O Yin e o Yang e as doutrinas orientais relativistas da #nova era em comparação com a revelação Cristã
O zelo pela coisas de Deus é
realmente louvável. Temos, entretanto, de separar as coisas. As doutrinas
incompatíveis com a fé católica, tal qual nos foi revelada por Cristo e
guardada por Sua Igreja, devem ser rejeitadas, claro (o que não quer dizer que
não se possa dialogar com seus praticantes, principalmente com vistas à sua
conversão, e a partir mesmo dos pontos de verdade que tais seitas conservam –
autênticos elementos católicos que se encontram também fora das fronteiras
visíveis da Igreja),pois como já nos recomenda São Paulo: “Discerni tudo e
ficai apenas com o que é bom...” ( I Tessa 5,21).Nem todos as
práticas(desligadas da sua filosifia) da Nova Era são necessariamente,
perniciosas. O reiki, o controle mental e o Johrei são doutrinas errôneas, sim,
e, em si, condenadas pela Igreja, porque envolvem conceitos substancialmente
estranhos ao cristianismo. Tal não ocorre, entretanto, em sua totalidade com a
yoga e a acupuntura. A Yoga é uma técnica de respiração, combinada com
movimentos físicos e que pode fazer muito bem ao corpo. Geralmente, por suas
raízes, está associada a uma filosofia de forte sabor panteísta. Mas essa
filosofia não lhe é intrínseca, como o é em relação ao reiki e ao controle
mental (o Johrei é ainda pior, pois é uma prática recente e própria de uma
seita). Podemos, e devemos, rechaçar as religiões orientais (salvo aquilo que
nelas há de verdadeiro, e que, por isso mesmo, pertence à Igreja Católica, pois
somente nela se encontra em plenitude da verdade conf. I Tim 3,15), porém não a
sua cultura e algumas de suas práticas, como se por não ser ocidental, fosse
demoníaca. As artes marciais são um exemplo da riqueza das tradições culturais
do Oriente, e que não são condenadas pela Igreja. Mesmo no Ocidente, a Igreja
se aproveitou da cultura pagã, assimilando o que nela havia de bom e belo: as
primeiras basílicas eram templos romanos, por exemplo.A ioga, ou yoga, antes de
ser uma prática de meditação indiana (não o negamos que seja), e que, portanto,
envolve premissas filosóficas e religiosas distintas das pregadas pelo
cristianismo, é um conjunto de exercícios físicos e de técnicas de respiração.
Se, então, for usada só para isso, não há mal algum. Notadamente na modalidade
de hatha-yoga – mera seqüência de exercícios físicos e respiratórios e para
fortalecimento muscular, sem invocação de deuses do hinduísmo nem recitação de
mantas estranhos à fé Católica, não há que se falar em pecado ou em proibição
eclesiástica.É preciso, contudo, tomar muito cuidado, pois, mesmo não sendo
intrinsecamente má, a yoga pode ser (e, de fato, tem sido) instrumento para a
vulgarização de idéias absolutamente contrárias à fé cristã. Nesse terreno,
todo cuidado é pouco. Se a modalidade em questão não tem conotações religiosas,
ótimo. Como garantir, porém, que se está diante de uma yoga inofensiva. Não se
condena a yoga em si, mas a prudência e o discernimento devem ser nossos
conselheiros. Havendo desconfiança, melhor não arriscar.Todavia, alguém que
saiba, por dados concretos, que tal ou qual maneira de praticar a yoga está,
realmente, isenta de concepções pagãs, pode julgar conveniente aderir a ela,
como mera seqüência de exercícios. Nesse caso, ele não está pecando. Basta separar
a filosofia da prática, como a medicina já fez com a acupuntura (em vez de
chacras, atribuem o processo às terminações nervosas).Como nem todos sabem
separar, todo o cuidado é pouco.Há, outrossim, o perigo em usar a yoga como
método de meditação cristã, eliminando ou relativizando os modos tradicionais
da oração. Para o hindu, a meditação consiste num aniquilamento pessoal,
enquanto para o cristão medita-se para extrair conclusões. Símbolo do Taoísmo,
religião criada por Lao Tsé na China no século III ou IV a.C., Lao Tsé ensinou
que o universo é governado pelo TAO - o Caminho, energia cósmica composta pelo
yin, princípio feminino associado à escuridão e a água e o yang, princípio masculino associado à
luz, a atividade,e ao ar. Estas forças opostas são interdependentes e cada uma
contém a semente ou potencial da outra. O Taoísmo afirma que o Ying Yang estão
unidos num total e perfeito dinamismo; não separados e nem estáticos, uma
interação entre princípios negativos e positivos da natureza sendo que toda a
criação, inclusive os seres humanos, é um produto dessas forças. A saga de
ficção científica Star Wars, usa muito da filosofia taoista. O bem e o mal são
a mesma coisa, apenas são vibrações altas ou baixas. Assim, a Nova Era afirma
que Deus e Lúcifer se completam, pois as forças opostas são partes da mesma
perspectiva divina, é aqui onde esta filosofia se separa completamente do
Cristianismo. No Tao Apesar dos dois lados serem opostos ambos tem o mesmo
tamanho e formato. A parte branca tem um ponto preto, e a parte preta tem um
ponto branco. Uma parte entra dentro da outra. Isso seria a expressão da
harmonia e do equilíbrio entre os dois lados iguais. Este equilíbrio seria a
base de tudo.Muitas pessoas não entendem porque não concordamos com os
conceitos do símbolo Yin-Yang, provavelmente o mais usado e difundido símbolo
de crenças do extremo oriente. Vamos comparar os conceitos do símbolo com os
ensinos da Bíblia e as bases do Evangelho de Jesus Cristo, e com isso você vai
perceber que nossas crenças, como cristãos, são muito diferentes dos conceitos,
filosofias e crenças expressas pelo símbolo Yin-Yang da filosofia da Nova Era
oriental. Veremos ao longo desta postagem, que diferente dos conceitos
orientais do Yin-Yang, relativos e interpretativos, a Bíblia é clara, direta e
definidora. O RELATIVISMO é um dos conceitos expressos pelo símbolo Yin-Yang.
Ela diz simplesmente que "tudo é relativo" (isto é, que não existem
verdades absolutas) pois segundo esta filosofia o que existem são "visões
diferentes de um mesmo conceito ou idéia", sendo que não existem visões
certas ou erradas, somente "visões diferentes", cada uma sendo
relativa.Ora a própria racionalidade refuta esta filosofia.
O pressuposto do
mundo moderno é o que de a verdade não existe, só assim todos conseguem se
aceitar sem entrarem em conflito. Ora, sicrano diz a verdade e fulano também,
portanto, respeitam-se nas suas verdades. Essa paz exterior se justifica? Esse
utilitarismo também é relativista. Vivemos, na verdade, o mundo dos sofistas. Aqueles
do passado que foram vencidos por Sócrates, Platão, Aristóteles e Cia, hoje,
parecem ser os vencedores. Parece que eles têm razão. Mas, parecer é pressuposto
da verdade? Ora se nem a sinceridade é o critério da verdade, pois uma pessoa
PODE ESTAR SINCERAMENTE ENGANADA, quanto mais apenas parecer ser verdadeiro, a
verdade ou é ou não é, não existe meia verdade, pois não existe meia mentira, tudo
então nesta filosofia oriental é puro sofisma.Vamos ver se os argumentos se
sustentam quando confrontados com eles mesmos. Não vamos atrás de outras
refutações mais óbvias, vamos ficar simplesmente na lógica da coisa. “Tudo é
relativo!” – Se tudo é relativo, essa afirmação de que tudo é relativo, é
relativa? Se tudo for relativo, a própria expressão que afirma que tudo é
relativo tem sua ressalva, então, por ela mesma, existe algo de absoluto. Mas,
se existe algo absoluto, nem tudo é relativo. Portanto, a própria afirmação não
se sustenta. É impossível que tudo seja relativo, porquanto a relativização do
relativo acarreta no absoluto. “A verdade não existe!” – Será isso verdade?
Obviamente, a verdade é algo mais do que necessário. Se for verdade que a
verdade não exista, chegamos ao ponto de duvidar da própria existência e ter a
necessidade de lembrar que penso, para que possa existir. Ora, isso é loucura!
Diria eu: “penso, sinto, imagino, cheiro, ouço, vejo, falo, comunico-me,
abraço, amo, por isso, é claro que eu existo”. É o tolo que, levado pelo
relativismo, e é a consequência imediata desse conceito, questiona a própria
existência. Não existe uma só verdade, na verdade, elas são muitas. Bem, esse
argumento não é demente, mas completamente esquizofrênico! Vamos para suas
consequências: Bem, eu sou cristão e acredito que Jesus morreu na cruz por mim
para que fosse salvo dos meus pecados dos quais eu mesmo não posso, por mim
mesmo, nem me livrar, nem me salvar. FULANO acredita no espiritismo, no qual,
Jesus é um ser de luz, incrivelmente evoluído, e que todos vão se reencarnar.
João acredita no budismo, que nem fala muito de Jesus, já que Sidarta Gautama
parece mais para um São Francisco ecológico. Joaquim é judeu, e crê que Jesus é
só um profeta, e que, na verdade, ele ainda vai vir. Entre outros, enfim. Afinal,
quem é Jesus? Se tudo isso for verdade, Jesus é uma pessoa bem complexa: é um
espírito de luz, um simples profeta, ninguém, e Deus ao mesmo tempo. Pior que
isso, se considerar tudo isso como relativo, eu vou para o Céu, assim espero,
José vai reencarnar, Joaquim vai para a mansão dos mortos, e João, não sei para
onde vai. Bem, se isso é verdade, tudo vai acontecer ao mesmo tempo, afinal
todos estão sendo verdadeiros.Vivemos em universos paralelos e, não se sabe
como, eles se conectam, porém, outros dirão: Não!!! Estamos completamente sós,
pois somos mera obra do acaso. Pior, se considerarmos todas as teorias sobre o
universo e a criação sendo verdadeiras, no final das contas, nenhuma é, pois
algo não pode ser e não ao mesmo tempo.Alguém pode se perguntar: “Como
argumentos tão fracos podem ser tão fortes?”. – Simples, eles são convenientes.
Imagine a verdade existindo no Direito, muitos advogados vão perder a
profissão, por não terem mais o que fazer. Imagine a verdade existindo na
política: ninguém vai querer ser político, porque esse não vai ter vida e vai
viver preocupado com todos. Agora imagine a verdade nas religiões: muitas
teriam que se acabar, pelo simples confronto com a verdade.A humanidade, em
geral, não dá nenhuma importância à verdade, e sim ao bem-estar, a si mesmo,
pois já diz a sabedoria que a humanidade é como pessoas em um transatlântico
que não se importam com o destino do mesmo, mas se preocupam apenas com o
cardápio que vai ser servido no dia.Além de que este conceito oriental é
completamente diferente dos ensinos básicos do Evangelho de Cristo. A Bíblia
prega uma única Verdade, Absoluta, um único Caminho que leva a Deus, e se
separa definitivamente de todos os outros conceitos e "caminhos"."Respondeu-lhe
Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por
mim." (João 14,6).O Yin-Yang expressa que Bem e Mal são contrários mas
relativos e "complementares", algo como "vibrações altas ou
baixas", positivas ou negativas. Expressa que "o Bem não é totalmente
bom, tendo um pouco do Mal", e o pior, que "o Mal não é totalmente
mau, tendo um pouco do Bem". Indo além, expressa que o Bem e o Mal são
necessários para, harmonizando-se, conseguir-se o "equilíbrio da
vida". Ora, isso tudo é completamente oposto aos ensinos Bíblicos! Não tem
como fingir que não é contrário ao Evangelho de Cristo. Também cremos que
existem Bem e Mal, e que um não existe sem o outro para distingui-los, mas é aí
que começam as diferenças de crenças. O
primeiro maior problema é que estes conceitos colocam o Bem e o Mal em total
igualdade. Isso é completamente diferente dos ensinos Bíblicos, pois jamais
teríamos como comparar o Bem com o Mal, Luz e trevas, Deus com Satanás. É
simples entender porque para nós o Bem é infinitamente superior ao Mal. Segundo
a Bíblia Satanás era um querubim, e como todos os outros anjos foi criado por
Deus. Dito isso fica claro uma criatura não pode se igualar ao seu Criador.
Além disso, Satanás não tem nenhum dos três atributos principais de Deus:
onipotência, onisciência e onipresença. Lúcifer foi criado como anjo e apesar
de ter trocado de lado não teve seu poder aumentado ou algo do tipo. O mesmo
ocorreu com os anjos caídos que o acompanharam. Suas patentes foram mantidas
"do outro lado", pois é algo que está na essência deles.A Bíblia tem algumas passagens analógicas
que falam coisas grandiosas sobre Lucifer, mas em nenhum momento diz que ele
era "regente do coral de anjos"; "maestro da orquestra de
anjos"; "líder dos anjos"; "segundo em hierarquia, estando
somente abaixo de Deus"; e outras idéias sem base que expressam por aí
afora. Até mesmo alguns cristãos tem estas idéias absurdas. Satanás pode até ser
o líder dos demônios, príncipe das trevas, mas até o mais poderoso ser do Mal é
muito inferior a Deus, o Senhor absoluto do Bem, e que tem o domínio do mal.Deus
é o Criador de tudo, sempre existiu e detém o controle da história em todo o
universo. Satanás tem um poder limitado. Nem mesmo no inferno ele manda! Jesus
Cristo quando foi morto na cruz foi ao inferno tomar de Satanás as chaves da
morte e do próprio inferno.Palavras de Jesus: "Eu sou o que vivo; fui
morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e
do inferno." (Apocalipse 1, 18). O apóstolo João falando sobre Jesus
afirma: "Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz
resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela." (João 1,4-5).O
segundo maior problema desta filosofia oriental é pretender misturar Luz e
Trevas. Expressar que Luz e Trevas são iguais, apesar de opostas, e que é
necessário haver uma "harmonia" entre elas, ora, isto é totalmente
diferente do que é ensinado na Bíblia, a revelação definitiva de Deus aos
homens. A Bíblia diz que não existe comunhão entre luz e trevas. Além disso,
como já foi dito, só há dois caminhos a serem escolhidos pelo homem, então é
impossível que possa haver harmonia entre luz e trevas."E esta é a
mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e nele não há
trevas nenhumas." (I João 1,5)."Então Jesus tornou a falar-lhes,
dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas
terá a luz da vida." (João 8,12)."Porque todo aquele que faz o mal
aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas."
(João 3,20)."Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois
que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as
trevas?" (II Cor 6,14) - Efésios 5,6-11:"Ninguém vos engane com
palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da
desobediência.Portanto não sejais participantes com eles;pois outrora éreis
trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz, pois o fruto da
luz está em toda a bondade, e justiça e verdade, provando o que é agradável ao
Senhor;e não vos associeis às obras infrutuosas das trevas, antes, porém,
condenai-as"..."Assim, porque és morno, e não és quente nem frio,
vomitar-te-ei da minha boca." (Apocalipse 3,16).Não temos aqui com estes esclarecimentos,
o objetivo de simplesmente atacar as religiões orientais. O objetivo deste
artigo, como informado no início, é explicar porque nós cristãos não
concordamos com a filosofia oriental embutida no símbolo Yin-Yang, citando as
diferenças entre o que carrega esta simbologia e a revelação de Deus na Bíblia.