A mera veiculação, ou reprodução de matérias e entrevistas no todo ou em parte, não significa necessariamente, a adesão às ideias nelas contidas, nem a garantia da ortodoxia de seus conteúdos. Todas postagens e comentários são de inteira responsabilidade de seus autores primários, e não representam de maneira alguma, a posição do blog. Tal material deve ser considerado à luz do objetivo opinativo desta página.
Home » , , » Por que a "AVAREZA é o pior tipo de idolatria" diante de Deus?

Por que a "AVAREZA é o pior tipo de idolatria" diante de Deus?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 18 de janeiro de 2017 | 17:59






Vivemos em uma sociedade que mede o valor das pessoas pelo que elas possuem, e não pelo que elas são diante de Deus. O sucesso é frequentemente confundido com riqueza, e a felicidade é apresentada como consequência da acumulação de bens materiais. Nesse contexto, a avareza deixa de ser vista como pecado e passa a ser considerada uma virtude, sendo chamada de "ambição", "espírito empreendedor" ou "busca por estabilidade financeira". No entanto, a Sagrada Escritura revela uma verdade muito diferente: quando o dinheiro ocupa o lugar que pertence somente a Deus, ele se transforma em um ídolo, e a avareza torna-se uma das mais perigosas formas de idolatria.


É importante esclarecer que Nosso Senhor Jesus Cristo jamais condenou o dinheiro ou os bens materiais em si mesmos. Pelo contrário, reconheceu que eles são necessários para a sobrevivência, para o sustento da família, para a prática da caridade e para a promoção do bem comum. O problema nunca esteve na riqueza, mas no apego desordenado a ela. A riqueza é um excelente servo, mas um péssimo senhor. Quando o homem passa a servir ao dinheiro, em vez de utilizá-lo como instrumento para servir a Deus e ao próximo, torna-se escravo de Mamom (Mt 6,24), substituindo o Criador pela criatura.


É exatamente por isso que São Paulo faz uma afirmação tão forte: "Fazei morrer, pois, a vossa natureza terrena... a avareza, que é idolatria" (Cl 3,5). Não se trata apenas de um vício moral entre tantos outros. A avareza é idolatria porque transfere ao dinheiro a confiança, a segurança, a esperança e o amor que pertencem exclusivamente a Deus. O avarento não se ajoelha diante de uma estátua de ouro, mas se curva diariamente diante do poder das riquezas. Seu coração passa a depender mais do saldo bancário do que da Providência Divina. Seu verdadeiro deus torna-se aquilo que ele mais ama, protege, busca e teme perder.


Nosso Senhor advertiu solenemente: "Ninguém pode servir a dois senhores... Não podeis servir a Deus e ao dinheiro" (Mt 6,24). 



Cristo não disse que seria difícil servir aos dois, mas simplesmente impossível. Ou Deus reina no coração, ou o dinheiro ocupa esse trono. Não existe neutralidade quando se trata daquilo em que colocamos nossa confiança absoluta.








A avareza também é chamada pela Igreja de um dos sete pecados capitais porque dela brotam inúmeros outros pecados. O desejo desordenado pelas riquezas leva muitos à mentira, ao suborno, à corrupção, à exploração dos pobres, ao roubo, à fraude, à usura, à violência, ao adultério motivado por interesses financeiros, à destruição de famílias, empresas, governos e até nações inteiras. Por isso São Paulo escreve: "O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males" (1Tm 6,10). Observe que o Apóstolo não afirma que o dinheiro seja a raiz de todos os males, mas o amor desordenado a ele.


O avarento nunca está satisfeito. Quanto mais possui, mais deseja possuir. Vive inquieto, inseguro e constantemente preocupado em acumular, guardar e multiplicar seus bens. Seu coração permanece vazio, porque nenhum bem criado pode preencher o lugar reservado ao Criador. 


Como ensina Santo Agostinho: "Fizeste-nos para Ti, Senhor, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Ti." O apego às riquezas produz uma falsa sensação de segurança, mas deixa a alma pobre diante de Deus.


As Sagradas Escrituras apresentam numerosos exemplos dos efeitos devastadores da avareza. Judas Iscariotes vendeu o Salvador por trinta moedas de prata; Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo por apego ao dinheiro; o jovem rico afastou-se triste de Jesus porque possuía muitos bens; e o rico insensato da parábola imaginava garantir seu futuro ampliando celeiros, sem perceber que naquela mesma noite sua alma lhe seria pedida por Deus (Lc 12,15-21). Em contraste, encontramos homens justos como Neemias, que, embora tivesse direito ao salário de governador, renunciou a esse privilégio durante doze anos para não sobrecarregar o povo. Sua maior riqueza não era o ouro, mas a fidelidade ao Senhor e o zelo pela obra de Deus.


O antídoto para a avareza é a virtude da generosidade, fruto da caridade cristã. Ser generoso não significa apenas distribuir bens materiais, mas colocar tudo o que somos e possuímos a serviço de Deus e dos irmãos. É reconhecer que somos administradores, e não proprietários absolutos, dos dons que recebemos do Senhor. A verdadeira riqueza consiste em ser "rico para com Deus" (Lc 12,21), acumulando tesouros no Céu por meio das boas obras, da misericórdia e da partilha.


O maior exemplo dessa generosidade é o próprio Cristo. Sendo infinitamente rico em sua divindade, fez-se pobre por amor de nós, para enriquecer-nos com sua graça (2Cor 8,9). A cruz é a suprema demonstração de que o amor verdadeiro não acumula para si, mas entrega-se totalmente. Quem contempla Cristo crucificado aprende que a felicidade não consiste em possuir cada vez mais, mas em amar cada vez mais.


À luz dessas verdades, compreendemos por que a avareza é considerada pela Palavra de Deus uma forma de idolatria: ela substitui Deus pelas riquezas, transforma bens passageiros em finalidade da vida e desvia o coração humano do seu verdadeiro destino eterno. Examinemos, portanto, o que as Sagradas Escrituras e a Tradição da Igreja nos ensinam sobre esse grave pecado, para aprendermos a vencer a idolatria do dinheiro e a cultivar a liberdade dos filhos de Deus.






Podemos dizer que a avareza:







a) Impede o homem de usar com tranquilidade, com liberdade e com alegria, os bens que possui (Ec 1,3-10).


b) Torna o homem duro e insensível para com seus semelhantes (1Sm 25,10-11).


c) Converte o homem em escravo do dinheiro, do possuir (Mt 6,24).


d) Faz o homem cair em idolatria (Ef 5,5).


e) Faz o homem suscetível aos subornos na administração da justiça (Ex 18,21; Sl 15,5).


f) Leva o homem a trair os seus e a oprimir aos débeis (Pv 30,14).


g) Leva o homem a reter ou atrasar os pagamentos de seus assalariados (Tg 5,1-5).


h) Paulo coloca a avareza no mesmo nível da idolatria (Cl 3,5).





Por tudo isso Deus reprova aos avarentos! Veja os casos de:






-Acã (Js 7)

-Nabal (I Sam 25) 

-Geazi (2 Rs 5,20-27)

-Judas (João 12,6; Mt 26,14-16)

-Ananias e Safira (Atos 5,1-11).






A palavra de Deus nos orienta que: 





-Trabalhemos (1Ts 4,11-12);

-Honradamente (1Tm 3,3); 

-Não para acumular tesouros sobre a terra (Mt 6,19-21; Lc 12:32-34); 

-Mas para termos o necessário (1Tm 6,6-10; 1Ts 4, 11-12); 

-Para termos com que ajudar os necessitados (Ef 4,28; I Tm 6,17; I Cor 16,1-2; At 20,35); 

-Nunca pondo os nossos interesses acima do Reino de Deus (Mt 6,19-34).






Não deixemos que a avareza que é idolatria, tomem lugar em nossos corações, para isso precisamos guardar quatro princípios:




1)- Jesus é o dono e Senhor de tudo o que possuímos (Sl 24,1; Fl 2,11; Atos 4,32; Lc 14,33).


2)- A vida do homem não consiste no que ele possui (Mt 4,4; Lc 12,15).


3)- É melhor dar do que receber (Atos 20:35).


4)- É tolice passar a vida acumulando bens: Mateus8,36;Lucas 12,15-21






A avareza é o pior tipo de idolatria porque o que você mais quer se torna "seu deus"! O que você busca mais urgentemente se torna o seu deus. A idolatria não exige alguma pequena imagem feita de pedra, barro, cerâmica ou uma imagem gigante de um falso deus esculpida. A Idolatria é qualquer coisa e tudo que toma o lugar de Deus, pois não podemos servir ao mesmo tempo a Deus e ao dinheiro (Mateus 6,24).





A avareza e  amor desordenado ao ter, poder e o prazer!




Uma das diferenças entre o Deus verdadeiro e o deus falso é que este último é oco (vazio). É por isso que no passado um dos símbolos dos deuses falsos eram as imagens ocas. Um deus vazio, fraco. Hoje, o grande erro é confundir a idolatria “APENAS” com as imagens. Idolatria é escolher um deus falso. 


Escolher adorar e servir à criatura em vez do Criador. Para identificar os deuses falsos de hoje não é tão difícil. Os atuais deuses ocos dos nossos dias são: A idolatria do Prazer, do Poder e do Ter. 


Estes são os atuais ídolos da modernidade, deuses ocos dos tempos atuais. Por serem ocos não satisfazem nunca os que os buscam e sua sede e busca de plenitude. Esta é, por exemplo, uma das razões por que não encontramos um ganancioso que diga: Já tenho bastante dinheiro e posses, já chega, estou satisfeito.









Quando o dinheiro se torna um ídolo, um deus oco, ele não preenche o coração do ser humano. O mesmo vale para o prazer. Quem faz do prazer um deus nunca se satisfaz. Busca-o desenfreadamente e sente-se sempre vazio. Vai à praia, ao jogo de futebol, viaja, come, bebe, mas se sente sempre vazio.Por que está indo atrás de um deus oco , de um ídolo que não satisfaz a nossa sede de plenitude, e de verdade. O mesmo podemos dizer do poder. Quem tem o poder não para servir, mas para dominar. Busca sempre tê-lo cada vez mais e nunca está satisfeito, e quer matê-lo a qualquer custo. Nesse caso, o poder também se transforma num deus falso, oco, um ídolo. 



A idolatria do ter, do poder e do prazer constitui a raiz de todos os pecados, porque representa a substituição do verdadeiro Deus por falsos deuses criados pelo próprio homem. Todo pecado, em última análise, nasce de uma falsa adoração. Antes de violarmos um mandamento, já escolhemos no coração servir a outro senhor. A árvore da qual brotam todos os demais pecados é exatamente esta: trocar o Deus infinito, eterno e plenamente satisfatório por algo criado, limitado, passageiro e incapaz de preencher o vazio da alma humana. Foi isso que aconteceu com nossos primeiros pais no Éden e continua acontecendo em todas as épocas da história.



Santo Agostinho afirmava que o coração humano foi criado para Deus e jamais encontrará descanso enquanto não repousar n'Ele. Por isso, quem escolhe colocar sua segurança, esperança e felicidade nas riquezas, no poder, no sucesso, no prazer ou em qualquer realidade criada estará inevitavelmente condenado à frustração. Os bens materiais podem satisfazer necessidades do corpo, mas nunca poderão preencher as necessidades da alma. Somente Deus, que é infinito, pode saciar plenamente um coração criado para o infinito.



É justamente por essa razão que a pessoa dominada pelo amor desordenado às riquezas jamais experimentará verdadeira felicidade. Quanto mais possui, mais deseja possuir; quanto mais acumula, maior é seu medo de perder; quanto mais conquista, mais cresce sua ansiedade por novas conquistas. 


-O dinheiro promete segurança, mas produz inquietação; promete liberdade, mas gera escravidão; promete felicidade, mas entrega apenas uma satisfação momentânea que logo desaparece, exigindo sempre mais. 


-Como dizia o filósofo Blaise Pascal, existe no coração humano um vazio do tamanho de Deus, que nenhuma criatura consegue preencher.






-A avareza manifesta exatamente essa escravidão interior. O avarento vive para possuir, acumular e conservar. Sua existência gira em torno daquilo que tem ou deseja ter. Está sempre preocupado com lucros, patrimônio e vantagens pessoais, enquanto as realidades espirituais ocupam um lugar secundário ou são completamente esquecidas. Torna-se prisioneiro dos próprios bens, quando deveria ser senhor deles. Está no extremo oposto daquele que desperdiça irresponsavelmente seus recursos. 


-Se o pródigo peca pelo excesso no gastar, o avarento peca pelo excesso no reter. Ambos revelam uma relação desordenada com os bens materiais e ambos demonstram que o dinheiro passou a exercer domínio sobre suas vidas.



A idolatria moderna raramente se apresenta na forma de estátuas de pedra ou imagens de metal! 




O homem contemporâneo continua fabricando ídolos, mas agora eles assumem formas mais sofisticadas e socialmente aceitas: o dinheiro, o poder, o sucesso profissional, a fama, a beleza, a ideologia, a ciência absolutizada, o prazer sem limites e até mesmo o próprio ego. Muitos imaginam estar livres da idolatria simplesmente porque não se ajoelham diante de uma imagem. 


Entretanto, a verdadeira idolatria acontece quando algo ocupa no coração o lugar que pertence exclusivamente a Deus. O ídolo é tudo aquilo em que depositamos nossa confiança absoluta, aquilo que mais amamos, aquilo pelo qual somos capazes de sacrificar nossa consciência, nossa família, nossa fé e até nossa própria salvação.



Por isso, São Paulo faz uma afirmação surpreendente e inequívoca ao escrever aos efésios: "Porque bem sabeis isto: nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus" (Ef 5,5). O Apóstolo não diz que o avarento parece um idólatra, nem que sua atitude se assemelha à idolatria. Ele afirma categoricamente que o avarento é um idólatra. A razão é simples: o dinheiro deixou de ser um instrumento e passou a ocupar o lugar de Deus em sua vida.



A mesma verdade aparece novamente em Colossenses 3,5, onde São Paulo exorta os cristãos: "Fazei morrer, pois, a vossa natureza terrena... a avareza, que é idolatria." 


A repetição dessa doutrina em duas cartas diferentes demonstra que não se trata de uma linguagem figurada ou exagerada, mas de um ensinamento permanente da Revelação divina. A avareza é idolatria porque leva o homem a colocar sua esperança nas riquezas em vez da Providência de Deus; faz confiar mais na conta bancária do que na graça divina; faz amar mais os bens terrenos do que os bens eternos.

É por isso que pessoas entregues à idolatria, seja ela das riquezas, do poder ou do prazer, não herdarão o Reino dos Céus enquanto permanecerem obstinadas nesse pecado e não se converterem. Não porque Deus deixe de amá-las, mas porque escolheram livremente servir a outro senhor. Deus respeita profundamente a liberdade humana. Quem prefere os bens passageiros ao Bem Supremo acaba recebendo exatamente aquilo que escolheu: permanece com aquilo que é passageiro e perde aquilo que é eterno.


A Boa-Nova do Evangelho, porém, é que nenhuma idolatria precisa ser definitiva. Cristo veio precisamente para libertar o homem da escravidão dos falsos deuses. Pela graça, pela conversão, pelos sacramentos e pelo exercício da caridade, o coração pode ser purificado do apego desordenado às riquezas e reencontrar sua verdadeira liberdade. 



Quando Deus volta a ocupar o primeiro lugar, todas as demais coisas recuperam sua justa medida: o dinheiro torna-se instrumento de serviço; o poder transforma-se em responsabilidade; os bens convertem-se em ocasião de generosidade; e a vida inteira passa a ser orientada para o único Tesouro que jamais se perderá: o próprio Deus.









É preciso entender o contexto em que Deus coloca sobre os risco da idolatria!



O povo de Israel era recém chegado do Egito, terra onde existia a adoração a diferentes deuses, por este motivo o Senhor os advertiu nos mandamentos. Porém, passados séculos o homem continua permitindo que os falsos deuses do Egito sob outras formas modernas de idolatria, prossigam a permear a sua vida com adoração através do dinheiro, da posse, da fama, do poder e do prazer. 



É certo que muitas vezes, nem se percebe que isto está acontecendo, ou seja, ninguém premedita fazer este tipo de adoração, porém aos poucos vai permitindo  que Deus deixe de ser  o ponto central de sua existência, então começa a achar que estas coisas poderão suprir totalmente as suas necessidades e quando olha, já está adorando a esses deuses e eles passam a fazer parte inseparável da sua vida.



Seria muito interessante que meditássemos na posição de Jesus a respeito desse tema em Mateus 4,10:


“Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Somente ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás”.








Satanás ofereceu o mundo a Jesus, em troca de que Ele “somente” se ajoelhasse e o adorasse. Recebeu como resposta o escrito nesse versículo em sua continuidade. E o mesmo satanás faz conosco hoje nos adulando com poder, prazeres, posses, glória, fama e muito dinheiro. Neste caso, podemos tomar o mesmo caminho de Jesus, ou nos deixar envolver e partimos por veredas diferentes com consequências de vida eterna.


Jesus disse em Lucas 16,13: “Nenhum servo pode servir a dois senhores.” Jesus está dizendo que não podemos permitir que o dinheiro venha a tomar o lugar de Deus em nossas vidas, achando que uma suposta, completa e inquestionável “segurança” que ele oferece, pode nos dar os livramentos dos quais necessitamos. O dinheiro nos traz uma falsa sensação de bem estar,  pois nos condicionamos a achar que quanto mais tivermos, mais estaremos protegidos. É importante ressaltar que a sensação é completamente falsa, já que o fato de se ter muito dinheiro não nos livra dos males da vida, das doenças, dos problemas de família, dos problemas sentimentais, ou seja, ele promete comprar tudo, porém existem coisas que ele jamais poderá comprar. 


Sendo assim, devemos trabalhar, procurar dar o melhor para a nossa família, ter uma vida financeira equilibrada, buscar a realização da vontade de Deus em nossas vidas e se Deus permitir que venhamos a ter uma vida abençoada de bens, que não devamos nos iludir com a  riqueza, pois deixaremos esse mundo da mesma forma que chegamos, ou seja, sem coisa alguma. 


Eclesiastes 5,10 – 11: “Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda;  também isto é vaidade. Onde os bens se multiplicam, ali  se multiplicam os que deles comem; que mais proveito, pois, têm os seus donos do que os ver com os seus olhos?...”





Jesus nos deu uma preciosa advertência:






"Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui...”(Lucas 12,15). 







E qual era o perigo contra o qual ele estava advertindo tão duramente? A Ganância ou Avareza! Ela é o assunto de muitas advertências bíblicas:







1)- Marcos 7,22 – Do coração procedem as cobiças.



2)- Romanos 1, 29 – Os que desprezam o conhecimento de Deus tornam-se cheios de ganância.



3)- I Coríntios 5,10-11 – Não devemos nos associar com qualquer um que dizendo-se irmão, for avarento.






Quem era a audiência de Jesus nesta ocasião de Lucas 12,15 ? Eram pessoas de posses?






Pescadores, escravos, etc. Não havia muitas pessoas de posses naquela época, especialmente não havia muitas pessoas de posses entre os que se atropelavam para ouvir Jesus. Por alguma razão, nunca parecemos reconhecer o desejo desordenado por coisas em nossas próprias vidas. 












Acreditamos que só os ricos, políticos, ou outros praticam este mau. Pensamos que todas as coisas que queremos são necessidades, e que as dívidas que acumulamos ao buscar adquiri-las é perfeitamente aceitável ou normal.




A pessoa avarenta quer mais e mais, sempre mais. Este desejo insaciável, esta cobiça, facilmente se estende aos bens dos outros – inveja, ciúmes – que pode levar a desonestidade, trapacear, roubar, etc. É a luta desenfreada pelos bens materiais. O avarento supõe que sua segurança está naquilo que ele possui, e por isso põe a vida financeira em primeiro lugar.




É portanto surpreendente ler na bíblia a declaração de que a avareza é idolatria. E Idolatria é adorar deuses falsos e não o verdadeiro. A pessoa avarenta declara por suas ações e atitudes (se não por palavras).





Quando o dinheiro se torna um “deus”











O dinheiro em si não é mau, e ele pode e deve ser utilizado no serviço a Deus. Se ele estiver nas mãos de um cristão maduro na fé, ele será usado para o bem, mas se estiver nas mãos de um homem ambicioso, poderá destruir sua alma. 



O dinheiro pode ocupar na vida de uma pessoa o lugar que só pertence ao Senhor. Torna-se assim um outro deus que supostamente o protege e o satisfaz, trazendo a tão badalada “segurança financeira” que todos tanto buscam. O Dinheiro é enganoso, ele tem o poder de possuir pessoas enquanto estas acham que o possuem. O dinheiro pode tornar-se o mestre de nossas almas, enquanto achamos que nós somos os mestres do dinheiro. 


Tornamo-nos tão devotados à nossa carreira e a ganhar mais e mais dinheiro que não temos tempo para ensinar, estudar, rezar, louvar e adorar a Deus. 




-Uma das táticas mais eficazes do diabo é apagar o zelo do cristão com preocupações financeiras (Mateus 13,22).




-Deus nos manda trabalhar (2 Tessalonicenses 3,10), mas ele não quer que façamos de nosso trabalho um ídolo. 



-Ele não quer que esposas negligenciem sua responsabilidade principal de dirigir o lar (Tito 2,5; I Timóteo 5,14) para se devotarem a uma carreira.








Mas isto não é feito conscientemente!






Na maioria dos casos as pessoas estão simplesmente sendo levadas pela sociedade, é o que todos fazem, o que se tornou comum. Não vêem nenhum problema, especialmente porque todos ao redor, além de fazer o mesmo, estão aprovando e incentivando isto.O Senhor pregou sobre prioridades. Ele disse:



"Buscai, antes de tudo, o seu reino, e estas cousas vos serão acrescentadas"(Lucas 12,31). Muitos colocam as bênçãos materiais acima das espirituais. "Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as cousas que tendes" (Hebreus 13,5).



Não estamos contentes porque temos desejos insatisfeitos, e os temos porque somos gananciosos. É fácil olhar em volta e ver nossos vizinhos e colegas com mais do que temos e então sentirmo-nos privados destes bens. Sentimos que ficaríamos contentes se tivéssemos apenas mais uma destas coisas, mas quando a conseguirmos, logo quereremos mais outra coisa.



"Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda"(Eclesiastes 5,10).


A presença de Deus com seu povo deveria dar tanta alegria e segurança que poderíamos facilmente nos contentar com qualquer padrão de vida. Paulo estava contente na fome ou na abundância (Filipenses 4,11-13). 


Paulo exortou: "Por isso, tendo o que comer e com que nos vestir, estejamos com isso satisfeitos" (1 Timóteo 6,8). 







Mas sejamos sinceros: Estamos satisfeitos com o que temos? Se não estamos contentes com o que temos agora, não ficaremos contentes com coisa nenhuma.Jesus nos disse: "... a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui"(Lucas 12,15). 


Coisas materiais não são tudo na vida, e não devemos conduzir nossa vida apenas com este objetivo.A verdadeira conversão a Jesus inclui uma reeducação sobre dinheiro, seu valor e seu uso.Jesus não permite que haja uma separação entre a forma como cuido do meu dinheiro da minha vida espiritual. A avareza, ou cobiça, ou ganância, não podem estar presentes na vida do discípulo de Cristo, pois estas coisas são contra Deus. Só Deus merece confiança, não há outros deuses. Dinheiro, posses, poder e prazer, não podem substituir o senhorio do nosso Deus.





CONCLUSÃO:



A avareza impede o cristão — e de modo especial aquele que foi chamado a servir como missionário, catequista ou ministro do Evangelho — de oferecer-se plenamente a Deus. O coração avarento nunca se entrega por inteiro; sempre deseja reservar algo exclusivamente para si. Quer controlar, acumular e garantir sua própria segurança, esquecendo-se de que toda verdadeira segurança provém da Providência Divina. Enquanto o discípulo de Cristo aprende a confiar, o avarento vive dominado pelo medo de perder aquilo que possui. Sua confiança deixa de estar em Deus e passa a repousar nas riquezas, nos bens e nas reservas que acumulou.



Essa resistência em ofertar-se não se limita à dimensão financeira. Antes de tudo, trata-se de uma questão espiritual. Deus não precisa do nosso dinheiro, pois tudo Lhe pertence: "Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe" (Sl 24,1). 


O que Ele deseja é o nosso coração. Por isso, a maneira como administramos nossos bens revela a qualidade da nossa fé e manifesta quem realmente ocupa o primeiro lugar em nossa vida. Nossa relação com o dinheiro funciona como um verdadeiro termômetro espiritual. Ela evidencia se somos administradores fiéis daquilo que Deus nos confiou ou se nos tornamos escravos daquilo que deveria apenas servir aos nossos legítimos deveres.









Bento XVI expressou essa verdade de maneira admirável ao afirmar: "Deus não nos tira nada; Ele nos dá tudo." Sempre que Deus nos pede algum desprendimento, não o faz para nos empobrecer, mas para libertar-nos da escravidão dos falsos deuses. O Senhor nunca compete com nossa felicidade; ao contrário, Ele é a própria fonte da felicidade. Quanto mais nos desapegamos das riquezas como finalidade da vida, mais nos tornamos verdadeiramente ricos diante de Deus.




A Sagrada Escritura recorda uma verdade que relativiza todo apego material: "Nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar" (1Tm 6,7). 



No momento da morte, toda fortuna acumulada, todos os títulos, propriedades, investimentos e bens permanecerão neste mundo. A única riqueza que atravessa a eternidade são as boas obras realizadas por amor a Deus, a fidelidade ao Evangelho e a caridade praticada para com o próximo. Como ensinava São João Crisóstomo, aquilo que guardamos acaba ficando para outros; aquilo que repartimos por amor a Cristo transforma-se em tesouro no Céu.



Jesus foi ainda mais incisivo ao perguntar: "Que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?" (Mc 8,36). Essa pergunta permanece atual e desafia cada cristão a examinar suas prioridades. 


Não há pecado em possuir bens; o perigo está em permitir que os bens nos possuam. Deus nunca condenou a riqueza honestamente adquirida, mas condena o coração que transforma o dinheiro em senhor, a segurança material em esperança suprema e a acumulação egoísta em projeto de vida.









O verdadeiro discípulo de Cristo compreende que tudo é dom e que tudo deve ser colocado a serviço do Reino de Deus. Ele trabalha com dedicação, administra seus recursos com prudência, provê dignamente sua família, economiza quando necessário e planeja o futuro com responsabilidade. Contudo, faz tudo isso sem perder de vista que é apenas administrador dos bens que Deus lhe confiou, e não seu proprietário absoluto. Seu maior patrimônio não está na terra, mas no Céu; sua maior riqueza não é o que acumula, mas o amor com que vive e reparte.



Que cada um de nós faça um sincero exame de consciência e responda diante de Deus: quem governa verdadeiramente o meu coração? Cristo ou Mamom? O Reino de Deus ou o reino das riquezas? A resposta não será dada por nossas palavras, mas pela maneira concreta como utilizamos nosso tempo, nossos talentos e nossos bens.



Peçamos ao Senhor a graça de um coração livre da idolatria do ter, do poder e do prazer; um coração semelhante ao de Cristo, pobre em espírito, generoso, desapegado e inteiramente entregue à vontade do Pai. Somente quem aprende a fazer de Deus o seu único Tesouro experimenta a verdadeira liberdade, a paz duradoura e a alegria que nenhum bem material é capaz de oferecer. Afinal, onde estiver o nosso tesouro, ali também estará o nosso coração (Mt 6,21).



------------------------------------------------------

 

 




*“Este apostolado não possui fins lucrativos. As contribuições são destinadas à evangelização, produção de conteúdo e manutenção do projeto.”

 

 🙌 Ajude a levar a Mensagem Cristã a mais pessoas!

 

Compartilha e siga-nos em nossas Redes Sociais abaixo:


👉  Clique aqui para seguir o Blog Berakash e receber atualizações

👉  Clique aqui e siga nosso canal no YouTube

👉  Siga o canal "Evangelho Cotidiano" no WhatsApp:

https://whatsapp.com/channel/0029Vaj6GhP6buMR1cyUUN0S

👉  Siga e assine nossa página de Cursos e Aprofundamentos no Instagran (@teologia.leigos1):

https://www.instagram.com/teologia.leigos1/

 

*Desde 2009 quando iniciamos esse apostolado, oferecemos conteúdo independente, profundo e fiel aos fatos — livre de algoritmos que tentam ditar o que você deve ver e ler. Nosso compromisso é mostrar os três lados da moeda, com credibilidade e respeito, mesmo em tempos de polarização e tanta fake news. O blog é mantido pelo apoio de nossos leitores. Se você valoriza nosso trabalho, ajude-nos a crescer com suas orações, propaganda e doação espontânea para manter nossos custos.

 

Curta este artigo :

+ Comentário. Deixe o seu! + 4 Comentário. Deixe o seu!

Anônimo
8 de junho de 2022 às 08:42

A grande verdade é que o Jesus dos evangélicos não é o mesmo dos evangelhos...lamentável...

Anônimo
14 de setembro de 2022 às 21:08

A propósito na sua " interpretação" qual seria o Jesus dos evangelhos?!

Anônimo
16 de setembro de 2022 às 10:22

A história nos conta e afirma que tivemos somente um único Jesus, porém de forma muito estranha e esquisita constatamos que “ O JESUS DOS EVANGÉLICOS NÃO É O MESMO DOS EVANGELHOS, o que é lamentável e muito perigoso para os Cristãos desta corrente sectária do Cristianismo. Ao longo dos tempos podemos notar que um novo Jesus está circulando por ai de denominação em denominação. Alguns até batem no peito e dizem: “O meu Jesus é mais Vitorioso e milagreiro” - Muito embora esse segundo Jesus seja uma criação, uma ficção, uma anomalia, que tem em sua doutrina a antítese do primeiro. Infelizmente, esse Jesus estelionatário, milagreiro, dizimista e curandeiro é o que mais conhecemos hoje em dia, pois ele tem um "marketing" muito bom, tem programa de televisão, tem fã clube e muito, mas muito dinheiro.Esse é o "Mega-Star": Jesus dos evangélicos!


JÁ O JESUS DOS EVANGELHOS não tem uma propaganda tão boa, imagine só que uma vez Ele disse que quem o seguisse seria perseguido como Ele, e que cada um renunciassem a si mesmo e carregassem a sua cruz.Ama e honra e sua Mãe Maria como Ele mesmo ordenou nos 10 mandamentos: Honra teu Pai e tua mãe.



O JESUS DOS EVANGELHOS, apesar de ser o REI dos REIS e Senhor dos Senhores, não tem muito dinheiro como a sua versão falsificada, pois nasceu em uma manjedoura e foi enterrado em um sepulcro que não era nem ao menos D’ele. Fazia milagres sim, mas proclamou: Felizes aqueles que nada viram, mas mesmo assim creram, e reprovou a fé de Tomé: Tu Crestes apenas porque vistes.




O Jesus dos Evangélicos ensina que seus seguidores devem ser "abençoados" e serem prósperos financeiramente, e para isto tudo é válido: Votos, desafios, Campanhas, Fogueirinhas de Isrrael, etc. Odeiam a Maria sua mãe, não a proclamam bem aventurada e a tratam com desprezo, chamando-a de uma qualquer.




O JESUS DOS EVANGELHOS ensina que devemos buscar primeiramente o Reino de Deus e sua justiça.



Os apóstolos desse Jesus dos Evangélicos tem avião particular, mansões, concessões de rádio e televisão e muito "status".



Já os apóstolos do JESUS DOS EVANGELHOS, nasceram em sua maioria pobres, viveram para o evangelho, renunciaram as riquezas, e os únicos votos que fizeram na vida com Cristo foram de POBRESA, CASTIDADE E OBEDIÊNCIA, e foram assassinados por causa da sua fé e morreram felizes, glorificando a Deus por ter-lhes dado esta honra.



Anônimo
16 de setembro de 2022 às 10:23

O Jesus dos Evangélicos diz a eles que devemos manter uma santidade aparente e que não podemos ter certas práticas na nossa conduta "cristã" como escutar música clássica e profana, e nunca estar na companhia de pecadores.




O JESUS DOS EVANGELHOS comia e bebia com, cobradores de impostos, publicanos e prostitutas.




O Jesus dos Evangélicos e seus seguidores olham para aqueles que sofrem e dizem: "Quem planta, colhe!"Isto é a maldição pelos Pecados!





O JESUS DOS EVANGELHOS é de Amor e de misericórdia, junto com sua Igreja choram, se compadecem e buscam levar luz , apoio, alimento e consolo à aqueles que vivem em trevas.







O Jesus dos evangélicos se enclausura em seu mundinho religioso com seu fã clube, em êxtases alienantes, choros egoístas voltados unicamente para si e ignorando a sociedade a sua volta.





O JESUS DOS EVANGELHOS que é o Caminho, a Verdade e a Vida, juntamente com a sua Igreja buscam ser Sal da terra, luz no mundo e fermento do amor na massa.



O Jesus dos Evangélicos disciplina seus seguidores com mão de ferro, exige o dízimo religiosamente, segrega-os, "pesa a mão", amaldiçoa-os, expulsa-os, humilha-os publicamente e exige fidelidade com pedágio para frequentar a sua denominação.


Por fim, O JESUS DOS EVANGELHOS, não julga, mas manifesta a sua Graça, seu Amor e a sua infinita misericórdia e paciência para com aqueles que mesmo como Pedro, que tendo-o conhecido e experimentado caíram e o traíra em publico e ocultamente.Um destes Jesus passou pela Cruz, morreu e ressuscitou, o outro nega e tem vergonha desta mesma Cruz, que estranho não? A prática da religião exige que aceitemos as cruzes que Deus nos dá. Aqueles que buscam ser felizes aqui, neste mundo, já receberam a sua recompensa. Jesus nos chamou dizendo:




"Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e me siga" (Mateus 16,24).


Postar um comentário

Todos os comentários publicados não significam nossa adesão às ideias nelas contidas.O blog oferece o DIREITO DE RESPOSTA a quem se sentir ofendido(a).Os comentários serão analisados criteriosamente e poderão ser ignorados e ou, excluídos se ofensivos a honra.

TRANSLATE

QUEM SOU EU?

Minha foto
CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

📲Fortaleça sua fé e consciência — siga e receba as atualizações!

POSTAGENS MAIS LIDAS

TOTAL DE ACESSOS NO MÊS

ÚLTIMOS 5 COMENTÁRIOS

"CONSAGRADOS A JESUS" PELAS MÃOS DE MARIA SANTÍSSIMA

"CONSAGRADOS A JESUS" PELAS MÃOS DE MARIA SANTÍSSIMA
 
Support : Creating Website | Johny Template | Mas Template
Copyright © 2013. O BERAKÁ - All Rights Reserved
Template Created by Creating Website Published by Mas Template
Proudly powered by Blogger