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Nova Ordem Mundial (NOM) e Geopolítica Contemporânea: Como as grandes potências redesenham o poder global

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 3 de dezembro de 2022 | 20:07

 


 

O que é Geopolítica e a Nova Ordem Mundial (NOM)?


por *Franzé - Analista Político


A compreensão da geopolítica e da chamada Nova Ordem Mundial (NOM) tornou-se uma das chaves fundamentais para interpretar os conflitos, crises e rearranjos de poder que moldam o mundo contemporâneo. Em um cenário marcado por guerras híbridas, disputas comerciais, pressões diplomáticas, avanços tecnológicos e transformações culturais profundas, entender quem exerce poder, como ele é exercido e com quais objetivos deixou de ser um exercício acadêmico e passou a ser uma necessidade civilizatória.  A geopolítica, enquanto campo de estudo, analisa a relação entre espaço, território, poder e soberania. Ela permite observar como Estados, alianças, blocos econômicos e organismos internacionais interagem para defender interesses estratégicos, controlar recursos, influenciar regiões e moldar comportamentos políticos. Desde a formação dos Estados nacionais até o atual sistema internacional, os conflitos nunca ocorreram apenas por razões ideológicas ou morais, mas sempre estiveram conectados à disputa por território, mercados, rotas comerciais, tecnologia e influência cultural.  Após o fim da Guerra Fria e da bipolaridade entre Estados Unidos e União Soviética, o mundo entrou em uma nova fase de reorganização. Esse período passou a ser descrito como Nova Ordem Mundial, caracterizada pela emergência de novos polos de poder, pelo avanço da interdependência econômica e pela expansão de instituições supranacionais que passaram a influenciar decisões internas dos países. A promessa inicial era de paz, estabilidade e prosperidade global. No entanto, à medida que essa nova ordem se consolidava, surgiram também questionamentos sobre a perda de soberania, a homogeneização cultural, a concentração de poder e o surgimento de formas mais sutis de controle político e econômico.  Nesse contexto, conceitos como globalização, globalismo e governança global passaram a ocupar o centro do debate público. Enquanto a globalização se apresenta como um processo técnico e econômico de integração entre mercados e sociedades, o globalismo surge como uma ideologia que busca submeter as nações a uma lógica política e cultural transnacional. A Nova Ordem Mundial, por sua vez, se manifesta como o resultado dessa convergência entre economia, tecnologia, política e cultura, frequentemente mediada por grandes corporações, organismos multilaterais e elites transnacionais.  Analisar a geopolítica e a Nova Ordem Mundial não significa aderir a teorias conspiratórias, mas reconhecer que o poder internacional não é neutro nem distribuído de forma igualitária. Trata-se de compreender como interesses estratégicos moldam discursos, políticas públicas, guerras, tratados e até mesmo valores culturais. Para países em desenvolvimento, como o Brasil, essa análise é ainda mais relevante, pois define os limites da soberania, as oportunidades de crescimento e os riscos de subordinação a agendas externas.  Este texto, portanto, busca oferecer uma visão abrangente sobre o que é a geopolítica, como se estrutura a Nova Ordem Mundial, quais são suas principais características e de que maneira esse processo impacta as nações, a cultura, a economia e a própria ideia de Estado-nação no século XXI.




I - O QUE GEOPOLÍTICA?



Geopolítica é um termo utilizado para designar tanto a prática quanto os estudos das relações e disputas de poder entre Estados e territórios. Esse campo do conhecimento se dedica aos estudos dos conflitos diplomáticos, políticos e territoriais, das crises, da evolução histórica do ordenamento político do espaço mundial, da articulação entre os Estados nacionais e da atuação das organizações internacionais e blocos econômicos. De grande importância para a análise das relações internacionais e do ordenamento territorial em diversas escalas, a geopolítica permite desenvolver uma visão crítica acerca do passado histórico e principalmente dos acontecimentos atuais. A geopolítica está diretamente associada à Geografia Política, utilizando muito dos conceitos dessa área da ciência geográfica para construir as suas principais vertentes de estudo. Em linhas gerais, a geopolítica analisa as relações internacionais e as estratégias políticas adotadas pelos diferentes territórios e Estados nacionais na sua atuação diante de situações específicas, como conflitos, crises políticas, econômicas e diplomáticas, ameaças à manutenção de sua soberania interna, questões separatistas e outros temas correlatos. A conjuntura política do sistema-mundo e a maneira como se dá a articulação dos Estados em períodos históricos distintos são também objetos de estudo da geopolítica. Dentre esses elementos está ainda a atuação dos organismos supranacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), os blocos econômicos regionais, as organizações políticas e financeiras internacionais e as alianças locais e regionais que se formaram ao longo da nossa história."


 


Resumo sobre geopolítica




-Geopolítica é uma área do conhecimento que se dedica ao estudo das relações de poder entre Estados e territórios, bem como a forma como se organizam no sistema-mundo.




-A geopolítica aborda temas como os conflitos diplomáticos, disputas territoriais, crises internacionais, questões separatistas e ainda a atuação e importância dos organismos internacionais e blocos econômicos na articulação dos Estados. 




-Johan Rudolf Kjellén (1864-1922), cientista político sueco, foi o primeiro a utilizar o termo “geopolítica” para tratar dos Estados nacionais enquanto agentes atuantes no espaço.

 


-Conhecer a geopolítica é muito importante para a compreensão de como evoluiu o ordenamento espacial do mundo sob uma perspectiva política, além de possibilitar o desenvolvimento de uma visão crítica acerca de eventos atuais.

 


-É importante saber que geopolítica e Geografia Política, embora semelhantes, apresentam abordagens distintas."

 

 

 

II - ENTENDA A NOVA ORDEM MUNDIAL: COMO SURGIU, CARACTERÍSTICAS E INFLUÊNCIA NO BRASIL?

 

 




A Nova Ordem Mundial é o conjunto de valores econômicos, políticos e sociais que influencia todos os países do mundo. Ela começou a ser estabelecida após a Guerra Fria, um período de bipolaridade em que Estados Unidos e União Soviética eram os influenciadores. Hoje, a relação de poder entre as nações vem de uma multipolaridade. A Nova Ordem Mundial (NOM), também conhecida como Nova Ordem Geopolítica Mundial, corresponde às relações de poder e força internacionais após o fim da Guerra Fria, marcada oficialmente com a queda do Muro de Berlim em 1989.Desde a Primeira e Segunda Guerra Mundial, as personalidades mais influentes (jornalistas, políticos, empresários) têm se articulado na criação de acordos internacionais sob o argumento de uma paz mundial. Tendo em vista os conflitos das décadas anteriores, a NOM alegou buscar o equilíbrio de poder bélico entre as potências mundiais do momento, ou seja, a paz e a coordenação entre os países mais desenvolvidos e os menos desenvolvidos.Na realidade, o que existe é uma tentativa de obter um governo mundial que acaba subjugando as culturas nacionais e ultrapassa a soberania das nações. É como se houvesse uma força maior e global que regula as decisões dos países. 



A Nova Ordem Mundial ainda não foi completamente consolidada, mas podemos ve-la sendo estruturada aos poucos!



Hoje, vê-se uma infinidade de órgãos reguladores que vão além de garantir a paz: 



-A Organização Mundial da Saúde (OMS), faz pressão em como cada país deve tratar suas questões de saúde, por exemplo. 



-Há também a Organização das Nações Unidas (ONU) que coordena as questões políticas e sociais, elaborando pautas para serem cumpridas em todo o mundo.



-Podemos citar ainda outras como Organização Mundial do Comércio (OMC) do turismo e do trabalho.








Pouco a pouco, esses grandes grupos foram sendo criados sem que as nações se dessem conta de que sua autonomia diminuía em seu próprio território!



Com o passar do tempo, essa mentalidade acabou gerando juízos de valores, como considerar o patriotismo sinônimo de xenofobia. Embora sejam coisas muito diferentes, esse pensamento binário (só funciona com dois extremos) é o que mais se vê na mídia hoje.O caminho para o estabelecimento completo da NOM é a implementação gradual da ideologia globalista, aquilo que vivemos hoje.




Contexto histórico – Antecedentes




Resumidamente, durante a Guerra Fria existiam duas nações principais e inimigas: os Estados Unidos (EUA) defendiam valores relacionados ao capitalismo e a União Soviética (URSS) ao comunismo. Esses países detinham o poder bélico e nuclear, criando aliados e zonas de influência político-econômicas.Como o planeta acabara de sair das Guerras mundiais e cada país do mundo escolhia se associar a um dos dois mandantes, dizemos que o mundo ficou polarizado. A velha ordem mundial era bipolar e marcada pelas corridas armamentista e espacial. 



Também havia as disputas geopolíticas, ou seja, a busca pelo grau de influência que cada potência exercia sobre os outros países. Berlim a capital da Alemanha, situada bem no centro da Europa, metade era ocupada pelo governo Socialista e a outra pelo Capitalista. A população do lado socialista tentava fugir e eram violentamente reprimidos. O governo socialista resolveu construir um muro para impedir a evasão de pessoas em direção ao lado capitalista. Com o fim da União Soviética (URSS) em 1991, o mundo ficou diante de uma nova configuração política. Já não existia mais um representante oficial do socialismo e a soberania dos Estados Unidos (EUA) se estendeu por quase todo o mundo.




Por mais que a NOM tenha valores liberais econômicos, ela manteve traços culturais influenciados pelo socialismo!








Principais características da Nova Ordem Mundial




Retornando à Guerra Fria, temos o fim físico, estrutural e econômico da URSS. Contudo, pensadores comunistas como Gramsci projetaram o sucesso dessas ideias na cultura. Se não era possível vencer o monopólio capitalista na economia, eles deveriam coexistir em outras atividades humanas, sem que as pessoas percebessem. O objetivo era impregnar a mentalidade cultural para funcionar sempre como reflexo da luta de classes. Se a briga era entre patrões e empregados, os novos movimentos sociais deveriam se basear em outros dualismos: homens x mulheres, pobres x ricos, brancos x negros, cidade x campo, patrões x empregados, ateus x religiosos, etc.




A revolução sexual também era vista como uma forma de combate ao capitalismo clássico, uma vez que a base dele era a família tradicional





Até mesmo o uso das tecnologias são voltados para influenciar pensamentos na grande mídia, através de espionagem e manipulação de informações. Assim, as bases marxistas permaneceram existindo na sociedade, ainda que não fosse o modelo econômico. Depois que todos estivessem acostumados a raciocinar dessa forma, seria mais fácil utilizá-la como pauta para implementação de políticas públicas que favoreçam o Estado forte e coletivista, como é o socialismo.A maior prova dessa fusão que houve da ordem antiga para a nova e que é vantajosa para os poderosos, como é o caso da China. Mesmo sendo um país com ditadura socialista há anos, os Estados Unidos tentou combater isso injetando dinheiro e fazendo acordos comerciais com os chineses.Porém, eles souberam aproveitar o dinheiro apenas para a economia e manter o viés cultural que já tinham. Hoje, observamos a expansão dos produtos de mercado chinês e o consumo de cultura oriental passou a concorrer com a dos norte-americanos.A implementação de pensamentos materialistas nas religiões, ou seja, a mobilização de igrejas para focar em causas políticas partidárias e esquecer seus ideais superiores, também é reflexo do ateísmo e da práxis revolucionária. Esse fator também deveria ser aplicado nas concepções das escolas e universidades.Por isso, conclui-se que a Nova Ordem Mundial tem uma cultura caracterizada pelo relativismo e pluralismo. Isso significa que ela tem uma mistura de vertentes ideológicas que são usadas de acordo com a conveniência sócio-econômica, ainda que sejam originalmente opostas.




Reclassificação da hierarquia dos países




Com o fim da União Soviética (URSS) em 1991, o mundo ficou diante de uma nova configuração política. Os cientistas políticos passaram a observar que não era mais bipolar. Com a extinção da URSS restava apenas a influência da potência norte-americana.




•Então, em um primeiro momento a nova ordem foi caracterizada como unipolar.




•Porém, alguns analistas entendiam que no contexto pós-guerras a medida de influência não devia ser pautada apenas nos aspectos militares, mas também nas medidas políticas e econômicas.




•Nos últimos anos, vários países cresceram economicamente como: Alemanha, Japão, Canadá, China, entre outros com altos PIB. Essa sigla se refere ao Produto Interno Bruto, um indicador econômico muito considerado internacionalmente.



•Por esse motivo, a Nova Ordem Mundial passou a ser definida como multipolar.



Por fim, surgiu uma outra contestação: nenhuma nação no mundo consegue alcançar o poder bélico e nuclear dos EUA. Ultimamente a China e a Rússia tem buscado fazer isso, mas ainda não foi oficializado.




•Assim, a maior parte dos especialistas em Geopolítica nomeiam a Nova Ordem Mundial como sendo um mundo unimultipolar - “Uni” no sentido militar e “multi” em razão das questões econômicas e polos tecnológicos.




Porém, hoje alguns cientistas políticos já reconhecem que essa ideia de multipolaridade é apenas pretexto para juntar todos os representantes dos países e convencê-los da necessidade de um governo mundial. As pessoas que estão por trás das verdadeiras intenções da NOM podem ser personalidades políticas de grandes países capitalistas ou socialistas, mas costumam mesmo ser financiados por grandes empresas internacionais que contém uma economia maior até que de outros países.




Antigamente existiam os países de: 



1º mundo (potências capitalistas)



2º mundo (potências socialistas) 



3º mundo (sob influência de uma das duas potências).




Com o fim do 2° mundo, uma nova divisão foi elaborada - Hoje falamos em: 



-Países desenvolvidos. 



-Emergentes ou em desenvolvimento. 



-Subdesenvolvidos. 




Visto que todos estão relacionados e permeados da combinação dos antigos valores, só diferem quanto a sua principal atividade econômica e capacidade de influência no mundo.De modo geral, há quem diga que exista os países ao norte (desenvolvidos) e os países ao sul (não-desenvolvidos). Porém, essa nova divisão não é certeira uma vez que alguns poucos países ao sul são desenvolvidos, como a Austrália,  e alguns países do norte são emergentes como a China.A hierarquização de países é mais uma estratégia para mapear os focos de influência e dominação que devem ser implantados. A ordem de investimentos econômicos e culturais em cada classe de países é essencial para formar alianças e garantir a implantação da NOM.




Diferença entre globalismo e globalização









Em um contexto mais atual, muitas pessoas consideram que NOM, globalismo e globalização são a mesma coisa. Porém, são coisas bem diferentes! Essa associação errada se deve a uma falta de conhecimento ou percepção das coisas, visto que os dois processos acontecem ao mesmo tempo, então podem ser confundidos.Para entender isso, é preciso diferenciar globalismo de globalização!




-O globalismo, como foi visto, é uma ideologia que busca a implantação total da NOM. Ele mistura o que convém de cada ideologia que já influenciou o mundo e coloca tudo a seu favor, sem que as pessoas percebam. Ele subjuga a autonomia das nações.




-A globalização é bem diferente. Ela é um processo natural que ocorreu com desenvolvimento das tecnologias e a comunicação entre países. Consiste na troca de experiência políticas, econômicas e culturais sem ser comandada por um grupo mandante e sem ter o objetivo de interferir na autonomia local de cada Nação.




O mundo globalizado foi a ferramenta perfeita para que o globalismo se desenvolvesse de forma sutil.

 



Consequências econômicas e sociais da Nova Ordem Mundial




A Nova Ordem Mundial que busca o desenvolvimento do capitalismo no campo econômico, a classificação de hierarquias dos países de acordo com seu nível de especialização e a paz cultural; trouxe algumas consequências. Vamos conhecê-las:




-Guerra ao terrorDurante o período de Guerra Fria, a URSS financiou revoluções socialistas em vários países do sul da Ásia, no Oriente Médio e na África. Mesmo após seu fim, essas nações mantiveram uma política de combate ao capitalismo e inúmeras guerras civis surgiram.Além disso, o Estado Islâmico tem como fundamento uma vertente islâmica que enxerga nos Estados Unidos um grande inimigo. Esse grupo cresceu em influência e poder nesses territórios fragmentados deixados pela guerra fria. Por fim, surge um grupo terrorista famoso em todo o mundo, o Al-Qaeda. Esses grupos sempre promoveram ataques ao Ocidente, principalmente na Europa. Mas em 11 de Setembro 2001 sequestraram 4 aeronaves americanas para atingir os principais prédios americanos de influência internacional.O então presidente dos EUA, George W. Bush, iniciou uma frenética Guerra ao Terror, em que foram gastos centenas de bilhões de dólares em indústria bélica e armamentos. Primeiramente, os gastos se direcionaram à invasão do Afeganistão sob a alegação de que o governo Talibã dava suporte para a Al-Qaeda. Depois, houve perseguição aos líderes dessa organização terrorista, com destaque para Osama Bin Laden, morto em maio de 2011 no Paquistão.Até hoje existem controvérsias sobre até que ponto esses ataques e pequenas guerras locais acontecem como defesa ou como pretexto para exploração comercial petrolífera, ou se ambas as coisas ao mesmo tempo.








-Nova Ordem Mundial no Brasil: Como qualquer outro, o nosso país também teve mudanças significativas nos campos político e econômico devido às influências do globalismo que visa a NOM. A regime militar ocorreu sob a justificativa de proteção contra o socialismo que se espalhava pelo mundo, após a Guerra Fria. Porém, alguns abusos acabaram aparecendo nesse contexto e gerou uma forte reação. Depois desse período, a democracia presidencialista foi instaurada. A partir daí, os governos adotaram uma política econômica neoliberal, que minimiza a participação do Estado na economia e se alinha às tendências globais.Ao mesmo tempo, o Brasil retomou os ideais de esquerda bem como a América Latina. Eles contestavam a influência dos Estados Unidos e queriam reformas morais (imorais) e éticas que se alinhassem aos novos princípios culturais, além de reformas na educação para que fosse crítica e revolucionária. Por isso, facilmente encontramos personalidades influentes da grande mídia que defendem pautas originadas do raciocínio socialistas mas que usufruem e participam da economia capitalista (a famosa "esquerda Caviar"). Também a Constituição Brasileira que garantia algumas liberdades individuais e nacionais passou a quase que o mesmo valor e ser complementada pelos acordos internacionais. Temos a assinatura do ECA e as decisões da OMS influenciando a todo momento nas políticas públicas com coisas que não eram previstas pela Constituição.Por fim, vemos tentativas de mais interferência no território brasileiro, como países Europeus e Americanos querendo a total internacionalização da Floresta Amazônica, terras raras e controle do agronegócio.

 



CONCLUSÃO



A análise da geopolítica e da Nova Ordem Mundial revela que o mundo contemporâneo é governado por uma complexa rede de interesses que transcende fronteiras nacionais, ideologias tradicionais e até mesmo sistemas econômicos clássicos. Se durante o século XX o planeta esteve dividido entre dois grandes blocos antagônicos, o colapso da União Soviética não significou o fim das disputas, mas apenas a sua reconfiguração sob novas formas de poder, mais difusas, tecnológicas e culturais.  A chamada Nova Ordem Mundial não se impôs por meio de uma conquista militar direta, mas por mecanismos graduais de integração econômica, padronização cultural, regulação internacional e dependência tecnológica. 



Organismos multilaterais, grandes corporações, tratados globais e sistemas financeiros passaram a exercer influência crescente sobre políticas internas, redefinindo o papel do Estado e limitando sua autonomia. Ao mesmo tempo, novas potências, como a China, emergiram como polos alternativos de poder, aprofundando o caráter híbrido — unimultipolar — do sistema internacional.  



O uso da cultura, da educação, da mídia e das tecnologias digitais como instrumentos de influência demonstra que o poder no século XXI é exercido tanto pelo controle de territórios quanto pelo controle de narrativas. A lógica da fragmentação social, da polarização identitária e da substituição de valores tradicionais por ideologias fluidas insere-se em uma estratégia de longo prazo que enfraquece a coesão das nações e facilita sua governança externa.  






No caso do Brasil, os efeitos da Nova Ordem Mundial manifestam-se tanto na economia quanto na cultura e na política. A adoção de políticas alinhadas a agendas globais, a influência de organismos internacionais sobre leis internas e a disputa pelo controle de recursos estratégicos, como a Amazônia, demonstram que a soberania nacional se tornou um campo de batalha geopolítico. 



Ao mesmo tempo, a difusão de ideologias e pautas culturais importadas altera o tecido social e redefine os valores que estruturam a identidade nacional.  Compreender a geopolítica e a Nova Ordem Mundial, portanto, não é apenas um exercício acadêmico, mas um ato de lucidez histórica. Em um mundo cada vez mais interconectado, mas também mais controlado por centros de poder distantes, a consciência crítica torna-se a principal forma de defesa das sociedades. 



Só a partir desse entendimento é possível distinguir cooperação legítima de dominação disfarçada, integração econômica de submissão política, e pluralismo cultural de engenharia ideológica.  A verdadeira liberdade das nações no século XXI dependerá não apenas de sua força militar ou econômica, mas de sua capacidade de preservar sua identidade, sua soberania e sua autonomia de pensamento diante das engrenagens silenciosas da Nova Ordem Mundial.



*Franzé - Analista Político - Colaborador do Apostolado Berakash



BIBLIOGRAFIA 



-ALVES, José Eustáquio Diniz. Geopolítica e poder no mundo contemporâneo. Rio de Janeiro: Garamond, 2019.


-CASTRO, Iná Elias de. Geografia e política: território, escalas de ação e instituições. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014.


-HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.


-MAGNOLI, Demétrio. O mundo contemporâneo: relações internacionais 1945-2000. São Paulo: Moderna, 2013.


-SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2000.


-VIZENTINI, Paulo Fagundes. Geopolítica do século XXI. Porto Alegre: Leitura XXI, 2018.


-BRASIL ESCOLA. Geopolítica. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/geopolitica.htm. Acesso em: 03 dez. 2022.


-BEDUKA. Nova Ordem Mundial. Beduka, [s.d.]. Disponível em: https://beduka.com/blog/materias/atualidades/nova-ordem-mundial/.Acesso em: 03 dez. 2022.


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