A mera veiculação, ou reprodução de matérias e entrevistas no todo ou em parte, não significa necessariamente, a adesão às ideias nelas contidas, nem a garantia da ortodoxia de seus conteúdos. Todas postagens e comentários são de inteira responsabilidade de seus autores primários, e não representam de maneira alguma, a posição do blog. Tal material deve ser considerado à luz do objetivo opinativo desta página.
Home » » Bolsonaro não é perfeito, mas...

Bolsonaro não é perfeito, mas...

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 13 de agosto de 2022 | 17:33

 


Sim, Bolsonaro não é perfeito. Mas quem é? Há pessoas que chegam a comparar o ex-presidente brasileiro ao general e filósofo chinês Sun Tzu, a quem tradicionalmente se atribui a obra A Arte da Guerra. Para esses apoiadores, muitas das atitudes de Bolsonaro não seriam improvisações ou contradições, mas movimentos inseridos dentro de uma estratégia maior.


É evidente que nenhuma comparação histórica é absoluta e que todo líder político está sujeito a erros, acertos e limitações próprias da condição humana. Contudo, também é verdade que a formação militar tende a desenvolver uma visão estratégica da realidade. Um comandante aprende que, em determinados conflitos, a previsibilidade favorece o adversário, enquanto ações inesperadas podem alterar completamente o rumo da disputa.


Na história das guerras, inúmeras vitórias foram alcançadas justamente porque um dos lados surpreendeu o outro, rompendo expectativas e mudando o campo de batalha. Por isso, muitos enxergam determinadas decisões de Bolsonaro não apenas pelo resultado imediato, mas dentro de um contexto mais amplo, acreditando que algumas atitudes aparentemente contraditórias podem fazer parte de uma lógica que ainda não está totalmente evidente.


Se essa interpretação está correta ou não, o tempo e os fatos serão os verdadeiros juízes. Afinal, em política, como em qualquer grande disputa, as estratégias costumam ser compreendidas com maior clareza somente quando os acontecimentos já se consolidaram.

 

 

BOLSONARO E A POLÍTICA DA ESTRATÉGIA



Para muitos de seus apoiadores, Jair Bolsonaro sempre demonstrou possuir uma visão estratégica diferenciada. Sua formação militar, aliada à longa experiência na vida pública, é frequentemente apontada como uma das características que explicam sua capacidade de se manter como uma das figuras mais influentes da política brasileira nas últimas décadas.


Desde os tempos de deputado federal, Bolsonaro se destacou por levantar temas que geravam grande repercussão nacional. Mais tarde, durante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, seu discurso no plenário da Câmara contribuiu para projetá-lo definitivamente no cenário político nacional, transformando-o em um nome conhecido por milhões de brasileiros.


Na visão de seus defensores, uma das maiores qualidades de Bolsonaro é justamente compreender que a política não se faz apenas por meio do confronto direto. Em vez de apostar em soluções extremas e imprevisíveis, como defendiam alguns setores mais radicais, ele teria optado por construir alianças, administrar conflitos e trabalhar dentro das possibilidades oferecidas pelo sistema político brasileiro.


 

 


 


Seus apoiadores argumentam que essa postura não representa fraqueza, mas pragmatismo. Afinal, governar um país continental, com um Congresso fragmentado e interesses diversos, exige capacidade de negociação e paciência estratégica. Muitas vezes, aquilo que parece uma concessão momentânea pode fazer parte de um objetivo político mais amplo.


Também é comum que críticos interpretem determinadas decisões como incoerências, enquanto seus simpatizantes enxergam nelas movimentos calculados para preservar a governabilidade e evitar crises institucionais. Como em toda liderança política, as interpretações variam conforme a perspectiva de quem analisa.


Outro ponto frequentemente destacado por seus eleitores é a percepção de que Bolsonaro buscou manter um discurso de combate à corrupção e fortalecer a atuação dos órgãos de investigação e controle. Para esses apoiadores, eventuais desvios praticados por integrantes do governo deveriam ser apurados e punidos individualmente, sem comprometer os princípios que orientavam a administração.


Independentemente das divergências políticas, é inegável que Jair Bolsonaro se consolidou como um dos personagens mais relevantes da história recente do Brasil. Admirado por uns e criticado por outros, continua sendo uma figura capaz de mobilizar paixões, influenciar debates e marcar profundamente a vida política nacional.


(foto reprodução)


 

 

Na avaliação de muitos apoiadores de Bolsonaro, a crise com o PSL acabou produzindo efeitos políticos inesperados. O rompimento com o partido levou ao afastamento de figuras que, anteriormente, eram consideradas aliadas importantes, mas que posteriormente passaram a fazer oposição ao presidente. 


Entre esses nomes, Joice Hasselmann e Luciano Bivar tornaram-se símbolos de uma ruptura que marcou profundamente aquele período.


Para os bolsonaristas, a saída desse grupo acabou fortalecendo a identidade do movimento, separando aqueles que compartilhavam verdadeiramente do projeto político daqueles que, segundo essa visão, possuíam outros interesses. 


A partir daquele momento, diversas lideranças que romperam com Bolsonaro perderam parte da influência e do protagonismo que possuíam nos anos anteriores.


Algo semelhante ocorreu, na visão de seus apoiadores, com Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre. Ambos exerceram enorme poder durante os respectivos mandatos à frente da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, mas, após deixarem os cargos de comando, viram sua capacidade de articulação diminuir consideravelmente, retornando a uma atuação política menos destacada.


Quanto às investigações relacionadas ao chamado "gabinete do ódio", o tema continua cercado por intensos debates e divergências. Enquanto alguns defendem a legitimidade das apurações, outros consideram que houve excessos e questionam os fundamentos utilizados em determinadas etapas do processo.


Também é inegável que as decisões do ministro Alexandre de Moraes despertam fortes reações em setores da sociedade brasileira. Seus apoiadores entendem que ele atua na defesa das instituições e do Estado Democrático de Direito. Já seus críticos o acusam de extrapolar limites e de adotar medidas que consideram desproporcionais.


Em uma democracia, é natural que figuras públicas sejam alvo tanto de apoio quanto de críticas. O tempo, os fatos e a própria história serão responsáveis por julgar as decisões tomadas por cada personagem desse período tão intenso da vida política nacional. Afinal, como diz o antigo ditado popular, "quem bate esquece, mas quem apanha nunca deixa de se lembrar".

 




Também não podem ser esquecidas as discussões ocorridas naquele período em torno da atuação do Supremo Tribunal Federal, especialmente em relação ao inquérito que apurava as acusações feitas pelo então ex-ministro Sérgio Moro, bem como os debates acerca da interpretação do artigo 142 da Constituição Federal, que trata do papel das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem.


Segundo informações divulgadas na época, o ministro Gilmar Mendes buscou transmitir ao então comandante do Exército, general Edson Pujol, a mensagem de que não existia, nem no STF nem no Congresso Nacional, qualquer intenção de impedir o presidente Jair Bolsonaro de governar ou de interromper seu mandato. Essa percepção, entretanto, era vista de forma diferente por diversos integrantes do governo, como o vice-presidente Hamilton Mourão, os generais Augusto Heleno e Luiz Eduardo Ramos, além de parte significativa da base bolsonarista.


O ambiente de tensão institucional se intensificou principalmente durante a pandemia da Covid-19, quando o Supremo reconheceu a competência concorrente de Estados e municípios para adotarem medidas de enfrentamento à crise sanitária. 


Para os críticos dessas decisões, muitos governadores teriam adotado políticas excessivamente restritivas, sob a lógica resumida pela frase "fica em casa, a economia a gente vê depois", posição frequentemente contestada por Bolsonaro, que alertava para os impactos sociais e econômicos das paralisações prolongadas.







Naquele contexto, também circulava entre apoiadores do presidente a percepção de que existiria uma articulação política e institucional voltada ao enfraquecimento de seu governo. Por outro lado, integrantes do Judiciário e do Congresso negavam categoricamente a existência de qualquer conspiração, apontando que todas as medidas adotadas estavam fundamentadas na Constituição e no funcionamento regular das instituições.


O próprio ministro Alexandre de Moraes, alvo constante de críticas por parte do entorno bolsonarista, foi lembrado por Gilmar Mendes por decisões que flexibilizaram regras fiscais durante a pandemia, como forma de demonstrar que o Supremo não agia de maneira sistematicamente contrária ao Executivo. Ainda assim, decisões como a suspensão da nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da Polícia Federal aprofundaram os atritos entre setores do governo e membros da Corte.


Ao mesmo tempo, muitos dos personagens que protagonizaram aqueles embates acabaram enfrentando mudanças em suas trajetórias políticas. Wilson Witzel deixou o centro das articulações nacionais; Sérgio Moro, que conquistou enorme prestígio durante a Operação Lava Jato, passou a viver uma fase marcada por disputas e reavaliações sobre sua atuação política; e a própria imprensa tradicional, especialmente a Rede Globo, passou a enfrentar transformações no mercado de comunicação, aumento da concorrência digital e mudanças nos hábitos do público.


Para os apoiadores de Bolsonaro, muitos dos acontecimentos posteriores serviram para confirmar a capacidade de resistência política do ex-presidente. Mesmo diante de crises sucessivas, pressões institucionais e divergências internas, Bolsonaro conseguiu manter uma base popular expressiva e surpreender até mesmo aliados e integrantes do próprio governo. 



Na visão de seus simpatizantes, isso demonstraria que, concordando-se ou não com seu estilo, sua trajetória política sempre foi marcada por uma notável capacidade de adaptação, resiliência e sobrevivência em cenários extremamente adversos.



CONCLUSÃO


Na minha visão pessoal, os últimos anos foram decisivos para despertar em mim um sentimento mais forte de consciência política e, principalmente, de valorização do Brasil enquanto nação. Passei a olhar com mais atenção para temas que antes pareciam distantes, como soberania, identidade nacional, liberdade de expressão e o papel das instituições. Isso me levou a refletir mais profundamente sobre o que significa ser patriota no contexto atual.



Também percebo que o período recente contribuiu para reacender em muitos brasileiros um sentimento de pertencimento e orgulho do país. Não apenas um patriotismo superficial, mas algo mais ligado à participação ativa, ao interesse pelos rumos da política e à defesa de valores que muitos consideram fundamentais para a sociedade. Isso, para mim, tem um peso importante, porque mostra que a população não está indiferente ao que acontece no cenário nacional.


Dentro dessa leitura pessoal, entendo que lideranças políticas acabam tendo um papel simbólico muito forte. Elas não representam apenas decisões administrativas, mas também ideias, valores e visões de mundo. No meu entendimento, Bolsonaro acabou se tornando, para muitos, um símbolo dessa retomada de pautas conservadoras e de um discurso mais direto sobre temas que antes eram tratados de forma mais distante ou até evitados.


Não vejo isso como algo perfeito ou sem críticas — toda figura pública está sujeita a erros e contradições. Mas, pessoalmente, reconheço que esse período me fez refletir mais sobre a importância de valores como ordem, responsabilidade individual, respeito às instituições e defesa de princípios que considero essenciais para a convivência social.


Além disso, considero que houve uma ampliação do debate público, especialmente com o crescimento das redes sociais, o que permitiu que mais pessoas expressassem suas opiniões e participassem da discussão política. Isso trouxe conflitos, mas também trouxe consciência. E, na minha leitura, consciência política é sempre melhor do que apatia.


No fim, o que mais me marca é essa sensação de que o Brasil passou a ser mais discutido, mais questionado e mais vivido politicamente por muita gente. E, pessoalmente, isso me fez olhar para o país com mais atenção, mais senso crítico e também com mais esperança de que a participação cidadã pode influenciar os rumos da nação.

 

 

REFERÊNCIAS:


-https://blogdorobson.com.br/o-estrategista/ (Visitado: 16/06/2020)

-https://valor.globo.com/politica/noticia/2020/06/15/gilmar-mendes-encontra-pujol-para-explicar-atuao-do-supremo-na-crise.ghtml (Visitado: 16/06/2020)

-https://www.youtube.com/watch?v=4xDWPfKLw3c (Visitado: 16/06/2020)

-http://blogfolhadocomercio.com.br/2019/05/17/brilhante-estrategista-bolsonaro-usa-explicacao-de-lula-para-cortes-e-cala-a-esquerda/ (Visitado: 16/06/2020)

-https://serjaoblog.com.br/noticia/bolsonaro-estrategista-e-genio-politico (Visitado: 16/06/2020)


----------------------------------------------------------




*“Este apostolado não possui fins lucrativos. As contribuições são destinadas à evangelização, produção de conteúdo e manutenção do projeto.”

 

🙌 Gostou do conteúdo?

Compartilha e siga-nos em nossas Redes Sociais abaixo:


👉  Clique aqui para seguir o Blog Berakash e receber atualizações

👉  Clique aqui e siga nosso canal no YouTube

👉  Siga o canal "Evangelho Cotidiano" no WhatsApp:

https://whatsapp.com/channel/0029Vaj6GhP6buMR1cyUUN0S

👉  Siga e assine nossa página de Cursos e Aprofundamentos no Instagran (@teologia.leigos1):

https://www.instagram.com/teologia.leigos1/

 

*Desde 2009 quando iniciamos esse apostolado, oferecemos conteúdo independente, profundo e fiel aos fatos — livre de algoritmos que tentam ditar o que você deve ver e ler. Nosso compromisso é mostrar os três lados da moeda, com credibilidade e respeito, mesmo em tempos de polarização e tanta fake news. O blog é mantido pelo apoio de nossos leitores. Se você valoriza nosso trabalho, ajude-nos a crescer com suas orações, propaganda e doação espontânea para manter nossos custos.

 

Curta este artigo :

Postar um comentário

Todos os comentários publicados não significam nossa adesão às ideias nelas contidas.O blog oferece o DIREITO DE RESPOSTA a quem se sentir ofendido(a).Os comentários serão analisados criteriosamente e poderão ser ignorados e ou, excluídos se ofensivos a honra.

TRANSLATE

QUEM SOU EU?

Minha foto
CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

📲Fortaleça sua fé e consciência — siga e receba as atualizações!

POSTAGENS MAIS LIDAS

TOTAL DE ACESSOS NO MÊS

ÚLTIMOS 5 COMENTÁRIOS

"CONSAGRADOS A JESUS" PELAS MÃOS DE MARIA SANTÍSSIMA

"CONSAGRADOS A JESUS" PELAS MÃOS DE MARIA SANTÍSSIMA
 
Support : Creating Website | Johny Template | Mas Template
Copyright © 2013. O BERAKÁ - All Rights Reserved
Template Created by Creating Website Published by Mas Template
Proudly powered by Blogger