. No entanto, ninguém é suspeito em si e por si, mas sempre em relação a algo, e incorre em desconhecimento profundo do idioma – e da própria realidade – quem escreve que algum “suspeito” fez qualquer coisa, já que este termo jamais indica substância – um indivíduo agente e real –, mas sempre uma relação entre elas. Outro exemplo de perversão calculada do idioma é alterar a transitividade de verbos para omitir complementos verbais que anulariam o efeito pretendido pelo redator enviesado. Por exemplo, se digo que alguém é “considerado polêmico”, jamais posso omitir quem assim o considera – informação imprescindível à correta compreensão do texto. É regra de ouro da boa escrita preferir o termo específico ao genérico. Espécies de classes universalmente conhecidas não precisam vir marcadas – para usar o termo da linguística – por seus gêneros; apenas espécies efêmeras precisam ser rotuladas. Ninguém precisaria escrever antes de ‘mesa’ sua classe (móvel), mas não se poderia omitir, exceto em textos técnicos de engenharia, que uma estaca pré-moldada é um tipo de fundação de edifícios. Desse modo, a escolha da inclusão ou da omissão do rótulo produz uma sutil impressão, muitas vezes calculada, de normalidade ou de estranheza. É por isso que, na mídia, qualquer direitista é sempre rotulado como tal – geralmente por classificações esdrúxulas como “ultraconservador” –, a fim de marcar uma suposta excentricidade dessa vertente política, enquanto pessoas reconhecidamente ligadas à esquerda são sempre tratadas apenas por suas qualificações profissionais. Omitido o rótulo ideológico, transmite-se a ideia de que ser de esquerda é, simplesmente, a normalidade humana e, por isso, o marcador é desnecessário.



 








Outra prática maciçamente empregada pelo "jornalismo mainstream" é nivelar, por hipérboles ou eufemismos, agentes ou objetos gritantemente desproporcionais. Atentados terroristas brutais são comumente noticiados como “incidentes”, e o terrorista que explode pessoas inocentes vira “agressor” ou “atacante” – neste caso, convém perguntar se quem confecciona a bomba é o “meio-campista” e se o policial é o “zagueiro do time adversário”. Humanizar objetos inanimados também é moda nas redações. Armas e caminhões, por si só, agora matam, e resta saber se, após desarmar toda a população de bem – sonho dourado dos desarmamentistas que só andam cercados de seguranças armados até os dentes – será necessário também “descaminhonizar” a sociedade. Não resta dúvidas, portanto, que os órgãos de mídia têm sido os mais vis propagadores de notícias falsas, e da espécie mais perigosa – aquela que se disfarça de isenta, aproveitando-se da credulidade geral na idoneidade jornalística. 








A internet, desde que ganhou força e desbaratou o monopólio midiático, tornou-se o principal alvo da indústria da notícia, e a ameaça postiça das fake news, a arma planejada contra a concorrência virtual, após nascer, voltou-se contra seu próprio criador. No entanto, agora que está mais forte e mais conhecida, ela será repatriada, e o embate será travado no próprio terreno do inimigo: as redes sociais, especialmente o Facebook. O dono da empresa, Mark Zuckerberg, que é reconhecidamente progressista – assim como outros barões do Vale do Silício –, incomodado pelo avanço das ideias liberais e conservadoras em sua plataforma e mancomunado com as grandes agências de mídia, anunciou que a rede social perseguirá as supostas fake news com a ajuda de entidades terceirizadas que se encarregarão da checagem dos fatos – as chamadas agências de fact-checking. As principais contratadas são a Agência Lupa, ligada ao Grupo Folha, e a Agência Aos Fatos, ambas integrantes da IFCN (International Fact-Checking Network, ou Rede Internacional de Checadores). 

 














Uma rápida pesquisa nos perfis virtuais dos integrantes dessas empresas permite identificar que são todos, sem exceção, ideologicamente alinhados à esquerda. Além disso, o Facebook também financiará projetos contra a disseminação de notícias falsas. Um deles, o “Vaza, Falsiane!”, curso online de formação de checadores, tem como um de seus professores Leonardo Sakamoto, cuja "parcialidade" ideológica nem precisa ser mencionada. Do lado político-burocrático, quem integra a caça às notícias falsas é o TSE – a magnânima corte que absolveu a chapa Dilma-Temer por excesso de provas – cujo presidente, o ministro Luiz Fux, afirmou, em recente participação no fórum “Como as redes sociais e as fake news afetarão as eleições, o Brasil e você”, promovido pela Revista Veja, que a Corte agirá preventiva e repressivamente, se for o caso, contra quem espalhar notícias falsas durante o processo eleitoral.













Todas essas nobres e comoventes iniciativas ocorrem justamente no auge da derrocada política da esquerda brasileira e da ascensão de Jair Bolsonaro. É o establishment midiático e político se realinhando contra a “ascensão” conservadora – que, num país onde quase noventa por cento da população professa a fé cristã, só pode ser chamada corretamente (por redundância) de reação conservadora. É evidente que as notícias falsas são perigosas e indesejáveis, e não resta dúvidas que a internet é terreno fértil à sua disseminação. No entanto, o campo virtual é tanto mais propício à invenção de notícias quanto à refutação delas. A falsidade é vício insolúvel do ser humano, e qualquer empreendimento que, a pretexto de combatê-la, concentre o poder capaz de realizá-lo, não diz respeito à liberdade, mas ao controle e à censura. Juvenal, poeta romano, escreveu em bom latim: “Quis custodiet ipsos Custodes?”- Parafraseando-o, dois milênios depois, devemos perguntar:     



“Quem checa os checadores?”

 






*Pedro Carlos, é formado em engenharia civil pela UFRN, e colabora com o Blog Beraká no espaço: "Ponto de Vista com Pedro Carlos"








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Nem sempre existe solução fácil para problema difícil

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 16 de junho de 2018 | 00:10





Isto é fato, nunca se deixe levar por promessas fantásticas é métodos mágicos. Se buscamos a solução legitima de um problema ou situação, busquemos traçar os objetivos e metas exequíveis para tal feito. Esteja preparado, pois barreiras enormes poderão surgir, e saiba que não existe solução fácil para problema difícil, já dizia Descartes. Essa frase está reverberando a mais de 400 anos e o adverso junto ao revés continuam lado a lado, esse qual implantou um "chip" em cada profissional, programando seu córtex pré-frontal com a seguinte instrução:


As três ordens de grandeza em Pascal e o chamado a santidade










I – PARTE





Pascal em 1640 quando tinha 31 anos de idade quase ia morrendo de acidente quando a carruagem em que seguia atravessava uma das pontes de Paris. Foi nesta altura que se converteu ao cristianismo. Aderiu primeiro ao Jansenismo ou seja a um grupo religioso fundado por Cornélio Jansen, conhecido por Jansénio. Os jansenistas adotaram a teoria da predestinação de Stº Agostinho segundo a qual o homem nasceu com o pecado original e só pela graça de Deus concedida a um número reduzido de eleitos e através de Jesus Cristo a salvação seria possível. Os jansenistas entraram em polémica com os jesuítas acusando-os de concederem facilmente a absolvição a quem confessasse os pecados. Mais tarde com a morte da irmã Jacqueline em 4-10-1651 Pascal repudia o jansenismo e abandona todas as disputas que o separavam da Igreja e do Papa. Pascal veio a falecer em 19-08-1662.Como filósofo Pascal começa por estabelecer a diferença de forma clara e inequívoca entre a razão (espírito geométrico) e o coração (espírito de finura). Os nossos conhecimentos provêm em primeiro lugar do método experimental com as suas três fases: observação, hipótese e verificação. A razão em sentido lato significa raciocínio ou silogismo. Mas os nossos conhecimentos provêm também do coração de forma intuitiva e é aí que têm origem os grandes princípios morais, éticos e religiosos. A este processo rápido de obter a verdade chama Pascal o “ espírito de finura “. A conhecida frase de Pascal “ o coração tem razões que a razão desconhece “ significa que conhecemos a verdade não só pela razão mas também pelo coração.

O que é, e como viver bem a sexualidade e afetividade ?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 15 de junho de 2018 | 23:44





Objetivo desta formação: Ficarmos cientes que o pecado original afetou a nossa sexualidade e afetividade, que ficaram desordenadas, ou seja, perdemos a integralidade e inteireza destas duas capacidades humanas. Também, entendermos que neste caminho de maturidade humana na vida Cristã, a caminho da santidade, vivemos aquela tensão escatológica entre o já e o não ainda, ou seja, entre o eu real, e o eu ideal, bem como aprendermos que a sexualidade é muito mais que genitalidade, pois é algo ontológico, e que faz parte do plano original de Deus, com meios e fins específicos.


Sobre a verdadeira e a falsa unidade dos Cristãos

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 10 de junho de 2018 | 13:53









O Evangelho nos apresenta a oração do próprio Cristo:




“Pai Santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, PARA QUE ELES SEJAM UM ASSIM COMO NÓS SOMOS UM. Quando eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que me deste. Eu guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura... Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno...CONSAGRA-OS NA VERDADE; a tua palavra é verdade. Como tu me enviaste ao mundo, assim também eu os enviei ao mundo. EU ME CONSAGRO POR ELES, A FIM DE QUE ELES TAMBÉM SEJAM CONSAGRADOS NA VERDADE (Jo. 17, 11b-19).


Identidade e Ciência em Debate: Desconstruindo o Quadro ‘Quem Sou Eu?’ do Fantástico

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 1 de junho de 2018 | 17:03


(foto reprodução)




Desmentindo a "farsa anticientífica" do fantástico do quadro "QUEM SOU EU ?"




“Quem sou eu?” Pergunta o Fantástico! A resposta só pode ser uma: homem é homem, mulher é mulher, pois pode-se mudar a estética, jamais a genética, ou seja, os cromossomos X e Y são imutáveis, portanto, não é cérebro por si só que  define a identidade, mas sim os cromossomos X e Y.


Parte final: Anjos e demônios – A luta contra o poder das trevas

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 30 de maio de 2018 | 21:44






Satanás: homicida e mentiroso — Astuto, falso e enganador desde o princípio!

 




O divino Redentor resumiu em poucas palavras essa psicologia diabólica: “Ele foi homicida desde o princípio, e não permaneceu na verdade; porque a verdade não está nele; quando ele diz a mentira,fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira" (Jo 8, 44).O demônio é homicida e o pai da mentira, o mentiroso por excelência que odeia a verdade, porque a verdade nos conduz a Deus: "Eu sou o caminho, a verdade, a vida” (Jo 14, 5); ele odeia o Criador e, tendo-se separado de Deus, separou-se para sempre da verdade e da vida. E através da mentira que ele dá a morte, a morte espiritual.Santo Agostinho, a respeito da afirmação de Jesus de que o demônio é homicida e mentiroso, comenta: “Perguntamos de onde veio ao diabo o ser homicida desde o princípio, e respondemos que matou o primeiro homem, não enterrando-lhe o punhal ou infligindo-lhe qualquer outro dano no corpo, senão persuadindo-o a que pecasse precipitando-o da felicidade do paraíso”. (Apud J. MALDONADO S.J., Comentarios a los Cuatro Evangelios, p. 563). Pe. João Maldonado, erudito exegeta jesuíta do século XVI, observa sobre essa mesma frase -  “Porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8, 44): “A maior parte dos autores entendem isto daquelas palavras que o diabo disse a Eva: ‘Sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal.’ (Gen 3, 5); palavras em que  evidentemente mentiu; quer dizer, uniu a mentira com o homicídio (espiritual), perpetrando os dois crimes ao mesmo tempo. ... Chama-se ao diabo pai da mentira porque é ele o autor e inventor da mesma, de tal modo que pode dizer-se que deu à luz a ela”  (J. MALDONADO S.J., op. cit., pp. 564-566). Quando tenta o homem, procurando afastá-lo de Deus, ele mente apresentando uma falsa imagem da realidade, escondendo seus verdadeiros fins e enredando sua vítima no engano, no sofisma e na falsidade.



Continuação: anjos e demônios - A luta contra o poder das trevas









PARTE IV - A LUTA CONTRA O PODER DAS TREVAS




DEPOIS DE TERMOS ESTUDADO a atividade demoníaca ordinária (a tentação) e a atividade extraordinária (infestação pessoal e a local, possessão), de ter visto os critérios para o diagnóstico dessas manifestações, parece-nos indispensável dar aqui os meios que temos para fazer face às investidas diabólicas. O homem não está desarmado diante do poder das trevas. Ele dispõe de armas sobrenaturais e também naturais com que enfrentar as investidas diabólicas. Primeiramente, cabe ver de que meios preventivos dispomos; ou seja, como fazer para evitar, tanto quanto está em nós, as investidas do demônio. A seguir, quais os meios terapêuticos á nossa disposição, para nos curarmos, caso nos ocorra sermos atingidos por tais investidas. Esses meios podem ser chamados remédios, porque a ação demoníaca provoca em nós distúrbios que não são menos incômodos que as enfermidades do corpo. E assim como as doenças do corpo podem conduzir à morte física, a atuação do demônio visa produzir a morte da alma.

Anjos e Demônios - A luta contra o poder das trevas







Por Gustavo Antônio Solímeo e Luiz Sérgio Solímeo – Editora: Artpress





Os anjos e os demônios não são um fruto da fantasia do homem, nem mera expressão de suas esperanças e temores. Eles existem, são seres reais, dotados de uma natureza puramente espiritual, muito mais perfeita do que a nossa, de uma inteligência agudíssima e uma vontade potencial.Eles intervêm continuamente em nossa vida; os santos anjos, por meio das boas inspirações que nos sugerem; os demônios, pelas tentações a que nos submetem. Quais são os poderes reais dos anjos e dos demônios? Como devemos nos portar diante da ação angélica e como reagir em face da atividade diabólica? Mais especificamente, como resistir às tentações do demônio, à sua ação extraodinária, às infestações e à possessão? O que pensar da feitiçaria, dos sabás e das missas negras? Existem ainda hoje bruxos e feiticeiras? O espiritismo e a macumba têm alguma influência diabólica? Existe alguma relação entre Rock ’n’ Roll e satanismo? Para responder a estas perguntas, os autores de Anjos e demônios — A luta contra o poder das trevas, consultaram um sem-número de obras especializadas, recolhendo o ensinamento de uma centena de teólogos, moralistas e canonistas católicos; percorreram ainda as páginas de numerosos jornais e revistas, tanto nacionais como estrangeiros. Eles apresentam aqui, numa linguagem acessível, o resultado de sua pesquisa, colocando nas mãos do leitor não-especializado um trabalho denso de conteúdo bíblico e teológico e ao mesmo tempo de leitura amena e atraente.

Você sabia que o Papa Francisco é contra a Pena de morte, mas favorável a legítima defesa?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 27 de maio de 2018 | 22:13


(Papa Francisco e Federico Mayor)






A Igreja NÃO é a favor da pena de morte, como querem alguns, nem absolutamente CONTRA como querem outros! 






Com isso não quero dizer que a Igreja está em cima do muro. Não, a sua posição é clara, e bastante conhecida, como repetiremos mais abaixo, através não de nossa opinião pessoal, mas pelo MAGISTÉRIO DA IGREJA.  A Igreja existe para salvar almas, o que a leva a agir na sociedade, aplicando seu juízo moral, segundo o direito natural e a doutrina revelada. Matar sempre é um mal moral. Mas pode ser considerado mal menor em diversos casos. Por isso, está aberta a possibilidade de se admitir “em caso de extrema gravidade, a de morte”, pelo recurso a legítima defesa pessoal, ou de outrem em situações de risco iminente a suas vidas. Observe então que apenas “caso de extrema gravidade”, “depois de esgotados todos os meios”. São casos extraordinários que não podem ser regulados por nenhuma instância. Isto é, a sociedade não pode querer a pena de morte como recurso ordinário. Mas pode admitir que ocorra em certos casos não previstos, em caráter de urgência, como recurso extraordinário. A regulamentação ou defesa da pena de morte faz com que ela passe de extraordinária a ordinária, premeditada, prevista. Por isso o Catecismo, os Santos Doutores e os Papas deixam aberta a possibilidade de tal pena; porque sabem que se não houver outro recurso, é o último recurso a ser usado. Na sociedade atual, não se pode prever um caso em que seria justo condenar alguém à morte. 

Emmir Nogueira: consequências da "via de seguimento a Cristo natural e sobrenatural"?








Aqueles que tiveram a experiência da EFUSÃO NO ESPIRITO, através de um SVE, e que perseveram em um grupo de oração, ou CONSAGRADO em uma Comunidade de vida Carismática, são convidados já não mais a vivem uma vida de forma natural, mas SOBRENATURAL. Mas afinal de contas, como é isto? se somos apenas uma pessoa ?Eis o que se insere a nossa parte no que tange à unção. Ela não depende de nós, mas de nós depende remover os obstáculos que lhe impedem esparramar-se. Não é difícil compreender o que significa para nós quebrar o vaso de alabastro. O vaso é a nossa humanidade, o nosso eu, e por vezes o nosso árido intelectualismo. Quebrá-lo significa render-se a Deus, significa obediência até a morte, como Jesus. Atenção! Nem tudo está entregue ao esforço ascético. E muito mais depende a fé, a vida de oração, a súplica humilde. Jesus recebe a sua unção “quando estava rezando” (cf. Lc 3,21). “Quando mais o Pai celeste saberá dar a unção do Espírito Santo aos que lho pedirem!” (cf Lc 11,13). É preciso, pois, pedir a unção do Espírito Santo antes de assumir qualquer função importante a serviço do Reino. Graças ao Batismo e à Crisma, já possuímos a unção! Ou melhor, segundo a doutrina tradicional baseada em 2Cor 1,21-22, ela imprimiu em nossa alma um caráter indelével, como um ferrete ou um selo. Esta unção não pode ficar inativa, inerte, se não a “libertamos”, como um ungüento perfumado que não espalha nenhum bom odor enquanto ficar fechado no vaso. É preciso quebrar o vaso de alabastro! O vaso de alabastro, quebrado pela mulher, graças ao qual “a casa ficou toda perfumada” (cf. Jo 12,3). A unção caracteriza-se por um certo brilho interior que dá facilidade e domínio ao fazer as coisas. É algo comparável à “forma” do atleta e à inspiração do poeta: naquele momento se consegue dar o melhor de si. Porém não é algo imperceptível, inefável. Podemos reconhecer a unção quando estamos diante de uma pessoa que a possui, mas não se pode definí-la com conceitos claros e distintos. A unção participa estreitamente da natureza do Espírito, que é inapreensível. A unção é mais um ato do que um estado. É algo que não se possui estavelmente, mas que lhe sobrevém, que a “investe” subitamente, no momento em que exerce um ministério ou durante a oração. A presença do Espírito de Deus fica “retido” no homem. Na sua ação carismática ou unção espiritual ele vem sobre algumas pessoas e concede a elas poderes extraordinários, mas apenas temporais, para levar até o fim os compromissos. Essa ação carismática do Espírito de Deus visa principalmente o bem da comunidade, valendo-se das pessoas que o receberam.

A importância da Bíblia na vida cristã: guia completo para fé e espiritualidade

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 15 de maio de 2018 | 19:07








Talvez nem façamos ideia, mas a Bíblia é o livro mais vendido, distribuído e impresso em toda a História da humanidade! Só no século XX foram impressos mais de um bilhão e meio de exemplares, em mais de mil e seiscentos idiomas diferentes, tornando-se o maior “best-seller” de todos os tempos! Nunca a palavra de Deus foi tão meditada, lida e comentada como em nossos dias! Mas qual é a origem da Bíblia? Para que serve? Como deve ser lida? Como rezar com a Bíblia? São perguntas que tentaremos responder aqui, sem a pretensão de esgotar o assunto, mas com a esperança de leva-los a amá-la como fonte de vida plena e eterna!


Adianta trocar a coleira (estrutura) se o cachorro (corrupto) continua o mesmo?


(foto reprodução meramente ilustrativa)





"Cuba por exemplo, até agora só trocou a coleira do cachorro"  (Felix Menendez Amerino)







Reconheço que "políticos e fraldas, devem ser sempre trocados de tempos em tempos, sempre pelo mesmo motivo." Também, não podemos cometer o erro de subordinar a luta em defesa das igualdades sociais, à simples  mudanças nas estruturas injustas de nossa sociedade, pois não adianta trocar o exterior, se o interior continua o mesmo. Qualquer pessoa que entrar para governar essa nação com o com pessoas corruptas, inescrupulosas, e o falido sistema politico governamental que nos acompanha, nunca conseguirá promover seu real desenvolvimento continuado. Não adianta vir com cara de bom moço e carinha de Juscelino Kubitschek, se apresentando como o messias da nação. O cachorro é o mesmo, só muda a coleira! Tem que se reduzir o número de empresas controladas pelo Estado, quando estas poderiam estar nas mãos da iniciativa privada gerando lucros reais e impostos, e não simplesmente para barganhar cargo político em empresas públicas. Tem que haver mudanças no judiciário, principalmente no maiores instâncias, para não usar a justiça como moeda de troca, benevolentes com criminosos políticos, colarinhos brancos, e traficantes que lhes são simpáticos e lhes trazem benefícios. Juízes  do STF precisam obrigatoriamente ter passado pelo juizado por pelo ao menos 5 anos, e o cargo não pode ser vitalício para não ficarmos subordinados a DITDURA DA TOGA. Tem que haver mudanças na quantidade absurda de partidos políticos que mamam na nossa combalida máquina governamental, através do FUNDO ELEITORAL, e que vivem de barganhar benesses com os executivos municipais, estaduais e federais.

Perspectivas Eclesiológicas a partir do Concílio vaticano II

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 13 de maio de 2018 | 21:38







Por *Padre Mario de França Miranda





A IV Semana Acadêmica do IFTSC. Abriu as apresentações com o Padre *Mário de França Miranda, SJ com a palestra: “A eclesiologia no Concílio Vaticano II”. A sua fala foi norteada por três pontos refletidos pelo Concílio, embora não de modo aprofundado. Tais são os aspectos:




1)- A ação livre e soberana do Espírito Santo (sopra onde e como quer – João 3,8)



2)- A situação do laicato.



3)- A importância da vivência autêntica da fé.

A Contraposição Teológica entre a Transubstanciação Católica e a Consubstanciação Protestante




Qual a diferença entre a doutrina Católica da Transubstanciação, e a protestante da Consubstanciação?


Por *Francisco José Barros Araújo


A solene afirmação de Cristo — “Isto é o meu corpo” (Mt 26,26) — pronunciada na véspera de sua Paixão, constitui um dos núcleos mais profundos e veneráveis da fé cristã. Desde os primórdios da Igreja, essas palavras foram acolhidas não como uma metáfora piedosa ou uma simples representação simbólica, mas como expressão eficaz do poder criador do Verbo encarnado, capaz de realizar aquilo que anuncia. A Igreja sempre compreendeu que, na Eucaristia, o Senhor não apenas é recordado, mas verdadeiramente se faz presente, oferecendo-se sacramentalmente como alimento de vida eterna. Ao longo da história, contudo, o entendimento dessa presença real foi objeto de controvérsias. Durante a Reforma Protestante, a interpretação das palavras da instituição eucarística tornou-se ponto de grave ruptura entre os próprios reformadores, como se evidenciou no Colóquio de Marburgo (1529), que selou o desacordo entre Lutero e Zuínglio. Desde então, o cristianismo ocidental permanece dividido quanto ao modo de compreender o mandato do memorial da Ceia do Senhor e, sobretudo, quanto à natureza da presença de Cristo nas espécies consagradas do pão e do vinho. A Igreja Católica Apostólica Romana, fiel à Sagrada Escritura, à Tradição apostólica e ao Magistério, professa a doutrina da transubstanciação, segundo a qual, pela ação do Espírito Santo e pela eficácia das palavras de Cristo pronunciadas pelo sacerdote validamente ordenado, a substância do pão e do vinho é totalmente convertida na substância do Corpo e do Sangue de Cristo, permanecendo apenas as espécies sensíveis. Não se trata de uma ocupação (antonomásia) simultânea ou de uma coexistência de substâncias, mas de uma verdadeira mudança ontológica, ainda que misteriosa, operada pelo poder divino. As formulações surgidas no contexto da Reforma, como a chamada consubstanciação, embora reconheçam uma certa presença real de Cristo, permanecem teologicamente incompletas, pois não afirmam a conversão substancial plena das espécies eucarísticas. Tal compreensão não faz justiça à radicalidade das palavras do Senhor nem à fé constante da Igreja primitiva, que sempre adorou a Eucaristia como o próprio Cristo presente no meio do seu povo. A questão da presença eucarística revela-se, assim, central para a fé cristã, pois a participação na Ceia do Senhor não é mero ato simbólico de recordação, mas verdadeira comunhão com Cristo vivo, que se doa à Igreja como sacrifício e alimento. Já nos primeiros séculos, os Padres da Igreja testemunham essa fé realista na Eucaristia, a qual, diante dos desafios teológicos ao longo da Idade Média, encontrou na formulação da transubstanciação não uma inovação arbitrária, mas uma expressão conceitual precisa destinada a salvaguardar o mistério crido desde sempre.

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