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HOJE É DOMINGO! DIA DO SENHOR! - 27º Domingo do Tempo Comum (03/10/2021) – Evangelho: Marcos 10,2-16 : "O que Deus uniu, o homem não separe"

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 3 de outubro de 2021 | 08:14

 

(Matrimônio de José e Maria)


 

Salmo Responsorial 127(128): “O Senhor te abençoe de Sião cada dia de tua vida”

 

 

 

Anúncio do Evangelho: Marcos 10,2-16

 

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Abençoados e santificados pelo Senhor, reunimo-nos como família que busca tornar consistentes o amor e o diálogo entre homens e mulheres, criados à imagem divina. Esta liturgia convida todos a superar relacionamentos marcados por preconceitos e atitudes de dominação. Iniciando o mês das missões, lembremos que a Igreja é, por natureza, missionária.

 

 

Aleluia, aleluia, aleluia!

 

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – [Naquele tempo, 2alguns fariseus se aproximaram de Jesus. Para pô-lo à prova, perguntaram se era permitido ao homem divorciar-se de sua mulher. 3Jesus perguntou: “O que Moisés vos ordenou?” 4Os fariseus responderam: “Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e despedi-la”. 5Jesus então disse: “Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos escreveu esse mandamento. 6No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. 7Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe, e os dois serão uma só carne. 8Assim, já não são dois, mas uma só carne. 9Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!10Em casa, os discípulos fizeram, novamente, perguntas sobre o mesmo assunto. 11Jesus respondeu: “Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra cometerá adultério contra a primeira. 12E se a mulher se divorciar de seu marido e casar com outro, cometerá adultério”.] 13Depois disso, traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam. 14Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. 15Em verdade vos digo, quem não receber o Reino de Deus como uma criança não entrará nele”. 16Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos.

 

— Palavra da Salvação!

 

— Glória a vós, Senhor!

 

 

 

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

 

 

Hoje, os fariseus põem novamente a Jesus num compromisso com a questão sobre o divórcio. Mas Jesus mais que dar uma resposta definitiva, faz uma pergunta aos seus interlocutores pelo que diz a Sagrada Escritura e sem criticar a Lei de Moisés, faz entender que é legitima, mas temporal: Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés escreveu este preceito, (Mc 10,5). Jesus lembra o que diz o Livro do Gênesis: Desde o princípio da criação Deus os fez homem e mulher, (Mc 10,6, cf. Gn 1,27). Jesus fala de uma unidade que será a Humanidade. O homem deixará os seus pais e se unirá a sua mulher, sendo um com ela para formar a Humanidade. Isto supõe uma realidade nova: Dois seres formam uma unidade, não como uma associação, senão como procriadores da Humanidade. A conclusão é evidente: O que Deus uniu o homem não separe, (Mc 10,9). Enquanto tenhamos do matrimônio uma imagem de associação, a indissolubilidade resultará incompreensível. Se reduzimos o matrimônio a interesses associativos, entende-se que a dissolução apareça como legítima. Falar assim do matrimônio é um abuso de linguagem, já que não é mais que uma associação de dois solteiros desejosos de fazer mais agradável a sua existência. Quando o Senhor fala do matrimônio está dizendo outra coisa. O Concílio Vaticano II lembra-nos: Deste modo, por meio do ato humano com o qual os cônjuges mutuamente se dão e recebem um ao outro, nasce uma instituição também à face da sociedade, confirmada pela lei divina. Em vista do bem tanto dos esposos e da prole como da sociedade, este sagrado vínculo não está ao arbítrio da vontade humana. O próprio Deus é o autor do matrimônio, o qual possui diversos bens e fins, tudo o que é de máxima importância para a propagação do gênero humano (Gaudium et spes, n. 48). De regresso a casa, os Apóstolos perguntam pelas exigências do matrimônio, e a continuação tem lugar uma cena carinhosa com as crianças. As duas cenas estão relacionadas. A segunda é como uma parábola que explica como é possível o matrimônio. O Reino de Deus é para aqueles que se assemelhem a uma criança e aceitam construir algo novo. O mesmo o matrimônio, se captamos bem o que significa: deixar, unir-se e devir.O evangelho de Mateus, no Capítulo 19, deixa mais claro do que Marcos o sentido do debate (Mt 19,1-9). O pano de fundo era os critérios necessário para que um homem pudesse divorciar a sua mulher (nem se cogitava na Lei judaica que a mulher pudesse divorciar o marido, pois a mulher era considerada “objeto” que pertencia ao homem!). No tempo de Jesus havia duas tendências, simbolizadas pelas escolas rabínicas dos grandes fariseus. Uma escola ensinava que se podia divorciar a mulher por qualquer motivo, mesmo dos mais banais. E outra dizia que só era permitido o divórcio por motivos muito sérios. Por isso, em Mateus a pergunta se define melhor: “é permitido divorciar a mulher por qualquer motivo que seja?” (Mt 19,4). Em ambos os evangelhos, Jesus se recusa a entrar no debate casuística que cercava a questão, e se limitava a reafirmar o projeto do Pai para o casamento: “Portanto, o que Deus uniu, o homem não deve separar“. Aqui Jesus reafirma com toda firmeza o ideal do casamento cristão – uma união permanente, baseada no amor, e fortalecida pela graça do sacramento. Seria inútil buscar neste trecho uma teologia mais desenvolvida do casamento, muito menos orientações pastorais para os problemas práticos de casamentos malsucedidos, pois isso não foi a intenção do autor. Marcos simplesmente reafirma o princípio de que “o que Deus uniu, o homem não deve separar”. Deixa em aberto a questão de “quando é que Deus realmente uniu um casal? Quais critério se deve levar em conta? Apenas o exterior, ou seja, a cerimônia?” Será que, só porque passaram por uma cerimônia validamente celebrada, um casal é necessariamente unido por Deus? Os problemas reais são muito mais complexos, angustiantes e difíceis de serem solucionados. O próprio papa Francisco declarou que, “infelizmente, 90% dos matrimônios hoje celebrados na Igreja, são legítimos perante a Igreja institucional, mas inválidos diante de Deus”. Negando de aceitar a situação em que a mulher era simples objeto de posse do homem e assim passível de ser divorciada, e propondo o fraco e dependente como modelo, numa sociedade que valorizava o prepotente, Jesus mostra que os valores do Reino de Deus estão na contra-mão dos valores da sociedade do seu tempo – e de hoje. Propõe uma igualdade de dignidade entre homem e mulher, uma fidelidade e compromisso permanentes, e a busca duma vida de serviço e não de dominar! Realmente, uma proposta no contra-fluxo da sociedade pós-moderna que nega o permanente, perpetua o machismo e admira o poderoso e dominador! Somos convidados hoje, para que, entremos “com Jesus, na contra-mão” e para que criemos uma sociedade baseada em outros valores do que os hoje em vigor, as vezes até no seio da própria igreja.Que os casais cristãos compreendam a profundidade de sua união, obra do próprio Deus, portanto, indissolúvel, como fiel e indissolúvel é o seu amor pela Igreja e por cada um de nós.

 

 

 

 

“Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!”

 

 

 

Oração do dia

 

 

Divino Mestre, recorrendo às Escrituras, resgatas a dignidade da mulher e seu verdadeiro lugar na sociedade. Ela não é propriedade, mas companheira do homem, com quem forma uma comunidade de vida e de amor na família. Bendito és tu, Senhor, porque libertas os oprimidos e marginalizados. Amém.

 

 

 

MOTIVAÇÕES PARA A LITURGIA DIÁRIA E DOMINICAL:

 


 


 

A Liturgia Diária é uma ótima ocasião para que se opere a conversão. A leitura da Liturgia Diária forjou e moldou muitos Santos:

 

 

1)-Santo Agostinho foi um deles. “Tolle et lege” (Toma e lê) foi a frase que o conduziu a ler um trecho do Evangelho que mudou sua vida.

 

 

2)-O grande Santo Antão, que deu origem à vida monástica, foi tocado pela graça ao ler a parábola do moço rico no Evangelho.

 

 

3)- São Francesco (Francisco) cujo nome é adotado depois de uma viagem à França, onde o menino teria ficado cativado pela vida francesa, sua música, sua poesia e seu povo, seu pai teria começado a chamá-lo de "francesco", que significa "francês" em italiano. Também, como Santo Antão,a passagem do jovem rico é tão significativa que inspirou também São Francisco de Assis a elaborar sua Regra de Vida baseada no desapego aos bens e o amor aos pobres: “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. (Mt 19, 21).

 

 

4)-Também para Santo Inácio de Loyola a ocasião escolhida por Deus para sua mudança de vida foi a leitura de consagrados livros Cristãos. Gravemente ferido na batalha de Pamplona (20 de Maio de 1521), passou meses inválido, no castelo de seu pai. Durante o longo período de recuperação, Inácio procura ler livros para passar o tempo, e começa a ler a "Vita Christi", de Rodolfo da Saxônia, e a Legenda Áurea, sobre a vida dos santos, de Jacopo de Varazze, monge cisterciense que comparava o serviço de Deus com uma ordem cavalheiresca.A partir destas leituras, tornou-se empolgado com a ideia de uma vida dedicada a Deus, emulando os feitos heroicos de Francisco de Assis e outros líderes religiosos. Decidiu devotar a sua vida à conversão dos infiéis na Terra Santa.

 

 

Os Santos recomendam com empenho a Liturgia Diária:

 




 

1)-São Bernardo: A leitura espiritual nos prepara para a oração e a prática das virtudes. Leitura e Oração são as armas com as quais se vence o demônio e se conquista o céu”.

 

 

2)-São Cipriano: Permanece na oração e na leitura: desse modo conversarás com Deus e Deus estará contigo”.

 

 

3)-Santo Afonso de Ligório: Quantos Santos abandonaram o mundo e se deram a Deus por meio da leitura espiritual!”

 

 

4)-São Gregório Magno, Papa: “Eu te rogo: empenha-te em meditar cada dia as palavras do teu Criador. Assim aprenderás a conhecer o coração de Deus através das palavras de Deus”.

 

 

A Liturgia Diária ajuda-nos a compreender e amar a Liturgia Católica:

 

 

O Catecismo da Igreja Católica ensina que “a liturgia é participação na oração de Cristo, dirigida ao Pai no Espírito Santo. Nela, toda a oração cristã encontra a sua fonte e o seu termo. Pela liturgia, o homem interior lança raízes e alicerça-se no «grande amor com que o Pai nos amou» (Ef 2, 4).

 

 

A Liturgia Diária prepara nossa alma para recebermos o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo

 

 

Na Liturgia Diária, as orações e as leituras da Palavra de Deus são ocasião para alimentar a nossa fé. Em cada leitura Deus fala a seu povo e o alimenta.Por esse modo a Santa Igreja prepara o coração dos fiéis para poder receber o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, na Sagrada Comunhão.Na Liturgia da Palavra o fiel ouve com atenção as leituras da Bíblia que são uma carta escrita por Deus para cada um de nós.Na Liturgia Eucarística somos preparados para receber o Pão dos Anjos, que transformará nossa vida, e como Elias nos dar força para continuar a caminhada alimentados por este pão (I Reis 19,4-10).

 

 

 

Como viver de forma prática a Liturgia Diária?

 

 

Este é um método de leitura orante da Palavra de Deus, da Liturgia Diária, praticado e ensinado pelos Padres da Igreja desde os seus primeiros séculos. Foi batizada com esse nome por Orígenes no séc. III, e generalizou-se nos séculos IV e V como maneira predominante de ler a bíblia. Esta pode ser feita diariamente, por exemplo, meditando o Evangelho proposto pela liturgia diária da Santa Missa. Após suplicar a luz do Espírito Santo, o método se desenvolve em 4 passos:

 

 

1)-Leitura: o que a Palavra diz em si?

 

2)-Meditação: o que a Palavra diz para mim; o que ela me ensina, me revela, como ela me forma, como a vejo em minha vida;

 

3)-Oração: Qual minha resposta a palavra de Deus?

 

4)-Contemplação: O que a palavra de Deus fez em mim? O que devo mudar concretamente em minha vida, que postura devo tomar; o que me proponho a viver doravante durante a minha vida?O fruto dessa nova dinâmica de vida ao ritmo da Palavra é uma transformação real e concreta que nos elevará em fé, esperança e caridade, além disso, nos proporcionará uma vida junto de Deus mais constante e digna de Seu amor.Por último, convido a que nos empenhemos neste caminho. Com a Sua graça já provaremos aqui nesta terra das riquezas do céu!

 

 

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Neste Apostolado APOLOGÉTICO (de defesa da fé, conforme 1 Ped.3,15) promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim" (João14, 6).Defendemos as verdade da fé contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha a verdade, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por ela até que Ele volte(1Tim 6,14).Deus é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade. Este Deus adocicado, meloso, ingênuo, e sentimentalóide, é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomás de Aquino).Este apostolado tem interesse especial em Teologia, Política e Economia. A Economia e a Política são filhas da Filosofia que por sua vez é filha da Teologia que é a mãe de todas as ciências. “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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