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Emmir Nogueira – Os resultados da via de seguimento a Cristo natural e sobrenatural

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 27 de maio de 2018 | 21:33




Aqueles que tiveram a experiência da EFUSÃO NO ESPIRITO, através de um SVE, e que perseveram em um grupo de oração,ou CONSAGRADO em uma Comunidade de vida Carismática,são convidados já não mais a vivem uma vida de forma natural, mas SOBRENATURAL. Mas afinal de contas, como é isto? se somos apenas uma pessoa ?Eis o que se insere a nossa parte no que tange à unção. Ela não depende de nós, mas de nós depende remover os obstáculos que lhe impedem esparramar-se. Não é difícil compreender o que significa para nós quebrar o vaso de alabastro. O vaso é a nossa humanidade, o nosso eu, e por vezes o nosso árido intelectualismo. Quebrá-lo significa render-se a Deus, significa obediência até a morte, como Jesus. Atenção! Nem tudo está entregue ao esforço ascético. E muito mais depende a fé, a vida de oração, a súplica humilde. Jesus recebe a sua unção “quando estava rezando” (cf. Lc 3,21). “Quando mais o Pai celeste saberá dar a unção do Espírito Santo aos que lho pedirem!” (cf Lc 11,13). É preciso, pois, pedir a unção do Espírito Santo antes de assumir qualquer função importante a serviço do Reino. Graças ao Batismo e à Crisma, já possuímos a unção! Ou melhor, segundo a doutrina tradicional baseada em 2Cor 1,21-22, ela imprimiu em nossa alma um caráter indelével, como um ferrete ou um selo. Esta unção não pode ficar inativa, inerte, se não a “libertamos”, como um ungüento perfumado que não espalha nenhum bom odor enquanto ficar fechado no vaso. É preciso quebrar o vaso de alabastro! O vaso de alabastro, quebrado pela mulher, graças ao qual “a casa ficou toda perfumada” (cf. Jo 12,3). A unção caracteriza-se por um certo brilho interior que dá facilidade e domínio ao fazer as coisas. É algo comparável à “forma” do atleta e à inspiração do poeta: naquele momento se consegue dar o melhor de si. Porém não é algo imperceptível, inefável. Podemos reconhecer a unção quando estamos diante de uma pessoa que a possui, mas não se pode definí-la com conceitos claros e distintos. A unção participa estreitamente da natureza do Espírito, que é inapreensível. A unção é mais um ato do que um estado. É algo que não se possui estavelmente, mas que lhe sobrevém, que a “investe” subitamente, no momento em que exerce um ministério ou durante a oração. A presença do Espírito de Deus fica “retido” no homem. Na sua ação carismática ou unção espiritual ele vem sobre algumas pessoas e concede a elas poderes extraordinários, mas apenas temporais, para levar até o fim os compromissos. Essa ação carismática do Espírito de Deus visa principalmente o bem da comunidade, valendo-se das pessoas que o receberam.





A unção espiritual e a vida sobrenatural

 

 



O Senhor Deus, na sua infinita misericórdia, quis realizar uma obra nova no meio do seu povo, renovando a face da terra através de uma nova efusão do Seu Espírito. Ele derramou sobre Sua Igreja uma graça especial, que nós chamamos de Renovação Carismática Católica, como cumprimento de uma promessa, como resposta da súplica da própria Igreja. O Espírito Santo é a alma da Igreja. É o motor da Igreja para que ela corresponda aos desafios próprios deste tempo.Deus vai utilizando formas para que a Sua graça penetre dentro da Igreja e atinja toda humanidade. Assim como Stª Teresa, São Francisco, os monges, os eremitas e todos os santos e ordens fundadas são meios que o Senhor se utiliza para penetrar a Sua graça na Igreja e em cada homem, a RCC também é uma graça com características e meios próprios que Deus utiliza para penetrá-la na Igreja e no mundo, cada tempo da Igreja.


Todos nós que tivemos essa nova experiência do batismo no Espírito Santo somos portadores desta graça para comunicá-la a Igreja e ao mundo.Tudo devemos fazer para preservá-la. Devemos ter um zelo especial por ela, procurar vivê-la da melhor forma para poder comunicá-la de forma fiel, sem deformá-la, sem abafá-la, sem minimizá-la.



“Nós existimos como Shalom para levar esta graça para a Igreja e toda humanidade. Precisamos conhecê-la mais. Ser fiel a ela é ser fiel a nossa vocação. Deformá-la é deformar também a nossa vocação. A dimensão carismática é parte essencial da nossa vocação e faz parte da nossa missão. Se colocarmos isto de lado, nós estaremos sendo inúteis para a Igreja.Na hora que isto não for importante para nós estamos preparados para morrer porque seremos inúteis para a Igreja. Somos zeladores e comunicadores desta graça.Acolher, animar e comunicar esta graça deve ser a nossa atitude. É nossa responsabilidade acolher e viver bem esta graça. Deus nos está dando e precisamos acolhê-la e vivê-la com qualidade, com profundidade. Viver isto no meio da Igreja é a nossa missão e a Igreja reconhece esta graça em nós, por isto ela precisa ser bem acolhida, bem trabalhada e bem comunicada. Ela é muito especial, ela é uma graça com “G” maiúsculo. Todos nós somos responsáveis de vivê-la com qualidade e fazê-la multiplicar. Devemos ter um zelo especial para vivermos esta graça, o batismo no Espírito Santo, o exercício dos carismas do Espírito Santo...” (Parte da palestra do Moysés sobre a espiritualidade da RCC no retiro comunitário da Comunidade de Aliança em maio/96).



Todas as nossas ações devem estar impregnadas desta graça, porque todas as ações acontecem em vista deste desígnio de Deus, de cumprir este desígnio de Deus. Reter esta graça é como reter uma grande fonte num dique. O desígnio de Deus pode ser frustrado. Todos nós precisamos estar atentos para não frustrarmos o desígnio de Deus. Deus nos constituiu para esta missão. Comunicar esta graça deve ser a nossa prioridade, tudo o mais passa para segundo plano. Devemos estar mobilizados para isto. O mundo está passando por transformações violentas a nível social, econômico, cultural e Deus nos convocou para comunicarmos esta graça. Precisamos tudo fazer em vista do cumprimento deste desígnio de Deus. A Graça do Espírito Santo é para toda a Igreja e toda a humanidade, não é apenas para um grupo de privilegiados, os místicos, mas de todos os batizados.Além de tudo isto, esse primeiro anúncio deve ser também recheado dos dons carismáticos. Não podemos ter medo de exercitá-los, pelo contrário, esses dons devem fluir livre e eficazmente para que este anúncio seja cheio da ação e do poder do Espírito Santo. O Espírito Santo é a alma de todo anúncio e de toda evangelização. Omitir, deixar de ensinar, não incentivar a ação carismática do Espírito é deixar o anúncio incompleto, é ferir a vontade de Deus, é diminuir os canais da ação de Deus no meio do seu povo:


“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes milagres acompanharão os que crerem…” (Mc 16,15-18).


Os homens não querem apenas ouvir vozes que falem de Deus, mas ouvir a voz de Deus através de nossas palavras. O Espírito Santo deve passar sem obstáculo por meio de nossas palavras.O Espírito se manifesta principalmente em duas direções: pela santificação ou ação santificadora; e pela unção espiritual, ou ação carismática.A sua ação santificadora é destinada a transformar as pessoas a partir do seu interior, dando-lhes um novo coração, novo sentimentos. O destinatário do Espírito não é a comunidade, e sim a pessoa em si. O Espírito Santo começa a apresentar-se como uma força de transformação interior, que modifica o ser humano e que o eleva acima de sua condição de maldade.A presença do Espírito de Deus fica “retido” no homem. Na sua ação carismática ou unção espiritual ele vem sobre algumas pessoas e concede a elas poderes extraordinários, mas apenas temporais, para levar até o fim os compromissos. Essa ação carismática do Espírito de Deus visa principalmente o bem da comunidade, valendo-se das pessoas que o receberam.



Assim, por unção podemos entender a ideia de poder, de força de persuasão do Espírito através de nós, seus instrumentos, portanto, toda honra e glória é d’Ele e não nossa.Por exemplo, uma pregação cheia de unção, é aquela onde se percebe, por assim dizer, a forte vibração do Espírito; um anúncio que sacode, que converte de pecado, que atinge o coração das pessoas. O Espírito Santo vem nos reis de Israel, tornando-os idôneos para governar o povo de Deus:




Samuel pegou a vasilha de óleo e ungiu o rapaz na presença dos irmãos. Desse dia em diante, o espírito de Javé permaneceu sobre Davi” (1Sm 16,13). O mesmo Espírito vem sobre os profetas de Deus, para que digam ao povo qual a sua vontade. É o Espírito de profecia, que animou os profetas do Antigo Testamento, até João Batista, o precursor de Jesus Cristo: “Eu estou cheio da força do espírito de Javé, do direito e da fortaleza, para denunciar a Jacó o seu crime e a Israel o seu pecado”.(Mq 3,8).




A unção é um componente perfeitamente bíblico do termo, presente. Por exemplo, no texto dos Atos, em que se diz que Jesus “foi ungido com o Espírito Santo e com poder”(Atos 10,38).]A unção é mais um ato do que um estado. É algo que não se possui estavelmente, mas que lhe sobrevém, que a “investe” subitamente, no momento em que exerce um ministério ou durante a oração.



São Basílio diz que o Espírito Santo “esteve sempre na vida do Senhor, sendo a sua unção e o seu companheiro inseparável”, de sorte que “toda a atividade de Cristo se desenrolou no Espírito. Ter a unção significa, assim, ter o Espírito Santo como “companheiro inseparável” na vida, fazer tudo “no Espírito” (cf. Gl5,18).




A unção é mais um dom do Espírito do que obra meramente humana nossa.Tudo isso se traduz, no comportamento humano, ora por suavidade, calma, paz, doçura, devoção, emoção, ora por autoridade, força, poder, firmeza no comando, conforme as circunstâncias, o caráter da pessoa e também do ofício que se exerce. O exemplo vivo é Jesus que, conduzido pelo Espírito, manifesta-se doce e humilde de coração, mas também, quando preciso, cheio de sobrenatural autoridade.A unção caracteriza-se por um certo brilho interior que dá facilidade e domínio ao fazer as coisas. É algo comparável à “forma” do atleta e à inspiração do poeta: naquele momento se consegue dar o melhor de si. Porém não é algo imperceptível, inefável. Podemos reconhecer a unção quando estamos diante de uma pessoa que a possui, mas não se pode definí-la com conceitos claros e distintos. A unção participa estreitamente da natureza do Espírito, que é inapreensível.




QUE PODEMOS FAZER PARA OBTÊ-LA?




Graças ao Batismo e à Crisma, já possuímos a unção! Ou melhor, segundo a doutrina tradicional baseada em 2Cor 1,21-22, ela imprimiu em nossa alma um caráter indelével, como um ferrete ou um selo. Esta unção não pode ficar inativa, inerte, se não a “libertamos”, como um unguento perfumado que não espalha nenhum bom odor enquanto ficar fechado no vaso. É preciso quebrar o vaso de alabastro! O vaso de alabastro, quebrado pela mulher, graças ao qual “a casa ficou toda perfumada” (cf. Jo 12,3), era símbolo da humanidade de Cristo, o verdadeiro “vaso de alabastro” por sua pureza, e que teve de ser quebrado na Paixão, para que a fragrância do Espírito Santo, nele encerrada, pudesse derramar-se e perfumar toda a Igreja e o mundo inteiro. Esse vaso foi a humanidade de Jesus, totalmente repleta de seu perfume. Porém, na hora da morte, esse vaso se rompeu. Até fisicamente seu peito foi transpassado, e assim o Espírito Santo foi derramado no mundo e inundou de perfume a sua Igreja. Jesus ressuscitado encontra os discípulos ainda na tardinha da Páscoa. Soprou sobre eles, quase como que evocando o sopro criativo do princípio de tudo e disse: “Recebam o Espírito Santo”.



Veja o que nos diz Santo Inácio de Antioquia:



“O Senhor recebeu sobre a cabeça uma unção perfumada, para efundir sobre a Igreja o odor da incorruptibilidade.”




Eis o que se insere a nossa parte no que tange à unção. Ela não depende de nós, mas de nós depende remover os obstáculos que lhe impedem esparramar-se. Não é difícil compreender o que significa para nós quebrar o vaso de alabastro. O vaso é a nossa humanidade, o nosso eu, e por vezes o nosso árido intelectualismo. Quebrá-lo significa render-se a Deus, significa obediência até a morte, como Jesus.




Atenção! Nem tudo está entregue ao esforço ascético (talvez pode dizer o que siginifica ascese). E muito mais depende a fé, a vida de oração, a súplica humilde. Jesus recebe a sua unção “quando estava rezando” (cf. Lc 3,21). “Quando mais o Pai celeste saberá dar a unção do Espírito Santo aos que lho pedirem!” (cf Lc 11,13). É preciso, pois, pedir a unção do Espírito Santo antes de assumir qualquer função importante a serviço do Reino. Porque não dizer de vez em quando: Unge meu coração e minha mente, Deus todo-poderoso, para que eu possa proclamar com a doçura e o poder do Espírito a tua Palavra? Alguns cânticos são particularmente apropriados para favorecerem esse abandono à unção que vem do alto. Um deles é o Veni Creator, mas há outros. Quantos não terão sentido descer sobre si a unção do Espírito enquanto ressoava estes cânticos do Espírito? Por vezes se tem uma experiência quase física da recepção da unção. Uma certa emoção, clareza e firmeza se apoderam de súbito da alma; desaparece todo o nervosismo, todo o medo e toda a timidez; experimenta-se um pouco da clama e da própria autoridade de Deus.



LÍDERES UNGIDOS PARA ESPALHAR NO MUNDO O ODOR DE CRISTO



Há uma necessidade que todo o povo de Deus seja ungido pelo Espírito, pois a unção não se limita a algumas categorias de pessoas na Igreja.



“Josué, filho de Num, que desde a sua mocidade auxiliava Moisés, tomou a palavra e rogou-lhe: “Moisés, meu SENHOR, proíbe-os!” Contudo, ponderou-lhe Moisés: “Estás com ciúmes? Que bom seria se todo o povo do Eterno fosse constituído de profetas, e que Yahweh depositasse seu Espírito sobre eles!” (Num 11,28-29)



O unguento espalha perfume sempre, com sua simples existência. E a unção foi conferida a cada cristão, justamente para que se torne “o bom odor de Cristo” (cf. 2 Cor 2,15). Porém para a liderança essa necessidade da unção é vital, entendida no seu duplo aspecto de doçura e força. O líder pode ter recebido a autorização para fazer ou tomar determinadas decisões, mas ele precisa de autoridade no fazê-las.O Espirito Santo, conforme esta sugestiva leitura espiritual da Bíblia, é aquele óleo precioso derramado sobre a cabeça do novo Sumo Sacerdote, que é Cristo Jesus. Da cabeça ele se espalha “como uma mancha de azeite” escorrendo pelo Corpo da Igreja até a orla da sua veste, até onde a Igreja toca o mundo. A liturgia se apropria desta imagem quando, na Missa do Crisma, a Quinta-feira Santa, formula esta oração que também recitamos, encerrando esta meditação:



“Ó Deus, que ungistes o vosso Filho único com o Espírito Santo, e o fizestes Cristo e Senhor, concedei que, participando da sua consagração, sejamos testemunhas da redenção que Ele nos trouxe.” (Missal romano-oração da Missa do Crisma, Quinta-feira Santa).






Os dons do Espírito Santo para a missão


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(Pregação de Emmir Nogueira no Congresso de Jovens Shalom de 2013 sobre os dons do Espírito Santo – Mantido o tom coloquial)


Vamos agora falar uma partezinha bem pequenininha, daquilo que nos faz evangelizar como Jesus evangelizou. Vamos falar do Espírito Santo:


“Pai, em nome de Jesus nós te pedimos o Teu Espírito Santo. Vê Senhor a nossa sede. Vê Senhor o nosso desejo, a nossa necessidade de nos enchermos do Teu Espírito para vivermos uma vida nova, uma vida no Espírito, uma vida de graça, uma vida de caridade. Dá-nos o Teu Espírito Santo. Senhor envia Teu Espírito Santo sobre aqueles mais necessitados, sobre aqueles que talvez estejam passando por momentos difíceis, sobre aqueles que não creem, sobre aqueles que precisam de uma experiência renovada com Jesus Ressuscitado. Envia Senhor, o Teu Espírito Santo, toca os corações, transforma Senhor, vidas, dá-nos vida nova, vida no Espírito, arranca-nos Senhor da vida na carne, arranca-nos Senhor da vida de nós mesmos, mas faz com que a gente se ofereça a Ti pelo Espírito Santo para uma vida nova, para uma vida de caridade, para uma vida de doação a Ti”.



Vamos abrir em 1 Cor 13. “Ih Emmir, isso aqui já vimos no seminário”. Ótimo, vamos ver outra vez! 1 Cor 13 é o famoso hino à caridade, é uma das passagens mais lindas da bíblia, aonde São Paulo nos explica o que é o amor, mas não o amor humano, mas o amor divino, o amor do Espírito Santo, o amor que o Espírito Santo derrama sobre nós:



“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria! A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança. Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido. Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade”.



Um dia eu estava aqui, nesse ginásio, há muitos anos atrás, e pregava sobre o poder do Espírito Santo. Deus me deu uma Palavra de Ciência no meio da pregação de que havia aqui nesse ginásio, um jovem que tinha tido um acidente de bicicleta, e que teria sido socorrido, mas ele nunca mais tinha se sentido bem. Ele havia perdido sua bicicleta e nunca mais tinha vivido fora da angústia, do medo, e da depressão. E Deus, naquele momento, dava a esse jovem a graça da cura. Eu estava mais ou menos aqui quando caiu dali, voou literalmente dali, um rapaz aqui. Como aquele rapaz conseguiu chegar aqui até hoje eu não sei, e não quero saber, mas era ele que tinha tido o acidente de bicicleta, que vivia dentro de casa há vários meses sem fazer nada, sem conseguir fazer nada, vivia na angústia, na depressão, vivia de médico em médico. Esse menino ria, louvava a Deus, dava graças a Deus, tinha sido curado. Num ginásio mais cheio do que aqui hoje, Jesus tinha visto a dor dele, Jesus tinha visto a necessidade dele. Ele estava perdido e foi encontrado. Esse rapaz depois deu o testemunho e foi acompanhado.




Meus queridos, nós temos a mania de achar que Coríntios 12 diz uma coisa e o 13 diz outra coisa. Coríntios 12 nos fala sobre os dons do Espírito Santo ou carismas. A propósito dos dons do Espírito não quero que vocês sejam ignorantes. As pessoas falam um monte de coisas, mas não dizem essa frase de São Paulo: eu não quero que vocês sejam uns ignorantes sobre os dons do Espírito Santo. Por isso que eu comecei logo com esse caso aqui bem estranho, para vocês verem que tudo é possível. Então não quero que vocês sejam ignorantes, mas quero eu vocês saibam o que é o dom do Espírito.



“A propósito dos dons do Espírito, não quero que vocês sejam ignorantes. Sabeis que quando éreis gentios, éreis irresistivelmente arrastados para os ídolos mudos. Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo”.




Então existe um só Espírito, que se manifesta de várias formas. É tão simples de entender isso! Este Espírito Santo vai se manifestar de acordo com a sua necessidade. Os dons do Espírito se manifestam quando você vai socorrer outra pessoa, quando você vai fazer um ato de caridade a outra pessoa. Jesus usou os dons do Espírito, e Ele é o próprio Espírito, usou os dons do Espírito na Sua evangelização imensamente, e o Senhor nos deu há alguns anos um novo Pentecostes para a Igreja, e olha só! Eu e você, nós somos responsáveis por este tempo histórico em que Jesus derrama os dons do Espírito com prodigalidade, ou seja, com generosidade.




Eu não posso dizer: “Bom, Jesus, eu sou batizado, sou do grupo de oração, evangelizo na minha paróquia, mas eu não quero os teus dons não”. Tá doido? Você está dizendo a Jesus que você não quer Ele mesmo, que não quer evangelizar como Ele evangelizou (no poder do Espírito).Eu sou Jesus, está vindo uma cega, eu passo por ela e nem ligo? Eu posso rezar por essa pessoa. Como é que eu vou dizer que eu vou evangelizar uma cega sem pelo ao menos rezar para que ela fosse curada? O quê que Jesus fazia quando encontrava um cego? Fazia várias coisas, mas Ele não deixava de fazer uma coisa: rezar para que o cego fosse curado. É porque Jesus queria ser star? Não! Jesus curava os cegos porque Ele amava os cegos, e porque o Pai nos criou todos para ser felizes, saudáveis, para ver, e Jesus curou o cego também para mostrar que Ele era luz do mundo, que Ele vinha fazer todos verem. Com um ato da cura da cegueira Jesus evangelizava. Jesus dizia: “eu amo a ceguinha como eu amo você. Eu amo você e faço qualquer coisa por você. Eu sou a luz do mundo, eu vim para que você também veja. Eu tenho poder”. Essa cega vai amar Jesus loucamente. Ela entendeu tudo. Ela entendeu que Jesus é a luz do mundo, que veio para fazer uma nova criação. Ela entendeu que Jesus veio para dar a ela o amor do Pai. Isso é evangelização.Eu estou no metrô, vejo uma pessoa que me deu o lugar dela e ficou em pé e vou evangelizar:


– Oi?
– Oi!
– Obrigada por me dar o seu lugar. Você deve ser uma moça muito santa, né?
– De jeito nenhum!
– O quê que tu anda fazendo?
– Ontem fui para uma boate, fiquei com uns cinco meninos.
– Estou vendo que você está perdida, viu?
– Você sabe que jesus Cristo é o salvador de todas as pessoas, que morreu e ressuscitou, (kerigma, kerigma, kerigma), só um minutinho! (Deus é amor é a primeira palestra), Deus te ama, Deus te ama! Mas Deus não quer que você fique com cinco não (isso é pecado e salvação), você precisa para se libertar disso rezar três terços por dia, faz quanto tempo que não se confessa?
– Nem lembro!
(valha-me Deus, ela vai me contaminar, dai-me Senhor a tua proteção, dai-me a tua proteção, eu estou morrendo de medo)...




Eu vou evangelizar essa menina assim? Nunca! Antes de evangelizar eu vou pedir a Deus uma palavra para essa pessoa que me deu o lugar dela, mas que está aqui se balançando no metrô. E eu vou pedir a Jesus uma palavra: dá-me Espírito Santo uma palavra, para eu chegar para essa menina e atingir direto o coração dela. Eu não sei se ela vai descer na próxima parada, se ela não vai descer, eu não sei nada, eu a estou vendo pela primeira vez, e eu peço ao Senhor uma palavra. Olhando para ela eu vou dizer:



– Tudo bom? Parece que você está com uma dorzinha no coração. Está com um olharzinho triste, ontem você fez alguma coisa que não foi muito legal, não foi?
– Como é que você sabe?
– Ah, depois eu te conto. E aí, você ficou foi? E agora está se sentindo horrível.
– Foi. Demais, um vazio muito grande no meu coração.
– Eu vou parar ali no McDonalds, vamos lá tomar um sorvete comigo?
– Vamos.



Pronto. Eu comecei a minha evangelização. Ela foi tocada no coração naquilo que ela precisava ser tocada. Eu ganhei a menina sem blá blá blá.Um dia eu estava no supermercado e uma mulher estava comprando farinha. Eu também queria comprar a farinha, e a mulher pegava um saco, e pegava outro e outro, e eu esperando para pegar a minha farinha. E Jesus me falou claro: vai e toca o coração dela. Só que Jesus às vezes não dá muita explicação. Ele diz isso e cala a boca, e aí você tem de “meter as caras”, como se diz, porque amar é arriscado. Amar é arriscado! Eu poderia ter chegado para aquela mulher e ela ter me chamado de doida. Já ouvi isso tantas vezes. E eu cheguei para ela e disse assim: “é, na vida a gente tem de fazer escolhas muito difíceis”. Eu estava falando da farinha, mas essa mulher olhou para mim com os olhos cheio d’água e disse assim: “sabe que o que você está me dizendo vem de Deus?”, e eu disse: “eu sei, a senhora está fazendo alguma escolha difícil?”, e aí ela me contou que estava entre o divórcio ou não, porque estava apaixonada por um senhor fora do casamento e estava querendo se separar do marido dela. Nós conversamos ali no supermercado, eu rezei por ela, a convidei para ir ao Shalom, pedi para que ela ligasse para o meu celular, porque eu não sou idiota de pedir o celular dela, porque ela vai me dar o número errado. E então conseguimos depois entrar um pouco em contato e a mulher não se separou, e voltou a comungar, voltou para a Igreja, deixou o adultério. Já imaginou se eu não tivesse falado a ela que era difícil escolher a farinha, que eram escolhas difíceis na vida? Mas tinha de ir na palavra de ciência que Jesus me deu.Voltando para Coríntios 12, vamos ver quais são os dons do Espírito Santo que São Paulo cataloga, porque tem muito mais, o Espírito é Deus, é infinito, não tem como ser catalogado.



“Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Diversos modos de ação, mas o mesmo Deus. Cada um recebe o dom para a utilidade de todos. A um o Espírito dá uma palavra de sabedoria, a outro a palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito. A outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito; a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como lhe apraz”.



O que significa isso? Significa que se eu ou qualquer pessoa for no meio de vocês, com o coração aberto ao Espírito Santo, e aberto a amar vocês, aberto a tirar vocês de uma situação difícil, através de uma palavra de ciência, de sabedoria, de cura, de fé, de milagres, seja o que for, o Espírito vai agir, porque Deus te ama, Deus te ama! Deus te cura, te salva, te transforma, te converte, porque Deus te ama. E alguém lá em cima deste lado aqui está pensando assim: “ih, graças a Deus que eu estou aqui em cima que essa mulher não vem aqui”.



Existiriam tantas histórias bonitas para contar, por exemplo, a sabedoria, uma palavra de sabedoria! Uma palavra de sabedoria é algo que Deus nos dá para ajudar alguém a direcionar a sua vida. Sabe aquela mulher da farinha? Ali houve uma palavra de ciência, que eu disse como é difícil fazer escolhas na vida, e houve uma palavra de sabedoria, que veio da boca dela e não da minha, ‘eu estou sem saber se eu escolho o meu amante ou o meu marido’. Mas esta palavra de sabedoria abriu a porta para que eu entrasse na vida dela. Quem de vocês precisa de uma palavra de sabedoria, levante a mão! Você não vai deixar o seu irmão precisando de uma palavra de sabedoria, ou vai? Coloque a sua mão na cabeça do irmão que precisa de uma palavra de sabedoria e reze! Tem alguém aqui, uma mulher, que vive com outra mulher, e pergunta a Jesus como vai fazer para sair dessa situação, e Jesus dá então a palavra de sabedoria que é sair imediatamente desse relacionamento e se sustentar com a confissão e o terço. Há um rapaz que está pensando em sair de casa, o relacionamento com o seu pai é muito, muito difícil, e o Senhor te diz: eu te ungi para amar, e eu te dou o amor que o meu filho tem na cruz pelo teu pai e por ti mesmo, eu sei que tu foste ferido, mas o meu filho também foi, transforma o teu sofrimento em amor ao teu pai, não fuja da cruz, não fuja da cruz, fica na tua casa.



Vocês entenderam? Deus dá um direcionamento para você. A vontade de Deus para o nosso irmão é que ele não fuja da cruz. É uma palavra de sabedoria. Veio através de uma profecia, mas não interessa. Foi a palavra de sabedoria que ele precisava, “não fuja da cruz, eu ungi você para carregar a cruz como eu ungi o meu filho, não fuja!”. Pronto. Ele seguindo esse caminho vai estar até o fim no caminho certo. Essa foi uma palavra de sabedoria.



A primeira palavra é a de sabedoria. “A um o Espírito dá a palavra de sabedoria”, ou seja, o que é que a pessoa precisa saber? Meus irmãos, na faculdade, no colégio, na turma, na lanchonete, quando conversamos com os nossos amigos, como nós precisamos de palavras de sabedoria, não é verdade? Às vezes o cara vem com uma história que teus cabelos ficam todos em pé, você vai dar uma resposta humana?


Dinâmica:



 Estamos conversando em uma lanchonete.



– Ah Emmir, você não sabe o que foi que aconteceu. Sabe que agora meus pais vão se separar? e porque o meu pai se apaixonou por um homem.

(e agora? O que eu digo para essa criatura?)

– E a minha mãe está muito triste, com depressão, eu não sei nem mais o que fazer, porque eu ia viajar, ia morar em outro lugar, mas agora não sei mais o que fazer. Não sei o que dizer para o meu pai, porque ele não aceita o que eu digo, está sendo muito difícil.



O que você diria para essa infeliz, porque é uma infeliz. Ela precisa ser amada, precisa do amor de Deus. O que você diria? Sabe o que você diria para ela? Não vale nada, a não ser que venha do coração de Deus. Tipo assim:



– Olha, a última vez que eu pesquisei na internet sobre um caso parecido com o seu, num site de psicologia, o que Deus me disse é que você estaria com o seu ser profundo muito abalado, e o seu inconsciente iria fazer submergir algumas coisas.



Nada disso! Ou eu dou para ela uma palavra de sabedoria ou eu acabo de engolir meu sanduíche numa boa, e fico calada. Mas enquanto ela falava Deus me deu uma palavra de sabedoria, vamos ver como é diferente?



– Quer um suco de laranja? Toma um suquinho. (essa não é a palavra de sabedoria, mas é uma palavra materna, que é importante mesmo se você é homem). Minha linda sabe o que Deus estava me dizendo enquanto você estava falando? Lembra aquela passagem da bíblia que diz assim “faça aos outros o que você gostaria que fizessem com você”, se lembra dessa palavra? Pois é isso o que você deve fazer com os seus pais.




Pronto. Calou a mulher. Ela provavelmente iria falar mais. Mas reze e faça aos outros o que você gostaria que fizessem com você. A palavra de sabedoria muitas vezes vem da palavra de Deus, Deus te lembra duma palavra da bíblia. É uma palavra de sabedoria. Isso aqui é caridade ou é exibicionismo? Isso aqui é caridade. Eu estou vivendo a caridade numa das maneiras que Jesus viveu a caridade, para atingir o seu povo.



Versículo 10: a outro o dom de falar em línguas e a outro o dom de interpretar.




Estamos num grupo de oração, estou coordenando o grupo:



“Canta aí pessoal. “Esse grupo de oração é chatíssimo, não aguento mais, não acontece nada. As músicas são repetidas, toda vida é a mesma coisa. Eu chego aqui ruim e saio pior. Nada acontece nesse grupo de oração, nada muda, é tudo igual, não venho mais, vou para a praça, vou ver um filme, ficar no meu facebook, na internet, é muito melhor. Nada acontece, dormi três vezes hoje”. Porque que nada acontece? Porque Deus não age? Você não deixa Deus agir, você não dá chance para os dons do Espírito Santo, e aí você entra e sai igual, entra com dor de cabeça e sai com diverticulite, entra com diverticulite e sai com câncer, entra com câncer e sai morto, porque nada muda, nada se faz, porque ninguém está interessado em você, todo mundo está interessado em si mesmo, então é sair o mais rápido possível.Mas eu sou a pastora do grupo, e de repente alguém profetiza em línguas. “Ai meu Deus, ainda mais essa! Esse menino é muito espiritualista. Jesus diz a ele mesmo o que ele disse por que eu não estou a fim de saber não”. “E Jesus manda Nossa Senhora dizer: Filhos meus, eu vos amo de todo o coração”. A oração em línguas, a profecia em línguas, ela precisa ser interpretada, não é traduzida, é interpretada! Tradução é assim: “I love you”, eu te amo. Mas quando o Espírito profetiza em línguas você não precisa dar uma tradução, mas uma interpretação, e eu não posso fazer isso aqui porque seria um desrespeito ao Espírito Santo, mas ouse.



Vou contar para vocês um caso.



Uma vez eu estava numa oração, num retiro, e alguém profetizou em línguas. Naquela época era muito comum, como é muito comum, por exemplo, na oração do Conselho do Shalom, a oração dos Assistentes, a oração em que participamos “com gosto”. Havia uma freirinha chamada irmã Edeutrate, do Juazeiro. Ela estava lá sentadinha e alguém profetizou em línguas. Ninguém traduziu. A Edeutrate começou a chorar um pranto que vocês não imaginam. Quando acabou a oração, ela levantou e disse: “eu peço perdão pelo escândalo que eu dei, mas aquela pessoa que profetizou, profetizou no dialeto da cidadezinha da montanha aonde eu nasci. Somente 100 mil pessoas falam esse dialeto no mundo, e Deus, através dessa profecia, me deu a resposta que eu precisava para o rumo da minha evangelização. Eu vou fundar um hospital”. E fundou. Entenderam? Isso é uma oração em que você não entra e sai na mesma.




Outra coisa linda sobre o dom de línguas!



Nós éramos 25 pessoas brasileiras, do Shalom, e estávamos viajando em Israel. Lá, começamos a orar e a cantar em línguas, e o guia disse assim: “vocês sabem que vocês estão falando aramaico? Vocês estão pedindo a Deus a paz para Israel”. Sabe o quê que esse homem fez? Desviou a rota do ônibus e foi, de noite, silenciosamente, para a fronteira da Síria, do Líbano e de Israel, aonde nasce o rio Jordão. Se os países inimigos fecham o Rio Jordão Israel morre de sede, é o único rio de Israel. Essa fronteira é a mais protegida, ou era naquela época, do Estado de Israel. E nós fomos lá, entramos no escuro, sem acender lanterna, nada, nada, fomos para a nascente do Jordão. O guia nos tinha dito no ônibus que queria que rezássemos lá a mesma oração que tínhamos rezado no ônibus, paz para Israel. Ficamos numa situação muito difícil, porque não sabíamos o que tínhamos dito, mas rezamos bem baixinho e Deus disse muitas das coisas que estamos vendo acontecer, inclusive com a Síria, por exemplo, e Deus disse que iria intervir e interviu através da Igreja. Vejam como é poderosa a intervenção do Espírito Santo na vida de uma comunidade que reza!



Uma língua é uma linguagem. Ontem vocês assistiram Lolek. O Lolek usa a linguagem da dança, da arte, do canto, projeções, que é uma visão, uma linguagem. A interpretação de línguas é a interpretação de todas essas linguagens, as visões, os sons, a memória, a linguagem do corpo, tudo isso são maneiras que Deus usa para te falar através da tua memória, da tua imaginação, dos teus afetos. Eu sinto que Deus está agora tocando com o amor Dele uma pessoa muito fechada. É um sentimento, mas é uma linguagem. A interpretação da linguagem que Deus usa para falar com você.



Aconteceu uma coisa. Eu não sei se é de Deus, se é do demônio ou se é de mim. Quem aqui já viveu esse dilema?


“Eu estou vendo que aquele cara ali está a fim de caminhar comigo, mas eu não sei de é de Deus, se é do demônio ou se é de mim mesma”. Eu preciso fazer esse discernimento. Vou fazer medicina, odontologia ou matemática? Vou para o Shalom, o Show ou ficar em casa? Eu não sei o que eu faço da minha vida, preciso de um discernimento! Sabe onde é que você vai encontrar essa palavra de discernimento? No seu grupo de oração! Nada de teoria, mas ação de Deus.Claro que você não pode fazer um discernimento só com uma palavra! Você precisa orar, escutar a Deus, olhar para a sua história de vida, mas em um momento Deus vai lhe dar uma palavra de discernimento.


Vocês sabem como foi que eu entrei no Shalom?


Eu era casada (sou), e tinha na cabeça, há 31 anos atrás, que uma vida comunitária era só para gente solteira, só para celibatário, que não tinha lugar para o matrimônio dentro de uma comunidade. Isso faz 31 anos e hoje a Igreja não é mais assim. Então na minha cabeça eu tinha assim: “eu vou com esses meninos até eles começarem a Comunidade, e quando eles começarem eu pulo fora, porque eu vou atrapalhar e não ajudar”. Morta de triste, acabada, mas eu achava que era esse o meu dever, ir com eles até começarem a comunidade e depois, quando eu fosse atrapalhar porque eu era casada, eu sairia da comunidade. Esse era o meu plano, na minha cabeça. Em 82 foi a fundação. 83 foi àquela época em que o Moysés, o Patchelli e o Ricardo Sá fizeram a sua experiência de morarem juntos, e eu disse: “bom, vou sair”, e passei o ano de 84 indo só às reuniões do Conselho e às coisas mais importantes da Comunidade. Em fevereiro de 85 os cinco primeiros estavam fazendo as suas primeiras promessas, e eu estava chorando em casa, porque não podia nem ir, nem a minha presença lá seria bem entendida, vamos dizer assim, pelas pessoas que não eram da Comunidade. Pouco depois, em março, abril, eu tive um sonho profético, que é um tipo de linguagem que Deus usa para nos dar discernimento, sabedoria, ciência, assim como as visões, assim como a nossa imaginação, como os nossos afetos, a nossa memória. São linguagens que Deus usa e Deus usou essa linguagem do sonho, e o sonho era o seguinte: no sonho, nós andávamos no deserto, eu e Moysés na frente e um monte de gente atrás, aquela poeira levantando, e o Moysés dizia assim: “Emmir, está aqui o seu nome”, e eu dizia: “não, só vejo aqui hieróglifos”. E nós andávamos para um hospital, e eu estava doente. No hospital, o Moysés pegou um elevador e eu fiquei lá embaixo. E eu dizia chorando: “não acredito que esse menino vai me deixar, quem está doente sou eu”. E aí ele voltou com o elevador para me pegar. Eu entrei no elevador e ele disse: “e agora você está vendo o seu nome?”, e eu dizia que sim. O sonho continua, é comprido, mas de manhã eu vi que o sonho era profético. Eu vi que Deus havia me dado uma profecia e uma palavra de discernimento através do sonho. Era vontade de Deus, era de Deus, não era a minha vontade, não era a vontade do inimigo, era vontade de Deus que eu, casada com dois filhos naquela época, entrasse no Shalom, e eu obedeci. Quando eu fui rezar Deus me disse: “isso aqui é o que eu quero para você com relação ao Shalom”, e Deus me orientou, me deu o discernimento que eu precisava, mas aí eu fui falar com o Moysés, ele me deixou de castigo um mês fazendo discernimento, respondendo a 120 perguntas. Eu fui respondendo, cheguei para ele e disse: “Moysés, tá aqui, eu quero entrar na comunidade”, e ele: “ah, seja bem vinda e tal”, mas tem uma coisa: eu quero entrar na Comunidade de Vida. Ele me acolheu e disse: “você entendeu. As comunidades novas são lugares para os casais, para os sacerdotes, para os celibatários, para uma família. Nós somos uma nova família”. Foi a primeira vez que eu o ouvi dizer essa expressão para mim.Deu para entender? É bom viver assim? Reze. Faça sua Lectio Divina, se abra aos outros.



A palavra de ciência é a mais normal, é muito comum


Estou vendo um dos meninos que estão aqui na minha frente e Deus está me mostrando que um deles vai ser padre, na primeira fileira. Pronto! Isso é uma palavra de ciência, e se eu encontrar esse menino mais tarde eu vou dizer: “meu filho, foi você mesmo”.Você sabe que a ciência pode vir através de qualquer linguagem. Às vezes você sabe que Deus quer dizer uma coisa para uma pessoa, mas você não sabe o que é! Já aconteceu isso com vocês? Você não sabe o que é. O quê que você tem de fazer? Tem de meter as caras. Vou contar uma coisa para vocês:



O uso dos dons do Espírito Santo, a abertura para os dons do Espírito Santo é um ato de caridade, é um ato de amor. Todo amor tem risco. Todo amor tem risco! Se não for arriscado não é amor. Tem segurança total? Não! O amor traz um risco e você tem de estar disposto a quebrar a cara. “Jesus está me dizendo que você, Emanuel, é um menino muito querido. Mas o meu nome é João Carlos. Desculpe viu? Foi mal!”. Quebrei a cara? Quebrei, mas eu fiz o que eu precisava fazer: sair do meu lugar, do meu comodismo e amei essa criatura que eu pensava que se chamava Emanuel, mas que se chama João Carlos. “Deus está me dizendo que o seu terceiro filho vai ser um menino muito santo. ‘Eu sou celibatário’. Foi mal viu, foi mal”. O quê que acontece? Eu meti a cara e quebrei a cara, mas gente, faz 36 anos que eu recebi o batismo no Espírito Santo e sabe quando isso me aconteceu? Uma única vez, e eu rezo pelas pessoas em qualquer situação: elevador, hospital, supermercado, ônibus, avião, em tudo quanto é lugar! Eu vivo para evangelizar e eu não sou burra de evangelizar com a minha palavra que não vai em canto nenhum, então eu tenho de sair de mim num ato de amor por aquela pessoa.



Vou contar para vocês uma história em que eu me arrisquei e essa história é conhecida, acho que a maioria já conhece, mas é uma história que eu gosto muito:



Fui para o supermercado às seis horas da manhã porque não tinha café, e assim que eu entrei, não ia nem pegar carrinho, e Jesus disse: “pegue o carrinho”, e eu pensei: “já sei que vem, já sei, já sei, meu Deus Jesus, a quem eu tenho que ir, porque os meninos têm de sair às sete horas para a escola, a quem você me manda?”. E Jesus disse: na seção de hortifruti, um senhor que está comprando couve. Peguei o café, fiz a volta, fui até o hortifruti e tinha um senhor comprando couve, e agora Jesus? “Te vira!”. E aí eu disse: “ah, o senhor está comprando couve?”, e aí Deus me mostrou o fígado dele com um tumor dentro. E aí eu disse; “o senhor já ouviu falar que couve é bom para o fígado?”, e até hoje eu não sei se é ou não é, e ele disse: “é mesmo?”, e eu: “por quê? O senhor tem algum problema no seu fígado?”, e aí ele foi me contar a história de que tinha recebido o diagnóstico, que estava com um nódulo no fígado, mas que não sabia se era benigno ou maligno, e a história correndo e eu vendo meus filhos tendo de ir para a escola. E eu disse: “dá licença, eu vou rezar pelo senhor”, e coloquei a mão na barriga dele e comecei a rezar pelo fígado dele. Ele olhou para mim, mas eu não tive tempo de explicar nada, meus filhos tinham de ir para a escola. Eu rezei, disse a ele que fosse ao Shalom e, infelizmente, esse aí eu perdi de vista. Mas vocês entendem que você se arrisca, mas é preciso se arriscar.“Emmir, no grupo de oração todo mundo se conhece, vão pensar que eu estou dando indireta”. É verdade, vão pensar mesmo, mas alguém vai ser curado, você precisa da fé.



Profecia


Tem grupo que só tem línguas e profecia, mas não tem cura, não tem milagres, não tem fé, e a profecia quando é verdadeira mesmo, vai lá, pá! Tem gente que diz assim: “Deus está me falando que pode ser que aqui tenha alguma pessoa que Ele queira mandar como missionário para a África”, isso lá é profecia! “Eu te digo meu filho a resposta ao teu coração. Oferece-te como missionário para a África hoje”. Isso é profecia. E isso muda a vida das pessoas, se for de Deus. Isso é profecia, é Deus que diz alguma coisa ao Seu povo.



Vou contar para vocês duas coisas que aconteceram no Castelão:




Castelão, Queremos Deus, cem mil pessoas, lotado. Eu estava no palco, Jesus saiu a não sei quantos metros, no fim do campo, Jesus saiu e Deus me deu uma palavra de ciência e uma profecia. Palavra de ciência: Jesus está passando agora na frente de uma senhora chamada Maria do Carmo que está com uma blusa azul e branca, você não ia colocar essa blusa hoje, mas na última hora trocou de blusa. Ciência, tá? Profecia: Jesus está lhe dizendo: minha filha vai confessar-te, porque há 23 anos você não se confessa. E aí olharam para mim e pensaram: “ih, endoidou mais ainda, vai ser um problema!”. Passou o Santíssimo, passou, passou, e quando Ele chegou a outro local, Deus deu outra palavra: tem aqui uma mulher que perdeu o pai, que não se conforma de tê-lo perdido porque considera erro médico, e para você saber que é você, no enterro do seu pai chovia muito, você chorava muito e sentia a diferença da água fria nas suas costas e as lágrimas quentes no seu rosto, e Deus está lhe dizendo… E essa daqui eu não posso contar. Isso foi em janeiro.Em fevereiro, Padre Antônio entra na sala VIP: “Emmir, tu não sabe quem foi se confessar comigo agora! Aquela mulher que você falou no Castelão!”, eu nem me lembrava! E ele disse: “aquela Maria do Carmo, que estava com uma blusa azul e branca, que fazia 23 anos que não se confessava”. Vocês entenderam? É ou não é um ato de caridade que Deus fez com essa Maria do Carmo? Claro que é! Essa história do Castelão faz uns quatro anos, e aí na semana passada passou uma pessoa por mim num desses encontros, me abraça e diz assim: “sabe aquela jovem do enterro do pai?”, e aí ela contou todos os detalhes e disse que era ela e que eu tinha dito exatamente o acontecido no enterro, e “aí eu acreditei no amor de Deus por mim e fui capaz de…” Que era o que Deus tinha a mandado fazer. Eu arrisquei minha cara? Arrisquei, na frente de cem mil pessoas e mais não sei quantas pela televisão, para mostrar que eu creio no amor de Deus, que o amor de Deus age hoje, o amor de Deus age aqui. Façam a mesma coisa, usem os carismas.



Fé e milagres.


Eu e Padre Leonardo fomos chamados às pressas. Uma senhora muito amiga minha que trabalha no Hemoce e sempre estava no Halleluya, me ligou porque a filha dela estava morrendo e precisava de um padre para dar a Unção dos Enfermos. Fui feito louca, eu já morava no Aquiraz, foi um sufoco. Eu não sabia nem o que a menina tinha. Depois eu soube que ela tinha feito uma cirurgia no seio, redutora, se eu não me engano, e uma cirurgia plástica abdominal, só que ela teve infecção. O pai e a mãe são médicos. Quando estávamos nos aproximando da Unimed, eu, a Ana Sílvia e o Padre Léo, recebi um telefonema do meu filho que também é médico, e disse: “mamãe, não adianta mais, ela acabou de morrer”, e eu disse: “meu filho eu estou há um quarteirão. Diga a ele que segure as pontas porque eu estou chegando”. E ele disse: “mamãe você não entendeu, ela morreu”. Enfim, nós entramos nesse hospital feito louco, passamos para a UTI, e eu ligando para a mãe dela que chorava, e eu pedi para abrir as portas. Corríamos feito louco, vocês não podem imaginar! Ao chegar lá todos choravam e a menina em cima da cama. O Padre Léo chegou, deu a Unção dos Enfermos. Simplesmente isso. E ela abriu os olhos e disse: “mãe!”. Isso aconteceu aqui em Fortaleza, na Unimed, os pais dela moram aqui e deram permissão para que eu contasse esse testemunho. A menina está muito bem, está acabando o curso de medicina, linda, feliz, só ficou a cicatriz, mas também vocês não querem que Deus cure até cicatriz.




Meus queridos eu espero que através dessas historinhas, desses atos de fé, quê que houve ali? Eu fiz um ato de fé, meu filho disse que não tinha mais ponta para segurar, que ela tinha morrido, mas eu tinha de fazer um ato de fé. Eu estava a 100 metros do hospital e fizemos um ato de caridade e Deus operou um milagre. É isso que nós somos chamados a anunciar ao mundo quando nós vamos evangelizar.Não vá evangelizar com a sua cabeça, evangelize com o coração de Deus, evangelize com os dons do Espírito Santo. Queira quebrar a cara por amor a Deus, queira ser ridículo por amor a Deus, queira ser espicaçado por amor a Deus, porque vale a pena. Não desista.



Diz assim comigo:


“Senhor eu me comprometo a fazer a Tua vontade sempre, a levar sempre o Teu amor, mesmo com muitos riscos, mesmo com medo, mesmo tremendo dentro das calças, porque eu te amo e eu sei que o Teu amor está disponível para todos os homens”.



Transcrição de Irlanda Aguiar


Fonte: Site da Comunidade Católica Shalom


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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